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terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Video de Mingas no Centro Cultural Franco Mocambicano

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MINGAS

Mingas vive e trabalha em Moçambique, onde nasceu e onde ela cresceu. Destinado a cantar, Mingas participou de uma série de shows de talentos em sua juventude. Através deste processo, ela acabou se tornando o vocalista de uma das bandas mais populares em Moçambique na época, Hokolókwé. A banda excursionou extensivamente em todo Moçambique sob condições difíceis da guerra civil.

Mingas estabeleceu-se durante o período de desafios de transformação em Moçambique. Sua determinação e amor pela música foram as chaves que a puxou pela realidade tumultuada política do país.

Ela era uma cantora em 'Orquestra Marrabenta Star de Moçambique' durante turnês pela Europa em 1987-88. gravações a solo durante este período incluíram 'Ava Sati Va Lomu', 'Elisa Gomara Saia ". Mais tarde ela gravou "Nweti" e outras faixas com o grupo Amoya em Paris. Sua gravação de "Nweti" foi incluído na coleção Putumayo Records, "Mulheres da Internacional World '. Como parte do grupo Amoya, ela foi premiada com o "Grand Prix Decouvertes 90 'em um show Gala na Guiné Conakry.

Por alguns anos na década de 1990, Mingas apresentou ao lado de Miriam Makeba como backing vocal e artista solo durante as turnês internacionais Mama África que se estendeu por quatro continentes. Profissional destaques na carreira Mingas "durante esses passeios incluem apresentações no Opera House de Sidney, na Austrália e um desempenho para o Papa João Paulo II durante sua visita ao Brasil.
Durante sua carreira, Mingas foi realizada com artistas internacionalmente famosos como Hugh Masekela, Gilberto Gil, Mariza, Jimmy Dludlu, Yvonne Chaka Chaka e muitos outros.

Mingas passeios amplamente em todo o Moçambique, África do Sul e internacionalmente, ganhando um estatuto lendário em seu país. Para mais informações visite: www.mingas.com

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Mingas, a perola do Indico.

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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

MINGAS: “Mamana” no canto da (verdadeira) diva





Mingas é uma voz feminina de alcance estético inigualável. Uma voz que me lembra a harmonia do voo e canto dos pássaros; sim, o encantador voo livre, sem ruídos, sem acidentes, sem tombos; deslumbrante como o último fio de luz do sol que o pássaro atravessa.

Hambi no vona waku ni nyoxissa

Timbilu to banana loku ndzi dzimuka wene mamana

Lava hinkwavo valanguiwike hi mbilu yanga

Akwaku ava lunganga mamana

Oh hiyo io io io io

Niza ni tsama lani ni siku lani niya tsama le

Nani navela ku zhulissa moya wanga mamana

Oh hiyo io io io io

Oh mamana

Kassi udjula niku yini mamana

Swaku nienctha hikuni sossotela swanga nova ngwana

Swaku nienctha hikuni possita, swanga nova papela

Swaku yientcha hikuni chavissa swanga nova mpahla mamana

Nili vona hi wene’/nili vona hi wene/nili vona hi wene mamana

Uma voz fresca, intima, de um existir autêntico, explicita, permanente, sólida, que sabe tirar partido de suas falas.

Bom, dirá o amigo leitor que é muita poesia para classificar uma única voz e concordo.

Hesitei muito para escrever sobre Mingas, pois não reconheço em mim propriedade para falar de uma poetisa de rigor como ela.

Atravessam-me agora arrepios: mas porquê comecei? Agora já não tem volta: devo levar esta tarefa até ao fim.

Numa sociedade como a nossa, exageradamente simplista nas análises e nas categorizações em que qualquer cantora é considerada e/ou se considera diva, me questiono o que será a Mingas? A tensão que a resposta carrega impede-me de dizer metade do que ela seja porque, tal como nas primeiras palavras em que a tentei descrever, dirão: poesia.

Hoje, mais do que a tentativa de dizer quem é a Mingas, escolhi uma canção de nomeação cuja carícia de voz me empolga; trata-se de “Mamana”. Na verdade, esta canção foi escrita pelo não menos fenomenal Zeca Tcheco, o genial baterista da música moçambicana. Mingas fez a música, a partir dessa letra.

“Mamana” simboliza o eterno conflito das mães quererem mandar nos amores das suas filhas e filhos. Em “Mamana”, a voz e a melodia de Mingas questionam: o que queres que eu faça,minha mãe? (Khasi u djula niku yini, mamana?).

Este questionamento põe a descoberto um pássaro que se quer libertar mas, ao mesmo, sente que não está pronto para o voo. É a voz de uma filha que quer contestar, mas sabe que deve ouvir a voz da razão: a voz materna.

Este questionamento é a queda de uma gota de quem reclama o seu próprio espaço, o livre arbítrio, um visível existir que a mãe a nega, tudo porque sua filha e, logo, com dever de ouvir sua voz.

“O que queres que eu faça, mãe; porque, mesmo que encontre quem me agrada, meu coração bate quando me lembro de ti (“hambi no vona…”).

Um dos traços mais evidentes da sociedade e época em que cresceu Mingas (falo da sua juventude), tem a ver com a valorização extrema da figura materna que encarna(va) toda a sabedoria, experiência, uma imagem dominante do social, onde as filhas tinham pouco ou nada a dizer na escolha das suas relações afectivas, na verdade, a mulher aqui não podia tomar posse do seu prazer, tão-somente reclamar o “usufruto do seu corpo” e o seu orgasmo. A tradição confinava-a a mera servidora.

Mas esta mulher que Mingas retrata já tenta, embora não contrariando, questionar esta sociedade quando diz a mãe que “chegas ao ponto de me atiçar como se fosse cão, me envias como de papel me tratasse, e me vendes, como se de roupa me tratasse!”

Ora, não há dúvidas que esta música é a negação da perspectiva redutora da mulher, da tendência super protectora das mães, dos postulados de extremos em nome do bem-estar dos filhos quando, muitas vezes, o bem-estar pode evocar abismo.

O que queres que eu faça, mãe, se meu coração me diz o contrário?

Bom, Mingas não a lança explicitamente esta pergunta, mas o seu canto tange a isso, porque os seus olhos, seu coração, seu desejo irreprimível de mulher, a indica uma direcção, quando a mãe, quer que ela vá noutra.

Feliz ou infelizmente, grosso de mulheres da geração da Mingas, aceita todos os opróbrios ao lado de um homem que as espezinha por completo, isto porque as mães, mesmo que violentadas as convencem de que aqueles são seus homens, quando na verdade são os homens que as mães escolheram para elas.

Este sentimento, está patente na música quando a Mingas, segura de si, diz à mãe “Nili vona hi wene/nili vona hi wene/nili vona hi wene mamana…”, no sentido de que olhe o exemplo que és mãe, achas-te mulher feliz? Agiu certo a sua mãe em escolher o marido para si? A sua vida de prantos demonstra o contrário, agora; como podes querer o mesmo para mim?

Mamane é um hino contra a repressividade e autoritarismo desse tempo em que as mães ordenavam e as filhas, cegamente, obedeciam numa situação que em nada que se parece com o modernismo que se vive hoje, onde o sonho, a ideia do sexo descomprometido, a ferrada romântica, a ideia de liberdade, não deixam que os pais opinem, tanto mais mandarem no amor dos filhos.

Bom fica aqui em “Mamana” a ideia de oscilação entre dois períodos; um de autoritarismo, mas que mantinha coeso a família, outro de liberdade que hoje se vive mas que a fragiliza.

Mas talvez o mais importante nesta música seja para além do desabafo da filha para com a sua mãe, a forma sofrida com que a dona a trata. De um timbre que impõe luta, Mingas vai fazendo desta, dor das demais mulheres, vai celebrando também sua dor com o canto, e traída pelo sopro majestoso do Matchote não se contém e chora, mesmo que no silêncio, mesmo quando tem certeza que as lágrimas vão rolar peito dentro, mesmo que num beco sem saida; “yio, hio, yó yó yó, yo yo mamane/kasse u djula niku yini mamana” (o que queres que eu faça, mãe?).

Mingas é sim uma diva, uma verdadeira diva, de têmpera rija, de encanto no canto, meu rouxinol em noites sofridas, meu alento quando fustigado o tímpano por pseudo-divas.

  • AMOSSE MACAMO

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segunda-feira, 13 de julho de 2009

Mingas calcorreia o país inteiro


É o reconhecimento ao trabalho de uma figura respeitável e respeitada. Mingas vai - a partir do próximo dia 29 (Maio) - percorrer Moçambique, realizando espectáculos em todas as capitais provinciais. É a primeira vez que a autora da célebre Xikongolotana vai realizar uma proeza como esta, que poderá vir a ser uma odisseia. É uma experiência excitante, conforme a própria reconheceu, “mas é bom que isso aconteça, porque num trabalho como o nosso, é preciso experimentar, sempre que as oportunidades se oferecerem, novas emoções”.


Mingas tem sido, normalmente, uma cantora de locais pequenos e fechados. Ela não será, certamente, uma artistas de massas. Mas para que isso aconteça é preciso excitar essas mesmas massas. “Vou percorrer e trabalhar no país com a consciência de que é um desafio. E isso é importante para mim. Acredito que existem fãs por este território todo que gostariam de me ver cantar ao vivo e eis que chegou a oportunidade”.

A cantora moçambicana vai aproveitar ainda esta digressão para continuar a celebrar os seus 30 anos de carreira, assinalados no ano passado, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, de forma espectacular. Mingas sabe do peso que significa viajar para palcos desconhecidos, por isso mesmo encontra-se numa fase aturada de trabalho, para oferecer o melhor de si.

A mcel, reconhecendo as qualidades da nossa compatriota, estabeleceu recentemente um acordo com Mingas, com vista a promover a sua música e carreira artística. Trata-se de um contrato de imagem que, igualmente, facultará à prestigiada cantora um leque de facilidades e apoios permanentes nos seus projectos.

Portantto, serão a mcel e a Sonarte, que levarão a cabo, a partir de Maio próximo, um programa intitulado “Mingas: ao Vivo Digressão 2009”. É uma forma de atingir o maior número de fãs e fazer a divulgação do seu trabalho pelo país.

Quem é esta mulher?
Há três décadas que ela hipnotiza os seus fãs. A cantora Elisa Domingas Jamisse, a Mingas, é uma das mais respeitadas celebridades em Moçambique. A sua música é uma mistura de afro, com destaque para ritmos de origem chope, do sul do país.Com uma trajectória sólida e reconhecida, tanto em trabalhos a solo, como em parcerias com ícones como Miriam Makeba e Jimmy Dludlu, Mingas arrancou aplausos no concerto em comemoração dos seus 30 anos de carreira em Maputo, em Dezembro, no Centro Cultural Franco-Moçambicano.
Escrito por Alexandre Chaúque (15 Maio 2009)


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segunda-feira, 29 de junho de 2009

Continuo a inspirar-me na cultura do meu povo


Mingas realiza este fim-de-semana a última etapa da segunda fase da sua digressão em Moçambique, antes de partir para Berlim (Alemanha) onde vai, juntamente com outros artistas moçambicanos, participar na Semana Cultural de Moçambique. Neste contexto, Mingas vai estar presente nas províncias de Gaza e Inhambane, onde realizará espectáculos na sexta-feira e sábado.

A digressão de Mingas pelo país é uma das diversas acções que estão a acontecer na sua carreira, cujo ponto de partida foi o espectáculo “Vukha África”, que marcou a celebração dos 30 anos de carreira da cantora, e também o lançamento do seu primeiro disco, nos trabalhos a solo, que, por sinal, tem o título do espectáculo: “Vukha África”.

Aliás, o espectáculo “Vukha África” foi gravado ao vivo e o mesmo vai ser usado como base para a produção do seu DVD, que está já a ser preparado para sair no próximo mês, para além da página Web que vai conter toda a sua história. E mais: o disco “Vukha África” foi reeditado e já se encontra disponível no mercado, tendo sido colocado em todo o país.
Por outro lado, Mingas vai realizar vários espectáculos no continente africano, com particular realce para a África Subsahariana.

Não obstante todas essas acções boas e marcantes na carreira de qualquer artista, Mingas diz que ainda não é chegado o momento de ficar descansada, pois muito há ainda por fazer. Não somente por e para ela, mas, sobretudo porque urge também passar o testemunho, deixar legado e “arrastar” a juventude, seiva da Nação, nesta onda de sucesso por via de trabalho árduo, honesto e sincero. Pois: Mingas degusta a nata dos 30 anos de carreira de muito trabalho humilde e decente.

“Não me sinto realizada, mas tudo que está a acontecer me faz ter forças para continuar. Embora nunca tenha pensado em descer, houve momentos em que me senti cansada. Esta digressão pelo país era uma espécie de sonho porque fiz isso nos anos 80 e depois em 1994. E como sabem, eu canto para todos os moçambicanos, expresso o sentimento de todos os moçambicanos, mas tenho andada limitada em Maputo. Por isso sempre quis dar aos meus fãs e aos meus amigos”, diz Mingas.

Chegar a todos os cantos de Moçambique constitui para Mingas um momento de grande satisfação. E a sua satisfação a quer partilhar com os demais, por isso pede que os seus fãs e amigos estejam lá presente para a ver actuar. Diz ainda que, os que não a conhecem que estejam presentes nos locais de espectáculos mesmo por mera curiosidade.

“Espero que esta viagem me inspire ainda mais. Durante as viagens tenho trocado impressões com o meu público e esta é a outra forma de crescer mais e conhecer melhor o país, aproveitando para saber um pouco mais da nossa história, da história do nosso povo, ver o país real. Por isso agradeço a todos aqueles que me ajudam a realizar esta digressão”.

Nesta digressão Mingas está a ser acompanhada por um grupo de artistas jovens, desde a produção aos instrumentistas.
Sobre isso, ela diz ser animador isso acontecer, pois, na sua perspectiva o Moçambique do amanhã será continuado por esta força juvenil de hoje.

E, avança, quando são os jovens a sentirem que vale a pena apostar naquilo que ela e os demais artistas que trabalham com afinco é de suma importância, então isso tem outra dimensão.
“E quando conseguimos ver e fazer isso é mesmo gratificante. É gratificante saber que temos continuadores, porque eu mesma sou continuadora, para além de que me inspiro na cultura moçambicana e que é algo que, de alguma forma, já existe e está lá. É só ir buscar”, conta.

Francisco Manjate

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segunda-feira, 15 de junho de 2009

Obra de Mingas apreciada no país e no resto do mundo



DEPOIS de uma viagem pelas províncias de Sofala (Beira) e Manica (Chimoio) e ainda pela cidade zimbabweana Harare, a conceituada cantora Mingas estar em palco nas cidades de Inhambane e Xai-Xai, nas províncias de Inhambane e Gaza, respectivamente. Os espectáculos de Mingas estão agendados para ter lugar nos dias 19 e 20 deste mês.

No dia 22, Mingas deixa Moçambique rumo à Berlim, Alemanha, onde vai realizar também um espectáculo. E em todos estes espectáculos ela será acompanhada pela banda, composta por Nelton Miranda, no baixo; Stélio, na bateria; Dodó, na viola solo; e Sheila, nos coros.

Após o seu regresso de Berlim, ela parte para espectáculos na província de Tete.
Para a Sonarte, entidade que está a promover estes espectáculos, levar Mingas, uma artista que está há mais de trinta anos a palmilhar palcos, constitui um desafio, e, acima de tudo, é uma prova de que a cultura dos povos, particularmente a do povo moçambicano, não tem fronteiras. Ela não se fecha em copas e nem apresenta barreiras.

Por outro lado, segundo Filimone Mabjaia, da Sonarte, esta ousadia significa que a empresa destes jovens não tem limitações em termos de actuação, se apresentando como uma entidade que está simplesmente para a promoção da música e de outras expressões artísticas.
Como uma instituição moçambicana, a Sonarte diz que, se hoje arrancaram com Mingas amanhã, provavelmente, poderão pegar num artista da Beira ou de Nampula para com ele trabalhar, pois a ideia é mostrar o talento e o trabalho dos artistas moçambicanos.

“Para nós esta é uma oportunidade não só para medirmos as nossas capacidades como produtores, mas também o nível de responsabilidade, uma vez que agenciar e levar para digressão uma artista do gabarito de Mingas não se afigura algo fácil”, diz Filimone Mabjaia, sublinhando que, com Mingas a ideia é envolver-lhe num mundo que é característico dela: a interacção com o público, com os seus fãs.

Para ele, estar ao lado de Mingas e promover os seus espectáculos é uma forma de aprender, mas também de sentir o prazer de trabalhar com gosto. É uma experiência que está no nível de valorização da cultura moçambicana, de preservação dos usos e costumes e, acima de tudo, divulgar o que de bom Moçambique tem, como é o caso da obra de Mingas.

INVESTIMENTOS
O investimento feito para a realização desta digressão é considerado alto, assomado à responsabilidade que isso significa, tendo que Mingas não é uma artista qualquer.
“Nós estamos a fazer isso porque gostamos. Sabemos que não é algo fácil, há percalços, mas não é nada que nos impossibilite de continuar. Por exemplo, em Chimoio tivemos problemas do tipo adiar o espectáculo marcado para domingo, tendo se realizado numa segunda-feira. Isso implicou a devolução do dinheiro, uma vez que a culpa não era nossa e nem do público que havia comprado os bilhetes. Mas, mesmo assim, conseguimos ultrapassar e ela teve uma prestação à altura da grande profissional que ela é, bem como são os artistas que a acompanham”, disse Mabjaia.

Ele sublinha que os investimentos em termos de dinheiro não superiores aos ganhos que se pretende ganhar em termos de investimentos que fazem na componente cultural.
“Para nós é um sonho estar a realizar uma digressão, a solo, de uma artista como Mingas. Esta é a primeira digressão que acontece nestes moldes e com esta dimensão. Sabemos que as condições são de alto nível como é Mingas, mas procuramos preencher todos os detalhes, para além de que na nossa percepção ela demonstra vontade e carinho por aquilo que estamos a fazer. Ela percebe que para nós isso é um desafio de um grupo de jovens e por isso decidiu aceitar. Ela é uma artista que está a cantar, com sucesso, há trinta anos e por isso todos os cuidados são necessários”, disse.

Entretanto, nesta digressão está a ser comercializado o disco “Vhuka África”, recentemente adiado. Por outro lado, no final deste mês será apresentado o DVD gravado aquando do espectáculo de celebração dos trinta anos de carreira de Mingas.
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quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

Mingas - A Voz de Ouro





Nasceu e vive em Maputo
O seu primeiro CD a solo chama-se Vuka Africa , com 13 temas , dentre os quais contém também registos de temas a quando a sua integracao no Grupo RM, Orquestra Marrabenta Star de Moçambique e Amoya.

O gosto pelo canto começou aos 8 anos de idade, talento este que mais tarde desenvolveu na Igreja Metodista Unida quando integrou o grupo coral. Muito jovem participa em espectáculos organizados para descoberta de novos talentos, o que lhe abriu as portas e consolidou o seu lugar como cantora principal num dos melhores grupos o Hokolókwé com o qual efectuou várias digressoes por Mocambique.

Com o surgimento do projecto Orquestra Marrabenta Star de Moçambique em 1987, Mingas grava em 1988 para a etiqueta 'Piranha' duas faixas, 'Elisa Gomara Saia e 'A Va Sati va Lomu' canções lançadas em 1989 e 1996 respectivamente. É através destes números bastante divulgados pela Rádio Moçambique que Mingas ganha maior audiência nacional. Sua participação na 'Orquestra Marrabenta Star de Moçambique' como uma das cantoras principais foi brindada por digressões que incluiam Portugal, Cabo Verde, França, Inglaterra, Alemanha, Holanda, Noruega, Dinamarca e Suécia.
Ainda em Março de 1988, actua no Concerto 'Child Survival and Development Symposium' em Harare, Zimbwabwe, no mesmo palco com nomes como Miriam Makeba, Harry Belafonte, Hugh Massekela, Paul Simon, Manu Dibangu entre outros.
A integração da Mingas no Grupo RM em 1989 é um marco indelével na sua vida musical, tendo ganho notoriedade e espaço.

PRÉMIOS:

· 2006 - 'Canção do Ano' para a canção Klonipho na parada de sucessos Top-Ngoma 2006
· 1990 - Galardoada com 'Grand Prix Decouvertes 90', em dueto com Chico António e grupo Amoya - CD Cineta, concurso da RFI
· -- Melhor cantora no concurso nacional produzido pela Rádio Moçambique.
· 1989 - 'Melhor canção de para Nweti na parada de sucessos Ngoma Moçambique.

DESTAQUES DA CARREIRA:

Actuação em Brasília no ano de 1989, no espectáculo de encerramento do encontro de jornalistas da CPLP partilhando o mesmo palco com Gilberto Gil e Hermeto Pascoal.

Em 1990 apresentação no New Morning em Paris juntamente com Grupo Amoya. Participação como solista na música de fundo para um documentário intitulado 'The Deeper Image' produzido por Sol de Carvalho e Albie Sachs.
Movida pelo sentimento de solidariedade por questões humanas, Mingas produz em 1994 um espectáculo onde participaram vários grupos musicais incluíndo ela própria para angariação de fundos a favor das vítimas do ciclone Nádia no norte do país.

No final do mesmo ano Miriam Makeba em Moçambique de férias escuta canções da Mingas que a deixaram tão impressionada ao ponto de convida-la a integrar no seu grupo como Backing vocal e com actuacões a solo em digressões pelo mundo fora até 1999 quando Mingas retorna a seu país para dar continuidade a sua carreira a solo.
Em 2001, Mingas é mais uma vez convidada pela Miriam Makeba a actuar juntamente com 12 cantoras, ícones da música sul africana, no espectáculo 'Miriam Makeba Pays Tribute to Dolly Rathebe' no Johannesburg Civic Theatre sob direcção musical de Hugh Masekela.

Dois meses depois é convidada pela PJ Powers a apresentar-se para Nelson Mandela e Graça Machel na inauguração do 'The Mandela Centre of Reconciliation' na reserva privada de Shambala, na África do Sul.

Em Dezembro Mingas apresenta-se em Maputo no Cine teatro África, espectáculo intitulado 'Saudades' coproduzido por Cine África-Mingas,
Participação em Março de 2002 no lançamento do CD Vidas Positivas que inclui uma faixa sua a solo, 'Xini Xiku Kluphaku', projecto HIV pela Medecins Sans Frontier.

Em 2004 actua na gala dos vencedores do 'Top Feminino 2003 - Ngoma Moçambique 2003' concurso de música promovido pela Rádio Moçambique.
Actuação da Mingas na 'Closing Ceremony of the Ten Year Anniversary of Freedom' no Athlone Stadium em Cape Town, África do Sul em 2005.

Em Janeiro de 2006 participa com canções da sua autoria no filme 'O Jardim do Outro Homem', produção da Promarte-Fado Films-Les Filmes de May, direcção do Sol de Carvalho.
Actua nas comemorações dos 25 anos da TVMoçambique. Mingas abre o espectáculo 'Mariza em Moçambique' para a celebração do 31º aniversário da Independência.
Actuação na abertura da semana das celebrações do 50º aniversário da Mulher Sul Africana em Maputo. Particpação no jantar de gala dos Ministros das Finanças Africanos, African - Caucaus em Maputo.

30 de Marco 2007, num gesto solidário Mingas canta no África Bar e com a receita da bilheteira apoia as vitimas do Paiol de Malhazine.
Em Junho de 2007 participa na semana de Mocambique em Porugal, actuando no Casino Estoril e na Praca Monsanto.
Agosto de 2007 participa em Johannesburg no Newtown Woman in Arts Fes

Fonte: http://maosdemocambique.blogspot.com/

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