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quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Uma noite ao gosto de Neyma


“Será um concerto sui generis”

Depois do mega-concerto realizado último fim-de-semana no Coconuts e Big Brother, a marrabentista Neyma Alfredo estará este domingo no município da Matola, concretamente no Matola Jazz Bar. Naquele que será o seu primeiro concerto no Matola Jazz Bar, Neyma espera arrasar naquele município. “Vai ser o meu primeiro concerto na Matola. Como sabem, a cidade da Matola está a crescer, tem vindo a aumentar novas casas de pastos e isso, de certa forma, contribui para o desenvolvimento do próprio município sob ponto de vista cultural”, disse Neyma.

Jojó no teclado; Amone na viola baixo; Dionísio na bateria; Dodó na guitarra; Papi Miranda no teclado; e Nelson na precursão formam a banda que vai acompanhar Neyma no concerto de domingo. “No domingo, o público da Matola vai poder ouvir quase todas as minhas músicas, com destaque para os temas, “Hi Mhaka ya Mili”, “Nuna wa mina” entre outros.

Sexta, 29 Outubro 2010
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Big Brother e Yola Semedo juntos pelas crianças


Gesto que serviu para angariação de roupas e material escolar para crianças desfavorecidas que vivem em orfanatos de Maputo

O Big Brother Entretenimento, liderado por Júlio Sitoe, organizou um concerto exclusivamente para crianças, na capital moçambicana, Maputo. Yola Semedo, cantora angolana, foi quem acarinhou os petizes, gesto que serviu para angariação de roupas e material escolar para crianças desfavorecidas que vivem em orfanatos de Maputo.

A autora de “Marido infiel”, emprestou seu talento no palco do Big Brother, acompanhada de um naipe de artistas de luxo composta por seus irmãos. Na ocasião, Yola interpretou vários temas que fazem o disco “Minha alma”, por sinal o mesmo apresentado a milhares de fãs que acorreram em massa aos seus dois shows, nos dias 22 e 23 de Outubro último.

Yola aderiu ao gesto depois de se informar que existe, dentro de Big Brother Entretenimento, um projecto de acção social, projecto ligado à “Academia de Sonhos”, com o propósito de dar oportunidades a jovens talentos para singrar no meio artístico. Sem falar de valores monetários com que contribuiu, Yola atirou-se de corpo e alma e concordou em actuar para crianças num show onde o custo de entrada valia um bem alimentício ou peças de roupas que serão canalizadas a crianças carenciadas.

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segunda-feira, 29 de março de 2010

Não tenho problemas com os músicos moçambicanos” - Declara Julinho, proprietário da Big Brother Entertainment


É muito difícil definir qual foi o melhor espectáculo entre os dois últimos realizados pela Big Brother Entertainment, designadamente do angolano Bonga e da cabo-verdiana Lura, até porque cada um deles arrastou públicos distintos e cada um com suas próprias preferências. Tanto em Bonga quanto em Lura, há melodias e canções muito fortes que lembram momentos e emoções específicos. Em entrevista ao nosso jornal, Julinho, proprietário da Big Brother Entertainment, falou-nos do seu esforço em responder à expectativa de um público cada vez mais exigente e com os gostos cada vez mais democratizados.

Depois do sucesso que a Big Brother Entertainment alcançou ao trazer novamente o angolano Bonga para o palco do Big Brother e a cabo-verdiana Lura para o Centro Cultural Universitário, que surpresas o Ju-linho guarda, tendo em conta este seu papel de promover o entretenimento?
Estes dois espectáculos que realizámos foram muito grandes e o Big Brother não vai parar por aí. Temos mais concertos a fazer a fim de promovermos a música moçambicana e estrangeira. O nosso lema aqui é que trabalhamos com músicos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOPs) e moçambicanos. Por exemplo, na semana que vem temos o lançamento do internacional moçambicano Costa Neto e ele vai ser acompanhado por artistas moçambicanos.
Como é a sua relação com os músicos moçambicanos; não provoca alguma inveja isto de andar a apostar em importantes músicos estrangeiros, trazendo-os para tocarem aqui em Moçambique?
Não tenho problema nenhum com os músicos moçambicanos. Todos os concertos feitos com artistas estrangeiros são sempre acompanhados por músicos moçambicanos, pois o princípio é que o estrangeiro é o convidado dos moçambicanos.

Há vários concertos que realizei no âmbito da parceria com o Coconuts, onde sempre entram estrangeiros e três bandas nacionais. Penso que a produção é muito mais moçambicana do que estrangeira. Não há nenhum concerto que eu faça e esqueça os moçambicanos, eles estão sempre presentes. Fora aqueles espectáculos que são de gala e que a exigência do público é de ver apenas aquele artista convidado do estrangeiro, pois aqui temos que respeitar e fazer as coisas como tal. Quando é um concerto mais livre, eu ponho os moçambica-nos a tocarem sem problema nenhum.

E como é que são os cachés? O que paga aos estrangeiros é o mesmo que paga aos moçambicanos nos concertos?
De jeito nenhum. Não pode ser pago um mesmo caché porque é como um moçambicano quando sai daqui para tocar no exterior. Faz as suas exigências em função de vários aspectos, como o facto de deixar a sua família, o seu país. Então tem que ter um vencimento diferente. É como um trabalhador que mandamos para os Estados Unidos da América. Não tem o mesmo salário. Tem um certo tipo de regalias. Os estrangeiros que vêm tocar em Moçambique não podem ter o mesmo tipo de regalias que os moçambicanos. É preciso ter em conta, também, que os cantores no mundo são diferentes. Temos cantores com um certo estatuto, como um Bonga e uma Lura, que são de grande envergadura e que eu não os posso comparar, por exemplo, com um Mega Júnior ou com os Sweat Boys que também estão a trabalhar comigo, pois eles ainda estão a começar a carreira. É preciso que eles alcancem certos patamares para que possam vingar e se equiparar aos internacionais…

Refere-se à internacionalidade do artista como fonte de um maior estatuto…
Foi o que eu já disse. Os cantores têm vários níveis. Em Angola, por exemplo, temos músicos do nível de um Mega Júnior ou dos Sweat Boys, como os casos de um Rui da Cunha, um Heavy C, que estão ainda a aparecer e ainda não têm aquele peso como um Bonga ou uma Lura.
Mas, já agora, quem é o Julinho, o tal que dirige a Big Brother Entertainment? E quais são exactamente os seus projectos?
Eu sou uma pessoa que se interessa muito pela cultura e pelo entretenimento, sobretudo no que diz respeito à promoção de espectáculos musicais. Uma vida tem que ser uma história. Tudo começou do zero, tínhamos um quintal onde nos encontrávamos entre amigos para nos divertirmos, dançando e ouvindo música. O quintal pertencia ao meu avô. A partir daí fomos criando amizades. Um dia decidimos dar uma festa maior e a partir daí a ideia ficou, tendo ganho o nome de Big Brother. Estamos assim há sensivelmente oito anos, a lutar no sentido de pôr a cidade com um pouco mais de movimentação cultural. Antes da Big Brother, nós chamávamos isto de Grandes Amigos. Mais tarde evoluíu, a minha esposa ajudou.

As instalações da Big Brother sofreram algumas reformas, tendo agora uma aparência ainda mais atractiva. O que envolveram essas reformas?
Temos estado a trabalhar ao longo destes oito anos com a intenção de oferecer coisas bonitas para o nosso público, pois não basta apenas ganharmos dinheiro sem olhar para as condições em que o nosso público se entretém.
Estamos a tentar pôr o público à vontade e a divertir-se num ambiente minimamente moderno. O cliente farta-se quando entra sempre num local e encontra a mesma parede, a mesma cor. Temos que criar no sentido de oferecer coisas novas ao público, assim como aos próprios artistas.
Quando realiza um espectáculo mal sucedido, a quem você atribui a culpa?
Não posso atribuír a culpa a ninguém. É azar ou falta de sorte porque o mundo do entretenimento tem muitas surpresas. Posso realizar um concerto hoje que sai bem, mas amanhã não ter lucro nenhum. Falando a verdade, o entretenimento é uma enorme dor de cabeça. Mas é o que a gente gosta, embora haja, como em todas as actividades, alguns contratempos.

Acha que o Estado devia apoiar mais a produção de artes e espectáculos, tendo em conta que é um importante subsector da cultura?
Penso que sim, que o Estado devia apoiar mais o trabalho que tem sido desenvolvido pelos produtores e promotores de artes e espectáculos. Mas acho que nós, que trabalhamos neste sector, também temos que lutar por isso por forma a mostrarmos ao próprio Estado que temos um corpo completo para alcançar algo. É difícil, porque há produtores que não são sérios, o que prejudica os que de facto têm vontade de trabalhar. O governo tem que apoiar.

Escrito por Armando Nenane

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segunda-feira, 22 de março de 2010

Lira desconstrói mitos no Big Brother


Depois de um dia ter visto a Lira a actuar no pequeno espaço do “Mafalala Libre”, o promotor de espectáculos e proprietário da Big Brother Entertainment, Julinho, não mediu esforços para levar aquela cantora sul africana aos seus “aposentos”, isto é, ao espaço “Big Brother”. Resultado: Em plena casa cheia, sexta-feira, Lira desconstruiu os mitos de que o jazz e o soul music só fazem festas restritas no panorama musical nacional.

Foi uma das perguntas que os jornalistas colocaram ao “homem forte” do Big Brother Entertainment quan­do se deram conta da pre­sença de uma cantora de jazz no seu espaço, con­traria­mente aos géneros musicais que vêm sendo ali ofere­cidos, com particular des­taque para géneros tropicais como zouk, qui­zomba, entre outros dos PALOP´s e das Antilhas. Julinho explicou, em con­ferência de imprensa, que a filosofia da instituição que dirige consiste em promover música de quali­dade, inde­pendentemente de se tratar de jazz, soul music, mar­rabenta, pas­sada, rock, zouk ou qui­zomba.

“O nosso interesse é servir diversos tipos de público que andam à procura de boa música”, precisou o promotor.

Foi o que se viu. Depois de terem subido ao palco Jenny e Sety Suazi, que fecharam o cerco, a sul africana Lira não deixou os seus créditos em mãos alheias. Aliás, na referida conferência de imprensa, a artista das terras do rand já havia avisado que seria uma honra para ela tocar para um público maior, uma vez que, nas suas próprias palavras, a primeira experiência em Moçambique, que aconteceu no “Mafalala Libre”, tinha sido com um público ainda mais reduzido. No “Big Brother”, estiveram mais de uma centena de pessoas, criando um ambiente sugestivo e a condizer com as festas de Natal e de Fim do Ano, onde toda a gente troca abraços e emite desejos recíprocos de um próspero ano novo.

Não é por acaso que Lira se considera fã incondicional de cantoras como Aretha Franklin e Miriam Makeba, pois o público, através dela, acabou entrando em con­tacto com sons que mostram as boas influências que a cantora tem.

Na companhia de uma banda constituída por sete elementos, Lira tocou músi­cas que expressam a neces­sidade de uma maior apro­ximação entre as pessoas, independentemente da raça, religião, etnia, entre outras formas de discriminação. Foi possível ouvir temas dos seus quatro álbuns, de­signadamente, “Woman Li­fe”, “Saw Mind”, “Lira Life and Celebration” e “Fill Good”. Para além de soul music e jazz, Lira fez escola no kwito, algo que considera como tendo sido para efeitos de marketing para melhor se posicionar no mercado.

Escrito por Armando Nenane

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