terça-feira, 20 de abril de 2010
Primeiro video da rapper Iveth
cotoneterecords — April 20, 2009
Iveth Amiga
lencinho caiu na mao.
Lençinho Caiu Mão (Drop The Hankerchief or Rag Tag) is a kids game usually played in kindergarten.
Ni Ta Ku Fonela de Azagaia.
Artista: Azagaia c/ Neto
Álbum: Babalaze
I
Eu sei que a lista é grande
De todas vezes que o teu homem andou distante
E o meu livro de desculpas
Já nem cabe na estante
...às vezes nem me resta um instante pra TELEFONAR
Quando eu tou no estúdio
Eu esqueço tudo
E faço da musica o meu mundo
E tu dizes que é absurdo
Que eu não arranje nem um minuto
Sequer pra pegar no celular e...TELEFONAR
A tua rival chama-se música
O teu rival chama-se tempo
Mas sempre um de cada vez
Se tou na música não tenho tempo
Ficas sempre em último plano
E as vezes nem tenho plano de...TELEFONAR
Só pra avisar que venho tarde
Ou me desculpar porque não venho
E quando penso em ligar-te
É crédito que não tenho
E desta vez é mais uma vez
Que não vai dar pra parar e...TELEFONAR
Pra dizer que te amo e que amanha tenho a entrevista
Na hora que combinamos de eu levar-te ao dentista
Shit...caraças,
eu tenho mesmo que...TELEFONAR
Pedi emprestado um telemóvel
Tenho o teu número de cor
É madrugada mas vou ligar
E ver se evito o pior
Tou feliz, amanhã já não me acusas
De nem sequer...TELEFONAR
...Chama, chama e tu não atendes
Vou ligar pra fixo, mesmo assim ninguém atende
Deve ser da hora
E é mais uma vez que eu não...TELEFONEI
Coro:
Huuuuuuuuuuuu
Ni ta ku fonela (3x)
Wene, wene,wene,wene
II
Desde que vi mentiras nas verdades
Eu divido-me em metades
Metade namorado
E namoramos so metade das nossas tardes
E metade querem as fãs que tão sempre a...TELEFONAR
Pra falar com o Azagaia mesmo depois das vinte e três
E tu atendes o celular tipo quem é desta vez
É uma voz feminina que diz
"Diz a ele pra"...TELEFONAR
E tu perguntas quem ela é
Eu digo que eu não a connheço
Eu sou artista e muitas vezes
Tenho que pagar esse preço
E tu sais disparada, irritada
Dizes pra eu não...TELEFONAR
E ficamos de relações cortadas
Tu não atendes minhas chamadas
Compro flores e bom bons
Vou caçar-te nas escadas
Meu amor, por quê não atendes quando eu ligo
Eu tou sempre a... TELEFONAR
E então fazemos as pazes
Hoje eu não tou pra ninguém
Esqueço o meu nome nos cartazes
Esqueço fãs e paparazzis
Esqueço o mundo lá fora
E não atendo se alguém me...TELEFONAR
E nós fazemos amor
Aliás reiventámos o amor
E tu percebes o novo conceito
Em cada gota do meu suor
E tu te ris, das vezes que zangaste por eu não...TELEFONAR
Coro final
Stop pirataria
Para Armando Artur, ministro da Cultura, o desafio consiste em redobrar as acções de combate a pirataria, no qual a Polícia assume o papel de proa, estendendo suas acções à escala do país.
Artur defendeu no encontro que “o combate desta prática ilícita requer uma acção integrada e inter-institucional, na medida em que a legislação, por si só, não logrará atingir o sucesso que almejamos”.
A pirataria em Moçambique é caracterizada pela gravação digital ilegal de fonogramas e videogramas, associado às facilitadas que o acesso à internet oferece.
O comandante geral da PRM, Jorge Khalau, considerou a pirataria como um crime e que deve ser tratado como qualquer outra infracção.
“A violação do direito do autor é um crime e nós precisamos desmantelar todas as industrias piratas que andam por aí” disse Khalau, tendo sublinhar que a missão não passa do envolvimento de toda a sociedade.
“Precisamos desmantelar a indústria ilegal e para tal contamos com a ajuda de todos (da sociedade, do ministério da cultura e até do próprio autor/músico) na denúncia de todo o tipo de produto pirateado, não importa a proveniência, seja nacional ou estrangeira”, disse Khalau.
A arte em Moçambique, como em qualquer outro país, constitui um instrumento de geração de riqueza, no desenvolvimento económico do país e sobre tudo na luta contra a pobreza.
O MC diz estar a desenvolver acções visando a formação de agentes fiscalizadores em matérias relacionadas com a lei dos direitos do autor e direitos conexos, assim como o combate à pirataria, para além do trabalho de mobilização e sensibilização dos criadores artísticos, agentes económicos e a sociedade em geral a contribuírem com acções de denuncia de actos de contrafacção de produtos culturais.
No encontro, ficou de comum acordo que técnicos do MC irão trabalhar com a PRM na identificação do produto cultural pirateado, existente nos mercados formais e informais.
REGULAMENTO À VISTA
Maputo, Quarta-Feira, 7 de Abril de 2010:: Notícias
O GOVERNO aprovou em 2001 a Lei 4/2001 sobre os Direitos de Autor, a qual revoga o Código dos Direitos de Autor aprovado pelo Decreto-Lei 46.980, de 27 de Abril de 1966. Volvidos nove anos sobre a aprovação daquele novo dispositivo legal datado de 27 de Fevereiro de 2001, não existe ainda o seu regulamento, instrumento indispensável para a sua efectiva aplicação.
A falta de regulamento tem impedido várias acções tendentes não só ao combate à pirataria, mas sobretudo viradas para o estímulo, promoção e defesas de todas iniciativas no domínio das artes, ciência e da cultura.
Entretanto, de acordo com informações facultadas ao nosso jornal pelo director do Instituto Nacional do Livro e Disco (INLD), Boaventura Afonso, estão curso consultorias visando a produção do Regulamento da Lei 4/2001. Além do Regulamento da Lei sobre os Direitos de Autor, também foi contratada uma consultoria que neste momento está a trabalhar para a regulamentação da indústria musical.
Revelou que os consultores que estão a trabalhar sobre o Regulamento dos Direitos de Autor estão neste momento a trabalhar em algumas províncias do país, auscultando as diversas sensibilidades sobre a matéria. Disse que nesse âmbito já foram visitados às províncias de Inhambane e Nampula, esperando-se que nas próximas duas semanas, mesmo trabalho seja efectuado em Maputo.
Indicou quem em Junho próximo, os consultores vão apresentar a primeira versão do Regulamento, prevendo-se que na ocasião se organize um seminário nacional no qual o documento será debatido antes de ser levado às entidades competentes.
Entretanto, Boaventura Afonso, revelou que há várias consultorias contratadas para a produção de diferentes dispositivos legais no campo das artes, da ciência e da cultura.
Apontou como exemplos, instrumentos legais relativos à política linguística e desenvolvimento da indústria cultural.
notícias
Vdeo de Dama do Bling
Realização: Maochas Filmagem e Montagem: K I S A I Produção: Dama do Bling
segunda-feira, 5 de abril de 2010
Stewart Sukuma Tingalava ny Matlahary ya Ndzilo
Stewart Sukuma Tingalava ny Matlahary ya Ndzilo
Tukuraka
Feat. Jenny & Tofu Tofu
No casting, No make up, No script, this is a truly street dance music video... from maputo to Jo'burg...from m'ganda to mbaqanga waving hello to the house music...
Sobre Top Label
A Top Label e um Grupo de Músicos, produto da Top Rádio , Gravado pela Top Records , constituído por 17 Elementos nomeadamente, Gabriela, Mano Velho, Abel Crisanto, Abel Laste, Gilman Ivan, Nuno Abdul, Yolanda Ana, Jafet Sitoe, Kelvin Ismael, Rui Michel , Márcia Rocha, Júlio António, Abuchamo Munhoto, Teresa Nfumo, Esperança Bembel e izaquel Maurício. Tem como objectivo, contribuir para crescimento e continuidade da Musica Moçambicana, no conceito de unidade nacional; juntando jovens do Norte, Centro e Sul de Moçambique. O instrumento principal deste Jovens è Voz … prometendo desta forma zelar pelos bonsusos e costumes da nossa cultura primando pela produção de Musica com conteúdo útil para Sociedade. È um bebe que prometemos poder andar e correr em tempo útil pelo bom nome de Moçambique.
Isabel Novella em entrevista a Revista O Tunel.
Contact: isalive1@gmail.com
Entrevista Revista O Tunel
Deixo aqui ficar uma entrevista que fiz para a Revista Mocambicana O Tunel ( 3a edicao Dezembro 2008)
O Tunel: Quem é Isabel Novella?
Sou eu,a menina das fotos (risos)
A quanto tempo no mundo da musica e como começou a interessar-se pela música?
Nasci e cresci rodeada de musica, meu Pai tocava guitarra e Piano e minha mãe fazia parte do corro da igreja e la em casa a musica sempre esteve muito presente, mas o que me puxou mesmo pra musica foi o meu irmão (Neco) ,com quem comecei a dar os primeiros passos na musica ,aos 5 anos ja fazia parte de um grupo de criancas (canto e dança) comecei a actuar em festivais infantis, programas televisivos e radiofónicos, e desde então nunca mais parei, ( esta e a versão mais curta da minha historia ?)
Música para si, uma paixão ou profissão?
Antes de ser profissão musica e uma das minhas maiores paixões.
Quando e como começou a actuar pelo mundo afora?
Em 2004 comecei a sair de Moçambique pra cantar fora, primeiramente na África do Sul onde 2 dos meus irmãos (Nello e Izildo Novela) se encontravam a viver e fazer musica,eu e a minha irmã (Cidália Novela) nos juntamos a eles e actuávamos com a banda The Novellas e também como coristas pra outros músicos, e em 2005 vim a Holanda onde me encontro agora eu e os meus irmãos e de la pra ca tenho actuado por alguns países ca na Europa,com NecoNovellas e como Isabel Novela (solo).
Como te sentes por ser um sucesso no estrangeiro e anónima no teu pais?
Não diria sucesso nem anónima, sou conhecida no estrangeiro e também em Moçambique embora meu nome não seja mto popular,trabalhei com musicos Mocambicanos por muito tempo (como corista) e meu nome consta em varios trabalhos discograficos.
A quanto tempo estas a viver no estrangeiro?
Costumo dizer que vivo entre Mocambique e Holanda porque desde 2004 comecei a dividir-me viajando sempre entre os dois paises e e o que tenho feito ate hoje.
Acredito que nao tenhas muitas memorias de casa ( Mocambbique).
Pelo contrario tenho muitas,nunca deixei de voltar para casa e faco isso todos anos.
Sente saudades de casa,pensa em algum dia voltar ( de vez) ?
Quando estou fora sinto saudades sim, dificil dizer se fico de vez porque a musica me leva pra muitos lados,mas casa e sempre casa.
Qual e o estilo de musica de Isabel Novella?
Eu chamo o meu estilo de Soul funky jazz ha ha ha, a minha musica e resultado das diferentes influencias que tenho.
Como corista trabalhei com diferentes musicos e em diferentes estilos,cresci a ouvir varios estilos musicais e uso tudo de positivo que vou absorvendo para fazer a minha musica do meu jeito ( buscar um estilo que me identifique)
Influencias?
Varias,como ja tinha dito escuto muitos estilos de musica desde o jazz aos mais tradicionais,vou so citar alguns nomes mas a minha lista e enorme,Jill Scott,Bobby Macferrin, Erhyk Badu,Joe Zawinul,Sara Tavares,Talib Kweli,NecoNovellas,Bilal.Chet Baker, Sarah Vaughan,The roots... e muito mais ,resumindo toda boa musicae de certa forma uma influencia pra mim.
Trabahos editados?
Estou neste momento em estudio a gravar o meu primeiro CD a solo,mas ja tenho 2 cds editados com NecoNovellas e o meu nome consta em outros CD's onde fiz participacoes e como corista.
Porque so agora o CD?
Andei todo este tempo envolvida com musica, em concertos, e a gravar com varios musicos,sinto que ja e altura de editar um trabalho meu, ja me sinto bem preparada para tal (ganhei muita experiencia) e tenho recebido um feedback positivo do publico,isso tambem me incentiva.
Em que idioma te expressas nas tuas musicas?
Misturo muito o Ingles e Portugues e tambem uso alguns dialectos como Chope e Changana.
Do teu ponto de vista como achas que recebem as tuas musicas?
Sao super bem recebidas e isso me da forca para continuar a escrever,compor e cantar.
Quais sao ou qual e o teu objectivo na musica?
O meu objectivo e cantar e tocar as pessoas com a minha musica,acho muito especial o facto de poder tocar as pessoas estando elas onde estiverem,nusica e algo que marca,cresce connosco,fica na nossa historia...
Constatamos que Isabel tem actuado frequentemente em lugares como: Luxemburgo,Belgica,Franca,Espanha,Netherlands,entre tantos outros. Como fazes para gerir o tempo visto que tens que escrever,compor e gravar novos sons?
E simples,eu tenho sempre papel e caneta por perto e um gravador onde anoto todas ideias que me vao surgindo,componho as minhas musicas assim, e as viagens e concertos nao atrapalham nunca,pelo contrario inspiram-me.
Muitas vezes gosto mesmo de escrever directo no estudio, sentir o beat e me deixar levar.
Deve ser algo inesquecivel participar em festivais como:
North Sea Jazz,World Sessions,Mercato Mundial, Pure Jazz...Diga-nos, qual destes lugares representou uma experiencia memoravel e porque?
O North Sea JazzFestival,e uma experiencia unica estar no mesmo festival com o Bobby Macferrin,Jill Scott ,Alicia Keys,Richard Bona,Pat Metheny,Angie Stone,Diana Krall e muitos outros grandes nomes da musica e pessoas que eu admiro e gosto muito. Ter aquela oportunidade de conviver com eles e algo para nao esquecer.
Quais sao os processos a seguir pra ter Isabel Novela a actuar em Mocambique?
Uma ligacao, eu e-mail e eu to ai ha ha ha,deixo ficar aqui os contactos:
isalive1@gmail.com
+31648173756
+258824768280
P.S: estes sao contactos so pra shows, e para quem quiser escrever directamente pra mim,pra conversar,trocar ideias e e-mail e isanovellas@gmail.com
Tens contrato com alguma editora?
Nao assinei com editora nenhuma ainda,recebi ja algumas propostas e quero ter tempo p'ra analisar,mas agora estou mesmo concentrada no meu CD ( gravacoes) e depois vamos a parte das editoras.
Como fazes pra divulgar o teu trabalho?
Vou divulgando a medida que vou actuando e atraves da internet ( myspace) , radios.
O que achas do Hip-Hop?
Eu gosto de Rap,para mim e um tipo de musica muito forte,costumo dizer que e mais que musica no sentido de ter a particularidade de poder influenciar em muita coisa.
Es capaz de fazer colaboracoes com artistas do Hip-Hop?
Nao so sou capaz como ja fiz algumas com alguns rappers Mocambicanos como e o caso do DMG,Xitiku ni Mbaula,The Ripper e tambem rappers de fora Mic Nif ( Holanda), Soulstice ((U.S.A),Kosmico ( Portugal),gosto muito de poder contribuir no Hip-Hop,por um pouco de mim nesse lado.
Planeias lancar algum projecto este ano? (2008)
Tudo vai depender do tempo andei, ocupada com concertos,neste momento estou em estudio e na quero fazer as coisas as pressas,vou levar o meu tempo a gravar e assim que tudo estiver pronto eu lanco o meu CD.Tudo a seu tempo.
Algo que queiras dizer que nao tenhamos perguntado?
Estarei em Maputo brevemente e fiquem atentos a novidades.
segunda-feira, 29 de março de 2010
MC Roger Showbiz

Não tenho problemas com os músicos moçambicanos” - Declara Julinho, proprietário da Big Brother Entertainment

O regresso de Nhansavel
Neyma ft Nuno Abdul - "Neria"
Letras
Neria Néria Néria.
Néria do norte
tem cheiro do mar
e deu nome ao lar (o nome Moçambique vem de lá)
Neria nasceu audaz
Nasceu para a paz
felicidade de seus pais
Que atacavam seu cais
O sol brilha a sua volta
O sol põe-se ao seu olhar
O seu corpo desenha as suas terras
que os homens desejam segurar
NÉRIA LINDA;
NÉRIA QUERIDA;
TERRA MINHA
MACUA QUERIDA (2X)
Néria não te deixes levar
Não deixes que os ventos parem de soprar
Não deixes que em tua terra
não queiram mais plantar
faz me feliz Nampula
NÉRIA LINDA;
NÉRIA QUERIDA;
TERRA MINHA
MACUA QUERIDA (2X)
É incrivel a beleza
Inconfundivel de nampula
Beleza natural ya 100% pura
O sol que fortalece cada dia que amanhace ya,
Eu posso ate dizer
Quem conhece nunca esquece
Grande Néria terra mãe que viu
Nascer Zena abacar
É verdadeira Deusa do muciro a desfilar
Em nacala tem um porto ya, comercio sem parar
O país precisa disso só assim pode avançar
Das praias ja não falo, o mudo ja conhece
Melhor lugar do mundo para aliviar o stress
Na ilha a fortaleza é o orgulho da nação macua
100% Nampula no coração yeh yeh
Neria têm em si uma ilha
Onde a cultura se deixou semear
Neria é um porto seguro
Onde o homem
Quer plantar ah....
Neria é macua
Nasceu para amar
Seus amigos receber
Todo mundo tem que saber
NÉRIA LINDA;
NÉRIA QUERIDA;
TERRA MINHA
MACUA QUERIDA (2X)
segunda-feira, 22 de março de 2010
Lira desconstrói mitos no Big Brother

Dama Bete, Estrela Mocambicana na diaspora!
A primeira vez que pisa um palco é com o seu primeiro grupo de música, as Blacksystem, no IPJ do Oriente. Na altura com 16 anos. A duração do grupo é de apenas dois anos. Aos 18, Dama Bete, inicia a sua carreira a solo, e cria uma comunidade na Internet, a HipHop Ladies, como forma de expandir o hip-hop feminino. Cria mais tarde um novo conceito – as festas hip-hop ladies.
DAMA BETE - Já
segunda-feira, 15 de março de 2010
Com Stewart Sukuma na liderança Artistas idealizam “O Ano da Marrabenta”
2010 Ano da Marrabenta
Vídeo: Xitchuketa Marabenta [Não oficial]
Musica e Letra de Stewart Sukuma
Arranjos e todos instrumentos excepto Soprano Nelton Miranda soprano Muzila
Coros: Cizaquel Matlombe e Filo Cambula
Concepção do Vídeo: Agostinho Uanicela
Edição: Agostinho Uanicela
Recordando-lhe a citação acima, perguntei ao músico se ainda mantinha este pensamento. Stewart disse que a música é um instrumento poderosíssimo de comunicação. Podemos sim juntar o útil ao agradável (comunicar e dançar)...algumas pessoas, mas poucas, já valorizam o facto das músicas terem uma mensagem consistente e objectiva...ainda é uma minoria... a persistência pode ser uma arma para a mudança, o problema é que as pessoas querem resultados imediatos...eu não negoceio a minha música...
Conheça outros trabalhos de Stewart Sukuma aqui, aqui e aqui
Saiba mais sobre André Cabaço
Artistas da Gpro nos Tops
Vote nos artistas Gpro que concorrem para os Awards do Programa Impulso, Top da Rádio Cidade e Top TNT da Rádio Sfm. Para votar na música Karaboss como música do ano no Impulso escreva no seu campo de mensagens: M (espaço) 6 e envia para 820209. Para votar no G2 como produtor do ano basta depositar seu voto na caixa de votação http://impulsocidade.blogspot.com/ Para votar na música Karaboss do Duas Caras no top rádio cidade escreva no teu campo de mensagens C (espaço) 54 e envie para o 820209. Para votar na música Deixa-te levar do G2 que também está a concorrer no top Rádio Cidade escreva no teu campo de mensagens C (espaço) 53 e envie para o 820209. Pode também efectuar a votação online no site da Rádio Cidade Para o top TNT basta deixar o seu voto na caixa de votação do blog do Minó dos Santos. Lembrar que G2 produziu todo o prelúdio para Moment2, os êxitos Desabafo de um recluso, És meu da Lizha James e a música Karaboss do Duas Caras.
José Mucavele prepara festa dos 60 anos
segunda-feira, 1 de março de 2010
Bob Love em produção independente intitulada “Kudhya Nkupisaka”

O jovem cantor Bob Love, Marcos Fernando Alcolete, de seu nome verdadeiro, está em estúdio a preparar o seu segundo álbum a solo, desta vez numa produção independente, algo que nos últimos tempos tem sido prática de muitos músicos.
Intitulado “Kudhya Nkupisaka” (ou “quem procura acha”), o álbum de 14 temas vai incluir alguns temas seus, extraídos de colectâneas do projecto “Moz Beat”, tais como, “Kufunana”, “Tchitsuo”, “Mamunanga”, “Toma Bhwera”, “Matchebebe”, este último pertencente ao seu primeiro disco.
Bob Love afirma que não vai fugir à sua linha, mas promete trazer novos ritmos no seu novo álbum, que será lançado ainda no presente semestre.
“Kudhya Nkupisaka” vai trazer ritmos tais como “Utse”, típico da província de Sofala, afro-zouck, marrabenta, afro-funk e kizomba.
Depois da fraca divulgação do seu primeiro álbum a solo, “Nyimbo za Uzimu”, editado pela Indico Music que, segundo Bob Love, por motivos desconhecidos, não esteve disponível no mercado, Love traz para 2010 um diferencial no seu segundo álbum.
Bob Love promete revolucionar o seu álbum com a recreação de alguns temas do músico italiano Eros Ramazotti, tal é o caso da música “Cose dela vita”, e “Un altra te”.
Natural de Caia, província de Sofala, Bob Love, que actualmente reside na cidade da Matola, já colocou no mercado, para os seus fãs, o vídeo do single “Mokolopoto Moçambique”, tema que vai fazer parte do seu segundo álbum.
24 Fevereiro 2010
O Pais
Ivo Mahel em busca da Europa
Ivo MahelUm dos artistas mais importantes do actual panorama musical moçambicano acaba de regressar da terra lusa, onde foi fazer uma prospecção de mercado. Ivo Mahel, que nunca se cansou de anunciar a sua vontade de experimentar a vida artística naquele lado do globo, continua a batalhar por um lugar privilegiado na indústria musical europeia, onde sonha em se fixar de vez.
A entrevista, em plenas instalações do nosso jornal, decorreu sem grandes sobressaltos, com o artista a falar dos resultados da sua digressão em Portugal e dos caminhos que conseguiu abrir.
Logo no início, quisemos saber como foi o contacto de Ivo Mahel, habituado a fazer da música a forma superior de expressão, com as entrevistas nas rádios e televisões portuguesas, onde a arte é falar.
O artista reagiu bem à nossa provocação, ao compreender que o encaramos como um artista que não verga à polémica e que não receia dizer o que lhe vai na alma, sobretudo quando as coisas andam mal.
Mahel, cuja escalada a Portugal foi conseguida pela sua actual agência “Júlio Rito e Filhos”, contou-nos que esteve na Rádio Difusão Portuguesa (RDP-África) com o radialista Nuno Sardinha, com quem gravou uma entre-vista para a rádio e para a televisão, a Rádio Televisão Portuguesa (RTP-África). Participou, posteriormente, no Telejornal da RTP 1, onde esteve com “As Fofas”, um grupo feminino liderado pela moçambicana Duda.
Nessas entrevistas, o artista falou de si e do seu trabalho, mas também dos novos projectos que tem na manga. Mahel juntou-se com a Duda na criação do projecto “Moçambique-Portugal”, um projecto que deu lugar a uma música sobre saudade.
Em Junho do próximo ano, Ivo Mahel espera regressar a Portugal, onde se vai encontrar novamente com artistas como Élvio, Mikael Carreira e Gaby, este último líder dos “Irmãos Verdade”. “Temos projectos que esperamos dar continuidade”, referiu.
Ivo Mahel e Mikael Carreira juntaram-se para desenvolver uma música baseada no estilo de Rick Martin, pois ambos são fãs assumidos daquele artista.
Para além dos contactos de trabalho, Mahel teve a oportunidade de visitar a mãe e descobrir familiares que antes não conhecia. “Afinal o meu pai espalhou muitos filhos pelo mundo”, contou.
“Em Portugal, tive a oportunidade de estar nas avenidas de Moçambique, da República Popular de Moçambique e 24 de Julho, um sinal inequívoco de que aquele país está disposto a acolher os moçambicanos”, frisa.
Savana - Cultura
Escrito por Armando Nenane
Moçambique estara no Mundial 2010
Natural de Inhambane, sul de Moçambique, o saxofonista recebeu um convite da Federação Portu-guesa de Futebol para integrar a selecção das Quinas para o Mundial 2010. Do lado moçambicano, Otis é convidado do Ministério do Turismo para promover a imagem e as potencialidades turísticas da chamada “Pérola do Indico” durante a prova a decorrer em Junho.
O “Sons da Distância” conta com a participação de mais de cinco músicos lusófonos, de entre eles Manecas Costas (Guiné-Bissau), André Cabaço e Otis (Moçambique), Mariza e Tito Paris (Cabo-Verde) e Paulo de Carvalho (Portugal).
Quem é Otis
Pouco conhecido na sua própria terra, Otis é um dos poucos artistas moçambicanos que escolheram Portugal para seguir uma carreira musical. Filho de um maestro, Otis cresceu em Inhambane ouvindo o som de vários estilos musicais e esteve na escola de música local aproximadamente 10 anos. Actual-mente, é considerado um dos saxofonistas mais sonantes a residir e a actuar em Portugal. Com seis discos editados, sendo o último intitulado “In the House”, lançado em 2008, Otis é figura de eleição para representar Portugal em muitos eventos. Como irá faze-lo na África do Sul quando em Junho se jogar o Mundial de Futebol.
Em 1975 mudou-se para a capital Maputo, onde integrou vários grupos, até ficar efectivo na banda da Rádio Moçambique, durante seis anos. Com a banda, o “saxman”, como lhe chamam, integrou uma digressão em 1978 que percorreu países como Cuba, Alemanha e Checoslováquia.
A viragem para o House
Seguiram-se as colaborações com Paulo de Carvalho (quatro anos), Miguel & André (três anos), João Portugal (um ano) e Beto (um ano). O cabo-verdiano Tito Paris tembém o chamou. “Desenvolvi mais a ‘world music’ e conheci o outro lado do mundo, de Hong Kong a Madagascar. Sou um previlegiado”, admite. Vieram também convites de Rui Veloso. E até de Dulce Pontes, que em 1997, o desafiou a tocar consigo em Nova Iorque num concerto para o representante máximo da Organização das Nações Unidas, Kofi Annan.
Mas o admirador de jazz e dos saxofonistas Grover Washington Junior, Dave Kose e Kenny G (o que mais discos vendeu até hoje: 30 milhões) também é autor e compositor. O seu quinto disco, “Olhar para Trás”, a fixar o espelho do tempo e a perspectivar a carreira; conta com colaborações de uma cantora alemã de jazz ou das coristas Dora & Sandra, dos Delfins. Nos discos anteriores de Otis, participaram igualmente Nucha, Paulo de carvalho e os Anjos, entre outros.
Ultimamente, o saxofonista de Inhambane tem-se dedicado mais ao House, fazendo duplas com Djs em bares, discotecas ou casinos de Norte a Sul de Portugal. “Sempre me abri à fusão de estilos, influên-cias e novas tendências. É outra etapa da minha evolução como músico, e estou a gostar!”, concretiza. Aliás, seu último trabalho discográfico chama “In the House”. Nome sugestivo.
Lizha e Bang a caminho de Dubai
O país parou para assistir ao casamento de Lizha James e Bang, na última sexta-feira (20.02.2010).
Nunca se viu tanta limousine junta, numa festa de casamento: eram seis no total, quatro dos noivos, uma de ziqo e outra do casal Gilberto Mendes. O branco foi a cor predominante, sendo não só o “dress code”, mas também a cor decorativa do salão, uma vez que se tratava de um casamento temático, sendo a paz, o tema.
Lizha escolheu para padrinhos Aiuba Cuereneia e esposa, enquanto Bang, escolheu Fernando Fazenda, embaixador de Moçambique na África do Sul, e esposa. Foi através deste último, aliás, que o país ficou a saber que o casal Lizha e Bang vai passar a lua-de-mel nos Emiratos Árabes Unidos, mais precisamente no Dubai.
Segunda, 22 Fevereiro 2010
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
MBIRA - instrumento tradicional de Moçambique
Este instrumento é mais conhecido por CHITATA ,SANSI,CASSASSE,KALIMBA ou MALIMBA dependendo das regiões e da lingua local fazendo parte dos instrumentos idiófonos afinados Leia Mais…
Chimoio capital da cultura
O VI Festival Nacional de Cultura pretende-se que seja o momento mais alto de celebração e exaltação da cultura moçambicana, no objectivo de preservar, desenvolver as artes, a cultura e as tradições das diferentes comunidades e criar uma plataforma de interacção, intercâmbio e de divulgação do rico e diversificado património cultural do país.
Além de promover a preservação e divulgação da cultura, artes e tradições populares, incrementando-se o seu conhecimento para que sejam continuamente usados como referência na criação e recriação de obras contemporâneas, o VI Festival Nacional da Cultura será igualmente, um momento de promoção do estudo, recolha, preservação e divulgação do património cultural moçambicano nas suas diferentes vertentes.
Pretende-se igualmente, fazer do festival, um momento de inventariação e actualização do Catálogo de Instrumentos de Música Tradicional de Moçambique, bem assim de divulgação e partilha das principais constatações, conclusões e Recomendações da II Conferência Nacional sobre Cultura, realizada ano transacto em Maputo.
A partir do festival do Chimoio, o Governo pretende mobilizar todos os actores sociais, políticos, económicos e segmentos da sociedade para a importância da cultura como factor do desenvolvimento social e económico. Quer incentivar o desenvolvimento da criatividade e promoção das indústrias culturais e sustentar a protecção da Propriedade Intelectual.
Sendo uma realização de massas, consta das perspectivas do Governo, a mobilização e consciencialização das comunidades para prevenção e combate ao HIV/SIDA e outros males que enfermam a sociedade.
Informações disponíveis dão conta que tomarão parte na fase final do VI Festival Nacional da Cultura, cerca de 880 participantes entre artistas e oficiais acompanhantes, provenientes de todas as províncias do país.
Para o efeito, decorrem de 4 a 28 de Fevereiro corrente, as inscrições dos participantes, junto dos Serviços Distritais da Educação Juventude e Tecnologia.
De acordo com o programa oficial em nosso poder, de 27 de Março a 4 de Maio próximos, decorrerá a fase distrital de apuramento dos grupos e de 17 a 25 de Maio fase provincial do qual sairão os representantes das 11 províncias que compõem a divisão administrativas do país.
Feito isso, a cidade de Chimoio, irá acolher de 27 Julho a 01 Agosto, realização da fase final, na qual além de espectáculos públicos de teatro, música, dança, cinema, serão realizadas exposições/feiras de venda de produtos culturais: livro, disco, fotografia, arte e artesanato, vídeo-documentários, filmes, culinária e roupa/vestimentas moçambicanas.
João Fumo
Notícias
Chico da Conceição
Chico da Conceição é o maior Saxofonista da história da musica Moçambicana.Tornou-se deficiente Visual desde o dia da Independencia de Moçambique. Com o produtor julio Silva conseguiu ser conhecido Além fronteiras.
Jah Bee : Um intervencionista em dívida
O CONHECIDO músico beirense, Alfredo Binda, ou simplesmente Jah Bee, está a trabalhar para, segundo disse, “pagar uma divida” que tem para com seus fãs, pois passam quatro anos após a selagem do primeiro trabalho, intitulado “Um Presente Para Você”, cujas vendas, conforme soubemos esgotaram. Entretanto, Jah Bee minimiza o período longo de espera pelo segundo trabalho, pois, segundo suas palavras, a arte é dom de quem a cria, portanto, não basta correr para os estúdios para se ser verdadeiramente um artista, parafraseando o seu pai.
“Foi do trabalho anterior que fiz que acho que estou em divida para com os que gostam das minhas músicas, os meus fãs a quem lhes devo mais um trabalho”, apontou.
Com um repertório musical já produzido, Jah Bee disse que neste momento possui “tudo alinhavado” para editar mais um disco. A mudança de residência da capital do país e novamente para a cidade da Beira, isto, há cerca de dois anos, terá de certo modo contribuído para que a preparação do álbum fosse retardada.
“Já constitui a minha banda na Beira e penso que até finais deste ano poderei editar o meu segundo disco”, afirmou.
Para além das músicas que aparecem no álbum “Um Presente Para Você”, o músico disse que possui vídeos que estão sendo divulgados por algumas televisões do país e do exterior e que não figuram no primeiro trabalho discográfico.
Com temas que versam assuntos de amor, fraternidade e solidariedade, Jah Bee considera-se intervencionista com ritmo “reggae”. Exemplificou que neste último repertório em preparação aponta a música “Quem tem dá pouco a quem não tem” como uma das faixas deste seu estilo de intervenção.
“Este disco em preparação não vai fugir muito do meu estilo habitual, mas vai contar com uma mistura cuja base é o “reggae”, que sempre adorei”, sustentou.
Não se considera apologista, mas inspira-se nos problemas da sociedade, pois acredita que o Mundo pode ser melhor do que é, mas é preciso ser se um pouco mais ousado pensando em nós próprio.
“Se for a ver no mundo existem muitos ricos e que pelo menos deveriam contribuir um pouco daquilo que tem para ajudar os pobres daí a razão da minha música “Quem têm dá pouco a quem não têm”, pois são milhares de pessoas necessitadas no mundo”, explicou.
PRINCIPIOS DA BIBLIA
Alfredo Binda, ou seja, Jah Bee, sempre fala pensando nos princípios da Bíblia. Por exemplo, diz que é olhando para o que a Bíblia diz “Deia a quem não têm” que diariamente pensa em ajudar o próximo.
“O pão que considero duro e deito-o fora pode ser importante para salvar uma vida que esta sem este pão duro”, sustenta.
Perguntamos ao nosso entrevistado se com base neste princípio da Bíblia já podemos ter o titulo do novo álbum ao que disse que neste momento ainda está a pensar, pois o titulo ainda não se afigura nestes princípios.
A uma outra pergunta sobre a receptividade do seu primeiro disco intitulado “Um Presente Para Você”, Jah Bee considera-se satisfeito pois, segundo ele, o disco foi todo vendido.
VIDEOS NO ESTRANGEIRO
Para Jah Bee, o que se passa no país não lhe deixa muito satisfeito pois, em relação aos seus vídeos as televisões nacionais passam muito pouco contrariamente ao que se passa no exterior, concretamente em Portugal.
Citou o vídeo da música que da titulo ao álbum (Um Presente Para Você) e Sida é Real, como alguns que frequentemente são transmitidos.
Reconhece ser a política editorial de cada estação televisiva ou radiofónica em não passar maior parte de vídeos ou composições de artistas nacionais.
“Penso que se deve muito ao factor comercial porque as políticas editoriais vão mais pelas músicas comerciáveis que outras que, eventualmente, não tenham o objectivo pretendido. Quer dizer, a publicidade comercial não aparece como tal mas sim por baixo da música o que faz com que possamos vê-las ou escuta-las com frequência na televisão ou rádio”, destacou.
FALTA INDÚSTRIA
Segundo Jah Bee o nosso país ainda carece de uma indústria que possa colocar semanalmente a nossa música no alto patamar, desde gospel, marrabenta, romântica, pandza, dzukuta, entre outras.
“Deveríamos ter um sector que se ocupasse da divulgação de novidades semanais que fossem surgindo no país, à semelhança do que acontece nos outros países, a exemplo da África do Sul independentemente do estilo, pois para cada estilo existem fãs”, opinou.
Questionado se se sentia afectado por esta situação, o autor de “Carrupeia”, “Tanta Gente Vai Morrer”, “Um Presente Para Você”, disse que não se sentia afectado como tal, argumentando que quem fica afectado por tudo isto é o próprio público amante da música que dificilmente consegue ter o que realmente gostaria de ter para satisfazer os seus gostos.
“Falta-nos a mentalidade da indústria, abrir-se mais para o horizonte musical e olhar-se para a música como um meio de se atingir vários corpos. As pessoas devem editar, comercializar e promover a música para o nosso próprio bem e quando isso acontecer a nossa música estará como outra qualquer do mundo pois potencial é o que temos demais”, referiu.
Apontou a história do ovo e da galinha sobre quem foi primeiro relacionando-a com a situação que existe entre os músicos, promotores de espectáculos e produtores. Defendeu que para se ser produtor deve-se investir olhando para a promoção de qualquer vídeo ou disco sem esperar por retornos imediatos, pois eles surgem mais tarde com o trabalho. Quer dizer, segundo ele, para qualquer negócio deve-se ter capital para investir e esperar pelos ganhos e não o contrário.
“O que acontece é que praticamente todos estão a espera de ganhar com o músico, querendo garantias de vendas antes mesmo de editar o seu disco. Ora, isso não pode ser assim pois deve-se investir primeiro e depois esperar pelos lucros. Essas pessoas esquecem-se que para as grandes estrelas serem o que são partiram da promoção por alguém que arriscou o seu capital investindo neles, a exemplo de Michael Jackson entre outros”, enfatizou.
Para o nosso entrevistado, o nosso país ainda carece de ousadia empresarial para investimentos na área discográfica em meios materiais e humanos. Regozijou-se pela criação do Ministério da Cultura afirmando que pelo menos já se deu um grande passo pois haver grande diálogo e abertura para uma área especifica.
“Na Suécia, por exemplo, o conjunto ABBAS vendia mais que a própria Volvo, enquanto na Jamaica o Bob Marley metia mais dinheiro para o país com a música que qualquer outro produto e estes são apenas exemplos daquilo que a cultura pode ser se bem vista e organizada. Julgo que com a criação deste ministério podemos sonhar alto e melhor”, afirmou.
António Janeiro
Notícias
Música japonesa em Maputo
De referir que Moçambique e Japão desenvolvem uma cooperação histórica, que data de várias décadas no domínio da Cultura, a qual contempla o intercâmbio cultural, o desenvolvimento de infra-estruturas, equipamentos e formação de gestores do património cultural.
Para recordar algumas realizações recentes, o Japão foi o maior parceiro financeiro nas obras da primeira fase de reabilitação da Fortaleza de São Sebastião na Ilha de Moçambique (com 1 milhão de dólares americanos), e pela via da UNESCO, o Japão apoia a implementação dos Planos de Gestão da Timbila e Nyau, proclamadas Obras Primas do Património Oral e Imaterial, pela UNESCO, em Novembro de 2005.
Além de Moçambique, o grupo vai realizar espectáculos em Angola e na Tunísia.
O concerto é composto por ritmos de Ryutaro KANEKO nos tambores Japoneses (Wadaiko), melodia de Yasukazu KANO que toca flauta (Shinobue, Nohkan) e de Haruhiko SAGA, que toca violino típico da Mongólia (Morin khuur) e (Violino Tovshuur) que enriquece a actuação musical.












