segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Umoja 2010

Umoja 2010: A festa de todos e de cada um
OS batuques e as maviosas vozes dos artistas anunciavam a festa que já se tornou tradicional: Umoja. E durante dois dias (29/30 de Outubro) o palco da festa foi a Praça da Independência. A pontualidade ditou desde o início do festival o profissionalismo dos organizadores que tudo fizeram para que a edição deste ano terminasse em alta. E terminou.
Os receios de que a chuva cairia às catadupas, manchando o festival internacional de artes, não passaram disso.
O palco e o som permitiram com que os artistas se movimentassem tranquilamente o que contribuiu uma excelente interacção com o público que se mostrou ser cada vez mais exigente na performance dos artistas.
Do grupo de canto e dança Xindirho, conotado como um dos melhores de actualidade, à apresentação das crianças que se fizeram ao palco todos se deixaram embevecer pelo som dos vários batuques, acto que só conquistou a plateia, que encantada se pôs aos assobios com fortes aplausos pela boa performance.
O Quénia, que participa pela primeira vez nesta festa mandou vir a cantora Atemi Oyungo. Ela trajava uma longa túnica e mostrou num canto leve fez do palco um espaço para guindar o nome do seu país. O mesmo fez o jovem músico e bailarino Thandiswa Mazwai, da África do Sul. Este não deixou os seus créditos em mãos alheias: dançou, cantou e encantou lindamente numa coreografia que nos fará recordar os tempos dos guerreiros zulus.
Curiosamente Thandiswa era a figura mais visível no palco pelo facto de ter conseguido apresentar uma excelente performance fazendo coros aos vários músicos.
Surgiu depois Carola Kinhasha, da Tanzânia, dona de uma linda voz e corpo perfeito para exímia bailarina que ela é. O que nos mostrou foi apenas a exibição da sua voz e a música interpretada.
A acrobata Veronic, da Noruega, foi a outra figura muito apreciada pela ala masculina dado a sua performance executada com mestria.
Quantos não foram os momentos de suspense, deslizando em estonteantes coreografias. Ora de cabeça para baixo, ora para cima, o que deixava o público extasiado.
A dupla de acrobatas provenientes da Etiópia não foi tão boa se formos a comparar com os anteriores do ano transacto, igualmente vindos do mesmo país.
RAY PHIRI E ANITA MACUÁCUA
Chegou a vez da exibição da cantora Anita Macuácua, considerada a nossa Diamante. Trajava roupas coloridas e muito bem costuradas.
Na sua humildade, começou por saudar o público e logo a seguir os instrumentos fizeram-se ouvir. A cantora foi sempre sendo aplaudida pelo público pela sua performance e a forma perfeita como brinca com a sua voz.
Mas, o mesmo era mesmo para a tão esperada figura: Ray Phiri.
Aliás, a presente edição do Umoja era mesmo em homenagem compositor e intérprete sul-africano Ray Phiri, cuja história e carreira musical se confundem com a existência da conceituada banda sul-africana Stimela. Sobejamente conhecida entre nós.
No final da festa, Tove Bruvik, embaixadora da Noruega, e António Tovela, em representação do Presidente do Município de Maputo, foram as figuras indicadas para a entrega em público do troféu ao ilustre Ray. O público aplaudiu.
Com um sorriso rasgado, Ray Phiri recebeu o troféu feito de madeira Umbila. Este troféu para ele significa maior responsabilidade nas acções que vem desenvolvendo, que hoje não se centram somente na música e cultura sul-africanas, mas, e sobretudo isso, o desenvolvimento das artes e cultura de todo o continente africano.
Agradeceu ao público e a organizacão e em reconhecimento do acto, interpretou uma cancão acompanhada da sua indispensavel guitarra.
O Ragge também esteve presente através da banda vinda da cidade de Inhambane, liderada por João Marime, Lourena Nhade, Rui Michel, Hermínio, Jenny General Muska, Wazimbo e outros, também deram o seu precioso contributo merecê de aplausos de fãs de uns e de outros.
Satisfeita com os resultados alcançados, a organização do evento disse que para o ano há mais, e tal como tem sido apanágio, tudo será feito para melhorar os conteúdos e a apresentação do evento.
E outra vez o palco será a Praça da Independência, no último fim de semana do mês de Outubro.
Notícias
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
MBIRA - instrumento tradicional de Moçambique
Este instrumento é mais conhecido por CHITATA ,SANSI,CASSASSE,KALIMBA ou MALIMBA dependendo das regiões e da lingua local fazendo parte dos instrumentos idiófonos afinados Leia Mais…
Chimoio capital da cultura
O VI Festival Nacional de Cultura pretende-se que seja o momento mais alto de celebração e exaltação da cultura moçambicana, no objectivo de preservar, desenvolver as artes, a cultura e as tradições das diferentes comunidades e criar uma plataforma de interacção, intercâmbio e de divulgação do rico e diversificado património cultural do país.
Além de promover a preservação e divulgação da cultura, artes e tradições populares, incrementando-se o seu conhecimento para que sejam continuamente usados como referência na criação e recriação de obras contemporâneas, o VI Festival Nacional da Cultura será igualmente, um momento de promoção do estudo, recolha, preservação e divulgação do património cultural moçambicano nas suas diferentes vertentes.
Pretende-se igualmente, fazer do festival, um momento de inventariação e actualização do Catálogo de Instrumentos de Música Tradicional de Moçambique, bem assim de divulgação e partilha das principais constatações, conclusões e Recomendações da II Conferência Nacional sobre Cultura, realizada ano transacto em Maputo.
A partir do festival do Chimoio, o Governo pretende mobilizar todos os actores sociais, políticos, económicos e segmentos da sociedade para a importância da cultura como factor do desenvolvimento social e económico. Quer incentivar o desenvolvimento da criatividade e promoção das indústrias culturais e sustentar a protecção da Propriedade Intelectual.
Sendo uma realização de massas, consta das perspectivas do Governo, a mobilização e consciencialização das comunidades para prevenção e combate ao HIV/SIDA e outros males que enfermam a sociedade.
Informações disponíveis dão conta que tomarão parte na fase final do VI Festival Nacional da Cultura, cerca de 880 participantes entre artistas e oficiais acompanhantes, provenientes de todas as províncias do país.
Para o efeito, decorrem de 4 a 28 de Fevereiro corrente, as inscrições dos participantes, junto dos Serviços Distritais da Educação Juventude e Tecnologia.
De acordo com o programa oficial em nosso poder, de 27 de Março a 4 de Maio próximos, decorrerá a fase distrital de apuramento dos grupos e de 17 a 25 de Maio fase provincial do qual sairão os representantes das 11 províncias que compõem a divisão administrativas do país.
Feito isso, a cidade de Chimoio, irá acolher de 27 Julho a 01 Agosto, realização da fase final, na qual além de espectáculos públicos de teatro, música, dança, cinema, serão realizadas exposições/feiras de venda de produtos culturais: livro, disco, fotografia, arte e artesanato, vídeo-documentários, filmes, culinária e roupa/vestimentas moçambicanas.
João Fumo
Notícias
Música japonesa em Maputo
De referir que Moçambique e Japão desenvolvem uma cooperação histórica, que data de várias décadas no domínio da Cultura, a qual contempla o intercâmbio cultural, o desenvolvimento de infra-estruturas, equipamentos e formação de gestores do património cultural.
Para recordar algumas realizações recentes, o Japão foi o maior parceiro financeiro nas obras da primeira fase de reabilitação da Fortaleza de São Sebastião na Ilha de Moçambique (com 1 milhão de dólares americanos), e pela via da UNESCO, o Japão apoia a implementação dos Planos de Gestão da Timbila e Nyau, proclamadas Obras Primas do Património Oral e Imaterial, pela UNESCO, em Novembro de 2005.
Além de Moçambique, o grupo vai realizar espectáculos em Angola e na Tunísia.
O concerto é composto por ritmos de Ryutaro KANEKO nos tambores Japoneses (Wadaiko), melodia de Yasukazu KANO que toca flauta (Shinobue, Nohkan) e de Haruhiko SAGA, que toca violino típico da Mongólia (Morin khuur) e (Violino Tovshuur) que enriquece a actuação musical.


