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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Tonota: O amor africano na guitarra de Jimmy


JIMMY DLUDLU, um dos maiores guitarristas moçambicanos, lança esta sexta-feira, em Maputo, a sua mais recente produção discográfica intitulada “Tonota in the Groove”, num espectáculo de palco a ter lugar no Centro Cultural Franco Moçambicano (CCFM).

“Tonota in the Groove” é o sétimo álbum do guitarrista Jimmy Dludlu lançado no passado dia 25 de Maio, na vizinha África do Sul, sob chancela da Universal Music.

Com 15 faixas, "Tonota" conta uma história cheia de vida de Jimmy e é um retorno aos primeiros anos de busca de lugar no mundo musical.

Tonota é nome de uma vila fronteiriça, no Botswana, e que se situa a 30 quilómetros de Bulawaio, Zimbabwe. É onde Jimmy Dludlu, depois de sair da Suazilândia, viveu e amadureceu como músico de referência internacional.

Foi em Tonota onde, inclusive, teve a sua primeira filha, a Linda. Com efeito, Tonota é um lugar de vivências profundas e de simbolismos particulares para Jimmy Dludlu. É impossível falar da carreira dele sem referir o nome deste lugar. Basta lembrar que mesmo o seu primeiro disco, o Echoes From the Past, foi concebido, produzido e gravado ao longo daqueles primeiros anos em que ele viveu em Tonota.

Depois de sair de Botswana para se estabelecer em Cape Town, Jimmy Dludlu pediu a uma família, em Tonota, que ficasse a cuidar da filha. Não tendo podido ir com o pai a Cape, a pequena Linda ficou, então, sob cuidados da família Mulawa, durante muitos e longos anos.

È neste sentido que o novo disco de Jimmy Dludlu é, em primeiro lugar, um tributo a esta família remota e generosa de Tonota, pelo papel que teve na vida do artista e na educação da sua filha. Quando diz Tonota “into the groove”, ele quer dizer que os milagres da música podem nascer do insólito. Quer dizer que as capitais do jazz não estão somente nos pub’s onde se toca o estilo, mas no amor daqueles que, com a sua imaginação, criam os artistas. O “Tonota” é a festa do amor africano!

“Eu cresci no Botswana como músico e foi lá onde selei a minha carreira, tendo trabalhado com vários artistas. Tonota é um lugar de referência para mim e por isso é que dedico este disco à minha filha e à família que cuidou dela nos tempos longos em que eu não pude fazê-lo pessoalmente ou estar presente, por vários motivos e circunstâncias”, diz Jimmy Dludlu.

Em termos temáticos, “Tonota Into The Groove” é um fascínio. É uma proposta musical de sonoridades e melodias irrecusáveis ao ouvido e que nos resgatam um músico eternamente apaixonado pelo afrojazz, num cocktail bastante carregado de fusão.

“Cada música que toco tem uma mensagem própria. Falo, por exemplo, das mudanças climáticas (Blues for Haiti) e do amor (Falling in Love) e do perigo dos vícios (Puza Wise and Arrive Alive). Portanto, é um disco com muitas histórias para contar”, referiu o artista, acrescentando que algumas das músicas têm mensagens que não têm rigorosamente nada a ver com o título do álbum e nem com os seus 6 anteriores trabalhos.

As 15 faixas do “tonota”
01. How About The Ones In The Village

02. Shamaka's Burgs

03. Blues For Haiti

04. Gentle Rain

05. Better Days Ahead

06. F.Town Groove

07. Tonota

08. Cycle Of Sins

09. The Value Of A Woman's Life

10. Baby Found In The Park

11. Chisa nyama

12. Karingana Karingana

13. Phuza Wise

14. Tasbem

15. Master Of Bread And Sugar

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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Um ano sem o mestre Nanando

Mestre! É como Nanando era carinhosamente tratado, guitarrista de créditos firmados cujo talento o fez brilhar e granjear simpatia em grandes palcos nacionais e internacionais, a nível dos apreciadores da música afro-jazz e não só.



Com origens no berço das estrelas, o populoso bairro de Chamanculo, na cidade de Maputo, onde aprendeu a dar os seus primeiros toques na guitarra, muito inspirado por Jaimito Mahlatine, Nanando foi considerado professor de guitarra de Jimmy Dludlu em virtude de ter sido ele quem o iniciou nesta área.

Hoje, 2 de Fevereiro, passa um ano do desaparecimento físico do mestre Nanando. O guitarrista e compositor morreu aos 48 anos de idade, no leito do Instituto do Coração de Maputo, local onde esteve internado durante alguns dias. Segundo Manuel Libombo, teclista da banda Nanando, o guitarrista “queixava-se, nos últimos dias antes da sua morte, de fortes dores de cabeça que o levaram várias vezes aos hospitais de Maputo, tendo culminado com esta morte repentina”.

Um percurso invejável
Nanando fez parte de uma geração de artistas de ouro no nosso país, tendo sido uma das faces mais visíveis dos concertos que os músicos moçambicanos realizam nas casas de pasto, onde a música de fusão é o prato forte. Conseguiu, igualmente, fazer a fusão do estilo tradicional “ximandje-mandje” com o jazz e a marrabenta. Chegou a fazer parte do agrupamento Ghorwane, para além de ter trabalhado muitos anos na África do Sul e na Suazilândia, com outros músicos.

Depois da desintegração de Hokolókwè, Nanando fundou, com outros elementos, a banda Ngalanga. Mais recentemente, Nanando trabalhou num projecto musical que leva o seu nome: Nanando Project. Realizou igualmente vários concertos musicais, sendo que num dos quais contou com a participação do agrupamento Majescoral.

Quarta, 02 Fevereiro 2011

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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Os reencontros de Otis nas terras angolanas

Sons de um sax para reveillon

Antes das praias moçambicanas, Alípio Cruz – Otis – faz de Angola a sua ponte com o próximo ano.
Angola virou novo palco para artistas moçambicanos. Depois de a Companhia de Teatro Gungu ter sido convidada para uma série de espectáculos, onde aproveitou para estrear a peça “Vivendo Com a Sogra”, e de a Companhia Nacional de Canto e Dança ter sido convidada para um festival tradicional, Otis surge como uma das figuras escolhidas para encerrar o ano.

O cantor moçambicano radicado em Portugal já apresentou alguns espectáculos, faltando agora três, dois no dia 31 e um no primeiro dia de 2011. A digressão de Otis pelas terras de “Zé Du” devia contar com a angolana Yola, no entanto, uma doença não permitiu que ela fosse ao palco. Assim, Otis e a banda que o acompanha para esses espectáculos tiveram que encontrar outras soluções.

Numa conversa que tivemos por e-mail, Otis disse que o melhor coisa da sua digressão foi o reencontro com o músico Dalu, residente em Luanda, com quem não actuava já há sete anos. Apesar desse dueto ter sido, segundo o músico, “bom demais”, a maior surpresa foi o encontro com o músico cabo-verdiano Boy G Mendes, que também se encontra em Luanda para alguns concertos.

O músico cabo-verdiano, de acordo com o jornal de Angola, esteve naquelas terras para actuar também no “Quinta de Prestígio Musical BNI”, evento que se realiza todas as quintas-feiras à noite, no Miami Beach, visando valorizar o talento e o prestígio de grandes nomes da música angolana e internacional.?

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Quarta, 29 Dezembro 2010.

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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Chonguiça canta na Etiópia


“Etiópia” – a voz se repetia numa música antiga, ao mesmo tempo que Addis Abeba inspirava “We are The World”, do “USA For Africa”. Etiópia era – e continua sendo – a capital do continente. Onde os líderes africanos se juntaram para sonhar “uma nova África” e para lá regressam várias vezes para novos pactos. É naquele país do “rastafarismo” que o saxofonista moçambicano Moreira Chonguiça actua, hoje, como convidado, na conferência sobre Redes de Líderes Africanos.

Na conferência a decorrer de hoje a 6 do mês em curso, naquele país da África Oriental, para além de cantar, Chonguiça fará parte do evento como um dos palestrantes. Com requinte e glamour, num concerto cujo denominador comum serão os acordes do jazz, “o cidadão do mundo”, como é conhecido Moreira Chonguiça, vai emprestar o seu charme e voz num concerto de gurus da música africana.

Chonguiça diz ser uma honra fazer parte daquele fórum, assim como tocar num palco reservado aos grandes senhores da música africana. “Ser convidado para tocar num fórum destes é uma honra. e é prestigiante, porque terei a oportunidade de trocar impressões com diversos delegados, assim como com artistas convidados. Almejamos todos um diálogo crescente, que torne África o melhor continente do mundo”, frisou Chonguiça.

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segunda-feira, 22 de março de 2010

Lira desconstrói mitos no Big Brother


Depois de um dia ter visto a Lira a actuar no pequeno espaço do “Mafalala Libre”, o promotor de espectáculos e proprietário da Big Brother Entertainment, Julinho, não mediu esforços para levar aquela cantora sul africana aos seus “aposentos”, isto é, ao espaço “Big Brother”. Resultado: Em plena casa cheia, sexta-feira, Lira desconstruiu os mitos de que o jazz e o soul music só fazem festas restritas no panorama musical nacional.

Foi uma das perguntas que os jornalistas colocaram ao “homem forte” do Big Brother Entertainment quan­do se deram conta da pre­sença de uma cantora de jazz no seu espaço, con­traria­mente aos géneros musicais que vêm sendo ali ofere­cidos, com particular des­taque para géneros tropicais como zouk, qui­zomba, entre outros dos PALOP´s e das Antilhas. Julinho explicou, em con­ferência de imprensa, que a filosofia da instituição que dirige consiste em promover música de quali­dade, inde­pendentemente de se tratar de jazz, soul music, mar­rabenta, pas­sada, rock, zouk ou qui­zomba.

“O nosso interesse é servir diversos tipos de público que andam à procura de boa música”, precisou o promotor.

Foi o que se viu. Depois de terem subido ao palco Jenny e Sety Suazi, que fecharam o cerco, a sul africana Lira não deixou os seus créditos em mãos alheias. Aliás, na referida conferência de imprensa, a artista das terras do rand já havia avisado que seria uma honra para ela tocar para um público maior, uma vez que, nas suas próprias palavras, a primeira experiência em Moçambique, que aconteceu no “Mafalala Libre”, tinha sido com um público ainda mais reduzido. No “Big Brother”, estiveram mais de uma centena de pessoas, criando um ambiente sugestivo e a condizer com as festas de Natal e de Fim do Ano, onde toda a gente troca abraços e emite desejos recíprocos de um próspero ano novo.

Não é por acaso que Lira se considera fã incondicional de cantoras como Aretha Franklin e Miriam Makeba, pois o público, através dela, acabou entrando em con­tacto com sons que mostram as boas influências que a cantora tem.

Na companhia de uma banda constituída por sete elementos, Lira tocou músi­cas que expressam a neces­sidade de uma maior apro­ximação entre as pessoas, independentemente da raça, religião, etnia, entre outras formas de discriminação. Foi possível ouvir temas dos seus quatro álbuns, de­signadamente, “Woman Li­fe”, “Saw Mind”, “Lira Life and Celebration” e “Fill Good”. Para além de soul music e jazz, Lira fez escola no kwito, algo que considera como tendo sido para efeitos de marketing para melhor se posicionar no mercado.

Escrito por Armando Nenane

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segunda-feira, 1 de março de 2010

Moçambique estara no Mundial 2010


Mesmo sem ter conseguido se qualificar para a África do Sul, Moçambique estará presente no Mundial de Futebol a realizar-se este ano naquele país vizinho. Não será através dos “Mambas”, claro, mas sim do saxofonista Otis, um moçambicano a residir nas terras lusas há 25 anos. Alípio Cruz, de seu nome oficial, vai cantar, na companhia de cerca de cinco músicos e compositores lusófonos, o tema “Sons da Distância”, dedicado ao primeiro Mundial neste continente que a História diz ser o “Berço da Humanidade”.

Natural de Inhambane, sul de Moçambique, o saxofonista recebeu um convite da Federação Portu-guesa de Futebol para integrar a selecção das Quinas para o Mundial 2010. Do lado moçambicano, Otis é convidado do Ministério do Turismo para promover a imagem e as potencialidades turísticas da chamada “Pérola do Indico” durante a prova a decorrer em Junho.
O título dedicado ao Mundial faz parte das 11 faixas que compõem o disco “MozamVerde”, uma inicia-tiva que Otis está a levar a cabo em parceria com o músico cabo-verdiano, Tito Paris, também radicado em Portugal. “É um projecto idealizado por Tito, o Mozam refere-se a Moçambique o Verde a Cabo-Verde”, explica o artista o sentido do trocadilho. O disco a ser lançado em Março integra títulos cantados em Crioulo e Bitonga, a língua materna de Otis falada na cidade de Inhambane.

O “Sons da Distância” conta com a participação de mais de cinco músicos lusófonos, de entre eles Manecas Costas (Guiné-Bissau), André Cabaço e Otis (Moçambique), Mariza e Tito Paris (Cabo-Verde) e Paulo de Carvalho (Portugal).

Quem é Otis
Pouco conhecido na sua própria terra, Otis é um dos poucos artistas moçambicanos que escolheram Portugal para seguir uma carreira musical. Filho de um maestro, Otis cresceu em Inhambane ouvindo o som de vários estilos musicais e esteve na escola de música local aproximadamente 10 anos. Actual-mente, é considerado um dos saxofonistas mais sonantes a residir e a actuar em Portugal. Com seis discos editados, sendo o último intitulado “In the House”, lançado em 2008, Otis é figura de eleição para representar Portugal em muitos eventos. Como irá faze-lo na África do Sul quando em Junho se jogar o Mundial de Futebol.

Em 1975 mudou-se para a capital Maputo, onde integrou vários grupos, até ficar efectivo na banda da Rádio Moçambique, durante seis anos. Com a banda, o “saxman”, como lhe chamam, integrou uma digressão em 1978 que percorreu países como Cuba, Alemanha e Checoslováquia.
Otis aproveitou a viragem na direcção da banda, em 1985, para rumar para Lisboa, onde ainda reside. Em Portugal começa por se integrar em pequenos projectos, sendo até músico convidado do Festival da Canção, no final dos anos 80. O cantor popular Roberto Leal viu-o e convidou-o de imediato para a sua banda, mas Otis só aceitou à terceira. Durante 12 anos, o saxofonista percorreu, na companhia de Roberto Leal, as comunidades lusófonas de Caracas a Washington, de Paris a São Paulo.

A viragem para o House
Seguiram-se as colaborações com Paulo de Carvalho (quatro anos), Miguel & André (três anos), João Portugal (um ano) e Beto (um ano). O cabo-verdiano Tito Paris tembém o chamou. “Desenvolvi mais a ‘world music’ e conheci o outro lado do mundo, de Hong Kong a Madagascar. Sou um previlegiado”, admite. Vieram também convites de Rui Veloso. E até de Dulce Pontes, que em 1997, o desafiou a tocar consigo em Nova Iorque num concerto para o representante máximo da Organização das Nações Unidas, Kofi Annan.

Mas o admirador de jazz e dos saxofonistas Grover Washington Junior, Dave Kose e Kenny G (o que mais discos vendeu até hoje: 30 milhões) também é autor e compositor. O seu quinto disco, “Olhar para Trás”, a fixar o espelho do tempo e a perspectivar a carreira; conta com colaborações de uma cantora alemã de jazz ou das coristas Dora & Sandra, dos Delfins. Nos discos anteriores de Otis, participaram igualmente Nucha, Paulo de carvalho e os Anjos, entre outros.
Ultimamente, o saxofonista de Inhambane tem-se dedicado mais ao House, fazendo duplas com Djs em bares, discotecas ou casinos de Norte a Sul de Portugal. “Sempre me abri à fusão de estilos, influên-cias e novas tendências. É outra etapa da minha evolução como músico, e estou a gostar!”, concretiza. Aliás, seu último trabalho discográfico chama “In the House”. Nome sugestivo.

Fonte: Savana

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Jimmy Dludlu: O pólo do Joy of Jazz

Jimmydudlo

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Fica o eco da sua voz, vovo Amélia!


"Swilo swa missava swa khaluta" diz o refrão da canção gravada em 1997 pela decana da música ligeira moçambicana Amélia Moiana e que deu direito à participação na final da edição do mesmo ano do “Top Feminino” parada de música feita por mulheres, organizada pela Rádio Moçambique. “Swilo swa missava” é um hino ao amor, ao convívio, à harmonia e à compaixão entre os homens. É uma lição de moral que vovo Amélia quis deixar como legado, criticando a ganância, a mesquinhez, a intolerância, a falta de entendimento, alertando sobre o impacto desses malefícios, mas também sobre o sentido que se deve dar à vida. Conselheira e educadora, Amélia Alfredo Moiana, de seu nome completo, “deixou as coisas da terra”, perdeu a vida na noite da última sexta-feira, vítima de doença e seu corpo foi enterrar na tarde de ontem, no cemitério de Lhanguene, depois de uma justa homenagem no “Khovo”, a igreja de seu coração.


Vovo Amélia para quase todos, jazz woman para os que sentiam e entendiam a alma das suas cordas vocais, partiu numa altura que trabalha para a gravação do seu segundo disco.

É verdade que há muito que vovo Amélia não gozava de uma saúde física para percorrer os sinuosos caminhos da música, sobretudo aqui em Moçambique, mas seu sonho foi sempre de registar o pouco da graça que Deus lhe deu.

Tinha energia para sonhar e acreditar que pese os problemas de saúde associados à sua avançada idade, muito ainda tinha por oferecer à música moçambicana.

Possuía um coração muito forte, uma imensa fé, daí a sua predisposição para entrar no estúdio e gravar mais um disco.

Descoberta para o grande público por Eldorado Dabula, no programa “Keti-Keti” da Rádio Clube (actual Rádio Moçambique) lá para década de 60.

Mas antes de aparecer naquele programa Amélia Moaina, contou numa das conversas, que começou a cantar ainda em tenra idade, por influência do pai que foi maestro da Igreja Missão Suíça, actual Igreja Presbiteriana de Moçambique e da mãe. “Minha mãe também tinha uma voz linda, mais linda que a minha”, dizia sempre Amélia Moiana.

Eldorado Dabula catapultou Amélia Moiana para o grupo Djambo. Foram momentos de glória infelizmente desconhecidos por muitos, dadas as contingências da época.

Quando a notícia da sua morte me chegou aos ouvidos, confesso que fiquei meio desnorteado a final era uma pessoa que gostava tanto. Não chorei por que logo de seguida veio à memória os grandes momentos de convívio que tivemos quando preparávamos o único grande espectáculo de palco que realizou nas últimas décadas.

Veio aquela majestosa actuação em Abril de 2003, no Centro Cultural Franco-Moçambicano. Acompanhada por jovens que integravam a Banda Azul (grupo que carinhosamente ela tratava por Bafana Bafana) nomeadamente Raimundo (piano), Sacres (baixo), Stélio (bateria), Jimmy (guitarra) e ainda as vozes de Cadinho, Ruth e Saugina.

Só quem esteve no Franco-Moçambicano pode comentar e afirmar com viva voz que Moçambique perdeu uma grande voz escondida ao longo do tempo porque o sistema assim o quis.

Não chorei por que começou a coar nos meus ouvidos as canções “Moya Wanga”, “Lwandle”, “A Mintirho”, “Amiga”, “Lirandzo”, “A Va Khale”, e a inigualável “Swilo swa missava”.

Moçambique perdeu uma grande voz porque os caminhos para a produção de arte e cultura no geral, e da música em particular, são sinuosos, mas melhor dizendo, são mesquinhos.

Ninguém pode explicar por que nunca se abriram as portas para Amélia Moiana gravar as suas canções que não eram poucas. Não se abriram porque o nome, não o trabalho dela, pouco dizia às pessoas que estão a frente desses processos. Pura e simplesmente por isso, porque pelo trabalho são poucos os músicos moçambicanos com sua estirpe.

No último espectáculo de palco que ofereceu há seis, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, Amélia Moiana demonstrou que mesmo aos 72 anos (na altura) era de uma “senhora” voz, cultivada e escondida atrás do gospel. Cantava a marrabenta, jazz, blues, tudo que o espírito impunha com uma mestria somente sua.

“Swilo swa missava swa khaluta” não mentiu Amélia Moiana, estamos de passagem e neste momento de dor e consternação, pouco nos resta senão tirar chapéu e curvar perante a sua voz que vai continuar a coar nos nossos ouvidos.

  • João Fumo

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Vodacom e Moreira Chonguiça anunciam parceria


A Vodacom está envolvida na valorização da música
A empresa Vodacom Moçambique anunciou hoje, em Maputo, um acordo com o músico moçambicano Moreira Chonguiça que, de entre vários aspectos, preconiza a oferta de espectáculos ao público nacional.

Falando à imprensa durante o anúncio da parceria, o Presidente do Conselho da Administração da Vodacom Moçambique, Salimo Adbula, disse que esta empresa tem se envolvido na valorização da música moçambicana.“Os músicos moçambicanos elevam a sua música no país e além fronteiras e nós queremos que esta seja ouvida e aproveitada, sobretudo pelas novas gerações”, disse Abdula.
Moreira Chonguiça é um jovem saxofonista e compositor moçambicano que se destacou nos últimos anos nos palcos da vizinha Africa do Sul, onde estudou música, tendo posteriormente também angariado muitos fãs do seu próprio país.

AIM

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segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Stewart Sukuma & Banda no Festival de Kasumama 2009 Austria , Moorbad Harbach

Festival Kasumama 2009

Stewart Sukuma no Mocambique Jazz Festival

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segunda-feira, 20 de julho de 2009

Chonguiça apadrinha Escola de Música


O conceituado saxofonista moçambicano Moreira Chonguiça está a realizar uma série de beneficiações à Escola Nacional de Música, com vista a melhorar a imagem e a performance educacional daquele estabelecimento de ensino de música no país.
Com efeito, a primeira acção do músico foi oferecer um cheque no valor de mil dólares americanos e posteriormente um outro cujo valor foi de 12 mil randes.

Com este dinheiro, a Escola Nacional de Música investiu na compra de equipamento musical, entre ele palitos para saxofone, cordas de guitarra, paquetes para bateria entre outros acessórios.

Por outro lado, Moreira Chonguiça promoveu e dinamizou a realização de wokrshops musicais entre os alunos da escola e o maestro americano Peter Mark, da Opera de Virgínia e que participa no V Festival Internacional de Música de Maputo. Os encontros entre Peter Mark e os alunos da Escola de Música estão a ser coordenados pelo saxofonista Moreira Chonguiça, que é, por sinal, uma das maiores atracções dos jovens músicos daquela instituição de ensino, e não só.

Entretanto, para reconhecer os feitos deste jovem músico em prol do desenvolvimento da música e da instituição onde ele estudou, o ministro da Educação e Cultura Aires Aly, visita esta manhã, pela primeira vez desde assumiu aquele cargo, a Escola Nacional de Música. Aires Aly pretende ver de perto o trabalho de Moreira Chonguiça e realçar o seu empenho no sentido de conferir maior qualidade ao ensino da música no país.

Por outro lado, Aly dirige-se àquela escola para ver os avanços registados no processo de ensino e aprendizagem a nível da música e inteirar-se ainda de uma série de actividades culturais que decorrem na escola, agora também com a intervenção deste conceituado saxofonista, que já arrecadou vários prestigiados prémios no mundo da música e que constituem um verdadeiro orgulho para o país.

Na visita a efectuar, um dos grandes objectivos do ministro Aires Aly, é o elogio público e o agradecimento ao prestigiado saxofonista Moreira Chonguiça considerado o “Padrinho” daquele estabelecimento de ensino pelo seu empenho e interesse em ver os petizes daquela escola a evoluírem e a terem o gosto pela música como uma profissão e “instrumento” para o seu auto-sustento.

O ministro da Educação e Cultura, define a visita como um momento para auscultar os petizes daquela escola nacional, explicando-os a sua importância tendo em conta o contributo que ela dá a muitos músicos moçambicanos que ali estudaram.

Moreira Chonguiça estudou naquela escola ainda pequeno, estando hoje a residir na cidade sul-africana do Cabo. Ele é uma das estrelas musicais que mais ilumina naquele país e no Continente Africano


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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Moreira Chonguiça apresenta troféus em Maputo


Os troféus de ouro do saxofo­nista Moreira Chonguiça serão apresentados esta quinta-feira (09/07/2009) numa gala a ter lugar no espaço Co­conuts, em Maputo, num even­to a ser assistido por figuras do Governo, amigos e colegas de profissão.

Estarão presentes na gala outras estrelas e, em espe­cial, o seu fotógrafo pessoal com quem partilha os prémios pelo facto deste ser o responsável pe­las imagens das capas dos discos distinguidos nos gramys, em Sun City, na África do Sul.


Honram o evento o ministro da Educação e Cultura, Aires Ali, o professor Orlando da Conceição, que foi mestre do artista, e a directora da Escola Nacional de Música, Isabel Ma­bote, mulher que sempre ze­lou pelos estudos de Moreira, quando aluno no estabeleci­mento de ensino que a mesma dirige.

Recorde-se que Moreira Chonguiça ganhou dois pré­mios nos grammy deste ano, designadamente, “Melhor Ál­bum Jazz Contemporâneo” e “Melhor Capa de Disco”, ambas as distinções com o seu segun­do álbum, intitulado “Morei­ra Projecta II - Citizen of The World”.
Moreira havia sido igualmen­te premiado com o seu primei­ro álbum “Moreira Project I” como melhor disco de jazz.

Os awards consagram os me­lhores da música sul-africana a cada ano, numa iniciativa da South African Music Awards, SA­MAS, desde 1995. Este ano, havia 63 categorias em disputa.

Fonte: O País

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segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

FOURPLAY EM MOÇAMBIQUE


Galácticos do jazz coloriram verão do nosso contentamento
Há dias assim: exigimos que tudo nos corra de feição; que a perfeição seja o mínimo grau a atingir no que fazemos ou fazem os outros por nós. Um desses dias foi, certamente, a última sexta-feira, em que actuou pela primeira vez em nossa casa a banda norte-americana de jazz Fourplay.

A perfeição que se exigia na organização da aparição do ilustre quarteto deriva do óbvio facto de Bob James, Nathan East, Larry Carlton e Harvey Mason não serem... “quaisquer” artistas. São estrelas de classe universal, que enchem de expectativa seja qual for o amante da música, tanto aquele que já os tenha visto tocar num palco no estrangeiro, como quem os conheça por via de temas como “Chant”, “Bali Run”, “Still The One”, “Flying East”, “Robo Bop”, “Swamp Jazz”..., alguns dos que percorrem a dezena de discos que foram lançando desde 1991, quando surgiram como banda.

Ora, lamentações e lamúrias seriam o nosso pão de hoje se alguns aspectos mal acautelados do ponto de vista de organização não tivessem sido apagados pela celestial performance rubricada pelos Fourplay no Parque Municipal da Matola, definitivamente um local ideal para grandes espectáculos musicais, de jazz em particular. No entanto, porque não é de memória que se faz a vida, mas de sensatez, prudência e pragmatismo, há que chamar à atenção sobre alguns aspectos que tendem a enraizar-se e a tornar-se numa cultura dos moçambicanos, particularmente aqueles que nos organizam grandes espectáculos.

O concerto do quarteto dos “States” estava marcado para as 21:00 horas, mas só viria iniciar precisamente uma hora e quase 50 minutos depois. É absolutamente inadmissível pregar uma seca destas em gente ávida em ver os seus ídolos, principalmente se se considerar que a ida das pessoas ao espectáculo foi também um processo stressante (adquirir um ingresso para o “show” dos Fourplay foi fácil apenas para uma pequena porção dos vários fãs que se fizeram aos jardins do Parque Municipal da Matola, pois a informação sobre os locais de venda não circulou devidamente).
Mais, aquela noite era algo chuvosa, com pingos e aguaceiros a desesperarem quem tinha saído de casa para um parque a descoberto, mas que mesmo assim foi por se tratar de uma ocasião especialíssima essa vinda do grupo norte-americano.

Se quisermos uma boa reputação para o nosso país, os promotores de espectáculos musicais com estrelas internacionais também devem contribuir. É impressionante a diferença que existe entre nós e os outros no cumprimento de horários. Pensamos que é chegado o momento em que os eventos públicos iniciarem à hora em que são marcados. Há problemas de última hora?
Comunique-se e peça-se desculpas e compreensão às pessoas que ficam vários minutos à espera de algo que já devia ter começado. O atraso verificado na Matola faz-nos recordar uma famosa casa de espectáculos da cidade de Maputo, em que um “show” marcado para determinada hora só começa duas, três, quatro ou mais horas depois...

Esta chamada de atenção deve servir também para o público. Por ele também passa parte da responsabilidade (ainda que pequena e sem ser exemplo concreto aquele que tanto esperou o Fourplay). Se todos chegarmos “a tempo e horas” e manifestarmos (civilizadamente) a nossa indignação com os atrasos, compreenderão os promotores destes eventos que todos os esforços devem ser feitos para evitar irritar as pessoas.

VALEU A PENA” SOFRER...
Ficando para trás os problemas de organização (de que destacámos apenas o horário), o concerto de Bob James, Nathan East, Larry Carlton e Harvey Mason (respectivamente teclista, baixista, guitarrista e baterista) soube-nos muito bem. Começamo-nos a habituar a ter grandes artistas em nosso solo, faltando para que as suas actuações nos fiquem na memória um nível de produção aceitável. A vinda dos Fourplay será muito recordada entre nós muito por aquilo que a banda fez num recinto bem escolhido pelo promotor.

O simbolismo desta actuação está no facto de, como banda, estes artistas terem cá actuado pela primeira vez. Individualmente, Nathan East já cá esteve antes, em 1989, integrado na banda de Eric Clapton, que actuou no Estádio da Machava. East é um talismã do guitarrista britânico, que sempre o chama para os seus projecto.

East, um baixista que carrega em si muito talento e energia, já trabalhou com músicos de eleição a nível mundial. É o caso do seu compatriota Babyface, que chamou a dupla Clapton/East para aquele que se pode considerar o seu melhor disco: “MTV Unplugged In New York City”. No DVD desse álbum, um grande espectáculo ao vivo, pode-se ver o esplendor de Nathan East a dedilhar o baixo e a luxúria de Eric Clapton na guitarra nos temas “Change The World” e “Talk To Me”.

Voltando ao espectáculo do Fourplay, foi absolutamente estimulante estar num verde contagiante que é o relvado do Parque Municipal da Matola para ver evoluir uma banda de jazz de eleição a nível do mundo.

Mas mais estimulante, excitante até, foi ver os artistas entrarem para o palco, para satisfação de uma multidão que, mais do que ávida de momentos musicais únicos, queria deliciar-se com o engenho e talento de um quarteto que, no contexto do jazz, pertence à uma galáxia em que cabem muito poucas bandas. E “Galaxia”, do disco “Heartfelt”, que os Fourplay lançaram em 2002, foi o tema de entrada.

O delírio estalou entre no seio do público quando Nathan East e Bob James deram os primeiros toques de “Chant”, provavelmente o mais conhecido (e amado) tema da banda. Esta música faz parte do CD “Between The Sheets”, o segundo do grupo.
A melodia de “Chant”, cuja beleza se deve não apenas ao som dos instrumentos mas à afinação vocal de Nathan East (também um grande cantor), foi entoada por todos, como seria a partir daí nos temas cantáveis que o quarteto tinha alinhado para esta sua primeira aparição em solo moçambicano. “After The Dance” – apresentando numa versão em que East quis pôr o público a ouvir a sua melódica voz – ou “Between The Sheets”, que foi, provavelmente, o mais seguido pelos espectadores, são duas esplêndidas canções apetecíveis de ouvir ao vivo.

A meio da apresentação já se ouvia comentários do tipo “valeu a pena sofrer”, em alusão à seca – e àlguma molha – que os espectadores foram apanhando enquanto esperavam desesperadamente pela subida da banda ao palco.

Os temas instrumentais foram o forte deste “show” (aliás o som dos metais constitui a essência do jazz). O encanto de temas como “Bali Run”, “101 Eastbound”, “Flying East”, “Wish You Were Here” ou Free Range” invadiu as almas que se fizeram ao Parque Municipal da Matola contaminando-as de uma alegria sensível apenas quando estamos perante verdadeiros galácticos da música. Sensível na ocasião e que vão durar muito mais tempo dentro de quem conseguiu estar neste espectáculo.

Os Fourplay vieram ao nosso país numa época especial: o verão, propício para concertos e festivais musicais majestosos, como o desta banda norte-americana. Porque este, sim, foi um espectáculo para recordar, recordarmo-nos-emos do verão de 2007/2008 como um dos do nosso contentamento, contrastando com o inverno que traz descontentamentos como o que inspirou o norte-americano John Steinbeck a escrever um dos seus mais lidos livros, “O Inverno do Nosso Descontentamento”.
No inverno nós não ficamos desafortunados como o jovem Ethan Hawley de Steinbeck, mas ficamos totalmente desprovidos da magia musical de grandes artistas em espaços abertos como o Parque Municipal da Matola, que desta vez foi palco para Bob James, Nathan East, Larry Carlton e Harvey Mason juntos.
O CLÍMAX DE UMA SATISFAÇÃO
A música ia fluindo do palco montado no parque e as pessoas iam recordando-se de pedir esta, aquela ou aqueloutra composição de que se encantaram ao ouvi-las da quase dezena de discos que a banda foi gravando desde o seu surgimento em 1991. Uma das mais solicitada foi, depois dos Fourplay terem tocado “Chant”, “Between The Sheets”, “After The Dance”, “Flying East”…, aquelas que os fãs mais conhecem, “Bali Run”, com que o quarteto simulou despedida.

Pelo meio também ficaram os temas – ainda desconhecidos pela maioria do público – do mais recente disco do quarteto, “Energy”, acabado de sair em Setembro. É um álbum que promete, até porque, segundo anunciou Nathan East, tem um tema nomeado para os “Grammy” do próximo ano.

O epílogo desta apresentação dos “fab four” (uma famosa revista norte-americana de jazz tratou-os assim uma vez, recordando a alcunha do também quarteto britânico, mas não de jazz, Beatles), veio quando tocaram “Maputo”. É uma homenagem que o baixista Marcus Miller (o produtor e executor da viola-baixo na maioria dos álbuns do malogrado Luther Vandross) fez à capital moçambicana. Miller esteve entre nós nos anos 1980 e compôs esse lindo tema, que foi gravado por ele e o saxofonista David Sanborn num projecto que contou precisamente com Bob James para os teclados.

Na versão do Fourplay de “Maputo” não houve sax. Aliás este é um instrumento absolutamente ausente nos trabalhos que a banda foi efectuando ao longo destes quase 18 anos de existência.
Bastaram as notas de James e alguns acordes de Nathan East, a que se lhes juntaram a fineza de Larry Carlton e a energia de Harvey Mason. Provavelmente aquela foi uma das melhores versões que se tocou daquele famoso tema cujo disco, “Double Vision” valeu à dupla James/Sanborn uma nomeação para os Grammy.

“Maputo” foi o pico de uma satisfação que estalara logo que os Fourplay subiram àquele palanque. O fim da sua apresentação, que coincidiu com a queda de cada vez mais e grossos pingos de chuva acendeu uma satisfação que estava patente nos rostos das várias pessoas que tinham presenciado o espectáculo. A alegria era indisfarçável, como era possível ver pelos sorrisos que rasgavam os rostos à toda a sua largura, pelos comentários que iam fluindo em tons de voz que revelaram precisamente essa satisfação. Foram-se os Fourplay, ficaram aqueles momentos que os amantes do jazz gostariam de repetir, se possível em sua terra.
Gil Filipe

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Orlando da Conceicao, um homen de cultura

Para além de bom ouvinte do jazz, Professor Orlando é um verdadeiro homem de cultura, um artista completo e de mão cheia, pois não só cuida com perfeição dos sopros, como também tem passagem pelo cinema, teatro, pelas artes plásticas e pela dança, áreas que sempre o acompanham.

Por outro lado, ele não só toca o Jazz, mas executa com perfeição a música clássica e a ligeira moçambicana. Já muitas vezes partilhou um palco com figuras como Xidiminguana e Ximanganine (Ernesto Ndzevo).

Formado no antigo Centro dos Estudos Culturais, onde fez um curso de animadores culturais, depois da sua formação optou por se dedicar à música, mas também no mesmo aprendeu o teatro, as artes plásticas e a dança.

Depois de terminado o seu curso, foi à ex-União Soviética (Rússia) e também à Arménia, onde se especializou como director de orquestra de música clássica. Regressado ao país, porque cá não tinha uma orquestra de música clássica, preferiu dedicar-se ao Jazz, uma vez que no seu processo de formação havia aprendido quase todas as teorias do Jazz.

Ao Grupo Jazz de Maputo, Orlando da Conceição prefere dizer que eles são uma grande escola ambulante, pois aceitam a entrada para tocar de outras figuras que não sejam somente os que à partida compõem o grupo, como também por serem a nata inspiradora de muitos jovens que pretendem se dedicar a este género musical. Muitos dos jovens que hoje tocam Jazz, com seriedade, aprenderam do Grupo de Jazz de Maputo.

Ivan Mazuze, Moreira Chonguiça, Orlando Venhereque, Irinah são alguns dos vários exemplos que podem ser mencionados quando se fala de uma juventude que apostou no Jazz como forma de expressão artística e cultural.

SOUL ACÚSTICO PARA O JAZZ
A sétima edição do Projecto Soul Acústico, uma iniciativa que junta mestres da música e ou da poesia com jovens que se dedicam também à produção da música e da Literatura. Desta vez, o Soul Acústico vai se estender para o Professor Orlando, um conceituado mestre do Jazz, que partilhará o mesmo palco com jovens como Luka Mukavel, também um grande jovem se dedica à pesquisa de instrumentos e música tradicional. Ele aprendeu numa das maiores universidades africanas de Música que é a Universidade de Harare.

Paulo Macamo, músico, também estará em palco nesta homenagem ao Professor Orlando. Paulo Macamo é aluno do professor Orlando e hoje ele se encontra a estudar música na Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade Eduardo Mondlane. Ele tem a capacidade de conservar o que é de base tradicional, de misturar isso com sons modernos, de jazzificar, mas sem perder a essência de uma e de outra coisa. É um excelente guitarrista, classifica Capela.

O mesmo acontecerá também com Eva, uma jovem cantora, que se dedica ao Gospel. Ela, que será acompanhada pelo jovem teclista Feat, é definida como uma jovem com uma perfeição vocal bem estruturada e afinada.

António Cabrita, docente de literatura em várias instituições de ensino superior no nosso país, vai proceder à leitura de textos e poemas da sua autoria. Ele é um professor de literatura que, à par de Orlando da Conceição, sempre se mostrou aberto a apoiar jovens a vários níveis, para além de ser um poeta excelente.
Quanto às The Dream’s, elas são um grupo de jovens que aparecem como uma revelação, serão lançadas na noite de homenagem ao um mestre, como forma de receberem a crítica necessária.
Francisco Manjate

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Jimmy Dludlu prepara-se para apresentar “Portait”

O guitarrista Moçambicano Jimmy Dludlu apresenta-se em Abril em Maputo, naquilo que será o seu primeiro concerto de promoção do seu novo disco, “Portrait”, lançado no mercado em finais do ano passado. A actuação de Jimmy em palcos da capital do país está enquadrada numa “tournée” africana de promoção do álbum por alguns pontos do continente africano, que o levará a países como Gana, Angola, Botswana, Lesotho e Swazilândia.

A seguir a esta digressão, Jimmy Dludlu e a sua banda iniciam, a partir de Maio, a segunda digressão promocional pela Europa, tendo como ponto de partida a capital inglesa, Londres.
A digressão pelo chamado “velho continente” acaba de ser consubstanciada pela assinatura de um novo contrato para concertos com uma agência de espectáculos europeia, que organizará todo o programa de actuações do conceituado artista.

Jimmy Dludlu é uma das figuras-de-cartaz da edição deste ano do Festival Internacional de Jazz da Cidade do Cabo (CTCC), onde irá evoluir ao lado do grande astro da guitarra Lee ReNour, do famoso agrupamento norte-americano de jazz Four Play.

PORTRAIT” CONCORRE AOS SAMA AWARDS
O ano de 2008 não poderia começar da melhor maneira para o autor do CD “Portrait”, uma vez que o disco acaba de ser nomeado para cinco categorias dos South African Music Awards (SAMA), os maiores prémios da África do Sul. Vai concorrer para os prémios melhor álbum de jazz, melhor vídeo (pela música “Tote”), melhor artista masculino, melhor produtor e melhor engenheiro.

O anúncio dos vencedores dos prémios nas diferentes categorias será feito a 14 de Março em Joanesburgo, na presença dos contemplados.
Jimmy Dludlu é um candidato natural aos prémios SAMA. Todos os álbuns que produziu até aqui ganharam, no mínimo, dois prémios nas diferentes categorias.


O trabalho “Echoes From the Past”, o primeiro disco de Jimmy, ganhou o prémio “Best Newcomer” e “Best Contemporary Jazz Album” (1998); “Essence of Rhythm” foi distinguido com os prémios “Best Male Artist” e “Best Contemporary Jazz Album” (2000); “Afrocentric”, por sua vez, ficou com três prémios: “Best Male Artist”, “Best Producer” e “Best Contemporary Jazz Album” (2003). O penúltimo álbum que o artista moçambicano editou, “Corners of my Soul”, ganhou nas categorias de “Best Male Artist” e “Best Contemporary Jazz Álbum” (2006).
Em 2006, o saxofonista moçambicano Moreira Chonguiça, que se estreou a editar com “The Jorney” do seu Moreira Project, venceu um SAMA, para melhor produtor, em parceria com Mark Fransman.

Na produção do disco “Portrait”, participam músicos de Moçambique, Estados Unidos, Argentina, França, Congo, Finlândia, Brasil e Cuba.
Este é um trabalho que, segundo o seu autor, busca a história do próprio artista, capturado no quadro das suas influências sociais circundantes.

É um desenho do retrato do próprio artista, como africano e o seu lamento acerca da perda dos valores africanos e da nossa identidade. Expressa isso por exemplo no tema “We Used to be Africans”.

Maputo, Sexta-Feira, 29 de Fevereiro de 2008:: Notícias
"Moz-Sul Africano"interprete e compositor do afro-jazz, jazz e fusão marca a sua diferença com a sua banda, que está a ter sucessos nos últimos 3 anos do século a nível da africa austral como a nível da áfrica, Guitarista com a clássica Ibaneza GB10, tendo tido sucessos com o 1º album "echoes from the past" editado em 1997 e "essence of rhythm" editado recentemente na Africa do Sul, mesmo com essência de ritmo e trivial trabalho desse grande Jimmy.

HISTORIA DE JIMMY
Nasceu em, Moçambique, entrou na música nos anos 70, nos princípios dos anos 80, emitando as músicas do Wazimbo, o seu ídolo com sonho de ser músico profissional, deixou o país nos princípios da década para Swazilândia, Botswana e depois para África do Sul, onde fez a licenciatura em música , ganhou a fama com seus albuns "echoes from the past" editado em 1997 e "essence of rhythm" editado em Junho de 1999 .

Zavala sua terra natal, Chamanculo seu bairro de infância, ficaram no Jimmy recordações que até hoje marcam, "zavala" um título de uma das composições feitas recordando este "borthland" do primeiro album e "echoes from the past" recordando o bairro e amigos com que brincou.






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Music +27 -21 - 439 7222

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