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quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

João Carlos Schwalbach fala da música e do espectáculo


Em vésperas do concerto de lançamento do seu primeiro CD a solo, João Carlos Schwalbach fala da música e do espectáculo que já vem adiando há três anos. O músico e compositor moçambicano antevê algo especial e inovador nos próximos dias 9 e 10 de Dezembro.

Quando se fala de espectáculos em Moçambique a fórmula parece ser esta: o músico a cantar em playback, no tocante à camada juvenil. Ou talvez um pouquinho disso: o artista acompanhado por uma banda sem referência a tentar mostrar ao público de que também pode tocar ao vivo. O músico, compositor, arranjista e produtor João Carlos Schwalbach quer dar a volta a esse lugar-comum. E não é preciso ser adivinho para suspeitar que o concerto será inédito.

Será um espectáculo para quem gosta de música com tudo no seu lugar, a começar pelo cenário. O palco não vai ser igual aos de grandes artistas internacionais, tão-pouco uma cópia barata de um qualquer megaconcerto. Pelo contrário, poder-se-á testemunhar o produto final de quem leva a música a sério.

João Carlos Schwalbach optará, diga-se, por um excesso de inovação, o que vai dar ao concerto de estreia do seu trabalho discográfi co a solo uma característica peculiar e sem precedentes. Não haverá um aparato técnico, mas uma combinação de imagens, som e luzes - quanto baste - para quem aprecia ambientes calmos, intimistas e cheios de cor. O cenário confundir-se-á com os de filmes hollywoodescos, sobretudo os de ficção. Efeitos visuais, muita luz e som.

Os espectadores sentir-se-ão dentro de uma trilha sonora de uma obra cinematográfica. Ou melhor, será como se de uma viagem a um mundo imaginário se tratasse. O espectador vai sentir como se estivesse a entrar numa outra dimensão. O silêncio será quebrado pela originalidade. E tudo baterá certo no cenário: as personagens, o palco, a luz e o som.

O responsável pela grandiosidade do palco é um pintor espanhol e chega nesta sexta-feira ao país. Terá sensivelmente uma semana para colorir o palco do Centro Cultural Franco- Moçambicano (CCFM). Espera-se nos próximos dias 9 e 10 do mês em curso “um show audiovisual” com uma atmosfera radiante e evocativa.

Estarão envolvidas vinte e cinco pessoas na produção, desde os técnicos de som e imagens até os músicos que vão subir ao palco. O som ambiente será do CCFM e vai ser acrescida mais uma dose de decibéis.

Concerto memorável

Schwalbach vai realizar um concerto honesto e entusiasmante. O mesmo vinha a ser adiado há mais de três anos por falta de fundos mas decidiu avançar, embora não tenha conseguido o apoio desejado, pois pretende “mostrar o que se pode fazer com ou sem muito dinheiro”.

O seu repertório revela-se adequado para apresentar um espectáculo memorável e exuberante. Ouvir-se-ão as mais profundas notas dos treze temas que compõem o seu primeiro álbum a solo, “Despertar Vol. 1”. O show é próprio para um público de ouvido apurado. Não é um concerto para quem só gosta de música, mas para as pessoas que “vivem e sentem esta arte” na alma.

Neste concerto de lançamento do disco, João Carlos Schwalbach será acompanhado por músicos como Paito, Carlitos Gove, José e Mozila. E também vai tocar ao lado do pianista brasileiro nascido em Buenos Aires, Pablo Lapidusas. Aliás, Schwalbach contava com a presença de um trio oriundo da vizinha África de Sul, especificamente da Cidade do Cabo, mas por questões de agenda não será possível.

O lançamento do disco acontecerá em dois dias porque “a produção é cara” é há a necessidade de “recuperar o investimento feito”. O dia 9 é o primeiro momento da festa e será uma noite de gala, na qual quase 80 porcento dos espectadores são convidados. O segundo dia será um espectáculo aberto a todos os apreciadores de boa música e os que pretendem embarcar numa viagem musical nunca antes experimentada.

A expectativa do compositor moçambicano é que seja uma “noite inesquecível”, pois trata-se de uma experiência nova na sua vida. “É sempre complicado tocar ao vivo, mas estou animado”. Despertar Vol.1 O álbum “Despertar Vol. 1” marca uma nova fase do actual director musical dos Ghorwane, e não o seu afastamento daquele agrupamento.

“Tenho trabalho a solo desde miúdo”, diz. O álbum contém treze temas originais, apresentados ao vivo na sua primeira aparição pública antes de integrar a banda Ghorwane, em 1992. O mote de todo disco é a soma de uma experiência de vida.

Grande parte dos temas foi composta para os seus progenitores quando contava os dezoito anos de idade. As músicas reflectem o seu estado de espírito: “Fiz o álbum numa fase animada” e revelam todo o seu virtuosismo.

As músicas do seu primeiro CD são uma fusão de várias influências musicais. Há aqui uma mistura perfeita de música clássica, africana, jazz, electrónica, rock, entre outras, que torna o “Despertar Vol.1” um disco único e de referência obrigatória. A sonoridade sinfónica presente nos temas levanos a outra dimensão.

O disco é, diz, o despertar de um artista como uma pessoa adulta e de um músico a solo. O álbum também marca a sua evolução e uma mudança. “É um salto que dei na música para uma nova fase”. Produziu pessoalmente o CD e, numa primeira fase, o músico vai colocar no mercado nacional mil cópias do disco.

Escrito por Hélder chavier Quinta, 02 Dezembro 2010

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segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Cantora Amélia Moiana revivida em CD póstumo


É sexta-feira lançado no estúdio auditório da Rádio Moçambique um disco póstumo da falecida cantora Amélia Moiana, que em 2006 surpreendeu o país ao lançar o seu primeiro álbum aos 75 anos.

O novo disco, “Pswilo Pswa Misava”, reflecte o trabalho de estúdio que a malograda esteve a efectuar nos seus últimos meses de vida com a editora Diamante, que o edita, de que é responsável o conceituado músico Dimas.

O lançamento do álbum de nove temas, cinco deles inéditos, está a ser coordenado pela família de Amélia Moiana, que pretende partilhar a sua herança com amigos e público amante da música da malograda, que misturava melodias fortemente influenciada por ritmos moçambicanos, jazz e gospel.

O estúdio auditório da RM fará assim desfilar para além de uma filha de Moiana, Elsa Hunguana, e uma neta Cacilda Ivone, os famosos músicos Dimas, Sizaquel, Inocêncio Matola, Naldo e Cadinho. Estes artistas cantarão um tema integrado em “Pswilo Pswa Misava” e mais um da sua autoria.

Elsa Honwana e Cacilda Ivone integraram as gravações e tiveram mesmo que interpretar para o disco alguns temas que Amélia Moiana não pôde gravar, uma vez adoentada, situação que pôs termo à sua vida em 2009.

Tal como “Moya Wanga”, o disco póstumo de Amélia Moyana reúne temas cantados maioritariamente em changana.

A falecida cantora era uma figura conhecidíssima do público gospel na capital do país e não só. Já participou na parada “Top Feminino”, da Rádio Moçambique. Concorreu com o tema “Psilo Swa Missava”, em 1999, que dá título precisamente ao álbum que será lançado. Numa outra edição do concurso, entretanto extinto para integrar o actual “Top Ngoma”, participou com “Mintiru Ya Mhunu”.

Amélia Moiana começou a cantar nos anos 1960 no Centro Associativo dos Negros, hoje “Ntsindza”, no bairro do Xipamanine. Frequentava desde criança a Igreja Presbiteriana de Moçambique, onde era maestrina de um dos corais.

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segunda-feira, 29 de março de 2010

O regresso de Nhansavel

O músico moçambicano Filipe Nhansavel, desaparecido da media há mais de uma década, diz nunca ter parado de trabalhar na música, mas que apenas “anda ausente”, pois acha que o ambiente de televisão e rádio não lhe favorece em nada.

Ao contrário do que muitos possam pensar, Filipe Nhassavel diz não estar desaparecido da música. “nunca me desliguei da música, actuo em palcos diferentes, quase todos os fins-de-semana”.

Nhassavel confessou-nos que a sua grande meta é licenciar-se em música, facto que vai acontecer brevemente, pois já está no último ano do curso de Música, na Escola de Comunicação e Artes (Universidade Eduardo Mondlane), encontrando-se neste momento a preparar a sua tese.

“Estou óptimo, preocupado com a tese que estou, actualmente, a escrever. Estou mesmo em Moçambique, envolvido em muitos projectos”. Nhansavel disse que caso venha a produzir um disco de inéditos, ele próprio encarregar-se-á de vender os CD para evitar possíveis casos do pirataria.

Nhansavel diz ter trabalhos prontos para serem editados, mas a falta de editoras e a pirataria são os grandes obstáculos na sua carreira.

Nhansavel encontra-se, actualmente, a trabalhar para a edição de um disco que se vai intitular “The best of Fillipe Nhassavel”, que vai conter todas as músicas por si lançadas e sobejamente conhecidas. Nhassavel, que se estreou em 1985, possui actualmente dois álbuns a solo, dois álbuns em dueto, nove vídeo-clipes, e mais de 50 músicas ainda não editadas.

O pais

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segunda-feira, 1 de março de 2010

Bob Love em produção independente intitulada “Kudhya Nkupisaka”


O jovem cantor Bob Love, Marcos Fernando Alcolete, de seu nome verdadeiro, está em estúdio a preparar o seu segundo álbum a solo, desta vez numa produção independente, algo que nos últimos tempos tem sido prática de muitos músicos.

Intitulado “Kudhya Nkupisaka” (ou “quem procura acha”), o álbum de 14 temas vai incluir alguns temas seus, extraídos de colectâneas do projecto “Moz Beat”, tais como, “Kufunana”, “Tchitsuo”, “Mamunanga”, “Toma Bhwera”, “Matchebebe”, este último pertencente ao seu primeiro disco.

Bob Love afirma que não vai fugir à sua linha, mas promete trazer novos ritmos no seu novo álbum, que será lançado ainda no presente semestre.

“Kudhya Nkupisaka” vai trazer ritmos tais como “Utse”, típico da província de Sofala, afro-zouck, marrabenta, afro-funk e kizomba.

Depois da fraca divulgação do seu primeiro álbum a solo, “Nyimbo za Uzimu”, editado pela Indico Music que, segundo Bob Love, por motivos desconhecidos, não esteve disponível no mercado, Love traz para 2010 um diferencial no seu segundo álbum.

Bob Love promete revolucionar o seu álbum com a recreação de alguns temas do músico italiano Eros Ramazotti, tal é o caso da música “Cose dela vita”, e “Un altra te”.

Natural de Caia, província de Sofala, Bob Love, que actualmente reside na cidade da Matola, já colocou no mercado, para os seus fãs, o vídeo do single “Mokolopoto Moçambique”, tema que vai fazer parte do seu segundo álbum.

24 Fevereiro 2010
O Pais

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terça-feira, 17 de novembro de 2009

Para breve CD e DVD do grupo Makwaela dos TPM



Os espectáculos de lançamento do CD e DVD, a terem lugar nos dias 4 e 5 de Dezembro, irão contar com a participação especial do agrupamento sul-africano Lady Smith Black Mambazo. Intitulados “Makwaela: Rumo ao 2010/2011”, os discos em áudio e vídeo vão conter oito faixas musicais das melhores composições do grupo.

O manager do grupo Lady Smith Black Mambazo, Romeo Quitsimani, acredita que este será um dos momentos marcantes na história dos 49 anos da sua existência. “Vamos dar o melhor para o povo moçambicano e aproveitar o momento para trocar experiência”, disse Quitsimane.

Neste momento, o grupo Lady Smith Black Mambazo encontra-se na Inglaterra, sendo que, finais deste mês, estará na sua terra natal para preparar a vinda a Maputo.

De Moçambique, estão convidados as cantoras Mingas, Gabriela, Jenny, Lizha James, Marlene e os grupos Moz Dreams e Coral Universal.

Recorde-se que o conceituado grupo Makwaela dos TPM vai lançar o seu primeiro trabalho discográfico 33 anos após a sua criação.

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

CD Amor & Drama de G2 a venda na Garagem

Já à venda o novo single do G2 ,Amor & Drama. Está à venda na GARAGEM

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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

KALIZA: Quase de boleia, atrás de um sonho!



PAULO Miguel Torres Caliano, ou melhor Kaliza para os amantes da música moçambicana, está preste a cumprir a promessa de gravar um Disc Compact (CD). Cometimento que lhe fez sair da sua terra natal, Tete, quase que de boleia até chegar à Maputo, levando na bagagem apenas o teclado oferecido pelo proprietário da discoteca “Cigana”. Está no estúdio de Zé Pires (ZEP) a trabalhar com a sua “malta”, nomeadamente Nelton Miranda, Papi Miranda, Bernardo, Eduardo e Tony Django, amigos com quem gravou o single “Caridade” recentemente nomeado “Melhor Vídeo” no concurso Mozambique Music Award (MMA).

Ainda sem título, Kaliza diz que o disco está a ser preparado para quem tem bom ouvido e bom gosto. Em entrevista ao nosso jornal, Kaliza revelou que a gravação do seu primeiro CD é a realização de um sonho não só seu, mas dos Calianos, do povo de Tete e todos os moçambicanos que se interessam pelo seu trabalho.


Vindo de uma família de músicos, Kaliza será o primeiro a ter um disco, que é, ao mesmo tempo, uma homenagem ao pai: Miguel Torres Caliano.

Aliás, ele revela que a inclusão de um tema cantado em Ronga, língua sobre a qual sempre teve uma enorme paixão, desde que soube que o pai era de Maputo, está na senda desse tributo.

Estou a realizar gradualmente o sonho dos Calianos, as portas vão se abrindo segundo a música que soa no meu ouvido. Não sou assim muito ambicioso. Os caminhos na minha vida abrem-se através da própria música. Aquilo que ainda não consegui granjear na música é por minha culpa. Se divulgar as minhas músicas vou alcançar o meu desejo. Por isso, rezo a Deus pai para que este álbum a solo saia e chegue ao público para todos saberem o que vem de Tete, que misturas podemos ter de um maronga e uma manyugué que sou eu.

Nascido num meio de música e de músicos, Kaliza diz que foi “bebendo” sons variados, muitas das vezes sem dar conta, mas o facto é que de repente em 1994, imitava com alguma mestria Roberto Carlos e outros ídolos difundidos pela emissora da Rádio Moçambique em Tete.

Mas terá sido num concurso de busca de talentos daquela estação emissora que começou a encarar as coisas com outra visão.

Em 1994 participei numa espécie do programa “sabadão”, no Estúdio 333, em Tete, realizado por Amarildo Romão, actualmente jornalista da Televisão de Moçambique (TVM). Estava bem classificado, mas infelizmente o concurso não foi até ao fim porque houve corte de energia. Face à surpresa e qualidade da minha actuação fui convidado a participar no fim-de-semana num programa do PSI Jeito.

Dessa participação Kaliza diz ter recebido “um puxão de orelhas” do seu irmão mais velho, o Ismael (já falecido) que não gostou de ver e saber que o “miúdo” estava a enveredar pela música.

Quando chamaram meu nome, meu irmão ficou zangado. Não gostou, tinha medo que eu seguisse a carreira de músico, uma vez que isso, no nosso contexto, não oferece grandes oportunidades na vida, em termos de “rendimentos materiais”.

Entretanto, e contra a vontade do irmão, no ano seguinte (1995), o jovem Amarildo Romão promove o concurso Miss-Tete e o “miúdo” é chamado de novo a cantar no cinema Kudeca onde também ia actuar a banda do irmão. Aqui instala-se de novo o conflito entre os Caliano. Kaliza tinha que ser acompanhado pela banda do seu irmão Ismael, mas este fincou pé. Não aceitou que eu ensaiasse com a sua banda.

Mas o “bichinho” da música já estava nas entranhas de Kaliza e com a ajuda de um amigo preparou uma música com base numa instrumental sul-africana e foi se apresentar no Kudeca, superlotado. Estavam lá mais de duas mil pessoas.

E, contra todas as expectativas, Ismael e sua banda não tocaram porque o equipamento de som não estava à altura.

A salvação do espectáculo foi a minha actuação. Quando entrei comecei a cantar e as pessoas esqueceram que havia problema de som. Virei uma estrela, todo o mundo só falava da minha actuação e o Amarildo Romão convidou-me a gravar a música na rádio para fazer publicidade da finalíssima do Miss-Tete.

Dessa fabulosa actuação, Kaliza ganhou do proprietário da discoteca Cigana, em Tete, um teclado, duas colunas, um amplificador e um microfone. Era o início de uma carreira.

Autodidacta, Kaliza aprendeu sozinho a tocar teclado. E fazendo jus ao dito popular: “contra factos não argumentos”, Ismael acabaria se rendendo às evidências, começando a apoiar o seu irmãozinho, dando-lhe algumas “dicas”.

Juntamo-nos e criamos uma banda com alguns músicos locais. Estava eu, o Bruno, Zélio, e o Alfredo. Éramos todos irmãos e o Ismael é que era o manager da banda. Tocávamos em casamentos, festas de aniversário, isso já em 1996.

A banda chamava-se Armagedon (Guerra Santa). Era uma banda que animava os ambientes sociais da cidade de Tete.

O SONHO DE CD

O sonho de gravar um “CD” data de 1997, período que Kaliza estimulado pelo surgimento das editoras VIDISCO e ORION decide abandonar a cidade de Tete, viajando de boleia com o seu teclado até chegar à Maputo. Era uma viagem de sonho, mas também de busca de paz espiritual junto dos seus ancestrais. Kaliza, como ele próprio se define é uma mistura de ronga e manyungue.

Chegou a Maputo no dia 25 de Dezembro de 1997 com uma cassete na qual tinha gravado parte de seu repertório, entretanto recusada pela VIDISCO.

A VIDISCO ficou um mês com a minha cassete e não me deu resposta nenhuma, na altura o director era o João Carreira. Fui a ORION e nem chegaram a receber-me.

Não desisti e continuei a trabalhar. Toquei na Igreja Manã com o Chico da Conceição entre 1998 e 2000, onde consegui compor uma boa parte da música gospel que até hoje é cantada naquela igreja.

Dessa experiência e da vontade de vencer, Kaliza diz ter tido a sorte de um dia a tocar na Avenida de Angola, aparecer Alexandre Mazuze que, imediatamente, apreciou o seu talento e convidou-lhe a trabalharem juntos.

Conta que Alexandre Mazuze tinha na altura muitos contratos nas casas de pasto e, portanto, precisava de alguém para se ocupar de alguns desses contratos. Um deles era no espaço FOFOCA do Sindicato de Jornalistas.

Enquanto ele tocava na vila da Moamba, no “Ka Pileca”, eu ficava no SNJ, isso em 2000/2001, onde acabei conhecendo o Nelson Maquile que me ajudou bastante. Aliás, cheguei aos MozPipa pelas mãos dele. Na altura, a banda tinha falta de um teclista com a saída de Carlitos para Portugal, nessa altura a banda tocava quase todas as noites no Tara.

Com os MozPipa realizou parte do seu sonho, participando na gravação do último CD da banda que graças ao seu envolvimento acabou sendo intitulado “Ecos do Zambeze”. No disco assina quatro composições (Minha Mãe, Tchisse, Txibua e Papo Furado), curiosamente as que popularizam a colectânea.

Porém, diz que não ficou totalmente satisfeito, sobretudo pelo facto de que nos MozPipa era simplesmente um instrumentista (teclista), mas na verdade o que ele gosta e quer é cantar, daí que decidiu abandonar a banda e seguir uma carreira a solo, cujas portas de sucesso foram abertas pelo músico Fernando Luís que lhe deu espaço para se apresentar no África-Bar.

Fernando Luís, na altura responsável da produção naquele local, deu-lhe oportunidade para fazer quatro shows. Aproveitando o sucesso das músicas de Oliver Muthukuzi, Kaliza apareceu no África-Bar com o projecto “Kaliza Canta Muthukuzi”. Mas, vendo que o jovem tinha talento e capacidade para sustentar o seu nome, Fernando Luís tirou “ ... Canta Muthukuzi”, ficando apenas Kaliza. E assim lançava-se um nome, um artista de talento, e abriam-se as portas para a concretização de um sonho e a continuidade de uma história de persistência na música. Mas, uma música feita de arte e de uma incessante busca de qualidade, fora do superficial. É essa a aposta de Kaliza.

  • João Fumo

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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Sai novo CD contra HIV/SIDA

Contendo músicas de 12 artistas moçambicanos. 

Um disco compacto, contendo músicas de 12 artistas moçambicanos com a temática do Hiv-Sida vai ser lançado hoje na Fortaleza de Maputo. 

Trata-se de um projecto da organização social PSI Moçambique, inserido no quadro do lançamento de três novas marcas do  preservativo Jeito. D


O show de apresentação do disco será abrilhantado pelos artistas Amável, Wazimbo, Safira José e Rosália Mboa.  

O Cd,  intitulado “A Mudança Começa Connosco”, faz parte da campanha “Líderes de Malta”, uma  iniciativa da Psi com o apoio do Plano Nacional de Emergência do Presidente dos Estados Unidos da América e da Embaixada da Holanda.

Ao  todo, 10 mil cópias do disco serão distribuídas ao público, como forma de expandir a mensagem para a necessidade de nos precavermos da SIDA.

Para dar  corpo ao  projecto, os artistas Amável, Wazimbo, a banda Rockfellers, os músicos Caliza, Tony, N´Star, Rosália Mboa, Aly Faque, Safira José, Mr Bow, Hermínio e Joana Coana criaram canções especificamente para o CD.

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segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Disco de Amável é lançado


É LANÇADO hoje (12/12/2008) às 20.00 horas no Centro Cultural Universitário da Universidade Eduardo Mondlane, em Maputo, o disco do guitarrista Amável Pinto (Amável), intitulado “Uni Verso”. O álbum conta com 14 faixas musicais, e foi produzido, misturado e masterizado no estúdio de Amável.


Em palco Amável estará com Paíto Tcheco, que vai tocar bateria; Nádia, que estará com a segunda guitarra, e Gerson, que cuidará da viola baixo.

Paíto Tcheco trabalhou ao lado de Amável para a produção do disco e tocou bateria, viola baixo e fez percussão. Amável fez todas as guitarras e Nádia teve a participação com guitarra ritmo, para além de o disco contar com um tema seu. Por outro lado, participaram dois italianos Giuseppe Millici e Gaeteano, que tocaram harmónica e saxofone, respectivamente.

Amanhã o guitarrista vai tocar à frente da loja Gringo e no dia 19 deste mês, vai lançar o seu disco na cidade da Beira, em Sofala, no espaço Miramar.

Para o músico, a diferença que há entre o primeiro e o segundo discos reside no facto de o primeiro ter sido a súmula de uma carreira de cerca de 20 anos, enquanto que o mais recente é a experiência de três anos de um trabalho com muita intensidade, vigor e vontade de querer continuar a trabalhar mais e melhor. “A partir daqui é só empreender uma viagem sem regresso. Já não pode haver mais paragens. Não temos que esperar mais ou aguentar mais de 20 anos”, diz Amável.

Em “Uni Verso” estão patentes as suas marcas, aliás, a sua característica, sendo que o disco é atravessado por ritmos como Rock, a Marrabenta e a música Clássica.

Há um ideal muito forte em relação àquilo que são as suas sonoridades. Por outro lado, está presente a filosofia musical de Fanny Mpfumo. Mas também, sente-se um Amável mais amadurecido pelo tempo, pelas experiências acumuladas, pelas relações vividas com os demais artistas, mais liberto à busca de outras sonoridades na guitarra.

“Procurei sonoridades totalmente diferentes das do primeiro disco, timbres novos e afastados daquilo que as pessoas conhecem. É um disco muito espiritual.

“A marrabenta está aqui, comigo. Ela vive comigo, por isso o Fanny Mpfumo está também presente e visível, porque ele é um clássico e eu o admiro. O rock eu o conheço perfeitamente, pois foi a minha primeira escola. Quanto à música clássica, essa foi o que sempre quis e pesquisei muito. Esses três ritmos estão presentes e sempre me acompanham”, comenta.
A produção do seu disco contou com apoios como Gringo, Millennium bim, Marina Trading, National Sigles e Restaurante O Viajante.

O disco tem vários temas, entre os quais “Minha Terra”, “Rascunho”, “A Voz”, “Tocar Viola”, “Ventos do Além”, “Then you Came”, “Uni Verso”, “Mamana Elidia”, “Nádia Marrabenta” e “Depois da Dor”.

Actualmente Amável está a dar aulas de guitarra clássica na Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade Eduardo Mondlane. Ele está ligado àquela instituição de ensino superior desde Março, altura em que foi contratado. “A guitarra clássica foi o que me faltou quando comecei o meu projecto. Já tinha ritmos como rock e marrabenta, mas para completar o meu projecto me faltava a guitarra clássica”.

Ele está a trabalhar com turmas do 1º, 2º e 3º anos, perfazendo cerca de 30 alunos.
Amável Pinto é formado em Guitarra Clássica pela Universidade da África do Sul (UNISA).

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segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Gravados CD e DVD de Venâncio Mbande

UM CD e um DVD da Orquestra Timbila ta Guilundo, do mestre Venâncio Mbande foram gravados sexta-feira (14/11/2008), dia 14, e sábado, dia 15, no Cine-África, em Maputo.

O lançamento destes trabalhos discográficos será feito na terra natal de Venâncio Mbande, em Guilundo, no distrito de Zavala, na província de Inhambane, segundo uma ideia lançada momentos após efectuar-se estes trabalhos.
Estes discográficos encontraram-se na fase de edição, sendo que o CD contém dez temas e o DVD é composto por um espectáculo de duas horas, também faltando entrar no processo de edição, trabalhos a serem feitos pela Ekaya-Produções. “The Best Of Venâncio Mbande” é o título que leva o CD, enquanto para o DVD ainda não tem um nome definido.
A orquestra Timbila ta Guilundo é composta por 20 elementos, quatro dos quais são filhos de Venâncio Mbande e um é seu nome. Entretanto, Venâncio Mbande, que se encontrava hospitalizado numa das clínicas da cidade de Maputo, em virtude de uma malária que o havia acometido, está numa fase de recuperação, tendo saído da clínica e a repousar no seu local de hospedagem, a Pensão Central.
Venâncio Mbande caiu doente depois de ter vindo à Maputo, no passado dia 13, para registar o CD e o DVD, tendo somente conseguido efectuar o CD, sendo que a gravação do DVD foi dirigida pelo seu filho, Domingos Mbande, que dirigiu a orquestra na noite de sábado. Dados em nosso poder indicam que os valores da venda dos discos reverterão a favor de Venâncio Mbande. “Colectiva” na AMF

19 de Novembro de 2008:: Notícias

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segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Oliver Style Lanca CD em "style"


Para aquisicao do novo CD de Oliver Style (uta utwa munhu) contacte os servicos comerciais da radio 99fm, ou clique AQUI para mais detalhes de entrega ao domicilio.

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segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Ta-Basili lanca CD "Homenagem"

O novo CD "Homenagen" de Ta-Basili em suas maos.
Contacte os servicos comerciais da 99fm.
Para mais detalhes, clique AQUI.

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