A primeira reacção às bandas de rock de garagem pode ser de repulsa, mas depois habituamo-nos ao seu espírito irreverente e até encontramos alguma justificação para libertar o espírito rock que há em nós. Kaspa não foge à regra e mostra que a música não é apenas uma combinação de sons, mas também o resultado de um sonho.
São quatro, chamam-se Kaspa e não se dedicam apenas à música: são também estudantes e trabalhadores. O nome da banda pode não ser simpático, mas é resultado de um assaz peculiar sentido de humor. Slim (guitarrista), Inútil (baixista) Délcio (baterista) e Pintas (vocalista) formam o “quarteto fantástico” do rock urbano nacional que, animado pelo género musical rock, decidiu um dia fazer carreira musical.
Presentemente, é uma das mais proeminentes bandas de rock de garagem do país cujas músicas são destinadas ao público mais jovem. Mas o trajecto foi difícil. A aventura começou quase como um sonho em 2003, através de um forte laço de amizade que os unia. Abraçar este estilo musical foi desde cedo o sonho de todos. Os jovens músicos integravam bandas diferentes e conheceram-se no “universo rock”. Por esta razão, a opção a seguir – rock “New Metal” – não foi um dos principais entraves. Aliás, o primeiro obstáculo da banda foi encontrar um local para os ensaios, pois existiam poucos estúdios e havia muita procura.
Sem abonos familiares, decidiram montar um estúdio para colocarem em marcha o sonho de cantar. “Hoje, já temos estúdio próprio onde ensaiamos”, comenta Pintas vocalista e também apresentador de TV. Os jovens dizem que “valeu a pena o investimento”, uma vez que já não têm de esperar mais de duas horas para ensaiarem.
Kaspa ainda não tem álbum gravado. Em sete anos de existência, teve de mudar de baterista por quatro vezes, facto que, segundo o vocalista, atrasou as perspectivas de evolução da banda. “Queremos gravar um disco com qualidade, e não apenas para os amigos e familiares apreciarem. Queremos que qualquer pessoa, mesmo o que não seja amante do rock, se identifique”.
Neste momento, o grupo está a preparar músicas que vão compor o primeiro trabalho discográfico da banda e, neste princípio do ano, pretende gravar um videoclip. Regra geral, nas suas apresentações, a banda apresenta um misto de temas originais e algumas versões de conceituados artistas. As músicas retratam questões políticas, sociais ou sobre o quotidiano dos moçambicanos.
As músicas da Kaspa são um “New Metal” – rock mais urbano – poderoso e atractivo, onde o talento de cada elemento do conjunto ganha alento. O sistemático recurso aos clichés de “air guitar” e ao som de percussão dão um novo fôlego ao rock, hipnotizando o público e ganhando cada vez mais admiradores. “O número do público tem vindo a crescer porque sempre procuramos inovar. Colocamos alguns ‘ingredientes’ moçambicanos que dão um tom africano à nossa música”, conta Pintas.
Quando questionados sobre o motivo de o rock se apresentar sempre em ambientes fechados, o vocalista da Kaspa diz: “O rock não está fechado, as bandas é que se encontram confinadas nas garagens”.
Escrito por Hélder Xavier Quinta, 27 Janeiro 2011 11:23
Num dia em que se discutiu a evolução e o conceito da marrabenta, a Orquestra Djambo argumentou com a actuação sem precedentes e meticulosos passos de dança que lhe é característico. O terceiro dia do Festival da Marrabenta foi reservado para o debate sobre o passado, presente e futuro da marrabenta.
No Domingo (30) o Centro Cultural Municipal Ntsindya, em Ximpanine, foi demasiado pequeno para acolher mais de uma centena de pessoas ávidas em ouvir o percurso histórico-musical deste ritmo. O debate foi antecedido de uma actuação de uma banda de jovens que se estreia neste estilo. Com um repertório desconhecido, o agrupamento musical conquistou a simpática do público, apesar de se ter revelado tímido.
Com um painel composto por dois músicos (Dilon Djindji e Rufas) e um académico (historiador Rui Guerra), a discussão sobre a marrabenta equiparou-se a de “quem nasceu primeiro: ovo ou a galinha?”. Ou seja, de modo geral, o debate não reuniu consenso mostrando-se inacabado. Houve opiniões diferentes e contraditórias sobre o surgimento e definição da marrabenta. O académico Rui Guerra defendia que a marrabenta é uma música urbana que se tornou popular na década de 50 com duas grandes associações, uma das quais fazia parte a Orquestra Djambo. Mas um certo grupo de pessoas defende que ela é uma dança – e não música. E há quem preferiu falar de um género e, outros, de um ritmo.
A maioria dos intervenientes afirmou que a marrabenta é um ritmo em constante evolução e também transformação. Ou seja, ela está a resistir à passagem de tempo, deixando antever que estes são apenas os primeiros anos de um ritmo que atravessou – e continua a fazê-lo - gerações e tende a impor-se num mundo marcado por influência estrangeira.
A nível nacional, a marrabenta proclama-se como a música de unidade nacional, embora tenha surgido - e seja tocada frequentemente - na região sul do país. Orquestra Djambo de sempre Depois de uma hora e meia de debate, a Orquestra Djambo provou que a marrabenta não se discute, canta-se e dança-se. Numa actuação de 40 minutos, pode-se dizer que musicalmente o grupo não apresentou nada de novo. Ouvimos as mesmas músicas de sempre com uma longevidade de mais de 30 anos.
Mas a orquestra transmitiu uma energia única com as músicas e os passos de dança invulgares. Só havia olhos e ouvidos para o grupo. O público aplaudiu euforicamente. Ouvia-se suspiro da plateia. Os espectadores pediam repetição das músicas. O sucesso “Elisa Gomara Saia” fez com que os espectadores se levantassem e dançassem. Assistiu-se a passos de danças desajustados mas pouco importava, pois o importante era juntar-se à festa.
A orquestra inovou ao cantar com o jovem músico Simba, neto do decano da Orquestra Djambo Moisés. Numa apresentação que cortava o ritmo dos passos de dança, o rapper Simba deu o seu melhor e o resultado não foi satisfatório: a marrabenta “recusava-se” à influência.
A magia, a popularidade, a criatividade aliadas aos passos de dança, à modaskavalu, e a sabedoria e conhecimento do mais velho da orquestra, os “Djambos” tiveram como resultado a total rendição do público que superlotava o centro Ntsindya.
Escrito por Hélder Xavier Segunda, 31 Janeiro 2011 13:44
Mingas vive e trabalha em Moçambique, onde nasceu e onde ela cresceu. Destinado a cantar, Mingas participou de uma série de shows de talentos em sua juventude. Através deste processo, ela acabou se tornando o vocalista de uma das bandas mais populares em Moçambique na época, Hokolókwé. A banda excursionou extensivamente em todo Moçambique sob condições difíceis da guerra civil.
Mingas estabeleceu-se durante o período de desafios de transformação em Moçambique. Sua determinação e amor pela música foram as chaves que a puxou pela realidade tumultuada política do país.
Ela era uma cantora em 'Orquestra Marrabenta Star de Moçambique' durante turnês pela Europa em 1987-88. gravações a solo durante este período incluíram 'Ava Sati Va Lomu', 'Elisa Gomara Saia ". Mais tarde ela gravou "Nweti" e outras faixas com o grupo Amoya em Paris. Sua gravação de "Nweti" foi incluído na coleção Putumayo Records, "Mulheres da Internacional World '. Como parte do grupo Amoya, ela foi premiada com o "Grand Prix Decouvertes 90 'em um show Gala na Guiné Conakry.
Por alguns anos na década de 1990, Mingas apresentou ao lado de Miriam Makeba como backing vocal e artista solo durante as turnês internacionais Mama África que se estendeu por quatro continentes. Profissional destaques na carreira Mingas "durante esses passeios incluem apresentações no Opera House de Sidney, na Austrália e um desempenho para o Papa João Paulo II durante sua visita ao Brasil. Durante sua carreira, Mingas foi realizada com artistas internacionalmente famosos como Hugh Masekela, Gilberto Gil, Mariza, Jimmy Dludlu, Yvonne Chaka Chaka e muitos outros.
Mingas passeios amplamente em todo o Moçambique, África do Sul e internacionalmente, ganhando um estatuto lendário em seu país. Para mais informações visite: www.mingas.com
Lamenta, Mitó, secretário-geral da Sociedade Moçambicana de Autores
A Sociedade Moçambicana de Autores pode ter dado passos positivos em cinco meses do novo executivo, mas o seu secretário-geral, Jaime Guambe (Mitó), diz ser necessário superar questões legais e fazer com que os melhores artistas façam parte da sociedade. O secretário-geral da Sociedade Moçambicana de Autores (SOMAS), Jaime Guambe, diz que o balanço das actividades realizadas pela sua agremiação, nos últimos cinco meses, é positivo, embora persistam equívocos que ainda enfermam a classe dos autores moçambicanos. “Nos cinco meses após a eleição do nosso secretariado para comandar os destinos da Associação Moçambicana dos Autores, nota-se um crescimento assinalável, sob ponto de vista do cumprimento das actividades preconizadas. No período em alusão, conseguimos trocar experiência com a Southern África Music Right Organization e estabelecemos diversos acordos de parceria na área da protecção de direitos do autor. Participámos, na terra de Robert Mugabe, num encontro organizado pela Organização Mundial de Propriedade Intelectual. Para além deste, houve um encontro no Senegal que juntou músicos e produtores Pan-africanos”, afirmou.
Ainda muito recentemente, segundo Guambe, carinhosamente tratado no mundo da música por Mitó, a Associação Moçambicana de Autores participou no segundo encontro Lusófono sobre os Direitos de Autor, que teve lugar na terra de Lula da Silva.
“Este encontro foi de extrema importância para a SOMAS, na medida em que conseguimos observar de perto a forma como funcionam as diversas sociedades de autores no mundo Lusófono. Um ganho para o nosso país foi conseguir angariar votos suficientes para a realização da terceira edição do encontro Lusófono sobre o mesmo tema, facto que vai acontecer em Dezembro de 2011”, sublinhou Mitó.
Ainda durante a sua estadia no Brasil, a SOMAS manteve encontro com quatro sociedades brasileiras, nomeadamente, ABRAMUS - Associação Brasileira de Música e Arte; AMAR - Associação de Músicos Arranjadores e Regentes; SOCINPRO - Sociedade Brasileira de Administração e Protecção de Direitos Intelectuais; e ECADE -que é o Escritório Central de Arrecadação dos Direitos Autorais.
“Foi possível perceber a forma como é feita a cobrança de direitos autorais, sua repartição com os autores bem como a questão da legislação que rege os direitos autorais brasileiros”, disse Mitó.
No entanto, apesar dos sucessos alcançados, a SOMAS depara-se ainda com vários desafios por ultrapassar, com destaque para a revisão do instrumento legal que defende os autores moçambicanos.
“A lei do Direito de Autor e Direitos Conexos não está clara. A título de exemplo, no seu artigo 65, sobre sanções penais em caso de usurpação e contrafacção das obras, não está estipulada a moldura penal por aplicar a este tipo de casos, embora esteja lá tipificado como crime público e punido nos termos da lei.”
Para Mitó, que é também jurista, é urgente que se trabalhe no sentido de se rever este instrumento legal, dada a sua importância para a vida dos autores.
Ainda do rol dos desafios que caracterizam o dia a dia dos autores, segundo Guambe, constam o licenciamento das casas de pastos, hotéis, restaurantes e bares, por forma a usarem legalmente as obras dos autores. “Vamos realizar um encontro com os utilizadores, com destaque para os de rádios e televisões, no qual iremos traçar o nosso Plano Estratégico para o período 2010-2016”, frisou Guambe.
Uma das preocupações de Mitó prende-se com a fraca adesão de autores à associação.
“Infelizmente, os melhores artistas deste país, escritores, artesãos, sem querer discriminar a ninguém, não estão filiados na SOMAS. Ziqo, Mc Roger, Mia Couto e Paulina Chiziane são apenas alguns exemplos de artistas não filiados na SOMAS. Daí precisarmos divulgar cada vez mais as nossas actividades, consciencializando os autores sobre a importância da sua filiação na SOMAS.
Leia mais na edição impressa do «Jornal O País» Quarta, 29 Dezembro 2010 00:00 Gildo Mugabe .
Em vésperas do concerto de lançamento do seu primeiro CD a solo, João Carlos Schwalbach fala da música e do espectáculo que já vem adiando há três anos. O músico e compositor moçambicano antevê algo especial e inovador nos próximos dias 9 e 10 de Dezembro.
Quando se fala de espectáculos em Moçambique a fórmula parece ser esta: o músico a cantar em playback, no tocante à camada juvenil. Ou talvez um pouquinho disso: o artista acompanhado por uma banda sem referência a tentar mostrar ao público de que também pode tocar ao vivo. O músico, compositor, arranjista e produtor João Carlos Schwalbach quer dar a volta a esse lugar-comum. E não é preciso ser adivinho para suspeitar que o concerto será inédito. Será um espectáculo para quem gosta de música com tudo no seu lugar, a começar pelo cenário. O palco não vai ser igual aos de grandes artistas internacionais, tão-pouco uma cópia barata de um qualquer megaconcerto. Pelo contrário, poder-se-á testemunhar o produto final de quem leva a música a sério.
João Carlos Schwalbach optará, diga-se, por um excesso de inovação, o que vai dar ao concerto de estreia do seu trabalho discográfi co a solo uma característica peculiar e sem precedentes. Não haverá um aparato técnico, mas uma combinação de imagens, som e luzes - quanto baste - para quem aprecia ambientes calmos, intimistas e cheios de cor. O cenário confundir-se-á com os de filmes hollywoodescos, sobretudo os de ficção. Efeitos visuais, muita luz e som.
Os espectadores sentir-se-ão dentro de uma trilha sonora de uma obra cinematográfica. Ou melhor, será como se de uma viagem a um mundo imaginário se tratasse. O espectador vai sentir como se estivesse a entrar numa outra dimensão. O silêncio será quebrado pela originalidade. E tudo baterá certo no cenário: as personagens, o palco, a luz e o som.
O responsável pela grandiosidade do palco é um pintor espanhol e chega nesta sexta-feira ao país. Terá sensivelmente uma semana para colorir o palco do Centro Cultural Franco- Moçambicano (CCFM). Espera-se nos próximos dias 9 e 10 do mês em curso “um show audiovisual” com uma atmosfera radiante e evocativa.
Estarão envolvidas vinte e cinco pessoas na produção, desde os técnicos de som e imagens até os músicos que vão subir ao palco. O som ambiente será do CCFM e vai ser acrescida mais uma dose de decibéis.
Concerto memorável
Schwalbach vai realizar um concerto honesto e entusiasmante. O mesmo vinha a ser adiado há mais de três anos por falta de fundos mas decidiu avançar, embora não tenha conseguido o apoio desejado, pois pretende “mostrar o que se pode fazer com ou sem muito dinheiro”.
O seu repertório revela-se adequado para apresentar um espectáculo memorável e exuberante. Ouvir-se-ão as mais profundas notas dos treze temas que compõem o seu primeiro álbum a solo, “Despertar Vol. 1”. O show é próprio para um público de ouvido apurado. Não é um concerto para quem só gosta de música, mas para as pessoas que “vivem e sentem esta arte” na alma.
Neste concerto de lançamento do disco, João Carlos Schwalbach será acompanhado por músicos como Paito, Carlitos Gove, José e Mozila. E também vai tocar ao lado do pianista brasileiro nascido em Buenos Aires, Pablo Lapidusas. Aliás, Schwalbach contava com a presença de um trio oriundo da vizinha África de Sul, especificamente da Cidade do Cabo, mas por questões de agenda não será possível.
O lançamento do disco acontecerá em dois dias porque “a produção é cara” é há a necessidade de “recuperar o investimento feito”. O dia 9 é o primeiro momento da festa e será uma noite de gala, na qual quase 80 porcento dos espectadores são convidados. O segundo dia será um espectáculo aberto a todos os apreciadores de boa música e os que pretendem embarcar numa viagem musical nunca antes experimentada.
A expectativa do compositor moçambicano é que seja uma “noite inesquecível”, pois trata-se de uma experiência nova na sua vida. “É sempre complicado tocar ao vivo, mas estou animado”. Despertar Vol.1 O álbum “Despertar Vol. 1” marca uma nova fase do actual director musical dos Ghorwane, e não o seu afastamento daquele agrupamento.
“Tenho trabalho a solo desde miúdo”, diz. O álbum contém treze temas originais, apresentados ao vivo na sua primeira aparição pública antes de integrar a banda Ghorwane, em 1992. O mote de todo disco é a soma de uma experiência de vida.
Grande parte dos temas foi composta para os seus progenitores quando contava os dezoito anos de idade. As músicas reflectem o seu estado de espírito: “Fiz o álbum numa fase animada” e revelam todo o seu virtuosismo.
As músicas do seu primeiro CD são uma fusão de várias influências musicais. Há aqui uma mistura perfeita de música clássica, africana, jazz, electrónica, rock, entre outras, que torna o “Despertar Vol.1” um disco único e de referência obrigatória. A sonoridade sinfónica presente nos temas levanos a outra dimensão.
O disco é, diz, o despertar de um artista como uma pessoa adulta e de um músico a solo. O álbum também marca a sua evolução e uma mudança. “É um salto que dei na música para uma nova fase”. Produziu pessoalmente o CD e, numa primeira fase, o músico vai colocar no mercado nacional mil cópias do disco.
Escrito por Hélder chavier Quinta, 02 Dezembro 2010
Antes das praias moçambicanas, Alípio Cruz – Otis – faz de Angola a sua ponte com o próximo ano. Angola virou novo palco para artistas moçambicanos. Depois de a Companhia de Teatro Gungu ter sido convidada para uma série de espectáculos, onde aproveitou para estrear a peça “Vivendo Com a Sogra”, e de a Companhia Nacional de Canto e Dança ter sido convidada para um festival tradicional, Otis surge como uma das figuras escolhidas para encerrar o ano. O cantor moçambicano radicado em Portugal já apresentou alguns espectáculos, faltando agora três, dois no dia 31 e um no primeiro dia de 2011. A digressão de Otis pelas terras de “Zé Du” devia contar com a angolana Yola, no entanto, uma doença não permitiu que ela fosse ao palco. Assim, Otis e a banda que o acompanha para esses espectáculos tiveram que encontrar outras soluções.
Numa conversa que tivemos por e-mail, Otis disse que o melhor coisa da sua digressão foi o reencontro com o músico Dalu, residente em Luanda, com quem não actuava já há sete anos. Apesar desse dueto ter sido, segundo o músico, “bom demais”, a maior surpresa foi o encontro com o músico cabo-verdiano Boy G Mendes, que também se encontra em Luanda para alguns concertos.
O músico cabo-verdiano, de acordo com o jornal de Angola, esteve naquelas terras para actuar também no “Quinta de Prestígio Musical BNI”, evento que se realiza todas as quintas-feiras à noite, no Miami Beach, visando valorizar o talento e o prestígio de grandes nomes da música angolana e internacional.?
Leia mais na edição impressa do «Jornal O País» Quarta, 29 Dezembro 2010.
Um acidente de viação que quase o trucidou um dos pés esteve na origem da longa ausência de Salimo Muhamed dos palcos
Está de volta o show-man de voz rouca, após vários meses de total hibernação musical. Um acidente de viação que quase o trucidou um dos pés esteve na origem da longa ausência de Salimo Muhamed dos palcos... Depois da sua última aparição pública na capital, com o espectáculo intitulado “Kakata” (avarento), o conceituado músico Salimo Muhamed vai abrir o ano artístico com um concerto denominado “Tima thora” (mata sede), show que se espera que venha a ser um grande sucesso. Será mais um momento para os fãs vibrarem face à sua presença contagiante no palco, cantando, dançando e encantando.
Aliás, o “Sambrowero” tem arrastado muito público aos seus espectáculos, não apenas pelo conteúdo das suas músicas, mas também pela forma original como prepara e apresenta as suas actuações, deixando os espectadores sempre com vontade de querer ver mais. “Tima thora”, que marca o regresso do autor de “Mamana Maria” após o acidente que sofreu no segundo semestre do findo ano, está agendado para Abril próximo, no Centro Cultural Franco-Moçambicano em Maputo. Mais do que isso, o espectáculo em forja vem provar, uma vez mais, que Salimo não verga quando se trata de apelidar os seus shows. Basta recuar no tempo e abrir o cacifo das designações em changana, sua língua materna, e relembrar “Madala wa djeque”, “Maghurutchendje”, “Xingove xi Dibi Mutchovelo”, “Djiplokotso yeve”, entre outros nomes. Contudo, o produtor do “Tima thora”, o artista Kheto Luali, que coincide ser o dinamizador da Associação Cultural Mozolua, explicou que o show “será um clássico africano, condimentado pela fusão de instrumentos modernos e clássicos. Neste concerto, Salimo Muhamed chama a todos para brindarem e matar a sede, após o seu desaparecimento dos palcos”, apontou.
Na verdade, enquanto repousava a sua incofundível voz, devido a enfermidade, Salimo Muhamed vinha-se dedicando às artes plásticas, no seu pequeno atelier, montado em Txumene, no município da Matola, onde se encontra a residir. Presentemente, o artista está a preparar o novo CD, com o título “Txova Nholo” que, em português, significa carrinho de carga, mais conhecido por “txova xi ta duma”. Para o artista, “Txova Nholo” significa o esforço que todos nós fazemos no dia-a-dia para garantir o nosso “ganha-pão”, ou seja, estamos sempre a empurrar um carrinho de mão, muito carregado e que precisa de muita força para ser empurrado.
Salimo assediado
Artista multifacetado e considerado polémico por certos sectores da sociedade, Salimo é um dos embondeiros da música ligeira moçambicana, facto confirmado pela reedição de dois álbuns seus, pela Vidisco Moçambique. Trata-se dos álbuns “Mhanana” e “Mamani Maria”, que fizeram muito sucesso por altura dos respectivos lançamentos. A reedição que aconteceu no ano passado está relacionada com a forte procura que a música de Salimo Muhamed tem tido no mercado discográfico. O CD “Mamani Maria” foi gravado nos já extintos estúdios da J&B Recording, no ano de 2001, tendo contado com a participação de Nando (baixo), do já falecido guitarrista Nanando (guitarra solo), Arone (teclado), Miranda (bateria), Matchote (saxofone), contando com voz de Salimo Muhamed, bem como com a colaboração de Alfredo Chissano, na produção. Este disco inclui temas afamados do autor como o que dá título ao álbum, “Tchova Boy”, e “Trabalhador”. Já o disco “Mhanana” foi gravado nos mesmos estúdios, mas no ano de 2005, e nesta obra onde se destacam temas como “Marhumekhani”, “Corre Ruas” e “Paz”, o “show man” voltou a contar com a colaboração de excelentes executantes. Tony Mangue encarregou-se pela guitarra, os teclados estiveram ao cargo de Lacern Vales e a programação, bateria, mistura, “masterização” e captação foi feita pelo angolano Yé Yé.
Leia mais na edição impressa do «Jornal O País» Segunda, 10 Janeiro 2011 Celso Ricardo . Digite aqui o resto do post
Jovens, belas e com lindas vozes. Juntam-se para esta noite cantarem os sucessos de João Cabaço. Ele estará ao lado delas e será acompanhado por instrumentistas de Nondje e K-10 O Centro Cultural Universitário, em Maputo, será palco de um concerto para homenagear o guru da música moçambicana, João Cabaço. Para marcar a diferença, Cabaço convidou 12 mulheres para o acompanharem no palco, sendo que cada uma delas vai interpretar um tema seu. Numa conferência de imprensa havida para anunciar o show, Cabaço explicou que o propósito de juntar 12 mulheres e todas elas jovens, em palco, é uma forma de passagem de testemunho ou de deixar um legado às novas gerações.
“Isto prova que não existe conflitos de geração e nós, os mais velhos, temos a obrigação de deixar um legado aos jovens que têm vontade de fazer música. A música é isto, harmonia melódica, a dócil voz e é isso o que vamos trazer neste concerto”, explicou Cabaço.
As vozes a que João Cabaço se refere são de Lenna Baule, Agata, Sizakiel, Tanselle, Açussena Matola, Isabel Novela, Juthy, Yolanda, Sheila Jesuita, Filó e das irmãs Belita e Domingas.
MOÇAMBIQUE conquistou recentemente o primeiro prémio no concurso africano de dança contemporânea, realizado no Mali. A coreografia da obra "Oroboy Stop", do moçambicano Horácio Macuácua, foi considerada pelo júri a melhor entre as dez seleccionadas para a fase final. Para o concurso intitulado “Danse L’Afrique danse”, concorreram mais de cem grupos de diferentes países.
Moçambique foi considerado o melhor levando a vantagem sobre o grupo Aly Karembé, da República Democrática do Congo, e Qutus Onikeku, da Nigéria, que ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente.
Com a conquista do primeiro lugar, Moçambique vai receber como prémio dez mil euros e terá direito a uma digressão pelos países africanos, Europa e América Latina.
De referir que o concurso já vai na sua oitava edição e tem registado anualmente muita aderência de grupos concorrentes.
A CANTORA, compositora e poetisa moçambicana, Tânia Tomé, é a vencedora do prémio de melhor vídeo na categoria "Soundcity Fresh Video" do programa “Soundcity Music Vídeo Awards 2010”, realizado na Nigéria.
Tânia Tomé conquistou o prémio com o vídeo da sua recente composição "Nhi Ngugu Haladza".
“Soundcity Music Vídeo Awards” é um programa que visa reconhecer e premiar artistas, bem como produtores e directores de vídeos de música de África, com ênfase para criatividade, inovação e interpretação de conceitos na canção projectados nos ecrãs. Artistas de renome como Freshly Ground (da África do Sul), Asa, 2Face Indibia, Anselmo Ralph (Angola) foram vencedores de edições anteriores do referido evento.
Segundo o júri do evento, Tânia Tomé venceu o prémio por ter tido a música e vídeo mais talentoso, criativo e inovativo, além de ter conquistado maior número de votos, muitos destes provenientes de diversas partes do mundo.
A música “Nhi Ngugu Haladza” foi composta e interpretada por Tânia Tomé e produzida pelo conceituado João Schwalbach, tendo o vídeo também sido produzido e realizado por Tânia e editado pela MG Produções.
TÂNIA TOMÉ
Maputo, Quarta-Feira, 24 de Novembro de 2010:: Notícias Começa a cantar aos 3 anos de idade por influência do pai (cantor e compositor), aos 7 anos de idade vence o primeiro lugar no prémio de melhor voz num concurso para África Austral realizado em Moçambique pela World Health International.
Aos 20 anos ganha o 2º lugar no Festival da Canção realizado no Porto, em Portugal e no já no término do seu curso de Economia vence mais um importante prémio para africanos, da Fundação Mário Soares (ex-presidente de Portugal) pelo seu bom desempenho académico e pela contínua ligação durante a vida académica com actividades artísticas e humanitárias.
Tânia vem actuando a nível nacional e internacional, tendo actuado e conhecido artistas como Lokua Kanza, Tito Paris, Otis, Zé Afonso, Bonga, Asa, Freshly Ground, Ibiyemi entre outros. A nível nacional teve oportunidade de cantar com artistas como Mingas, Roberto Chitzonzo, Júlio Silva, Stewart Sukuma, Chico António, Hortêncio Langa, entre outros.
Ao longo dos últimos 7 anos tem sido júri de programas de TV para descoberta de novos talentos nas diversas artes e sobretudo na música.
É sexta-feira lançado no estúdio auditório da Rádio Moçambique um disco póstumo da falecida cantora Amélia Moiana, que em 2006 surpreendeu o país ao lançar o seu primeiro álbum aos 75 anos.
O novo disco, “Pswilo Pswa Misava”, reflecte o trabalho de estúdio que a malograda esteve a efectuar nos seus últimos meses de vida com a editora Diamante, que o edita, de que é responsável o conceituado músico Dimas. O lançamento do álbum de nove temas, cinco deles inéditos, está a ser coordenado pela família de Amélia Moiana, que pretende partilhar a sua herança com amigos e público amante da música da malograda, que misturava melodias fortemente influenciada por ritmos moçambicanos, jazz e gospel.
O estúdio auditório da RM fará assim desfilar para além de uma filha de Moiana, Elsa Hunguana, e uma neta Cacilda Ivone, os famosos músicos Dimas, Sizaquel, Inocêncio Matola, Naldo e Cadinho. Estes artistas cantarão um tema integrado em “Pswilo Pswa Misava” e mais um da sua autoria.
Elsa Honwana e Cacilda Ivone integraram as gravações e tiveram mesmo que interpretar para o disco alguns temas que Amélia Moiana não pôde gravar, uma vez adoentada, situação que pôs termo à sua vida em 2009.
Tal como “Moya Wanga”, o disco póstumo de Amélia Moyana reúne temas cantados maioritariamente em changana.
A falecida cantora era uma figura conhecidíssima do público gospel na capital do país e não só. Já participou na parada “Top Feminino”, da Rádio Moçambique. Concorreu com o tema “Psilo Swa Missava”, em 1999, que dá título precisamente ao álbum que será lançado. Numa outra edição do concurso, entretanto extinto para integrar o actual “Top Ngoma”, participou com “Mintiru Ya Mhunu”.
Amélia Moiana começou a cantar nos anos 1960 no Centro Associativo dos Negros, hoje “Ntsindza”, no bairro do Xipamanine. Frequentava desde criança a Igreja Presbiteriana de Moçambique, onde era maestrina de um dos corais.
O conceituado cantor cabo-verdiano, Philip Monteiro, já se eoncontra em Moçambique para realizar dois concertos. Esta sexta-feira Philip Monteiro vai actuar em Maputo e no Sábado na cidade da Beira.
10 anos depois, Philip Monteiro volta a cidade de Maputo para um mega concerto. Neste concerto Monteiro vai brindar ao público amante da sua música, com seu recente álbum, incluindo temas antigos com destaque para Paké Ama, Alta Segurança entre outros. Acompanhado pela banda “Maravilhas”, composta por músicos moçambicanos, Monteiro vai realizar o segundo grande concerto na cidade da Beira, no sábado próximo.
Refira se que para além de cantar, Monteiro vai dar luz verde ao seu projecto de gravação de músicas acompanhado por novos talentos moçambicanos.
“Etiópia” – a voz se repetia numa música antiga, ao mesmo tempo que Addis Abeba inspirava “We are The World”, do “USA For Africa”. Etiópia era – e continua sendo – a capital do continente. Onde os líderes africanos se juntaram para sonhar “uma nova África” e para lá regressam várias vezes para novos pactos. É naquele país do “rastafarismo” que o saxofonista moçambicano Moreira Chonguiça actua, hoje, como convidado, na conferência sobre Redes de Líderes Africanos.
Na conferência a decorrer de hoje a 6 do mês em curso, naquele país da África Oriental, para além de cantar, Chonguiça fará parte do evento como um dos palestrantes. Com requinte e glamour, num concerto cujo denominador comum serão os acordes do jazz, “o cidadão do mundo”, como é conhecido Moreira Chonguiça, vai emprestar o seu charme e voz num concerto de gurus da música africana.
Chonguiça diz ser uma honra fazer parte daquele fórum, assim como tocar num palco reservado aos grandes senhores da música africana. “Ser convidado para tocar num fórum destes é uma honra. e é prestigiante, porque terei a oportunidade de trocar impressões com diversos delegados, assim como com artistas convidados. Almejamos todos um diálogo crescente, que torne África o melhor continente do mundo”, frisou Chonguiça.
Será um show diferente. Estamos em festa, são 13 anos da nossa carreira”, diz Gibra
A orquestra Timbila Muzimba vai ao palco do Centro Cultural Franco-Moçambicano, esta noite, para mais um espectáculo dos 13 anos da sua criação. Quando surgiram em Agosto de 1997, o país conhecia o “boom” da passada, e o tradicional não era a marca mais procurada. Mas é nesse mesmo momento que começavam a destacar-se alguns grupos jovens que acreditavam que podiam ascender aos grandes palcos com ritmos tradicionais.
Timbila Muzimba nasceria nesse ambiente e, em treze anos de existência, surgiriam momentos marcantes como um espectáculo na Ásia que pôs gente a chorar, como lembra Gibra. “Nestes 13 anos de existência do Timbila Muzimba, o momento mais marcante para mim foi o espectáculo realizado em Macau, onde conseguimos pôr muitos chineses a dançar, aliás, há outros que choraram”.
Macau pode ter sido outra história e simplesmente não terem visto mais gente a chorar em outros palcos do mundo por onde passaram. No entanto, criaram os seus fãs e transformaram “warethwa” no seu grito de guerra. E é do mesmo jeito que hoje se farão ao Franco, pelo menos prometem. “Será um show diferente. Estamos em festa, são 13 anos da nossa carreira”, diz Gibra.
A música do Timbila Muzimba faz uma fusão entre os sons e ritmos de timbila e instrumentos convencionais. O nome do grupo vem de um instrumento da família dos xilofones, a timbila, tradicionalmente da província de Inhambane, que se tornou um dos símbolos da cultura moçambicana; e o termo muzimba (que significa corpo) relaciona-se com os corpos de bailarinos que se movimenta vivamente ao som da música.
Em 1999, o grupo recebeu o prémio do concurso Crossroads
Com dois CD lançados, Timbila Muzimba teve oportunidade de trabalhar com o compositor e instrumentista português Júlio Pereira, e foi ainda protagonistas de um conto inédito de Mia Couto.
Sexta, 05 Novembro 2010 Leia mais na edição impressa do «Jornal O País»
O CONCEITUADO saxofonista moçambicano Moreia Chonguiça é um dos convidados para actuar e fazer parte da conferência sobre a Rede de Líderes Africanos. A conferência arranca hoje em Addis Abeba, Etiópia, e termina sábado, juntando diversos líderes provenientes de vários cantos do mundo.
Segundo a comunicação que nos foi enviada, a conferência tem como objectivo juntar líderes africanos dinâmicos, visionários e criativos, com a finalidade pensar o futuro de África. Um grupo de artistas africanos foi convidado a animar a conferência. E, entre eles está o Moreira Chonguiça. A propósito do convite, Moreira afirma: “Ser convidado para tocar num fórum destes é uma honra para mim e é bastante prestigiante pois terei a oportunidade de trocar experiências com os vários delegados assim como com os artistas convidados. Almejamos um diálogo crescente e que torne África o melhor continente”, disse Moreira Chonguiça. Muito afro-jazz na Matola-Jazz
VÁRIOS artistas de afro-jazz irão polvilhar o palco do Matola-Jazz Bar, naquilo que constitui o cardápio de espectáculos oferecidos ao longo da semana naquele local, situado no Município da Matola. Com efeito, para hoje foi convidada a jovem artista Yolanda Kakana, que actualmente está a assumir um papel de artista residente às quartas-feiras naquela casa. Yolanda tem estado a exibir a sua perfeita performance, com um timbre vocal de eleição. Amanhã será a vez de Dua, que, igualmente irá fazer vibrar os amantes da boa música. Já para sexta-feira foi chamado Zé Maria, um artista situado no eixo dos diversos instrumentos de sopros, com uma linha de jazz e do blues.
Matola-Jazz é um espaço que vem se destacando na promoção da boa música ao vivo, com sessões que iniciam às quartas-feiras e encerram aos domingos, onde ainda há espaço para uma tarde dançante.
Reggae à Rastony e Maputoland
O MÚSICO de reggae Rastony e a sua banda Maputoland sobem sábado ao palco do Xima, onde irão realizar um concerto musical que tem em vista a apresentação de uma série de temas que vem sendo criados pelo grupo, ao mesmo tempo que pretendem deliciar os amantes do reggae, fusion e do afro-jazz com os temas que compõem o álbum “Summer times”. Para além de Rastony que aparece na voz principal, a turma do Maputoland é composta por Magaia (bateria), Pipas (teclados), Lote (viola baixo), Bob Lee (guitarra solo), Clésio (guitarra ritmo). Entretanto, irá tocar a banda residente Xitende, liderada pelo saxofonista Matchote.
“Horizonte” no Núcleo de Arte
“HORIZONTE das nossas mentes” é o título de uma exposição colectiva de artes plásticas que abre amanhã na galeria da Associação Núcleo de Arte. A mostra colectiva é composta por obras dos artistas plásticos Bento Mulungo, Imidio Mankey, João Paulo Queha, Titos Pelembe, Chalucuane e Vovôs, que nos apresentam trabalhos artísticos nas modalidades de pintura, escultura, cerâmica e desenho. Composta por 40 obras, a exposição abre às 18 horas e ela conta com o apoio da Associação Mozal para o Desenvolvimento da Comunidade. Com o título “Horizonte das nossas mentes”, os artistas pretendem expor a ideia que a arte produzida e ora apresentada está em prol do desenvolvimento da sociedade moçambicana, sendo que ela se orienta para espevitar os moçambicanos a irem ao encontro dos bons costumes e também ao trabalho, amando as artes e a cultura.
Debate-se regulamento de espectáculos
O MINISTÉRIO da Cultura está a promover um amplo debate visando a recolha de contribuições que possam enriquecer a proposta do Regulamento de Espectáculos, um dispositivo legal que se espera venha contribuir para a criação de um ambiente positivo no processo de organização de shows. Esta proposta surge na sequência da criação, em Moçambique, de dispositivos legais que permitam a gestão dos assuntos culturais, em geral, e no domínio das artes e da cultura em particular, segundo um comunicado de imprensa recebido na nossa Redacção. O comunicado avança que, os agentes culturais ligados à promoção de espectáculos promotores e produtores, artistas, associações de carácter cultural, entre outros, são convidados a participarem na análise e enriquecimento deste documento, que se encontra já em fase final de revisão e actualização. O prazo para a entrega de propostas é de vinte dias, sendo que os documentos deverão ser depositados na Direcção de Educação e Cultura da Cidade de Maputo, nas associações dos Músicos e dos Escritores Moçambicanos, bem como na Sociedade Moçambicana de Artistas (SOMAS). Para a Província de Maputo os locais escolhidos foram Direcção Provincial de Educação e Cultura e Instituto Superior de Artes e Cultura. O Departamento de Artes Cénicas é a entidade responsável pela recepção dos documentos.
Rappers em Xai-Xai
O ESPAÇO cultural Xigovia, localizado na cidade de Xai-Xai, província de Gaza, acolhe um concerto do músico, uma acção que será realizada sexta-feira a partir das 22 horas. A acompanhar Samson estará a banda Central Line, que se dedica à música de fusão, ao mesmo tempo que estarão ainda em palco os jovens músicos Dany OG, Mega Jr. e DJ Ardiles.
Acompanhado pela banda Éssope, formado por alguns artistas do Eyuphuru e Rockfeller, nomeadamente, Belarmino na percussão; Julinho na guitarra; Beto na bateria; e Mussá na viola-baixo, Alves Júnior está a preparar uma digressão pela Europa, com o objectivo de realizar concertos ao vivo.
A ida a Londres e Berlim surge na sequência de negociações que o seu empresário tem vindo a encetar, com o intuito de tornar cada vez mais acessível as suas músicas em mercados ocidentais.
“Vou actuar ao vivo na Alemanha e em Londres. Vai ser a primeira vez a cantar naquele continente, e espero dar o meu máximo para não defraudar as expectativas do público que lá me espera”, prometeu Alves.
Antes de escalar o velho continente, o também estudante de Matemática na Universidade Eduardo Mondlane vai actuar na “terra do rand”.
Recentemente, Júnior lançou o seu primeiro vídeo-clip intitulado “Kanzanga”, o mesmo que “Meu amor”.
OS batuques e as maviosas vozes dos artistas anunciavam a festa que já se tornou tradicional: Umoja. E durante dois dias (29/30 de Outubro) o palco da festa foi a Praça da Independência. A pontualidade ditou desde o início do festival o profissionalismo dos organizadores que tudo fizeram para que a edição deste ano terminasse em alta. E terminou.
Os receios de que a chuva cairia às catadupas, manchando o festival internacional de artes, não passaram disso.
O palco e o som permitiram com que os artistas se movimentassem tranquilamente o que contribuiu uma excelente interacção com o público que se mostrou ser cada vez mais exigente na performance dos artistas.
Do grupo de canto e dança Xindirho, conotado como um dos melhores de actualidade, à apresentação das crianças que se fizeram ao palco todos se deixaram embevecer pelo som dos vários batuques, acto que só conquistou a plateia, que encantada se pôs aos assobios com fortes aplausos pela boa performance.
O Quénia, que participa pela primeira vez nesta festa mandou vir a cantora Atemi Oyungo. Ela trajava uma longa túnica e mostrou num canto leve fez do palco um espaço para guindar o nome do seu país. O mesmo fez o jovem músico e bailarino Thandiswa Mazwai, da África do Sul. Este não deixou os seus créditos em mãos alheias: dançou, cantou e encantou lindamente numa coreografia que nos fará recordar os tempos dos guerreiros zulus.
Curiosamente Thandiswa era a figura mais visível no palco pelo facto de ter conseguido apresentar uma excelente performance fazendo coros aos vários músicos.
Surgiu depois Carola Kinhasha, da Tanzânia, dona de uma linda voz e corpo perfeito para exímia bailarina que ela é. O que nos mostrou foi apenas a exibição da sua voz e a música interpretada.
A acrobata Veronic, da Noruega, foi a outra figura muito apreciada pela ala masculina dado a sua performance executada com mestria.
Quantos não foram os momentos de suspense, deslizando em estonteantes coreografias. Ora de cabeça para baixo, ora para cima, o que deixava o público extasiado.
A dupla de acrobatas provenientes da Etiópia não foi tão boa se formos a comparar com os anteriores do ano transacto, igualmente vindos do mesmo país.
RAY PHIRI E ANITA MACUÁCUA
Chegou a vez da exibição da cantora Anita Macuácua, considerada a nossa Diamante. Trajava roupas coloridas e muito bem costuradas.
Na sua humildade, começou por saudar o público e logo a seguir os instrumentos fizeram-se ouvir. A cantora foi sempre sendo aplaudida pelo público pela sua performance e a forma perfeita como brinca com a sua voz.
Mas, o mesmo era mesmo para a tão esperada figura: Ray Phiri.
Aliás, a presente edição do Umoja era mesmo em homenagem compositor e intérprete sul-africano Ray Phiri, cuja história e carreira musical se confundem com a existência da conceituada banda sul-africana Stimela. Sobejamente conhecida entre nós.
No final da festa, Tove Bruvik, embaixadora da Noruega, e António Tovela, em representação do Presidente do Município de Maputo, foram as figuras indicadas para a entrega em público do troféu ao ilustre Ray. O público aplaudiu.
Com um sorriso rasgado, Ray Phiri recebeu o troféu feito de madeira Umbila. Este troféu para ele significa maior responsabilidade nas acções que vem desenvolvendo, que hoje não se centram somente na música e cultura sul-africanas, mas, e sobretudo isso, o desenvolvimento das artes e cultura de todo o continente africano.
Agradeceu ao público e a organizacão e em reconhecimento do acto, interpretou uma cancão acompanhada da sua indispensavel guitarra.
O Ragge também esteve presente através da banda vinda da cidade de Inhambane, liderada por João Marime, Lourena Nhade, Rui Michel, Hermínio, Jenny General Muska, Wazimbo e outros, também deram o seu precioso contributo merecê de aplausos de fãs de uns e de outros.
Satisfeita com os resultados alcançados, a organização do evento disse que para o ano há mais, e tal como tem sido apanágio, tudo será feito para melhorar os conteúdos e a apresentação do evento.
E outra vez o palco será a Praça da Independência, no último fim de semana do mês de Outubro.
Depois do mega-concerto realizado último fim-de-semana no Coconuts e Big Brother, a marrabentista Neyma Alfredo estará este domingo no município da Matola, concretamente no Matola Jazz Bar. Naquele que será o seu primeiro concerto no Matola Jazz Bar, Neyma espera arrasar naquele município. “Vai ser o meu primeiro concerto na Matola. Como sabem, a cidade da Matola está a crescer, tem vindo a aumentar novas casas de pastos e isso, de certa forma, contribui para o desenvolvimento do próprio município sob ponto de vista cultural”, disse Neyma.
Jojó no teclado; Amone na viola baixo; Dionísio na bateria; Dodó na guitarra; Papi Miranda no teclado; e Nelson na precursão formam a banda que vai acompanhar Neyma no concerto de domingo. “No domingo, o público da Matola vai poder ouvir quase todas as minhas músicas, com destaque para os temas, “Hi Mhaka ya Mili”, “Nuna wa mina” entre outros.
Sexta, 29 Outubro 2010 Leia mais na edição impressa do «Jornal O País»
Quatro anos depois de ter lançado o seu último CD intitulado Tshemba, João Bata volta ao mercado discográfico com o seu DVD denominado “João Bata”.
Trata-se de um DVD composto por oito temas musicais que marcaram os 26 anos de carreira musical de Bata.
“É o meu primeiro DVD e existe no mercado há quatro anos, só que a editora responsável pela promoção do mesmo enfrentou sérios problemas para o efeito, felizmente, esses problemas já foram ultrapassados e o disco já está no mercado à venda”, disse Bata.
No referido disco, pode ver-se e ouvir os temas “Linda Pitinha”, “Tshemba”, “Ndondissana”, “Nha Vutomi”, “Buya Nkata”, entre outros.
“O DVD traz consigo temas músicas já conhecidos na praça e uma entrevista, onde falo da minha vida profissional, desde o início da minha carreira”, sublinhou João.
A carreira musical de Bata iniciou na década de 70. O seu primeiro CD, intitulado “Anguana”, foi lançado nos anos de 80.
“A Nguana” que, em português quer dizer “o cão”, foi o título do meu primeiro CD. Nesta música, denuncio pessoas preguiçosas, que não querem trabalhar, comparo a eles à chimpanzés. Denuncio ainda a cobardia dos seres humanos, denuncio o cabritismo, um mal que só nos mantém na pobreza”, frisou o músico.
Sexta, 29 Outubro 2010 Leia mais na edição impressa do «Jornal O País»
Gesto que serviu para angariação de roupas e material escolar para crianças desfavorecidas que vivem em orfanatos de Maputo
O Big Brother Entretenimento, liderado por Júlio Sitoe, organizou um concerto exclusivamente para crianças, na capital moçambicana, Maputo. Yola Semedo, cantora angolana, foi quem acarinhou os petizes, gesto que serviu para angariação de roupas e material escolar para crianças desfavorecidas que vivem em orfanatos de Maputo.
A autora de “Marido infiel”, emprestou seu talento no palco do Big Brother, acompanhada de um naipe de artistas de luxo composta por seus irmãos. Na ocasião, Yola interpretou vários temas que fazem o disco “Minha alma”, por sinal o mesmo apresentado a milhares de fãs que acorreram em massa aos seus dois shows, nos dias 22 e 23 de Outubro último.
Yola aderiu ao gesto depois de se informar que existe, dentro de Big Brother Entretenimento, um projecto de acção social, projecto ligado à “Academia de Sonhos”, com o propósito de dar oportunidades a jovens talentos para singrar no meio artístico. Sem falar de valores monetários com que contribuiu, Yola atirou-se de corpo e alma e concordou em actuar para crianças num show onde o custo de entrada valia um bem alimentício ou peças de roupas que serão canalizadas a crianças carenciadas.
A CIDADE de Maputo foi palco no pretérito fim-de-semana, ou seja, de sexta-feira a domingo último, da primeira edição do festival internacional de artes – o Festival Tunduro. Tratou-se de um movimento cultural multidisciplinar que englobou várias expressões artísticas, dentre elas a música, dança, artesanato, teatro, gastronomia, fotografia, moda, artes plásticas, entre outras, envolvendo fazedores de arte e cultura nacionais e internacionais, representando ao todo um total de 17 países.
Tunduro conforme os organizadores, é um festival de carácter internacional que pretende tornar-se uma referência cultural mundial.
O evento teve como cabeça de cartaz a veterana cantora sul-africana, PJ Power que se evidenciou na era da luta contra o apartheid. Na altura PJ Power apresentava-se em público com calçado preto e branco, numa clara alusão à necessidade de reconhecimento de que África do Sul é um país multiracial e que, por conseguinte, não havia espaço para o "apartheid".
Da Costa do Marfim veio Aly Keita, um exímio tocador de Balafone, da Alemanha o rapper Amewu, da Itália o músico Giorgio Mirto (viola clássica), da Zâmbia a cantora Maureen, da Espanha a companhia Palo Q’Sea.
Da vizinha África do Sul além da PJ Power vieram Natalie Rungan, Tucan Tucan, Moreira Chonguiça, João Cabral, estes últimos músicos moçambicanos radicados naquele país vizinho.
No entanto, contra todas as expectativas o festival não logrou sucesso. Pouco público aderiu ao festival, houve muita desorganização na realização das actividades previstas.
A programação previamente feita foi somente para o “inglês ver” como sói dizer-se na gíria popular. Nada foi cumprido com todas as consequências daí decorrentes. Havia muitas pessoas associadas à produção, mas pouco se via do seu trabalho.
A cantora sul-africana PJ Power, que à partida era assumida como cabeça de cartaz e que nos anos 90 enchia o campo de futebol do clube Maxaquene, passou a margem do sucesso. Os Massukos, banda da província do Niassa, granjeou mais simpatia do público que PJ Power. Só quem esteve no Centro Cultural Franco Moçambicano (CCFM) pode testemunhar.
Facto curioso é que o director executivo do festival, Filimone Mabjaia, ao invés de se preocupar a gestão do evento, apareceu repetidas vezes no palco do CCFM a fazer papel de Mestre-de-cerimónias (MC).
EVOCANDO OS ESPÍRITOS
Como que evocando os espíritos, o tradicional “Kuphahla”, o festival iniciou nas primeiras horas da noite de sexta-feira, com uma homenagem aos grandes colossos da música moçambicana, nomeadamente, Fany Fumo e Alexandre Langa.
A evocação foi feita por um naipe de classe, nomeadamente os músicos Xidiminguana, António Marcos, Seth Swazi, João Cabaço, Chico António, Hortêncio Langa, Moreira Chonguiça, Carlitos Gove e Zito. Para o delírio do público que se fez presente no anfiteatro do Centro Cultural Franco Moçambicano (CCFM), tocaram e cantaram com mestria as músicas de Fany Pfumo e Alexandre Langa. Assim começou o festival internacional de artes – Tunduro.
Depois daqueles colossos da música moçambicana, foi a vez do costamarfinense Aly Keita que se fez acompanhar no palco por músicos moçambicanos, nomeadamente João Cabral (guitarra), Machume (Timbila). Foi uma mistura agradável de guitarra, timbila e balafone. Maureen, cantora que veio da Zâmbia “fechou” a primeira noite do festival.
NAS RUAS DA BAIXA
O segundo dia do festival foi caracterizado por um espectáculo de rua que juntou dezenas de artistas entre nacionais e estrangeiros que no ambiente festivo percorreram a Avenida 25 de Setembro até à Praça 25 de Junho, local onde havia sido montado o palco Tony Django, em homenagem àquele jovem líder vocal da banda Kapa Dech, recentemente falecido.
Foi uma mistura das artes cénicas moçambicanas, com as tradições de teatro de rua europeias e o som dos batuques. A grande atracção do espectáculo foi a Companhia PALO Q´SEA, oriundo da Espanha. Foi a primeira vez que aquele afamado grupo se apresentou no continente africano, trazendo a versão completa do espectáculo ROMPE CANDELA.
Entretanto, a maior decepção do público foi a não realização do grande concerto que estava previsto para aquele local com início programado para as 15 horas e o término as 4 horas de madrugada de domingo.
O espectáculo seria a grande presença moçambicana no festival pois, estava previsto que desfilassem músicos como Ziqo, Filipe Nhassevele, João Bata, Baptista Tsinini, Leman Pinto, Yolanda Chicane, Rafael Bata, Pureza Wafino, Isabel Flores, Maisha, as bandas A-xikunda, YPG – Ragga, Rãs Haitrm, Marrabenta Vodacom, Black Roots, Moticoma, Mbilu.
UMA LIÇÃO …
O festival internacional de artes – Tunduro não foi de todo ele um sucesso. Desde o primeiro dia assistiu-se a várias situações que revelavam desorganização. Filimone Mabjaia, director executivo do festival na hora do balanço reconhece que muitas actividades não foram realizadas e outras revelaram alguma falta de sintonia entre o pessoal envolvido na produção, incluindo com algumas empresas fornecedoras de serviços.
Nalguns casos, Mabjaia apontou excessiva burocracia, mas no fundo desdramatiza, afirmando que se tratou de uma primeira experiência, portanto, susceptível de erros.
“As coisas não aconteceram por razões de força maior, mas no cômputo geral e, tratando-se de uma primeira experiência, a nossa avaliação é positiva. As falhas que se verificaram vão servir de lição para os próximos eventos”, disse Filimone Mabjaia.
Maputo, Quarta-Feira, 1 de Setembro de 2010:: Notícias
Ivânia Mudanisse, carinhosamente tratada por Dama do Bling, soma e segue, a avaliar pelo seu posicionamento em vários concursos internacionais.
A autora de “Longa espera”, entre outros temas sonantes na praça, consta da lista de dez melhores artistas de Hip Hop de língua inglesa em África, Top África, especialmente para artistas falantes da língua mas, devido ao facto de a cantora furar barreiras linguísticas, o júri optou por inclui-la na corrida. Esta “dama irreverente” concorre também no Top Ten da África Rappers Inglês por Mnet África Standards. Igualmente, Dama do Bling, Lizha James e Gabriela foram nomeadas para o Channel O Music Awards e nos African Music Awards, grangeando assim simpatias pelo resto do mundo através da sua música e talento na elevação da bandeira moçambicana.
Para Izidine Samamad, agente da Bling, estas realizações e reconhecimentos “resultam do reconhecimento do trabalho que a cantora tem realizado dentro e fora do país, tendo em conta que Dama do Bling já não é apenas uma artista nacional mas também internacional”.
“Esse facto tem-se verificado em várias solicitações para colaborar com artistas de vários países de África, tal que, até então, fez seis colaborações com Shaa, da Tanzania, Gall Level e Gaza da Namíbia, D Boy, de Camarões e, recentemente, com a cantora angolana Zulmira, só para citar alguns”, diz Samamad.
Bling comemora cinco anos de carreira
Leia mais na edição impressa do «Jornal O País» Terça, 07 Setembro 2010
O evento para a apresentação da gala dos nomeados ao Moçambique Music Awards (MMA) ficou adiado para a próxima sexta-feira, 10 de Setembro, devido às manifestações populares que assolaram as cidades de Maputo e Matola, nos dias 1 e 2 do corrente mês.
Os nomeados a ser apresentados são das categorias melhor hip-hop/rap, instrumental, jazz, música ligeira moçambicana, marrabenta, afro-jazz/fusão, afro/música tropical, pandza/dzukuta, R&B/neo-soul, reggae, rock, dance, tradicional, produtor do ano, vídeo, música do ano, álbum do ano, melhor grupo/duo, revelação, melhores artistas feminino e masculino do ano, prémio carreira, álbum mais popular, melhor animador de programas e melhor programa de TV Musical, melhor animador e melhor programa de Rádio.
Recordar que o premiado na categoria revelação beneficiará da reprodução de 500 CD do seu álbum para posterior comercialização. No evento, será ainda homenageada a banda Ghorwane, que completa este ano 27 anos de carreira.
Leia mais na edição impressa do «Jornal O País» Segunda, 06 Setembro 2010
A bailarina da Companhia Nacional de Canto e Dança (CNCD), Pelina Pedro, vai ensinar a dança
A bailarina da Companhia Nacional de Canto e Dança (CNCD), Pelina Pedro, vai ensinar dança no Quénia. Esta bailarina, que está na dança há 20 anos, foi contemplada para ensinar dança durante um ano e meio naquele país africano, através do projecto Monozike, que envolve Moçambique, Noruega, Zimbabwe e Quénia.
Leia mais na edição impressa do «Jornal O País» Segunda, 06 Setembro 2010 10:03
ishhyowevodacom 21 de Maio de 2009 Campanha da rede celular em Moçambique, a Vodacom.
O PRESENTE texto é resultado dos debates que tenho tido com estudantes do curso de Ciências da Comunicação, quando abordávamos a temática referente à adequabilidade e eficácia da comunicação. Muitos exemplos sobre Moçambique vieram à tona, mas o slogan da publicidade da Vodacom: “ishh yôwêe!” dominou a carga horária reservada para a cadeira.Maputo, Quarta-Feira, 1 de Setembro de 2010:: Notícias Porquê? Porque em nosso entender, esse slogan, aplicado na língua portuguesa, pretende transmitir alegria, mas que na língua original – Tsonga - significa o contrário. Há nele uma interjeição de espanto: -ixi - e de dor: yowe. Isto poderá ter criado algum ruído na comunicação entre os falantes da língua Tsonga.
Durante as aulas alguns de nós afirmávamos que o slogan tinha sido feliz, porque eficaz, mas não adequado e outros referíamos que o slogan não era nem adequado, nem eficaz. Dessa discussão surgiu o presente texto que pretendemos que seja uma reflexão em torno dos contornos que aquele slogan pode tomar.
Queremos referir que essa discussão não leva em linha de conta a adesão ou não de clientes ao produto da Vodacom, como resultado do slogan.
Uma das melhores formas de permitir um melhor entendimento do nosso ponto de vista seria a de trazer algumas definições do conceito comunicação. Uma vez que de acordo com Teixeira (2005), “a comunicação é o processo através do qual os gestores realizam as funções de planeamento, organização, liderança e controle” e constitui uma actividade na qual os gestores dedicam grande parte do seu tempo. Ela pode ser caracterizada como o “sangue vital” das empresas.
Nesse sentido, segundo Esperto e Veríssimo (2008) a eficácia da comunicação depende da coincidência entre a mensagem que o emissor quer transmitir e a mensagem interpretada pelo receptor. Mas, porque existem diferentes factores de ruído, estes podem prejudicar o processo através de problemas semânticos, efeito de estatuto, ausência de feedback, distracções e a percepção do outro.
Por outro lado, a adequabilidade e eficiência comunicacional devem respeitar, entre outros factores a fórmula de Laswell (): Quem? Diz o quê? A quem? Através de que meio? Com que finalidade? Onde e Quando?. Além disso o receptor condiciona a forma de comunicação, porque é quem deve descodificar a mensagem. E o processo de descodificação depende muito do carácter, da intuição, dos dogmas ou dos créditos desse receptor.
Assumimos que a finalidade do slogan era angariar mais clientes para a Vodacom e manter os que lá existem. Seria de desejar que a língua usada no slogan fosse entendida por maior número de falantes possível[1]. Isto porque deve-se falar a mesma língua do receptor, circunscrever-se ao seu vocabulário e expressões que lhe são familiares, para que haja esse entendimento. A finalidade da comunicação deve ser evidente, para evitar distorções e mal entendidos (é importante estarem claros todos os porquês de a mensagem estar a ser passada).
No caso do slogan em análise não nos parece que tenha sido cumprido esse pressuposto, uma vez que os falantes de Tsonga poderão ter ficado “intrigados”, dado ao facto de ter havido ruído na comunicação. Tal como mencionámos no início do texto “yowê” é uma expressão de dor, ou melhor, de pedido de socorro perante algo negativo.
Nessa sequência pode-se afirmar que à competência linguística (capacidade de produzir e interpretar signos verbais – fonologia, sintaxe, semântica), faltou aliar a competência comunicativa (capacidade de produzir e entender mensagens que põem o indivíduo em interacção com outros interlocutores, que consiste, não só em produzir e interpretar frases, mas também saber adequar a mensagem a uma situação específica – habilidade social, ou tradução ou utilização de outros códigos para além do linguístico – expressões faciais, movimentos do rosto, das mãos, etc. (Bitti e Ricci – (1993). Isto não aconteceu no caso do slogan: a expressão “ishh yowê” não revela adequação da mensagem aos códigos linguísticos da língua Tsonga, nem `as expressões faciais...dificilmente poderemos encontrar, naquela cultura, alguém que diga “ixi yowe” a rir-se, a menos que tenha perturbações psíquicas.
Além disso não fica enquadrada no slogan o facto de Moçambique ser um país multicultural, foi usada uma expressão de uma língua que não é conhecida pela maioria dos nacionais. Por outro lado, há uma discrepância entre os factores extralinguísticos que devem levar em linha de conta, não só factores sociais e semióticos, como também factores emocionais – que revelem estados de ânimo e que interferem no processo comunicativo (Bitti e Ricci - 1993). A expressão “yowe” não remeteria o tsonga imediatamente à alegria. Assim estamos perante uma expressão que diz algo que contraria os gestos e a emoção (a competência cinésica não foi tomada em consideração). Ou seja, os signos linguisticos (“ishh yôwêe!” ) e não linguísticos (gestos e emoções) não foram usados de modo adequado à situação e às suas próprias intenções.
Pensamos que antes de ser lançado o slogan deveria ter sido feito um estudo etnográfico (se é que não foi feito). Isto porque a etnografia reflecte o facto de que a própria cultura inclui e abrange a totalidade de conhecimentos e práticas. É o enfoque discursivo mais interactivo. Pela explicação apresentada no slogan, em que se usa uma expressão de dor, para transmitir alegria, significa que a comunicação não se efectivou ou seja o acto de transmissão não foi eficaz, daí ter perturbado algum público.
A capacidade de reconhecer um acto de fala faz parte do nosso conhecimento cultural. Usar uma expressão de dor, para significar contentamento só pode demonstrar falta de conhecimento da cultura, por parte da Vodacom.
Além disso, alguma ignorância no processo de publicitação de mensagens, uma vez que não conhecendo a cultura Tsonga, os criativos poderiam ter feito alguma pesquisa.
A etnografia permite-nos fazer isso, por tornar possível a observação de todas as fases e aspectos da comunicação, (do cognitivo ao político) como os significados relativos a cultura. Há que se fazer o cruzamento das diferentes competências acima referidas: comunicativa, linguística, pragmática, cinésica, entre outras.
Hymes (1971) defende que o conhecimento de enunciados não se deve dar apenas no plano gramatical. É importante saber quando o uso de determinados significados ou enunciados é apropriado, isto porque a competência envolve o conhecimento de quando é adequado falar ou não, quando e como é adequado falar com quem, sobre o quê, com quem, quando, onde, como, com que fins e com que meios. E, para o autor, a aquisição deste tipo de competência só é possível graças às experiências sociais.
O autor defende o uso de uma grade usada para descobrir as unidades comunicativas (semelhanças e diferenças de caracteres) na análise das culturas, da língua ou da linguagem humana e que nos permite perceber a interacção da linguagem e da vida social. Esse modelo ou grade segue uma perspectiva funcionalista que se preocupa em explicar o funcionamento da língua num dado momento.
O autor defende que a interacção da linguagem e da vida social deverá resultar da observação e análise do discurso, a partir de rituais, eventos, actos de fala, de onde se pode encontrar semelhanças e diferenças de caracteres na análise das culturas e da língua. Usando o modelo de Hymes a Vodacom poderia ter criado menos ruído com o seu slogan.
Ainda no que concerne a factores sociais, no processo comunicacional, de acordo com Bitti e Ricci(1993) há que considerar crenças e dogmas no acto comunicacional. Olhando para o slogan em análise pode ser que este seja conotado como agourento, se ouvido na rádio, sem o aparato da imagem. Muitas vezes as crenças fazem interpretar as mensagens dessa forma, facto que tem consequência, no entendimento da mensagem.
No entanto, considerando as funções da comunicação (a função interpessoal ou expressiva) pode-se afirmar que uma mensagem nunca é neutra, constitui sempre comunicação entre o emissor desta e seus intervenientes. A musicalidade dada ao slogan e o ambiente festivo em que é apresentado contribui para a sua aceitação.
Há nesse contexto comunicativo, uma interacção entre o significado do que é dito e do que não é dito – o explícito e o implícito (o olhar, o tom de voz, o uso de palavras que marquem comunicam e passam mensagens entre os intervenientes de um acto comunicativo).
Para explicar melhor esta constatação vale a pena lembrar que existem na língua portuguesa expressões como: “matas-me de rir”, que aparentemente exprimem adversidade, mas há algo implícito e que é de índole cultural (e passa pelo uso de uma linguagem conotativa) e permite que falantes dessa língua percebam perfeitamente o que se passa (que o que foi dito causa tanto riso, capaz de “matar” – mas a expressão matar neste contexto não significaria algo negativo). Será essa aproximação que a Vodacom tentou fazer?
Uma questão que se coloca é como é que os gestores da Vodacom vêem, sentem que realizam as funções de planeamento, organização, liderança e controle com um slogan da natureza de “ishh yôwêe!” será que têm o feedback dos seus clientes? Quantos foram angariados após o lançamento do slogan? Pode até ser que tenham entrado vários...infelizmente somos uma sociedade pouco crítica. O ritmo da música pode ter falado mais alto! E não digam que algumas interpretações à frase “a emoção é negra, assim como a razão é helénica” são desprovidas de sentido!
Como dizíamos no início do texto vários foram os exemplos de enunciados produzidos em Moçambique levados para sustentar a inadequabilidade e a ineficácia do slogan da Vodacom, mas pensamos que vale a pena terminar o texto referindo-nos a um spot publicitário menos polémico, na nossa óptica. Não iremos mencionar a empresa que o criou, interessa-nos mais falarmos sobre o exemplo.
É o caso de um spot publicitário que traz um menino magrinho e pequenino que ao carregar um grão de arroz diz: “xa dindza ndjane!” - pesa muito. A ideia com que ficamos é a de que o menino era tão magrinho e tão pequenino que até um grão de arroz era pesado para ele carregar, por isso precisava de comer para crescer ou ficar com um aspecto mais saudável. Pode até haver outras interpretações e é bom que as haja, mas que não nos remetam ao totalmente contrário, pensamos nós!
*Texto elaborado com contribuições dos estudantes: Madina Hussein, Teresa Magaia, Carlos Matias, Shakira Rachid.
BIBLIOGRAFIA
BITTI, Pio: ZANI, Bruna. A comunicação Como Processo Social. Imprensa Universitária. Editorial Estampa. 1993.
ESPERTO, Silvia; VERISSIMO, Rita. Comunicação Organizacional. Instituto Politécnico de Coimbra. Departamento de engenharia Civil. 2008. Coimbra. In: http://prof.santana-e-silva.pt/gestao_de_empresas/trabalhos_07_08/word/Comunica%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o%252520Organizacional.pdf, acesso em 06 de julho de 2010.
MONTEIRO, C; CAETANO, J; MARQUES, H; LOURENÇO, J (2006). Fundamentos de Comunicação. 1ª edição. Edições Sílabo. Lisboa.
TEIXEIRA, Sebastião. Gestão das Organizações. Editora: Mcgraw-Hill. 2005
[1] Sabemos que Moçambique é um país multilingue e que não existe uma língua que ‘e falada e compreendida por todos os moçambicanos.
A HISTÓRIA dos povos é (ainda) feita também por personalidades, embora elas, sozinhas, isoladas dos seus contemporâneos nos demais contextos da sua passagem pela face da terra, não possam fazer história. Manhã de domingo, num Xipamanine algo posto à prova pelos pingos que caíam das alturas, o Ntsindya se preparava para acolher uma visita ilustre. A do presidente da República, que ali iria cumprir aquela que acabaria por se tornar na mais emotiva trajectória da sua visita à cidade de Maputo, que por sinal terminava naquele 25 de Maputo, Abril, a data em que os nossos opressores de ontem celebravam a queda do seu fascismo.
Ora, com Armando Guebuza no Centro Cultural Municipal, os poucos moçambicanos ali presentes (poucos porque o espaço é pouco mais que minúsculo) recordavam parte do como se fez a liberdade de Moçambique. Mas também recordavam, os saudosistas e os nostálgicos, momentos culturais que de certeza jamais voltarão (pelo menos como eram em seu tempo), porque o Ntsindya foi no tempo colonial também um local de uma cultura efervescente, com bailes e saraus que juntavam vários jovens dos anos 1960/70, alguns dos quais ilustres figuras da vida política, cultural ou de outra índole no nosso país.
Guebuza era, naquela manhã, um homem que regressava às suas origens. É ali que em parte se forjou a sua consciência nacionalista. Um intenso programa cultural tinha sido preparado. À chegada, o pequeno salão do Ntsindya (se os nossos horizontes forem salas de espectáculo médias no país, como um cinema Scala, Gil Vicente ou Charlot, se não quisermos exagerar e compara-lo a um cine África) estava repleto de contemporâneos de Guebuza, como ele na maioria de cabeças repletas de branco, mas alguns já desdentados pelo tempo, outros com espinhas a traçarem verdadeiras parábolas, e outros ainda de vozes afagadas e trémulas… provas evidentes da sua longa presença nesta face do mundo com que, orgulhosamente, convergimos.
À esta geração se juntavam alguns jovens, que iriam consumir durante quase hora e meia, o que a maioria dos presentes vivia intensamente nos anos que recordavam com saudosismo.
Estava preparado para o Ntsindya um programa que incluía poesia e música. Duas mamanas da geração de Guebuza declamaram dois poemas de Albino Magaia, “Quando eu Morrer” e “Meu País” – de conteúdo fortemente nacionalista (não tivessem sido escritos por um grande nacionalista moçambicano, nosso colega de jornalismo) –, e, apoteoticamente, o Grupo Djambu, mítico pelo seu papel de dinamizador da marrabenta.
O Djambu que actuou domingo era o resgate daqueles que, no tempo colonial eram as estrelas de “KaHlamankulu ni Xipamanine”, as zonas adjacentes ao Ntsindya. Várias canções, ao ritmo da marrabenta, contagiaram de alegria a sala, arrancando palmas quase que ininterruptas. O ilustre visitante era actor activo nesses aplausos.
PALCO DE SÉRIAS BATALHAS POLÍTICAS
No final da actuação o Presidente foi ao palco e contou um pouco da história e da importância do Ntsindya. Falou da sua juventude ali, onde fez o ensino primário, deu aulas e dirigiu o Núcleo de Estudantes Secundários Africanos de Moçambique (NESAM).
“Este foi um dos berços do nosso nacionalismo. Tínhamos aqui muitas reuniões, em que falávamos da liberdade, do caminho que devíamos usar para atingi-la”, começou por contar Guebuza, que ia chamando por nome os integrantes da orquestra e outros presentes que com ele partilharam esses momentos políticos e culturais no centro.
“Travámos aqui imensas batalhas políticas, sérias, depois de termos aqui muitos dos nossos banhos de política, principal mente através do NESAM. Cada uma das salas (do Ntsindya) desempenhou a sua importância no contexto do nosso nacionalismo. Nós assustávamos o regime colonial, a PIDE”, afirmou.
O Ntsindya foi, por estes e por outros factos, um dos berços do nacionalismo moçambicano. Foi esse berço e é hoje uma fonte de conhecimento da nossa história, essa que nós escrevemos no nosso dia-a-dia com as nossas acções em prol do nosso país, essa que os nossos compatriotas de ontem, como geração, escreveram ao darem o máximo de si para fazerem de Moçambique uma pátria. É por isso que personalidades como o actual Presidente também são actores da História de Moçambique, uma vez que, inserido numa determinada época, a de luta pela independência, também teve um papel para uma geração.
Recordando uma época no Ntsindya (A. Marrengula)
FUI EXCLUÍDO DO GRUPO…
O Presidente congratulou-se com o facto de, na sua opinião, o lugar “ter mudado para melhor”, mercê da reabilitação (“sem ser descaracterizado”) a que foi submetida nos últimos anos. Hoje o Ntsindya é o centro cultural municipal, movimentando disciplinas culturais como o canto e dança, dinamizado por um grupo de crianças denominado Estrelinhas do Ntsindya (que também actuou domingo) e albergando biblioteca e centro multimédia com acesso à Internet.
No final da actuação dos velhinhos Orquestra Djambu – na verdade um grupo mesclando membros ainda vivos daquele célebre grupo e uma juventude a quem se poderá estar a passar o testemunho –, um incontido Guebuza distribuía calorosos abraços aos artistas em palco. Contando a sua afinidade com cada um deles (“este andava quase sempre comigo”…), o Presidente não deixou de gracejar por não ter sido chamado ao palco para fazer o que – tal como ele mesmo afirmou – também fazia (mas no salão, porque não há relatos de um Armando Guebuza bailarino) … “Estes meus companheiros excluíram-me. Eu também dançava naqueles tempos, quando era jovem. Hoje só me puseram a contemplar a beleza da sua música e dança”, comentou.
O Ntsindya ficou conhecido na história colonial como o centro associativo onde os negros se divertiam. Ainda bem que nele não se dançava fado, porque, realmente, ali não cabia antes de 1975…
Um exímio instrumentista que perdeu a vida na madrugada da última sexta-feira
Choros e lágrimas caracterizaram o último adeus do percussionista Pilecas, um exímio instrumentista que perdeu a vida na madrugada da última sexta-feira. Amigos, familiares e fãs acorreram em massa à Associação dos Músicos Moçambicanos, para o último adeus, para depois o cortejo fúnebre seguir ao cemitério de Lhanguene, local onde os restos mortais do malogrado repousam eternamente.
“Porque nos deixaste tão cedo (...), quem te vai substituir?”, foram algumas das questões colocadas no meio de pranto e que as respostas permaneceram incógnitas.
Enquanto alguns questionavam-se, outros teciam comentários à volta do malogrado: “Era um jovem calmo..., bondoso, a sua morte constitui uma perda irreparável...”, foram algumas palavras que ecoavam em torno de Rogério Fernando Nhavene, figura que deixou um vazio na música moçambicana e não só.
Para Mitó, integrante da Banda Kapa Dech, a perda de Pilecas é irreparável.
“Estávamos no estúdio a gravar e fomos apanhados de surpresa com a informação do seu desaparecimento físico. Há sensivelmente seis meses, estivemos neste local a chorar a morte do Tony Django e, hoje, foi-se o Pilecas. De certa forma, isso vai retardar o nosso reaparecimento em público. Torna-se difícil aceitarmos que ele partiu”, disparou Mitó.
Leia mais na edição impressa do «Jornal O País» Terça, 07 Setembro 2010 09:29 Gildo Mugabe
Mbila – Música de Moçambique, é mais uma ferramenta para a divulagação da nossa música.
Este espaço é de minha autoria, o qual actualizo todas assegunda-feiras.
A materia nele contido, é buscada dos jornais, blogs e websites locais e do mundo inteiro, contribuições de artistas que usam o Mbila como uma plataforma para a divulgação dos seus trabalhos.
O nome Mbila provém do instrumento musical idiofónico mbila da família dos xilofónes, de origem Moçambicana, que é usado hoje pelo mundo inteiro em diferentes modelos e formatos.
Estão convidados todos quanto queiram contribuir com trabalho próprio ou de outro género para publicação, a enviar para o e-mail; mbilamocambique@gmail.com.
O editor, Celso Amade