A CANTORA, compositora e poetisa moçambicana, Tânia Tomé, é a vencedora do prémio de melhor vídeo na categoria "Soundcity Fresh Video" do programa “Soundcity Music Vídeo Awards 2010”, realizado na Nigéria.
Tânia Tomé conquistou o prémio com o vídeo da sua recente composição "Nhi Ngugu Haladza".
“Soundcity Music Vídeo Awards” é um programa que visa reconhecer e premiar artistas, bem como produtores e directores de vídeos de música de África, com ênfase para criatividade, inovação e interpretação de conceitos na canção projectados nos ecrãs. Artistas de renome como Freshly Ground (da África do Sul), Asa, 2Face Indibia, Anselmo Ralph (Angola) foram vencedores de edições anteriores do referido evento.
Segundo o júri do evento, Tânia Tomé venceu o prémio por ter tido a música e vídeo mais talentoso, criativo e inovativo, além de ter conquistado maior número de votos, muitos destes provenientes de diversas partes do mundo.
A música “Nhi Ngugu Haladza” foi composta e interpretada por Tânia Tomé e produzida pelo conceituado João Schwalbach, tendo o vídeo também sido produzido e realizado por Tânia e editado pela MG Produções.
TÂNIA TOMÉ
Maputo, Quarta-Feira, 24 de Novembro de 2010:: Notícias Começa a cantar aos 3 anos de idade por influência do pai (cantor e compositor), aos 7 anos de idade vence o primeiro lugar no prémio de melhor voz num concurso para África Austral realizado em Moçambique pela World Health International.
Aos 20 anos ganha o 2º lugar no Festival da Canção realizado no Porto, em Portugal e no já no término do seu curso de Economia vence mais um importante prémio para africanos, da Fundação Mário Soares (ex-presidente de Portugal) pelo seu bom desempenho académico e pela contínua ligação durante a vida académica com actividades artísticas e humanitárias.
Tânia vem actuando a nível nacional e internacional, tendo actuado e conhecido artistas como Lokua Kanza, Tito Paris, Otis, Zé Afonso, Bonga, Asa, Freshly Ground, Ibiyemi entre outros. A nível nacional teve oportunidade de cantar com artistas como Mingas, Roberto Chitzonzo, Júlio Silva, Stewart Sukuma, Chico António, Hortêncio Langa, entre outros.
Ao longo dos últimos 7 anos tem sido júri de programas de TV para descoberta de novos talentos nas diversas artes e sobretudo na música.
É sexta-feira lançado no estúdio auditório da Rádio Moçambique um disco póstumo da falecida cantora Amélia Moiana, que em 2006 surpreendeu o país ao lançar o seu primeiro álbum aos 75 anos.
O novo disco, “Pswilo Pswa Misava”, reflecte o trabalho de estúdio que a malograda esteve a efectuar nos seus últimos meses de vida com a editora Diamante, que o edita, de que é responsável o conceituado músico Dimas. O lançamento do álbum de nove temas, cinco deles inéditos, está a ser coordenado pela família de Amélia Moiana, que pretende partilhar a sua herança com amigos e público amante da música da malograda, que misturava melodias fortemente influenciada por ritmos moçambicanos, jazz e gospel.
O estúdio auditório da RM fará assim desfilar para além de uma filha de Moiana, Elsa Hunguana, e uma neta Cacilda Ivone, os famosos músicos Dimas, Sizaquel, Inocêncio Matola, Naldo e Cadinho. Estes artistas cantarão um tema integrado em “Pswilo Pswa Misava” e mais um da sua autoria.
Elsa Honwana e Cacilda Ivone integraram as gravações e tiveram mesmo que interpretar para o disco alguns temas que Amélia Moiana não pôde gravar, uma vez adoentada, situação que pôs termo à sua vida em 2009.
Tal como “Moya Wanga”, o disco póstumo de Amélia Moyana reúne temas cantados maioritariamente em changana.
A falecida cantora era uma figura conhecidíssima do público gospel na capital do país e não só. Já participou na parada “Top Feminino”, da Rádio Moçambique. Concorreu com o tema “Psilo Swa Missava”, em 1999, que dá título precisamente ao álbum que será lançado. Numa outra edição do concurso, entretanto extinto para integrar o actual “Top Ngoma”, participou com “Mintiru Ya Mhunu”.
Amélia Moiana começou a cantar nos anos 1960 no Centro Associativo dos Negros, hoje “Ntsindza”, no bairro do Xipamanine. Frequentava desde criança a Igreja Presbiteriana de Moçambique, onde era maestrina de um dos corais.
O conceituado cantor cabo-verdiano, Philip Monteiro, já se eoncontra em Moçambique para realizar dois concertos. Esta sexta-feira Philip Monteiro vai actuar em Maputo e no Sábado na cidade da Beira.
10 anos depois, Philip Monteiro volta a cidade de Maputo para um mega concerto. Neste concerto Monteiro vai brindar ao público amante da sua música, com seu recente álbum, incluindo temas antigos com destaque para Paké Ama, Alta Segurança entre outros. Acompanhado pela banda “Maravilhas”, composta por músicos moçambicanos, Monteiro vai realizar o segundo grande concerto na cidade da Beira, no sábado próximo.
Refira se que para além de cantar, Monteiro vai dar luz verde ao seu projecto de gravação de músicas acompanhado por novos talentos moçambicanos.
“Etiópia” – a voz se repetia numa música antiga, ao mesmo tempo que Addis Abeba inspirava “We are The World”, do “USA For Africa”. Etiópia era – e continua sendo – a capital do continente. Onde os líderes africanos se juntaram para sonhar “uma nova África” e para lá regressam várias vezes para novos pactos. É naquele país do “rastafarismo” que o saxofonista moçambicano Moreira Chonguiça actua, hoje, como convidado, na conferência sobre Redes de Líderes Africanos.
Na conferência a decorrer de hoje a 6 do mês em curso, naquele país da África Oriental, para além de cantar, Chonguiça fará parte do evento como um dos palestrantes. Com requinte e glamour, num concerto cujo denominador comum serão os acordes do jazz, “o cidadão do mundo”, como é conhecido Moreira Chonguiça, vai emprestar o seu charme e voz num concerto de gurus da música africana.
Chonguiça diz ser uma honra fazer parte daquele fórum, assim como tocar num palco reservado aos grandes senhores da música africana. “Ser convidado para tocar num fórum destes é uma honra. e é prestigiante, porque terei a oportunidade de trocar impressões com diversos delegados, assim como com artistas convidados. Almejamos todos um diálogo crescente, que torne África o melhor continente do mundo”, frisou Chonguiça.
Será um show diferente. Estamos em festa, são 13 anos da nossa carreira”, diz Gibra
A orquestra Timbila Muzimba vai ao palco do Centro Cultural Franco-Moçambicano, esta noite, para mais um espectáculo dos 13 anos da sua criação. Quando surgiram em Agosto de 1997, o país conhecia o “boom” da passada, e o tradicional não era a marca mais procurada. Mas é nesse mesmo momento que começavam a destacar-se alguns grupos jovens que acreditavam que podiam ascender aos grandes palcos com ritmos tradicionais.
Timbila Muzimba nasceria nesse ambiente e, em treze anos de existência, surgiriam momentos marcantes como um espectáculo na Ásia que pôs gente a chorar, como lembra Gibra. “Nestes 13 anos de existência do Timbila Muzimba, o momento mais marcante para mim foi o espectáculo realizado em Macau, onde conseguimos pôr muitos chineses a dançar, aliás, há outros que choraram”.
Macau pode ter sido outra história e simplesmente não terem visto mais gente a chorar em outros palcos do mundo por onde passaram. No entanto, criaram os seus fãs e transformaram “warethwa” no seu grito de guerra. E é do mesmo jeito que hoje se farão ao Franco, pelo menos prometem. “Será um show diferente. Estamos em festa, são 13 anos da nossa carreira”, diz Gibra.
A música do Timbila Muzimba faz uma fusão entre os sons e ritmos de timbila e instrumentos convencionais. O nome do grupo vem de um instrumento da família dos xilofones, a timbila, tradicionalmente da província de Inhambane, que se tornou um dos símbolos da cultura moçambicana; e o termo muzimba (que significa corpo) relaciona-se com os corpos de bailarinos que se movimenta vivamente ao som da música.
Em 1999, o grupo recebeu o prémio do concurso Crossroads
Com dois CD lançados, Timbila Muzimba teve oportunidade de trabalhar com o compositor e instrumentista português Júlio Pereira, e foi ainda protagonistas de um conto inédito de Mia Couto.
Sexta, 05 Novembro 2010 Leia mais na edição impressa do «Jornal O País»
O CONCEITUADO saxofonista moçambicano Moreia Chonguiça é um dos convidados para actuar e fazer parte da conferência sobre a Rede de Líderes Africanos. A conferência arranca hoje em Addis Abeba, Etiópia, e termina sábado, juntando diversos líderes provenientes de vários cantos do mundo.
Segundo a comunicação que nos foi enviada, a conferência tem como objectivo juntar líderes africanos dinâmicos, visionários e criativos, com a finalidade pensar o futuro de África. Um grupo de artistas africanos foi convidado a animar a conferência. E, entre eles está o Moreira Chonguiça. A propósito do convite, Moreira afirma: “Ser convidado para tocar num fórum destes é uma honra para mim e é bastante prestigiante pois terei a oportunidade de trocar experiências com os vários delegados assim como com os artistas convidados. Almejamos um diálogo crescente e que torne África o melhor continente”, disse Moreira Chonguiça. Muito afro-jazz na Matola-Jazz
VÁRIOS artistas de afro-jazz irão polvilhar o palco do Matola-Jazz Bar, naquilo que constitui o cardápio de espectáculos oferecidos ao longo da semana naquele local, situado no Município da Matola. Com efeito, para hoje foi convidada a jovem artista Yolanda Kakana, que actualmente está a assumir um papel de artista residente às quartas-feiras naquela casa. Yolanda tem estado a exibir a sua perfeita performance, com um timbre vocal de eleição. Amanhã será a vez de Dua, que, igualmente irá fazer vibrar os amantes da boa música. Já para sexta-feira foi chamado Zé Maria, um artista situado no eixo dos diversos instrumentos de sopros, com uma linha de jazz e do blues.
Matola-Jazz é um espaço que vem se destacando na promoção da boa música ao vivo, com sessões que iniciam às quartas-feiras e encerram aos domingos, onde ainda há espaço para uma tarde dançante.
Reggae à Rastony e Maputoland
O MÚSICO de reggae Rastony e a sua banda Maputoland sobem sábado ao palco do Xima, onde irão realizar um concerto musical que tem em vista a apresentação de uma série de temas que vem sendo criados pelo grupo, ao mesmo tempo que pretendem deliciar os amantes do reggae, fusion e do afro-jazz com os temas que compõem o álbum “Summer times”. Para além de Rastony que aparece na voz principal, a turma do Maputoland é composta por Magaia (bateria), Pipas (teclados), Lote (viola baixo), Bob Lee (guitarra solo), Clésio (guitarra ritmo). Entretanto, irá tocar a banda residente Xitende, liderada pelo saxofonista Matchote.
“Horizonte” no Núcleo de Arte
“HORIZONTE das nossas mentes” é o título de uma exposição colectiva de artes plásticas que abre amanhã na galeria da Associação Núcleo de Arte. A mostra colectiva é composta por obras dos artistas plásticos Bento Mulungo, Imidio Mankey, João Paulo Queha, Titos Pelembe, Chalucuane e Vovôs, que nos apresentam trabalhos artísticos nas modalidades de pintura, escultura, cerâmica e desenho. Composta por 40 obras, a exposição abre às 18 horas e ela conta com o apoio da Associação Mozal para o Desenvolvimento da Comunidade. Com o título “Horizonte das nossas mentes”, os artistas pretendem expor a ideia que a arte produzida e ora apresentada está em prol do desenvolvimento da sociedade moçambicana, sendo que ela se orienta para espevitar os moçambicanos a irem ao encontro dos bons costumes e também ao trabalho, amando as artes e a cultura.
Debate-se regulamento de espectáculos
O MINISTÉRIO da Cultura está a promover um amplo debate visando a recolha de contribuições que possam enriquecer a proposta do Regulamento de Espectáculos, um dispositivo legal que se espera venha contribuir para a criação de um ambiente positivo no processo de organização de shows. Esta proposta surge na sequência da criação, em Moçambique, de dispositivos legais que permitam a gestão dos assuntos culturais, em geral, e no domínio das artes e da cultura em particular, segundo um comunicado de imprensa recebido na nossa Redacção. O comunicado avança que, os agentes culturais ligados à promoção de espectáculos promotores e produtores, artistas, associações de carácter cultural, entre outros, são convidados a participarem na análise e enriquecimento deste documento, que se encontra já em fase final de revisão e actualização. O prazo para a entrega de propostas é de vinte dias, sendo que os documentos deverão ser depositados na Direcção de Educação e Cultura da Cidade de Maputo, nas associações dos Músicos e dos Escritores Moçambicanos, bem como na Sociedade Moçambicana de Artistas (SOMAS). Para a Província de Maputo os locais escolhidos foram Direcção Provincial de Educação e Cultura e Instituto Superior de Artes e Cultura. O Departamento de Artes Cénicas é a entidade responsável pela recepção dos documentos.
Rappers em Xai-Xai
O ESPAÇO cultural Xigovia, localizado na cidade de Xai-Xai, província de Gaza, acolhe um concerto do músico, uma acção que será realizada sexta-feira a partir das 22 horas. A acompanhar Samson estará a banda Central Line, que se dedica à música de fusão, ao mesmo tempo que estarão ainda em palco os jovens músicos Dany OG, Mega Jr. e DJ Ardiles.
Acompanhado pela banda Éssope, formado por alguns artistas do Eyuphuru e Rockfeller, nomeadamente, Belarmino na percussão; Julinho na guitarra; Beto na bateria; e Mussá na viola-baixo, Alves Júnior está a preparar uma digressão pela Europa, com o objectivo de realizar concertos ao vivo.
A ida a Londres e Berlim surge na sequência de negociações que o seu empresário tem vindo a encetar, com o intuito de tornar cada vez mais acessível as suas músicas em mercados ocidentais.
“Vou actuar ao vivo na Alemanha e em Londres. Vai ser a primeira vez a cantar naquele continente, e espero dar o meu máximo para não defraudar as expectativas do público que lá me espera”, prometeu Alves.
Antes de escalar o velho continente, o também estudante de Matemática na Universidade Eduardo Mondlane vai actuar na “terra do rand”.
Recentemente, Júnior lançou o seu primeiro vídeo-clip intitulado “Kanzanga”, o mesmo que “Meu amor”.
OS batuques e as maviosas vozes dos artistas anunciavam a festa que já se tornou tradicional: Umoja. E durante dois dias (29/30 de Outubro) o palco da festa foi a Praça da Independência. A pontualidade ditou desde o início do festival o profissionalismo dos organizadores que tudo fizeram para que a edição deste ano terminasse em alta. E terminou.
Os receios de que a chuva cairia às catadupas, manchando o festival internacional de artes, não passaram disso.
O palco e o som permitiram com que os artistas se movimentassem tranquilamente o que contribuiu uma excelente interacção com o público que se mostrou ser cada vez mais exigente na performance dos artistas.
Do grupo de canto e dança Xindirho, conotado como um dos melhores de actualidade, à apresentação das crianças que se fizeram ao palco todos se deixaram embevecer pelo som dos vários batuques, acto que só conquistou a plateia, que encantada se pôs aos assobios com fortes aplausos pela boa performance.
O Quénia, que participa pela primeira vez nesta festa mandou vir a cantora Atemi Oyungo. Ela trajava uma longa túnica e mostrou num canto leve fez do palco um espaço para guindar o nome do seu país. O mesmo fez o jovem músico e bailarino Thandiswa Mazwai, da África do Sul. Este não deixou os seus créditos em mãos alheias: dançou, cantou e encantou lindamente numa coreografia que nos fará recordar os tempos dos guerreiros zulus.
Curiosamente Thandiswa era a figura mais visível no palco pelo facto de ter conseguido apresentar uma excelente performance fazendo coros aos vários músicos.
Surgiu depois Carola Kinhasha, da Tanzânia, dona de uma linda voz e corpo perfeito para exímia bailarina que ela é. O que nos mostrou foi apenas a exibição da sua voz e a música interpretada.
A acrobata Veronic, da Noruega, foi a outra figura muito apreciada pela ala masculina dado a sua performance executada com mestria.
Quantos não foram os momentos de suspense, deslizando em estonteantes coreografias. Ora de cabeça para baixo, ora para cima, o que deixava o público extasiado.
A dupla de acrobatas provenientes da Etiópia não foi tão boa se formos a comparar com os anteriores do ano transacto, igualmente vindos do mesmo país.
RAY PHIRI E ANITA MACUÁCUA
Chegou a vez da exibição da cantora Anita Macuácua, considerada a nossa Diamante. Trajava roupas coloridas e muito bem costuradas.
Na sua humildade, começou por saudar o público e logo a seguir os instrumentos fizeram-se ouvir. A cantora foi sempre sendo aplaudida pelo público pela sua performance e a forma perfeita como brinca com a sua voz.
Mas, o mesmo era mesmo para a tão esperada figura: Ray Phiri.
Aliás, a presente edição do Umoja era mesmo em homenagem compositor e intérprete sul-africano Ray Phiri, cuja história e carreira musical se confundem com a existência da conceituada banda sul-africana Stimela. Sobejamente conhecida entre nós.
No final da festa, Tove Bruvik, embaixadora da Noruega, e António Tovela, em representação do Presidente do Município de Maputo, foram as figuras indicadas para a entrega em público do troféu ao ilustre Ray. O público aplaudiu.
Com um sorriso rasgado, Ray Phiri recebeu o troféu feito de madeira Umbila. Este troféu para ele significa maior responsabilidade nas acções que vem desenvolvendo, que hoje não se centram somente na música e cultura sul-africanas, mas, e sobretudo isso, o desenvolvimento das artes e cultura de todo o continente africano.
Agradeceu ao público e a organizacão e em reconhecimento do acto, interpretou uma cancão acompanhada da sua indispensavel guitarra.
O Ragge também esteve presente através da banda vinda da cidade de Inhambane, liderada por João Marime, Lourena Nhade, Rui Michel, Hermínio, Jenny General Muska, Wazimbo e outros, também deram o seu precioso contributo merecê de aplausos de fãs de uns e de outros.
Satisfeita com os resultados alcançados, a organização do evento disse que para o ano há mais, e tal como tem sido apanágio, tudo será feito para melhorar os conteúdos e a apresentação do evento.
E outra vez o palco será a Praça da Independência, no último fim de semana do mês de Outubro.
Depois do mega-concerto realizado último fim-de-semana no Coconuts e Big Brother, a marrabentista Neyma Alfredo estará este domingo no município da Matola, concretamente no Matola Jazz Bar. Naquele que será o seu primeiro concerto no Matola Jazz Bar, Neyma espera arrasar naquele município. “Vai ser o meu primeiro concerto na Matola. Como sabem, a cidade da Matola está a crescer, tem vindo a aumentar novas casas de pastos e isso, de certa forma, contribui para o desenvolvimento do próprio município sob ponto de vista cultural”, disse Neyma.
Jojó no teclado; Amone na viola baixo; Dionísio na bateria; Dodó na guitarra; Papi Miranda no teclado; e Nelson na precursão formam a banda que vai acompanhar Neyma no concerto de domingo. “No domingo, o público da Matola vai poder ouvir quase todas as minhas músicas, com destaque para os temas, “Hi Mhaka ya Mili”, “Nuna wa mina” entre outros.
Sexta, 29 Outubro 2010 Leia mais na edição impressa do «Jornal O País»
Quatro anos depois de ter lançado o seu último CD intitulado Tshemba, João Bata volta ao mercado discográfico com o seu DVD denominado “João Bata”.
Trata-se de um DVD composto por oito temas musicais que marcaram os 26 anos de carreira musical de Bata.
“É o meu primeiro DVD e existe no mercado há quatro anos, só que a editora responsável pela promoção do mesmo enfrentou sérios problemas para o efeito, felizmente, esses problemas já foram ultrapassados e o disco já está no mercado à venda”, disse Bata.
No referido disco, pode ver-se e ouvir os temas “Linda Pitinha”, “Tshemba”, “Ndondissana”, “Nha Vutomi”, “Buya Nkata”, entre outros.
“O DVD traz consigo temas músicas já conhecidos na praça e uma entrevista, onde falo da minha vida profissional, desde o início da minha carreira”, sublinhou João.
A carreira musical de Bata iniciou na década de 70. O seu primeiro CD, intitulado “Anguana”, foi lançado nos anos de 80.
“A Nguana” que, em português quer dizer “o cão”, foi o título do meu primeiro CD. Nesta música, denuncio pessoas preguiçosas, que não querem trabalhar, comparo a eles à chimpanzés. Denuncio ainda a cobardia dos seres humanos, denuncio o cabritismo, um mal que só nos mantém na pobreza”, frisou o músico.
Sexta, 29 Outubro 2010 Leia mais na edição impressa do «Jornal O País»
Gesto que serviu para angariação de roupas e material escolar para crianças desfavorecidas que vivem em orfanatos de Maputo
O Big Brother Entretenimento, liderado por Júlio Sitoe, organizou um concerto exclusivamente para crianças, na capital moçambicana, Maputo. Yola Semedo, cantora angolana, foi quem acarinhou os petizes, gesto que serviu para angariação de roupas e material escolar para crianças desfavorecidas que vivem em orfanatos de Maputo.
A autora de “Marido infiel”, emprestou seu talento no palco do Big Brother, acompanhada de um naipe de artistas de luxo composta por seus irmãos. Na ocasião, Yola interpretou vários temas que fazem o disco “Minha alma”, por sinal o mesmo apresentado a milhares de fãs que acorreram em massa aos seus dois shows, nos dias 22 e 23 de Outubro último.
Yola aderiu ao gesto depois de se informar que existe, dentro de Big Brother Entretenimento, um projecto de acção social, projecto ligado à “Academia de Sonhos”, com o propósito de dar oportunidades a jovens talentos para singrar no meio artístico. Sem falar de valores monetários com que contribuiu, Yola atirou-se de corpo e alma e concordou em actuar para crianças num show onde o custo de entrada valia um bem alimentício ou peças de roupas que serão canalizadas a crianças carenciadas.
A CIDADE de Maputo foi palco no pretérito fim-de-semana, ou seja, de sexta-feira a domingo último, da primeira edição do festival internacional de artes – o Festival Tunduro. Tratou-se de um movimento cultural multidisciplinar que englobou várias expressões artísticas, dentre elas a música, dança, artesanato, teatro, gastronomia, fotografia, moda, artes plásticas, entre outras, envolvendo fazedores de arte e cultura nacionais e internacionais, representando ao todo um total de 17 países.
Tunduro conforme os organizadores, é um festival de carácter internacional que pretende tornar-se uma referência cultural mundial.
O evento teve como cabeça de cartaz a veterana cantora sul-africana, PJ Power que se evidenciou na era da luta contra o apartheid. Na altura PJ Power apresentava-se em público com calçado preto e branco, numa clara alusão à necessidade de reconhecimento de que África do Sul é um país multiracial e que, por conseguinte, não havia espaço para o "apartheid".
Da Costa do Marfim veio Aly Keita, um exímio tocador de Balafone, da Alemanha o rapper Amewu, da Itália o músico Giorgio Mirto (viola clássica), da Zâmbia a cantora Maureen, da Espanha a companhia Palo Q’Sea.
Da vizinha África do Sul além da PJ Power vieram Natalie Rungan, Tucan Tucan, Moreira Chonguiça, João Cabral, estes últimos músicos moçambicanos radicados naquele país vizinho.
No entanto, contra todas as expectativas o festival não logrou sucesso. Pouco público aderiu ao festival, houve muita desorganização na realização das actividades previstas.
A programação previamente feita foi somente para o “inglês ver” como sói dizer-se na gíria popular. Nada foi cumprido com todas as consequências daí decorrentes. Havia muitas pessoas associadas à produção, mas pouco se via do seu trabalho.
A cantora sul-africana PJ Power, que à partida era assumida como cabeça de cartaz e que nos anos 90 enchia o campo de futebol do clube Maxaquene, passou a margem do sucesso. Os Massukos, banda da província do Niassa, granjeou mais simpatia do público que PJ Power. Só quem esteve no Centro Cultural Franco Moçambicano (CCFM) pode testemunhar.
Facto curioso é que o director executivo do festival, Filimone Mabjaia, ao invés de se preocupar a gestão do evento, apareceu repetidas vezes no palco do CCFM a fazer papel de Mestre-de-cerimónias (MC).
EVOCANDO OS ESPÍRITOS
Como que evocando os espíritos, o tradicional “Kuphahla”, o festival iniciou nas primeiras horas da noite de sexta-feira, com uma homenagem aos grandes colossos da música moçambicana, nomeadamente, Fany Fumo e Alexandre Langa.
A evocação foi feita por um naipe de classe, nomeadamente os músicos Xidiminguana, António Marcos, Seth Swazi, João Cabaço, Chico António, Hortêncio Langa, Moreira Chonguiça, Carlitos Gove e Zito. Para o delírio do público que se fez presente no anfiteatro do Centro Cultural Franco Moçambicano (CCFM), tocaram e cantaram com mestria as músicas de Fany Pfumo e Alexandre Langa. Assim começou o festival internacional de artes – Tunduro.
Depois daqueles colossos da música moçambicana, foi a vez do costamarfinense Aly Keita que se fez acompanhar no palco por músicos moçambicanos, nomeadamente João Cabral (guitarra), Machume (Timbila). Foi uma mistura agradável de guitarra, timbila e balafone. Maureen, cantora que veio da Zâmbia “fechou” a primeira noite do festival.
NAS RUAS DA BAIXA
O segundo dia do festival foi caracterizado por um espectáculo de rua que juntou dezenas de artistas entre nacionais e estrangeiros que no ambiente festivo percorreram a Avenida 25 de Setembro até à Praça 25 de Junho, local onde havia sido montado o palco Tony Django, em homenagem àquele jovem líder vocal da banda Kapa Dech, recentemente falecido.
Foi uma mistura das artes cénicas moçambicanas, com as tradições de teatro de rua europeias e o som dos batuques. A grande atracção do espectáculo foi a Companhia PALO Q´SEA, oriundo da Espanha. Foi a primeira vez que aquele afamado grupo se apresentou no continente africano, trazendo a versão completa do espectáculo ROMPE CANDELA.
Entretanto, a maior decepção do público foi a não realização do grande concerto que estava previsto para aquele local com início programado para as 15 horas e o término as 4 horas de madrugada de domingo.
O espectáculo seria a grande presença moçambicana no festival pois, estava previsto que desfilassem músicos como Ziqo, Filipe Nhassevele, João Bata, Baptista Tsinini, Leman Pinto, Yolanda Chicane, Rafael Bata, Pureza Wafino, Isabel Flores, Maisha, as bandas A-xikunda, YPG – Ragga, Rãs Haitrm, Marrabenta Vodacom, Black Roots, Moticoma, Mbilu.
UMA LIÇÃO …
O festival internacional de artes – Tunduro não foi de todo ele um sucesso. Desde o primeiro dia assistiu-se a várias situações que revelavam desorganização. Filimone Mabjaia, director executivo do festival na hora do balanço reconhece que muitas actividades não foram realizadas e outras revelaram alguma falta de sintonia entre o pessoal envolvido na produção, incluindo com algumas empresas fornecedoras de serviços.
Nalguns casos, Mabjaia apontou excessiva burocracia, mas no fundo desdramatiza, afirmando que se tratou de uma primeira experiência, portanto, susceptível de erros.
“As coisas não aconteceram por razões de força maior, mas no cômputo geral e, tratando-se de uma primeira experiência, a nossa avaliação é positiva. As falhas que se verificaram vão servir de lição para os próximos eventos”, disse Filimone Mabjaia.
Maputo, Quarta-Feira, 1 de Setembro de 2010:: Notícias
Ivânia Mudanisse, carinhosamente tratada por Dama do Bling, soma e segue, a avaliar pelo seu posicionamento em vários concursos internacionais.
A autora de “Longa espera”, entre outros temas sonantes na praça, consta da lista de dez melhores artistas de Hip Hop de língua inglesa em África, Top África, especialmente para artistas falantes da língua mas, devido ao facto de a cantora furar barreiras linguísticas, o júri optou por inclui-la na corrida. Esta “dama irreverente” concorre também no Top Ten da África Rappers Inglês por Mnet África Standards. Igualmente, Dama do Bling, Lizha James e Gabriela foram nomeadas para o Channel O Music Awards e nos African Music Awards, grangeando assim simpatias pelo resto do mundo através da sua música e talento na elevação da bandeira moçambicana.
Para Izidine Samamad, agente da Bling, estas realizações e reconhecimentos “resultam do reconhecimento do trabalho que a cantora tem realizado dentro e fora do país, tendo em conta que Dama do Bling já não é apenas uma artista nacional mas também internacional”.
“Esse facto tem-se verificado em várias solicitações para colaborar com artistas de vários países de África, tal que, até então, fez seis colaborações com Shaa, da Tanzania, Gall Level e Gaza da Namíbia, D Boy, de Camarões e, recentemente, com a cantora angolana Zulmira, só para citar alguns”, diz Samamad.
Bling comemora cinco anos de carreira
Leia mais na edição impressa do «Jornal O País» Terça, 07 Setembro 2010
O evento para a apresentação da gala dos nomeados ao Moçambique Music Awards (MMA) ficou adiado para a próxima sexta-feira, 10 de Setembro, devido às manifestações populares que assolaram as cidades de Maputo e Matola, nos dias 1 e 2 do corrente mês.
Os nomeados a ser apresentados são das categorias melhor hip-hop/rap, instrumental, jazz, música ligeira moçambicana, marrabenta, afro-jazz/fusão, afro/música tropical, pandza/dzukuta, R&B/neo-soul, reggae, rock, dance, tradicional, produtor do ano, vídeo, música do ano, álbum do ano, melhor grupo/duo, revelação, melhores artistas feminino e masculino do ano, prémio carreira, álbum mais popular, melhor animador de programas e melhor programa de TV Musical, melhor animador e melhor programa de Rádio.
Recordar que o premiado na categoria revelação beneficiará da reprodução de 500 CD do seu álbum para posterior comercialização. No evento, será ainda homenageada a banda Ghorwane, que completa este ano 27 anos de carreira.
Leia mais na edição impressa do «Jornal O País» Segunda, 06 Setembro 2010
A bailarina da Companhia Nacional de Canto e Dança (CNCD), Pelina Pedro, vai ensinar a dança
A bailarina da Companhia Nacional de Canto e Dança (CNCD), Pelina Pedro, vai ensinar dança no Quénia. Esta bailarina, que está na dança há 20 anos, foi contemplada para ensinar dança durante um ano e meio naquele país africano, através do projecto Monozike, que envolve Moçambique, Noruega, Zimbabwe e Quénia.
Leia mais na edição impressa do «Jornal O País» Segunda, 06 Setembro 2010 10:03
ishhyowevodacom 21 de Maio de 2009 Campanha da rede celular em Moçambique, a Vodacom.
O PRESENTE texto é resultado dos debates que tenho tido com estudantes do curso de Ciências da Comunicação, quando abordávamos a temática referente à adequabilidade e eficácia da comunicação. Muitos exemplos sobre Moçambique vieram à tona, mas o slogan da publicidade da Vodacom: “ishh yôwêe!” dominou a carga horária reservada para a cadeira.Maputo, Quarta-Feira, 1 de Setembro de 2010:: Notícias Porquê? Porque em nosso entender, esse slogan, aplicado na língua portuguesa, pretende transmitir alegria, mas que na língua original – Tsonga - significa o contrário. Há nele uma interjeição de espanto: -ixi - e de dor: yowe. Isto poderá ter criado algum ruído na comunicação entre os falantes da língua Tsonga.
Durante as aulas alguns de nós afirmávamos que o slogan tinha sido feliz, porque eficaz, mas não adequado e outros referíamos que o slogan não era nem adequado, nem eficaz. Dessa discussão surgiu o presente texto que pretendemos que seja uma reflexão em torno dos contornos que aquele slogan pode tomar.
Queremos referir que essa discussão não leva em linha de conta a adesão ou não de clientes ao produto da Vodacom, como resultado do slogan.
Uma das melhores formas de permitir um melhor entendimento do nosso ponto de vista seria a de trazer algumas definições do conceito comunicação. Uma vez que de acordo com Teixeira (2005), “a comunicação é o processo através do qual os gestores realizam as funções de planeamento, organização, liderança e controle” e constitui uma actividade na qual os gestores dedicam grande parte do seu tempo. Ela pode ser caracterizada como o “sangue vital” das empresas.
Nesse sentido, segundo Esperto e Veríssimo (2008) a eficácia da comunicação depende da coincidência entre a mensagem que o emissor quer transmitir e a mensagem interpretada pelo receptor. Mas, porque existem diferentes factores de ruído, estes podem prejudicar o processo através de problemas semânticos, efeito de estatuto, ausência de feedback, distracções e a percepção do outro.
Por outro lado, a adequabilidade e eficiência comunicacional devem respeitar, entre outros factores a fórmula de Laswell (): Quem? Diz o quê? A quem? Através de que meio? Com que finalidade? Onde e Quando?. Além disso o receptor condiciona a forma de comunicação, porque é quem deve descodificar a mensagem. E o processo de descodificação depende muito do carácter, da intuição, dos dogmas ou dos créditos desse receptor.
Assumimos que a finalidade do slogan era angariar mais clientes para a Vodacom e manter os que lá existem. Seria de desejar que a língua usada no slogan fosse entendida por maior número de falantes possível[1]. Isto porque deve-se falar a mesma língua do receptor, circunscrever-se ao seu vocabulário e expressões que lhe são familiares, para que haja esse entendimento. A finalidade da comunicação deve ser evidente, para evitar distorções e mal entendidos (é importante estarem claros todos os porquês de a mensagem estar a ser passada).
No caso do slogan em análise não nos parece que tenha sido cumprido esse pressuposto, uma vez que os falantes de Tsonga poderão ter ficado “intrigados”, dado ao facto de ter havido ruído na comunicação. Tal como mencionámos no início do texto “yowê” é uma expressão de dor, ou melhor, de pedido de socorro perante algo negativo.
Nessa sequência pode-se afirmar que à competência linguística (capacidade de produzir e interpretar signos verbais – fonologia, sintaxe, semântica), faltou aliar a competência comunicativa (capacidade de produzir e entender mensagens que põem o indivíduo em interacção com outros interlocutores, que consiste, não só em produzir e interpretar frases, mas também saber adequar a mensagem a uma situação específica – habilidade social, ou tradução ou utilização de outros códigos para além do linguístico – expressões faciais, movimentos do rosto, das mãos, etc. (Bitti e Ricci – (1993). Isto não aconteceu no caso do slogan: a expressão “ishh yowê” não revela adequação da mensagem aos códigos linguísticos da língua Tsonga, nem `as expressões faciais...dificilmente poderemos encontrar, naquela cultura, alguém que diga “ixi yowe” a rir-se, a menos que tenha perturbações psíquicas.
Além disso não fica enquadrada no slogan o facto de Moçambique ser um país multicultural, foi usada uma expressão de uma língua que não é conhecida pela maioria dos nacionais. Por outro lado, há uma discrepância entre os factores extralinguísticos que devem levar em linha de conta, não só factores sociais e semióticos, como também factores emocionais – que revelem estados de ânimo e que interferem no processo comunicativo (Bitti e Ricci - 1993). A expressão “yowe” não remeteria o tsonga imediatamente à alegria. Assim estamos perante uma expressão que diz algo que contraria os gestos e a emoção (a competência cinésica não foi tomada em consideração). Ou seja, os signos linguisticos (“ishh yôwêe!” ) e não linguísticos (gestos e emoções) não foram usados de modo adequado à situação e às suas próprias intenções.
Pensamos que antes de ser lançado o slogan deveria ter sido feito um estudo etnográfico (se é que não foi feito). Isto porque a etnografia reflecte o facto de que a própria cultura inclui e abrange a totalidade de conhecimentos e práticas. É o enfoque discursivo mais interactivo. Pela explicação apresentada no slogan, em que se usa uma expressão de dor, para transmitir alegria, significa que a comunicação não se efectivou ou seja o acto de transmissão não foi eficaz, daí ter perturbado algum público.
A capacidade de reconhecer um acto de fala faz parte do nosso conhecimento cultural. Usar uma expressão de dor, para significar contentamento só pode demonstrar falta de conhecimento da cultura, por parte da Vodacom.
Além disso, alguma ignorância no processo de publicitação de mensagens, uma vez que não conhecendo a cultura Tsonga, os criativos poderiam ter feito alguma pesquisa.
A etnografia permite-nos fazer isso, por tornar possível a observação de todas as fases e aspectos da comunicação, (do cognitivo ao político) como os significados relativos a cultura. Há que se fazer o cruzamento das diferentes competências acima referidas: comunicativa, linguística, pragmática, cinésica, entre outras.
Hymes (1971) defende que o conhecimento de enunciados não se deve dar apenas no plano gramatical. É importante saber quando o uso de determinados significados ou enunciados é apropriado, isto porque a competência envolve o conhecimento de quando é adequado falar ou não, quando e como é adequado falar com quem, sobre o quê, com quem, quando, onde, como, com que fins e com que meios. E, para o autor, a aquisição deste tipo de competência só é possível graças às experiências sociais.
O autor defende o uso de uma grade usada para descobrir as unidades comunicativas (semelhanças e diferenças de caracteres) na análise das culturas, da língua ou da linguagem humana e que nos permite perceber a interacção da linguagem e da vida social. Esse modelo ou grade segue uma perspectiva funcionalista que se preocupa em explicar o funcionamento da língua num dado momento.
O autor defende que a interacção da linguagem e da vida social deverá resultar da observação e análise do discurso, a partir de rituais, eventos, actos de fala, de onde se pode encontrar semelhanças e diferenças de caracteres na análise das culturas e da língua. Usando o modelo de Hymes a Vodacom poderia ter criado menos ruído com o seu slogan.
Ainda no que concerne a factores sociais, no processo comunicacional, de acordo com Bitti e Ricci(1993) há que considerar crenças e dogmas no acto comunicacional. Olhando para o slogan em análise pode ser que este seja conotado como agourento, se ouvido na rádio, sem o aparato da imagem. Muitas vezes as crenças fazem interpretar as mensagens dessa forma, facto que tem consequência, no entendimento da mensagem.
No entanto, considerando as funções da comunicação (a função interpessoal ou expressiva) pode-se afirmar que uma mensagem nunca é neutra, constitui sempre comunicação entre o emissor desta e seus intervenientes. A musicalidade dada ao slogan e o ambiente festivo em que é apresentado contribui para a sua aceitação.
Há nesse contexto comunicativo, uma interacção entre o significado do que é dito e do que não é dito – o explícito e o implícito (o olhar, o tom de voz, o uso de palavras que marquem comunicam e passam mensagens entre os intervenientes de um acto comunicativo).
Para explicar melhor esta constatação vale a pena lembrar que existem na língua portuguesa expressões como: “matas-me de rir”, que aparentemente exprimem adversidade, mas há algo implícito e que é de índole cultural (e passa pelo uso de uma linguagem conotativa) e permite que falantes dessa língua percebam perfeitamente o que se passa (que o que foi dito causa tanto riso, capaz de “matar” – mas a expressão matar neste contexto não significaria algo negativo). Será essa aproximação que a Vodacom tentou fazer?
Uma questão que se coloca é como é que os gestores da Vodacom vêem, sentem que realizam as funções de planeamento, organização, liderança e controle com um slogan da natureza de “ishh yôwêe!” será que têm o feedback dos seus clientes? Quantos foram angariados após o lançamento do slogan? Pode até ser que tenham entrado vários...infelizmente somos uma sociedade pouco crítica. O ritmo da música pode ter falado mais alto! E não digam que algumas interpretações à frase “a emoção é negra, assim como a razão é helénica” são desprovidas de sentido!
Como dizíamos no início do texto vários foram os exemplos de enunciados produzidos em Moçambique levados para sustentar a inadequabilidade e a ineficácia do slogan da Vodacom, mas pensamos que vale a pena terminar o texto referindo-nos a um spot publicitário menos polémico, na nossa óptica. Não iremos mencionar a empresa que o criou, interessa-nos mais falarmos sobre o exemplo.
É o caso de um spot publicitário que traz um menino magrinho e pequenino que ao carregar um grão de arroz diz: “xa dindza ndjane!” - pesa muito. A ideia com que ficamos é a de que o menino era tão magrinho e tão pequenino que até um grão de arroz era pesado para ele carregar, por isso precisava de comer para crescer ou ficar com um aspecto mais saudável. Pode até haver outras interpretações e é bom que as haja, mas que não nos remetam ao totalmente contrário, pensamos nós!
*Texto elaborado com contribuições dos estudantes: Madina Hussein, Teresa Magaia, Carlos Matias, Shakira Rachid.
BIBLIOGRAFIA
BITTI, Pio: ZANI, Bruna. A comunicação Como Processo Social. Imprensa Universitária. Editorial Estampa. 1993.
ESPERTO, Silvia; VERISSIMO, Rita. Comunicação Organizacional. Instituto Politécnico de Coimbra. Departamento de engenharia Civil. 2008. Coimbra. In: http://prof.santana-e-silva.pt/gestao_de_empresas/trabalhos_07_08/word/Comunica%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o%252520Organizacional.pdf, acesso em 06 de julho de 2010.
MONTEIRO, C; CAETANO, J; MARQUES, H; LOURENÇO, J (2006). Fundamentos de Comunicação. 1ª edição. Edições Sílabo. Lisboa.
TEIXEIRA, Sebastião. Gestão das Organizações. Editora: Mcgraw-Hill. 2005
[1] Sabemos que Moçambique é um país multilingue e que não existe uma língua que ‘e falada e compreendida por todos os moçambicanos.
A HISTÓRIA dos povos é (ainda) feita também por personalidades, embora elas, sozinhas, isoladas dos seus contemporâneos nos demais contextos da sua passagem pela face da terra, não possam fazer história. Manhã de domingo, num Xipamanine algo posto à prova pelos pingos que caíam das alturas, o Ntsindya se preparava para acolher uma visita ilustre. A do presidente da República, que ali iria cumprir aquela que acabaria por se tornar na mais emotiva trajectória da sua visita à cidade de Maputo, que por sinal terminava naquele 25 de Maputo, Abril, a data em que os nossos opressores de ontem celebravam a queda do seu fascismo.
Ora, com Armando Guebuza no Centro Cultural Municipal, os poucos moçambicanos ali presentes (poucos porque o espaço é pouco mais que minúsculo) recordavam parte do como se fez a liberdade de Moçambique. Mas também recordavam, os saudosistas e os nostálgicos, momentos culturais que de certeza jamais voltarão (pelo menos como eram em seu tempo), porque o Ntsindya foi no tempo colonial também um local de uma cultura efervescente, com bailes e saraus que juntavam vários jovens dos anos 1960/70, alguns dos quais ilustres figuras da vida política, cultural ou de outra índole no nosso país.
Guebuza era, naquela manhã, um homem que regressava às suas origens. É ali que em parte se forjou a sua consciência nacionalista. Um intenso programa cultural tinha sido preparado. À chegada, o pequeno salão do Ntsindya (se os nossos horizontes forem salas de espectáculo médias no país, como um cinema Scala, Gil Vicente ou Charlot, se não quisermos exagerar e compara-lo a um cine África) estava repleto de contemporâneos de Guebuza, como ele na maioria de cabeças repletas de branco, mas alguns já desdentados pelo tempo, outros com espinhas a traçarem verdadeiras parábolas, e outros ainda de vozes afagadas e trémulas… provas evidentes da sua longa presença nesta face do mundo com que, orgulhosamente, convergimos.
À esta geração se juntavam alguns jovens, que iriam consumir durante quase hora e meia, o que a maioria dos presentes vivia intensamente nos anos que recordavam com saudosismo.
Estava preparado para o Ntsindya um programa que incluía poesia e música. Duas mamanas da geração de Guebuza declamaram dois poemas de Albino Magaia, “Quando eu Morrer” e “Meu País” – de conteúdo fortemente nacionalista (não tivessem sido escritos por um grande nacionalista moçambicano, nosso colega de jornalismo) –, e, apoteoticamente, o Grupo Djambu, mítico pelo seu papel de dinamizador da marrabenta.
O Djambu que actuou domingo era o resgate daqueles que, no tempo colonial eram as estrelas de “KaHlamankulu ni Xipamanine”, as zonas adjacentes ao Ntsindya. Várias canções, ao ritmo da marrabenta, contagiaram de alegria a sala, arrancando palmas quase que ininterruptas. O ilustre visitante era actor activo nesses aplausos.
PALCO DE SÉRIAS BATALHAS POLÍTICAS
No final da actuação o Presidente foi ao palco e contou um pouco da história e da importância do Ntsindya. Falou da sua juventude ali, onde fez o ensino primário, deu aulas e dirigiu o Núcleo de Estudantes Secundários Africanos de Moçambique (NESAM).
“Este foi um dos berços do nosso nacionalismo. Tínhamos aqui muitas reuniões, em que falávamos da liberdade, do caminho que devíamos usar para atingi-la”, começou por contar Guebuza, que ia chamando por nome os integrantes da orquestra e outros presentes que com ele partilharam esses momentos políticos e culturais no centro.
“Travámos aqui imensas batalhas políticas, sérias, depois de termos aqui muitos dos nossos banhos de política, principal mente através do NESAM. Cada uma das salas (do Ntsindya) desempenhou a sua importância no contexto do nosso nacionalismo. Nós assustávamos o regime colonial, a PIDE”, afirmou.
O Ntsindya foi, por estes e por outros factos, um dos berços do nacionalismo moçambicano. Foi esse berço e é hoje uma fonte de conhecimento da nossa história, essa que nós escrevemos no nosso dia-a-dia com as nossas acções em prol do nosso país, essa que os nossos compatriotas de ontem, como geração, escreveram ao darem o máximo de si para fazerem de Moçambique uma pátria. É por isso que personalidades como o actual Presidente também são actores da História de Moçambique, uma vez que, inserido numa determinada época, a de luta pela independência, também teve um papel para uma geração.
Recordando uma época no Ntsindya (A. Marrengula)
FUI EXCLUÍDO DO GRUPO…
O Presidente congratulou-se com o facto de, na sua opinião, o lugar “ter mudado para melhor”, mercê da reabilitação (“sem ser descaracterizado”) a que foi submetida nos últimos anos. Hoje o Ntsindya é o centro cultural municipal, movimentando disciplinas culturais como o canto e dança, dinamizado por um grupo de crianças denominado Estrelinhas do Ntsindya (que também actuou domingo) e albergando biblioteca e centro multimédia com acesso à Internet.
No final da actuação dos velhinhos Orquestra Djambu – na verdade um grupo mesclando membros ainda vivos daquele célebre grupo e uma juventude a quem se poderá estar a passar o testemunho –, um incontido Guebuza distribuía calorosos abraços aos artistas em palco. Contando a sua afinidade com cada um deles (“este andava quase sempre comigo”…), o Presidente não deixou de gracejar por não ter sido chamado ao palco para fazer o que – tal como ele mesmo afirmou – também fazia (mas no salão, porque não há relatos de um Armando Guebuza bailarino) … “Estes meus companheiros excluíram-me. Eu também dançava naqueles tempos, quando era jovem. Hoje só me puseram a contemplar a beleza da sua música e dança”, comentou.
O Ntsindya ficou conhecido na história colonial como o centro associativo onde os negros se divertiam. Ainda bem que nele não se dançava fado, porque, realmente, ali não cabia antes de 1975…
Um exímio instrumentista que perdeu a vida na madrugada da última sexta-feira
Choros e lágrimas caracterizaram o último adeus do percussionista Pilecas, um exímio instrumentista que perdeu a vida na madrugada da última sexta-feira. Amigos, familiares e fãs acorreram em massa à Associação dos Músicos Moçambicanos, para o último adeus, para depois o cortejo fúnebre seguir ao cemitério de Lhanguene, local onde os restos mortais do malogrado repousam eternamente.
“Porque nos deixaste tão cedo (...), quem te vai substituir?”, foram algumas das questões colocadas no meio de pranto e que as respostas permaneceram incógnitas.
Enquanto alguns questionavam-se, outros teciam comentários à volta do malogrado: “Era um jovem calmo..., bondoso, a sua morte constitui uma perda irreparável...”, foram algumas palavras que ecoavam em torno de Rogério Fernando Nhavene, figura que deixou um vazio na música moçambicana e não só.
Para Mitó, integrante da Banda Kapa Dech, a perda de Pilecas é irreparável.
“Estávamos no estúdio a gravar e fomos apanhados de surpresa com a informação do seu desaparecimento físico. Há sensivelmente seis meses, estivemos neste local a chorar a morte do Tony Django e, hoje, foi-se o Pilecas. De certa forma, isso vai retardar o nosso reaparecimento em público. Torna-se difícil aceitarmos que ele partiu”, disparou Mitó.
Leia mais na edição impressa do «Jornal O País» Terça, 07 Setembro 2010 09:29 Gildo Mugabe
HÁ factos que pela sua grandeza se tornam indescritíveis, sob pena de não sermos fiéis ou, na pior das hipóteses, de incorrermos no risco de não atingirmos a real dimensão. É o caso do concerto realizado sexta-feira última, no Centro Cultural Universitário, em homenagem ao etnomusicólogo, compositor, interprete e autodidacta José Mucavel.
Tratou-se de um concerto sui generis, único na sua concepção e realização, juntando gurus da música moçambicana apimentados pela cantora Sibonguile Khumalo, voz sul-africana que afinal de contas também é nossa. Sibonguile Khumalo tem as suas origens em Mandlakazi, província de Gaza. Mucavel ao festejar 60 anos de vida e 41 de carreira musical, trouxe para o palco do Centro Cultural Universitário, ex-cinema Continuadores, o melhor naipe de fazedores da música moçambicana: Hortêncio Langa, Arão Litsure, João Cabaço e Moreira Chonguiça, são artistas de créditos firmados que nada tem a provar a ninguém. Pena que raramente se apresentam em público, a excepção do jovem Moreira Chonguiça que amiúde realiza concertos.
Hortêncio Langa, acompanhado pelo trio Aderito Gumate (piano), Filipinho (viola baixo) e Miranda (bateria), foi o primeiro a intercalar a performance de José Mucavel. Reviveu e fez reviver “Teresa”, uma canção com uma dezena de anos, para depois brindar o público com “Lirandzo”, uma canção recentemente regravada por Stwart Sukuma e que dispensa qualquer tipo de comentário. Era o início de uma noite de boa e melhor música produzida por cá.
Saiu Hortêncio Langa, voltou Mucavel para mais um acústico das suas investidas pelo tradicional moçambicano. Boa música, mas não para qualquer um. Escutar e entender a guitarra de Mucavel é necessário um ouvido apurado e ter gosto requintado. É meio complicado entender as nove afinações que Mucavel até agora introduziu na escala, partindo das investigações que tem desenvolvido do vasto e rico património tradicional moçambicano.
Arão Litsure subiu ao palco de seguida, surpreendendo o público com “Moça Bonita Vem de Pemba”, um tema inédito com a qual demonstrou a sua invejável capacidade vocal. Fechou a sua actuação com “kwiri” (barriga/grávida), num fabuloso dueto com Rosi. Já ninguém tinha dúvida que a música moçambicana é boa e forte, sobretudo a desta geração de músicos.
Aliás, não tardou, João Cabaço dissipou a mínima dúvida que eventualmente podia prevalecer. Brincou a bem brincar com a sua voz, com as vozes dos coristas, com os instrumentistas e sem esforços, levou o público a uma grande ovação. Era o João Cabaço de sempre!
Terminou esta primeira parte dos convidados nacionais. Veio a segunda, aberta por Moreira Chonguiça, jovem saxofonista moçambicano radicado nas terras do rand.
Como sempre a inovar nas suas aparições em público, Moreira Chonguiça, mais uma vez demonstrou a sua criatividade, subindo ao palco falando no seu “cell” com o produtor do concerto. São coisas do Moreira Chonguiça. Ele é bom de improvisos.
Com o seu saxofone viajou para Nampula, confundido o público com sons das arábias, mas na verdade tudo aquilo era moçambicano. Depois improvisou num dueto com José Mucavel. Aí sim, difícil foi o público manter-se sentado. Foi um dos grandes momentos do concerto, tal como aconteceu quando Mucavel e Sibonguile Khumalo juntos cantaram “Balada para as Minhas Filhas”.
O júbilo não terminou por aí, pois, o trio Mucavel, Chonguiça e Sibonguile Khumalo, teve ainda o ensejo de mostrar a sua nata capacidade artística.
Não havia espaço para mais. A festa tinha atingido o seu clímax.
A Primeira-dama, Maria da Luz Guebuza, acompanhada do Primeiro-ministro, Aires Ali, foi convidada a fazer-se ao palco, era o momento solene que culminou com a oferta de uma guitarra ao homenageado José Mucavel.
Quando se pensava que o concerto terminou eis que José Mucavel volta ao palco acompanhado por Carlitos Gove (viola baixo), Jorge Domingos (guitarra solo) e Paito Checo (bateria). Viajou-se para o tempo do “Atravessando Rios”, “Xigutsa Xa Vutomi”. Era uma viagem no tempo que trouxe um Mucavel diferente, ou melhor, com música diferente e mais simples, que os seus “Compassos”.
Tudo isto aconteceu em simultâneo com uma iniciativa até agora única entre nós. Sete artistas plásticos pintavam em palco uma tela gigante em homenagem a José Mucavel. È a criatividade e originalidade dos moçambicanos. João Fumo
Há 30 anos atrás, um grupo de jovens integrando trabalhadores e estudantes, amantes da cultura, e, principalmente, da música, resolveu se juntar e fundar um grupo musical. A ideia foi amadurecida, e no dia 1º de Maio de 1980, na Cidade Zambeziana de Quelimane, foi fundado o conjunto musical que foi baptizado pelo nome de 1º de Maio, em homenagem aos trabalhadores de todo o mundo, que, a cada 1º de Maio, comemoram o dia de luta por melhores condições de trabalho, melhores salários, segurança social, entre outras.
Este grupo, cedo revelou-se como uma sensação nacional, pela qualidade da música que tocava e o conteúdo das suas mensagens. E os espectáculos que realizava em cada canto deste país, cativava o público, que sentia as suas aspirações, sonhos e ambições reflectidos nas letras das suas músicas.
Dois anos após a sua fundação o conjunto 1º de Maio gravou o seu único disco de venil Long Play (LP), intitulado VERDES CAMPOS. Foi sucesso absoluto a nível nacional, tendo esgotado no mercado em menos de 30 dias.
Armindo Salato, ou simplesmente Mindo Salato, um dos membros fundadores da banda, disse que foram 10 mil cópias editadas que “desapareceram” das bancas em pouco tempo.
Mindo Salato, recorda com alguma nostalgia a simpatia que a banda granjeou do público, diga-se em abono da verdade, não somente nacional, mas também dos outros quadrantes do mundo.
Diz não saber como, mas a verdade uma das músicas do álbum, uma instrumental intitulada Jaqueline, em homenagem à sua filha, foi durante longos anos usada como indicativo de alguns programas radiofónicos internacionais, nomeadamente na BBC, Voz da América e Rádio França Internacional.
“Não ganhamos dinheiro com isso, nomeadamente no que se refere ao royalties porque todos os direitos estavam reservados a editora que é a Rádio Moçambique. Nós assinamos apenas um contrato com a Rádio válido por 7 anos, portanto, como as músicas foram parar nas outras estações radiofónicas é um assunto da inteira responsabilidades da Rádio Moçambique”, disse Mindo Salato que ainda sonha com a reedição do album Verdes Campos.
Aliás, há um projecto de reagrupar os elementos que constituiam a banda para regravar o disco, introduzindo algumas roupagem em certos números, assim como para gravar novas músicas do vasto repertório produzido ao longos dos anos de vida do “1º de Maio”.
O agrupamento 1º de Maio que fez furor nos bailes e outros eventos recreativos, não só em Quelimane, como também na Beira e Nampula, cantando as histórias do seu povo e encantando o seu público, desintegrou no ano de 1992, em face da conjectura económica e social da época, quase que todos integrantes tinham garantir a sua sobrevivência e dos seus fora da música, ou seja, tinham que se empregar em outras areas económicas. Era preciso garantir o sustento.
Entretato, e em reconhecimento da contribuição que este conjunto deu, na arena cultural de Moçambique, um grupo de fãs decidiu organizar-se, para recordar os 30 anos da fundação do conjunto 1º de Maio, tido como um dos patrimónios culturais do país, uma homenagem.
Segundo os organizadores, a homenagem será feita em duas ocasiões, uma, sob forma de convívio musical, a outra, sob forma de espectáculo musical. O primeiro evento (o convívio musical) terá lugar na cidade de Maputo, no Centro Social do Desportivo, localizado na baixa da cidade, a partir das 19:00horas do dia 1 de Maio próximo, até o amanhecer do dia 2 de Maio.
O segundo evento está marcado para ter lugar em Agosto próximo, na cidade de Maputo. Este será sob forma de espectáculo musical, com a participação dos ex-integrantes do Conjunto 1º de Maio.
VERDES CAMPOS: CANÇÃO EMBLEMÁTICA
Verdes campos Verdes campos E muita terra por cultivar Muita terra dizemos nós Muita gente por educar Longas estradas por acabar E muito homens para formar Tudo isso depende de nós Nada se faz sem sacrificio Pois primeiro realizar E no futuro os benefícios Mas antes disso há um segredo É preciso planificar É preciso auscultar Aquele que vai realizar Porque afinal é o próprio povo Quem vai realizar é o próprio povo E aí se encontra o segredo do povo
Música: Ni ta ku fonela (Vou telefonar-te) Artista: Azagaia c/ Neto Álbum: Babalaze
I Eu sei que a lista é grande De todas vezes que o teu homem andou distante E o meu livro de desculpas Já nem cabe na estante ...às vezes nem me resta um instante pra TELEFONAR
Quando eu tou no estúdio Eu esqueço tudo E faço da musica o meu mundo E tu dizes que é absurdo Que eu não arranje nem um minuto Sequer pra pegar no celular e...TELEFONAR
A tua rival chama-se música O teu rival chama-se tempo Mas sempre um de cada vez Se tou na música não tenho tempo Ficas sempre em último plano E as vezes nem tenho plano de...TELEFONAR
Só pra avisar que venho tarde Ou me desculpar porque não venho E quando penso em ligar-te É crédito que não tenho E desta vez é mais uma vez Que não vai dar pra parar e...TELEFONAR
Pra dizer que te amo e que amanha tenho a entrevista Na hora que combinamos de eu levar-te ao dentista Shit...caraças, eu tenho mesmo que...TELEFONAR
Pedi emprestado um telemóvel Tenho o teu número de cor É madrugada mas vou ligar E ver se evito o pior Tou feliz, amanhã já não me acusas De nem sequer...TELEFONAR
...Chama, chama e tu não atendes Vou ligar pra fixo, mesmo assim ninguém atende Deve ser da hora E é mais uma vez que eu não...TELEFONEI
Coro: Huuuuuuuuuuuu Ni ta ku fonela (3x) Wene, wene,wene,wene
II Desde que vi mentiras nas verdades Eu divido-me em metades Metade namorado E namoramos so metade das nossas tardes E metade querem as fãs que tão sempre a...TELEFONAR
Pra falar com o Azagaia mesmo depois das vinte e três E tu atendes o celular tipo quem é desta vez É uma voz feminina que diz "Diz a ele pra"...TELEFONAR
E tu perguntas quem ela é Eu digo que eu não a connheço Eu sou artista e muitas vezes Tenho que pagar esse preço E tu sais disparada, irritada Dizes pra eu não...TELEFONAR
E ficamos de relações cortadas Tu não atendes minhas chamadas Compro flores e bom bons Vou caçar-te nas escadas Meu amor, por quê não atendes quando eu ligo Eu tou sempre a... TELEFONAR
E então fazemos as pazes Hoje eu não tou pra ninguém Esqueço o meu nome nos cartazes Esqueço fãs e paparazzis Esqueço o mundo lá fora E não atendo se alguém me...TELEFONAR
E nós fazemos amor Aliás reiventámos o amor E tu percebes o novo conceito Em cada gota do meu suor E tu te ris, das vezes que zangaste por eu não...TELEFONAR
OS ministérios da Cultura (MC) e do Interior (MINT) estão a estudar formas de redobrar o combate a pirataria na componente de produção e reprodução de material discográfico. Nos últimos anos, a pirataria tornou-se uma prática generalizada em Moçambique, particularmente nos grandes centros urbanos, onde existe material discográfico pirateado a venda em todas esquinas das cidades.
O Ministro da Cultura, Armando Artur, e o Comandante-geral da PolÍcia (PRM), Jorge Khalau, reuniram quinta-feira passada para debater este problema e encontrar formas de solucão.
Para Armando Artur, ministro da Cultura, o desafio consiste em redobrar as acções de combate a pirataria, no qual a Polícia assume o papel de proa, estendendo suas acções à escala do país.
Artur defendeu no encontro que “o combate desta prática ilícita requer uma acção integrada e inter-institucional, na medida em que a legislação, por si só, não logrará atingir o sucesso que almejamos”.
A pirataria em Moçambique é caracterizada pela gravação digital ilegal de fonogramas e videogramas, associado às facilitadas que o acesso à internet oferece.
O comandante geral da PRM, Jorge Khalau, considerou a pirataria como um crime e que deve ser tratado como qualquer outra infracção.
“A violação do direito do autor é um crime e nós precisamos desmantelar todas as industrias piratas que andam por aí” disse Khalau, tendo sublinhar que a missão não passa do envolvimento de toda a sociedade.
“Precisamos desmantelar a indústria ilegal e para tal contamos com a ajuda de todos (da sociedade, do ministério da cultura e até do próprio autor/músico) na denúncia de todo o tipo de produto pirateado, não importa a proveniência, seja nacional ou estrangeira”, disse Khalau.
A arte em Moçambique, como em qualquer outro país, constitui um instrumento de geração de riqueza, no desenvolvimento económico do país e sobre tudo na luta contra a pobreza.
O MC diz estar a desenvolver acções visando a formação de agentes fiscalizadores em matérias relacionadas com a lei dos direitos do autor e direitos conexos, assim como o combate à pirataria, para além do trabalho de mobilização e sensibilização dos criadores artísticos, agentes económicos e a sociedade em geral a contribuírem com acções de denuncia de actos de contrafacção de produtos culturais.
No encontro, ficou de comum acordo que técnicos do MC irão trabalhar com a PRM na identificação do produto cultural pirateado, existente nos mercados formais e informais.
REGULAMENTO À VISTA
Maputo, Quarta-Feira, 7 de Abril de 2010:: Notícias O GOVERNO aprovou em 2001 a Lei 4/2001 sobre os Direitos de Autor, a qual revoga o Código dos Direitos de Autor aprovado pelo Decreto-Lei 46.980, de 27 de Abril de 1966. Volvidos nove anos sobre a aprovação daquele novo dispositivo legal datado de 27 de Fevereiro de 2001, não existe ainda o seu regulamento, instrumento indispensável para a sua efectiva aplicação.
A falta de regulamento tem impedido várias acções tendentes não só ao combate à pirataria, mas sobretudo viradas para o estímulo, promoção e defesas de todas iniciativas no domínio das artes, ciência e da cultura.
Entretanto, de acordo com informações facultadas ao nosso jornal pelo director do Instituto Nacional do Livro e Disco (INLD), Boaventura Afonso, estão curso consultorias visando a produção do Regulamento da Lei 4/2001. Além do Regulamento da Lei sobre os Direitos de Autor, também foi contratada uma consultoria que neste momento está a trabalhar para a regulamentação da indústria musical.
Revelou que os consultores que estão a trabalhar sobre o Regulamento dos Direitos de Autor estão neste momento a trabalhar em algumas províncias do país, auscultando as diversas sensibilidades sobre a matéria. Disse que nesse âmbito já foram visitados às províncias de Inhambane e Nampula, esperando-se que nas próximas duas semanas, mesmo trabalho seja efectuado em Maputo.
Indicou quem em Junho próximo, os consultores vão apresentar a primeira versão do Regulamento, prevendo-se que na ocasião se organize um seminário nacional no qual o documento será debatido antes de ser levado às entidades competentes.
Entretanto, Boaventura Afonso, revelou que há várias consultorias contratadas para a produção de diferentes dispositivos legais no campo das artes, da ciência e da cultura.
Apontou como exemplos, instrumentos legais relativos à política linguística e desenvolvimento da indústria cultural.
Tukuraka Feat. Jenny & Tofu Tofu No casting, No make up, No script, this is a truly street dance music video... from maputo to Jo'burg...from m'ganda to mbaqanga waving hello to the house music...
A Top Label e um Grupo de Músicos, produto da Top Rádio, Gravado pelaTop Records , constituído por17 Elementos nomeadamente, Gabriela, Mano Velho, Abel Crisanto, Abel Laste, Gilman Ivan, Nuno Abdul, Yolanda Ana, Jafet Sitoe, Kelvin Ismael, Rui Michel , Márcia Rocha, Júlio António, Abuchamo Munhoto, Teresa Nfumo, Esperança Bembel e izaquel Maurício.
Tem como objectivo, contribuir para crescimento e continuidade da Musica Moçambicana, no conceito de unidade nacional; juntando jovens do Norte, Centro e Sul de Moçambique.
O instrumento principal deste Jovensè Voz … prometendo desta forma zelar pelos bonsusos e costumes da nossa cultura primando pela produção de Musica com conteúdo útil para Sociedade.
È um bebe que prometemos poder andar e correr em tempo útil pelo bom nome de Moçambique.
Deixo aqui ficar uma entrevista que fiz para a Revista Mocambicana O Tunel ( 3a edicao Dezembro 2008)
O Tunel: Quem é Isabel Novella? Sou eu,a menina das fotos (risos)
A quanto tempo no mundo da musica e como começou a interessar-se pela música?
Nasci e cresci rodeada de musica, meu Pai tocava guitarra e Piano e minha mãe fazia parte do corro da igreja e la em casa a musica sempre esteve muito presente, mas o que me puxou mesmo pra musica foi o meu irmão (Neco) ,com quem comecei a dar os primeiros passos na musica ,aos 5 anos ja fazia parte de um grupo de criancas (canto e dança) comecei a actuar em festivais infantis, programas televisivos e radiofónicos, e desde então nunca mais parei, ( esta e a versão mais curta da minha historia ?)
Música para si, uma paixão ou profissão? Antes de ser profissão musica e uma das minhas maiores paixões.
Quando e como começou a actuar pelo mundo afora? Em 2004 comecei a sair de Moçambique pra cantar fora, primeiramente na África do Sul onde 2 dos meus irmãos (Nello e Izildo Novela) se encontravam a viver e fazer musica,eu e a minha irmã (Cidália Novela) nos juntamos a eles e actuávamos com a banda The Novellas e também como coristas pra outros músicos, e em 2005 vim a Holanda onde me encontro agora eu e os meus irmãos e de la pra ca tenho actuado por alguns países ca na Europa,com NecoNovellas e como Isabel Novela (solo).
Como te sentes por ser um sucesso no estrangeiro e anónima no teu pais? Não diria sucesso nem anónima, sou conhecida no estrangeiro e também em Moçambique embora meu nome não seja mto popular,trabalhei com musicos Mocambicanos por muito tempo (como corista) e meu nome consta em varios trabalhos discograficos.
A quanto tempo estas a viver no estrangeiro? Costumo dizer que vivo entre Mocambique e Holanda porque desde 2004 comecei a dividir-me viajando sempre entre os dois paises e e o que tenho feito ate hoje.
Acredito que nao tenhas muitas memorias de casa ( Mocambbique). Pelo contrario tenho muitas,nunca deixei de voltar para casa e faco isso todos anos.
Sente saudades de casa,pensa em algum dia voltar ( de vez) ? Quando estou fora sinto saudades sim, dificil dizer se fico de vez porque a musica me leva pra muitos lados,mas casa e sempre casa.
Qual e o estilo de musica de Isabel Novella? Eu chamo o meu estilo de Soul funky jazz ha ha ha, a minha musica e resultado das diferentes influencias que tenho. Como corista trabalhei com diferentes musicos e em diferentes estilos,cresci a ouvir varios estilos musicais e uso tudo de positivo que vou absorvendo para fazer a minha musica do meu jeito ( buscar um estilo que me identifique)
Influencias? Varias,como ja tinha dito escuto muitos estilos de musica desde o jazz aos mais tradicionais,vou so citar alguns nomes mas a minha lista e enorme,Jill Scott,Bobby Macferrin, Erhyk Badu,Joe Zawinul,Sara Tavares,Talib Kweli,NecoNovellas,Bilal.Chet Baker, Sarah Vaughan,The roots... e muito mais ,resumindo toda boa musicae de certa forma uma influencia pra mim.
Trabahos editados? Estou neste momento em estudio a gravar o meu primeiro CD a solo,mas ja tenho 2 cds editados com NecoNovellas e o meu nome consta em outros CD's onde fiz participacoes e como corista.
Porque so agora o CD? Andei todo este tempo envolvida com musica, em concertos, e a gravar com varios musicos,sinto que ja e altura de editar um trabalho meu, ja me sinto bem preparada para tal (ganhei muita experiencia) e tenho recebido um feedback positivo do publico,isso tambem me incentiva.
Em que idioma te expressas nas tuas musicas? Misturo muito o Ingles e Portugues e tambem uso alguns dialectos como Chope e Changana.
Do teu ponto de vista como achas que recebem as tuas musicas? Sao super bem recebidas e isso me da forca para continuar a escrever,compor e cantar.
Quais sao ou qual e o teu objectivo na musica? O meu objectivo e cantar e tocar as pessoas com a minha musica,acho muito especial o facto de poder tocar as pessoas estando elas onde estiverem,nusica e algo que marca,cresce connosco,fica na nossa historia...
Constatamos que Isabel tem actuado frequentemente em lugares como: Luxemburgo,Belgica,Franca,Espanha,Netherlands,entre tantos outros. Como fazes para gerir o tempo visto que tens que escrever,compor e gravar novos sons? E simples,eu tenho sempre papel e caneta por perto e um gravador onde anoto todas ideias que me vao surgindo,componho as minhas musicas assim, e as viagens e concertos nao atrapalham nunca,pelo contrario inspiram-me. Muitas vezes gosto mesmo de escrever directo no estudio, sentir o beat e me deixar levar.
Deve ser algo inesquecivel participar em festivais como: North Sea Jazz,World Sessions,Mercato Mundial, Pure Jazz...Diga-nos, qual destes lugares representou uma experiencia memoravel e porque? O North Sea JazzFestival,e uma experiencia unica estar no mesmo festival com o Bobby Macferrin,Jill Scott ,Alicia Keys,Richard Bona,Pat Metheny,Angie Stone,Diana Krall e muitos outros grandes nomes da musica e pessoas que eu admiro e gosto muito. Ter aquela oportunidade de conviver com eles e algo para nao esquecer.
Quais sao os processos a seguir pra ter Isabel Novela a actuar em Mocambique? Uma ligacao, eu e-mail e eu to ai ha ha ha,deixo ficar aqui os contactos: isalive1@gmail.com +31648173756 +258824768280
P.S: estes sao contactos so pra shows, e para quem quiser escrever directamente pra mim,pra conversar,trocar ideias e e-mail e isanovellas@gmail.com
Tens contrato com alguma editora? Nao assinei com editora nenhuma ainda,recebi ja algumas propostas e quero ter tempo p'ra analisar,mas agora estou mesmo concentrada no meu CD ( gravacoes) e depois vamos a parte das editoras.
Como fazes pra divulgar o teu trabalho? Vou divulgando a medida que vou actuando e atraves da internet ( myspace) , radios.
O que achas do Hip-Hop? Eu gosto de Rap,para mim e um tipo de musica muito forte,costumo dizer que e mais que musica no sentido de ter a particularidade de poder influenciar em muita coisa.
Es capaz de fazer colaboracoes com artistas do Hip-Hop? Nao so sou capaz como ja fiz algumas com alguns rappers Mocambicanos como e o caso do DMG,Xitiku ni Mbaula,The Ripper e tambem rappers de fora Mic Nif ( Holanda), Soulstice ((U.S.A),Kosmico ( Portugal),gosto muito de poder contribuir no Hip-Hop,por um pouco de mim nesse lado.
Planeias lancar algum projecto este ano? (2008) Tudo vai depender do tempo andei, ocupada com concertos,neste momento estou em estudio e na quero fazer as coisas as pressas,vou levar o meu tempo a gravar e assim que tudo estiver pronto eu lanco o meu CD.Tudo a seu tempo.
Algo que queiras dizer que nao tenhamos perguntado? Estarei em Maputo brevemente e fiquem atentos a novidades.
Mbila – Música de Moçambique, é mais uma ferramenta para a divulagação da nossa música.
Este espaço é de minha autoria, o qual actualizo todas assegunda-feiras.
A materia nele contido, é buscada dos jornais, blogs e websites locais e do mundo inteiro, contribuições de artistas que usam o Mbila como uma plataforma para a divulgação dos seus trabalhos.
O nome Mbila provém do instrumento musical idiofónico mbila da família dos xilofónes, de origem Moçambicana, que é usado hoje pelo mundo inteiro em diferentes modelos e formatos.
Estão convidados todos quanto queiram contribuir com trabalho próprio ou de outro género para publicação, a enviar para o e-mail; mbilamocambique@gmail.com.
O editor, Celso Amade