segunda-feira, 19 de Outubro de 2009

Uma “Terezinha” para Xidiminguana


“Criança que não chora, não mama”, diz o velho adágio popular. O conceituado músico moçambicano Domingos Honwana - o célebre Xidiminguana - sabe disso. Sabe e até pode testemunhar como essa velha máxima é também válida para os adultos. Naturalmente que entre os adultos, há choros e choros...



Havia vários meses que Xidiminguana vinha “chorando” por uma guitarra para fazer o que ele mais gosta: tocar e encantar. Já várias guitarras envelheceram em suas mãos ao longo de uma carreira que já começa a espreitar a longevidade. Num país como o nosso, cheio de carências, não é coisa fácil um músico ter uma guitarra própria! Andam muitos guitarristas exímios por este país fora, que não se podem orgulhar de ter uma guitarra. Quando têm uma para tocar, é emprestada, e ai quase sempre não dá para “se libertarem”.

Xidiminguana conhece essa experiência de saber e querer tocar, mas não poder fazê-lo porque não há guitarra disponível. Cenários como este, amordaçaram por diversas vezes o talento de Xidiminguana, até que decidiu partilhar esta sua preocupação com alguém que acreditava que o poderia ajudar.

Tudo começa quando a Autoridade Tributária decide promover uma campanha de divulgação do imposto pelo país fora, uma iniciativa que além de envolver os órgãos de comunicação social, associou alguns músicos escolhidos a dedo, para com o seu talento de artistas ajudarem a fazer chegar mais longe a mensagem sobre a importância de os cidadãos conhecerem e pagarem impostos. Um dos critérios de escolha é a abrangência das línguas usadas por tais artistas nas suas canções. Bem pensado, melhor feito!

Assim mesmo, na região norte foram escolhidos dois músicos: Aly Faque e Júlia Mwito. Na zona centro, os eleitos são Madala e Nyeleti e, no sul, Anita Macuácua e Xidiminguana. Um dos resultados deste acordo é a amizade que nasceu e que floresce entre os artistas e a AT, que agora olham para cada um daqueles músicos não apenas como agentes de entretenimento, mas como parceiros na educação para a cidadania fiscal.

Mas os artistas têm os seus problemas. Têm as suas carências. Limitações. Materiais e financeiras. Uns têm mais do que os outros, mas todos têm dificuldades. Xidiminguana também! Foi então que, certo dia, Xidiminguana apresentou a sua preocupação aos seus amigos da AT. Pediu lhes que fizessem alguma coisa para que ele pudesse ter uma guitarra. Nova. Sua. Para não ter mais que pedir emprestado e ver se forçado a interromper as músicas a meio da interpretação...

O apelo de Xidiminguana foi ouvido. Os funcionários da AT assumiram a preocupação do seus parceiro como sua também. Pediram que Xidiminguana fosse ao mercado identificar a guitarra dos seus sonhos. Depois começaram a contribuir. Cada um à medida das suas possibilidades. Afinal, “grão a grão, a galinha enche o papo...”.

Xidiminguana foi ao mercado e escolheu uma guitarra. Escolheu uma guitarra nova. Aquela era uma oportunidade que os amigos lhe davam. Não podia desperdiçar, muito menos trair os seus desejos. Escolheu bem!

Na semana passada, Xidiminguana foi convidado de honra à reunião do Conselho Superior Tributário, com direito a um espaço predefinido no programa do evento. O propósito era entregar ao artista, a guitarra comprada pelos seus amigos da AT.

Igual a si mesmo, Xidiminguana não perdeu tempo. Assim que recebeu a oferta das mãos do presidente da AT, Rosário Fernandes, puxou por uma cadeira para ensaiar uns dedilhados. Para deixar a marca, escolheu um clássico do seu vasto repertório musical: “ Vadla Vamutsona Mamane Bobiyane” (Não dão de comer à mamã Bobiyane). Assim mesmo, Xidiminguana levou todos os presentes na sala a uma viagem imaginária até Chibuto, ao som das cordas da sua nova companheira, que não tardou em baptizá-la pelo nome de “Terezinha”.

“ É assim mesmo na minha tradição. Não se escolhe mulher para o filho. Ele é quem escolhe! E foi isso que eu fiz. Escolhi pessoalmente a minha mulher. Esta é a minha nova mulher! Obrigado, meus amigos!”, confessou no seu inconfundível changana vernáculo!

Bom amigo que é, Xidiminguana prometeu para breve a publicação de uma música especialmente dedicada aos seus amigos da AT, a quem pretende agradecer publicamente. Cá por nós, eles fizeram por merecer!.
  • Júlio Manjate

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Dama do Bling: Facebook


Dama do Bling esta mais 'conectada" aos fans, hoje mais do que nunca. Acesse o seu perfile na internet e socialize com esta personagem.
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Declarações de um apaixonado – Hermínio

Laggost Produções/ Vidisco, 2008
É claro q já devia ter postado isto há bem mais tempo, mas epa, há bem mais tempo meu PC ‘tava lixado. Será tarde demais? Qiçalixe!
Ei, ouvi dizer q Hermínio não ‘panhou nada pelas vendas deste disco, q foi matrecado pelo seu próprio agente, Laggost! É verdade isso? Fogo! É este tipo de cenas q impede q a nossa música cresça, pois desmotiva gente realmente talentosa, como é Hermínio.

A primeira vez q o ouvi foi no coro de uma daqelas canções de “enaltecimento do q é nosso”, de MC Roger. Acho q é aqela sobre a EDM. Será q foi Roger q descobriu Hermínio? Não será esta a verdadeira vocação de MC Roger? Oxalá descubra talentos nesse trabalho q anda a fazer com crianças desfavorecidas...
Como eu disse o outro dia aqi numa postagem, agora escuto cada vez menos Rap e mais R&B, e não é só porq o Hip Hop anda moribundo mas é q o nosso R&B está em notável crescendo. Nomes como Doppaz, Preto, Ace Nells e agora G2 p’ra além do próprio Hermínio são a prova disso.
Declarações de um apaixonado é um álbum impressionante, especialmente se tivermos em conta a mediocridade musical q temos q suportar nos dias q correm. Num alinhamento de 12 faixas de puro R&B, pode-se encontrar aqi números p’ra dançar, baladas e até um pouco de acústico. Aliás, é acusticamente q o álbum abre com o sobejamente conhecido tema Lau com a participação de Stélio (dos Kapa Dêch) no dedilhar. Logo de seguida vem a minha favorita do disco, Sexy Girl produzida por G2 e com Impro no Rap. Hermínio não só é talentoso. O gaj’ grama de cantar! Dá p’ra sentir o seu amor pela música quando nesta faixa começa por “I love you so much more than you beeeli-eeeeve, yeah,yeah...” Fogo!
Como mandam as regras do R&B, a decepção amorosa é retratada logo a seguir através do tema como pudeste, produzida desta feita por Proofless, onde Hermínio se lamenta: “como pudeste te esqecer de mim assim tão fácil? E ensinar-lhe o q eu te ensinei/ e dividir com ele o q eu te dei? ”.
Os temas p’ra mexer são sem dúvidas professora e o bombástico vai custar q dispensa qualqer comentário. E, estas duas faixas tem a assinatura de Proofless na produção.
De volta às baladas, Bagas dá seu contributo produzindo o tema mil à hora, q faz recordar aqela canção de Gutto q rebentou há luas atrás, debaixo dos lençóis (é esse o título?). Aliás foi Gutto q deu aqele impulso ao R&B lusófono, não? Depois Anselmo Ralph levou a cena p’ro outro nível e agora os moçmbicanos controlam o game. Na faixa hoje à noite, na companhia G2 e Impro em mais uma produção de Proofless, o lado atrevido e sensual de Hermínio salta ao de cima quando canta: “nossos corpos colados e o desejo à nos pedir/ cansados e suados e a vontade à nos punir ” e depois “tu me dás, eu te dou, tu me dás e depois... hmmm! ” .O álbum fecha como começou: acusticamente. Vai custar remix é o tema q fecha com chave de ouro declarações de um apaixonado, com a participação de Ace Nells e novamente Stélio na guitarra.
Se ainda não tens o álbum é melhor comprares. Só tens a ganhar.
Top 4 do cd: Sexy girl, Como pudeste, Vai custar e Hoje à noite
POSTED BY KANINO AT 12:06 PM 9 COMMENTS

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CD Amor & Drama de G2 a venda na Garagem

Já à venda o novo single do G2 ,Amor & Drama. Está à venda na GARAGEM

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Costa Neto Visitou Big Brother


O músico moçambicano Costa Neto procede ao lançamento do seu disco hoje, sexta-feira, no espaço Big Brother.

Intitulado Mandjolo (Nome da localidade onde o músico nasceu, no distrito de Matutuíne), o disco é uma miscelânea de ritmos incorporando a Marrabenta aos ritmos portugueses.


Para o concerto do lançamento, Costa Neto terá como convidados os músicos Stewart Sukuma, Wazimbo, Roberto Chitsondzo, David Macuácua, entre outros. O concerto é esperado com muita expectativa visto juntar no mesmo palco nomes sonantes da música moçambicana. A actuação de Costa Neto, radicado em Portugal, será o reviver dos palcos moçambicanos em grande estilo.


DIÁRIO DE NOTÍCIAS – 09.10.2009

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Mingas, a perola do Indico.

Visite Mingas AQUI

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Jimmy Dludlu: O pólo do Joy of Jazz

Jimmydudlo

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Fica o eco da sua voz, vovo Amélia!


"Swilo swa missava swa khaluta" diz o refrão da canção gravada em 1997 pela decana da música ligeira moçambicana Amélia Moiana e que deu direito à participação na final da edição do mesmo ano do “Top Feminino” parada de música feita por mulheres, organizada pela Rádio Moçambique. “Swilo swa missava” é um hino ao amor, ao convívio, à harmonia e à compaixão entre os homens. É uma lição de moral que vovo Amélia quis deixar como legado, criticando a ganância, a mesquinhez, a intolerância, a falta de entendimento, alertando sobre o impacto desses malefícios, mas também sobre o sentido que se deve dar à vida. Conselheira e educadora, Amélia Alfredo Moiana, de seu nome completo, “deixou as coisas da terra”, perdeu a vida na noite da última sexta-feira, vítima de doença e seu corpo foi enterrar na tarde de ontem, no cemitério de Lhanguene, depois de uma justa homenagem no “Khovo”, a igreja de seu coração.


Vovo Amélia para quase todos, jazz woman para os que sentiam e entendiam a alma das suas cordas vocais, partiu numa altura que trabalha para a gravação do seu segundo disco.

É verdade que há muito que vovo Amélia não gozava de uma saúde física para percorrer os sinuosos caminhos da música, sobretudo aqui em Moçambique, mas seu sonho foi sempre de registar o pouco da graça que Deus lhe deu.

Tinha energia para sonhar e acreditar que pese os problemas de saúde associados à sua avançada idade, muito ainda tinha por oferecer à música moçambicana.

Possuía um coração muito forte, uma imensa fé, daí a sua predisposição para entrar no estúdio e gravar mais um disco.

Descoberta para o grande público por Eldorado Dabula, no programa “Keti-Keti” da Rádio Clube (actual Rádio Moçambique) lá para década de 60.

Mas antes de aparecer naquele programa Amélia Moaina, contou numa das conversas, que começou a cantar ainda em tenra idade, por influência do pai que foi maestro da Igreja Missão Suíça, actual Igreja Presbiteriana de Moçambique e da mãe. “Minha mãe também tinha uma voz linda, mais linda que a minha”, dizia sempre Amélia Moiana.

Eldorado Dabula catapultou Amélia Moiana para o grupo Djambo. Foram momentos de glória infelizmente desconhecidos por muitos, dadas as contingências da época.

Quando a notícia da sua morte me chegou aos ouvidos, confesso que fiquei meio desnorteado a final era uma pessoa que gostava tanto. Não chorei por que logo de seguida veio à memória os grandes momentos de convívio que tivemos quando preparávamos o único grande espectáculo de palco que realizou nas últimas décadas.

Veio aquela majestosa actuação em Abril de 2003, no Centro Cultural Franco-Moçambicano. Acompanhada por jovens que integravam a Banda Azul (grupo que carinhosamente ela tratava por Bafana Bafana) nomeadamente Raimundo (piano), Sacres (baixo), Stélio (bateria), Jimmy (guitarra) e ainda as vozes de Cadinho, Ruth e Saugina.

Só quem esteve no Franco-Moçambicano pode comentar e afirmar com viva voz que Moçambique perdeu uma grande voz escondida ao longo do tempo porque o sistema assim o quis.

Não chorei por que começou a coar nos meus ouvidos as canções “Moya Wanga”, “Lwandle”, “A Mintirho”, “Amiga”, “Lirandzo”, “A Va Khale”, e a inigualável “Swilo swa missava”.

Moçambique perdeu uma grande voz porque os caminhos para a produção de arte e cultura no geral, e da música em particular, são sinuosos, mas melhor dizendo, são mesquinhos.

Ninguém pode explicar por que nunca se abriram as portas para Amélia Moiana gravar as suas canções que não eram poucas. Não se abriram porque o nome, não o trabalho dela, pouco dizia às pessoas que estão a frente desses processos. Pura e simplesmente por isso, porque pelo trabalho são poucos os músicos moçambicanos com sua estirpe.

No último espectáculo de palco que ofereceu há seis, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, Amélia Moiana demonstrou que mesmo aos 72 anos (na altura) era de uma “senhora” voz, cultivada e escondida atrás do gospel. Cantava a marrabenta, jazz, blues, tudo que o espírito impunha com uma mestria somente sua.

“Swilo swa missava swa khaluta” não mentiu Amélia Moiana, estamos de passagem e neste momento de dor e consternação, pouco nos resta senão tirar chapéu e curvar perante a sua voz que vai continuar a coar nos nossos ouvidos.

  • João Fumo

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segunda-feira, 5 de Outubro de 2009

Vodacom e Moreira Chonguiça anunciam parceria


A Vodacom está envolvida na valorização da música
A empresa Vodacom Moçambique anunciou hoje, em Maputo, um acordo com o músico moçambicano Moreira Chonguiça que, de entre vários aspectos, preconiza a oferta de espectáculos ao público nacional.

Falando à imprensa durante o anúncio da parceria, o Presidente do Conselho da Administração da Vodacom Moçambique, Salimo Adbula, disse que esta empresa tem se envolvido na valorização da música moçambicana.“Os músicos moçambicanos elevam a sua música no país e além fronteiras e nós queremos que esta seja ouvida e aproveitada, sobretudo pelas novas gerações”, disse Abdula.
Moreira Chonguiça é um jovem saxofonista e compositor moçambicano que se destacou nos últimos anos nos palcos da vizinha Africa do Sul, onde estudou música, tendo posteriormente também angariado muitos fãs do seu próprio país.

AIM

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Artistas homenageiam Miriam Makeba em Paris


Várias grandes artistas da música africana darão três concertos a partir da sexta-feira próxima em Paris para render homenagem à imensa artista sul-africana Miriam Makeba "Mamá África", falecida no ano passado na Itália em pleno concerto.Angélique Kidjo, promotora do evento, convidou as Nigerianas Asa e Ayo, a Conakry-Guineense Sayon Bamba, a Ivoiriense Dobet Gnahoré e a Maliana Rokia Traoré.

Intervirão ainda no quadro deste evento intitulado ""ElaS" e dedicado às mulheres, um coro sul-africano e um guitarrista Vusi Mahlasela, ex-membro do grupo de Miriam Makeba.
Estes concertos musicais inscrevem-se no quadro do Festival da Ilha de França que propõe cada ano cerca de 30 concertos na região parisiense.Miriam Makeba, cujo verdadeiro patrónimo é Zenzile Makeba Qgwashu Nguvama, nasceu em 1932 em prisão quando a sua mãe grávida cumpria uma pena.
Considerada como uma das mais bonitas vozes de África, Makeba denunciava, através das suas canções, o regime do apartheid.Apesar de ter nascido Sul-africana, Miriam Makeba foi privada da sua nacionalidade por este regime, mas no seu exílio, ele tinha optado pela nacionalidade conakry-guineense em 1960 e argelina em 1969.
Obrigada ao exílio em 1950 pelo regime racista que proibiu a difusão de todas as suas canções na rádio, Miriam Makeba só voltou ao seu país 31 anos mais tarde com a libertação de Nelson Mandela, primeiro Presidente sul-africano negro.
Durante todo o seu exílio, ela continuou a pregar discursos anti-apartheid e preconizar o boicote da África do Sul.Mamá África morreu a 9 de Novembro de 2008 aos 76 anos de idade em Napólis, na Itália, vítima de uma crise cardíaca quando participava num concerto de apoio a um jornalista- escritor italiano anti-mafia, Roberto Saviano.

PANA

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segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

MINGAS: “Mamana” no canto da (verdadeira) diva





Mingas é uma voz feminina de alcance estético inigualável. Uma voz que me lembra a harmonia do voo e canto dos pássaros; sim, o encantador voo livre, sem ruídos, sem acidentes, sem tombos; deslumbrante como o último fio de luz do sol que o pássaro atravessa.

Hambi no vona waku ni nyoxissa

Timbilu to banana loku ndzi dzimuka wene mamana

Lava hinkwavo valanguiwike hi mbilu yanga

Akwaku ava lunganga mamana

Oh hiyo io io io io

Niza ni tsama lani ni siku lani niya tsama le

Nani navela ku zhulissa moya wanga mamana

Oh hiyo io io io io

Oh mamana

Kassi udjula niku yini mamana

Swaku nienctha hikuni sossotela swanga nova ngwana

Swaku nienctha hikuni possita, swanga nova papela

Swaku yientcha hikuni chavissa swanga nova mpahla mamana

Nili vona hi wene’/nili vona hi wene/nili vona hi wene mamana

Uma voz fresca, intima, de um existir autêntico, explicita, permanente, sólida, que sabe tirar partido de suas falas.

Bom, dirá o amigo leitor que é muita poesia para classificar uma única voz e concordo.

Hesitei muito para escrever sobre Mingas, pois não reconheço em mim propriedade para falar de uma poetisa de rigor como ela.

Atravessam-me agora arrepios: mas porquê comecei? Agora já não tem volta: devo levar esta tarefa até ao fim.

Numa sociedade como a nossa, exageradamente simplista nas análises e nas categorizações em que qualquer cantora é considerada e/ou se considera diva, me questiono o que será a Mingas? A tensão que a resposta carrega impede-me de dizer metade do que ela seja porque, tal como nas primeiras palavras em que a tentei descrever, dirão: poesia.

Hoje, mais do que a tentativa de dizer quem é a Mingas, escolhi uma canção de nomeação cuja carícia de voz me empolga; trata-se de “Mamana”. Na verdade, esta canção foi escrita pelo não menos fenomenal Zeca Tcheco, o genial baterista da música moçambicana. Mingas fez a música, a partir dessa letra.

“Mamana” simboliza o eterno conflito das mães quererem mandar nos amores das suas filhas e filhos. Em “Mamana”, a voz e a melodia de Mingas questionam: o que queres que eu faça,minha mãe? (Khasi u djula niku yini, mamana?).

Este questionamento põe a descoberto um pássaro que se quer libertar mas, ao mesmo, sente que não está pronto para o voo. É a voz de uma filha que quer contestar, mas sabe que deve ouvir a voz da razão: a voz materna.

Este questionamento é a queda de uma gota de quem reclama o seu próprio espaço, o livre arbítrio, um visível existir que a mãe a nega, tudo porque sua filha e, logo, com dever de ouvir sua voz.

“O que queres que eu faça, mãe; porque, mesmo que encontre quem me agrada, meu coração bate quando me lembro de ti (“hambi no vona…”).

Um dos traços mais evidentes da sociedade e época em que cresceu Mingas (falo da sua juventude), tem a ver com a valorização extrema da figura materna que encarna(va) toda a sabedoria, experiência, uma imagem dominante do social, onde as filhas tinham pouco ou nada a dizer na escolha das suas relações afectivas, na verdade, a mulher aqui não podia tomar posse do seu prazer, tão-somente reclamar o “usufruto do seu corpo” e o seu orgasmo. A tradição confinava-a a mera servidora.

Mas esta mulher que Mingas retrata já tenta, embora não contrariando, questionar esta sociedade quando diz a mãe que “chegas ao ponto de me atiçar como se fosse cão, me envias como de papel me tratasse, e me vendes, como se de roupa me tratasse!”

Ora, não há dúvidas que esta música é a negação da perspectiva redutora da mulher, da tendência super protectora das mães, dos postulados de extremos em nome do bem-estar dos filhos quando, muitas vezes, o bem-estar pode evocar abismo.

O que queres que eu faça, mãe, se meu coração me diz o contrário?

Bom, Mingas não a lança explicitamente esta pergunta, mas o seu canto tange a isso, porque os seus olhos, seu coração, seu desejo irreprimível de mulher, a indica uma direcção, quando a mãe, quer que ela vá noutra.

Feliz ou infelizmente, grosso de mulheres da geração da Mingas, aceita todos os opróbrios ao lado de um homem que as espezinha por completo, isto porque as mães, mesmo que violentadas as convencem de que aqueles são seus homens, quando na verdade são os homens que as mães escolheram para elas.

Este sentimento, está patente na música quando a Mingas, segura de si, diz à mãe “Nili vona hi wene/nili vona hi wene/nili vona hi wene mamana…”, no sentido de que olhe o exemplo que és mãe, achas-te mulher feliz? Agiu certo a sua mãe em escolher o marido para si? A sua vida de prantos demonstra o contrário, agora; como podes querer o mesmo para mim?

Mamane é um hino contra a repressividade e autoritarismo desse tempo em que as mães ordenavam e as filhas, cegamente, obedeciam numa situação que em nada que se parece com o modernismo que se vive hoje, onde o sonho, a ideia do sexo descomprometido, a ferrada romântica, a ideia de liberdade, não deixam que os pais opinem, tanto mais mandarem no amor dos filhos.

Bom fica aqui em “Mamana” a ideia de oscilação entre dois períodos; um de autoritarismo, mas que mantinha coeso a família, outro de liberdade que hoje se vive mas que a fragiliza.

Mas talvez o mais importante nesta música seja para além do desabafo da filha para com a sua mãe, a forma sofrida com que a dona a trata. De um timbre que impõe luta, Mingas vai fazendo desta, dor das demais mulheres, vai celebrando também sua dor com o canto, e traída pelo sopro majestoso do Matchote não se contém e chora, mesmo que no silêncio, mesmo quando tem certeza que as lágrimas vão rolar peito dentro, mesmo que num beco sem saida; “yio, hio, yó yó yó, yo yo mamane/kasse u djula niku yini mamana” (o que queres que eu faça, mãe?).

Mingas é sim uma diva, uma verdadeira diva, de têmpera rija, de encanto no canto, meu rouxinol em noites sofridas, meu alento quando fustigado o tímpano por pseudo-divas.

  • AMOSSE MACAMO

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KALIZA: Quase de boleia, atrás de um sonho!



PAULO Miguel Torres Caliano, ou melhor Kaliza para os amantes da música moçambicana, está preste a cumprir a promessa de gravar um Disc Compact (CD). Cometimento que lhe fez sair da sua terra natal, Tete, quase que de boleia até chegar à Maputo, levando na bagagem apenas o teclado oferecido pelo proprietário da discoteca “Cigana”. Está no estúdio de Zé Pires (ZEP) a trabalhar com a sua “malta”, nomeadamente Nelton Miranda, Papi Miranda, Bernardo, Eduardo e Tony Django, amigos com quem gravou o single “Caridade” recentemente nomeado “Melhor Vídeo” no concurso Mozambique Music Award (MMA).

Ainda sem título, Kaliza diz que o disco está a ser preparado para quem tem bom ouvido e bom gosto. Em entrevista ao nosso jornal, Kaliza revelou que a gravação do seu primeiro CD é a realização de um sonho não só seu, mas dos Calianos, do povo de Tete e todos os moçambicanos que se interessam pelo seu trabalho.


Vindo de uma família de músicos, Kaliza será o primeiro a ter um disco, que é, ao mesmo tempo, uma homenagem ao pai: Miguel Torres Caliano.

Aliás, ele revela que a inclusão de um tema cantado em Ronga, língua sobre a qual sempre teve uma enorme paixão, desde que soube que o pai era de Maputo, está na senda desse tributo.

Estou a realizar gradualmente o sonho dos Calianos, as portas vão se abrindo segundo a música que soa no meu ouvido. Não sou assim muito ambicioso. Os caminhos na minha vida abrem-se através da própria música. Aquilo que ainda não consegui granjear na música é por minha culpa. Se divulgar as minhas músicas vou alcançar o meu desejo. Por isso, rezo a Deus pai para que este álbum a solo saia e chegue ao público para todos saberem o que vem de Tete, que misturas podemos ter de um maronga e uma manyugué que sou eu.

Nascido num meio de música e de músicos, Kaliza diz que foi “bebendo” sons variados, muitas das vezes sem dar conta, mas o facto é que de repente em 1994, imitava com alguma mestria Roberto Carlos e outros ídolos difundidos pela emissora da Rádio Moçambique em Tete.

Mas terá sido num concurso de busca de talentos daquela estação emissora que começou a encarar as coisas com outra visão.

Em 1994 participei numa espécie do programa “sabadão”, no Estúdio 333, em Tete, realizado por Amarildo Romão, actualmente jornalista da Televisão de Moçambique (TVM). Estava bem classificado, mas infelizmente o concurso não foi até ao fim porque houve corte de energia. Face à surpresa e qualidade da minha actuação fui convidado a participar no fim-de-semana num programa do PSI Jeito.

Dessa participação Kaliza diz ter recebido “um puxão de orelhas” do seu irmão mais velho, o Ismael (já falecido) que não gostou de ver e saber que o “miúdo” estava a enveredar pela música.

Quando chamaram meu nome, meu irmão ficou zangado. Não gostou, tinha medo que eu seguisse a carreira de músico, uma vez que isso, no nosso contexto, não oferece grandes oportunidades na vida, em termos de “rendimentos materiais”.

Entretanto, e contra a vontade do irmão, no ano seguinte (1995), o jovem Amarildo Romão promove o concurso Miss-Tete e o “miúdo” é chamado de novo a cantar no cinema Kudeca onde também ia actuar a banda do irmão. Aqui instala-se de novo o conflito entre os Caliano. Kaliza tinha que ser acompanhado pela banda do seu irmão Ismael, mas este fincou pé. Não aceitou que eu ensaiasse com a sua banda.

Mas o “bichinho” da música já estava nas entranhas de Kaliza e com a ajuda de um amigo preparou uma música com base numa instrumental sul-africana e foi se apresentar no Kudeca, superlotado. Estavam lá mais de duas mil pessoas.

E, contra todas as expectativas, Ismael e sua banda não tocaram porque o equipamento de som não estava à altura.

A salvação do espectáculo foi a minha actuação. Quando entrei comecei a cantar e as pessoas esqueceram que havia problema de som. Virei uma estrela, todo o mundo só falava da minha actuação e o Amarildo Romão convidou-me a gravar a música na rádio para fazer publicidade da finalíssima do Miss-Tete.

Dessa fabulosa actuação, Kaliza ganhou do proprietário da discoteca Cigana, em Tete, um teclado, duas colunas, um amplificador e um microfone. Era o início de uma carreira.

Autodidacta, Kaliza aprendeu sozinho a tocar teclado. E fazendo jus ao dito popular: “contra factos não argumentos”, Ismael acabaria se rendendo às evidências, começando a apoiar o seu irmãozinho, dando-lhe algumas “dicas”.

Juntamo-nos e criamos uma banda com alguns músicos locais. Estava eu, o Bruno, Zélio, e o Alfredo. Éramos todos irmãos e o Ismael é que era o manager da banda. Tocávamos em casamentos, festas de aniversário, isso já em 1996.

A banda chamava-se Armagedon (Guerra Santa). Era uma banda que animava os ambientes sociais da cidade de Tete.

O SONHO DE CD

O sonho de gravar um “CD” data de 1997, período que Kaliza estimulado pelo surgimento das editoras VIDISCO e ORION decide abandonar a cidade de Tete, viajando de boleia com o seu teclado até chegar à Maputo. Era uma viagem de sonho, mas também de busca de paz espiritual junto dos seus ancestrais. Kaliza, como ele próprio se define é uma mistura de ronga e manyungue.

Chegou a Maputo no dia 25 de Dezembro de 1997 com uma cassete na qual tinha gravado parte de seu repertório, entretanto recusada pela VIDISCO.

A VIDISCO ficou um mês com a minha cassete e não me deu resposta nenhuma, na altura o director era o João Carreira. Fui a ORION e nem chegaram a receber-me.

Não desisti e continuei a trabalhar. Toquei na Igreja Manã com o Chico da Conceição entre 1998 e 2000, onde consegui compor uma boa parte da música gospel que até hoje é cantada naquela igreja.

Dessa experiência e da vontade de vencer, Kaliza diz ter tido a sorte de um dia a tocar na Avenida de Angola, aparecer Alexandre Mazuze que, imediatamente, apreciou o seu talento e convidou-lhe a trabalharem juntos.

Conta que Alexandre Mazuze tinha na altura muitos contratos nas casas de pasto e, portanto, precisava de alguém para se ocupar de alguns desses contratos. Um deles era no espaço FOFOCA do Sindicato de Jornalistas.

Enquanto ele tocava na vila da Moamba, no “Ka Pileca”, eu ficava no SNJ, isso em 2000/2001, onde acabei conhecendo o Nelson Maquile que me ajudou bastante. Aliás, cheguei aos MozPipa pelas mãos dele. Na altura, a banda tinha falta de um teclista com a saída de Carlitos para Portugal, nessa altura a banda tocava quase todas as noites no Tara.

Com os MozPipa realizou parte do seu sonho, participando na gravação do último CD da banda que graças ao seu envolvimento acabou sendo intitulado “Ecos do Zambeze”. No disco assina quatro composições (Minha Mãe, Tchisse, Txibua e Papo Furado), curiosamente as que popularizam a colectânea.

Porém, diz que não ficou totalmente satisfeito, sobretudo pelo facto de que nos MozPipa era simplesmente um instrumentista (teclista), mas na verdade o que ele gosta e quer é cantar, daí que decidiu abandonar a banda e seguir uma carreira a solo, cujas portas de sucesso foram abertas pelo músico Fernando Luís que lhe deu espaço para se apresentar no África-Bar.

Fernando Luís, na altura responsável da produção naquele local, deu-lhe oportunidade para fazer quatro shows. Aproveitando o sucesso das músicas de Oliver Muthukuzi, Kaliza apareceu no África-Bar com o projecto “Kaliza Canta Muthukuzi”. Mas, vendo que o jovem tinha talento e capacidade para sustentar o seu nome, Fernando Luís tirou “ ... Canta Muthukuzi”, ficando apenas Kaliza. E assim lançava-se um nome, um artista de talento, e abriam-se as portas para a concretização de um sonho e a continuidade de uma história de persistência na música. Mas, uma música feita de arte e de uma incessante busca de qualidade, fora do superficial. É essa a aposta de Kaliza.

  • João Fumo

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340 ml, Moreira and Stewart Sukuma not Cape Town Jazz Festival 2009

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Alexandre Mazuze no "Gil Vicente" : Esperava-se um pouco mais na noite dos 50 anos


FOI como um daqueles pratos de aspecto suculento que, servido à mesa, todos os comensais apressam-se a servi-lo, mas quando provado descobrem que falta-lhe algo para ser completo: é sal a menos? Faltou alho ou pimenta? A salsa e coentros estarão na medida certa? Será que faltou o vinho ou o vinagre no tempero? O prato é picante ou simplesmente não tem sabor? E no final, quase ninguém sabe explicar com exactidão o que efectivamente falta ao suculento prato...contudo, de uma coisa todos têm certeza: falta-lhe algum ingrediente, ou então teve-o a mais!

Tudo isto vem a propósito do concerto de gala havido sexta-feira no Café Gil Vicente, em Maputo, para celebrar os 50 anos de vida e 32 de carreira do veterano Alexandre Mazuze, o homem das "mil e uma vozes".

A noite era de glamour, com gente fina vestida a preceito. A plateia era maioritariamente composta por amigos e personalidades da praça.

Em palco a banda "Central Line" liderada por Humbe Benedito na viola-solo, Momad Amisse na bateria, Bonga no baixo, Zeca e Ruben nos teclados, e as coristas Mira e Marta, que impressionaram à entrada, demonstrando que a banda tinha ensaiado bastante com Alexandre Mazuze, que trouxe ao palco seus convidados, a Cintia e o Stewart Sukuma, cuja actuação acabou criando outro equilíbrio na noite. Não obstante toda essa consistência musical do "Central Line" e do Alexandre Mazuze, pairava naquela sala um clima de algo vazio e melancólico...Mazuze não pareceu em grande forma. A gala estaria aquém do aguardado? Até porque a sala do "Vicente" estava longe de estar cheia, embora fosse um público de qualidade, gente do "tipo seleccionada", aqueles que frequentam os hotéis e outros espaços por onde este belíssimo intérprete passou maioritariamente estes 32 anos de estrada.
Se a actuação de Mazuze, nalguns momentos nos pareceu fria, noutros o intérprete de Louis Armstrong, Dom William, Miles Davis, Ray Charles e mais libertou-se a todo o gás, justificando a enorme fama de ser um dos maiores intérpretes da actualidade na abordagem de marrabenta, blues, soul, fado, latino, merengue e outros.

O público esteve atento a cada movimento do aniversariante. Vestido a negro, Mazuze tinha a plateia a seguir-lhe a cada passo e não lhe pouparam as palmas quando a interpretação fosse admirável. Ainda assim, uma espécie de tensão pairava na sala de espectáculo e de vez em quando, Alexandre dialogava com a plateia, mostrando a outra sua veia de um bom comunicador. Comentou, por exemplo, a falta de seriedade por parte dos empresários ligados à área musical, dando a entender que não foram fáceis estes 32 anos de carreira num país que não valoriza os seus artistas. A parte final não poderia ser de outra forma: simplesmente emocionante. O Majescoral corou o aniversariante e a plateia ao cantar a canção "Vai com Deus" (transportando-nos momentaneamente para uma noite antecipada de natal) e ainda o tradicional "Parabéns a Você" distribuído pelas 14 vozes esculpidas entre sopranos, tenores, baixo e contralto.

Cinco bailarinas inspiradas na coreografia e indumentária típica da Companhia Nacional de Canto e Dança desceram o pano de um concerto que não foi propriamente uma noite de magia musical, embora com tanto glamour. Antes de abandonar o recinto, a plateia foi convidada ao corte de bolo temático (com guitarra e claves de som) exposto no átrio do "Gil Vicente". Entre beijos e abraços, o aniversariante embora descontraído, denunciava no semblante algo preocupado (?), de alguém que não terá atingido o clímax....Era a emoção e o peso dos 50!

ALBINO MOISÉS


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Stewart Sukuma no World Tour


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segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

Karaboss de Duas Karas

Já está disponíve na loja A Garagem, o mais recente singke do Rapper Moçambicano, Duas Caras, com o título KaraBoss. O single traz muitas surpresas, para além, é claro, do hit KaraBoss, que conta com a participação do G2.

Dentro do gXtudio, no dia da criação do KARA BOSS, o novo single do DUAS CARAS com a participação e produção do g2 . . .

Mais informacao aqui no MUNDO DA FAMA

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Lizha James - Desentendimento

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Guell, uma voz irresistivel

Imagem: TVzine

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Guell é uma das mais lindas vozes moçambicanas



Guell é uma das mais lindas vozes moçambicanas, que surge no mercado discográfico pelas mãos de Julio Silva.

O seu album Chikwembo Suca tem sido das musicas mais piratadas e mais ouvidas de norte a Sul de Moçambique.

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Músico Paulo Flores leva "Ex-Combatentes" novo CD da trilogia ao Bela Shopping


O músico Paulo Flores estará domingo (23 Agosto) no Bela Shopping, em Luanda, para uma sessão de venda e assinatura de autógrafos do seu mais recente trabalho discográfico, a trilogia “Ex-combatentes”.
A intenção é, segundo fonte da instituição que avançou a informação à Angop, proporcionar a crianças, jovens e adultos a oportunidade de comprar a obra e poderem apreciar as suas músicas, que já fazem sucesso por toda Angola.“O Belas Shopping regozija-se por acolher este astro da música angolana e acredita que será um momento simbólico na carreira do artista dado o volume de pessoas que habitualmente frequentam o espaço”, reforça a fonte.
"Ex-Combatentes", é uma trilogia com três discos, nomeadamente “Viagem”, “Sembas” e “Ilhas”, tendo temas em que o artista procura trazer uma reflexão sobre o que sente perante as transformações que observa todos os dias da janela da sua casa. O CD traz a público 27 músicas (nove em cada disco), três dos quais roupagens de “clássicos” nacionais e de Cabo Verde e os restantes inéditos, que foram produzidos em Angola, Portugal e Brasil.
Paulo Flores, 37 anos, é natural de Luanda e começou a cantar em Portugal, aos 16 anos de idade. É embaixador da boa-vontade do PNUD e na sua carreira conta com 11 discos lançados, para além de várias participações em obras de músicos angolanos e estrangeiros.
fnt/Angop

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Gabriela - "A música é algo que está dentro de mim"

A Gabriela criou-se, como artista, também no grupo coral da Escola Portuguesa, para além de ter participado em festivais internacionais. Como isso influenciou sua carreira?Entrei para o grupo coral da escola quando sou que se ia realizar um concerto de Natal, faltava apenas uma semana. A música está dentro de mim, e sempre que havia um evento relacionado à musica eu me interessava em participar. Minha primeira experiência como artista eu foi em saraus de poesia promovidos pela Associação de Língua Portuguesa, em que eu cantava fado.

A Gabriela lança álbuns de 4 em 4 anos: 2001 – 100% Amor e Paixão, 2005 – Felicidade, e prevê-se que lance seu próximo álbum este ano. Porquê tanto tempo?Ainda não tenho a certeza que o meu próximo álbum saia este ano, embora haja essa previsão. Não me preocupo em fazer músicas num álbum só para preencher o espaço e as pessoas acabem gostando de uma ou duas músicas apenas. A minha preocupação é fazer música boa, fazer tudo para que o CD saia com qualidade, porque sinto que como artistas, nós temos essa responsabilidade.

Em algumas entrevistas ouvimos a Gabriela dizer que este será um verdadeiro “álbum Gabriela”. Porquê?Este será o primeiro álbum verdadeiramente Gabriela, porque traz estilos que me identificam. Nos meus dois álbuns anteriores fiz passada, por influência do Yeyé. O problema é que este não é um estilo que conheço muito bem, o que dificultava a autocrítica. Desta vez optei por fazer algo que eu conheço, que me identifica.

O amor no geral é um dos principais temas da sua música. Podemos esperar isso deste álbum?Este álbum também vai cantar o amor, as músicas que já saíram mostram isso, e as restantes vão seguir a mesma linha em termos de tema. O amor é chave de tudo, é ele que nos faz viver em sociedade, partilhar a casa, o escritório, a carteira na escola, enfim, o amor é a base de tudo.
Como funciona o processo de criação de suas músicas? Quem é o compositor as letras? A Gabriela tem a ideia da música e trabalha com seus produtores para desenvolver a ideia ou é o contrário?Dantes o Yeyé é que fazia tudo, compunha e fazia as instrumentais. Para o próximo álbum estou a trabalhar com uma equipa maior, dividimos o trabalho e cada um esforça-se em fazer da melhor forma a sua parte, o que enriquece o trabalho.

Dos seus primeiros álbuns e mais recentemente, das músicas Mina na wena, Longa estrada e ainda da sua actuação no MMA, vê-se que a Gabriela é uma artista versátil em termos de estilos musicais. Qual é o estilo que a identifica?Sim, o slow e pop rock são os estilos de que mais gosto, que me identificam, mas eu gosto de explorar também outros estilos. Isso faz também que descubramos nossas potencialidades noutros estilos, que é o que aconteceu comigo em relação ao Jazz. Quando me foi proposto fazer a versão Jazz do “mina na wena” fiquei um pouco surpresa porque era algo novo, mas descobri que este é um dos estilos no qual me sinto a vontade.

O seu vídeo mais recente, Longa estrada, é um tributo a Lurdes Mutola, e carrega uma mensagem muito forte. O que a motivou a gravar essa música?A Lurdes Mutola é uma heroína viva, elevou o nome nosso país e nós não podemos deixar morrer essa lenda. As pessoas não podemos acarinhar as pessoas que elevam o nome do país quando estão no auge. Fiz esta música a pensar também nas pessoas que lutam todos dias para alcançar seus objectivos, e quando estes são alcançados, aparecem logo outros.

A Gabriela tem levado a cabo projectos sociais. Pode nos falar um pouco mais do seu lado de responsabilidade social?Tenho projectos na cadeia feminina, especialmente com as crianças que lá estão. Visito a cadeia nas datas festivas, procuro passar o meu calor, acarinhar, fazer o que posso para lhes dar o meu apoio. Estou também a trabalhar com a Associação de Luta contra o Cancro, e em parceria com a Sra Esperança Mangaze, compramos alguns quadros feitos por crianças com cancro, como forma de ajudar as crianças que estão internadas e precisam de apoio de todos nós.

Para terminar, que mensagem gostaria de deixar para aqueles que acompanham seu trabalho?Começar por agradecer pelo apoio dos que acompanham meu trabalho, porque sem eles eu não seria a Gabriela cantora, e eu prometo continuar a trabalhar para trazer coisas sempre melhores.
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Eduardo Paím prepara novo disco com o título "Massambissambi"

O músico angolano Eduardo Paím prevê lançar, ainda este ano, no mercado, um disco com o título "Massambissambi" e uma colectânea de sucessos antigos, anunciou o cantor.

Em entrevista à Angop, o também produtor musical esclareceu que o disco comportará doze faixas musicais inéditas, enquanto a colectânea terá dez, incluindo dois temas novos.

Quanto aos estilos que incluirá no novo CD, o instrumentista indicou o kizomba e o semba, como géneros preferidos, porque tenciona que o mesmo seja "parecido ao Eduardo Paím de outros tempos".
Hoje, tenho a obrigação de cumprir não só com minha inspiração, mas também com a sensibilidade dos meus admiradores, disse, argumentando que "quando um musico já definiu estilos não é muito bom que fuja completamente", sublinhou.

Eduardo justificou que as versões de músicas antigas surge para a satisfação dos seus fãs, muitos dos quais não tiveram a oportunidade de obter esses trabalhos.
Quanto a produção, o criador do género kizomba, disse que conta com a colaboração de outros criadores, sem contudo mencionar nomes.

Há uma série de jovens que eu particularmente admiro, reconheceu, e pude trocar impressão técnica com alguns deles para participação na composição, criação, concepção de arranjos ou na composição de letras.

Quanto aos estúdios "EP", sua pertença, o músico fez saber que tem previsto a curto prazo a actualização dos recursos técnicos e a sua reestruturação.
"Estamos a fazer adaptações", disse, antes de reconhecer que na altura eram os únicos, e os trabalhos eram constantes, agora "temos que concorrer com os outros e isto tem que se fazer sentir na qualidade dos trabalhos, porque agora estamos mais virados na caça de talentos”.

General Kambuengu, como também é conhecido nas lides musicais, tem participações em vários discos de artistas nacionais e não só e conquistou três discos de ouro em Portugal, pelos seus sucessos musicais. Tem publicados sete discos, entre os quais “Luanda Minha Banda”, “Do Kaiaia”, “Mugimbos” e “Maruvo na Taça”.
Fonte Angop

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segunda-feira, 31 de Agosto de 2009

Rescaldo do Azagaia e Iveth na Beira


DA GARAGEM PARA O MONTE VERDE
Sentir-me-ia mal se não aceitasse ao convite do meu amigo… para ir conhecer a GARAGEM, a primeira loja oficial do Hip Hop moçambicano, atendendo que durante a metade do mês oitavo estive a justificar o meu pão na cidade das Acácias, Maputo, o que aconteceu no sábado dia 15 de Agosto depois de tomar o meu pequeno-almoço.


A chama da paixão adormecida reacendeu Quando os meus olhos foram obrigados, com gosto, a contemplar a montra sonora repleta de vários álbuns de hip hop cantados em português e diversos consumíveis para tapar a parte superior do corpo que davam cor e brilho àquela humilde casa.

Um CD e uma T-Shirt foram os produtos que os meus bolsos conseguiram me oferecer, depois de convencidos pela técnica dos vendedores que com simpatia tornam da casa um lugar agradável de se estar e comprar.
Despedi-me com a promessa de um dia aí voltar, pois para as bandas do Chiveve iria completar o meu labor, ao que fui sugerido para assistir o espectáculo doas artistas da Cotonete Records, ou seja, do mano AZA e da minha colega de faculdade CBC aka Iveth que iria acontecer no dia 16, no Monte Verde.

Na paragem do Q-400, no Chiveve, sou recebido pelo filho do meu pai que alguns o chamam de Quatro Ases, tendo me abordado, durante a tragectoria para o Hotel, que iria avaliar MC’s num concurso de Hip Hop, a ter lugar numa das casas da terra do Daviz e que estariam lá cuspindo rimas e skills o mano AZA e a mana CBC.

Chega o domingo, sou escorraçado da cama com a luz do sol que teimava em invadir o quarto onde pus a minha alma descansar e com uma chamada do meu mano CC convidando-me a ir assistir o show da CBC que o havia telefonado naquela manha dizendo que já estava na Beira para o efeito.

Uma hora depois da marcada estavamos no local, vindos do caldeirão do Chiveve onde testemunhamos a incompetência dos nossos pontas de lança, ao contribuirem negativamente para que as suas respectivas equipas tivessem mais um ponto cada, sem se quer marcar golos.
Sentimo-nos estranhos quando entramos no local onde seriam cuspidas rimas, pois só haviam adolescentes a espera da hora do crime. Mas, a vontade de ver pela primeira vez a CBC, após se ter desligado dos Beat Cru, passou por cima de qualquer juizo de valores e de qualquer outra coisa que nos pudesse inibir de aí estar.

Chegado o momento esperado, o MC perguntou ao público se poderia chamar a CBC, ao que em coro responderam sim e sem esperar que o MC voltasse a perguntar se poderia ou não chamar a nossa diva de hip hop o público, sem parar, clamou pelo nome gritando sem parar IVETH; IVETH; IVETH.

Com a sua maneira formal de se apresentar, quer na sala de aula a transmitir conhecimentos aos seus pupilos, quer a elaborar pareceres juridicos aos seus superiores, subiu ao palco a menina de voz rouca que interagindo com o público cantou alguma das musícas conhecidas e surprendeu o púbico com o seu novo tema “Rosa Ana Paula”, uma música com que transmitiu ao publico o amor que sente pelo R.A.P.

Mal se despediu do público este sem querer pacientemente ouvir o MC a chamar pelo mano AZA para continuar com a festa clamou pela sua presença, tendo este, depois de um momento de suspense subido ao palco diante de um público que mantém com ele uma relação de irmandade e que conhecem as suas letras do princípio ao fim.

A responsabilidade do mano AZA, perante o seu público acresceu ainda mais, porque deveria “superar” a actuação da CBC, o que tornou-se facilitado graças ao respeito que este MC tem para com o seu público, como o mesmo manifestou, ao se dirigir ao público e dizer que apesar dos mesmos serem aproximadamente de centenas, pareciam milhares, pois os que estavam presentes saíram de casa para ver actuar aqueles dois artistas e não atraídos por mais coisas, o que manifestado pela sua reacção aos beats e rimas.

A simpatia e colaboração do público proporcionaram um bom domingo àqueles artistas que estiveram menos de 10 horas na cidade da Beira.

Espero em breve poder voltar à Garagem e comprar o álbum a CBC. Do mano AZA não espero pelo segundo, pois o primeiro ainda dá para consumir por muito e muitos anos.
O Altruísta.
http://www.asitholemz.blogspot.com/
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Este artigo (e a foto) foi enviado pelo nosso Amigo "O Altruísta", directamente do Chiveve, na cidade da Beira, província de Sofala, a quando da actuacao da Iveth e Azagaia no dia 16 de Agosto, Domingo, no Monte Verde.

Postado por Cotonete Records::.. às 01:18

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Se me fecham a porta entro pela janela ... Diz MC Roger

MC Roger fala do seu “MC Roger Showbiz Produções

O cantor e compositor MC Roger acaba de lançar a sua mais recente produtora “MC Roger Showbiz”, uma empresa que irá se dedicar à produção de programas televisivos. Trata-se de um projecto que vem se juntar a “MC Roger Initiative”, uma iniciativa de responsabilidade social e sem fins lucrativos que se dedica à advocacia sobre os direitos da criança. Em entrevista ao SAVANA, a propósito do seu mais recente projecto, cuja cerimónia de lançamento contou com a presença do ministro do Turismo, Fernando Sumbana, o cantor descreveu o seu espírito empreendedor como sendo de um artista que encara a arte como sendo um negócio, mas sempre norteado pelo espírito de auto-estima e pelo orgulho de ser moçambicano.

Há muito tempo que deixou de fazer parte do grupo dos artistas que fazem a arte pela arte, pois tende a fazer a arte pelo negócio. Você matou a arte pelo negócio?Eu sempre considerei o meu trabalho artístico como algo que faz parte do mundo do negócio e essa é uma questão que muitas pessoas, incluindo vários artistas e individualidades afins, não conseguem perceber com muita facilidade. Não matei a arte pelo negócio, muito pelo contrário. É a minha visão de que a arte é um negócio que faz sobreviver a própria arte que desenvolvo, pois se não fosse por essa via eu já não existiria como artista. Na indústria musical é preciso fazer a contagem dos discos produzidos do mesmo jeito que se faz a contabilização de outros produtos comerciais e saber qual é o lucro que advém disso. As editoras têm uma visão contabilística dos investimentos que fazem com vista à produção dos discos do artista assim como de elementos de outra natureza com vista à sua promoção, como o caso dos vídeos. Tudo isso é que faz o negócio e não deve ser ignorado pelos artistas que pretendem alcançar o sucesso. A minha recente deslocação ao Brasil, por exemplo, resultou de um alto investimento que deve ser recuperado, ora através de contratos em que forneço a minha imagem a determinadas empresas, assim como das vendas dos meus discos. Durante a minha vida inteira investi na minha carreira, é natural que daí tenha que vir
algum retorno.


Em que medida essa sua visão começa a influenciar o modo de pensar no panorama artístico moçambicano? Este é um modo de pensar que irá nos levar para a frente. Em geral, penso que os artistas começam a reagir nesse sentido. Mas posso garantir isto através de um exemplo muito simples. Mesmo os artistas que acham que fazem a arte não propriamente como um negócio, eles acabam se envolvendo com a perspectiva da arte como negócio porque eles têm gastos para produzirem e editarem as suas músicas, eles têm que pagar a energia, o estúdio e outras questões afins.

Mesmo os escritores, ganham dinheiro através dos seus best sellers e melhoram as suas vidas com isso. Não é o facto de eu olhar para a arte como um negócio que fará de mim um artista menor que os outros. Principalmente agora que tenho a minha filha como fonte de inspiração, não gostaria que ela passasse pelas mesmas dificuldades que eu passei para chegar a este estágio. Isto não quer dizer que eu tenha uma vida facilitada, pois quem olha para mim poderá pensar que para mim todas as portas se abrem. Muito pelo contrário, há portas que eu bato e me fecham na cara. Até porque, se queres mesmo saber, a minha teoria é de que se me fecham a porta, eu entro pela janela e se me fecham a janela, eu entro pelo tecto.
O meu objectivo é chegar lá, orgulhoso de ser moçambicano e com orgulho nacional. Temos que tomar de assalto o mercado estrangeiro e para isso precisamos de investir cada vez mais no marketing artístico. Veja só que sou o único africano que conseguiu fazer parte dos programas “Hoje em Dia” e “Eliana”, da Rede Record, no Brasil. O Guilherme Silva vive no Brasil e nunca foi ao “Hoje em Dia” ou ao programa da Eliana, pois não é fácil. Não tenho conseguido alcançar esses feitos sentado em casa à espera que o telefone toque. Não existe isso no meio artístico. O artista tem que ir atrás, ser persistente, ter a capacidade de sonhar e nunca desistir.

É esse, certamente, o espírito que irá impor na equipa com a qual irá trabahar na “MC Roger Showbiz”, a empresa que acaba de criar? É evidente que é esse espírito que irei transmitir aos meus colaboradores. Primeiro é o orgulho de ser moçambicano. Depois é o espírito de auto-estima, porque isso não é um discurso vazio do Presidente da República.
A pessoa deve gostar de si mesmo e de defender as suas ideias. As pessoas que irão transpirar comigo nesta iniciativa terão que estar em condições de trabalhar sob pressão. Aliás, é por isso que eu nunca aceitei ser agenciado por alguém, pois para que alguém me possa agenciar no mínimo tem que ser mais forte que eu e trabalhar mais que eu. Noto que tenho trabalhado mais que os agentes, daí que sempre preferi trabalhar sozinho. Espero que possamos conquistar o nosso espaço.

Esta nova iniciativa, a “MC Roger Showbiz”, veio juntar-se a uma outra anterior, neste caso a “MC Roger Initiative”. Por sinal, ambas funcionam no mesmo escritório. Onde é que termina um e começa o outro projecto? Pode-nos dizer em que medida um influencia o outro?É preciso que as pessoas entendam que se trata de duas iniciativas completamente diferentes. Sempre abracei a causa social e continuarei a abraçar, por isso criei, motivado por esse espírito, a “MC Roger Initiative”. Neste projecto tenho o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) como o meu principal parceiro, o que acho que para mim foi uma benção de Deus.
Trata-se de um projecto que visa essencialmente fazer a advocacia sobre os direitos fundamentais da criança, através dos meios de comunicação social, pois é importante que as pessoas ganhem a consciência de que já se sanciona quem viola os direitos da criança. Já o projecto “MC Roger Showbiz” é mais comercial, como a própria palavra diz “showbiz”. A nossa intenção é vender programas televisivos, realizar iniciativas de entretenimento assim como fazer o agenciamento de artistas. A ideia é inovar cada vez mais com vista a conquistar o mercado nacional e internacional.

No lançamento da empresa, semana passada, ficámos a saber que há algumas televisões, nacionais e estrangeiras, que já estão interessadas em trabalhar com o vosso projecto. Já é possível revelar os nomes dessas televisões ao público? Não, honestamente. Posso apenas dizer que há televisões de países falantes de língua portuguesa que estão interessadas nos produtos que temos para oferecer. Temos alguns programas-piloto e vai ser uma lufada de ar fresco ver caras novas na televisão. Mas eu próprio também irei apresentar alguns programas, porque para mim isso já é uma paixão antiga, mas também com vista a transmitir a minha experiência aos mais novos. Estou na televisão e no mundo do entretenimento há sensivelmente 18 anos. Minha cara é conhecida em vários países, daí que acho que é necessário continuar a fazer o meu trabalho de apresentador.

In Jornal Savana, Escrito por Armando Nenane

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Stewart Sukuma & Banda no Festival de Kasumama 2009 Austria , Moorbad Harbach

Festival Kasumama 2009

Stewart Sukuma no Mocambique Jazz Festival

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As incongruências do Mahel

1. Não consigo arranjar um qualificativo capaz de descrever melhor o comportamento negativo que o cantor moçambicano Ivo Mahel tem vindo a demonstrar nos últimos tempos. Mahel é um artista que poucos são os que saberão indicar quaisquer defeitos no seu trabalho artístico. Aliás, eu pessoalmente faço parte do grupo dos que não têm dúvidas de que falar de Mahel é o mesmo que se referir a um artista com créditos firmados no panorama musical moçambicano, graças à alta qualidade das suas composições, assim como ao facto de ser hábil na execução vocal.Com efeito, entre a arte que desenvolve e o discurso com que o artista defende o seu trabalho vai aí uma grande distância.

Eu cá por mim, devo confessar, tenho andado a preferir mais ouvir as suas músicas do que ouvir o Mahel a falar das suas próprias músicas, pois quando fala parece mentir com a mesma habilidade com que canta. Em entrevista ao semanário Magazine Independente, conduzida pelo jornalista Azael Moiana, há sensivelmente seis meses, Mahel não fez outra coisa senão mentir, contar histórias falsas. Mas a verdade, já dizia o procurador nos seus tempos de juiz, a verdade é como o caju, não tarda muito para que ela amadureça e caia por si própria. É que, para sermos sinceros, não são todos os dias que um artista consegue uma página inteira num jornal, para falar de si e dos seus projectos.

Mahel usou mal a oportunidade que lhe foi concedida. Aliás, tem estado a fazer um mau uso do espaço público que lhe tem sido dado pelos órgãos de comunicação social.Entre o que o músico disse ao Magazine Independente há sensivelmente seis meses e o que andou a dizer nas últimas semanas à Televisão Independente de Moçambique, quando entrevistado por Sérgio Faife no programa “Na Primeira Pessoa”, vai uma enorme distância. Na verdade, não sei mais em qual das suas declarações devo acreditar, se naquelas antigas ou então nestas últimas.

Na entrevista ao Magazine, Mahel já nos tinha avisado sobre o efeito das suas próprias mentiras. Quando o jornalista perguntou sobre aquela famosa notícia segundo a qual Mahel ia posar nu para uma revista Play Boy, o músico respondeu que na verdade tratou-se de uma invenção sua, um golpe de marketing que nas suas palavras funcionou muito bem na altura pois elevou ainda mais a sua carreira. Como dar crédito a uma pessoa que volta e meia vem-nos dizer que a notícia que nos fez divulgar não passa de uma pura invenção, de uma pura mentira?

Mesmo assim, o jornalista parece não ter duvidado do que Mahel continuaria a dizer depois de ter dito que da outra vez mentiu, tendo prosseguido com a entrevista, insensível do golpe de marketing que poderia estar na mesma a sofrer e que de novo os leitores sofreriam.

Mahel deve saber que está a lidar com jornalistas, profissionais de comunicação social e tentar no máximo evitar justificativas dessas, pois o marketing com que tanto se defende não se faz com mentiras tão feias quanto essas. Aliás, não se percebe muito bem por que razão uma mentira tão feia quanto essa – de querer posar nu para uma revista Play Boy – iria elevar ainda mais o seu ego artístico. O que mais me intriga é que o artista mente com um discurso tão polido que até passa despercebido aos menos avisados.

Questionado sobre os seus projectos do futuro, Mahel manifestou a sua insatisfação com Moçambique, tendo afirmado que estava de malas aviadas para a Inglaterra onde seguirá sua carreira musical. A pergunta que o jornalista já não fez, e que se calhar era suposto que a fizesse (me perdoa o Azael), era se essa pretensão de Mahel de deixar o país para viver na Inglaterra não seria mais um golpe de marketing à americana que o artista estaria a dar mais uma vez para granjear simpatias junto dos seus. (O Marconi Ferraço, o da telenovela da noite, diz categoricamente que há tolos que ficam à espera de ser enganados e que alguém tem que prestar-lhes esse favor). Mahel anda aqui a mentir. A entreter-nos. Aliás, nas suas últimas entrevistas – como há poucas semanas a Sérgio Faife – Mahel já não fala mais da sua pretensão de deixar o país para ir viver na Inglaterra ou eu sei lá que outro país. Sérgio Faife, se calhar por não ser propriamente um jornalista mas sim um animador televisivo e “promotor de estrelas”, não fez uma entrevista que visava saber a verdade, por isso não chegou a se dar ao trabalho de perguntar ao nosso artista das mentiras se continuava com aquela sua ideia de abandonar o país.

Mas mesmo não tendo sido perguntado, se continuava a ser sua pretensão abandonar o país, Mahel devia ter dito a plenos pulmões, como fez ao Magazine Independente. Muito pelo contrário, o nosso artista falou de outros objectivos, outros sonhos. Na entrevista com o Faife, falou do “bom trabalho” que tem vindo a ser feito pela mCel, empresa de telefonia móvel da qual até muito bem pouco tempo era um crítico assumido. Mahel agora elogiou o facto da empresa celebrar contratos com artistas como Lizha James e Stewart Sukuma, como quem em muito pouco tempo voltou a morrer de amores pela Pátria desamada. Mahel já não fala mais de partir para lugares além mar. (“Ampla e aberta é a porta do mar” – Mia Couto, in “Raízes de Orvalho”). Aliás, Mahel manifesta agora a sua vontade de também poder ser contratado pela mCel, ele e outros artistas. Pelo que, ao que tudo indica, ouvir Mahel ainda vai doer.

2. A outra parte do discurso de Mahel que nos deixa com a boca aberta, tem a ver com o facto de se declarar um artista realista, justificando-se, pois, pelas suas músicas que alegadamente abordam coisas reais da sua vida e da sociedade. Não acredito muito que a verdade poética se manifesta pela exposição plena da sua vida íntima e privada para o consumo da sociedade. Realismo não é bem isso. Os problemas que Mahel teve com a sua ex-consorte – a ponto de cantar que “filho que é meu não é meu” – dizem respeito à sua vida privada, íntima, a nós não nos interessa para nada, tanto mais que se tiverem que ser discutidos em tribunal, vai ser à porta fechada. Pertence à privacidade familiar. Por outro lado, tanto o seu filho, quanto a sua ex-consorte, não têm direito de ver as suas vidas íntimas e privadas expostas publicamente como acontece no seu discurso e na poesia das suas músicas. (Outro dia, o MC Roger, homem de marketing por excelência, disse aqui uma coisa interessante: “A minha esposa não precisa de ser exposta apenas porque eu sou uma figura pública, pois ela tem a sua própria privacidade”. Uma lição interessante esta!).

Ser um artista realista, tal como Mahel diz que é, não é falar, falar e falar sem ter em conta que onde termina a liberdade de um começa a liberdade de outro. Isto porque, se bem analisadas as coisas, Mahel poderá estar a atentar contra a privacidade dos seus.

3. Mais não disse.

In Jornal Savana, Escrito por Armando Nenane

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segunda-feira, 17 de Agosto de 2009

Chico António - “o mais velho sempre sabe”

Chico Antonio no Gil Vicente

Chico António é uma figura que dispensa qualquer tipo de apresentação quando se fala de música moçambicana. Iniciou a sua carreira nos meados da decada 60 e destacou-se nos anos 80. Em 1990 ganhou o prémio Rádio França Internacional (RFI) com o qual teve direito a dar continuidade com estudos ligados a música. Com passagem por vários países de África, América e Europa, o entrevistado desta semana vai nos falar da sua trajectória artística, assim como das suas realizações como profissional de música desde que se iniciou até aos dias que correm.

Quando é que entra no mundo da música?

Entrei no mundo da música quando sai de Magude para Lourenço Marques em 1962. Durante dois anos vivi como menino de rua e em 1964, uma familia de portugueses acolheu-me e pôs-me a estudar na Missão José onde comecei realmente a ser músico. Integrei num grupo de 60 pessoas que cantava na igreja e eu era o solista. Mais tarde, integrei numa banda de 70 pessoas. Foi nesta banda que aprendo a tocar trompete, solfejo, canto, leitura de música ao mesmo tempo que fazia os meus estudos primários.

Como conciliava os estudos com a música?

Bom, é importante dizer que entrei para a Missão com 8 anos e fiquei lá durante 12 anos. Durante periodo em que estive na Missão, tinha duas actividades básicas, os estudos e a música, e é isso que resumia o meu dia a dia, pois era um processo contínuo e combinado.

Depois de terminar os estudos na missão, o que se seguiu?

Em 1978, havia um grupo de jovens que tocava em casamentos, festas e bailes. Este grupo tinha uma coisa muito curiosa, porque para além de tocar nos locais a que me referí, tocava também na igreja. Os padres emprestavam-lhes aparelhagem e em troca tinham que tocar nos cultos, era uma espécie de troca de serviços. Então, depois de concluir o nono ano de química, entrei para o grupo ABC78.

Como foi a sua integração no grupo ABC78?

Foi muito feliz, porque acabava de sair de um colégio de padres e integrei-me neste grupo que tinha um certo “relacionamento” com a igreja. O ABC78 também alugava aparelhagem da igreja, no entanto, não estava muito distante do ambiente onde crescí.

Dentro do ABC78, quais foram as suas realizações?

Um ano depois de integrar o grupo, passamos a tocar no SANZALA. Nesse período, como era uma das poucas pessoas que tocava trompete aqui em Maputo, recebia convites de muitos músicos. Posso citar exemplos dos grupos como os de Fani Mfumo, Xidiminguane e Wazimbo.

Qual era a razão de “escassez” de trompetistas?

Trompete, saxofone, clarinete e outros instrumentos de sopro, eram aprendidos em bandas e a banda que existia era a Militar Portuguesa e o resto eram os jovens que saiam dos colégios dos padres. Havia muitas pessoas que sabiam tocar, mas o facto é que a maioria tinha outras profissões e escolheram outras maneiras de viver, deixando desta forma a carreira musical para trás. Estes elementos é que levaram a carrência de executores destes instrumentos.

Nos anos 80 começa a tocar em palcos de luxo, como é o caso do Hotel Polana, como foi essa experiência?

Foi muito boa, tocava no grupo Faz Força, que pertencia a um baterista que infelizmente perdeu a vida recentemente, esta banda levou-me a uma zona de elite. Porque tocar no Hotel Polana era diferente de tocar numa boate. O nível de exigência era outro. Aprendi a dominar a minha voz e o meu próprio instrumento. Foi depois deste grupo que passei para o grupo 1 Experimental e ali estava o André Cabaço, Sérgio Gonçalves, Paulinho Chembene, Totozinho, que já faleceu, e faziamos frente ao grupo RM em termos de comparação dos maiores grupos da época. Com este grupo comecei a viajar para representar Moçambique em vários eventos internacionais.

E como entra para o Grupo RM?

Entrei no Grupo RM a convite de Américo Xavier e parmeneci no mesmo durante 10 anos. Neste grupo aprendi muito porque encontrei músicos bastante experientes, falo de Alexandre Langa, Wazimbo, Pedro Ben, José Mucavel, José Guimarães e Sox. No meio deste grupo, fiz parte do projecto marrabenta dirigido por Aurélio Lebon, para além de integrar o projecto Orquestra Marabenta, que também foi uma outra experiência marcante, uma vez que envolvia vários músicos como é o caso de Stewart, Lidia Mate, Mingas, Dulce, dentre outros.

O que te marcou no grupo RM?

Como é do conhecimento geral, o grupo RM foi criado para representar Moçambique, tinha apoio e fundos provenientes do governo. A gravação do disco com a Orquestra Marrabenta foi uma experiência interessante. Este disco foi um dos poucos que a Europa conhece tirando alguns casos de músicos que actuavam a solo. O facto de integrar um projecto que representava o país é que teve grande peso em mim.

Do grupo RM o que seguiu?

Bom, quando vários membros fundadores deste grupo desvincularam-se, fiquei a trabalhar com músicos jovens que acabavam de entrar para o grupo. A Mingas, por exemplo, era um talento recém descoberto e a sua voz despertava muita atenção do público. Juntamente com outros poucos que tinham restado, tivemos que acordar e dar uma nova dinâmica a música. Optamos em criar coisas novas, uma vez que era muito dificil continuar com o estilo dos fundadores do grupo. Neste contexto, trabalhamos e o resultado foi o prémio Baila Maria e colocamos o grupo no topo. Com o prémio, tivemos direito a gravar um CD e eu tive a bolsa para estudar técnica de estúdio de gravação, aranjos, técnica básica de piano e ainda conseguí desenrascar um lugar para a Mingas ir estudar canto com a vocalista da banda Kassav. Depois daí, comecei a trabalhar como freelancer até hoje.

Com toda experiência adquirida no mundo da música, porque é que ainda não tem nenhum CD a solo?

Bom, é meio complicado porque a competividade está dificil e, para além disso, as condições para gravar são escassas, faltam estúdios sérios, com isso não estou a dizer que em Moçambique não ha estúdios. Mas ainda não encontrei um para o que almejo.

Na conjutura actual, acha que há espaço para os músicos da velha geração?

Eu não gosto muito dessa separação, porque não há velha nem nova geração. Essa separação é muito pejorativa e isso não edifica a classe dos músicos. Você não vai chamar teu avô de madala. É mais correcto chama-lo avô. Todos precisamos um do outro, o mais novo sobretudo, precisa de aprender dos mais velhos porque não estou a ver o mais velho a aprender dos mais novos. Para mim, isso é utopia porque o mais velho tem sempre mais por transmitir ao mais novos e eu não sei o que os mais novos podem transmitir em termos práticos se não forem apenas coisas de coração. Acho que a nova geração sempre tem que existir porque nunca vi a velha.

Em relação aos instrumentos de sopro acha que hoje há mudanças significativas em relação aos anos 70?

Penso que o cenário continua o mesmo dos anos 70, não ha músicos que executam instrumentos de sopro em Moçambique, para além da banda militar e a banda da policia. Temos pouquíssimos casos de alguns jovens que vão para Africa do Sul para aprender saxofone porque aqui não há escolas de instrumentos de orquestra de bandas. Isso cria uma lacuna muito grande porque, se formos a ver, a nossa geração aprendia desde pequenino e com 25 anos já tinha um bom domínio do instrumento.

Fonte: mozhits

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segunda-feira, 10 de Agosto de 2009

We Run Maputo - Magnezia


Razão mais que suficiente para colocar este álbum no seu carinho de compras, mas olha que ainda não é tudo, pois o CD está recheado de mil e uma razões, que começa na produção e termina nas inumeras participações.
O álbum estará brevemente nas prateleiras da GARAGEM, aproveite agora para fazer a sua pré-encomenda, faz a reserva pelos contactos 84 4471440 ou garagemloja@gmail.com - envie SEU NOME, QUANTIDADE a reservar e o seu CONTACTO.

Magnesia - Ja chegamos boy

Fonte: Garagem

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Inaugurada loja de Hiphop, A Garagem



Foi inaugurada no pasado dia 01 de Julho, a primeira loja especializada na cultura Hip Hop nacional, a Garagem, na rua Simões da Silva, número 106 . Segundo os mentores da iniciativa, esta surge para colmatar o problema da falta de um ponto de distribuição, venda de material/produto HipHop produzido tanto em Moçambique.
Embora seja especializada em conteúdos Hiphop, a iniciativa abrange também outros estilos "alternativos" como, por exemplo, Raggae, Ragga, RnB, Soul, Afrojazz, Funk, dentre outros.
Fonte: mozhits

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Apresentação de Miss Zav na 2ª,4ª e 5ª Gala do Dança dos Artistas Vodacom



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Albertina Pascoal Embaixadora de Boa Vontade

Albertina Pascoal é uma das lindas vozes da Radio Moçambique e Embaixadora de Boa Vontade.O seu trabalho é sempre dedicado aos problemas sociais de Moçambique.

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Guilherme Silva, a estrela moçambicana que brilha no Brazil

Guilherme Silva no Brasil

Guilherme Silva deixou Moçambique e desembarcou no Brazil há cerca de 6 anos, para uma apresentação no clube Oasis, ao que tudo indica que o artista, com uma carreira reconhecida internacionalmente, caiu de amores e apaixonou-se pela terra do Pelé, hoje, pode-se afirmar que o Show Man como é apelidado nos circuitos muisicais, escolheu Fortaleza e fez dela seu lar. Seu estilo versatil e contagiante criaram facilidades para que rapidamente, conquistasse um público fiel que curte a sua bela voz e seu ritimo animado.

Quando é que inicia a sua carreira de musico?

Iniciei a minha carreira na decada de 80, na altura, desloquei-me para a vizinha Africa do Sul onde tocava em restaurantes e bares de renome.

A sua técnica da-nos a impressão de estares a ser acompanhado por uma banda. Quer nos falar um pouco dela?

A minha técnica é pouco comum no mundo, uso uma bateria eletrónica sofisticada que é controlada por uma pedaleira-teclado que faz o baixo, executo os acordes de piano com os pés, ao mesmo tempo que toco guitarra harmonica, procurando dar o meu melhor no canto para alegrar os meus fãs e todos que acorrem aos meus espetaculos.

Como foi a sua integração na Africa do Sul, uma vez que vivia-se ainda no regime do apartheid?

A minha integração não foi fácil, sabe-se que as relações entre brancos e pretos eram somente de serventia, para o meu caso como musico e negro, tive que em várias circunstancias, após terminar os meus shows, dirigir-me a cozinha e não para junto dos clientes “brancos”. Contudo, não desisiti de fazer o meu trabalho, continuei a lutar e so foi dessa forma que consegui conquistar um lugar cimeiro nas várias casas de pasto por onde passava e graças ao meu talento e trabalho, consegui superar as bareiras raciaias.

Para além da Africa do Sul, sabemos que seguiu viagem para Europa, como foi esse percurso?

Da Africa do Sul, embarquei para Portugal, terra onde fui bem acolhido. Cantei e encantei para além de participar em campanhas politicas de algumas figuras de destaque daquele país, como é o caso do actual presidente Cavaco Silva. Mas Portugal não respondia as minhas aspirações e desta forma, optei pelo país Leão e Castela (Espanha), onde fui considerado o melhor músico Intertainer da Costa Blanca. Este feito valeu-me três Oscar’s musicais em Benidorm (Espanha), tendo ainda sido considerado o Melhor Show Man entre 1989 a 1994, e fui finalista no festival da canção de Benidorm em 1994 onde partilhei o palco com Juan Luis Guerra vencedor do Gremmy Latino 2007.

Qual foi a sensação de regressar para Moçambique?

Positiva! Voltar a casa é sempre agradavel, pois para além de rever a familia e amigos, continuei firme no meu trabalho. Gravei vários cd’s e participei em programas de televisão, tendo ainda criado uma casa de pasto onde tocava aos fins de semana. Tinha o meu proprio estúdio de música onde promovia novos talentos que hoje são referência na música jovem, como são os casos de Doppaz, Neyma, Ziqo, entre outros.

Como é que foi parar ao Brasil?

Fui convidado a participar da inauguração do Hotel Oasis na Fortaleza e, por força do destino, aliado a admiração que o publico e os gestores daquele estabelecimento turistico sente por mim, perguntaram se eu não queria ficar para fazer parte da equipe que iria animar o local, ao que respondi positivamente, e hoje, volvidos seis anos tornei-me na principal estrela do Ceara, conquistei os cearenses e por consequência, o povo brasileiro. Prova disso tem sido o vasto leque de participações que venho tendo nos concertos dos grandes do Brasil, como é o caso da Alcione, a rainha do Samba, Roberto Carlos entre outros.

Sente-se realizado profissionalmente?

Bom, realizado não, mas sinto-me orgulhoso pelo meu trabalho, não é por acaso que se diz que é chic ter-me num concerto, pois ha pessoas que tocariam com figuras como Alcione mesmo sem cobrar nenhum caché, o que não é o meu caso. Já estive presente em quatro anos consecutivos no Festival dos Vinhos da Guramiranda, fui eleito no ano passado como a melhor atracção do evento.

Quais são os teus projectos para o futuro?

Estou a poucos passos de me afrimar como um World Music e tudo estou a fazer nesse sentido. Já tenho contactos com a Castle e outras empresas de renome que irão patrocinar a minha participação no mundial de futebol 2010 a realizar-se na Africa do Sul. Tenho uma grande bagagem na arena musical que fui adquirindo em toda minha trajectoria como artista e é chegado o momento de saltar para a categoria “A” da musica.

Qual é a sua avaliação do estagio actual da musica moçambicana?

Por incrivel que pareça, estou muito surpreso com a forma como a musica moçambicana tem evoluido. Esta num nivel aceitavel e sinto-me satisfeito pelo facto de haver muitas inovações, sobretudo na musica tocada pela nova geração e ao mesmo tempo triste, visto que as instituições que velam pela área cultural não disponibilizam nenhum apoio aos artistas e nem criam condições para que as crianças, que são os continuadores da patria, tenham acesso a escolas apropriadas para desenvolverem as suas capacidades criativas e talento.

Qual é a recomendação que deixa para os musicos nacionais?

Para os musicos que ainda tocam na base do “dó” e “ré”, julgo que ainda é tempo de procurar inovar, porque nessa base, não vejo como podem tornar-se competetivos a nivel internacional, há uma necessidade de se investigar mais os acordes musicais, o tempo do dó e ré já passou, e se um musico quer se afirmar no panorama internacional, tem que entrar com um produto de qualidade e deixar de tocar arroz com feijão.


Hélder Samo Gudo

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segunda-feira, 3 de Agosto de 2009

Ivan Mazuze em disco

“MAGANDA” é o título do disco do jovem saxofonista moçambicano Ivan Mazuze. O disco vai ser lançado em Outubro próximo e reúne 11 faixas musicais, nas quais predomina o afro-jazz.
Dentre vários temas, Ivan Mazuze presta homenagem ao saudoso Samora Machel, cujo título da música é “Papá Samora”. Nascido em Maputo, em 1980, Ivan Mazuze vive e trabalha na África do Sul, para onde se dirigiu afim de ir dar continuidade dos seus estudos na cidade de Cabo.

Ivan Mazuze em Jam Session no Gil Vicente com Moreira Chonguiça

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Dimas - "Há muito que fazer para desenvolver a nossa música"


Dimas é compositor de muitos temas musicais que marcaram os anos 90 e ainda hoje fazem sucesso. O músico, que iniciou a sua carreira nos anos 70, tornou-se mais notavel após ter participado do Ngoma Moçambique em 1990. Do seu vasto e brilhante repertório, figuram temas como “Txotxoloza”, tema com o qual baptizou o seu primeiro trabalho discográfico. Para além de seguir carreira como artista, Dimas é hoje empresario e as suas actividades estão viradas para a promoção da música moçambicana de raiz. É com esta figura que a equipa do Mozhits procurou iniciar uma conversa, embora não cabal, com vista a dar a conhecer um pouco daquilo que foi a sua trajectória artistica da Manhiça local onde nasceu até aos dias que correm.

Como é que entra para o mundo da música?
A minha entrada para a música, não se diferencia da história de muitos artistas da minha geração. Cresci num distrito (Manhiça) que dista cerca de 80km da cidade de Maputo. Foi la que tive o primeiro contacto com a famosa guitarra de lata e tocava com uma afinação tipica do campo, pois não tinha muita relação com as notas padrões como é o caso de “lá”, “dó” e por ai em diante. Curiosamente, fiz a minha primeira guitarra que infelizmente não tirava o som que almejava, insatisfeito, tentei melhorar o meu instrumento fabricando um outro com base em uma lata de azeite de 5 litros e a terceira dimensão que toquei destas guitarras de lata, foi de 20 litros e foi feita por um vizinho mais experiente. Creio que o meu interesse pela música fluiu em grande escala naquela altura visto que tornei-me numa figura notável no abrilhantar dos Xingonbelas durante as noites juntamente com os rapazes e as raparigas da zona.

De lá para cá nunca mais parei, fui melhorando as minhas técnicas de execução, passei da guitarra de 3 cordas para 4 e 5 cordas. Com um espaço já reservado para as minhas actuações no cair da noite, imitava em grande estilo as músicas tocadas pelos mais velhos, para além das músicas estrangeiras provenientes do Kenya e do Zaire. Foi desta forma que passei a tocar e sentia-me um verdadeiro guitarrista.

Da guitarra de lata a convencional, como ocorreu este processo?
Depois do golpe de estado em Portugal, começa a euforia da revolução em Moçambique sobretudo para os jovens. Lembro que foi neste momento em que mudei de residência de Manhiça para Lourenço Marques (actual Maputo). Foi nesta altura que juntei-me a alguns amigos aqui de Maputo e formamos a nossa primeira banda. Ai, começa a operar-se algumas mudanças, a minha face de músico muda, a música do campo e os outros ritimos do Kenya e Zaire começam a perder espaço.

Com o grupo, procuramos ir mais além executando temas provenientes dos Estados Unidos de America, do Brasil, da França e foi também nesta onda que começo a tocar a guitarra convencional ao mesmo tempo que fui aperfeiçoando o canto no palco como vocalista auxiliar. Como a nossa banda ainda não era conhecida, contactavamos as bandas que já tinham alguma influência no meio músical e quando estas tocavam num casamentos ou em outros eventos, cediam-nos um espaço para tocar-mos a nossa melhor música e a banda procurava na medida do possível, trazer um tema cantando em inglês para poder imprenssionar os presentes, desta forma o contacto com a música universal foi ganhando maior espaço.

Como aprendeu a tocar?
Para tocar guitarra, não fui a nenhuma escola, fui trocando algumas experiências com amigos e dedicava-me a explorar o braço da guitarra. Mais tarde descobri juntamente com alguns amigos que existiam livros que continham cifras que nos facilitavam a aprendizagem da guitarra e foi assim. Já na segunda banda que integrei, tive a oportunidade de cantar para além de tocar. Portanto, nesta tentativa de associar as funções, fiquei marcado até hoje, ha quem diz que sou parado quando estou no palco, mas na verdade é que sempre tive uma moleta para me apoiar enquanto cantava, esta moleta é a guitarra. A primeira vez que cantei em palco sem guitarra, tive alguns problemas visto que já estava habituado a subir ao palco tocando.

Quando é que entra pela primeira vez em um estúdio de gravação?
A minha primeira entrada para o estúdio foi em 1976, infelizmente foi uma coisa que acabou falhando e muitas pessoas acabaram não conhecendo essa passagem no meu trajecto como músico. Foi no estúdio da 1001 pertecente a uma companhia que já esta fechada hoje, a mesma funcionava na Machava. Nessa altura gravei um seven single e um exten play que era um disco composto por quatro músicas.

Foi possível gravar os quatro temas, mas é importante realçar que isto sucede numa altura em que a industria músical esta em crise e a própria companhia estava a entrar em falência. No entanto, cheguei a ter o produto final comigo, mas o mesmo nunca chegou no mercado. Só em 1990 é que gravo um tema que chegou a ir até as rádios e foi com esta música que concorri pela primeira vez no Ngoma em 1991 só que infelizmente não consegui levar o prémio, contudo, a música foi muito bem aceite pelas pessoas e de lá para cá nunca mais parei de gravar em estúdio até que conclui o meu primeiro CD intitulado Txotxoloza em 2005 e o mesmo, só veio a entrar no mercado em 2006.

Qual é o segredo do sucesso nas suas composições?
O segredo é muito simples, na minha opinião, é nunca termos pressa de atingirmos a fama, pois há riscos quando se pretende atingir a fama porque é possivel ficar no top por dois dias e depois quando acordamos estamos no chão. Penso que para quem ouve as minhas músicas ainda fica com a sensação de ouvir algo gravado ontem, já comigo é diferente, ao ouvir os meus temas antigos, encontro imperfeições. Então é um processo que me ajuda a alcançar a qualidade que desejo ter nas minhas músicas. Procuro sempre trabalhar muito mais com a música de forma a encontrar um ponto de maturação. Não tenho muita pressa de levar os meus temas ao público e faço um trabalho de base para que quando chegue aos meus fãs, tenha uma qualidade e uma harmonia aceitável. Acredito que é este o segredo que ajuda a longar a vida das minhas composições.

Hoje Dimas para além de músico é empresario, de onde surge esta ideia?
Trata-se de uma ideia muito antiga, talvez muito mais antiga em relação ao tempo em que muitas pessoas conheciam-me como compositor pois, ha muitos que conhecem-me como interprete. Já antes de gravar temas originais da minha autoria, fazia empresas de enterteinimento e as mesmas creio que deixaram muitas saudades na memoria de muitos músicos. Sempre tive uma visão de como o músico deve ser tratado, quis sempre fazer diferença olhando para os palcos que era convidado a actuar. As condições oferecidas eram lastimáveis.

Neste ordem de ideia, tenho que assumir modestamente que fui o primeiro a oferecer melhores condições aos artistas que levava para o palco. As minhas empresas de produção de espetaculos não só se preocupavam em levar os artistas já firmados mas também fazia audições nos bairros a procura de bandas que executam música de raiz. A titulo de exemplo está a banda Xitende que fui buscar no Chamanculo e trouxe para a cidade. Então, foi neste rolo de acontecimentos que firma-se a ideia de continuar a melhor servir aos músicos e criei a editora Diamante.

Qual é a avaliação que faz do estágio actual da música moçambicana?
Positiva, hoje há um pouco mais de preocupação em fazer música boa e não despachada. Já é possivel consumir música produzida em todo territorio nacional, embora ha muita coisa a ser feita para o desenvolvimento da nossa música. Só para referir um exemplo, a nova geração de músicos, resolveu um problema que nós a velha geração não conseguimos solucionar.
Estilos como Rap, Pandza, Dzukuta e por ai fora, vieram servir de bareirra a invasão que estavamos a ter de músicas de Cabo Verde, Africa do Sul, EUA e de vários países ocidentais. Os jovens procuraram criar estilos que se assemelham aos de fora, mais dando-lhes uma tónica nacional e desta forma, hoje já é possivel ouvir Rap feito em Moçambique e hoje já dança-se a nossa maneira. Para terminar, talvez convidar os jovens a reflectir melhor sobre as mensagens que veiculam, pois, é preciso dizer coisas que educam a sociedade.

Fonte: mozhits

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Marllen ft Dama do Bling - Preta Negra


Marllen ft Dama do Bling - Preta Negra
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Video de LCD ft F Kay - Niggas Desistam

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Tony Django acredita que os artistas precisam ser representados

O JOVEM músico Tony Django, vocalista da banda Kapa Dêch e que em noites de canícula e de frio aparece em diversas casas de pasto com uma turma de amigos a realizar concertos, bem como cantando para a sua banda de coração, fala da necessidade de os artistas começarem a pensar em ter quem lhes represente. Esta acção é vista por ele como uma mais-valia, pois o artista deixaria de pensar em que coisas que não estão intrinsecamente ligadas a ele para se dedicar mais à música, aos espectáculos que se pretende que sejam de grande qualidade, e também à composição.

Por exemplo, diz, os músicos precisam de ter representação para que possam ter tempo de se organizar e ter ainda poder ensaiar, discutindo alguns pormenores técnicos com os seus colegas, relacionados, ou não, com o espectáculo que vai dar.
“O que se assiste hoje é que o músico vai falar do espectáculo, negoceia cachés e tem que carregar os seus instrumentos e arranjar carro para o transportar. Como é que queremos que um artista chegue cedo ao local do evento se o promotor do mesmo não se preocupa com os detalhes inerentes à vida do músico. E quantas vezes os músicos vêm-se obrigados a arranjar-se na boleia de um amigo ou ‘entrincheirar-se’ nos chapas?”, questiona.

Tony, que é um dos vocalistas mais destacados da sua geração, diz ainda que não fala de um nível de agenciamento, por ainda estar-se longe disso, embora já comecem a surgir sinais que indicam isso, mas de uma organização que permita aliviar o músico de transtornos que, à partida, podem parecer pequenos, mas com uma influência muito grande no final da acção que ele vai fazer. “Com uma representação, o músico passaria a ficar um pouco mais liberto e com tempo para cuidar da componente musical e não andar a carregar violas e ainda conduzir carros”, comenta.
Tony Django entende que, para lá de uma produção musical de grande qualidade, o sucesso do artista faz-se também sentir com o seu bom espectáculo no palco e a sua excelente performance, com os aplausos incontidos do público.

“Mas todo este exercício deve começar nos bastidores, na produção e na forma como os organizadores dos eventos olham o músico, como o tratam. Este trabalho deve começar na forma como os empresários olham para o músico, pois, caso contrário, nunca chegaremos a lado nenhum”, sublinha.

PAGAR IMPOSTOS
O vocalista, que já fez dueto com o conceituado músico Ismaelo Lo, fala dos impostos que os músicos e os organizadores dos espectáculos devem pagar, da importância de não se fugir ao fisco, pois isso traz riscos, desvantagens e toda uma desmesura que não abona ninguém.
“Para que não sejamos apanhados por situações anómalas e ficarmos a pensar que estamos a ser perseguidos é melhor começarmos a fazer as coisas dentro daquilo que está estabelecido, das normas estatuídas. Esta é uma situação real a que não podemos e nem devemos fugir dela”.

Diz ainda que: “penso que o nosso trabalho deve ser regrado. Se eu canto e ganho dinheiro, então tenho que pagar impostos, mas também é obrigação de quem me faz cantar pagar esses impostos, como forma de encontrarmos um estímulo. E ainda, àquele a quem pagamos os impostos cabe a responsabilidade de nos ajudar a criar um ambiente de trabalho são e profícuo. Esta é a minha maneira de ver o mundo no qual estou inserido e estas são as minhas opiniões”. Na sua perspectiva, se cada um se dedicar um pouco e tecer as suas opiniões conseguir-se-á moldar a sociedade. E ela será como os mesmos cidadãos a desejam que seja.
“Das várias opiniões iremos colher o essencial para construirmos o nosso mundo artístico e belo”, comenta.

TONY E AMIGOS... PARA NOITES FINAS
Tony Django, para além da sua banda, com quem já trilhou o mundo e roçou palcos que deixaram extasiados públicos e públicos, sobretudo os amantes da boa música, tem aparecido com outros jovens instrumentistas que são da sua enseada, como são os casos de Kaliza, Pipas, Iva Chitsondzo, Bernardo Domingos, Eduardo, Jorgito e Amone. E pelos sítios por onde passam – tal como acontece com os Kapa Dêch – deixam saudades.

Em entrevista à nossa Reportagem, Tony Django diz que vê na frequência de espectáculos que realiza algo de bom, e isso é sinal de que há quem acompanha a sua carreira.
“Significa que as pessoas estão a acompanhar o meu trabalho e, certamente, a gostar do esforço que faço para que ele tenha o mínimo de qualidade”, anota.
Mas isso, adianta, tem também a ver com épocas, pois sabe-se que chega um período em que as pessoas querem actuar e não conseguem ter espaço.

Por outro lado, a frequência de realização de espectáculos é vista por Tony Django como resultado de um crescente número de espaços de música na cidade de Maputo, embora estes sejam mais casas de pasto.

Aliás, ele diz que é nas casas de pasto onde os músicos continuam a ter os seus rendimentos. Cita o caso de espaços musicais como Bar dos Amigos, África-Bar, Gil Vicente, Xima, Vila-Sabié, Khuwana, Matola-Jazz que tem tido uma programação regular levando para lá músicos que vão animar a plateia em noites de canícula e de frio.

“Os músicos giram muito e sabe-se que em Maputo, contrariamente ao que se pode pensar, ainda não existem muitas bandas organizadas e a música que se pretende tocar a noite é de animação e própria dos fins-de-semana. Quando falo de bandas organizadas refiro-me àquelas que estão especializadas para tocar música para a noite, música diversificada e de animação.

Temos muitos grupos de música especializada, com destaque para o jazz, o blues, o afro e ou a marrabenta, até mesmo o rock. Mas estes estilos musicais têm os seus próprios espaços, a sua hora e o seu público”, diz, anotando que quando os grupos empresariais começaram a explorar as províncias, montando infra-estruturas adequadas e capazes de acolher vários espectáculos musicais os artistas vão rodar o país todo, facto que permitirá o desenvolvimento da música e o melhoramento das condições de vida dos músicos, pois eles irão ganhar dinheiro.

“Isso vai nos dar muito trabalho em curto espaço de tempo e isso significará dinheiro. Mas, para que isso aconteça é preciso que as coisas estejam organizadas”, diz. E sublinha que a respectiva organização não deve vir somente dos músicos ou dos empresários. Deve ser uma organização colectiva.

A título de exemplo, Tony Django vai cantar esta sexta-feira ao lado do guitarrista, no espaço Khuwana, num concerto que é repetição do que aconteceu semana passada. Este espectáculo acontece a pedido do público que gostou da prestação dos artistas que actuaram sexta-feira última.

Francisco Manjate


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RASTONY E TREVOR HALL NO COCONUTS

Artigo de 8 de Julho de 2009
É JÁ amanhã (09/07/2009) que o músico jamaicano Trevor Hall volta a actuar na capital do país, num concerto intitulado “Duas Mentes”. Trevor Hall é uma das mais conhecidas figuras do reggae na Jamaica e no Mundo. O concerto está inserido num projecto de intercâmbio musical entre os fazedores de música reggae, e Trevor Hall vai dividir o palco com o músico moçambicano Ras Tony, líder da banda Maputoland. Aliás é dessa partilha de palco que nasceu o título do concerto; “Duas Mentes”. “Duas Mentes” é uma iniciativa de troca de experiências entre os dois artistas depois que se conheceram há mais de 20 anos, num concerto havido na vizinha Suazilândia.
O objectivo do concerto, conforme disse Ras Tony é a partilha de experiências entre o reggae que se faz na Jamaica e o que se pratica em Moçambique. “Conheço o Ras Tony há mais de 20 anos. Respeito a sua entrega pela música reggae e estar em Maputo é uma possibilidade de intercâmbio com os fazedores do reggae aqui em Moçambique. Aliás, o reggae tem origens em África e foi levado para Jamaica pelos escravos africanos”, disse Trevor Hall em conferência de imprensa convocada para o anuncio da realização do concerto. Noutro desenvolvimento, mostrou-se satisfeito com a qualidade dos músicos que existem em Moçambique, particularmente os que trabalham na música reggae.
Tendo igualmente se mostrado satisfeito com o facto de muitos dos músicos da actualidade no país serem filhos de artistas com que teve privilegio de trabalhar quando da sua passagem por Moçambique na década de 80, altura que trabalhou com a banda Hokolokwé. Disse na ocasião que com o concerto, os moçambicanos terão a oportunidade de conhecer a essência do reggae.
Entretanto, Ras Tony disse que o projecto “Duas Mentes” poderá ser lavado para outros países da região da África Austral, exemplo do Zimbabwe, onde Trevor Hall trabalhou durante vários anos. De referir que a nível da região Trevor Hall é mais conhecido na vizinha Suazilândia, reino que na prática é a sua segunda pátria depois da Jamaica.

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Apresentação de Miss Didy na 5ª Gala do Dança dos Artistas Vodacom, com muito ritmo.

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segunda-feira, 27 de Julho de 2009

Lizha James nomeada pela quarta vez para os prémios do Channel O 2009, com o vi­deo “xitilo xa kale” .

O evento terá lugar na África do Sul no carnaval da cidade de Sun City a 29 de Outubro. A artista é nomea­da para os awards do Chan­nel O concorrendo para duas categorias: best femile video (melhor video femini­no) e best african southern video (melhor video da Afri­ca Austral).

Lizha tem sido uma das cantoras de destaque no channel O e disse-nos que o segredo para merecer tan­to privilégio é trabalhar e divulgar regularmente seus trabalhos, Lizha disse ainda que corre atrás das coisas, o que muitos deviam fazer para merecer tais privilé­gios.

Do Channel O, Lizha ga­nhou em 2006 o prémio reve­lação, 2007 R&B com “Numa wa mina” e 2008 melhor ví­deo feminino com “Ni ta mu kuma kwini”. A música “Xili­to xa kale” vai fazer parte do novo disco da cantora a ser lançado em Setembro. No inicio deste ano, a cantora gravou um projecto conjun­to com os artistas Loyso e Mandoza que levou o titulo de Voodo. Nesta obra Lizha faz uma abordagem sobre a necessidade de se manter o respeito na sociedade.

Fonte: O Pais

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Jimmy Dludlu cartaz no Jazz de Luanda

O CONCEITUADO guitarrista moçambicano Jimmy Dludlu é uma das figuras de cartaz no Festival de Jazz de Luanda que passa a decorrer anualmente no último fim de semana do mês de Agosto, em Angola.

O primeiro Festival Internacional de Jazz de Luanda vai realizar-se entre 31 deste mês e 2 de Agosto próximo, numa organização das empresas angolana Ritek e sul-africana ESPAfrika, co-produtoras do evento, que decorrerá no Cine Atlântico.

Para esta primeira edição, o Festival de Jazz de Luanda vai contar com a participação de pelo menos 13 artistas, que já confirmaram a sua presença, Jimmy Dludlu vai partilhar o com os angolanos Totó, Paulo Flores, Afrikkanitha, Sandra Cordeiro, Dodó Miranda, e ainda um naipe de músicos estrangeiros, entre os quais McCoy Tyner, Yellowjackets (Estados Unidos da América), Lira, Freshlyground, Marcus Wyatt/Language 12 (África do Sul) e Vanessa da Mata (Brasil).

Durante uma conferência de imprensa, organizada na capital angolana Luanda, António Cristóvão, director geral da Ritek e do projecto, explicou que um dos objectivos do evento cultural é promover o jazz e atrair mais admiradores, bem como turistas para de renome internacional para Angola.

Segundo o empresário, pretende-se com isso fazer do festival um acontecimento com uma periodicidade anual, na perspectiva de mostrar uma imagem positiva junto dos apreciadores deste género musical. Acrescentou que, o objectivo é também transformar Luanda num centro de referência do jazz.

“Queremos colocar Luanda e Angola no mapa internacional do jazz e aproveitar esta oportunidade para atrair mais interessados, turistas e amantes da boa música”, frisou o responsável da empresa angolana ligada à hotelaria e turismo, mas que se juntou à causa de tornar o país num centro de atenções para este género de música.

António Cristóvão realçou que, além dos 13 artistas e bandas que actuarão no festival em dois palcos diferentes durante três dias, entrarão em cena também disc-jockey’s nacionais conceituados.
Afirmou que no pátio do Cine será montado um palco secundário que acolherá DJ’s, bandas e grupos de dança nacionais, para entreter o público durante a mudança de instrumentos no palco principal.

No mesmo local haverá bancadas para a venda de comes e bebes, assim como de material promocional do festival.
Entretanto, o director executivo da agência sul-africana de organização de eventos culturais ESPAfrika, Rashid Lombard, afirmou que, a sua empresa garante total apoio ao Festival Internacional de Jazz e defendeu maior intercâmbio entre os dois países.

De acordo com o responsável da ESPAfrika, uma das produtoras do primeiro Festival Internacional de Luanda de Jazz ao lado da Ritek (Angola), o objectivo do evento é o alargamento de acções culturais na região austral de África.
Rashid Lombard lembrou que a sua empresa tem, em conjunto, um projecto que visa criar um roteiro cultural e turístico entre Angola, África do Sul e Moçambique, naquilo que considera “a experiência costa a costa”.

“A ESPAfrika pretende um intercâmbio musical, trazer artistas internacionais para Luanda e levar de Angola os seus para o exterior no sentido de ajudar a inserção no mercado internacional”, adiantou o também antigo repórter fotográfico de guerra dos anos 80 do século XX e que cobriu na época os conflitos armados nos países da África Austral.
Para si, a experiência poderá proporcionar intercâmbio cada vez mais significativo e disse que, depois do sucesso na auto-sustentabilidade do festival congénere da Cidade do Cabo (África do Sul) considerado pela crítica como o quarto maior do mundo jazz, o de Luanda também tem condições de ser independente no futuro.

Ressaltou que o festival de Luanda deverá ser o segundo maior de África, atrás apenas do de Cidade do Cabo, por causa do interesse manifestado pelas autoridades e empresários angolanos na promoção do evento, que reunirá em três noites 13 artistas.
“O que se pretende é tornar o festival auto-sustentável, explorando a vertente musical e turística que isso proporciona é possível chegar a essa meta”, referiu, apontando que a cultura influencia sociedades e, por via disso, o mundo.

O acordo entre estas duas instituições tem acordo para a co-produção do evento da capital angolana durante os próximos cinco anos.

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II Festival Pan-Africano de Cultura : Eyuphuru “incendeia” palcos argelinos

MOÇAMBIQUE voltou a brilhar, segunda-feira, nos palcos argelinos, com um exuberante espectáculo notavelmente apresentado pelo agrupamento Eyuphuru, na sua estreia no II Festival Pan-Africano de Cultura, que para a semana termina em Argel.

E à semelhança do que assistimos na semana passada, com os timbileiros de Zavala, o Nyau de Tete e o grupo de Tufo da Mafalala, a banda Eyuphuru apresentou uma extraordinária actuação na qual investiu toda a sua sabedoria, mestria e pujança, para, conforme disse um dos integrantes do grupo, não “queimar” as bem sucedidas prestações até agora conseguidas pelos moçambicanos, nesta mostra cultural, que decorre na capital argelina.

Para além de procurar manter e consolidar a linha de sucessos aberta pelos seus compatriotas no evento, os Eyuphuru subiram ao palco, no Instituto Superior da Música de Argel, também com uma outra missão bem difícil: procurar manter, ou no mínimo, corresponder ao calor sabiamente bem conseguido e interpretado pelos anteriores grupos ao longo da semana passada, durante os espectáculos dos monstros da música africana.

E mais: os Eyuphuru não podiam fazer senão estar ao nível do que os catapultou, tanto é que a diva dos pés descalços e rainha da música africana Cesária Évora, e os outros monstros como Youssou N dour, Mory Kante e Ismael Lo, que por aqui já passaram, mostraram as razões porque ainda levantam plateias.

À partida esta parecia uma missão quase impossível de realizar, mas seguros e confiantes e usando os argumentos de qualidade que lhes caracteriza, eles subiram ao palco e deram um grande espectáculo.

Não defraudaram, antes pelo contrário, levaram ao rubro os “frios” argelinos e os sempre exigentes cidadãos da África Ocidental, que se renderam à fabulosa prestação dos moçambicanos, que agora tem sido objecto de palavras de apreço e de elogios por parte de muitos jornalistas aqui presentes.

“Creio que a actuação do vosso grupo, ultrapassou todas as expectativas. Havia muito receio que os moçambicanos iriam apresentar aqui um espectáculo sem chama nem calor, mas não, eles foram deslumbrantes e ao nível de grupos de outros países que por aqui já passaram”, disse um argelino quando pedido pela nossa Reportagem para tecer comentários em torno da prestação dos Eyuphuru.

“Não sabia que o vosso país também é forte neste tipo de música”, confessou por seu turno, um jornalista da África Ocidental.
Por falar de jornalistas, referir que em razão das suas canções, da sua alegre e sensual dança e dos seus peculiares ritmos coreográficos, o grupo Tufo da Mafalala mereceu uma Menção Honrosa na imprensa argelina, na sequência do espectáculo que quinta-feira última apresentou na região Tizi Ouzou.

Na vertente de cinema, Moçambique estreia sexta-feira com o filme “Hospedes da Noite”, do cineasta Licínio Azevedo.

BATUQUE: UM SÍMBOLO DE ÁFRICA
Maputo, Quarta-Feira, 15 de Julho de 2009:: Notícias Os diversos grupos culturais aqui presentes, desde os da música tradicional, folclórica, do ballet, do jazz, até aos da chamada música ligeira, têm todos eles no tambor o seu principal instrumento de expressão cultural. É um soberbo espectáculo olhar para todos os tambores juntos transformados em batuques.
É ainda um regalo escutar o seu harmonioso, mas diversificado som. Embala o coração de qualquer que esteja presente e a embevecer-se com esse som.

Não é fácil ter-se uma ideia de quantos batuques vieram para a Argélia, trazids dos vários cantos do continente africano, mas não fica longe da verdade dizer que 30 por cento do peso de cada delegação, pode ser atribuído à carga dos batuques. São de diferentes tamanhos e feitios, com os mais diversificados sons. São eles a expressão máxima da cultura africana. São eles os grandes mensageiros do festival de cultura de Argel, pois, qualquer movimento, qualquer ritmo ou gesto, parte e obedece ao som destes batuques. Que espectáculo maravilhoso!

A VIDA DOS ARTISTAS EM ARGEL
APESAR da organização lamentável deste festival, não se pode dizer, porém, que os oito mil artistas presentes no evento vivem em condições adversas. Longe disso. Para acolher o evento, além de disponibilizar dezenas de hotéis, na capital e arredores, as autoridades argelinas construíram em tempo recorde, apenas em nove meses, um monumental complexo residencial, transformado, agora pelos seus habitantes numa verdadeira “aldeia cultural”.

O local, na região planáltica de Zeralda, cerca de 50 quilómetros a Sul de Argel, cobre um espaço considerável de uma vasta área agrícola, preenchida por videiras e macieiras, entre outras fruteiras.

Fonte da organização disse ao “Noticias”, que nesta aldeia estão alojados 2500 artistas, representando os 50 países participantes no festival. Garantiu que apesar da presença de tanta gente no local, não se vislumbra nenhum perigo iminente, quer em termos de saúde, quer em termos da segurança, uma vez que o complexo possui todas as condições habitacionais, infra-estruturais e de segurança para uma vida tranquila e sossegada dos seus moradores.

De facto, são irrepreensíveis as condições de segurança, higiene e salubridade que o “Noticias” constatou no local, que igualmente acolhe parte dos responsáveis e artistas moçambicanos, incluindo os membros do Eyuphuru e do grupo de Tufo. Para além das impecáveis instalações sanitárias, de lavandaria, piscinas, cozinha e refeitórios, salas de música, dança e teatro (que servem também para os ensaios dos artistas), o local é também adoptado por uma vasta área de jardinagem, um espaçoso salão de Internet Café, com centenas de computadores, e dormitórios climatizados.

PERFEITO SISTEMA DE SEGURANÇA PARA PROTEGER OITO MIL ARTISTAS
Notícias As medidas de segurança são simplesmente extremas. Para além da presença massiva da polícia fortemente armada dentro das instalações, a área é também vigiada por unidades motorizadas e de infantaria do exército argelino, incluindo forças que usam helicópteros que permanentemente sobrevoam a área.
Os jornalistas, incluindo os dos países ali representados, para terem acesso ao local, apenas são permitidos através de visitas programadas pelos organizadores do grande show de cultura.

“Isto aqui até parece a nossa “BO”, desabafou o baterista dos Eyuphuru, Jorge Cossa, em declarações ao “Noticias”, criticando, por outro lado, e em termos severos as rigorosas regras da “lei seca” adoptadas pela direcção do recinto. “Aqui só se bebe sumo, refresco e água”, lamentou.
Tratando-se de um sítio completamente isolado de outras áreas residenciais (a comunidade mais próxima situa-se a cerca de cinco quilómetros do local), os moradores da aldeia, que são na verdade a nata cultural de África (entre artesãos, músicos, dançarinos, escultores, xilografistas e gente das artes plásticas, entre outros), estão de facto impossibilitados de qualquer contacto com o mundo exterior, senão apenas através da Internet, ou quando se deslocam para os recintos de espectáculos.

Essas saídas são também feitas em grupos, através da luxuosa frota de autocarros pertencentes ao primeiro-ministro argelino, que ganhou o concurso então lançado para a prestação destes serviços.

Dados disponibilizados pela organização referem que para este festival vieram para Argel, 50 países de África, integrando um total de oito mil artistas, dos quais 2860 dançarinos da música folclórica, tradicional e ligeira, 600 artesãos, 232 agentes do cinema e 160 escritores, editores, poetas e conferencistas. Estão previstos, ao longo do evento 500 espectáculos musicais, a edição e reedição de 250 títulos, a apresentação de 41 peças teatrais e a abertura de nove exposições de artes plásticas.

Para a actuação de todos os artistas aqui presentes e exibição de todo este manancial cultural, as autoridades argelinas dispõem de 25 espaços públicos, preparados especificamente para o efeito.

FESTIVAL FRANCO-ÁRABE(?) E OS TRANSTORNOS À VOLTA
O árabe e o francês são, por esta ordem, as duas línguas que dominam o II Festival Pan-Africano de Cultura que decorre em Argel. Um domínio que não deixa espaço para os outros idiomas.

Todas as comunicações e diálogos, oficiais ou informais, são feitas nestas línguas. Só para ter uma ideia do domínio que o árabe exerce sobre as outras línguas, um pequeno exemplo; o discurso oficial da abertura do evento, apresentado por um proeminente membro do governo argelino em representação do presidente Abdelaziz Bouteflika, que não veio à cerimónia por ter perdido a mãe horas antes, foi lido em árabe e sem tradução.

Como se pode depreender, não são poucos os transtornos e a confusão que a situação cria, sobretudo entre os jornalistas anglófonos, lusófonos e os próprios francófonos que cobrem o evento.
Num evento desta magnitude temos visto que a língua inglesa é pura e simplesmente subalternizada. Reduzida a nada e com os seus utentes a sentirem-se humilhados e envergonhados para usá-la.

Estão presentes neste festival, por sinal de Cultura (onde a língua é um importante acervo no património cultural de um povo), todos os povos africanos. Anglófonos, francófonos, lusófonos, árabes, grupos tribais e étnicos. Vieram todos os africanos. Porém, os argelinos, propositadamente ou não, quiseram simplesmente exercer um domínio de uma cultura sobre as outras. Muitos dos participantes ao evento têm comentado que, pela forma como as coisas estão a decorrer, parece-nos que estamos perante um fenómeno de desprezo pelas culturas dos outros num festival continental de cultura.

Questiona-se também o facto de não existirem documentos oficiais do festival em português ou inglês.
A título de exemplo, a África do Sul contribuiu com quase 10 milhões, dos 60 milhões de dólares investidos no evento. Mas, não se encontra razão para não terem sido contratados tradutores em número suficiente para se ocuparem da documentação.

“Não estamos contra a arabização do festival nem a sua franconização. Longe disso. Defendemos apenas, isso sim, que se tratando de um festival cultural deveria ter havido o cuidado de se respeitar ao máximo, as culturas de outros povos. Era o mínimo que se podia fazer”, desabafou um jornalista anglófono ouvido pela nossa Reportagem.
Em virtude desta situação, várias vezes temos vistos jornalistas não falantes do árabe, a recorrerem apenas à mímica para obterem informações.
Estas situacao eh alias, o pão de cada dia no El Aurassi, o hotel que alberga os cerca de 250 jornalistas presentes neste evento, principalmente com os empregados do restaurante e dos quartos.

Reparem que para minimizar os inconvenientes e dificuldades de língua, o nosso grande comunicador, Gabriel Júnior, sim, o produtor e apresentador do programa televisivo, Moçambique em Concerto, na TVM, teve de inventar com a imprevisibilidade que lhe eh peculiar, uma nova “língua”. Uma mistura de português, árabe, francês, inglês e linguas africanas. Trata-se de um idioma inexistente, todavia, agradável e cómica de se ouvir. Eh por todos compreendida, mas ao mesmo tempo, não entendida por ninguém. So permite ao autor desenrascar-se em todas as situacoes. E vai conseguindo. Mas apesar disso, o nosso “show man”, assim como tantos outros jornalistas aqui presentes, já fez um juramento: de regresso, logo que chegar a Maputo, a primeira coisa que vai fazer, mesmo antes de se apresentar na sua redacção, eh matricular-se numa escola árabe e de francês, tudo em defesa da nossa cultura.

DAVID FILIPE, em Argel


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GALLTONES EM CONCERTO



O GRUPO musical Galltones actua no próximo dia 24 deste mês, no Instituto Cultural Moçambique-Alemanha (ICMA), num concerto que visa a divulgação do seu mais recente trabalho discográfico, intitulado “Hanya”. Na apresentação do seu concerto, os Galltones tem como convidada a diva da nossa música Mingas, que na ocasião vai proceder à assinatura de autógrafos, bem como falar a jornalistas e demais convidados sobre a sua digressão pelo país e pelo estrangeiro.

Fundado nos anos 70, o grupo Galltones constitui uma das bandas mais resistentes do circuito musical moçambicano. Sempre iguais a si, este grupo, liderado por Ernesto Dzevo (Ximanganine), persiste, e muito bem, fazendo viver a marrabenta na sua alma. Esta é uma das bandas mais antigas e que continua se aguentando com mais de 40 anos de carreira, depois de ter sido fundado pelo músico António Marcos, que hoje segue uma carreira a solo.
Ao longo destes anos tem mantido o rigor de tocar o ritmo marrabenta, e por lá já passaram nomes sonantes como Aurélio Mondlane e Abílio Mandlazi, ambos falecidos. Abílio Mandlazi já foi um dos vocalistas e líder da banda. Actualmente, o bandolim que Ximanganine toca constitui o cartão de visitas dos Galltones, e ele é tido como único tocador deste instrumento, pelo menos do que se sabe até agora.
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Apresentação de Marllen na 6ª Gala do Dança dos Artistas Vodacom, com muito ritmo.

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A marcha nupcial moçambicana



Realizou-se de 14 a 16 de Maio último a II Conferência Nacional Sobre Cultura, que contou com a participação de gente de todos os estratos sociais da população deste belo Moçambique. As questões da Identidade Cultural foram as que mereceram maior destaque nesta conferência havida em Maputo, numa prelecção que foi uma verdadeira festa da diversidade do mosaico cultural nacional.
Todavia, apesar dos debates calorosos e apaixonantes e das brilhantes comunicações apresentadas com profundidade pelos nossos intelectuais e académicos, que encheram de orgulho a plateia, ao constatar que Moçambique já tem filhos tão brilhantes como Mondlane, cuja memória será recordada ao longo de 2009, ano da celebração dos 40 anos depois do seu macabro assassinato, acreditamos que se fosse vivo orgulhar-se-ia por ver que a sua semente está a dar os frutos que sempre desejou. Mas mesmo assim, algo ficou esquecido nestes debates, o que é natural, dado haver tantos assuntos para poucos dias da conferência.

Eu, reflectindo sobre o pós-conferência, não só tenho ainda muitas perguntas a inquietarem o meu ego, como também me propus a trabalhar na busca de “novos” caminhos que nos conduzam a resgatar valores esquecidos, adaptando-os ou renovando outros para que se insiram na vida contemporânea da nossa sociedade.

Mas comecemos pelas perguntas que a Conferência nem sequer aflorou, mas que a mim apoquentam dia e noite.
Porque é que celebramos carnaval baseado na história e calendário romano? Será que não temos algo semelhante na nossa história e nas nossas tradições que possam corresponder ao carnaval como é feito na Europa e nas Américas e num calendário adequado à realidade africana, e neste caso moçambicana?

Qual é a relação que o Dia de São Valentim tem connosco, com a nossa cultura e com as nossas tradições? Será que nós somos seres insensíveis e incapazes de amar? Não há histórias ou factos que possam levar a nossa sociedade a proclamar o seu dia dos Namorados? Permitam-me recordar aqui a história recente da nigeriana Amina Lawal que foi condenada por amar. Ela engravidou de um homem que amava, como única forma de fazer valer a sua paixão, desafiando tabus impostos por uma certa religião que a muito precisava de reforma. Esta mulher, em defesa do Amor, enfrentou uma condenação à morte decretada pelo regime que trocou as tradições da sua cultura pela religião trazida do exterior.

ENFRENTANDO A MORTE POR AMOR
Ela tinha de enfrentar a morte simplesmente porque amava.
Graças à solidariedade nacional e internacional, que inclusive impediram a realização do concurso Miss Mundo, e do aviso dos jogadores da famosa e poderosa selecção nigeriana a ameaçarem desistir de participar em competições internacionais incluindo a copa africana em protesto contra a decisão de sentenciar a morte a mulher que engravidou do homem por quem nutria o nobre sentimento que é o amor.

A pergunta que se faz é: o que dizem a isto os apaixonados do nosso país em particular e de África em geral que continuam a festejar a bênção de namorados europeus que se quiseram casar fora da lei injusta vigente da antiga Roma?

Nos casamentos modernos, mesmo nos mais “africanistas”, vemos os noivos a desfilar em marcha nupcial, no compasso de uma música composta por Felix Mendelssohn no século XIX, mais precisamente em 1842, o que é que esses noivos sentem com a tal marcha? Já não falo dos trajes com aqueles grinaldas a lembrarem a Virgem Maria que teve um filho mas Imaculada.

A resposta comum de que vivemos num mundo global aqui não pega, pois os chineses, japoneses ou indianos estão muito mais envolvidos do que nós no mundo global, têm mais dinheiro do que nós e por conseguinte são mais consumistas do que nós, mas ligam muito pouco esse tipo de influências de tradições estranhas às suas culturas.

Como eu não tenho respostas nem para isto e muito menos para mais outras coisas que me escusei de enumerar, depois desta provocação cada um já pode continuar a fazer mais questionamentos. A verdade porém, é que nem me interessam muito as respostas, mas sim uma reflexão nacional em busca de alternativas baseadas na nossa rica cultura e nas tradições refinadas que vale a pena os nossos investigadores trazerem-nos para o nosso conhecimento e requalificá-los para o nosso tempo.

Confesso, por exemplo, que já me dou por muito feliz passados que foram aqueles tempos em que evocar os espíritos dos nossos ancestrais era sinónimo de práticas obscurantistas, quer pelo regime colonial com políticas baseadas na aliança com a Santa Sé, quer ainda nos primeiros anos da nossa independência, com políticas buscadas no materialismo dialéctico. Hoje pahlar está a tornar-se numa prática “quase” que “oficial e pública” embora ainda contendo um senão de representação teatral. A evocação dos ancestrais ainda que com champanhe e vinho, já é um sinal de reconhecimento e tomada de consciência de que devemos evocar os espíritos dos nossos ancestrais em todos os momentos cruciais da nossa vida e sobretudo na tomada das grandes decisões. Isto não é nada doutro mundo. Os crentes das religiões cristãs fazem o mesmo.

Alegra-me ver que até os estrangeiros dotados de conhecimentos que os levam a irem a Lua e voltarem à Terra com segurança, e que acreditam que Deus está no Céu, e esse Céu está em cima, agora vergam a sua espinha perante a mais forte tradição africana que acredita que os espíritos dos seus ancestrais estão em baixo, por isso, antes de se construir a ponte, antes de se construir a estrada, antes de se construir a linha ferra, antes de se começar com esses grandes empreendimentos, tem que se pedir ou rogar aos espíritos do local onde se pretende realizar o empreendimento.

É isto que me faz pensar que é preciso consolidar essas práticas, rebuscando os costumes antigos e refiná-los para implementar nas práticas do nosso dia-a-dia e sem criar choques ou conflitos que possam produzir resistência.
Foi assim que, uma semana depois da Conferência Nacional sobre Cultura, e ainda sob a emoção dos grandes debates, decidi lançar um desafio à CNCD para produzir uma Marcha Nupcial Moçambicana.

A ocasião foi-nos proporcionada pelo Dr. Teodoro Waty, presidente do Fundo de Desenvolvimento da Acção Cultural FUNDAC, por ocasião do casamento da sua filha Drª Tânia Waty, ele colocou-nos o desafio de encontrar para aquele casamento uma alternativa à tradicional marcha nupcial.

PRODUZINDO A MARCHA NUPCIAL
Para a proposta da nossa “Marcha Nupcial” baseamo-nos no Muthimba, dança da região sul de Moçambique, que resultou da misciginação nguny durante a sua expansão pelo território moçambicano no século XVIII. Muthimba acompanhava a noiva para a casa do noivo. O conhecimento do significado simbólico desta dança foi suficiente para a escolha da mesma para a incursão criativa que fizemos.

Da rejeição simples daquilo que não nos diz nada, passamos à acção de resgate da nossa cultura. Começamos por compor a letra e proceder a arranjos musicais com timbila, percussão de tambores, xipalapala e vozes, o que resultou em cheio para o gáudio de centenas de moçambicanos que testemunhavam este acontecimento histórico. Na verdade, não nascia uma nova “Marca Nupcial, mas a recreação da nossa Marcha Nupcial”.

A melodia tem uma base simples que permite uma assimilação rápida por quem canta e para quem ouve. Pode até ser acompanhada por quaisquer instrumentos melódicos desde timbila, piano, órgão, teclado, com ou sem percussão. Pode incluir um solo vocal com alguma sofisticação dentro da estrutura do coro, ou até pode ser um simples coro de vozes, como geralmente acontece em cerimónia desta natureza. A lírica é adaptável para várias línguas e permite a inclusão dos nomes dos noivos.

Este facto faz com que a nossa “Marcha Nupcial” possa estar sempre presente e ao alcance de todos os nubentes. Orquestras profissionais ou amadoras, corais profissionais, amadores ou populares, todos têm aqui uma proposta em que os moçambicanos são convidados a dar mostra do orgulho daquilo que é seu, apoiando esta iniciativa que a CNCD pretende aprofundar e fazer uma ampla divulgação, usando meios modernos de disseminação.

Na primeira oportunidade, vamos gravar três versões: instrumental, vocal, e junção de vocal com instrumentos. Depois trabalhar com uma orquestra convencional, e com um grupo coral profissional, para se ter um produto final de qualidade para ser usado em todas as conservatórias, igrejas e mesmo pelos DJ habitualmente contratados para estas cerimónias.

Assim, a partir de agora, os moçambicanos têm a sua “Marcha Nupcial”, com o registo da CNCD que mais uma vez vem provar o seu papel de pioneiro e vanguardista na pesquisa, criação e divulgação de valores autênticos da moçambicanidade, resgatando a cultura e as tradições, conferindo ao Homem moçambicano a auto-estima e orgulho de ser moçambicano. Assim está feita a nossa parte, está lançada a semente que irá gerar a verdadeira MARCHA NUPCIAL MOÇAMBICANA, agora só resta o seu apoio para esta iniciativa que traz novos horizontes no mosaico cultural moçambicano.
David Abílio

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Chonguiça homenageia maestro Sílvio Barbatos no Rio de Janeiro

O SAXOFONISTA moçambicano Moreira Chonguiça encontra-se no Brasil desde ontem (18/07/2009) a convite da produtora brasileira Sesi Música-Ritmo da Indústria, para um concerto especial de homenagem ao maestro Sílvio Barbatos, que perdeu a vida no acidente aéreo do passado dia 31 de Maio, quando o Air Bus A330, da companhia Air France, despenhou no Oceano Atlântico. O concerto vai ter lugar amanhã às 19 horas na famosa sala Cecília Meireles, na Praça Largo da Lapa, no centro do Rio de Janeiro.


A actuação deste que é um dos mais conceituados saxofonistas moçambicanos surgiu de alguns contactos que vinham sendo efectuados pela produtora, numa iniciativa em que se pretendia realizar um grande concerto este mês, com vários músicos famosos do mundo, sob a liderança do maestro Sílvio Barbatos.

Durante os preparativos, o maestro Sílvio viajou até ao Brasil onde ia tratar de assuntos ligados ao seu espectáculo com outros músicos entre os quais o saxofonista Moreira Porém, de regresso a Paris, o maestro, na companhia de outros 228 passageiros, nunca mais chegaria ao destino, uma vez que o avião no qual se fazia transportar despenhou no mar, pouco depois de sair do Rio de Janeiro.

É neste contexto que a produtora do evento, tendo já definido todos os contornos do que seria o “show”, decidiu apresentar o espectáculo como forma de prestar tributo a este grande maestro da música. Esta acção decorre do facto de alguns ensaios terem já sido realizados antes da morte do maestro, com alguns dos músicos convidados.

E esta é uma singela homenagem em que os músicos convidados tocarão parte das músicas do maestro Sílvio Barbato e, por sua vez, Moreira Chonguiça, com o seu saxofone, alegrará a grande plateia que estará presente, emprestando parte do seu saber e cantando com engenho e arte alguns dos temas que fazem parte do seu vasto repertório musical de luxo.

Para Moreira Chonguiça, este é um momento ímpar e muito especial porque sempre esperou um dia trabalhar ao lado do maestro Sílvio Barbatos. “Este era o momento por mim muito esperado. É daqueles sonhos não concretizados. Estava tudo a postos para nos encontrarmos neste espectáculo, mas, infelizmente, o destino pregou-nos uma partida, levando deste mundo o maestro. Mesmo assim, em sua homenagem darei o meu máximo de corpo e alma”, disse Moreira visivelmente emocionado.

Entretanto, este saxofonista faz capa da prestigiada revista norte-americana “Billboard”. Na revista, Chonguiça retrata parte do seu perfil, fazendo referência aos três “Grammys” ganhos recentemente na África do Sul, através da South Africa Music Awards.

E por causa desse feito o músico foi homenageado em Maputo pelos seus amigos, familiares e admiradores, numa cerimónia que decorreu em Maputo e que contou com a presença de membros do Governo.

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Apresentação de Adélia Gil na 3ª, 5ª e 7ª Gala do Dança dos Artistas Vodacom no ritmo da Marrabenta.



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Izlo ft Azagaia e Miguel Xabindza - Epidemias dAfrica

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Há crossroads na Associação dos Músicos


Artigo de 15 de Julho de 2009

A ASSOCIAÇÃO dos Músicos Moçambicanos (AMMO) acolhe este sábado a realização do concurso de música crossroads. O acto arranca às 17 horas e o evento será acompanhado de workshop’s sobre HIV/SIDA e de instrumentos musicais tais como: guitarra, teclado, bateria, voz, viola baixo e teoria musical.

Os vencedores deste evento irão participar no concurso nacional, a decorrer na cidade da Beira, em Sofala, ainda este mês.


Entretanto, as inscrições para os grupos que ainda queiram participar no evento continuam abertas na Associação dos Músicos Moçambicanos até sexta-feira. O Music Crossroads é uma iniciativa única de empoderamento da juventude através da música e engloba cinco países da África Austral, designadamente Moçambique, Tanzânia, Zâmbia, Malawi e Zimbabwe.

Desde que começou, o programa tem crescido ao ponto de já ter atingido mais de 45 mil músicos e uma audiência combinada de mais de 75 mil pessoas por ano. Este programa, que assinalou dez anos de existência em Junho último, é composto por workshops, festivais e concursos para promover a música tradicional e contemporâneo, bem como as pesquisas de música urbana feita por jovens.
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Kaysha no Big Brother em Mocambique

I'm so used to singing in Coconuts live when I go to Maputo, Mozambique, but there are other places too. I did a really fantastic show two days after my show in the same city in this place called Big Brother and it was fantastic...

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