quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Entrevista com Dj Ardiles

Entrevista com DJ Ardiles para o Channel O.



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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Dilon Djindji aconselha a juventude

Dilon Djindje, um dos alicerces da Marrabenta, envolvido na musica de fusao com o Hip Hop, conversando com Duke Williams para o channel O, deixa ficar um conselho de quem ja experimentou muito... Confire no video.

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segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Sobre MC Roger

Rogerio Dinis na compania de Eduardo Paim nos anos 90.


Aos 5 de Junho de 1969 com a emigração da sua mãe para Portugal Rogério Dinis vai viver com os Avôs a ilha de Inhaca. Aos 12 anos retorna a cidade de Maputo para continuar os seus estudos . De Maputo, vai ao encontro de sua Mãe a Portugal já lá estabelecida. É lá onde nasce o interesse pelo mundo da televisão.

Volvidos três anos em terras Lusas regressa para Moçambique afim de realizar o sonho de tentar a sorte na Televisão. Lugar onde entra para a então TVE (actual TVM) por via de João Ribeiro (actual realizador na STV) para o Programa Espaço Aberto. Primeiro como apresentador. Com a saida do João Ribeiro, Rogério Dinis assume as rédeas do programa. Estamos nos anos 80. É o primeiro a introduzir o Kwassa Kwassa nos programas da TVE e também o "rap" americano.



Sob influência de músicas de cantores como Michael Jackson, Tupac Shakur nasce o seu interesse pela música.

A sua entrada para o mundo da música dá se pela mão de Zema, que depositou confiança nele, ainda que perplexo com a visão e ideais de Rogério Dinis, nome pelo qual é então conhecido. Estamos na decada 90. É nesta altura que Rogério Dinis imbuido por uma estratégia de Marketing decide adoptar o nome artístico de MC ROGER. É também nesta altura que o já MC ROGER lança o seu primeiro Disco Compacto (CD), Moçambique Minha Paixao onde figura o seu primeiro sucesso intitulado "EM Maputo me sinto bem"

Lançada a sua primeira obra MC nunca mais pára, até porque o primeiro CD vende 10.000 copias correspondentes, a um disco de prata. A seguir arrecada mais três discos de ouro, na sequência de outros dois albuns nos quais contracena com Mr. Arseen. Contacto feito a MC Roger no seguimento do já anunciado sucesso de MC Roger com o titulo Moçambique minha Paixão.

Produzidos alguns albuns em parceria, Mr. Arssen, se decidi por uma carreira a solo,acto acarinhado por MC Roger. Ele, MC Roger, que prossegue a sua carreira com um potencial de ascenção que se concretiza com a sua actuação a solo no single Tú es Bela, música que acompanhada do respectivo video gravado em Moçambique e em Portugal vem confirmar um MC Roger seguro e com créditos firmados. Tal se pode comprovar pelos sucessos seguintes, tais como:"Tu és bela", "Mexe esse Mambo", "Zakaza" e o sucesso de 2007 "Patrão é Patrão".

Passagem para RTP África
Depois de experiência acumulada na área da apresentação, o cantor e apresentador entra na RTP com um projecto que visa a divulgação da música africana, numa altura em que não existe qualquer programa do genéro naquele canal do grupo RTP.

Nasce assim o programa Músicas de África que durante os primeiros anos é apresentado por si, estando actualmente a receber colaboraçãp de Vanessa Figueiredo. O espaço é coordenado pelo Ricardo Mota estando a realização sob responsabilidade de Orlando Elias. A equipa tem contribuido para o sucesso do programa. Ele que conta com bastante audiência nos PALOP's e Portugal.

MC Roger admite que a sua popularidade tenha aumentado com a sua passagem para este canal. É que na RTP MC Roger deixa de ser apenas artista conhecido localmente para se tornar num actor global. Para tal contribuiu bastante o facto de ter dado os primeiros passos na TVM.

Música e Televisão de Mãos Dadas.
MC Roger não se imagina sem fazer televisão. Muito menos sem proporcionar música de dança aos seus fãs. Algo que mais gosta de fazer. Neste contexto sempre se bateu por melhorar sua performance não só como cantor mas também como apresentador. Nesta caminhada sempre contou com gente interessada em lhe transmitir aquilo que não que fosse mais valia para a sua rápida ascenção.

MC Roger afirma-se um homem bem rodeado. E diz encontrar nessas palavras a única explicação para estar onde está.

"Na na área da música é difícil termos amigos verdadeiros" -sentencia MC Roger.

O facto de ser um músico patriótico, que promove o País onde quer que esteja faz com que grande parte dos moçambicanos, com realce para a classe empresarial o apoiem e encorajem a prosseguir.

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Cantor Angolano Pedro Gunza vence variante 2008

O músico e compositor Pedro Gunza sagrou-se, no último fim de semana (25/10/2008), vencedor da fase final do Festival Musical Variante 2008, ao totalizar 229 pontos.

Em segundo e terceiro lugares posicionaram-se a cantora Luísa Damião e José Gomes Inácio, com 216 e 208 pontos, respectivamente.

Na ocasião, Pedro Gunza mostrou-se satisfeito pela conquista do título, referindo ser um lugar conquistado com muito sacrifício, acrescentando que tudo fará, no sentido de representar da melhor forma possível a província de Malanje no concurso nacional do variante 2008, a decorrer a 1 de Novembro, em Malanje.

O cantor e compositor disse que o alcance do primeiro lugar deveu-se ao empenho nos trabalhos de preparação e composição da música, com o título "Tio Ganje", que interpretou durante o concurso.

Por seu turno, a cantora Luísa Damião, segunda classificada, disse sentir-se elogiada pelo facto, esperando melhorar a prestação nos próximos concursos e "cimentar" o seu nome no mosaico da música angolana.

"Sinto-me satisfeita e espero representar a província de Malanje na voz feminina e se possível sagrar-me vencedora", sustentou.

Já o terceiro classificado, o cantor José Gomes Inácio, que interpretou a canção intitulada "Camassa", que retrata o símbolo da Palanca Negra na camisola da selecção angolana de futebol, disse que a sua inspiração parte pelo patriotismo demonstrado pelos jogadores ao representarem o país no exterior.

O cantor pediu a Direcção da Cultura através do seu Ministério, a prestar apoios no sentido de desenvolver a província, com actividades músico-culturais e a promoção dos artistas jovens nos altos concertos musicais.

No acto de encerramento do evento, o chefe do Departamento Provincial da Cultura, Sebastião Muzombo, congratulou-se pelo empenho dos concorrentes, sobretudo pelos talentos demonstrados, perspectivando dias melhores da Cultura na província.

O responsável mostrou-se, por outro lado, satisfeito pela homenagem prestada pelo grupo tradicional Cangingas do Ritondo, as danças culturais da região de Malanje, bem como aos hábitos e costumes de várias zonas da província.

O concurso variante cultural contou com a participação de 12 artistas e premiou os três primeiros classificados, com valores de 400, 200 e 150 dólares americanos (USD).

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Governo deve pensar na pensão à velha guarda

O CANTOR moçambicano Xadreque Mucavele, também conhecido por “Ximbomana”, está a preparar o lançamento do seu próximo trabalho discográfico. Xadreque regressa aos estúdios para substituir temas antigos como “Atchava Ku Rima”, “Ximbomana”, “Sónia Utarandza”, “Xicoxana”, “Tatana Jossefa”, que o popularizaram na década oitenta, com outros novos que promete serem verdadeiros hinos na sociedade moçambicana.

Entrevista ao “Notícias” sobre o seu novo álbum, “Ximbomana” aproveitou a ocasião para desfiar algumas reflexões sobre a situação actual dos músicos da sua geração, a chamada “velha guarda”, referindo que ultimamente ela tem sido preterida nos shows realizados nas praças do país a favor dos jovens apostados em “Pandza” e “Zukuta”.

“Ximbonana”, começou por dizer que não pretende “desclassificar” o trabalho dos jovens artistas, até porque alguns fazem trabalho notório, todavia, deixou claro que há muita música que é feita sem qualquer rigor, desde a letra até a composição e instrumentação.

O nosso interlocutor disse não ser contrário ao modernismo, porém, na sua perspectiva, é importante que se empreguem as tecnologias disponíveis (computadores) tirando o maior proveito da qualidade que emprestam, mas sem descurar a valorização da tradição e da cultura nacionais.

Xadreque Mucavele considera, por outro lado, que é importante para os artistas da sua geração o Governo moçambicano fazer aquilo que o de Angola fez recentemente, que é atribuir uma pensão aos músicos que tenham uma carreira significativa para assegurar a sua sobrevivência.

Neste aspecto a fonte diz: “o nosso Governo devia imitar os angolanos. Eles criaram condições para o futuro dos músicos da velha guarda e entre nós também devia pensar-se em dar uma pequena pensão àqueles músicos que contribuíram na valorização da nossa música ao longo destes anos todos”.

Para sustentar a sua tese, aponta casos de certos músicos da velha guarda que morreram, por terem as suas condições de vida precárias. São os casos de Eugénio Mucavele “Male ya Phepha”, Lisboa Matavele, Alexandre Langa, Francisco Mahecuana e outros. “Vamos imitar os angolanos nesse aspecto”, reitera.
POPULARIZADO POR “XIMBOMANA”
Xadreque Mucavele é também conhecido por “Ximbomana” epíteto que ganhou na década oitenta, através do tema com o mesmo nome.

A música “Ximbomana”, faz-nos recuar no tempo. Estamos em 1972/73, é tempo do chicote, do cavalo-marinho, vulgo chamboco, que em Changana quer dizer “ximbomana”.

Retrata o tempo em que a Polícia de choque, com cassetete em riste, fazia-se transportar em Jeep e Land-Rover, sobretudo no meio suburbano de Lourenço Marques, hoje Maputo, espancando os nossos compatriotas com o pretexto de estar a repor a lei e ordem na via pública.

Assim, o lema era “distribuir” chambocadas a todo aquele que fosse encontrado a circular na via pública a partir das 20:00 horas. A ninguém era dado tempo nem chances para se justificar. Os cães polícias eram imediatamente soltos para atacar os “vadios” na via pública. O argumento que a Polícia de Segurança Pública (PSP, policia colonial) apresentava era que a noite foi feita para descansar e não para passear...

É esse tempo que marcou a nossa história de chicotadas que Xadreque Mucavele quis retractar nessa música que passados anos é o seu cartão-de-visitas e marca que lhe identifica.

Esta música foi criada por Xadreque em 1974, mas só foi em 1977 é que ele gravou num “single” pelo Instituto Nacional do Livro e do Disco (INLD).
Mucavele completou há dias o seu 58º aniversario natalício. “Ximbomana”, nome de que é popularmente conhecido, é de 5 de Setembro de 1955. Portanto, fez 58 anos de idade, dos quais mais de quarenta passados na música.

“Ximbomana” não só ganhou fama por essa faixa musical como também por temas como “Sónia Utarandza”, “Xicoxana”, “Tatana Jossefa”, “Atchava Ku Rima”.
58 ANOS DE VIDA
Maputo, Quarta-Feira, 22 de Outubro de 2008:: Notícias O músico celebrou no dia 5 de Setembro o seu 58º aniversário. Ele passou a data num ambiente sereno, próprio da idade de quem é já maduro.

Devido a contingências de índole financeira, “Xmbomana” não pude reunir os seus familiares, amigos e fãs para cantar e cortar o tradicional bolo de velas. Entretanto, não perde a esperança de um dia tal vir a acontecer.
Albino Moisés

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"Sou sério no que faço e sei onde quero chegar" diz Gilyto Semedo

Gosta de ler, cuida bem da imagem e as crianças são a sua prioridade. É natural de Cabo Verde e aos 31 anos é empresário e cantor de sucesso, mas foi muito cedo que descobriu a paixão pela música e a vontade de lutar para vencer.

O Lusoafrica foi falar com Gilyto Semedo, cantor e dançarino que se inspirou em Michael Jackson para dar os seus primeiros passos.

Nesta entrevista fala-nos do seu percurso e do álbum acústico que acabou de lançar: "Traduson pa Tradison".
No palco é conhecido por Sr. Entertainer, um título que lhe fica bem!


Lusoafrica: Além de cantor e dançarino também é empresário. Como é que isso aconteceu?
Gilyto Semedo: Assim que saí da escola comecei a trabalhar com o meu pai. Em 1997 abri a primeira empresa em Cabo Verde, na área de pneus. Em 2000 abri outra empresa com o meu irmão, cá em Portugal, na área do emprego temporário, mas a de Cabo Verde mantém-se com o meu pai.

LA: O Gilyto canta e dança profissionalmente. Quando é que descobriu que queria fazer parte desse mundo artístico?
GS: Antes de ser empresário já gostava da dança. Foi onde tudo começou e enveredei para esse lado artístico porque a dança puxou a música e a partir daí a aprendi a tocar piano e comecei a compor as minhas letras.

LA: Quando o vemos em palco sentimos que estamos perante um grande fã de Michael Jackson. O rei do pop foi a sua inspiração?
GS: Sim. Fiz uma fusão entre o estilo dancing, pop internacional com o batuku e o funaná e deu no que deu.

LA: Se lhe pedissem para escolher entre a dança e a música, qual das duas escolheria?
GS: Vejo isso como um global, não me vejo a dançar sem cantar, nem a cantar sem dançar. Não seria o Gilyto se não fizesse as duas coisas, seria outro. Talvez quando for velhinho cante sentado, mas sempre com os pés a mexer.

LA: Veio para Portugal aos 11 anos. Foi uma fase difícil?
GS: Quando vim estava curioso. Vim viver para a Abóboda, em Cascais, e éramos poucos africanos na altura, no entanto foi fácil integrar-nos na sociedade portuguesa, aprendemos o português rapidamente e uma vez que a família matriz (pai e mãe) já cá estava não foi uma fase difícil.

Além disso gosto da zona em que vivo. Sempre lá vivi e acho que é pelo facto de estar à beira-mar. Um cabo-verdiano gosta sempre de estar perto do mar.

LA: Do que é que sentiu mais falta de Cabo Verde?
GS: Dos amigos e do calor.

LA: Aos 23 anos gravou o primeiro álbum "Kel Tempu". Qual foi a sensação?
GS: Foram duas. A primeira foi a de mandar para fora o que estava dentro de mim. A segunda foi a de querer saber qual era a reacção das pessoas.

LA: E a reacção foi boa?
GS: Foi muito boa. Tive logo dois sucessos: "Cynthia" e "Larga". Foi o início da minha caminhada.
LA: Falando em sucesso, "Nha atriz principal" é uma das músicas com mais êxito. É a menina dos seus olhos?
GS: Foi o ponto mais alto da minha carreira no panorama da música cabo-verdiana e para confirmar que é a menina dos meus olhos a minha namorada abriu um salão de beleza com o nome "Atriz principal".

LA: Dedica os seus temas a pessoas especiais na sua vida?
GS: Sim, às pessoas que estão à minha volta. As músicas "Cynthia", "Nhu Cesa" e "Diamante Africana" são as mais direccionadas. Na verdade tento ser sincero nas minhas músicas, eu é que as escrevo e por isso acho que através do meu trabalho se consegue sentir essa realidade. Não gosto de ficção.

Pode cantar em qualquer parte do mundo mas desde que haja cabo-verdianos Gilyto sente-se em casa! Um dos seus cantores de referência é Zeca di Nha Reinalda, com o qual cantou o tema "Nha Noiba", do último álbum "Traduson pa Tradison".

LA: Já passou por vários países, qual é o palco que mais gosta de pisar?
GS: Em Cabo Verde é sempre bom. Mas independentemente do país onde estiver normalmente sinto-me em casa, porque onde vou há cabo-verdianos, há a nossa cultura e parece que estamos no nosso país.

LA: Como são os espectáculos quando o público não é cabo-verdiano?
GS: Quando canto para povos que não sejam de origem cabo-verdiana é diferente. Eles gostam da música mas não entendem bem as expressões. Por exemplo, eu digo "Bágu na txáda" e o cabo-verdiano entende logo, sabe que é uma mensagem que quero passar e não que estou a chamar "vagabundo na estrada" a ninguém.

LA: Os seus álbuns já foram ouro e platina. A que se deve tanto sucesso, além do trabalho que investe nos seus projectos?
GS: O sucesso está em dar mais da minha música e da minha dança e conseguir escrever letras com que as pessoas se identifiquem, fazer um trabalho que faça parte das suas vidas.

LA: Quem são os seus artistas de referência?
GS: Michael Jackson e Zeca di Nha Reinalda são as minhas maiores influências. O Gil Semedo, meu primo, também me influenciou bastante e há outros que admiro muito como R. Kelly e John Lennon. Cantores para quem olho e digo: "sim senhor!"

LA: Neste último álbum fez questão da presença de vários artistas em duetos. Porquê?
GS: É uma realização pessoal, que nasceu de uma experiência. Foi um prazer estar com outros artistas, porque aprendi mais algumas coisas, marcou-me muito e espero que seja tão positivo para mim como para aqueles que participaram nele.

LA: Fale-nos da festa de lançamento de "Traduson pa Tradison".
GS: Foi no B. Leza, um espaço que se identifica com o som que o álbum tem. Mas a apresentação não foi propriamente um espectáculo, foi mais uma "festa da fogueira", algo especial que juntou conhecidos, amigos, fãs e outros artistas.
LA: "Traduson pa Tradison" é um título bastante curioso. O que significa para si?
GS: Foi traduzir as músicas para um estilo mais calmo, mais intimista, acústico e tradicional.

Um Gilyto que as pessoas não conheciam e que provavelmente pensavam que não existia.

LA: Que mensagem quer passar a quem ouve o álbum?
GS: É um álbum para as pessoas prestarem mais atenção à minha composição, às minhas melodias.

LA: Neste álbum mostra dois lados, o dancing e enérgico que já conhecíamos e o tradicional, mais calmo e ligado às raízes. Porquê essa mudança? É sinal de amadurecimento como artista?
GS: Depois de quase oito anos na música queria testar-me e acho que passei no teste. Mas só o público o poderá dizer.

LA: Qual é a expectativa que cria cada vez que se envolve num trabalho novo?
GS: Antes de me envolver num trabalho novo penso bastante, analiso o que vou fazer e só depois de me convencer que vale a pena é que ponho o disco no mercado.

Sou muito exigente comigo e procuro qualidade a todos os níveis.

LA: Consegue alcançar os objectivos cada vez que termina algo?
GS: Sei o que quero e onde quero chegar. Não se deve fazer nada à toa, por isso acho que consigo alcançar os meus objectivos.

LA: Qual é o sentimento que o persegue mais como artista: "o sentido de dever cumprido" ou "a insatisfação constante"?
GS: Acredito que ainda posso fazer melhor. É a procura da perfeição.

Quando estamos satisfeitos já não vale a pena, perde-se a "gana" (vontade) de lutar.
Gilyto Semedo tem um lado bastante humanitário. Deseja um mundo melhor e tem trabalhado para isso, começando pelas crianças...

LA: "O canto dos animais" é o projecto mais recente em que está envolvido.
As crianças são a sua causa nobre?
GS: Sim. Acho que as crianças são fiéis, são verdadeiras, por isso tendo a aprovação delas já é um bom princípio, o resto só consome quem quer.

LA: De quem partiu a ideia?
GS: Foi a convite da Maridée Cervantes da Andinos, Lda. Ela sabia que eu tinha um projecto para ajudar as crianças carenciadas de Cabo Verde. Juntámos as forças e entrei na parte da produção executiva. A Maridée queria apenas criar o DVD/ CD como uma ferramenta de ajuda mas eu sugeri que se fizesse mais, que parte das vendas revertesse para instituições.

LA: Em que países é que "O canto dos animais" já foi apresentado?
GS: Já foi apresentado em Cabo Verde e cá em Portugal. Mas queremos chegar a todas as crianças dos outros países de língua oficial portuguesa.

LA: Que instituições é que beneficiam deste projecto?
GS: A Escola Girassol, da Várzea, em Cabo Verde, onde estive na semana passada para entregar 600 kits escolares e vamos trabalhar com mais duas instituições após o resultado do "Canto dos animais", o Moinho da Juventude e o Moinho das Rolas.

LA: "O canto dos animais" fica pelo DVD ou há algo mais?
GS: Temos mais ideias para este projecto, no entanto ainda é muito cedo para falar nisso. Mas no Verão vamos ter novidades.

LA: Além da música e da dança tem outras paixões?
GS: Depois da música e da dança são o cinema e o futebol e sou fã de tudo o que seja arte. Mas ultimamente não tenho tido tempo para hobbies.

LA: E preocupações?
GS: Além das crianças preocupo-me com o mundo - o mundo é a nossa casa e se não a cuidarmos não temos um ambiente saudável. Gosto de trabalhar para um mundo melhor.

LA: Como faz para contribuir para um mundo melhor?
GS: Tento ser verdadeiro, ser sério, ser amigo e espalhar amor. Normalmente as pessoas só se lembram dos outros agora no Natal, pois eu preferia que as pessoas fossem "más" só no mês de Dezembro e que fossem muito boas durante o resto do ano.

LA: De todas as experiências por que passou qual é foi a que o marcou mais, não só como cantor mas como homem também?
GS: O que me marca mais é conhecer outros povos e culturas, torna-me uma pessoa melhor. Uma vez li num livro: "Se não estudaste, viaja" e estou plenamente de acordo porque é muito melhor aprender o inglês na Inglaterra ou nos Estados Unidos do que através de livros.

LA: Tem noção de que é uma forte influência, especialmente para os jovens?
GS: Sim, tenho essa responsabilidade e por isso quando faço alguma coisa penso muito nisso, sei que tenho um papel importante especialmente na educação.

LA: Esse papel é difícil?
GS: Por prazer carregas o mundo às costas.

LA: Pode deixar uma mensagem ao LA?
GS: O trabalho que o Lusoafrica faz é muito positivo e espero que continue divulgar a cultura que é o que temos de mais precioso. O LA mostra a diversidade dos países de língua oficial portuguesa, não só na música como noutras áreas muito importantes, e desejo que continue assim, pois cá estaremos um ao lado do outro para nos apoiarmos.

Fica também o meu desejo de Boas Festas para toda a equipa!

O Lusoafrica também deseja Festas Felizes ao Gilyto e a todos os artistas e um Ano Novo de projectos alcançados e renovados.

Entrevista Lusoafrica por: Mayra Prata Fernandes

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Hip Hop nao morreu...



REPORTAGEM SOBRE O HIP HOP MOÇAMBICANO
Lembrem-se do que foi a polémica Dzukupanza? onde Duas Caras e 100 Paus numa música fizeram uma chamada de atenção pelo facto de que em Moçambique as rádios só davam oportunidade ao novo estilo musical que nascera, o Panza. Na altura este estilo musical roubou vários soldados do hip hop, uns motivados pelo sucesso que era o Panza, outros por ser um estilo com identidade nacional que se evidenciava, mas o que é verdade mesmo é que Panza foi uma febre, só se ouvia panza, desde os chapas (Candongueiros) as discotecas e não havia mas espaço para o rap, e muitas vezes se ouviu falar hip hop está morto.

Sete meses depois voltamos a Moçambique e descobrimos que o hip hop nunca morreu, e se fosse o caso teríamos constatado que tem 7 vidas, deparamo-nos com uma realidade bastante diferente, "RAP is back" o rap está de volta, já há maior diversidade musical em quase tudo, embora que entre as opiniões colhidas, algumas sustentam que o rap não ganhou espaço, está na mesma, aumentou um programa de rap na rádio e fechou-se outro, justificam o facto de que o rap está de volta, porque o panzo está a morreu, quer dizer está por si mesmo a perder espaço, a prova disso é que mesmo na fase mais alta do panza, não faltavam convites para Azagaia, Track Record e Gpro, alias segundo a nossa pesquisa, o rap que mais as pessoas gostam de cantar é "tell me who is the best" da Track Records, isso não significa que não existam outras musicas ou artistas que possam a ser referência actualmente.


O hip hop esta tão vivo que visitamos os estúdios da TRACK RECORDS e da GPRO e ouvimos muitos dos trabalhos em curso e sem duvidas boa coisa ainda esta por vir as ruas, num constante de sobe e desce, descobrimos que na realidade a fase não foi critica, apenas lamentava-se em forma de música o facto de que alguns mcs terem se transferido para o panza, “a questão aqui não é implicância com o panza ou quem faz panza, só lamentamos a perda de soldados do rap que antes fizeram juramento de bandeira ao hip hop” – argumentou um dos nossos entrevistados.


TRACK RECORDS
É uma das label com referência em Maputo, fazem parte deste team a Trio Fam, ELEX, Gina Pepa Ace Nells, A2 e 1st Class, tem já alguns trabalhos nas ruas e vídeos que chamam tanta atenção que é quase impossível os artistas desta label passarem despercebido pelas ruas.

DIA FELIZ - Gostaríamos ter tido oportunidade para conviver com outra label para poder comparar o grau de amizade entre os artistas, na “track” há cumplicidade, e bastante amizade as terça-feira é de facto um DIA FELIZ, não só para ELEX mas sim para a toda Track Record, no final do dia reúnem-se na casa do Sagaz (1st class) e põem os assuntos em dia (claro que com uma mesa bastante recheada).

GPRO
É a label que reúne Duas Caras, 3H, 100 paus, Djo e a como novos produtores SARANGA e G2 este último também cantor. O impacto que o hip hop moçambicano tem internacionalmente reflecte-se um pouco no percurso histórico da Gpro. Duas Caras e 100 Paus ainda são os rappers moçambicanos mais conhecidos e respeitados na lusofonia, rectificação pelo menos em Angola, já que desconhecemos a realidade dos outros países.

MIXTAPE - Está a ser gravado nos estúdios da Gpro a mixtape com beats moçambicanos e com a participação de vários rappers do hip hop game, promete-se agitar as ruas. O que já saiu só podemos classifica-los positivo pela quantidade de downloads feitas através do blog da Gpro e por todos outros que também “postaram”.

ACORDO – As actualizações em termos musicais feitas no blog da Gpro, passarão a ser em simultâneo com blog www.dinocross.blogspot.com, e www.hipflickz.net, este acordo visa definir distribuidores dos produtos Gpro para Angola, a exemplo do acordo que têm com um site português com o mesmo fim, isso quer dizer que depois de se cumprir o ritual tradicional que é passar a musica em primeira mão no hip hop time, as musicas entrarão para os respectivos sites e blogs ao mesmo tempo.

COTONETE RECORDS
Esta label tem vários artistas entre eles AZAGAIA, artista que nesta altura dispensa todo tipo de apresentação, mas importa realçar que Azagaia tem um historial que se traduz em muita polémica, uma vez que este artista de assume defensor dos direitos do povo e activista para uma boa governação. Recentemente um locutor de rádio comentou que Azagaia foi o único artista que o levou a ficar muito tempo numa fila para comprar disco.

Cheio de convites para actuar dentro e fora do pais, Azagaia é sem dúvidas um testemunho de que o rap moçambicano pode ir para alem fronteiras.

HIP ANGOLANO EM MOÇAMBIQUE
Essa parte é complicada, ou seja quase que já não há espaço para o rap angolano em Moçambique, durante o período das reportagens em Maputo, ouvimos apenas um rap angolano, do Jeff Brown, artista que mereceu uma coreografia de um grupo de dança no Basquete show.

Os rappers que acedem a internet passaram a conhecer Reptile pela mixtape ficheiros secretos, disponível em muitos blogs e ficaram todos felizes por adquirirem o álbum, e não perdem a fé na aquisição do álbum de Kid Mc, espera-se claro que a Madtapes pense nisso.


Hip hop time “Lusófono” - Hélder Leonel o nosso amigo e parceiro neste projecto de divulgação de rap moz em Angola e vice-versa, vai dedicar algumas edições do seu programa hip hop time, ao rap lusófono, ainda não foi adiantada nenhuma track list dos artistas angolanos a desfilar neste programa, mas o importante mesmo é a divulgação do rap angolano em Moçambique.

REPRESENTAÇÃO DO BLOG EM MAPUTO – Apartir de Setembro estaremos a contar com uma representação oficial do blog em Maputo, isso para facilitar os interesses do blog no referido pais, os intessados em divulgar as suas musicas no blog deverão nos enviar um e-mail e em seguida estaremos a enviar o número de quem nos representa em Moçambique.

Até a próxima reportagem.

Fonte: http://dinocross.blogspot.com/

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Entrevista com Izlo



Antes do lançamento, o cantor entabulou uma conversa com Sérgio Faife, no programa 9Loukura, de que temos um excerto. Izlo fala das suas canções, da sua carreira e dos dramas populares que o inspiram a cantar e do facto de não ter receio de ser ostracizado ou perseguido por aqueles a quem as suas mensagens não agradam e considera não tem medo daqueles a “quem a carapuça serve”
99fm: lançaste um vídeo recentemente, que esta a rolar nas televisões, qual e o feedback, o que as pessoas normalmente dizem

Izlo: Em relação musica “frente a frente”, o vídeo já esta nas televisões a mais ou menos uma semana. Comecei a receber o feedback no blogue da minha editora (www.cotonete.moz.blogspot) e as pessoas tem deixado lã mensagens, sinto que esta a crescer cada vez mais e creio que daqui para frente e só trabalhar cada vez mais e honrar este prazer que as pessoas estão a me proporcionar, honrar este feedback, trabalhar mais com mais cuidado para que não decepcione os meus fas, aqueles que gostam de mim.

99fm: E a primeira vez que fazes uma música deste género, com este tipo de mensagem?
Izlo: Esta é a primeira musica minha que sai, deste género, na verdade há muito tempo, só que, por questões estratégicas a cotonete optou por não a lançar na altura em que a foi gravada, porque estávamos com o Azagaia em voga.
O colectivo achou que seria estrategicamente errado lançar outro artista na mesma leva com a mesma linhagem. Então concordamos que eu deveria esperar um pouco. Fiquei a respirar fundo durante este tempo todo, mas não desisti de entrar na luta, não desisti de mostrar o meu pensamento, porque afinal de contas o que se sente o que se pensa quando se acha que e coerente deve ser feito, então esperei esse tempo.

O meu vídeo era esperado desde Novembro do ano passado, o single também estava agendado para o final do ano passado, para dizer que de lã ate aqui que o frente a frente esta pronto.

Mas, tenho outras musicas, já posso fazer a promessa porque já tenho tudo pronto. No dia 25 de Setembro vou lançar uma outra musica, preparem-se porque vou lançar só no blogue da cotonete. Isto digo aqui em primeira mão, fica aqui a promessa, 25 de Setembro, no dia do inicio da luta de libertação eu vou dizer “a luta continua”.

99fm: Fale–nos do single e das outras musicas?
Izlo:A musica chama-se “Hei–de estar contigo”, toda a gente diz que ela merece um vídeo. Actualmente a musica esta com quase 5 mil downloads no site, uma musica que toda a gente gosta, vou realmente fazer muito esforço para que o vídeo desta musica saia, ela marcou–me muito e toda a gente gosta. Escrevi a musica depois que encontrei alguém que me disse que “hei-de estar contigo”. Um dia alguém mandou uma mensagem a dizer que estava com o astral baixo e quando ouviu a musica na rádio a moral levantou, porque a mensagem da musica e natural, alegre e simples. Eu gosto muito dessa musica.

A musica “frente-a-frente” tem uma mensagem forte e talvez alguém não a goste.
Não ao silencio e segue a frente e para as pessoas não se intimidarem e continuarem a fazer as suas coisas normalmente para avançarem.

A outra e “dinheiro do povo”. Fiquei revoltado devido ao escândalo do INSS, dos 9 milhões dólares, isto depois do escândalo que houve no ministério do interior que ate hoje não sabemos quem levou a mola, então inspirou-me a fazer musica. As pessoas quando a ouvirem vão perceber o que estou a tentar dizer na musica. O meu recado não vai só para as pessoas, vai também para o governo porque este precisa ouvir os recados sobre os erros que anda a cometer para que os possa corrigir.

99fm: Não tens medo, já começaste a receber ameaças como aconteceu com o Azagaia.
Como e que esta a tua vida, mudou?


Izlo: Bom, a minha vida não mudou, continuo a acordar todos dias a ir trabalho, a escola, aos ensaios, a fazer musica da mesma maneira, não tenho medo, eu acho que... nos crescemos a ser educados para termos medo de alguma coisa. Eu gosto de questionar tudo e por acaso uma das minhas canções e que as pessoas gostam e a “não há que ter medo”. Bom, eu não sinto o medo, tenho a consciência de que, se calhar, isso possa trazer uma e outra consequência, boa ou ma, para mim, mas eu acho que quando a coerência nos manda fazer alguma coisa alguém tem que fazer, não há consequência mais dolorosa do que viveres frustrado todos os dias porque não és aquilo que queres ser, porque não fazes aquilo que queres fazer, não vives da maneira que queres viver, o que adiantaria eu ficar aqui todo a tremer, viver uma vida conveniente mas infeliz, acho que no dia que eu pudesse tocar a morte ia dizer epa ouve–lá eu agora estou com medo de morrer porque não vive a vida que eu quis, todo o tempo tive medo de viver, não há que ter medo e só seguir em frente.

Fonte: 99fm


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segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Stewart Sukuma relança “Nkuvu” no dia 14 de Novembro

O álbum Nkuvu, do celebre musico moçambicano, Stewart Sukuma, esta prestes a ser relançado no dia 14 de Novembro, em Maputo. A nova versão produzida pela label N’Studio sai com uma nova roupagem. Esta reedição sai uma versão da musica “A Lirandzu” onde o Stewart canta em dueto com o autor da original, o não menos famoso, Hortêncio Langa.

O relançamento do “Nkuvu” serve para celebrar a chegada da estacão quente, o Verão, onde o musico tem previsto muitas aparições ao vivo que começarão logo após o dia 14 de Novembro devendo terminar entre Fevereiro e Marco de 2009.

Antes da saída da disco, Stewart embarca mais uma vez num longo período de apresentação do maior concurso de descoberta de talentos musicais na televisão moçambicana, o FamaShow, o qual foi principal rosto no ano de estreia.

O musico num papo animado hoje de manha no programa Show da Manha da Rádio 99fm revelou que os próximos dias são de imenso trabalho porquanto “Vou fazer o fama este ano outra vez. O FamaShow começa no Domingo no canal de televisão STV.

Quanto ao shows de Verão, Stewart revelou que “Estou a retardar um pouco o inicio dos shows porque no dia 14 vamos fazer o relançamento do “Nkuvu”, com o Hortênsio já dentro do projecto, uma vez que no primeiro ele não estava. No primeiro eu interpretava a musica do Hortênsio sozinho, acabamos convidando-o, ele agora faz parte. O relançamento terá alguns remixes de musicas que fazem parte do CD original”.

“A partir de 14 de Novembro vamos começar com espectáculos ate a Fevereiro ou Marco do próximo ano. Por enquanto não vou precisar exactamente onde vamos tocar, mas asseguro que haverá muita musica este Verão. Promete ser muito quente!”, frisou o autor do hino “Felizminha”.

O artista da N’Studio revelou ainda que a par destes eventos já se encontra a escrever as musicas para o próximo álbum, que em principio poderá o ano que vem.

Stewart acaba de regressar ao pais. Eesteve recentemente numa tournee que levou praticamente ao mundo todo. Esteve nos Estados Unidos, Jamaica, Portugal e Alemanha.

Stewart tem mais de 25 anos de carreira musical. Comecou como bailarino nos anos oitenta e cresceu para a estrela que e inegavelmente hoje. Ao longo dos anos manufacturou uma carreira a solo brilhante que mostra sem sombra de duvidas o seu genio como cantor, compositor, arranjista e entertainer.
Fonte: 99fm


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Abra o link paraver o video e a letra do tema "no silencio da noite".






Aprecie este tema dos Santos e Pecadores.
Uma banda Portuguesa com muito talento e qualidade. O líder da banda, Olavo Bilac é de Moçambique.

SILÊNCIO DA NOITE
Participação especial de Orlando Santos
No silencio da noite,
Num gesto sedutoro
Teu corpo balança com arte e sem pudor
no silêncio da noite
Na dança da noite
Na noite
se o coração nos diz para ir
Não tenhas medo de seguir
há um reflexo de luz
Que brilha no teu olhar
É a lua a antecipar
Amor novo a celebrar
no silencio da noite
Na dança da noite
Na noite
se o coração nos diz para ir
Não tenhas medo de seguir
no silencio da noite eu tu e o luar
Sem redeas nem freios
Nada nos vai parar
se o coração nos diz para ir
Não tenhas medo de seguir
no silencio da noite
Na dança da noite
Na noite
no silêncio da noite
Eu tu e o luar
Sem redeas nem freios
Nada nos vai parar

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Elsa Mangue vai promover Muguanda

A vida provou-me que quero viver - afirma Elsa Mangue, restabelecida da doença que a apoquentava há longo tempo.
A cantora Elsa Mangue, desaparecida dos palcos por conta de uma doença que a apoquenta há alguns anos, é o rosto de uma mulher de vontade e de força.
Depois de em Maio ter estado entre a vida e a morte, por conta dessa mesma enfermidade – que a consumia dia após dia numa minúscula casa no bairro do Bagamoyo –, hoje ela está “a pessoa que os moçambicanos conheceram”, segundo ela mesmo disse, em entrevistada semana ao “Notícias”.
Um longo internamento num dos hospitais de referência de Maputo devolveu a vida – e a vivacidade – à artista de “Na Lamba”, que agora se mostra disponível para o trabalho, ou seja aos palcos e ao convívio com o público que a sempre a apoiou.

“Lutei contra a morte, lutei para a vida e estou aqui, de volta aos bons dias e pronta para tudo. Gostaria de dizer àqueles que sempre me admiraram que me podem voltar a ter em palco, porque já estou bem melhor e pronta para cantar”, começou por dizer a cantora, que se põe à disposição dos promotores de espectáculo da praça. “Já voltei à minha vida normal, faço normalmente as minhas coisas em casa, cuido dos meus netinhos como o fazia antes. Agora quero mais, quero o palco. A vida provou-me que quero viver e que posso viver”, acrescenta.

O longo calvário por que passou Elsa Mangue foi testemunhado de perto por algumas colegas e outras pessoas de boa vontade que a auxiliaram com tudo quanto ela necessitasse para que a vida lhe voltasse a sorrir. E, num momento em que dos maus tempos restam apenas “lembranças para apagar”, a compositora e intérprete de música moçambicana não se esquece de as agradecer.

“Estou aqui graças a esses meus amigos, alguns dos quais só agora descobri que são verdadeiros amigos. A Elvira Viegas (que nunca a largou desde os primeiros dias dos maus momentos), Stewart, Rosa Langa (jornalista da RM) tiveram um papel importantíssimo para esta minha recuperação. Para além de materialmente, dando-me o que pudessem, ajudaram-me moralmente. Sem eles talvez não conseguisse forças para lutar pela vida”, conta a nossa entrevistada, que não conseguiu evitar lágrimas de emoção ao recordar do seu trajecto ao longo de 2007.

NUNCA DESISTIR DE LUTAR
Para que a sua vida voltasse à normalidade, Elsa Mangue teve que aprender a conviver com o mal de que padecia. A força para tal veio principalmente das pessoas que a ampararam desde o início, grupo que inclui, para além dos artistas e da jornalista que mencionou, vizinhos de boa vontade e alguns (poucos) familiares.

“Esta estrada da vida é longa. Temos que aprender a encarar as coisas com normalidade. Ensinaram-me e aprendi isso durante este tempo. O mais importante, ensinaram-me os meus companheiros, é nunca desistir de lutar por dias melhores”, afirma, encorajando as pessoas que padecem das demais enfermidades que assolam o nosso país e mundo a seguirem o seu exemplo. “Eu estou aqui porque aprendi a ser isso. É lutando, e não deixando-se vencer, que se ganha algo, mesmo a luta pela vida”.

Quando em Maio visitámos Elsa Mangue – debilitada e de fala esforçada – nem ela acreditava numa recuperação plena do seu estado de saúde. Apesar de nesse momento ter mostrado alguma esperança. “Diz-se que a esperança é a última a morrer. A minha já tinha morrido, apesar de mesmo naquela altura não ter desistido, esforçando-me para cumprir o que me diziam os médicos e as pessoas que me auxiliavam. Mas por milagre cá estou, inteira e cheia de vontade”, revela.

QUERO PROMOVER O MEU DISCO
Antes de ser acometida pela doença, esta que é uma das artistas mais queridas dos moçambicanos entrou em estúdio para gravar temas para um álbum. O disco saiu há alguns meses e dele foi retirado um tema para concorrer aos prémios do “Top Ngoma”, parada que realiza esta semana a sua final. O álbum, de título “Muguanda”, é a próxima ocupação de Elsa Mangue.

“Já disse que estou melhor, já disse que quero voltar aos palcos. E a melhor forma de voltar é, para além de rebuscar as coisas que fiz antes, promover o meu álbum, editado pela Vidisco”, afiança.

Enquanto não chega a oportunidade de voltar a pisar um palco, a também autora de “Xindzequana” e “Ma Original” vai dando força aos colegas que estão no activo. A começar por aqueles que conseguiram votos suficientes do público para estar na final do “Top Ngoma”.
Ela já esteve na competição (no anterior formato que tinha o “Ngoma Moçambique” e o “Top Feminino”) e ganhou alguns prémios. “Desejo boa sorte a todos os meus companheiros que estarão na final. Esta seria uma oportunidade para voltar a conviver com os fãs, mas, infelizmente, a minha canção não conseguiu votos suficientes para estar nessa final. Não faz mal, ganharão os outros, que eu apoio muito”.

Elsa Mangue é uma artista que cimentou a sua grandeza na música moçambicana nos anos 1980, muito à custa das canções que interpretou inspirada no Moçambique social. Porque tinha referências na música moçambicana, interpretou o tema “Tindjombo”, de um dos seus ídolos, Fany Mpfumo.
Essa canção está inserida numa colectânea em homenagem ao “Rei da Marrabenta”, em que também contribuíram, entre outros, Neyma, João Paulo, Nanando, Miranda e Ancha.

GIL FILIPE

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Hawaiiu, a nova aposta do Produtor Dinho (DXS Label)


Duke Williams conversou com a jovem Hawaiiu, a nova aposta para o estrelato do produtor Dinho (produziu Neyma) da "label" DXS. Hawaiiu ja se encontra na fase de trabalho de estudio, gravando temas para o seu CD a lancar brevemente.

Confira neste video do Channel O. Part 1 e part 2

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5 Anos da radio 99fm


A GALA 99FM, alcançou o mais alto nivel de sucesso na sociedade mocambicana, foi uma gala com muita luz, musica ao vivo com Stewart sukuma, Maxwell, Edu, Mr.bow e Ta-basily e ainda uns momentos de Humor com o Gungunhane e Mito Munguambe.
Varias individualidades fizeram se presentes neste que foi o 5 aniversario da radio 99fm, e destas figuras muitas foram aquelas que aproximaram-se ao Nelson Camal para lhe dar um forte abraco e dizer força miudo, e continue com essa garra que voçes vão longe.
Mas porque nesta Gala tinhamos como objectivo premiar alguns dos nossos convidados e colegas em varias categorias, eis a lista dos premiados.

O premio da melhor musica foi para Track Record com a musica "Continencia", e como esta musica concore para a categoria de melhor hip hop, a Track Records teve mais um premio de melhor Hip Hop. Num Gesto simbolico e de reconhecimento pelo que se tem feito hip hop a track records, atribuiu o premio de melhor hip hop ao azagaia.

Melhor marrabenta esta foi para o jovem musico da Nstudio, Maxwell com a musica Marosana.
O premio de melhor locutor vai pela 5 vez consecutiva para as mãos do sergio faife e o melhor programa pela 2 vez consecutiva 9loukura.

A melhor Agencia de publicidade foi atribuida a Africa Media warehouse e por ultimo o melhor ciente foi atribuido a mcel.

Fonte: 99fm

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"Abstenhamo-nos do sexo gratuito" - Tomas Urbano


Abstenhamo-nos do sexo gratuito e façamos amor - Tomás Urbano, que lidera uma digressão musical pelo norte de Gaza, visando o combate ao Sida


“ABSTENHAMO-NOS do sexo gratuito e façamos amor”. Foi com estas palavras que começou a entrevista com o músico moçambicano Tomás Urbano, a propósito de um programa de entretenimento musical, mas que encerra em si a educação cívica e sexual reprodutiva, a ser desenvolvido no norte da província de Gaza.

Prometendo verdadeiros momentos de festa, entretenimento e educação cívica sobre questões ligadas ao Homem e ao HIV/Sida, os organizadores do evento dizem que vão aproveitar os seis dias em que estarão nos distritos de Chicualacuala, Mabalane e Mapai para também trocar experiências com a população e os artistas que existem naqueles locais sobre diversos aspectos da vida cultural, social. Haverá momentos de oficinas de música e encontros com a população, onde cada um dos integrantes da comitiva vai falar sobre as razões e pertinência de existência de um projecto daquela dimensão.


Esta tem o apoio dos Caminhos de Ferro de Moçambique, que lhes disponibilizou transporte ferroviário. O Fundo Nacional para o Desenvolvimento Cultural (FUNDAC) apoiou este projecto, doando produtos alimentares para os músicos e outros integrantes da comitiva.
Mas também, os organizadores do projecto dizem agradecer todos aqueles não puderam apoiar-lhes, embora tenham manifestado vontade de participar.


Aliás, a natureza do programa, cujo projecto foi desenhado pelo próprio Tomás Urbano, tem em vista uma nova estratégia de combate e prevenção contra o HIV/Sida, onde os músicos propõem que, na ausência de resultados satisfatórios quanto aos sexo para mais tarde, então que se prima pelo lado amoroso-afectivo e não pelo sexo gratuito. Vai daí que, o projecto tenha como nome “Hayekani Massango mu Dzudza Muzimba” o mesmo que “Abstenham-se do sexo e fervilhem com a dança do amor que os corpos revelam”.


Músico experimentado, Tomás Urbano diz: “queremos fazer com que as pessoas mudem a forma de pensar, para que tenham uma outra visão. Mas também queremos que o assunto seja abordado de uma outra maneira. Se falamos de preservativo e as pessoas não acatam, falamos de abstenção e ninguém houve, então temos que procurar outras estratégias, pois o mais importante é nunca desfalecermos sob pena de arruinarmos os nossos sonhos. Continuamos a enfrentar os mesmos problemas, daí que pensamos que ao dizer as pessoas para que, não conseguindo deixar de fazer sexo, então que se abstenham do sexo gratuito e comecem a fazer amor”.


Vuthu Gaza e Maputo Star são as bandas que farão parte desta digressão à par dos solistas Cecília Nguenha, Percina Chirindza, Xidiminguana e o próprio Tomás Urbano.


Na sua explicação, Tomás Urbano disse que a escolha das duas cantoras prende-se com o facto de elas serem artistas com talento, mas não terem oportunidade de se exibirem em palco, daí este servir também de um momento para dar espaço.


Nesta digressão irão integrar outros dois elementos que fazem parte do Projecto PSI, da cidade de Xai-Xai.
Os organizadores do evento estão a trabalhar no sentido de haver um momento em que as pessoas serão convidadas a realizarem testes gratuitos de HIV/Sida, para além de se continuar com o processo de distribuição de preservativos, transmitindo formas de aconselhamento e incentivando à realização de testagens voluntárias.


A partida da caravana será feita no dia 27, na central dos Caminhos de Ferro de Moçambique, em direcção à Chicualacuala, o programa vai arrancar a 29 deste mês. No dia 30, a caravana irá actuar em Mabalane, partindo dali para Mapai para um espectáculo no dia 31, regressando a Maputo a 1 de Setembro.


“Paralelamente à divulgação de mensagens de combate e prevenção a este mal, queremos aproveitar esta oportunidade para entreter as pessoas, pois é sabido que o norte da província de Gaza, sobretudo os locais por nós escolhidos, carecem de momentos de entretenimento. São raras as ocasiões em que a gente ouve falar de espectáculos que se realizam naquele ponto do país. Aquelas regiões vivem praticamente isoladas, e nós queremos aproveitar esta festa para dizer a eles que nós estamos com eles e que devem continuar a manter os mesmos princípios”, comentou Tomás Urbano.

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Festival do Tofo: Uma ideia que deve ser repensada

Inhambane luta para tornar-se num destino turístico de eleição em Moçambique e na região, socorrendo-se, para isso, da sua maior potencialidade, que são os seus cerca de 700 quilómetros de costa repletos de majestosas e modernas estâncias turísticas, algumas construídas recentemente com um desenho arquitectónico que atrai a todos que elegem a província como destino preferencial. É nesta perspectiva que o executivo de Inhambane encontrou nos festivais culturais uma estratégia para promover aquele que é tido como um dos maiores recursos para reforçar as receitas do Estado.
O principal desses eventos é o Festival do Tofo, inaugurado já vão cinco anos, com o objectivo de juntar operadores nacionais e estrangeiros para reflectir sobre a actividade turística e a exploração racional e sustentável de recursos. Esta realização acasala o turismo à cultura, pois esta constitui uma importante chave para divulgar potencialidades.

A edição deste ano do Festival do Tofo teve lugar no fim de semana e no seu decurso foi possível testemunhar algumas iniciativas que servem verdadeiramente para promover Inhambane. Através de alguns vídeos, muitos locais, alguns dos quais ainda virgens, bem como o plano do governo e ainda as ideias existentes para melhor explorar o potencial turístico de Inhambane, puderam ser visionados. E como não se pode juntar todos estratos da sociedade para falar do turismo e cada um virar as costas, o festival cultural serve, assim, para junta o útil ao agradável.

Todavia, nos últimos anos, o festival do Tofo só se realiza, ao que parece, para cumprir calendário, já que a comunidade de Inhambane já se habituou que em Outubro ou Novembro há sempre um espectáculo gratuito que o governo organiza agora na praia da Barra, uma vez que no Tofo a erosão tomou conta de muito do espaço antes aproveitado para o evento. Não tem havido divulgação à volta do festival, como foi estabelecido quando o evento foi decidido, nem transmissão directa na TVM, como aconteceu nas primeiras três edições.

O sector turístico na província está algo monótono, não correspondendo com as exigências de agressividade do sector. Aparentemente, a Direcção Provincial do Turismo em Inhambane anda a leste dos acontecimentos e pouco domina a área; conhece pouco da grande actividade do que propriamente os turistas estrangeiros que conhecem todos espaços vazios para investir e os pequenos labirintos que dão acesso às mais belas praias.

O festival cultural do Tofo, que além de chamar músicos nacionais e estrangeiros, muitos dos quais não conhecidos, devia igualmente juntar a gastronomia local, coisa que está no papel mas que não acontece. Muitas das bandas que são chamados a actuar não oferecem qualidade desejada, tal como se viu no último fim da semana, o que foi testemunhado por cerca de 70 mil pessoas que lotavam por completo o espaço reservado para o evento na praia da Barra.

Os espectadores reclamaram de tudo, incluindo da qualidade de som que saia do palco, algo que preocupou os músicos, como foi o caso de Wazimbo. Este artista, apesar de muito ovacionado pelo publico, viu a sua entrega e dedicação a serem ofuscadas pela qualidade de som. As lindas mensagens deste músico, assim como da dupla Búfalo e Watsongo, não se ouviam. O barulho dos convivas era superior ao do que saía do equipamento ali montado.
ARTISTAS DE INHAMBANE PRETERIDOS
Ao que tudo indica, a Direcção Provincial do Turismo trabalha sozinha na preparação deste evento, situação diferente de tempos idos, em que eram envolvidas pessoas conhecedores de equipamentos musicais, som e luz. Nos dias que o Festival do Tofo, não passa de um espectáculo gratuito onde desfilam poucos músicos da actualidade. Curiosamente, não foram chamados a actuar neste espectáculo que arrastou pessoas de todas idades ao local valores que despontam na arena musical na província de Inhambane, que dariam mais valor à brincadeira. Mr. Nandolas, Anibalizinho, Alcino Margarida, Lito la Gaia, Vitoria Jacobe, Rainha Avelino, João Marrime e Fernando Macedo são alguns deles, num lote em que se pode contar a vencedora da última edição do programa de entretenimento televisivo Fama Show Amélia Lichucha. Estes artistas podiam muito bem ter participado num espectáculo em que actuem nomes como os veteranos Magid Mussá, Guê-Gueê, Wazimbo ou António Marcos.

Pouco se falou de turismo neste espectáculo. Os organizadores forçaram o governador de Inhambane, Itae Meque, a subir ao palco para dizer alguma coisa sobre o evento. Muito ovacionado pelo público, Itae Meque fez-se ao palco, perto da meia-noite, intercalando a sua intervenção com exibição de General Muzka, único estrangeiro que passeou a sua classe neste último festival.

Meque disse que estava ali como forma de dar força aos operadores turísticos para darem o seu melhor porque é uma das actividades que pode tirar Inhambane da pobreza. “Vamos trabalhador de maneira organizada e coordenada porque aqui ha lugar para todos. Nada de excessos, as leis sobre o turismo estão claras. Desmandos nada! Aqui não há praia para brancos nem para pretos. É por isso que estamos todos aqui”, afirmou o governador.

General Muzka, esse machangana da África do Sul, deu o ar da sua graça. Apercebendo-se das fragilidade do som, foi conversando e explicar o alcance das mensagens das suas musicas, coisa que fazia com som baixo. Momento impar do espectáculo quando disse que ele acredita que os “Mambas”, a selecção nacional de futebol de Moçambique, tem capacidade de chegar ao CAN 2010, bastando apenas um grande apoio do público, tal como ele já começou a fazer com a música que já fez sobre a nossa equipa. Muzka cantou e encantou os seus fãs, que foram aquele local para ver e conviver com o autor de “Xenofobia”, uma faixa musical do mais recente álbum deste homem apaixonada pelo Moçambique.
ACIDENTES, PARA NÃO VARIAR...
Como não deixaria de ser, o festival de Tofo terminou com acidentes de viação, que obrigaram a que uma dezena e meia de feridos, quatro deles em estado grave, tivessem que ser levados ao hospital. Registaram-se três acidentes de viação, que se saldaram também em danos materiais.
Cerca de 70 mil pessoas acompanharam o festival, que arrancou sábado e só iria terminar na manhã de domingo. Porque o movimento de regresso à zona urbana de Inhambane era grande, a Polícia teve que se aplicar, quer controlando o trânsito em si, quer pondo fora de acção alguns fora-da-lei que, usando dos seus truques, tentaram apoderar-se de bens alheios. Quatro deles nem sequer viram o festival, porque foram neutralizados a tentar roubar telefones celulares e outros a fumarem estupefacientes.
Os fiscais marítimos estiveram igualmente atentos. Não permitiram mergulhos durante a noite. Como resultante da sua acção vigilante, não houve morte qualquer morte por afogamento, o que no ano passado aconteceu. O festival foi um momento excitante, mas não correspondido pela qualidade de organização.
Victorino Xavier

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Edu vai finalmente gravar o video do single “U tekile mbilo yanga”


O cantor Edu, autor do sucesso “unga pfumeli” anunciou que deverá brevemente iniciar a gravaçáo do video do seu mais recente single intitulado “u tekile mbilo yanga” e promete que vai ser um sucesso a semelhança do audio que esta ser verdadeiro hit.


Falando ao site da radio 99fm, a meio das gravaçães do remix da musica ‘continencia’ com Denny OG, Edu disse com o video da nova musica u tekile mbilo yanga “não vou fugir muito daquilo que são os outros videos porque canto aquilo que se vê no video. Isso é muito importante para a pessoa que não percebe a lingua em que canto vai perceber o contéudo porque espelha directamente aquilo que canto”.

Quanto a sua carreira revela que o single o surpreendeu pela positiva pois esta a conhecer um tipo de aceitação do publico.

“No O single u tekile mbilo yanga, faço das palavras dos outros as minhas, porque sei que sou apenas o veiculo de transmissão daquilo que se diz no meio da sociedade, as pessoas falam mas eu que estou deste lado para transmitir aquilo que e o pensamento de muitos”.
Mas no computo geral a carreira musical esta a andar de vento em pompa pena não se possa viver somente da musica.

“A minha carreira esta a andar muito bem, so falta o dinheiro! (risos) para poder concretizar muitos dos projectos que tenho em carteira”, afirmou.

Para alem da gravação do remix de ‘continencia’ questionamos o que anda a fazer o musico? “Agora estou em ensaios porque vou fazer algo muito diferente para gravar o meu album. Em termos de musica não vou mudar nada, mas vou ter muitas participações, coristas, MCs, instrumentistas. Não quero estar a fazer tudo sozinho pois é complicado.
Faço a voz principal, faço coros, preciso fazer algo diferente: dar oportunidade aos que fazem coros.

O novo album de Edu que, em principio, sai as bancas ainda este ano ainda não tem um titulo, só o tempo dira.

Fonte: 99fm

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MART’NÁLIA: Uma grande voz na nossa varanda

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MARTI’NÁLIA é filha do consagrado sambista brasileiro Martinho da Vila. Ela vai escalar Moçambique pela primeira vez, algo que o pai já o fez mais de uma vez. A cantora brasileira é conhecida como sendo detentora de uma voz melíflua e cantante. E nos concertos que ela vem realizar em Maputo e Tete estará na companhia da sua banda, composta por 12 elementos. Pode-se dizer, por isso, que ela vem espalhar o perfume da sua voz na varanda que o nosso país é para o oceano Índico.

Madrugada traz músicas para dançar em clima relaxado.

O primeiro concerto desta artista está programado para amanhã (07/11/2008), às 20.30 horas, no Centro Cultural Universitário, no qual também subirá ao palco a a popularíssima cantora moçambicana Mingas, também dona de uma grande voz. O segundo concerto de Mart’nália será sexta-feira, às 19 horas, no Pavilhão do Benfica de Quelimane, na Zambézia, onde também cantará o jovem Marius. E o último foi agendado para as 22 horas de sábado no Coconut, no qual estará também em palco a jovem Irinah, num projecto sob a égide da Boa Música e a Sonarte, com um forte incentivo do jurista e político Ossumane Aly Dauto.

Mart’nália é tida como uma artista com uma voz doce, meiga, profissional em palco. As suas canções revelam maturidade e a complexidade de vidas dos humanos, onde a paz e harmonia, fazem-se presentes nas suas canções.

Aly Dauto diz somente ter criado condições para que esta acção se efectivasse, estando o acto consumado, com a presença da cantora brasileira em Moçambique.

“Ela é uma profissional que canta e encanta. As suas canções transmitem-nos mensagens de fraternidade entre os humanos, ela é dócil e eis aqui uma boa oportunidade para a troca de experiências entre músicos moçambicanos e brasileiros”, diz-nos Aly Dauto, patrono desta iniciativa.


UM POUCO SOBRE MART’NÁLIA
Mart'nália samba desde a adolescência. Acompanhava o pai (Martinho Da Vila) às rodas de Vila Isabel ainda muito pequena e foi assim que se apaixonou pela música. Foi lá onde aprendeu a cantar e a dançar com perfeição, sobretudo o Samba, mas também a aprendeu a tocar violão e pandeiro.

Entre as décadas de 80 e 90, chegou a gravar dois discos “de brincadeira”, como ela mesma gosta de dizer. E em 1985 sai o seu primeiro disco sério, pela gravadora 3M e com direcção musical de Ruy Quaresma. Só dez anos depois é que chegaria às lojas o seu segundo disco, “Minha Cara”, cuja gravadora foi ZFM, sob os cuidados musicais de Ivan Machado.

Em 2002 lançou o seu terceiro álbum, “Pé do meu Samba”, um disco editado pela Natasha Records, que a cantora o considera o seu primeiro “de verdade”. Este trabalho discográfico foi produzido por Celso Fonseca e dirigido por Caetano Veloso, e acabaria sendo unanimemente elogiado pela crítica, rendendo uma longa e produtiva temporada de shows, registada em CD e DVD.

Em 2004 ela regista “Mart’nália ao Vivo” pela Natasha Records, que, pela primeira vez, teria uma produção musical da própria cantora e direcção, roteiro e concepção de Márcia Alvarez.
O show foi gravado no Olimpo, na cidade do Rio de Janeiro, e teve as participações especiais de Caetano Veloso, Celso Fonseca, Djavan, Martinho da Vila, Moska e Zélia Duncan.

A 2 de Fevereiro de 2006, Mart’nália coloca na praça “Menino do Rio”, o seu quinto disco e o primeiro lançado pelo selo “Quitanda”, de Maria Bethânia. Aliás, Maria Bethânia esteve à frente de toda a direcção artística do trabalho, emprestando a voz e o seu maestro Jaime Além para a direcção musical.

O disco “Menino do Rio” é o mais diversificado de todos os seus trabalhos e contempla a música “Cabide”, um presente de Ana Carolina.
Pelos palcos por onde tem andando, e de quase todo o mundo, Mart’nália arrasta multidões, não pela figura do seu pai, Martinho da Vila, bastante respeitado e aplaudido em espectáculos, mas sim pelo seu profissionalismo, a sua maneira de estar em palco e com o zelo com que se dedica à música. Vai daí o respeito que ela tem, sendo considerada uma das vozes mais audíveis e completas da Música Popular Brasileira (MPB).

A cantora já realizou espectáculos em palcos onde passaram grandes nomes da música brasileira. Um dos seus maiores espectáculos é o Pé do Meu Samba, no qual cantou ao lado de nomes como Alcione, Beth Carvalho, Caetano Veloso, Celso Fonseca, Djavan, Fernanda Abreu, Geraldo Azevedo, Ivan Lins, Jussara Silveira, Lenine, Luiz Melodia, Martinho da Vila, Moska, Pedro Luís, Sandra de Sá, Toni Garrido, Zé Renato e Zélia Duncan. Essa possibilidade de ter, em cada apresentação, um parceiro de palco diferente trazendo canções diferentes manteve o show Pé do meu Samba sempre vivo, em constante movimento, nunca acomodado.
Em 2003, nas vésperas do Carnaval, Mart’nália fez dueto com o conceituado Chico Buarque em ”Sem Compromisso”.

Já acompanhou o pai em digressões realizadas várias cidades de Portugal e Angola, sendo que em Portugal já se apresentou sozinha.
Em 2004 foi convidada por Caetano Veloso para fazer uma apresentação no Carnegie Hall, em Nova Ioque, nos Estados Unidos, e também para dar um workshop sobre samba para os alunos da Universidade de Nova Iorque.

Voltou para Portugal por mais duas vezes. E gravou participações especiais nos discos de Moska, Marcelinho da Lua, Fernanda Abreu, Homenagem a Clara Nunes e Samba para as Crianças (este último ganhou o Grammy).

A convite do Governo francês, Mart’nália foi cantar na Ilhas Reunião onde durante um mês deu um workshop sobre o Samba, as suas origens e essência, o que, com outros músicos, depois viriam a formar a Escola de Samba daquele país ilheu. A 20 de Dezembro de 2004, na Ilha Reunião, apresentaria um grande espectáculo da comemoração da “Libertação dos Escravos”.



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Filho de Mazembe canta para honrar o pai

DIZ um velho ditado: filho de peixe sabe nadar. E Alexandre Mazembe, filho primogénito do falecido compositor e intérprete David Mazembe, veio confirmar este adágio. Mazembe Júnior (é assim tratado nos meios artísticos da Beira), já começou a cantar e encantar os beirenses, fazendo ele mesmo as suas canções a partir de estilos musicais tradicionais, casos da mandoa e do ndokodho, típicos do sul da província de Sofala, que, por sinal, são a “cara” do seu progenitor.

Desde de pequeno Alexandre Mazembe ia assistindo aos ensaios do pai, o que significa dizer que o “bicho” da música começou a penetrar nele logo na infância. Hoje, com 27 anos e estudante universitário, Mazembinho, como é também tratado pela comunidade dos músicos beirenses, tem no seu repertório quatro temas da sua autoria e tantos outros que o seu falecido pai não conseguiu trazer a público, que também poderão ser agora conhecidos.

“O bicho de cantar começou aos oito anos. Eu sempre assistia aos ensaios do meu pai com os colegas, entre eles Isaú Meneses e o falecido Cezerilo”, conta. Isso fez com que ainda pequeno Alexandre Mazembe tocasse latas com os amigos. Estava a criar um conjunto mesmo. “Até que fazíamos ‘shows’ na zona (onde residiam). Sem me aperceber, a música, sobretudo tradicional, começou penetrar em mim e hoje já canto formalmente”, explicou, entre risos.

Mazembe Júnior, como é também conhecido Alexandre Mazembe, deixou claro que iria seguir os trilhos do seu pai. Por isso, ndau e sena são as línguas locais de que ele se socorre para cantar. Para além disso, os estilos tradicionais, mandoa e ndokodho, do sul de Sofala, são, igualmente, a sua aposta.

“Não é que eu esteja contra os jovens que cantam rap, rock, r and b, entre outros estilos importados do ocidente, mas acho que é preciso preservar a nossa cultura, cantando o que é nosso. Por isso, vou sempre apostar naquilo que foram os estilos habituais do meu pai”, promete.
David Mazembe
QUERO PRESERVAR O NOME DO MEU PAI
Alexandre Mazembe explicou à nossa Reportagem que ao cantar estará a realizar um dos maiores sonhos do seu pai, que sempre quis ver um dos filhos envolvido na arena cultural nacional. Para além disso, disse ser aposta dele preservar o nome do seu progenitor, que muito deu para a música em Sofala.

Refira-se que o aparecimento de grupos como Djaaka, Mussodji e Nyacha é resultado de um trabalho árduo efectuado pelo falecido David Mazembe, através do seu projecto Ndongué, que se dedicava à pesquisa de estilos tradicionais e que chegou a criar o grupo de canto e dança na Casa Provincial de Cultura. Hoje, maior número dos pupilos do “embaixador dos pobres”(assim era carinhosamente tratado o músico) promove a música “de raiz” naquela região do país.

“Isto tudo leva-me a concluir que tenho uma tarefa muito difícil. David Mazembe tem um nome bastante forte na nossa música tradicional. Eu vou dar o meu máximo para manter bem alto o nome dele, trazendo, também, algo que o dignifique”, referiu.

Reconheceu que o apoio que tem recebido de muitos músicos locais, quer da velha guarda, quer os da nova geração que apostam em estilos tradicionais têm permitido que consiga sucesso almejado.

“Meu pai deixou muitas músicas não editadas e/ou não acabadas. Estou a melhorar essas composições dando um enquadramento à realidade actual. Tanto estas como as de minha autoria, tento trazer o quotidiano local, fazendo uma crítica social a muitas coisas. Para além disso, a pobreza tem estado bem patente nas minhas composições”, clarificou.
A pobreza era um dos temas mais explorados por David Mazembe nas suas canções, daí a alcunha “embaixador dos pobres”.

Para além da vida artística, Alexandre Mazembe é estudante de História na Universidade Pedagógica (UP) - Delegação da Beira. E o falecido pai para além de músico foi, igualmente, docente, o que significa dizer que Mazembe Júnior está a seguir, mais uma vez, o trilho do progenitor, confirmando- se, assim, o velho ditado: filho de peixe sabe nadar.

EDUARDO SIXPENCE

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Otis in the house, ja a venda


O Otis, foi cultivando junto aos Djs o estilo que mais o agradava até hoje: House Music, e que bem lhe foi sucedido.
Em 2008, decide apostar no que inevitavelmente iria acontecer: Lançar o seu novo cd, apostando num som enovador, com influências africanas, americanas e um pouco de algo do resto do mundo.Nasce o CD "Otis in the House" como mais uma experiência no seu mundo da música.
Entrevista à Revista Autores Otis é um dos poucos artistas moçambicanos que escolheram Portugal para seguir uma carreira musical. Filho de um maestro, cresceu ao som de vários estilos musicais e, actualmente, é considerado por muitos como o melhor saxofonista a residir e a actuar em Portugal. Discípulo de Dollar Brand (Abdullah Ibrahim), com quem já tocou, Otis acabou de lançar o seu quinto trabalho discográfico a solo, "Olhando para trás". Um disco tranquilo, onde o autor recorda todas as influências que fizeram dele um músico de excepção.

Autores - Não é comum encontrar artistas moçambicanos em Portugal, contam-se quase pelos dedos de uma mão os que vieram para cá. Preferiram fica em Moçambique ou foram para outras paragens?
Otis - Em Moçambique, talvez pela influência sul-africana, os nossos músicos que saem do país vão, em primeiro lugar, para a África do Sul, uma terra de excepção. E dali saímos para o Zimbabué, a Tanzânia e outros países. Mas não é fácil triunfar na África do Sul: eles "defendem-se" bem, são proteccionistas, é preciso ser muito bom para vencer na África do Sul. E, por mim, acho que o esforço para penetrar no mercado sul-africano não compensa. Aquele país é um mundo, tem de tudo, é uma potência. Tem de ser muito bom para eles nos deixarem entrar, senão é mais um que por lá anda. Para mim não compensa. Não é que tenha medo da competição, mas prefiro estar em Portugal.

Autores - Quando se fala em Moçambique, a nível musical, lembramo-nos logo da marrabenta. Mas o Otis é um músico moçambicano que toca saxofone. De onde vem essa paixão?
Otis - Eu nem gostava de saxofone, foi o meu pai que me obrigou. Ele era maestro de uma banda, em Inhambane, e hoje agradeço-lhe ter-me influenciado. Quanto à marrabenta, é a nossa música popular e não a esqueço. No meu primeiro disco misturei marrabenta em alguns dos meus temas, mas essa experiência não foi bem sucedida. Só funcionou nos discos seguintes, e já editei cinco. No último disco, pode-se ouvir muita marrabenta.

Autores - Como músico instrumentista é fácil arranjar espectáculos, ter trabalho?
Otis - Estive dez anos para conseguir entrar no mercado português, não foi fácil. E trabalhei com gente importante, trabalhei no Fontória, e foi a partir daí que começaram a abrir-se-me as portas desse mercado. O Roberto Leal viu-me uma vez na televisão, contactou-me, e comecei a trabalhar com ele. Foi uma experiência extraordinária, tenho excelentes recordações, fizemos tournées por todo o mundo. Além disso também toquei com o duo Miguel e André, com Paulo de Carvalho, o Eduardo Paim, o Paulo Flores, entre muitos outros - e peço desculpa aos que me esqueço de citar. Estes músicos ajudaram-me muito, integrei-me melhor na sociedade e na música portuguesa. E ganhei experiência, posso tocar vários estilos musicais. O mercado português é pequeno, para podermos viver e ter trabalho temos que noa adaptar. Tocar um único género musical em Portugal não dá, não sobrevivemos.

Autores - Essa experiência contribuiu para a fusão que actualmente faz na sua música?
Otis - Nem mais. Ter tido a oportunidade de tocar com músicos de várias áreas e em vários lugares do mundo fizeram de mim um músico polivalente. Com o meu sax consigo tocar um pouco de tudo, desde marrabenta, kizomba, fado, Rn'B. Até música chinesa...

Autores - Essa mistura de influências nota-se nos discos que gravou até agora?
Otis - Sim. Até agora gravei cinco discos, e o mais curioso é que consigo vender mais no estrangeiro do que em Portugal. O mercado português é pequeno e as pessoas não estão habituadas à música instrumental. Dou um exemplo: o disco "Influências" que gravei em 1999, vendeu mais nos Estados Unidos do que cá. Claro que nos Estados Unidos o mercado é potencialmente forte e muito maior, mas na verdade é que eu nos Estados Unidos não sou conhecido como sou aqui.

Autores - Já consegue viver só a fazer música?
Otis - Agora sim. tive uma altura que era complicado, mas felizmente agora tenho muito trabalho. Não faço só concertos, sou chamado para animar eventos, lançamentos de marcas, inaugurações de lojas, resstaurantes... Trabalho de Segunda a Domingo.

In revista Autores

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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Azagaia fala para o Channel O

Azagaia, o Revolucionario" do Hip Hop, um dos mais badalados musicos da nossa praca, fala para o Channel O. Confira na entrevista com o apresentador que dispensa apresentacao, Duke Williams.

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Um turbilhão de emoções marca terceira gala do Fama Show


Teve lugar ontem (26/10/2008), no cine-África, em Maputo, a terceira gala do Fama Show, evento marcado pela forte entrega e dedicacão dos concorrentes que se apresentaram de forma emotiva e aguérrida ao palco. Todos digladiam-se para dar o melhor si neste “reality show” que já demonstrou ser uma luta de estrelas agradável e cativante. Ontem, por exemplo, aliar a voz ás doces melodias dos artistas estrangeiros e moçambicanos intrepretados pelos participantes parecia ser a principal palavra de ordem.

Quase todos os concorrentes que passaram pelo palco demonstraram que, durante a preparacão na academia, há um notório crescimento,relativamente as galas passadas. Outro pormenor não menos importante relaciona-se com o traje dos jovens concorrentes.

Aqui assinala-se algum aprumo, uma vez que de gala em gala, há um retoque no visual. Esta observação revela a atenção que os pupilos do trio de jurados composto pela professora Maria Mugalela e pelos músicos Dua e Roberto Isaías têm tido na hora das avaliações. Aliás, este facto é assinalado repetidas vezes pelo júri que vai aconselhando os concorrentes a tomarem esta e outras precauções.

Antevê-se, assim, para as próximas galas, um Fama Show cada vez mais empolgante, cujos primeiros sinais foram emitidos desde o começo. A emoção está a rodos, pelo que tudo indica que os concorrentes estão a assimiliar o que aprenderam na academia do Fama.

Jornal O Pais

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Yuri da Cunha anima último dia da segunda edição do "Belas Fashion"

O cantor Angolano Yuri da Cunha que ja esteve entre nos,
emprestou a sua classe ao evento do "Bellas Shopping"

O cantor angolano Yuri da Cunha animou mais de trezentas pessoas que acorreram, sábado à noite, ao centro Belas Shoping, em Luanda, para assistir ao último dia da segunda edição do “Belas Fashion”.

Num espectáculo com muita luz e som, Yuri da Cunha acompanhava às modelos que desfilavam com roupas de distintas lojas, com realce para as das boutiques “Cris e Cris” e a “No Exit”.

Os manequins da agência de modelos “Step Model” mostravam “todo o charme” ao desfilarem com roupas de gala e de noite, onde o destaque recaiu para os actores brasileiros Eric Marmo e Sharon Menezes.

No final, o director-geral do Belas Shoping, empresa organizadora do evento, Marcos Gomes, disse que o mesmo “foi bastante positivo, pela aderência das pessoas e pela inovação em surpreender com novos atractivos”.

“Inovamos em apresentar um músico com uma banda ao vivo a acompanhar os modelos a desfilarem. Foi difícil, mas proveitoso e quem sai a ganhar somos nós que procuramos agradar sempre mais os nossos clientes”, acrescentou num breve balanço à Angop.

Segundo ele, a direcção do Belas Shoping já está a trabalhar para a terceira edição do “Belas Fashion”, a ser realizada em 2009, de formas a superar a actual.

O terceiro e último dia da segunda edição do “Belas Fashion” foi presenciado pela primeira dama da República de Angola, Ana Paula dos Santos, convidados e jornalistas.

Angop

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Lembrar Black Company

Black Company é um grupo de rap português, criado na década de 1980. É composto pelos rappers Bantú (agora Gutto), Bambino e Makkas e incluía anteriormente os Dj´s KGB e Soon. Foram os criadores daquele que é considerado o primeiro êxito do hip-hop português, o tema Nadar.




Formação
Criado nos finais dos anos 80, o grupo actuou muito tempo sem nenhum reconhecimento, fazendo sobretudo rap «de rua», sem nenhum acordo discográfico ou comercial. O grupo, que mais tarde veio a ser conhecido por Black Company, juntou-se em 1988, incluindo na sua formação varios rappers da margem sul de Lisboa, tais como General D. Deram os primeiros concertos em pequenos locais como o Ponto de Encontro, em Almada, ou o Visage, na Caparica, mas o projecto chegou ao fim da linha três anos apos o seu arranque. Guto, Bambino (na altura Maddnigga) e mais seis outros músicos regressaram em 1992 como Machine Gun Poetry, mas o nome foi alterado no ano seguinte, para Black Company. Nessa altura, Guto, Bambino e Tucha, os três ex-Machine Gun Poetry, convidaram KGB e Makkas (a.k.a. Max, the Criminal) para se juntarem a formação, e o grupo deu o seu primeiro concerto em Dezembro de 1993, filmado pelo manager Hernâni Miguel, para o programa de televisão da RTP, "Outras Margens".

A colectânea Rapública e o verão de Nadar
Em meados de 1994, o grupo foi convidado para participar na colectânea Rapública, onde também participaram nomes actualmente conhecidos do hip-hop português, como Boss AC, LNM (Líderes da Nova Mensagem) entre outros. O grupo foi responsável pelos temas Pshyca Style e Nadar. Nadar foi bem aceite pela crítica, reflectindo-se nas vendas comerciais. O tema foi também considerado o «Hino» do verão de 1994, trazendo fama e prestígio ao grupo. O apoio incondicional das rádios portuguesas e as constantes aparições em programas de televisão, fizeram a expressão "Não Sabe Nadar", entrar no quotidiano dos portugueses, tendo a mesma sido inclusivamente adaptada a campanha pela defesa das gravuras rupestres, e na altura pode mesmo ler-se em t-shirts a frase "As gravuras não sabem nadar". Depois de actuações realizadas um pouco por todo o pais, os Black Company editaram, em 1995, em formato single o tema "Nadar", com quatro remisturas assinadas por To Ricciardi e André Roquete.


A Geração Rasca dos Filhos da rua
Ainda durante esse ano, foi editado mais um single, intitulado "Abreu". Ambas as faixas foram incluidas no alinhamento do álbum de estreia da banda, "Geração Rasca", que chegou aos escaparates em Outubro de 1995. A banda regressou três anos depois com o seu sucessor, a que chamou "Filhos da Rua", que incluiu no alinhamento uma versão para o tema "Chico Fininho", de Rui Veloso, aqui designada por "Chico Dread", e e considerado por muitos um dos melhores álbuns Rap portugueses de sempre. Durante os três anos que separaram a edicao dos dois trabalhos de originais, o grupo participou no single "Racismo Não", editado pela AMI (Assistência Medica Internacional); andou na estrada, tendo dado mais de 60 concertos entre o Verão de 1995 e o de 1996; e em 1997 actuou em Cannes, no festival MIDEM, na noite Atlântica.

Fora de Série - O regresso dos Black Company
Em 2007, os 3 elementos reuniram-se mais uma vez para produzir o seu 3º album de originais " Fora de Serie ", a ser lançado a 8 de Setembro de 2008. O álbum incluirá um numero de 14 Faixas e o seu single de lançamento será o tema "Só Malucos", um tema de forte crítica social, que contará com a participação de Adelaide Ferreira.


Discografia
Rapública, (1994)
Geração rasca, (1995)
Filhos da Rua, (1998)

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