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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Tonota: O amor africano na guitarra de Jimmy


JIMMY DLUDLU, um dos maiores guitarristas moçambicanos, lança esta sexta-feira, em Maputo, a sua mais recente produção discográfica intitulada “Tonota in the Groove”, num espectáculo de palco a ter lugar no Centro Cultural Franco Moçambicano (CCFM).

“Tonota in the Groove” é o sétimo álbum do guitarrista Jimmy Dludlu lançado no passado dia 25 de Maio, na vizinha África do Sul, sob chancela da Universal Music.

Com 15 faixas, "Tonota" conta uma história cheia de vida de Jimmy e é um retorno aos primeiros anos de busca de lugar no mundo musical.

Tonota é nome de uma vila fronteiriça, no Botswana, e que se situa a 30 quilómetros de Bulawaio, Zimbabwe. É onde Jimmy Dludlu, depois de sair da Suazilândia, viveu e amadureceu como músico de referência internacional.

Foi em Tonota onde, inclusive, teve a sua primeira filha, a Linda. Com efeito, Tonota é um lugar de vivências profundas e de simbolismos particulares para Jimmy Dludlu. É impossível falar da carreira dele sem referir o nome deste lugar. Basta lembrar que mesmo o seu primeiro disco, o Echoes From the Past, foi concebido, produzido e gravado ao longo daqueles primeiros anos em que ele viveu em Tonota.

Depois de sair de Botswana para se estabelecer em Cape Town, Jimmy Dludlu pediu a uma família, em Tonota, que ficasse a cuidar da filha. Não tendo podido ir com o pai a Cape, a pequena Linda ficou, então, sob cuidados da família Mulawa, durante muitos e longos anos.

È neste sentido que o novo disco de Jimmy Dludlu é, em primeiro lugar, um tributo a esta família remota e generosa de Tonota, pelo papel que teve na vida do artista e na educação da sua filha. Quando diz Tonota “into the groove”, ele quer dizer que os milagres da música podem nascer do insólito. Quer dizer que as capitais do jazz não estão somente nos pub’s onde se toca o estilo, mas no amor daqueles que, com a sua imaginação, criam os artistas. O “Tonota” é a festa do amor africano!

“Eu cresci no Botswana como músico e foi lá onde selei a minha carreira, tendo trabalhado com vários artistas. Tonota é um lugar de referência para mim e por isso é que dedico este disco à minha filha e à família que cuidou dela nos tempos longos em que eu não pude fazê-lo pessoalmente ou estar presente, por vários motivos e circunstâncias”, diz Jimmy Dludlu.

Em termos temáticos, “Tonota Into The Groove” é um fascínio. É uma proposta musical de sonoridades e melodias irrecusáveis ao ouvido e que nos resgatam um músico eternamente apaixonado pelo afrojazz, num cocktail bastante carregado de fusão.

“Cada música que toco tem uma mensagem própria. Falo, por exemplo, das mudanças climáticas (Blues for Haiti) e do amor (Falling in Love) e do perigo dos vícios (Puza Wise and Arrive Alive). Portanto, é um disco com muitas histórias para contar”, referiu o artista, acrescentando que algumas das músicas têm mensagens que não têm rigorosamente nada a ver com o título do álbum e nem com os seus 6 anteriores trabalhos.

As 15 faixas do “tonota”
01. How About The Ones In The Village

02. Shamaka's Burgs

03. Blues For Haiti

04. Gentle Rain

05. Better Days Ahead

06. F.Town Groove

07. Tonota

08. Cycle Of Sins

09. The Value Of A Woman's Life

10. Baby Found In The Park

11. Chisa nyama

12. Karingana Karingana

13. Phuza Wise

14. Tasbem

15. Master Of Bread And Sugar

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Jimmy Dludlu: O pólo do Joy of Jazz

Jimmydudlo

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segunda-feira, 27 de julho de 2009

Jimmy Dludlu cartaz no Jazz de Luanda

O CONCEITUADO guitarrista moçambicano Jimmy Dludlu é uma das figuras de cartaz no Festival de Jazz de Luanda que passa a decorrer anualmente no último fim de semana do mês de Agosto, em Angola.

O primeiro Festival Internacional de Jazz de Luanda vai realizar-se entre 31 deste mês e 2 de Agosto próximo, numa organização das empresas angolana Ritek e sul-africana ESPAfrika, co-produtoras do evento, que decorrerá no Cine Atlântico.

Para esta primeira edição, o Festival de Jazz de Luanda vai contar com a participação de pelo menos 13 artistas, que já confirmaram a sua presença, Jimmy Dludlu vai partilhar o com os angolanos Totó, Paulo Flores, Afrikkanitha, Sandra Cordeiro, Dodó Miranda, e ainda um naipe de músicos estrangeiros, entre os quais McCoy Tyner, Yellowjackets (Estados Unidos da América), Lira, Freshlyground, Marcus Wyatt/Language 12 (África do Sul) e Vanessa da Mata (Brasil).

Durante uma conferência de imprensa, organizada na capital angolana Luanda, António Cristóvão, director geral da Ritek e do projecto, explicou que um dos objectivos do evento cultural é promover o jazz e atrair mais admiradores, bem como turistas para de renome internacional para Angola.

Segundo o empresário, pretende-se com isso fazer do festival um acontecimento com uma periodicidade anual, na perspectiva de mostrar uma imagem positiva junto dos apreciadores deste género musical. Acrescentou que, o objectivo é também transformar Luanda num centro de referência do jazz.

“Queremos colocar Luanda e Angola no mapa internacional do jazz e aproveitar esta oportunidade para atrair mais interessados, turistas e amantes da boa música”, frisou o responsável da empresa angolana ligada à hotelaria e turismo, mas que se juntou à causa de tornar o país num centro de atenções para este género de música.

António Cristóvão realçou que, além dos 13 artistas e bandas que actuarão no festival em dois palcos diferentes durante três dias, entrarão em cena também disc-jockey’s nacionais conceituados.
Afirmou que no pátio do Cine será montado um palco secundário que acolherá DJ’s, bandas e grupos de dança nacionais, para entreter o público durante a mudança de instrumentos no palco principal.

No mesmo local haverá bancadas para a venda de comes e bebes, assim como de material promocional do festival.
Entretanto, o director executivo da agência sul-africana de organização de eventos culturais ESPAfrika, Rashid Lombard, afirmou que, a sua empresa garante total apoio ao Festival Internacional de Jazz e defendeu maior intercâmbio entre os dois países.

De acordo com o responsável da ESPAfrika, uma das produtoras do primeiro Festival Internacional de Luanda de Jazz ao lado da Ritek (Angola), o objectivo do evento é o alargamento de acções culturais na região austral de África.
Rashid Lombard lembrou que a sua empresa tem, em conjunto, um projecto que visa criar um roteiro cultural e turístico entre Angola, África do Sul e Moçambique, naquilo que considera “a experiência costa a costa”.

“A ESPAfrika pretende um intercâmbio musical, trazer artistas internacionais para Luanda e levar de Angola os seus para o exterior no sentido de ajudar a inserção no mercado internacional”, adiantou o também antigo repórter fotográfico de guerra dos anos 80 do século XX e que cobriu na época os conflitos armados nos países da África Austral.
Para si, a experiência poderá proporcionar intercâmbio cada vez mais significativo e disse que, depois do sucesso na auto-sustentabilidade do festival congénere da Cidade do Cabo (África do Sul) considerado pela crítica como o quarto maior do mundo jazz, o de Luanda também tem condições de ser independente no futuro.

Ressaltou que o festival de Luanda deverá ser o segundo maior de África, atrás apenas do de Cidade do Cabo, por causa do interesse manifestado pelas autoridades e empresários angolanos na promoção do evento, que reunirá em três noites 13 artistas.
“O que se pretende é tornar o festival auto-sustentável, explorando a vertente musical e turística que isso proporciona é possível chegar a essa meta”, referiu, apontando que a cultura influencia sociedades e, por via disso, o mundo.

O acordo entre estas duas instituições tem acordo para a co-produção do evento da capital angolana durante os próximos cinco anos.

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segunda-feira, 2 de março de 2009

Discípulo de Jimmy Dludlu, é um astro


Se ele e Jimmy Dludlu fossem pai e filho seria como dizer filho de peixe sabe nadar. Mas não são.
Tem em comum o facto de terem nascido no bairro do Chamanculo e sabem tocar a guitarra tão igual como dois gêmeos sanguíneos. Falamos do jovem João Cabral que nos próximos dias vai, finalmente, lançar o seu novo disco. Intitulado “River of Dreams”, o álbum resulta de 14 anos de trabalho e de influências internacionais na cidade sul-africana de Cape Town, onde se encontra radicado.
O músico bebe da experiência de artistas como Jimmy Dludlu, Moreira Chonguiça, Frank Paco, Dino Miranda, John Hassan, Orlando Venhereque, Ivan Mazuze, entre outros.
João Cabral ou simplesmente Cabral, é natural do Chamanculo e aos 17 anos já tocava guitarra na igreja. Nessa altura com o ouvido muito inclinado para o Rock.

Viveu a adolescência ouvindo nomes sonantes da época como os Dire Straits, Europe, Pink Floyd, Eric Clapton, Iron Maiden, Carlos Santana, Guns And Roses, Bon Jovi e os Queen. Nos anos 90, a nova estrela pôde tomar contacto, pela primeira vez, com sons de George Benson e Earl Klugh , dois guitarristas de respeito e que são uma incontestável fonte de inspiração para qualquer principiante do jazz.

Cabral deixou-se ainda influenciar por Pat Matheny e Lee Ritenour, dois nomes inconrtonáveis do jazz. Mas sendo do Chamanculo e vendo em Cape Town Cabral ouviu muito os temas de Jimmy Dludlu e os seus ecos do passado, retratando a terra mãe e os tempos de mudança que se assistiam em África. Assistiu a numerosos concertos seus.

Viveu e conviveu com ele em muitos palcos e aprendeu da sua humildade. Cabral já sabia o que queria da vida. Decidiu estudar jazz e aperfeiçoar a arte de tocar a viola.
Em 2003 ingressa para o renomado colégio de música da Universidade de Cape Town para estudar o jazz, depois de, desde 1997, ter tocado em vários espectáculos na África do Sul, a convite de músicos residentes e também de outros continentes.

O disco “River of Dreams” de 16 faixas, pode -se dizer que é produto fiel dessa caminhada árdua do jovem artista, que ao longo do tempo soube esmerar-se no encanto e na paciência, para começar o difícil caminho de busca de afirmação de maturidade.
Cabral quer entrar para o mercado moçambicano com a força que levam as pessoas do seu tempo e estilo: geniais e imprescindíveis.

Mais sobre esta informação só no jornal “ O País” edição de 26/02/09


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sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Jimmy Dludlu prepara-se para apresentar “Portait”

O guitarrista Moçambicano Jimmy Dludlu apresenta-se em Abril em Maputo, naquilo que será o seu primeiro concerto de promoção do seu novo disco, “Portrait”, lançado no mercado em finais do ano passado. A actuação de Jimmy em palcos da capital do país está enquadrada numa “tournée” africana de promoção do álbum por alguns pontos do continente africano, que o levará a países como Gana, Angola, Botswana, Lesotho e Swazilândia.

A seguir a esta digressão, Jimmy Dludlu e a sua banda iniciam, a partir de Maio, a segunda digressão promocional pela Europa, tendo como ponto de partida a capital inglesa, Londres.
A digressão pelo chamado “velho continente” acaba de ser consubstanciada pela assinatura de um novo contrato para concertos com uma agência de espectáculos europeia, que organizará todo o programa de actuações do conceituado artista.

Jimmy Dludlu é uma das figuras-de-cartaz da edição deste ano do Festival Internacional de Jazz da Cidade do Cabo (CTCC), onde irá evoluir ao lado do grande astro da guitarra Lee ReNour, do famoso agrupamento norte-americano de jazz Four Play.

PORTRAIT” CONCORRE AOS SAMA AWARDS
O ano de 2008 não poderia começar da melhor maneira para o autor do CD “Portrait”, uma vez que o disco acaba de ser nomeado para cinco categorias dos South African Music Awards (SAMA), os maiores prémios da África do Sul. Vai concorrer para os prémios melhor álbum de jazz, melhor vídeo (pela música “Tote”), melhor artista masculino, melhor produtor e melhor engenheiro.

O anúncio dos vencedores dos prémios nas diferentes categorias será feito a 14 de Março em Joanesburgo, na presença dos contemplados.
Jimmy Dludlu é um candidato natural aos prémios SAMA. Todos os álbuns que produziu até aqui ganharam, no mínimo, dois prémios nas diferentes categorias.


O trabalho “Echoes From the Past”, o primeiro disco de Jimmy, ganhou o prémio “Best Newcomer” e “Best Contemporary Jazz Album” (1998); “Essence of Rhythm” foi distinguido com os prémios “Best Male Artist” e “Best Contemporary Jazz Album” (2000); “Afrocentric”, por sua vez, ficou com três prémios: “Best Male Artist”, “Best Producer” e “Best Contemporary Jazz Album” (2003). O penúltimo álbum que o artista moçambicano editou, “Corners of my Soul”, ganhou nas categorias de “Best Male Artist” e “Best Contemporary Jazz Álbum” (2006).
Em 2006, o saxofonista moçambicano Moreira Chonguiça, que se estreou a editar com “The Jorney” do seu Moreira Project, venceu um SAMA, para melhor produtor, em parceria com Mark Fransman.

Na produção do disco “Portrait”, participam músicos de Moçambique, Estados Unidos, Argentina, França, Congo, Finlândia, Brasil e Cuba.
Este é um trabalho que, segundo o seu autor, busca a história do próprio artista, capturado no quadro das suas influências sociais circundantes.

É um desenho do retrato do próprio artista, como africano e o seu lamento acerca da perda dos valores africanos e da nossa identidade. Expressa isso por exemplo no tema “We Used to be Africans”.

Maputo, Sexta-Feira, 29 de Fevereiro de 2008:: Notícias
"Moz-Sul Africano"interprete e compositor do afro-jazz, jazz e fusão marca a sua diferença com a sua banda, que está a ter sucessos nos últimos 3 anos do século a nível da africa austral como a nível da áfrica, Guitarista com a clássica Ibaneza GB10, tendo tido sucessos com o 1º album "echoes from the past" editado em 1997 e "essence of rhythm" editado recentemente na Africa do Sul, mesmo com essência de ritmo e trivial trabalho desse grande Jimmy.

HISTORIA DE JIMMY
Nasceu em, Moçambique, entrou na música nos anos 70, nos princípios dos anos 80, emitando as músicas do Wazimbo, o seu ídolo com sonho de ser músico profissional, deixou o país nos princípios da década para Swazilândia, Botswana e depois para África do Sul, onde fez a licenciatura em música , ganhou a fama com seus albuns "echoes from the past" editado em 1997 e "essence of rhythm" editado em Junho de 1999 .

Zavala sua terra natal, Chamanculo seu bairro de infância, ficaram no Jimmy recordações que até hoje marcam, "zavala" um título de uma das composições feitas recordando este "borthland" do primeiro album e "echoes from the past" recordando o bairro e amigos com que brincou.






Contact Details: For bookings, contact: Christian SyrenMaking
Music +27 -21 - 439 7222

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