
MOÇAMBIQUE conquistou recentemente o primeiro prémio no concurso africano de dança contemporânea, realizado no Mali. A coreografia da obra "Oroboy Stop", do moçambicano Horácio Macuácua, foi considerada pelo júri a melhor entre as dez seleccionadas para a fase final.
Para o concurso intitulado “Danse L’Afrique danse”, concorreram mais de cem grupos de diferentes países.
Moçambique foi considerado o melhor levando a vantagem sobre o grupo Aly Karembé, da República Democrática do Congo, e Qutus Onikeku, da Nigéria, que ficaram em segundo e terceiro lugar, respectivamente.
Com a conquista do primeiro lugar, Moçambique vai receber como prémio dez mil euros e terá direito a uma digressão pelos países africanos, Europa e América Latina.
De referir que o concurso já vai na sua oitava edição e tem registado anualmente muita aderência de grupos concorrentes.
segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
DANÇA CONTEMPORÂNEA - Mocambique conquista primeiro lugar
terça-feira, 17 de novembro de 2009
Para breve CD e DVD do grupo Makwaela dos TPM
O manager do grupo Lady Smith Black Mambazo, Romeo Quitsimani, acredita que este será um dos momentos marcantes na história dos 49 anos da sua existência. “Vamos dar o melhor para o povo moçambicano e aproveitar o momento para trocar experiência”, disse Quitsimane. Neste momento, o grupo Lady Smith Black Mambazo encontra-se na Inglaterra, sendo que, finais deste mês, estará na sua terra natal para preparar a vinda a Maputo. De Moçambique, estão convidados as cantoras Mingas, Gabriela, Jenny, Lizha James, Marlene e os grupos Moz Dreams e Coral Universal.
segunda-feira, 20 de julho de 2009
Timbila imortalizada em cinema
A TIMBILA, o xilofone mais representativo da música e dança tradicional chope, considerada em 2006 Património Imaterial da Humanidade, volta a interessar o mundo, em particular o lusófono. O facto é que aquele instrumento musical vai ser documentado em cinema no âmbito do primeiro concurso internacional DOCTV CPLP - Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. Aldino Languana é o nome do jovem cineasta moçambicano escolhido para realizar o filme.
Aldino Languana, conhecido nas lides culturais como artista plástico, concorreu com o projecto “Timbila, Marrimba Chope”que lhe valeu um prémio de 50 mil euros para a produção do filme, um documentário que, de acordo com as suas palavras, vai retratar a timbila desde o processo de construção à execução, incluindo os rituais à sua volta, até à sua nomeação a património imaterial da humanidade.
Languana diz que o documentário vai procurar responder os mitos e ditos populares relacionados com o “Mwenje”, arvore onde se extrai a madeira usada no fabrico da timbila.
“Quero com este projecto mostrar a originalidade da timbila, quer em termos de sua produção, como na sua execução. Como a timbila era tocada há 400 anos”, explicou Languana afirmando que o documentário terá uma componente antropológica muito forte.
Disse que a sua preocupação reside na constatação de que a timbila está a perder a sua originalidade. “(…) uma das coisas é que está a ter uma afinação ocidental e eu quero preservar a original”.
Com efeito, desde que foi anunciado a sua selecção, dentre oito moçambicanos que submeteram projectos no concurso, Aldino Languana está envolvido na recolha de toda a informação que eventualmente possa enriquecer o documentário.
Para já pensa numa deslocação ao distrito Zavala, terra originária da timbila, para aprofundar a sua pesquisa, assim como para estudar no terreno todos os cenários que possam ajuda-lo na definição de um orçamento de produção aproximado à realidade.
Revelou que tem intenção de iniciar a produção do documentário em Outubro próximo, prevendo a conclusão em finais de Janeiro de 2010.
MOSTRAR A REALIDADE
O Programa DOCTV CPLP – Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa é uma iniciativa desenhada a nível da CPLP com objectivo de estimular o intercâmbio cultural e económico entre os povos da comunidade, através da implementação de políticas públicas integradas de fomento à produção e difusão televisiva de documentários realizados por cada um dos países membros.
Espera-se com o programa contribuir para a difusão da produção cultural e audiovisual dos países membros da CPLP no mercado mundial, e, em última instância, do património que constitui a língua portuguesa.
Com efeito, foi lançado em Abril passado, um concurso internacional, através do qual, e de forma simultânea, foram há dias seleccionados por Comissões Nacionais de Selecção nove projectos de documentários, um por cada país.
Este primeiro programa DOCTV CPLP prevê várias etapas, nomeadamente o lançamento do concurso, selecção e contratação de candidatos, produção, distribuição e difusão, tendo sido estabelecido um prazo de 18 meses depois do anuncio dos candidatos seleccionados para o patrocínio de 50 mil euros para cada produção.
As emissoras públicas de televisão de cada um dos países membros da CPLP promoverão a difusão televisiva da série de documentários resultante deste Programa - Série DOCTV CPLP, a partir de Junho de 2010.
Os promotores da iniciativa consideram que o programa de produção de documentários que irá mostrar “uma visão contemporânea” dos países-membros.
O programa é também visto como um contributo para a qualificação, formação e partilha de conhecimentos entre as televisões dos estados-membros, e também dos realizadores e produtores independentes.
Aprovado na reunião extraordinária dos Ministros da Educação e da Cultura da CPLP que decorreu em Lisboa, em Novembro do ano passado, o primeiro Programa DOCTV CPLP têm um orçamento de um milhão de euros, envolvendo apoio à produção, formação e a realização de um concurso internacional para a criação de documentários.
APRESENTADOS 129 PROJECTOS
Foram inscritos no DOCTV CPLP - Programa de Fomento à Produção e Teledifusão do Documentário da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa 129 projectos, dos quais apenas nove foram escolhidos para serem produzidos nove filmes nos nove países integrantes do programa.
Segundo a organização, foram inscritos 71 projectos no Brasil, oito em Cabo Verde, seis em Guiné-bissau, oito em Moçambique, 23 em Portugal, oito em Macau, quatro em São Tomé e Príncipe, e um em Timor-Leste.
Os realizadores e produtores seleccionados participarão de uma formação em Maputo, entre 4 a 10 de Setembro próximo, na qual serão capacitados em matérias como “Desenvolvimento de Projectos” e “Desenho Criativo de Produção”.
PRIMEIROS VENCEDORES
Alguns dos países, com excepção de Angola já anunciaram os vencedores:
Brasil - "Além Mar - Da Prisão ao Mundo", de Matias Mariani - Primo Filmes;
Cabo Verde - "Egénio Tavares - O Coração do Poeta", de Júlio Silvão Tavares - Silvão, Produção de Filmes;
Guiné-Bissau - "O Rio Cachéu", de Domingos Sanca - Telecine Bissau, Lda;
Moçambique – “Timbila, Marrimba Chope”, de Aldino Languana;
Portugal - "Boba Li Qui Terra", de Filipa Jardim Reis - Pedro e Branco;
Macau - "O Restaurante", de Fernando Eloy Nuno C. Bastos - Option Design and Communication;
Timor-Leste - "Uma Lulik", de Victor de Sousa Pereira - João Ferro.
João Fumo
Leia Mais…
segunda-feira, 13 de julho de 2009
Banda Nyacha : Unir forças para consolidar-se
O trabalho que conta com 10 composições, já está praticamente pronto e falta apenas a fase de reprodução, mas esta etapa é avaliada em 15 mil meticais, valor a banda não possui.
O custo total da produção do disco estava estimado em cerca de 130 mil meticais. E eles foram conseguindo arranjar o dinheiro, realizando espectáculos, tirando dos bolsos dos integrantes da banda e ou aceitando ofertas dos amigos e fãs do Nyacha.
Em princípio, tudo indicava que o seu disco fosse ser lançado no passado 7 de Abril – Dia da Mulher Moçambicana e que coincide com a data em que a banda completava sete anos de existência –, mas a falta de meios impediu a realização deste acto, impedindo que o sonho se tornasse em realidade.
Por outro lado, Nyacha se queixa da falta de colaboração por parte do empresariado da cidade da Beira, no que diz respeito ao apoio para o desembolso de fundos que os rapazes precisam para terminar o seu álbum e colocá-lo no mercado.
“Falta-nos 15 mil meticais para a reprodução de cópias. Por isso, temos estado a organizar concertos de modo a ganharmos mais dinheiro e com esforços próprios lançarmos o nosso disco. Se formos a esperar por apoios nunca mais iremos lançar nada, mas isso não quer dizer que não aceitaremos ajudas, pelo contrário, estamos aberto para tudo que vier porque já é tempo de trazermos este trabalho aos nossos fãs porque eles merecem este presente”, este é o pensamento de Timóteo Ntchussa, líder da banda.
Timóteo Ntchussa disse ainda que a participação dos amantes da música tradicional no evento é fundamental para garantir o rápido lançamento deste disco e que já está pronto desde de meados do ano passado, mas devido à exiguidade de fundos o mesmo ainda não está no mercado.
Soubemos de outras fontes que o disco de Nyacha, e que ainda está por lançar, já está a ser comercializado nas ruas e esquinas da cidade da Beira por jovens que se dedicam à venda de discos e DVD’s piratas. Este disco já aparece em “maquetes”.
AJUDAR A BANDA DO MOMENTO NA BEIRA
A banda Nyacha nos “shows” tem estado a exibir novos rumos. O intuito é proporcionar momentos diferentes não só aos fãs, mas também procurando definir novas linhas para a música na cidade da Beira.
“Nestes espectáculos têm estado a servir para mostrar que eles continuam com muita força. Temos estado a mostrar nos nossos espectáculos muita maturidade e a diferença, pois nos interessa simbolizar um crescimento. Afinal, são sete anos de existência”, disse. Entretanto, para os amantes da música tradicional naquele ponto do país, não há dúvidas que os Nyacha constituem o orgulho beirense e que eles são a banda do momento ao nível da cidade da Beira.
Dizem também que os seus espectáculos são um contributo valioso para a promoção da música de raiz, apelando, por via disso, aos homens fortes da Beira para que colaborem com esta banda, um dos veios de transmissão da música tradicional e do orgulho da Beira. Apoiar os Nyacha é também identificar-se com a cultura moçambicana, dizem os amigos da banda.
Por exemplo, o actor e coordenador do grupo de teatro Patamar, André Lucas disse ser imperioso ajudar a banda Nyacha na concretização de um dos seus maiores sonhos, lançar o seu primeiro disco ainda neste semestre.
Ele defende-se, dizendo que os Nyacha são a melhor banda do momento na cidade da Beira, daí o carinho com que devem ser tratados como forma de lhes ajudar a progredirem, a vários níveis.
“Os nossos empresários e o Executivo deveriam fazer um pouco mais pelos Nyacha porque eles são defensores ferrenhos de estilos tradicionais. Eles investigam e trazer ao público ritmos que são o nosso património cultural. Temos que estimular bastante as poucas bandas jovens que ainda primam pelos ritmos tradicionais e tomarmos em conta que a Globalização está a fazer com que muitos que comecem a trilhar pela música, investindo em coisas que nada têm a ver connosco e que nem nos identificam”, explicou. Já a bailarina e actriz do grupo teatral “Só Mulher”, Artemizia Cassamo, entende que, contrariamente ao que tem acontecido com as outras bandas que primam por estilos tradicionais, Nyacha não só tocam ritmos de Sofala, como trazem igualmente estilos de outros pontos do país. Tais são os casos de algumas províncias do centro e sul do país, o que, na sua opinião, faz com que aquele conjunto mereça um tratamento especial.
Enquanto isso, uma amante de música tradicional identificada pelo nome de Virgínia Manuel, disse ao nosso jornal que tem acompanhado atentamente as bandas que primam por estilos de “raiz” na cidade da Beira, tendo afirmado que “não há sombras de dúvida que os Nyacha são a banda do momento”.
A jovem disse ainda que, ao nível da cidade da Beira existem muitas bandas que merecem um forte elogiou, tendo apontado os Djaaka, N’fite, The Mosquetões, mas assegurou que a banda Nyacha tem a particularidade de conseguir manter a sua performance.
“Beira tem muitas boas bandas e que primam por estilos tradicionais, mas Nyacha são muito coesos. É muito normal, por exemplo, vermos um elemento que ontem esteve nos Mussodji já a tocar com Djaaka ou numa outra banda. Mas com Nyacha isso não tem acontecido. Temos a mesma banda de sempre e cada vez mais rica e forte. Estão de parabéns por isso. Assim sendo, este conjunto precisa de um tratamento especial. O empresariado precisam ajudar estes jovens a atingir patamares altos”, referiu.
Entretanto, os Nyacha são resultados do projecto Ndongue da Casa Provincial de Cultura de Sofala e que tinha como principal dinamizador o finado compositor, David Mazembe.No seu primeiro disco, a banda em alusão conta, no entanto, com a colaboração de nomes como os irmãos Papy e Nelton Miranda, bem como Jimmy Gwaza, Will Matine, Pateta e o guitarista Momed Gafar (Mumy).
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Ritmos de casa na festa de música tradicional ...Nyacha
Esta viagem dos Nyacha e os concertos que vai realizar vão servir igualmente para a troca de experiência com os outros participantes provenientes de todos os quadrantes do mundo, onde os ritmos de casa serão a gazua destes jovens.
Não é a primeira vez que a banda Nyacha representam o país no festival mundial de música tradicional, organizado anualmente pela Holanda, cujo objecto primordial é a promoção de música de “raiz”.
Em outras edições, o evento decorreu naquele país mas, desta vez, irá acontecer também em algumas cidades da Bélgica, o que significa que parte dos 45 dias do evento a banda proveniente de “Chiveve” irá “passear” o seu charme na Bélgica.
O líder da banda, Timóteo Ntchussa revelou ao nosso Jornal que antes desta digressão à Holanda e Bélgica, os Nyacha vão promover uma série de espectáculos na cidade da Beira, como forma de se despedirem dos seus fãs.
Para além disso, um dos concertos a ser promovido na cidade da Beira vai servir para o lançamento do seu primeiro disco, intitulado “Mbavudzatho”, que traduzido para o português significa “As nossas forças”. O trabalho contém 10 composições e a banda contou, no entanto, com a colaboração de nomes como os irmãos Papy e Nelton Miranda, bem como Jimmy Gwaza, Will Matine, Pateta e o guitarrista Momed Gafar (Mumy).
Em princípio, o disco deveria ser lançado no passado dia 7 de Abril, data em que a banda completou sete anos de sua criação, mas a falta de colaboração do empresariado local no desembolso dos fundos que os rapazes precisavam, avaliados em 15 mil meticais, para pagar a última tranche inserida na edição do disco, fez com que a festa ficasse adiada para uma outra ocasião.
Nesta ordem de ideias, os Nyacha decidiram promover localmente uma série de espectáculos para conseguir o dinheiro.
Mas depois apareceram outros parceiros cujos nomes não foram revelados que ajudaram a ultrapassar a situação, o que significa dizer que o disco já está pronto. Ao todo, a produção do disco custou 130 mil meticais.
“O disco está pronto, estamos a espera da confirmação da data para o lançamento do nosso disco. Não vai levar muito tempo para que isso aconteça e quando estiver tudo acertado comunicaremos, porque queremos fazer deste evento um dia de grande festa”, referiu.
UMA NOVA ROUPAGEM
Maputo, Quarta-Feira, 10 de Junho de 2009:: Notícias O líder dos Nyacha revelou ainda que tanto no “show” de lançamento do disco, bem como noutros que antecederam o périplo pela Europa, serão ímpares pelo facto de a banda prever aparecer com uma nova roupagem com o intuito de proporcionar bons momentos para os seus fãs.
“ Estamos a trabalhar para que este “show” seja um sucesso porque os nossos fãs merecem muito mais. Estes espectáculos devem ser diferentes porque depois vamos ter que ficar muito tempo distante do nosso público”, disse.
Refira- se que, os Nyacha são resultado do projecto Ndónguè da Casa Provincial de Cultura de Sofala e que tinha como principal dinamizador o falecido compositor, David Mazembe.
Para além destes, o mesmo pode-se dizer das bandas Djaaka, Mussodji, entre outras, incluindo algumas turmas de teatro da cidade da Beira.
EDUARDO SIXPENCE
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Dancas Tradicionais de Mocambique
Mapiko... do norte de Mocambique
Xigubo... Representando a resistencia de implantacao colonial na regiao sul
Saiba mais ... http://www.africancraftsmarket.com/Zuu_people.htm
O Xigubo chegou ao Brasil tambem...
Saiba Mais Sobre a origem das dancas Mocambicanas aqui... http://lusotopia.no.sapo.pt/indexMCHistoria.html
Leia Mais…



