segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Tonota: O amor africano na guitarra de Jimmy
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Um ano sem o mestre Nanando
Com origens no berço das estrelas, o populoso bairro de Chamanculo, na cidade de Maputo, onde aprendeu a dar os seus primeiros toques na guitarra, muito inspirado por Jaimito Mahlatine, Nanando foi considerado professor de guitarra de Jimmy Dludlu em virtude de ter sido ele quem o iniciou nesta área.
Hoje, 2 de Fevereiro, passa um ano do desaparecimento físico do mestre Nanando. O guitarrista e compositor morreu aos 48 anos de idade, no leito do Instituto do Coração de Maputo, local onde esteve internado durante alguns dias. Segundo Manuel Libombo, teclista da banda Nanando, o guitarrista “queixava-se, nos últimos dias antes da sua morte, de fortes dores de cabeça que o levaram várias vezes aos hospitais de Maputo, tendo culminado com esta morte repentina”.
Um percurso invejável
Depois da desintegração de Hokolókwè, Nanando fundou, com outros elementos, a banda Ngalanga. Mais recentemente, Nanando trabalhou num projecto musical que leva o seu nome: Nanando Project. Realizou igualmente vários concertos musicais, sendo que num dos quais contou com a participação do agrupamento Majescoral.
Quarta, 02 Fevereiro 2011
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
Os reencontros de Otis nas terras angolanas
Antes das praias moçambicanas, Alípio Cruz – Otis – faz de Angola a sua ponte com o próximo ano.
Angola virou novo palco para artistas moçambicanos. Depois de a Companhia de Teatro Gungu ter sido convidada para uma série de espectáculos, onde aproveitou para estrear a peça “Vivendo Com a Sogra”, e de a Companhia Nacional de Canto e Dança ter sido convidada para um festival tradicional, Otis surge como uma das figuras escolhidas para encerrar o ano.
O cantor moçambicano radicado em Portugal já apresentou alguns espectáculos, faltando agora três, dois no dia 31 e um no primeiro dia de 2011. A digressão de Otis pelas terras de “Zé Du” devia contar com a angolana Yola, no entanto, uma doença não permitiu que ela fosse ao palco. Assim, Otis e a banda que o acompanha para esses espectáculos tiveram que encontrar outras soluções.
Numa conversa que tivemos por e-mail, Otis disse que o melhor coisa da sua digressão foi o reencontro com o músico Dalu, residente em Luanda, com quem não actuava já há sete anos. Apesar desse dueto ter sido, segundo o músico, “bom demais”, a maior surpresa foi o encontro com o músico cabo-verdiano Boy G Mendes, que também se encontra em Luanda para alguns concertos.
O músico cabo-verdiano, de acordo com o jornal de Angola, esteve naquelas terras para actuar também no “Quinta de Prestígio Musical BNI”, evento que se realiza todas as quintas-feiras à noite, no Miami Beach, visando valorizar o talento e o prestígio de grandes nomes da música angolana e internacional.?
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Quarta, 29 Dezembro 2010.
quinta-feira, 18 de novembro de 2010
Chonguiça canta na Etiópia
Na conferência a decorrer de hoje a 6 do mês em curso, naquele país da África Oriental, para além de cantar, Chonguiça fará parte do evento como um dos palestrantes. Com requinte e glamour, num concerto cujo denominador comum serão os acordes do jazz, “o cidadão do mundo”, como é conhecido Moreira Chonguiça, vai emprestar o seu charme e voz num concerto de gurus da música africana.
Chonguiça diz ser uma honra fazer parte daquele fórum, assim como tocar num palco reservado aos grandes senhores da música africana. “Ser convidado para tocar num fórum destes é uma honra. e é prestigiante, porque terei a oportunidade de trocar impressões com diversos delegados, assim como com artistas convidados. Almejamos todos um diálogo crescente, que torne África o melhor continente do mundo”, frisou Chonguiça.
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segunda-feira, 22 de março de 2010
Lira desconstrói mitos no Big Brother

segunda-feira, 1 de março de 2010
Moçambique estara no Mundial 2010
Natural de Inhambane, sul de Moçambique, o saxofonista recebeu um convite da Federação Portu-guesa de Futebol para integrar a selecção das Quinas para o Mundial 2010. Do lado moçambicano, Otis é convidado do Ministério do Turismo para promover a imagem e as potencialidades turísticas da chamada “Pérola do Indico” durante a prova a decorrer em Junho.
O “Sons da Distância” conta com a participação de mais de cinco músicos lusófonos, de entre eles Manecas Costas (Guiné-Bissau), André Cabaço e Otis (Moçambique), Mariza e Tito Paris (Cabo-Verde) e Paulo de Carvalho (Portugal).
Quem é Otis
Pouco conhecido na sua própria terra, Otis é um dos poucos artistas moçambicanos que escolheram Portugal para seguir uma carreira musical. Filho de um maestro, Otis cresceu em Inhambane ouvindo o som de vários estilos musicais e esteve na escola de música local aproximadamente 10 anos. Actual-mente, é considerado um dos saxofonistas mais sonantes a residir e a actuar em Portugal. Com seis discos editados, sendo o último intitulado “In the House”, lançado em 2008, Otis é figura de eleição para representar Portugal em muitos eventos. Como irá faze-lo na África do Sul quando em Junho se jogar o Mundial de Futebol.
Em 1975 mudou-se para a capital Maputo, onde integrou vários grupos, até ficar efectivo na banda da Rádio Moçambique, durante seis anos. Com a banda, o “saxman”, como lhe chamam, integrou uma digressão em 1978 que percorreu países como Cuba, Alemanha e Checoslováquia.
A viragem para o House
Seguiram-se as colaborações com Paulo de Carvalho (quatro anos), Miguel & André (três anos), João Portugal (um ano) e Beto (um ano). O cabo-verdiano Tito Paris tembém o chamou. “Desenvolvi mais a ‘world music’ e conheci o outro lado do mundo, de Hong Kong a Madagascar. Sou um previlegiado”, admite. Vieram também convites de Rui Veloso. E até de Dulce Pontes, que em 1997, o desafiou a tocar consigo em Nova Iorque num concerto para o representante máximo da Organização das Nações Unidas, Kofi Annan.
Mas o admirador de jazz e dos saxofonistas Grover Washington Junior, Dave Kose e Kenny G (o que mais discos vendeu até hoje: 30 milhões) também é autor e compositor. O seu quinto disco, “Olhar para Trás”, a fixar o espelho do tempo e a perspectivar a carreira; conta com colaborações de uma cantora alemã de jazz ou das coristas Dora & Sandra, dos Delfins. Nos discos anteriores de Otis, participaram igualmente Nucha, Paulo de carvalho e os Anjos, entre outros.
Ultimamente, o saxofonista de Inhambane tem-se dedicado mais ao House, fazendo duplas com Djs em bares, discotecas ou casinos de Norte a Sul de Portugal. “Sempre me abri à fusão de estilos, influên-cias e novas tendências. É outra etapa da minha evolução como músico, e estou a gostar!”, concretiza. Aliás, seu último trabalho discográfico chama “In the House”. Nome sugestivo.
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Jimmy Dludlu: O pólo do Joy of Jazz
JIMMY Dludlu é, definitivamente, um artista de classe mundial. Provou-o no fim-de-semana, em Joanesburgo, durante a edição deste ano do Standard Bank Joy of Jazz, festival que há dez anos vem juntando estrelas locais e internacionais, com predominância para norte-americanas. Os americanos estiveram mesmo em peso, numa lista de que – só para citar alguns –, constavam os nomes de Norman Brown (que actuou na Páscoa em Maputo no II Moçambique Jazz Festival), Chieli Minnuchi, Phill Perry ou Marion Meadows. Mas foi o guitarrista do Chamanculo quem mais agradou a audiência que afluiu em grande número aos quatro palcos desta celebração do jazz. Jimmy actuou na noite de sexta-feira, para uma audiência que podemos estimar em 500 pessoas. Parte considerável desse público preferiu abandonar as apresentações dos norte-americanos Chieli Minnuchi, Arlee Leonard e Ingrid Jensen (vocalista pouco conhecida dos públicos moçambicano e sul-africano), que decorriam em simultâneo.
Fica o eco da sua voz, vovo Amélia!
É verdade que há muito que vovo Amélia não gozava de uma saúde física para percorrer os sinuosos caminhos da música, sobretudo aqui em Moçambique, mas seu sonho foi sempre de registar o pouco da graça que Deus lhe deu. Tinha energia para sonhar e acreditar que pese os problemas de saúde associados à sua avançada idade, muito ainda tinha por oferecer à música moçambicana. Possuía um coração muito forte, uma imensa fé, daí a sua predisposição para entrar no estúdio e gravar mais um disco. Descoberta para o grande público por Eldorado Dabula, no programa “Keti-Keti” da Rádio Clube (actual Rádio Moçambique) lá para década de 60. Mas antes de aparecer naquele programa Amélia Moaina, contou numa das conversas, que começou a cantar ainda em tenra idade, por influência do pai que foi maestro da Igreja Missão Suíça, actual Igreja Presbiteriana de Moçambique e da mãe. “Minha mãe também tinha uma voz linda, mais linda que a minha”, dizia sempre Amélia Moiana. Eldorado Dabula catapultou Amélia Moiana para o grupo Djambo. Foram momentos de glória infelizmente desconhecidos por muitos, dadas as contingências da época. Quando a notícia da sua morte me chegou aos ouvidos, confesso que fiquei meio desnorteado a final era uma pessoa que gostava tanto. Não chorei por que logo de seguida veio à memória os grandes momentos de convívio que tivemos quando preparávamos o único grande espectáculo de palco que realizou nas últimas décadas. Veio aquela majestosa actuação em Abril de 2003, no Centro Cultural Franco-Moçambicano. Acompanhada por jovens que integravam a Banda Azul (grupo que carinhosamente ela tratava por Bafana Bafana) nomeadamente Raimundo (piano), Sacres (baixo), Stélio (bateria), Jimmy (guitarra) e ainda as vozes de Cadinho, Ruth e Saugina. Só quem esteve no Franco-Moçambicano pode comentar e afirmar com viva voz que Moçambique perdeu uma grande voz escondida ao longo do tempo porque o sistema assim o quis. Não chorei por que começou a coar nos meus ouvidos as canções “Moya Wanga”, “Lwandle”, “A Mintirho”, “Amiga”, “Lirandzo”, “A Va Khale”, e a inigualável “Swilo swa missava”. Moçambique perdeu uma grande voz porque os caminhos para a produção de arte e cultura no geral, e da música em particular, são sinuosos, mas melhor dizendo, são mesquinhos. Ninguém pode explicar por que nunca se abriram as portas para Amélia Moiana gravar as suas canções que não eram poucas. Não se abriram porque o nome, não o trabalho dela, pouco dizia às pessoas que estão a frente desses processos. Pura e simplesmente por isso, porque pelo trabalho são poucos os músicos moçambicanos com sua estirpe. No último espectáculo de palco que ofereceu há seis, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, Amélia Moiana demonstrou que mesmo aos 72 anos (na altura) era de uma “senhora” voz, cultivada e escondida atrás do gospel. Cantava a marrabenta, jazz, blues, tudo que o espírito impunha com uma mestria somente sua. “Swilo swa missava swa khaluta” não mentiu Amélia Moiana, estamos de passagem e neste momento de dor e consternação, pouco nos resta senão tirar chapéu e curvar perante a sua voz que vai continuar a coar nos nossos ouvidos.
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Vodacom e Moreira Chonguiça anunciam parceria
A empresa Vodacom Moçambique anunciou hoje, em Maputo, um acordo com o músico moçambicano Moreira Chonguiça que, de entre vários aspectos, preconiza a oferta de espectáculos ao público nacional.
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Chonguiça apadrinha Escola de Música

O conceituado saxofonista moçambicano Moreira Chonguiça está a realizar uma série de beneficiações à Escola Nacional de Música, com vista a melhorar a imagem e a performance educacional daquele estabelecimento de ensino de música no país.
Com efeito, a primeira acção do músico foi oferecer um cheque no valor de mil dólares americanos e posteriormente um outro cujo valor foi de 12 mil randes.
Com este dinheiro, a Escola Nacional de Música investiu na compra de equipamento musical, entre ele palitos para saxofone, cordas de guitarra, paquetes para bateria entre outros acessórios.
Por outro lado, Moreira Chonguiça promoveu e dinamizou a realização de wokrshops musicais entre os alunos da escola e o maestro americano Peter Mark, da Opera de Virgínia e que participa no V Festival Internacional de Música de Maputo. Os encontros entre Peter Mark e os alunos da Escola de Música estão a ser coordenados pelo saxofonista Moreira Chonguiça, que é, por sinal, uma das maiores atracções dos jovens músicos daquela instituição de ensino, e não só.
Entretanto, para reconhecer os feitos deste jovem músico em prol do desenvolvimento da música e da instituição onde ele estudou, o ministro da Educação e Cultura Aires Aly, visita esta manhã, pela primeira vez desde assumiu aquele cargo, a Escola Nacional de Música. Aires Aly pretende ver de perto o trabalho de Moreira Chonguiça e realçar o seu empenho no sentido de conferir maior qualidade ao ensino da música no país.
Por outro lado, Aly dirige-se àquela escola para ver os avanços registados no processo de ensino e aprendizagem a nível da música e inteirar-se ainda de uma série de actividades culturais que decorrem na escola, agora também com a intervenção deste conceituado saxofonista, que já arrecadou vários prestigiados prémios no mundo da música e que constituem um verdadeiro orgulho para o país.
Na visita a efectuar, um dos grandes objectivos do ministro Aires Aly, é o elogio público e o agradecimento ao prestigiado saxofonista Moreira Chonguiça considerado o “Padrinho” daquele estabelecimento de ensino pelo seu empenho e interesse em ver os petizes daquela escola a evoluírem e a terem o gosto pela música como uma profissão e “instrumento” para o seu auto-sustento.
O ministro da Educação e Cultura, define a visita como um momento para auscultar os petizes daquela escola nacional, explicando-os a sua importância tendo em conta o contributo que ela dá a muitos músicos moçambicanos que ali estudaram.
Moreira Chonguiça estudou naquela escola ainda pequeno, estando hoje a residir na cidade sul-africana do Cabo. Ele é uma das estrelas musicais que mais ilumina naquele país e no Continente Africano
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Moreira Chonguiça apresenta troféus em Maputo
Estarão presentes na gala outras estrelas e, em especial, o seu fotógrafo pessoal com quem partilha os prémios pelo facto deste ser o responsável pelas imagens das capas dos discos distinguidos nos gramys, em Sun City, na África do Sul.
Honram o evento o ministro da Educação e Cultura, Aires Ali, o professor Orlando da Conceição, que foi mestre do artista, e a directora da Escola Nacional de Música, Isabel Mabote, mulher que sempre zelou pelos estudos de Moreira, quando aluno no estabelecimento de ensino que a mesma dirige.
Recorde-se que Moreira Chonguiça ganhou dois prémios nos grammy deste ano, designadamente, “Melhor Álbum Jazz Contemporâneo” e “Melhor Capa de Disco”, ambas as distinções com o seu segundo álbum, intitulado “Moreira Projecta II - Citizen of The World”.
Moreira havia sido igualmente premiado com o seu primeiro álbum “Moreira Project I” como melhor disco de jazz.
Os awards consagram os melhores da música sul-africana a cada ano, numa iniciativa da South African Music Awards, SAMAS, desde 1995. Este ano, havia 63 categorias em disputa.
Fonte: O País
segunda-feira, 29 de dezembro de 2008
FOURPLAY EM MOÇAMBIQUE

Galácticos do jazz coloriram verão do nosso contentamento
Há dias assim: exigimos que tudo nos corra de feição; que a perfeição seja o mínimo grau a atingir no que fazemos ou fazem os outros por nós. Um desses dias foi, certamente, a última sexta-feira, em que actuou pela primeira vez em nossa casa a banda norte-americana de jazz Fourplay.
Ora, lamentações e lamúrias seriam o nosso pão de hoje se alguns aspectos mal acautelados do ponto de vista de organização não tivessem sido apagados pela celestial performance rubricada pelos Fourplay no Parque Municipal da Matola, definitivamente um local ideal para grandes espectáculos musicais, de jazz em particular. No entanto, porque não é de memória que se faz a vida, mas de sensatez, prudência e pragmatismo, há que chamar à atenção sobre alguns aspectos que tendem a enraizar-se e a tornar-se numa cultura dos moçambicanos, particularmente aqueles que nos organizam grandes espectáculos.
O concerto do quarteto dos “States” estava marcado para as 21:00 horas, mas só viria iniciar precisamente uma hora e quase 50 minutos depois. É absolutamente inadmissível pregar uma seca destas em gente ávida em ver os seus ídolos, principalmente se se considerar que a ida das pessoas ao espectáculo foi também um processo stressante (adquirir um ingresso para o “show” dos Fourplay foi fácil apenas para uma pequena porção dos vários fãs que se fizeram aos jardins do Parque Municipal da Matola, pois a informação sobre os locais de venda não circulou devidamente).

Se quisermos uma boa reputação para o nosso país, os promotores de espectáculos musicais com estrelas internacionais também devem contribuir. É impressionante a diferença que existe entre nós e os outros no cumprimento de horários. Pensamos que é chegado o momento em que os eventos públicos iniciarem à hora em que são marcados. Há problemas de última hora?
Esta chamada de atenção deve servir também para o público. Por ele também passa parte da responsabilidade (ainda que pequena e sem ser exemplo concreto aquele que tanto esperou o Fourplay). Se todos chegarmos “a tempo e horas” e manifestarmos (civilizadamente) a nossa indignação com os atrasos, compreenderão os promotores destes eventos que todos os esforços devem ser feitos para evitar irritar as pessoas.
VALEU A PENA” SOFRER...
Ficando para trás os problemas de organização (de que destacámos apenas o horário), o concerto de Bob James, Nathan East, Larry Carlton e Harvey Mason (respectivamente teclista, baixista, guitarrista e baterista) soube-nos muito bem. Começamo-nos a habituar a ter grandes artistas em nosso solo, faltando para que as suas actuações nos fiquem na memória um nível de produção aceitável. A vinda dos Fourplay será muito recordada entre nós muito por aquilo que a banda fez num recinto bem escolhido pelo promotor.
O simbolismo desta actuação está no facto de, como banda, estes artistas terem cá actuado pela primeira vez. Individualmente, Nathan East já cá esteve antes, em 1989, integrado na banda de Eric Clapton, que actuou no Estádio da Machava. East é um talismã do guitarrista britânico, que sempre o chama para os seus projecto.
East, um baixista que carrega em si muito talento e energia, já trabalhou com músicos de eleição a nível mundial. É o caso do seu compatriota Babyface, que chamou a dupla Clapton/East para aquele que se pode considerar o seu melhor disco: “MTV Unplugged In New York City”. No DVD desse álbum, um grande espectáculo ao vivo, pode-se ver o esplendor de Nathan East a dedilhar o baixo e a luxúria de Eric Clapton na guitarra nos temas “Change The World” e “Talk To Me”.
Voltando ao espectáculo do Fourplay, foi absolutamente estimulante estar num verde contagiante que é o relvado do Parque Municipal da Matola para ver evoluir uma banda de jazz de eleição a nível do mundo.
Mas mais estimulante, excitante até, foi ver os artistas entrarem para o palco, para satisfação de uma multidão que, mais do que ávida de momentos musicais únicos, queria deliciar-se com o engenho e talento de um quarteto que, no contexto do jazz, pertence à uma galáxia em que cabem muito poucas bandas. E “Galaxia”, do disco “Heartfelt”, que os Fourplay lançaram em 2002, foi o tema de entrada.
O delírio estalou entre no seio do público quando Nathan East e Bob James deram os primeiros toques de “Chant”, provavelmente o mais conhecido (e amado) tema da banda. Esta música faz parte do CD “Between The Sheets”, o segundo do grupo.
A meio da apresentação já se ouvia comentários do tipo “valeu a pena sofrer”, em alusão à seca – e àlguma molha – que os espectadores foram apanhando enquanto esperavam desesperadamente pela subida da banda ao palco.
Os temas instrumentais foram o forte deste “show” (aliás o som dos metais constitui a essência do jazz). O encanto de temas como “Bali Run”, “101 Eastbound”, “Flying East”, “Wish You Were Here” ou Free Range” invadiu as almas que se fizeram ao Parque Municipal da Matola contaminando-as de uma alegria sensível apenas quando estamos perante verdadeiros galácticos da música. Sensível na ocasião e que vão durar muito mais tempo dentro de quem conseguiu estar neste espectáculo.
Os Fourplay vieram ao nosso país numa época especial: o verão, propício para concertos e festivais musicais majestosos, como o desta banda norte-americana. Porque este, sim, foi um espectáculo para recordar, recordarmo-nos-emos do verão de 2007/2008 como um dos do nosso contentamento, contrastando com o inverno que traz descontentamentos como o que inspirou o norte-americano John Steinbeck a escrever um dos seus mais lidos livros, “O Inverno do Nosso Descontentamento”.
A música ia fluindo do palco montado no parque e as pessoas iam recordando-se de pedir esta, aquela ou aqueloutra composição de que se encantaram ao ouvi-las da quase dezena de discos que a banda foi gravando desde o seu surgimento em 1991. Uma das mais solicitada foi, depois dos Fourplay terem tocado “Chant”, “Between The Sheets”, “After The Dance”, “Flying East”…, aquelas que os fãs mais conhecem, “Bali Run”, com que o quarteto simulou despedida.
Pelo meio também ficaram os temas – ainda desconhecidos pela maioria do público – do mais recente disco do quarteto, “Energy”, acabado de sair em Setembro. É um álbum que promete, até porque, segundo anunciou Nathan East, tem um tema nomeado para os “Grammy” do próximo ano.
O epílogo desta apresentação dos “fab four” (uma famosa revista norte-americana de jazz tratou-os assim uma vez, recordando a alcunha do também quarteto britânico, mas não de jazz, Beatles), veio quando tocaram “Maputo”. É uma homenagem que o baixista Marcus Miller (o produtor e executor da viola-baixo na maioria dos álbuns do malogrado Luther Vandross) fez à capital moçambicana. Miller esteve entre nós nos anos 1980 e compôs esse lindo tema, que foi gravado por ele e o saxofonista David Sanborn num projecto que contou precisamente com Bob James para os teclados.
Na versão do Fourplay de “Maputo” não houve sax. Aliás este é um instrumento absolutamente ausente nos trabalhos que a banda foi efectuando ao longo destes quase 18 anos de existência.
“Maputo” foi o pico de uma satisfação que estalara logo que os Fourplay subiram àquele palanque. O fim da sua apresentação, que coincidiu com a queda de cada vez mais e grossos pingos de chuva acendeu uma satisfação que estava patente nos rostos das várias pessoas que tinham presenciado o espectáculo. A alegria era indisfarçável, como era possível ver pelos sorrisos que rasgavam os rostos à toda a sua largura, pelos comentários que iam fluindo em tons de voz que revelaram precisamente essa satisfação. Foram-se os Fourplay, ficaram aqueles momentos que os amantes do jazz gostariam de repetir, se possível em sua terra.
segunda-feira, 15 de dezembro de 2008
Orlando da Conceicao, um homen de cultura
Por outro lado, ele não só toca o Jazz, mas executa com perfeição a música clássica e a ligeira moçambicana. Já muitas vezes partilhou um palco com figuras como Xidiminguana e Ximanganine (Ernesto Ndzevo).
Formado no antigo Centro dos Estudos Culturais, onde fez um curso de animadores culturais, depois da sua formação optou por se dedicar à música, mas também no mesmo aprendeu o teatro, as artes plásticas e a dança.
SOUL ACÚSTICO PARA O JAZZ
A sétima edição do Projecto Soul Acústico, uma iniciativa que junta mestres da música e ou da poesia com jovens que se dedicam também à produção da música e da Literatura. Desta vez, o Soul Acústico vai se estender para o Professor Orlando, um conceituado mestre do Jazz, que partilhará o mesmo palco com jovens como Luka Mukavel, também um grande jovem se dedica à pesquisa de instrumentos e música tradicional. Ele aprendeu numa das maiores universidades africanas de Música que é a Universidade de Harare.
O mesmo acontecerá também com Eva, uma jovem cantora, que se dedica ao Gospel. Ela, que será acompanhada pelo jovem teclista Feat, é definida como uma jovem com uma perfeição vocal bem estruturada e afinada.
António Cabrita, docente de literatura em várias instituições de ensino superior no nosso país, vai proceder à leitura de textos e poemas da sua autoria. Ele é um professor de literatura que, à par de Orlando da Conceição, sempre se mostrou aberto a apoiar jovens a vários níveis, para além de ser um poeta excelente.
Quanto às The Dream’s, elas são um grupo de jovens que aparecem como uma revelação, serão lançadas na noite de homenagem ao um mestre, como forma de receberem a crítica necessária.
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Jimmy Dludlu prepara-se para apresentar “Portait”
O guitarrista Moçambicano Jimmy Dludlu apresenta-se em Abril em Maputo, naquilo que será o seu primeiro concerto de promoção do seu novo disco, “Portrait”, lançado no mercado em finais do ano passado. A actuação de Jimmy em palcos da capital do país está enquadrada numa “tournée” africana de promoção do álbum por alguns pontos do continente africano, que o levará a países como Gana, Angola, Botswana, Lesotho e Swazilândia.A seguir a esta digressão, Jimmy Dludlu e a sua banda iniciam, a partir de Maio, a segunda digressão promocional pela Europa, tendo como ponto de partida a capital inglesa, Londres.
A digressão pelo chamado “velho continente” acaba de ser consubstanciada pela assinatura de um novo contrato para concertos com uma agência de espectáculos europeia, que organizará todo o programa de actuações do conceituado artista.
Jimmy Dludlu é uma das figuras-de-cartaz da edição deste ano do Festival Internacional de Jazz da Cidade do Cabo (CTCC), onde irá evoluir ao lado do grande astro da guitarra Lee ReNour, do famoso agrupamento norte-americano de jazz Four Play.
“PORTRAIT” CONCORRE AOS SAMA AWARDSO ano de 2008 não poderia começar da melhor maneira para o autor do CD “Portrait”, uma vez que o disco acaba de ser nomeado para cinco categorias dos South African Music Awards (SAMA), os maiores prémios da África do Sul. Vai concorrer para os prémios melhor álbum de jazz, melhor vídeo (pela música “Tote”), melhor artista masculino, melhor produtor e melhor engenheiro.
O anúncio dos vencedores dos prémios nas diferentes categorias será feito a 14 de Março em Joanesburgo, na presença dos contemplados.
Jimmy Dludlu é um candidato natural aos prémios SAMA. Todos os álbuns que produziu até aqui ganharam, no mínimo, dois prémios nas diferentes categorias.
O trabalho “Echoes From the Past”, o primeiro disco de Jimmy, ganhou o prémio “Best Newcomer” e “Best Contemporary Jazz Album” (1998); “Essence of Rhythm” foi distinguido com os prémios “Best Male Artist” e “Best Contemporary Jazz Album” (2000); “Afrocentric”, por sua vez, ficou com três prémios: “Best Male Artist”, “Best Producer” e “Best Contemporary Jazz Album” (2003). O penúltimo álbum que o artista moçambicano editou, “Corners of my Soul”, ganhou nas categorias de “Best Male Artist” e “Best Contemporary Jazz Álbum” (2006).
Em 2006, o saxofonista moçambicano Moreira Chonguiça, que se estreou a editar com “The Jorney” do seu Moreira Project, venceu um SAMA, para melhor produtor, em parceria com Mark Fransman.
Na produção do disco “Portrait”, participam músicos de Moçambique, Estados Unidos, Argentina, França, Congo, Finlândia, Brasil e Cuba.
Este é um trabalho que, segundo o seu autor, busca a história do próprio artista, capturado no quadro das suas influências sociais circundantes.
É um desenho do retrato do próprio artista, como africano e o seu lamento acerca da perda dos valores africanos e da nossa identidade. Expressa isso por exemplo no tema “We Used to be Africans”.
Maputo, Sexta-Feira, 29 de Fevereiro de 2008:: Notícias
HISTORIA DE JIMMY
Zavala sua terra natal, Chamanculo seu bairro de infância, ficaram no Jimmy recordações que até hoje marcam, "zavala" um título de uma das composições feitas recordando este "borthland" do primeiro album e "echoes from the past" recordando o bairro e amigos com que brincou.






