Música: Ni ta ku fonela (Vou telefonar-te) Artista: Azagaia c/ Neto Álbum: Babalaze
I Eu sei que a lista é grande De todas vezes que o teu homem andou distante E o meu livro de desculpas Já nem cabe na estante ...às vezes nem me resta um instante pra TELEFONAR
Quando eu tou no estúdio Eu esqueço tudo E faço da musica o meu mundo E tu dizes que é absurdo Que eu não arranje nem um minuto Sequer pra pegar no celular e...TELEFONAR
A tua rival chama-se música O teu rival chama-se tempo Mas sempre um de cada vez Se tou na música não tenho tempo Ficas sempre em último plano E as vezes nem tenho plano de...TELEFONAR
Só pra avisar que venho tarde Ou me desculpar porque não venho E quando penso em ligar-te É crédito que não tenho E desta vez é mais uma vez Que não vai dar pra parar e...TELEFONAR
Pra dizer que te amo e que amanha tenho a entrevista Na hora que combinamos de eu levar-te ao dentista Shit...caraças, eu tenho mesmo que...TELEFONAR
Pedi emprestado um telemóvel Tenho o teu número de cor É madrugada mas vou ligar E ver se evito o pior Tou feliz, amanhã já não me acusas De nem sequer...TELEFONAR
...Chama, chama e tu não atendes Vou ligar pra fixo, mesmo assim ninguém atende Deve ser da hora E é mais uma vez que eu não...TELEFONEI
Coro: Huuuuuuuuuuuu Ni ta ku fonela (3x) Wene, wene,wene,wene
II Desde que vi mentiras nas verdades Eu divido-me em metades Metade namorado E namoramos so metade das nossas tardes E metade querem as fãs que tão sempre a...TELEFONAR
Pra falar com o Azagaia mesmo depois das vinte e três E tu atendes o celular tipo quem é desta vez É uma voz feminina que diz "Diz a ele pra"...TELEFONAR
E tu perguntas quem ela é Eu digo que eu não a connheço Eu sou artista e muitas vezes Tenho que pagar esse preço E tu sais disparada, irritada Dizes pra eu não...TELEFONAR
E ficamos de relações cortadas Tu não atendes minhas chamadas Compro flores e bom bons Vou caçar-te nas escadas Meu amor, por quê não atendes quando eu ligo Eu tou sempre a... TELEFONAR
E então fazemos as pazes Hoje eu não tou pra ninguém Esqueço o meu nome nos cartazes Esqueço fãs e paparazzis Esqueço o mundo lá fora E não atendo se alguém me...TELEFONAR
E nós fazemos amor Aliás reiventámos o amor E tu percebes o novo conceito Em cada gota do meu suor E tu te ris, das vezes que zangaste por eu não...TELEFONAR
O artista musical Azagaia estreia esta semana em Maputo o seu novo vídeo. Trata-se da produção “Combatentes da Fortuna”, título da música que dá corpo ao vídeo.
O artista faz uma abordadem social directa sobre a democratização da nação, a pobreza, o enaltecimento dos valores culturais, a recordação de figuras nacionalistas e o apelo à auto-estima.
Azagaia teve um sucesso retumbante com a música “As Mentiras da Verdade” que é igualmente um grito Azagaia.
Muito ja foi dito e repetido em relacao ao tema "a marcha" do Azagaia. Mas ate aos dias de hoje, continuamos a receber conrrenspondencia inquirindo sobre o mesmo, assim, passamos na integra o video e a letra...
Verse 1 Eu falo de povo para povo Porque eu sou povo e tu és povo Usamos a mesma linguagem E quando tu falas eu te oiço Quando eu falo tu me ouves Partilhamos as mesmas dores Se te cansaste de pedir favores
Entao venha para MarchaTu que és mal pago Mas te esfolas no trabalho Tu que não és pago
E recebes esmolas no trabalho
Sim tu que és humilhado por não teres ido à escola Ninguém percebe que tiveste que pegar cedo no trabalho
Tu que pagas impostosficas sem nada nos bolsos Tu que fazes dirigentes engordarem como porcos
Tu que não percebes economia nem política Dizem que o país desenvolve mas no teu prato nao vês comida
Tu que serás lembrado só nas próximas eleições E verás o candidato em helicópteros e aviões
Tu que vieste pra cidade à procura de sustento Porque no campo a agricultura não dura sem investimento
Tu que te apertas com os teus filhos num quarto de dependência Acordas cedo, dormes tarde a lutar pela independência
Sim tu que és escorraçado nos passeios da cidade A mesma polícia que te escorraça não quer criminalidade
Tu que te formaste mas isso não basta no currículo Mais importante que habilitações é ser membro do partido
Tu que és do Centro, és do Norte e às vezes dói-te muito Ver tua província empobrecer, será que Moçambique é só Maputo?
Tu que perdeste a tua família no Paiol de Malhazine E não viste os culpados serem julgados pelo crime
Tu que perdeste heróis e amigos vítmas deste regime Se não gritares comigo eles não pagam pelo crime.
Refrão Ladrões----fora Corruptos----fora Assassinos----fora Gritem comigo pra essa gente ir embora
Ladrões----fora Corruptos----fora Assassinos----fora Gritem comigo pois o povo já não chora
Verse 2 E o povo apenas pede transparência Queremos uma auditoria nos ministérios e presidência Um levantamento de bens e orçamento Os zeros no vencimento Pra combatermos a pobreza vamos combater o enriquecimento
Baixem o salário dos deputados
Directores e ministros E essas regalias dos Mercedes e subsídios É tanto luxo, no meio do desemprego e do lixo Porque que num país tão pobre os dirigentes são tão ricos?
Declarem os vossos bens antes de assumirem as pastas
Ao povo o que é do povo
Não é pra construirem casas No Triunfo e Belo Horizonte Enquanto jovens recém-formados vêm o futuro sem horizonte E é mesmo lá na fonte
Que esse Fórum Anti-Corrupção Tem que apontar os corruptos
Se não encontram corrupção Então vocês são os corruptos
Mudem o modo de governar ou então mudem o governo É que nem o Império de Gaza foi eterno
Vamos mudar a nossa estratégia de luta Se os ricos roubam os pobres
Vamos combater a riqueza absoluta
E se há salario mínimo que haja salário máximo Pra cada cidadão um cargo de chefia no máximo
E a Constituição da República que seja destribuída Nas escolas, nas igrejas e divulgada pelos media
Abaixo o pacifismo, vamos andar de cabeça erguida Nem que pra isso tenhamos que sacrificar alguma vida.
Azagaia, o Revolucionario" do Hip Hop, um dos mais badalados musicos da nossa praca, fala para o Channel O. Confira na entrevista com o apresentador que dispensa apresentacao, Duke Williams.
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Era Segunda-Feira 9 de Junho se não me falha a memória. Estava eu a caminho da minha humilde casa depois de um longo e exaustivo dia de trabalho. Plantado numa das paragens de “chapas” da nossa maravilhosa cidade de Maputo, pronto para enfrentar a terrível batalha diária habitual naquela hora, recebo uma chamada dum número desconhecido mesmo no momento em que finalmente consigo empuleirar-me nas costas do cobrador. Atendo logo de seguida, e para o meu espanto era o apresentador do programa Moçambique em Concerto, programa este que vai ao ar todos os Domingos no canal da nossa bem-amada Televisão de Moçambique.
Gabriel Júnior, muito amavelmente dirigiu-se a mim e formulou um honroso convite para ir ao Moçambique em Concerto no Domingo que se seguia. Bem...estava naturalmente espantado. Nunca tinha imaginado, nem nos meus sonhos mais molhados, receber um convite para uma tão excitante participação naquele famigerado programa televisivo, porque como devem imaginar, eu e o Estado Moçambicano não morremos de amores um pelo outro (a nossa novela já vai a muitos capítulos) e a TVM é um canal controlado pelo estado. Portanto, embora fosse desejo de alguns compatriotas a minha ida aquele programa, cá entre nós, era mais fácil a galinha criar dentes que eu ir parar ali.
Facto é facto, convite recebido, convite aceite. O Gabriel Júnior, de seguida sugeriu que nos encontrassemos antes da minha ida ao programa, encontro esse que aconteceu na Quarta-Feira. Ele falou-me das questões que iria colocar-me e das músicas que gostaria que eu cantasse. Interessante é que o Gabriel não pressionou-me de forma alguma para que eu não fosse eu. Disse que sabia que a minha imagem iria dividir opiniões, mas como o seu programa tem (ou tinha) um carácter imparcial, ele estava disposto a correr o risco, que já tinha autorização da directora de programas e que estavam todas as condições criadas para a minha ida.
O Gabriel Júnior tinha uma nobre intenção, segundo ele, mostar a sociedade moçambicana que o músico Azagaia não é só o crítico, mas também alguém que sonha, chora, ri, apaixona-se e fala sobre isso nos seus temas. Para isso sugeriu que um dos temas que eu cantasse fosse o romântico “Ni ta ku fonela,” (faixa nº 9 do álbum Babalaze) tema que ele tem como um dos seus preferidos, e o meu lado crítico seria espelhado pela música “As Mentiras” (faixa nº 4 do álbum Babalaze) .
Chegados aqui, é altura de falar-vos do surpreendente (será?). Qual é o meu espanto quando na Sexta-Feira da semana que eu supostamente iria ao Moçambique em Concerto, a noitinha, liga-me alguém que dizia ser da TVM e produtor daquele programa informando-me que infelizmente eu já não poderia ir naquele domingo ao programa por motivos que nem ele soube explicar claramente. Mas deixou aberta a possibilidade de eu lá ir na edição seguinte. Desliguei o celular, e de seguida mandei uma sms para o Gabriel Júnior a exigir que pelo menos fosse ele a “desconvidar-me”. O apresentador respondeu-me dizendo que também estava espantado com o sucedido, mas que eu não deveria preocupar-me pois tudo iria dar certo.
Domingo, vejo outro artista no meu lugar, ligo para o Gabriel Júnior e ele diz-me o seguinte: “Desculpa mano, por não ter te ligado antes, mas o que aconteceu é que, um dos vários administradores da TVM que devia dar a permissão para tua ida ao programa, depois de já ter passado duas vezes o spot publicitário a anunciar-te, exigiu que se cancelasse a pubilicidade e a tua ida, porque diz que não foi consultado. Mas não te preocupes, Segunda-Feira faço uma carta especialmente para ele, anexo a autorização da directora de programas e entre Segunda e Terça-Feira ligo-te a confirmar a tua ida ao programa no próximo Domingo.”
Segunda-Feira passou, Terça-Feira passou, Quarta-Feira passou, Quinta-Feira também passou e na Sexta-Feira, data em que escrevo esta carta, oiço dizer que já está passar na TVM a publicidade da ida de outro músico ao Moçambique em Concerto, não eu. Bem, o Gabriel Júnior não me ligou ainda, hoje sexta-feira dia 20 de Junho de 2008 e francamente duvido que ele ligue, acho que já não adianta mesmo, embora um simples pedido de desculpa não faça mal a ninguém.
Dos factos a análise: O tal administrador não autorizou a minha ida ao programa e nem teve conhecimento dela durante os 5 dias úteis da semana, viu a publicidade pela televisão onde trabalha e mandou cancelar por falta de conhecimento. De Sexta-Feira para Domingo, a TVM conseguiu arranjar outro músico para ir no meu lugar, conseguiu o conhecimento e a autorização do tal adimistrador, coisa que não conseguiu em 5 dias úteis da semana para o meu caso. Mesmo que este estranho facto fizesse algum sentido, porquê não fui convidado para o programa da edição seguinte conforme o prometido? Será este programa é realmente merecedor do selo “made in mozambique”? Serei eu estrangeiro do meu próprio país? Será isto censura? Não basta não passarem os meu video clipes? Não me atrevo a responder a tais perguntas, senão ainda corro o risco de ir parar na Procuradoria da Cidade pela segunda vez, quem sabe acusado de defamação e calunia, nunca se sabe! Bem, menino queixoso que sou, venho dizer, mesmo fora do programa:
NÃO TIRO O CHAPÉU PARA A TELEVISÃO DE MOÇAMBIQUE E PARA TUDO QUE ELA REPRESENTA.
O Festival Mestiço de 2008 traz a oportunidade para ouvir alguns dos grandes fenómenos da World Music da actualidade, incluindo as sempre inovadoras mestiçagens entre as tradições musicais e as tendências mais recentes de géneros como o Hip Hop, a Electrónica ou o Rock. De 26 a 29 de Junho, está convidado a visitar geografias e géneros musicais eclécticos e contagiantes. Moçambique estará presente em Portugal, mais concretamente no Porto e estará muito bem representado sim, se calhar pelo seu “melhor” cartão de visita, Azagaia e os Timbila Muzimba. Azagaia, ou seja, Edson da Luz, rapper da Cotonete Records, autor da obra discográfica intitulada “BABALAZE” donde ressonamos os clássicos temas “As mentiras da verdades”, “Marcha”, “eu não paro” e outros mais, acaba de descolar de um avião da TAP, no aeroporto de Mavalane, em Maputo, quando eram sensivelmente 15:30Hrs, em direcção a Portugal para participar dum mega festival de musica na cidade do Porto. Trata-se de um evento que vai na sua segunda edição, tendo já desfilado naqueles palcos respeitáveis nomes da musica a nível mundial. Veja abaixo o perfil dos artistas programados para esta noite (27 de Junho).
MARCELO D2 (Brasil) Nesta noite destaca-se o carioca Marcelo D2, rapper que se celebrizou com a sua banda Planet Hemp, nos anos 90. O álbum Eu Tiro é Onda marcou o início da sua carreira a solo, há dez anos e desde logo contou com a participação de nomes de peso do rap de São Paulo e do Rio de Janeiro, como Black Alien & Speed e BNegão. A mistura de elementos do samba com Hip Hop é a sua imagem de marca, apurada no terceiro álbum, Meu Samba é Assim, com a participação especial de grandes nomes do samba – como Zeca Pagodinho e Alcione – e do rap – como Marechal e Aori.
MC K (Angola) Começou com demonstrações para pequenos grupos alternativos, mas rapidamente foi descoberto pela imprensa internacional. Ao segundo álbum de originais, o rapper angolano aceitou o desafio de trazer a sua mensagem ao Porto, a convite da Casa da Música. Politicamente crítico, aos 26 anos, MC K pretende ajudar a construir um país onde a liberdade de expressão seja uma realidade acessível a todos.
MANIF3STOS + DANY SILVA (Cabo Verde / Portugal ) Deixaram-se seduzir pelo drum’n’bass, o soul, a electrónica e no álbum de estreia que vêm apresentar à Casa da Música, Gerasons, os Manif3stos debatem as múltiplas realidades sociais, culturais, tecnológicas e económicas em que vivemos. Um disco que conta com a participação especial de Sagas, Tranquilo, DJ Kwan, Conflito e Dany Silva, músico, cantor e compositor cabo-verdiano que já colaborou com Rui Veloso, Mariza ou Tito Paris.
AZAGAIA (Moçambique ) Despertou a atenção de Moçambique e do mundo pela sua crueza e revolta. O jovem universitário Azagaia (aka Edson da Luz), de 23 anos, aborda uma série de temas da actualidade moçambicana, desde o assassinato do jornalista Carlos Cardoso, à corrupção e até aos esquadrões da morte no seio da polícia. Recentemente editado em Portugal, Babalaze dá a conhecer o músico que já fez parcerias com Valete e que se identifica com Boss AC e Sam The Kid.
Para mais informações descarregue aqui todo o programa do festival ou visite http://www.casadamusica.com/ Para além do evento em destaque, Azagaia leva na sua agenda uma série de actividades que espera concretizar (se sobrar tempo claro, porque o mano vai ter uma semana atarefadíssima por lá... eu que o diga) como, por exemplo, entrevistas àss diversas televisões e rádios portuguesas e estrangeiras, sessões de fotografias e autógrafos com os fans, gravação de musicas com alguns artistas e etc e etc. Aza, desejamos-te muita sorte por lá, e de o teu melhor (o que para ti não e nada difícil).
Capa do CD Babalaze autografado (Ofertado ao Djo da Gpro)
1- EVENTOSMZ- Como foi que começou a cantar? AZAGAIA- Comecei a cantar em 1997. Antes já escrevia poesia, muito inspirado em Craveirinha. Eu nasci em Namaacha. Vim para Maputo com 10 anos e com as novas influências comecei a outros estilos de música, como Bone Thugs N´Harmony, Gabriel o Pensador, SSP, Busta Rhymes, Woo Tang, Method Man e mais tarde Boss Ac. Foi a partir daí que comecei a escrever as minhas rimas. Por volta de 1999 juntei-me ao Escudo e formámos a Dinastia Bantu, e foi mais ou menos esse o meu trajecto inicial.
2- EVENTOSMZ- O seu primeiro single foi As Mentiras da Verdade. Quais são, afinal, as verdades de Azagaia? AZAGAIA- (Risos)...as minhas verdades...hum...é complicado. Eu fiz a música porque tinha muitas dúvidas. Notei que havia muita manipulação da informação, principalmente após a assinatura dos Acordos de Paz. E foi num papo com o Hernâni que vi que as pessoas seguem o que vêm na rádio e na tv. Foi por aí que surgiu a música, para questionar as “ditas verdades” que conhecemos: Samora Machel, Anibalzinho, Carlos Cardoso, Cahora Bassa. São todos casos mal explicados. Eu acredito que nós podemos ser um pouco mais verdadeiros uns com os outros...
3- EVENTOSMZ- Tem consciência de quão polémicas são as suas mensagens? Num país como Moçambique, não é perigoso ser tão frontal? AZAGAIA- Ya. É assim, realmente é um risco que se tem que correr. Todas as profissões têm os seus riscos. E, naturalmente, se quisermos alcançar os nossos objectivos temos que correr esses riscos. Quanto a ser polémico ou não...bem, eu acho que a polémica é o dia-a-dia, não quando alguém diz aquilo que pensa. Quando surge alguém que diz como uma mensagem diferente é facilmente apelidado de polémico. Eu sei que é perigoso, mas acho que é mais perigoso quando quem se quer expressar está sozinho. Mas agora já começo a sentir mais calor humano à minha volta. Sinto-me mais acompanhado e seguro até, de certa forma.
Cartaz Babalaze de Azagaia
4- EVENTOSMZ- Lancou o seu album recentemente, "Babalaze",porque escolheu esse nome como titulo? Como e que o album esta a ser recebido dentro e fora de Mocambique? AZAGAIA- Babalaze significa ressaca. Surge inspirado num livro de Craveirinha, Babalaze das Hienas, que retratava o período pós guerra civil. Então peguei na palavra, Babalaze, que simboliza um momento pessoal: eu estava numa altura em que ia lançar o meu álbum a solo e quis que o título simbolizasse o meu estado de espírito. E eu procuro sempre pegar o que é nosso (moçambicano) e daí essa palavra: Babalaze e não ressaca, em português, como forma de valorizar o que é nosso. Quando falamos da receptividade do álbum, posso dizer que dentro de Moçambique está a ser muito bem recebido. No primeiro dia foram quase 700 cópias vendidas.
Foi um momento único e marcante! Muito mais que vender, foi um espaço de sinceridade, de partilha e troca de sensações. Aquele dia foi um espelho do quanto o cd era esperado. E tenho tido um feedback muito positivo. Tive a oportunidade de viajar para a Beira, e acho que foi o melhor concerto que já dei. O calor humano foi mesmo incrível! Espero voltar lá mais vezes. Fora de Moçambique não sei bem. Só sei através de alguém que compra para levar para amigos ou familiares que estão fora. Dei entrevistas à BBc, à Agência Lusa e à Revista Visão, por exemplo. Ah, os meus discos vão passar a ser vendidos em Portugal, a partir de Março, numa edição especial para Portugal.
5- EVENTOSMZ- Quais são as suas referências musicais? AZAGAIA- Actualmente o people da Cotonete Records. É um pessoal nota 10 para mim. Saindo um pouco da label, a GPRO, 100 Paus, 2 Caras, 3H, o Simba, Xitiku Ni Mbuala. Fora de Moiçambique...hum...em Portugal admiro o Valete, o Boss Ac, Sam the Kid. Nos EUA, Talib Kweli, Common Sense. E recentemente Jay Z, curiosamente. Na África do Sul, gosto de Proverbe. Fora do hip hop, curto Stewart, Kapa Dech, Wazimbo, Baka, que toca fusion e a banda Ndjango. Uma vez perguntaram-me o que era música moçambicana. Eu acho que música moçambicana é aquela que é feita com elementos da nossa terra. Senão a nível instrumental, pelo menos a nível de mensagem. Dizer o que as pessoas vivem, falando daquilo que os moçambicanos vivem e sentem. Eu faço música para o meu povo.
6- EVENTOSMZ- Sabemos que já trabalhou em parceria com rappers como a Dama do Bling ou com Valete. Como foram essas experiências? Com quem gostaria de trabalhar, no futuro? AZAGAIA- Começando pela Dama do Bling. Eu fui muito criticado mas, desde o princípio, sempre gostei do flow dela. Ela tem uma segurança quando canta e também tem um espírito rebelde, de querer afirmar-se diferente. Ela tem uma linha própria. E sempre achei que devia ter um espírito crítico dentro dela. Quando nos encontrámos, eu sugeri que falássemos de crítica social. E decidimos falar sobre a hipocrisia das pessoas. Ela é muito talentosa e simpática. Foi positivo e acho que deu para quebrar alguns preconceitos que existem. Com o Valete foi muito mais fácil. Estamos na mesma área e fazemos o mesmo hip hop. Foi uma ideia dele fazermos a música alternativos. Falámos sobre o que é ser alternativo para cada um de nós. Conhecemo-nos pela net. Ele gravou a parte dele lá e eu a minha cá e fizemos a troca via net. Até hoje ainda não nos conhemos pessoalmente. A net dá-nos essa hipótese de encontrarmos outras pessoas que pensem como nós noutras partes do mundo. Quanto a futuras parcerias...fora do hip hop, gostava de trabalhar com o Tony Django, dos K10, que tem uma voz excepcional. A nível de hip hop nacional, acredito que acabarei fazendo música com quase todos, dada a dimensão do nosso mercado. Quem sabe um dia com a Sara Tavares e com os rappers que mencionei de Portugal . Enfim, gostaria de fazer música com os músicos que admiro.
7- EVENTOSMZ- Onde se inspira para escrever as suas músicas? AZAGAIA- Eu procuro inspirar-me no que eu leio. A leitura é uma base para interpretar a realidade. O que eu leio, associado ao que eu vivo...e também pelos sentimentos: o amor; as tristezas, algumas lamentações... Hoje em dia, cada vez mais me assumo como uma pessoa que quer combater esta banalização dos sentimentos das pessoas, o capitalismo selvagem, o consumismo. Já não temos tempo para bater um papo com um amigo. Vivemos num fenómeno de informatização do mundo. A falta de tempo que temos vindo a sentir é um sinal da vida que estamos a levar, nesta época de globalização. E nós, africanos, somos vítimas; somos peões nesse jogo de xadrez.
8- EVENTOSMZ- O que podemos esperar do Azagaia para 2008? AZAGAIA- Primeiro, tenho agendados três novos vídeos. Quero também apoiar os outros artistas da Cotonete: o Islo, o Pitchó e talvez a Iveth. E começar a gravar o meu próximo cd. Quero conhecer mais gente e aproximar-me mais de outras pessoas.
9- EVENTOSMZ- Assume-se como um porta-voz da juventude moçambicana? AZAGAIA- Na medida em que sou jovem e faço música, acho que sim. Acho que sinto e vivo o mesmo que muitos jovens também passam e sentem. O mais importante é que acho que falo de povo para povo.
10- EVENTOSMZ- Foi considerado figura do ano de 2007 e uma das cinco(5) figuras de 2007 pelo jornal Online "Canal de Mocambique" e pelo Blog "Diario de Sociologo", respectivamente. Como se sente? AZAGAIA- Sinto-me muito lisonjeado. Eu não sei se é todos os anos que alguém tão jovem é considerado figura do ano. Penso que foi uma lição para quem pensa que a juventude moçambicana está adormecida. É gratificante sentir que há reconhecimento pelo trabalho que tenho feito.
11- EVENTOSMZ- Que mensagem gostaria de deixar para os seus fãs? E qual o seu comentário ao site http://www.eventosmz.com/?
AZAGAIA- Fãs? Prefiro a palavra admiradores. Agradeço pela força e apoio que me têm dado. São muito importantes. E desejo que continuem a apreciar mais Azagaias que tragam uma mensagem diferente e vos façam pensar e não apenas dançar. Quanto ao site é extremamente positivo. Acho que o pessoal já tem um espaço para ter acesso à agenda, para conhecer os artistas. Dou-vos os parabéns e espero que cresçam cada vez mais. E para o people da Cotonete, dizer que nós vamos limpar os ouvidos de muita gente e trazer-vos muito boa música em 2008.
Música: Povo no poder Artista: Azagaia Label: Cotonete Records
Já não caímos na velha história Saímos p`ra combater a escória Ladrões Corruptos Gritem comigo p´ra essa gente ir embora Gritem comigo pois o povo já não chora
I
Isto é Maputo, ninguém sabe bem como O povo que ontem dormia hoje...perdeu o sono Tudo por causa desse vosso salário mísero O povo sai de casa e atira pra o primeiro vidro Sobe o preço do transporte sobe o, Preço do pão Deixam o meu povo sem Norte deixam o, Povo sem chão Revolução verde, só vemos na nossa refeição Agora pedem o que?...Ponderação Pondera tu, antes de fazeres a merda De subires o custo de vida E manteres baixa a nossa renda Esse governo não se emenda mesmo...NÃo Vai haver uma tragédia mesmo...SIM Mesmo... Que venham com gás lacrimogéneo A greve tá cheia de oxigénio Não param o nosso desempenho Eu vou lutar, não me abstenho
Senhor presidente, largaste o luxo do teu palácio Finalmente te apercebeste que a vida aqui não está fácil E só agora é que reunes esse conselho de ministros O povo nem dormiu, já tamos há muito reunidos Barricamos as estradas Paralisamos esses chapas Aqui ninguém passa Até as lojas estão fechadas Se a policia é violenta Respondemos com violência (O quê?) Muda a causa pra mudares a consequência Mais de metade do meu salário vai pra impostos e transporte Se o meu filho adoece fica entregue a sua sorte Enquanto isso, esse teu filho está saudável e forte Vive na fartura leva uma vida de lord Viver aqui é um luxo, o custo é elevadíssimo Trabalhamos como escravos e entregamos tudo no dízimo Baixa a tarifa do transporte ou sobe o salário mínimo Xeeeeeeeee...isso é o que deves fazer no mínimo À não ser que queiras fogo nas bombas de gasolina Assaltos a padarias, ministérios, imagina Destruir os vossos bancos comerciais, a vossa mina Governação irracional parece que contamina Que tenham aprendido a lição E não esperem pela próxima Aviso-vos meus senhores que terão pela próxima
O Norte-PRESENTE O Centro-PRESENTE O Sul-PRESENTE MOÇAMBIQUE
Coro: POVO NO PODER (16X)
"...Manos e manas, Quando a comunicação social anunciou o recorde do preço do barril de petróleo, já se adivinhava uma nova subida do preço do combustível no nosso país o que causaria um agravamento de preços de produtos básicos. A seguir a comunicação social veio e confirmou os receios de todos nós, o combustível ia subir, o pão ia subir, e pior que tudo isso... o chapa ia igualmente subir, ora... ninguém estava a espera desta, talvez porque fosse inconcebível para um moçambicano que ganha o que ganha pensar sequer na hipótese do chapa subir. Bem..., o chapa ia subir mas discutia-se ainda para quanto ( o governo e os transportadores), as propostas eram tão absurdas que ou preocupavam-nos muito ou faziam-nos rir, veja-se esta: de 5Mt à 7.5Mt para14.5Mt à 19Mt se não estou em erro, uma subida na ordem de mais de 100%... he he he éramos nós a rirmo-nos da vida ou a vida a rir-se de nós.
Depois do tal braço de ferro entre os chapeiros e o governo, chegou-se a marca de 7.5Mt à 10Mt (bem, há quem diga que aquelas propostas absurdas eram só para o governo se fazer passar por herói baixando tudo aquilo...bocas!). Estávamos nas vésperas do fim de semana longo do Dia dos Heróis, e devido a tranquilidade que se vivia(embora alguns depoimentos que passavam na TV indicarem um desespero do povo) pensava-se: ou as pessoas conformaram-se, ou estão tão desnorteadas que nem sabem que fazer.
Na segunda-feira dia 4, circulavam algumas sms sobre uma possível greve no dia seguinte, dia em que entrava em vigor a nova tarifa, mas...duvido que se tenha levado à sério dada a passividade que nos é característica. Terça-feira dia 5, pela manhã, estava eu fora de casa a fazer os meus exercícios matinais quando comecei a ouvir rumores duma greve que estava a acontecer na periferia... será?...recebia varias sms que reportavam o mesmo, e só quando o meu companheiro Keleza ligou-me a dizer que estava a presenciar a confusão, é que eu me dei conta da seriedade do assunto. Diziam que estava a ser transmitido em directo pela TV, nem mais...corri de imediato para casa e pelo caminho (na zona da baixa) notei um certo alvoroço nas ruas e...sim senhora! Estava a acontecer mesmo, o povo se rebelava contra a nova tarifa, aquilo foi o que se viu, nenhum chapa estava autorizado a circular e eu mesmo presenciei um deles a ser apedrejado pelo povo. Coisa igual há muito que não se via, lembro-me de algo pior no ano de 1992 se não me falha a memória e pelo mesmo motivo, o povo literalmente destruiu a cidade.
O povo queria destruir tudo que fosse sinónimo de riqueza e bem estar, carros, lojas, bancos, e não escaparam as bombas de gasolina e padarias. Grande cagaço...o pessoal da classe média e alta nem punha o nariz fora de casa, o povão estava dicidido. O governo reagiu de forma cobarde, mandou os seus cães de guarda, a nossa famosa policia que foi lá e fez o que melhor sabe fazer, violentou o povo, tiros para o ar com balas de borracha para dispersar o povo rebelde...tiros para o ar? Balas de borracha só? Bem, o que se sabe é que houve vítimas mortais desses tiros, quem paga? Isso é outra história. E por aí à fora...não quero aqui fazer um rescaldo, era só para lembrar.
Agora, o que me fez escrever este texto é facto de eu ter feito uma música sobre estes acontecimentos e a coragem heróica do povo. Povo...afinal quem é o povo? Sabe... eu que julgava saber muito bem a resposta para esta pergunta, confesso que na terça-feira fiquei em dúvida, isto porquê...
ora vejamos: ouvi muita gente conhecida a dizer que o povo está fazer greve mas com uma expressão de claro distanciamento, curiosamente esse discurso vinha de pessoas da classe média e alta que provavelmente não se incomodavam assim tanto com a subida dos chapas...perdoem-me se me engano. Eu penso que se dependesse da classe média não haveria greve nenhuma, reclamaríamos sim nos corredores do serviço, nos murros dos prédios, na segurança dos nossos lares mas não passaria disso. E foi enjoado com essa apatia que liguei para o Keleza e disse-lhe claramente que nós tínhamos que nos manifestar, mostrar a nossa posição, afinal de contas somos povo não somos?! Para a minha felicidade e conforto ele concordou imediatamente, nós como artistas também somos povo e temos que mostrar a nossa posição perante este problema que também é nosso, estávamos no momento cheios de emoção mas vazios de estratégias, mas íamos pensar...surgiu à tardinha a ideia de convocarmos outros artistas e nos dirigirmos a imprensa, aproveitariamos a conferência de imprensa que seria dada pelo governo naquela tarde, mas depois achamos melhor esperar pelo pronunciamento do governo para reagirmos, o Joe votou para esta posição e ficamos à espera, mas nunca mais se ouvia algo da comunicação social, o que só veio a acontecer à noite na hora do telejornal.
Durante a manhã e a tarde eu recebia varias mensagens de pessoas a pedirem-me para escrever uma música sobre a greve, ligaram-me outras a dizerem que eu já devia ter preparado uma bomba para a ocasião, mas eu à principio não queria ser o ladrão feito pela ocasião e quase que nem considerei essa hipótese, pensava para mim que seria demasiado óbvio, inclusive o meu companheiro Izlo fez o mesmo comentário, que o tema cansaria as pessoas...política e mais política. Estava convencido de que não ia escrever nada sobre o assunto até que vendo o tempo passar e confrontado com a triste realidade de ninguém para além do povo da periferia se "pronunciar" sobre o assunto, decidi começar a rabiscar qualquer coisa só para libertar o desejo de me manifestar. Não estava certo se gravava aquilo...estava puro, vinha do fundo meu coração mas...receava ser demasiado óbvio e previsível...
QUE SE LIXE A PREVISIBILIDAE!!!!!!! Eu é que não vou ficar alheio a isto, pensem o que quiserem pensar, chamem-me os nomes que me chamar, oportunista, comercial, o rapaz dos desabafos ou sei lá o quê! Mas antes de me apelidarem, perguntem-se onde vocês estavam, o que estiveram vocês a fazer quando o povo da periferia estava a manifestar-se. A greve resultou, mas não resultou apenas para os que arriscaram as suas vidas nas ruas, resultou também para ti que estavas a curtir o fim de semana que se prolongou, tu que estavas a fazer piadas sobre os que se entregavam de corpo e alma à luta, tu também vais pagar 5Mt e 7.5Mt no chapa e não 7.5Mt e 10Mts, e de certeza vais poupar um pouco mais e vais respirar de alívio. As várias associações da sociedade civil não mostraram a sua posição, os músicos, os escritores, e todos que seriam afectados directa ou indirectamente pela subida dos chapas. Detestei essa falta de organização nossa, esse distanciamento, podíamos ter feito mais, podíamos ao menos ter sido mais solidários e mostrado a nossa união. Eu fiz humildemente esta música para mostrar a minha solidariedade, podia ter feito mais reconheço, mas cada um na sua frente. Eu uso a música para lutar e tu??
"Povo no poder" é uma música de celebração do poder do povo, júbilo e glória, quero dedicá-la em especial aos que perderam a vida nesta greve, vítimas da nossa polícia, esses para mim são verdadeiros heróis, dignos de repousarem na cripta dos nossos corações, com a chama sempre acesa. POVO NO PODER!!!!...".
Por: Azagaia
http://cotonetemoz.blogspot.com/
O rapper Azagaia, autor da polémica música as mentiras da verdade, e lançou o seu novo trabalho. Confira aqui a letra duma das músicas que já está a fazer muito sucesso, sobretudo nos círculos de debates intelectuais. Veja e ouça aqui:
A Marcha Eu falo de povo para povo Porque eu sou povo e tu és povo Usamos a mesma linguagem E quando tu falas eu te oiço Quando eu falo tu me ouves Partilhamos as mesmas dores Se te cansaste de pedir favores Então venha para Marcha Tu que és mal pago Mas te esfolas no trabalho Tu que não és pago E recebes esmolas no trabalho Sim tu que és humilhado por não teres ido à escola Ninguém percebe que tiveste que pegar cedo no trabalho Tu que pagas impostosficas sem nada nos bolsos Tu que fazes dirigentes engordarem como porcos Tu que não percebes economia nem política Dizem que o país desenvolve mas no teu prato não vês comida Tu que serás lembrado só nas próximas eleições E verás o candidato em helicópteros e aviões Tu que vieste pra cidade à procura de sustento Porque no campo a agricultura não dura sem investimento Tu que te apertas com os teus filhos num quarto de dependência Acordas cedo, dormes tarde a lutar pela independência Sim tu que és escorraçado nos passeios da cidade A mesma polícia que te escorraça não quer criminalidade Tu que te formaste mas isso não basta no currículo Mais importante que habilitações é ser membro do partido Tu que és do Centro, és do Norte e às vezes dói-te muito Ver tua província empobrecer, será que Moçambique é só Maputo? Tu que perdeste a tua família no Paiol de Malhazine E não viste os culpados serem julgados pelo crime Tu que perdeste heróis e amigos vítimas deste regime
Se não gritares comigo eles não pagam pelo crime.
Refrão:
Ladrões——foraCorruptos——foraAssassinos——fora
Gritem comigo pra essa gente ir embora
Ladrões——foraCorruptos——foraAssassinos——fora
Gritem comigo pois o povo já não chora
II
E o povo apenas pede transparência Queremos uma auditoria nos ministérios e presidência Um levantamento de bens e orçamento Os zeros no vencimento Pra combatermos a pobreza vamos combater o enriquecimento Baixem o salário dos deputados Directores e ministros E essas regalias dos Mercedes e subsídios É tanto luxo, no meio do desemprego e do lixo Porque que num país tão pobre os dirigentes são tão ricos? Declarem os vossos bens antes de assumirem as pastas Ao povo o que é do povo Não é pra construírem casas No Triunfo e Belo Horizonte Enquanto jovens recém-formados vêem o futuro sem horizonte E é mesmo lá na fonte Que esse Fórum Anti-Corrupção Tem que apontar os corruptos Se não encontram corrupção Então vocês são os corruptos Mudem o modo de governar ou então mudem o governo É que nem o Império de Gaza foi eterno Vamos mudar a nossa estratégia de luta Se os ricos roubam os pobres
vamos combater a riqueza absoluta E se há salário mínimo que haja salário máximo Pra cada cidadão um cargo de chefia no máximo E a Constituição da República que seja distribuída Nas escolas, nas igrejas e divulgada pelos media Abaixo o pacifismo, vamos andar de cabeça erguida Nem que pra isso tenhamos que sacrificar alguma vida.
Mbila – Música de Moçambique, é mais uma ferramenta para a divulagação da nossa música.
Este espaço é de minha autoria, o qual actualizo todas assegunda-feiras.
A materia nele contido, é buscada dos jornais, blogs e websites locais e do mundo inteiro, contribuições de artistas que usam o Mbila como uma plataforma para a divulgação dos seus trabalhos.
O nome Mbila provém do instrumento musical idiofónico mbila da família dos xilofónes, de origem Moçambicana, que é usado hoje pelo mundo inteiro em diferentes modelos e formatos.
Estão convidados todos quanto queiram contribuir com trabalho próprio ou de outro género para publicação, a enviar para o e-mail; mbilamocambique@gmail.com.
O editor, Celso Amade