segunda-feira, 3 de outubro de 2011
Tonota: O amor africano na guitarra de Jimmy
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Jimmy Dludlu: O pólo do Joy of Jazz
JIMMY Dludlu é, definitivamente, um artista de classe mundial. Provou-o no fim-de-semana, em Joanesburgo, durante a edição deste ano do Standard Bank Joy of Jazz, festival que há dez anos vem juntando estrelas locais e internacionais, com predominância para norte-americanas. Os americanos estiveram mesmo em peso, numa lista de que – só para citar alguns –, constavam os nomes de Norman Brown (que actuou na Páscoa em Maputo no II Moçambique Jazz Festival), Chieli Minnuchi, Phill Perry ou Marion Meadows. Mas foi o guitarrista do Chamanculo quem mais agradou a audiência que afluiu em grande número aos quatro palcos desta celebração do jazz. Jimmy actuou na noite de sexta-feira, para uma audiência que podemos estimar em 500 pessoas. Parte considerável desse público preferiu abandonar as apresentações dos norte-americanos Chieli Minnuchi, Arlee Leonard e Ingrid Jensen (vocalista pouco conhecida dos públicos moçambicano e sul-africano), que decorriam em simultâneo.
segunda-feira, 27 de julho de 2009
Jimmy Dludlu cartaz no Jazz de Luanda
O primeiro Festival Internacional de Jazz de Luanda vai realizar-se entre 31 deste mês e 2 de Agosto próximo, numa organização das empresas angolana Ritek e sul-africana ESPAfrika, co-produtoras do evento, que decorrerá no Cine Atlântico.
Para esta primeira edição, o Festival de Jazz de Luanda vai contar com a participação de pelo menos 13 artistas, que já confirmaram a sua presença, Jimmy Dludlu vai partilhar o com os angolanos Totó, Paulo Flores, Afrikkanitha, Sandra Cordeiro, Dodó Miranda, e ainda um naipe de músicos estrangeiros, entre os quais McCoy Tyner, Yellowjackets (Estados Unidos da América), Lira, Freshlyground, Marcus Wyatt/Language 12 (África do Sul) e Vanessa da Mata (Brasil).
Durante uma conferência de imprensa, organizada na capital angolana Luanda, António Cristóvão, director geral da Ritek e do projecto, explicou que um dos objectivos do evento cultural é promover o jazz e atrair mais admiradores, bem como turistas para de renome internacional para Angola.
Segundo o empresário, pretende-se com isso fazer do festival um acontecimento com uma periodicidade anual, na perspectiva de mostrar uma imagem positiva junto dos apreciadores deste género musical. Acrescentou que, o objectivo é também transformar Luanda num centro de referência do jazz.
“Queremos colocar Luanda e Angola no mapa internacional do jazz e aproveitar esta oportunidade para atrair mais interessados, turistas e amantes da boa música”, frisou o responsável da empresa angolana ligada à hotelaria e turismo, mas que se juntou à causa de tornar o país num centro de atenções para este género de música.
António Cristóvão realçou que, além dos 13 artistas e bandas que actuarão no festival em dois palcos diferentes durante três dias, entrarão em cena também disc-jockey’s nacionais conceituados.
Afirmou que no pátio do Cine será montado um palco secundário que acolherá DJ’s, bandas e grupos de dança nacionais, para entreter o público durante a mudança de instrumentos no palco principal.
No mesmo local haverá bancadas para a venda de comes e bebes, assim como de material promocional do festival.
Entretanto, o director executivo da agência sul-africana de organização de eventos culturais ESPAfrika, Rashid Lombard, afirmou que, a sua empresa garante total apoio ao Festival Internacional de Jazz e defendeu maior intercâmbio entre os dois países.
De acordo com o responsável da ESPAfrika, uma das produtoras do primeiro Festival Internacional de Luanda de Jazz ao lado da Ritek (Angola), o objectivo do evento é o alargamento de acções culturais na região austral de África.
Rashid Lombard lembrou que a sua empresa tem, em conjunto, um projecto que visa criar um roteiro cultural e turístico entre Angola, África do Sul e Moçambique, naquilo que considera “a experiência costa a costa”.
“A ESPAfrika pretende um intercâmbio musical, trazer artistas internacionais para Luanda e levar de Angola os seus para o exterior no sentido de ajudar a inserção no mercado internacional”, adiantou o também antigo repórter fotográfico de guerra dos anos 80 do século XX e que cobriu na época os conflitos armados nos países da África Austral.
Ressaltou que o festival de Luanda deverá ser o segundo maior de África, atrás apenas do de Cidade do Cabo, por causa do interesse manifestado pelas autoridades e empresários angolanos na promoção do evento, que reunirá em três noites 13 artistas.
“O que se pretende é tornar o festival auto-sustentável, explorando a vertente musical e turística que isso proporciona é possível chegar a essa meta”, referiu, apontando que a cultura influencia sociedades e, por via disso, o mundo.
O acordo entre estas duas instituições tem acordo para a co-produção do evento da capital angolana durante os próximos cinco anos.
notícias
segunda-feira, 2 de março de 2009
Discípulo de Jimmy Dludlu, é um astro

Se ele e Jimmy Dludlu fossem pai e filho seria como dizer filho de peixe sabe nadar. Mas não são.
Tem em comum o facto de terem nascido no bairro do Chamanculo e sabem tocar a guitarra tão igual como dois gêmeos sanguíneos. Falamos do jovem João Cabral que nos próximos dias vai, finalmente, lançar o seu novo disco. Intitulado “River of Dreams”, o álbum resulta de 14 anos de trabalho e de influências internacionais na cidade sul-africana de Cape Town, onde se encontra radicado.
O músico bebe da experiência de artistas como Jimmy Dludlu, Moreira Chonguiça, Frank Paco, Dino Miranda, John Hassan, Orlando Venhereque, Ivan Mazuze, entre outros.
João Cabral ou simplesmente Cabral, é natural do Chamanculo e aos 17 anos já tocava guitarra na igreja. Nessa altura com o ouvido muito inclinado para o Rock.
Viveu a adolescência ouvindo nomes sonantes da época como os Dire Straits, Europe, Pink Floyd, Eric Clapton, Iron Maiden, Carlos Santana, Guns And Roses, Bon Jovi e os Queen. Nos anos 90, a nova estrela pôde tomar contacto, pela primeira vez, com sons de George Benson e Earl Klugh , dois guitarristas de respeito e que são uma incontestável fonte de inspiração para qualquer principiante do jazz.
Cabral deixou-se ainda influenciar por Pat Matheny e Lee Ritenour, dois nomes inconrtonáveis do jazz. Mas sendo do Chamanculo e vendo em Cape Town Cabral ouviu muito os temas de Jimmy Dludlu e os seus ecos do passado, retratando a terra mãe e os tempos de mudança que se assistiam em África. Assistiu a numerosos concertos seus.
Viveu e conviveu com ele em muitos palcos e aprendeu da sua humildade. Cabral já sabia o que queria da vida. Decidiu estudar jazz e aperfeiçoar a arte de tocar a viola.
Em 2003 ingressa para o renomado colégio de música da Universidade de Cape Town para estudar o jazz, depois de, desde 1997, ter tocado em vários espectáculos na África do Sul, a convite de músicos residentes e também de outros continentes.
O disco “River of Dreams” de 16 faixas, pode -se dizer que é produto fiel dessa caminhada árdua do jovem artista, que ao longo do tempo soube esmerar-se no encanto e na paciência, para começar o difícil caminho de busca de afirmação de maturidade.
Cabral quer entrar para o mercado moçambicano com a força que levam as pessoas do seu tempo e estilo: geniais e imprescindíveis.
Mais sobre esta informação só no jornal “ O País” edição de 26/02/09
sexta-feira, 21 de dezembro de 2007
Jimmy Dludlu prepara-se para apresentar “Portait”
O guitarrista Moçambicano Jimmy Dludlu apresenta-se em Abril em Maputo, naquilo que será o seu primeiro concerto de promoção do seu novo disco, “Portrait”, lançado no mercado em finais do ano passado. A actuação de Jimmy em palcos da capital do país está enquadrada numa “tournée” africana de promoção do álbum por alguns pontos do continente africano, que o levará a países como Gana, Angola, Botswana, Lesotho e Swazilândia.A seguir a esta digressão, Jimmy Dludlu e a sua banda iniciam, a partir de Maio, a segunda digressão promocional pela Europa, tendo como ponto de partida a capital inglesa, Londres.
A digressão pelo chamado “velho continente” acaba de ser consubstanciada pela assinatura de um novo contrato para concertos com uma agência de espectáculos europeia, que organizará todo o programa de actuações do conceituado artista.
Jimmy Dludlu é uma das figuras-de-cartaz da edição deste ano do Festival Internacional de Jazz da Cidade do Cabo (CTCC), onde irá evoluir ao lado do grande astro da guitarra Lee ReNour, do famoso agrupamento norte-americano de jazz Four Play.
“PORTRAIT” CONCORRE AOS SAMA AWARDSO ano de 2008 não poderia começar da melhor maneira para o autor do CD “Portrait”, uma vez que o disco acaba de ser nomeado para cinco categorias dos South African Music Awards (SAMA), os maiores prémios da África do Sul. Vai concorrer para os prémios melhor álbum de jazz, melhor vídeo (pela música “Tote”), melhor artista masculino, melhor produtor e melhor engenheiro.
O anúncio dos vencedores dos prémios nas diferentes categorias será feito a 14 de Março em Joanesburgo, na presença dos contemplados.
Jimmy Dludlu é um candidato natural aos prémios SAMA. Todos os álbuns que produziu até aqui ganharam, no mínimo, dois prémios nas diferentes categorias.
O trabalho “Echoes From the Past”, o primeiro disco de Jimmy, ganhou o prémio “Best Newcomer” e “Best Contemporary Jazz Album” (1998); “Essence of Rhythm” foi distinguido com os prémios “Best Male Artist” e “Best Contemporary Jazz Album” (2000); “Afrocentric”, por sua vez, ficou com três prémios: “Best Male Artist”, “Best Producer” e “Best Contemporary Jazz Album” (2003). O penúltimo álbum que o artista moçambicano editou, “Corners of my Soul”, ganhou nas categorias de “Best Male Artist” e “Best Contemporary Jazz Álbum” (2006).
Em 2006, o saxofonista moçambicano Moreira Chonguiça, que se estreou a editar com “The Jorney” do seu Moreira Project, venceu um SAMA, para melhor produtor, em parceria com Mark Fransman.
Na produção do disco “Portrait”, participam músicos de Moçambique, Estados Unidos, Argentina, França, Congo, Finlândia, Brasil e Cuba.
Este é um trabalho que, segundo o seu autor, busca a história do próprio artista, capturado no quadro das suas influências sociais circundantes.
É um desenho do retrato do próprio artista, como africano e o seu lamento acerca da perda dos valores africanos e da nossa identidade. Expressa isso por exemplo no tema “We Used to be Africans”.
Maputo, Sexta-Feira, 29 de Fevereiro de 2008:: Notícias
HISTORIA DE JIMMY
Zavala sua terra natal, Chamanculo seu bairro de infância, ficaram no Jimmy recordações que até hoje marcam, "zavala" um título de uma das composições feitas recordando este "borthland" do primeiro album e "echoes from the past" recordando o bairro e amigos com que brincou.

