segunda-feira, 13 de setembro de 2010

FESTIVAL INTERNACIONAL DE ARTES – TUNDURO - Valeu pela intenção


A CIDADE de Maputo foi palco no pretérito fim-de-semana, ou seja, de sexta-feira a domingo último, da primeira edição do festival internacional de artes – o Festival Tunduro. Tratou-se de um movimento cultural multidisciplinar que englobou várias expressões artísticas, dentre elas a música, dança, artesanato, teatro, gastronomia, fotografia, moda, artes plásticas, entre outras, envolvendo fazedores de arte e cultura nacionais e internacionais, representando ao todo um total de 17 países.
Tunduro conforme os organizadores, é um festival de carácter internacional que pretende tornar-se uma referência cultural mundial.

O evento teve como cabeça de cartaz a veterana cantora sul-africana, PJ Power que se evidenciou na era da luta contra o apartheid. Na altura PJ Power apresentava-se em público com calçado preto e branco, numa clara alusão à necessidade de reconhecimento de que África do Sul é um país multiracial e que, por conseguinte, não havia espaço para o "apartheid".

Da Costa do Marfim veio Aly Keita, um exímio tocador de Balafone, da Alemanha o rapper Amewu, da Itália o músico Giorgio Mirto (viola clássica), da Zâmbia a cantora Maureen, da Espanha a companhia Palo Q’Sea.

Da vizinha África do Sul além da PJ Power vieram Natalie Rungan, Tucan Tucan, Moreira Chonguiça, João Cabral, estes últimos músicos moçambicanos radicados naquele país vizinho.

No entanto, contra todas as expectativas o festival não logrou sucesso. Pouco público aderiu ao festival, houve muita desorganização na realização das actividades previstas.

A programação previamente feita foi somente para o “inglês ver” como sói dizer-se na gíria popular. Nada foi cumprido com todas as consequências daí decorrentes. Havia muitas pessoas associadas à produção, mas pouco se via do seu trabalho.

A cantora sul-africana PJ Power, que à partida era assumida como cabeça de cartaz e que nos anos 90 enchia o campo de futebol do clube Maxaquene, passou a margem do sucesso. Os Massukos, banda da província do Niassa, granjeou mais simpatia do público que PJ Power. Só quem esteve no Centro Cultural Franco Moçambicano (CCFM) pode testemunhar.

Facto curioso é que o director executivo do festival, Filimone Mabjaia, ao invés de se preocupar a gestão do evento, apareceu repetidas vezes no palco do CCFM a fazer papel de Mestre-de-cerimónias (MC).

EVOCANDO OS ESPÍRITOS

Como que evocando os espíritos, o tradicional “Kuphahla”, o festival iniciou nas primeiras horas da noite de sexta-feira, com uma homenagem aos grandes colossos da música moçambicana, nomeadamente, Fany Fumo e Alexandre Langa.

A evocação foi feita por um naipe de classe, nomeadamente os músicos Xidiminguana, António Marcos, Seth Swazi, João Cabaço, Chico António, Hortêncio Langa, Moreira Chonguiça, Carlitos Gove e Zito. Para o delírio do público que se fez presente no anfiteatro do Centro Cultural Franco Moçambicano (CCFM), tocaram e cantaram com mestria as músicas de Fany Pfumo e Alexandre Langa. Assim começou o festival internacional de artes – Tunduro.

Depois daqueles colossos da música moçambicana, foi a vez do costamarfinense Aly Keita que se fez acompanhar no palco por músicos moçambicanos, nomeadamente João Cabral (guitarra), Machume (Timbila). Foi uma mistura agradável de guitarra, timbila e balafone.
Maureen, cantora que veio da Zâmbia “fechou” a primeira noite do festival.

NAS RUAS DA BAIXA

O segundo dia do festival foi caracterizado por um espectáculo de rua que juntou dezenas de artistas entre nacionais e estrangeiros que no ambiente festivo percorreram a Avenida 25 de Setembro até à Praça 25 de Junho, local onde havia sido montado o palco Tony Django, em homenagem àquele jovem líder vocal da banda Kapa Dech, recentemente falecido.

Foi uma mistura das artes cénicas moçambicanas, com as tradições de teatro de rua europeias e o som dos batuques. A grande atracção do espectáculo foi a Companhia PALO Q´SEA, oriundo da Espanha. Foi a primeira vez que aquele afamado grupo se apresentou no continente africano, trazendo a versão completa do espectáculo ROMPE CANDELA.

Entretanto, a maior decepção do público foi a não realização do grande concerto que estava previsto para aquele local com início programado para as 15 horas e o término as 4 horas de madrugada de domingo.

O espectáculo seria a grande presença moçambicana no festival pois, estava previsto que desfilassem músicos como Ziqo, Filipe Nhassevele, João Bata, Baptista Tsinini, Leman Pinto, Yolanda Chicane, Rafael Bata, Pureza Wafino, Isabel Flores, Maisha, as bandas A-xikunda, YPG – Ragga, Rãs Haitrm, Marrabenta Vodacom, Black Roots, Moticoma, Mbilu.

UMA LIÇÃO …

O festival internacional de artes – Tunduro não foi de todo ele um sucesso. Desde o primeiro dia assistiu-se a várias situações que revelavam desorganização. Filimone Mabjaia, director executivo do festival na hora do balanço reconhece que muitas actividades não foram realizadas e outras revelaram alguma falta de sintonia entre o pessoal envolvido na produção, incluindo com algumas empresas fornecedoras de serviços.

Nalguns casos, Mabjaia apontou excessiva burocracia, mas no fundo desdramatiza, afirmando que se tratou de uma primeira experiência, portanto, susceptível de erros.

“As coisas não aconteceram por razões de força maior, mas no cômputo geral e, tratando-se de uma primeira experiência, a nossa avaliação é positiva. As falhas que se verificaram vão servir de lição para os próximos eventos”, disse Filimone Mabjaia.

Maputo, Quarta-Feira, 1 de Setembro de 2010:: Notícias

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“Bling” no olho do mundo, Música moçambicana com terreno no exterior


Ivânia Mudanisse, carinhosamente tratada por Dama do Bling, soma e segue, a avaliar pelo seu posicionamento em vários concursos internacionais.

A autora de “Longa espera”, entre outros temas sonantes na praça, consta da lista de dez melhores artistas de Hip Hop de língua inglesa em África, Top África, especialmente para artistas falantes da língua mas, devido ao facto de a cantora furar barreiras linguísticas, o júri optou por inclui-la na corrida. Esta “dama irreverente” concorre também no Top Ten da África Rappers Inglês por Mnet África Standards. Igualmente, Dama do Bling, Lizha James e Gabriela foram nomeadas para o Channel O Music Awards e nos African Music Awards, grangeando assim simpatias pelo resto do mundo através da sua música e talento na elevação da bandeira moçambicana.

Para Izidine Samamad, agente da Bling, estas realizações e reconhecimentos “resultam do reconhecimento do trabalho que a cantora tem realizado dentro e fora do país, tendo em conta que Dama do Bling já não é apenas uma artista nacional mas também internacional”.

“Esse facto tem-se verificado em várias solicitações para colaborar com artistas de vários países de África, tal que, até então, fez seis colaborações com Shaa, da Tanzania, Gall Level e Gaza da Namíbia, D Boy, de Camarões e, recentemente, com a cantora angolana Zulmira, só para citar alguns”, diz Samamad.

Bling comemora cinco anos de carreira

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Terça, 07 Setembro 2010

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Video de Dama do Bling - Moza Girl

Video de Dama do Bling - Moza Girl

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Manifestações adiam gala Moçambique Music Awards


O evento para a apresentação da gala dos nomeados ao Moçambique Music Awards (MMA) ficou adiado para a próxima sexta-feira, 10 de Setembro, devido às manifestações populares que assolaram as cidades de Maputo e Matola, nos dias 1 e 2 do corrente mês.

Os nomeados a ser apresentados são das categorias melhor hip-hop/rap, instrumental, jazz, música ligeira moçambicana, marrabenta, afro-jazz/fusão, afro/música tropical, pandza/dzukuta, R&B/neo-soul, reggae, rock, dance, tradicional, produtor do ano, vídeo, música do ano, álbum do ano, melhor grupo/duo, revelação, melhores artistas feminino e masculino do ano, prémio carreira, álbum mais popular, melhor animador de programas e melhor programa de TV Musical, melhor animador e melhor programa de Rádio.

Recordar que o premiado na categoria revelação beneficiará da reprodução de 500 CD do seu álbum para posterior comercialização. No evento, será ainda homenageada a banda Ghorwane, que completa este ano 27 anos de carreira.

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Segunda, 06 Setembro 2010

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Quénia dança marrabenta

Video de Stewaert Sukuma - Xitchuketa Marrabenta


A bailarina da Companhia Nacional de Canto e Dança (CNCD), Pelina Pedro, vai ensinar a dança

A bailarina da Companhia Nacional de Canto e Dança (CNCD), Pelina Pedro, vai ensinar dança no Quénia. Esta bailarina, que está na dança há 20 anos, foi contemplada para ensinar dança durante um ano e meio naquele país africano, através do projecto Monozike, que envolve Moçambique, Noruega, Zimbabwe e Quénia.

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Segunda, 06 Setembro 2010 10:03

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“A emoção é negra, assim como a razão é helénica”

ishhyowevodacom 21 de Maio de 2009
Campanha da rede celular em Moçambique, a Vodacom.

O PRESENTE texto é resultado dos debates que tenho tido com estudantes do curso de Ciências da Comunicação, quando abordávamos a temática referente à adequabilidade e eficácia da comunicação. Muitos exemplos sobre Moçambique vieram à tona, mas o slogan da publicidade da Vodacom: “ishh yôwêe!” dominou a carga horária reservada para a cadeira.Maputo, Quarta-Feira, 1 de Setembro de 2010:: Notícias
Porquê? Porque em nosso entender, esse slogan, aplicado na língua portuguesa, pretende transmitir alegria, mas que na língua original – Tsonga - significa o contrário. Há nele uma interjeição de espanto: -ixi - e de dor: yowe. Isto poderá ter criado algum ruído na comunicação entre os falantes da língua Tsonga.

Durante as aulas alguns de nós afirmávamos que o slogan tinha sido feliz, porque eficaz, mas não adequado e outros referíamos que o slogan não era nem adequado, nem eficaz. Dessa discussão surgiu o presente texto que pretendemos que seja uma reflexão em torno dos contornos que aquele slogan pode tomar.

Queremos referir que essa discussão não leva em linha de conta a adesão ou não de clientes ao produto da Vodacom, como resultado do slogan.

Uma das melhores formas de permitir um melhor entendimento do nosso ponto de vista seria a de trazer algumas definições do conceito comunicação. Uma vez que de acordo com Teixeira (2005), “a comunicação é o processo através do qual os gestores realizam as funções de planeamento, organização, liderança e controle” e constitui uma actividade na qual os gestores dedicam grande parte do seu tempo. Ela pode ser caracterizada como o “sangue vital” das empresas.

Nesse sentido, segundo Esperto e Veríssimo (2008) a eficácia da comunicação depende da coincidência entre a mensagem que o emissor quer transmitir e a mensagem interpretada pelo receptor. Mas, porque existem diferentes factores de ruído, estes podem prejudicar o processo através de problemas semânticos, efeito de estatuto, ausência de feedback, distracções e a percepção do outro.

Por outro lado, a adequabilidade e eficiência comunicacional devem respeitar, entre outros factores a fórmula de Laswell (): Quem? Diz o quê? A quem? Através de que meio? Com que finalidade? Onde e Quando?. Além disso o receptor condiciona a forma de comunicação, porque é quem deve descodificar a mensagem. E o processo de descodificação depende muito do carácter, da intuição, dos dogmas ou dos créditos desse receptor.

Assumimos que a finalidade do slogan era angariar mais clientes para a Vodacom e manter os que lá existem. Seria de desejar que a língua usada no slogan fosse entendida por maior número de falantes possível[1]. Isto porque deve-se falar a mesma língua do receptor, circunscrever-se ao seu vocabulário e expressões que lhe são familiares, para que haja esse entendimento. A finalidade da comunicação deve ser evidente, para evitar distorções e mal entendidos (é importante estarem claros todos os porquês de a mensagem estar a ser passada).

No caso do slogan em análise não nos parece que tenha sido cumprido esse pressuposto, uma vez que os falantes de Tsonga poderão ter ficado “intrigados”, dado ao facto de ter havido ruído na comunicação. Tal como mencionámos no início do texto “yowê” é uma expressão de dor, ou melhor, de pedido de socorro perante algo negativo.

Nessa sequência pode-se afirmar que à competência linguística (capacidade de produzir e interpretar signos verbais – fonologia, sintaxe, semântica), faltou aliar a competência comunicativa (capacidade de produzir e entender mensagens que põem o indivíduo em interacção com outros interlocutores, que consiste, não só em produzir e interpretar frases, mas também saber adequar a mensagem a uma situação específica – habilidade social, ou tradução ou utilização de outros códigos para além do linguístico – expressões faciais, movimentos do rosto, das mãos, etc. (Bitti e Ricci – (1993). Isto não aconteceu no caso do slogan: a expressão “ishh yowê” não revela adequação da mensagem aos códigos linguísticos da língua Tsonga, nem `as expressões faciais...dificilmente poderemos encontrar, naquela cultura, alguém que diga “ixi yowe” a rir-se, a menos que tenha perturbações psíquicas.

Além disso não fica enquadrada no slogan o facto de Moçambique ser um país multicultural, foi usada uma expressão de uma língua que não é conhecida pela maioria dos nacionais. Por outro lado, há uma discrepância entre os factores extralinguísticos que devem levar em linha de conta, não só factores sociais e semióticos, como também factores emocionais – que revelem estados de ânimo e que interferem no processo comunicativo (Bitti e Ricci - 1993). A expressão “yowe” não remeteria o tsonga imediatamente à alegria. Assim estamos perante uma expressão que diz algo que contraria os gestos e a emoção (a competência cinésica não foi tomada em consideração). Ou seja, os signos linguisticos (“ishh yôwêe!” ) e não linguísticos (gestos e emoções) não foram usados de modo adequado à situação e às suas próprias intenções.

Pensamos que antes de ser lançado o slogan deveria ter sido feito um estudo etnográfico (se é que não foi feito). Isto porque a etnografia reflecte o facto de que a própria cultura inclui e abrange a totalidade de conhecimentos e práticas. É o enfoque discursivo mais interactivo. Pela explicação apresentada no slogan, em que se usa uma expressão de dor, para transmitir alegria, significa que a comunicação não se efectivou ou seja o acto de transmissão não foi eficaz, daí ter perturbado algum público.

A capacidade de reconhecer um acto de fala faz parte do nosso conhecimento cultural. Usar uma expressão de dor, para significar contentamento só pode demonstrar falta de conhecimento da cultura, por parte da Vodacom.

Além disso, alguma ignorância no processo de publicitação de mensagens, uma vez que não conhecendo a cultura Tsonga, os criativos poderiam ter feito alguma pesquisa.

A etnografia permite-nos fazer isso, por tornar possível a observação de todas as fases e aspectos da comunicação, (do cognitivo ao político) como os significados relativos a cultura. Há que se fazer o cruzamento das diferentes competências acima referidas: comunicativa, linguística, pragmática, cinésica, entre outras.

Hymes (1971) defende que o conhecimento de enunciados não se deve dar apenas no plano gramatical. É importante saber quando o uso de determinados significados ou enunciados é apropriado, isto porque a competência envolve o conhecimento de quando é adequado falar ou não, quando e como é adequado falar com quem, sobre o quê, com quem, quando, onde, como, com que fins e com que meios. E, para o autor, a aquisição deste tipo de competência só é possível graças às experiências sociais.

O autor defende o uso de uma grade usada para descobrir as unidades comunicativas (semelhanças e diferenças de caracteres) na análise das culturas, da língua ou da linguagem humana e que nos permite perceber a interacção da linguagem e da vida social. Esse modelo ou grade segue uma perspectiva funcionalista que se preocupa em explicar o funcionamento da língua num dado momento.

O autor defende que a interacção da linguagem e da vida social deverá resultar da observação e análise do discurso, a partir de rituais, eventos, actos de fala, de onde se pode encontrar semelhanças e diferenças de caracteres na análise das culturas e da língua. Usando o modelo de Hymes a Vodacom poderia ter criado menos ruído com o seu slogan.

Ainda no que concerne a factores sociais, no processo comunicacional, de acordo com Bitti e Ricci(1993) há que considerar crenças e dogmas no acto comunicacional. Olhando para o slogan em análise pode ser que este seja conotado como agourento, se ouvido na rádio, sem o aparato da imagem. Muitas vezes as crenças fazem interpretar as mensagens dessa forma, facto que tem consequência, no entendimento da mensagem.

No entanto, considerando as funções da comunicação (a função interpessoal ou expressiva) pode-se afirmar que uma mensagem nunca é neutra, constitui sempre comunicação entre o emissor desta e seus intervenientes. A musicalidade dada ao slogan e o ambiente festivo em que é apresentado contribui para a sua aceitação.

Há nesse contexto comunicativo, uma interacção entre o significado do que é dito e do que não é dito – o explícito e o implícito (o olhar, o tom de voz, o uso de palavras que marquem comunicam e passam mensagens entre os intervenientes de um acto comunicativo).

Para explicar melhor esta constatação vale a pena lembrar que existem na língua portuguesa expressões como: “matas-me de rir”, que aparentemente exprimem adversidade, mas há algo implícito e que é de índole cultural (e passa pelo uso de uma linguagem conotativa) e permite que falantes dessa língua percebam perfeitamente o que se passa (que o que foi dito causa tanto riso, capaz de “matar” – mas a expressão matar neste contexto não significaria algo negativo). Será essa aproximação que a Vodacom tentou fazer?

Uma questão que se coloca é como é que os gestores da Vodacom vêem, sentem que realizam as funções de planeamento, organização, liderança e controle com um slogan da natureza de “ishh yôwêe!” será que têm o feedback dos seus clientes? Quantos foram angariados após o lançamento do slogan? Pode até ser que tenham entrado vários...infelizmente somos uma sociedade pouco crítica. O ritmo da música pode ter falado mais alto! E não digam que algumas interpretações à frase “a emoção é negra, assim como a razão é helénica” são desprovidas de sentido!

Como dizíamos no início do texto vários foram os exemplos de enunciados produzidos em Moçambique levados para sustentar a inadequabilidade e a ineficácia do slogan da Vodacom, mas pensamos que vale a pena terminar o texto referindo-nos a um spot publicitário menos polémico, na nossa óptica. Não iremos mencionar a empresa que o criou, interessa-nos mais falarmos sobre o exemplo.

É o caso de um spot publicitário que traz um menino magrinho e pequenino que ao carregar um grão de arroz diz: “xa dindza ndjane!” - pesa muito. A ideia com que ficamos é a de que o menino era tão magrinho e tão pequenino que até um grão de arroz era pesado para ele carregar, por isso precisava de comer para crescer ou ficar com um aspecto mais saudável. Pode até haver outras interpretações e é bom que as haja, mas que não nos remetam ao totalmente contrário, pensamos nós!

*Texto elaborado com contribuições dos estudantes: Madina Hussein, Teresa Magaia, Carlos Matias, Shakira Rachid.

BIBLIOGRAFIA

BITTI, Pio: ZANI, Bruna. A comunicação Como Processo Social. Imprensa Universitária. Editorial Estampa. 1993.

ESPERTO, Silvia; VERISSIMO, Rita. Comunicação Organizacional. Instituto Politécnico de Coimbra. Departamento de engenharia Civil. 2008. Coimbra. In: http://prof.santana-e-silva.pt/gestao_de_empresas/trabalhos_07_08/word/Comunica%2525C3%2525A7%2525C3%2525A3o%252520Organizacional.pdf, acesso em 06 de julho de 2010.

MONTEIRO, C; CAETANO, J; MARQUES, H; LOURENÇO, J (2006). Fundamentos de Comunicação. 1ª edição. Edições Sílabo. Lisboa.

TEIXEIRA, Sebastião. Gestão das Organizações. Editora: Mcgraw-Hill. 2005

[1] Sabemos que Moçambique é um país multilingue e que não existe uma língua que ‘e falada e compreendida por todos os moçambicanos.

Sara Jona - Docente universitária

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Ntsindya, Um centro de cultura e berço do nacionalismo


A HISTÓRIA dos povos é (ainda) feita também por personalidades, embora elas, sozinhas, isoladas dos seus contemporâneos nos demais contextos da sua passagem pela face da terra, não possam fazer história. Manhã de domingo, num Xipamanine algo posto à prova pelos pingos que caíam das alturas, o Ntsindya se preparava para acolher uma visita ilustre. A do presidente da República, que ali iria cumprir aquela que acabaria por se tornar na mais emotiva trajectória da sua visita à cidade de Maputo, que por sinal terminava naquele 25 de Maputo, Abril, a data em que os nossos opressores de ontem celebravam a queda do seu fascismo.

Ora, com Armando Guebuza no Centro Cultural Municipal, os poucos moçambicanos ali presentes (poucos porque o espaço é pouco mais que minúsculo) recordavam parte do como se fez a liberdade de Moçambique. Mas também recordavam, os saudosistas e os nostálgicos, momentos culturais que de certeza jamais voltarão (pelo menos como eram em seu tempo), porque o Ntsindya foi no tempo colonial também um local de uma cultura efervescente, com bailes e saraus que juntavam vários jovens dos anos 1960/70, alguns dos quais ilustres figuras da vida política, cultural ou de outra índole no nosso país.

Guebuza era, naquela manhã, um homem que regressava às suas origens. É ali que em parte se forjou a sua consciência nacionalista. Um intenso programa cultural tinha sido preparado. À chegada, o pequeno salão do Ntsindya (se os nossos horizontes forem salas de espectáculo médias no país, como um cinema Scala, Gil Vicente ou Charlot, se não quisermos exagerar e compara-lo a um cine África) estava repleto de contemporâneos de Guebuza, como ele na maioria de cabeças repletas de branco, mas alguns já desdentados pelo tempo, outros com espinhas a traçarem verdadeiras parábolas, e outros ainda de vozes afagadas e trémulas… provas evidentes da sua longa presença nesta face do mundo com que, orgulhosamente, convergimos.

À esta geração se juntavam alguns jovens, que iriam consumir durante quase hora e meia, o que a maioria dos presentes vivia intensamente nos anos que recordavam com saudosismo.

Estava preparado para o Ntsindya um programa que incluía poesia e música. Duas mamanas da geração de Guebuza declamaram dois poemas de Albino Magaia, “Quando eu Morrer” e “Meu País” – de conteúdo fortemente nacionalista (não tivessem sido escritos por um grande nacionalista moçambicano, nosso colega de jornalismo) –, e, apoteoticamente, o Grupo Djambu, mítico pelo seu papel de dinamizador da marrabenta.

O Djambu que actuou domingo era o resgate daqueles que, no tempo colonial eram as estrelas de “KaHlamankulu ni Xipamanine”, as zonas adjacentes ao Ntsindya. Várias canções, ao ritmo da marrabenta, contagiaram de alegria a sala, arrancando palmas quase que ininterruptas. O ilustre visitante era actor activo nesses aplausos.

PALCO DE SÉRIAS BATALHAS POLÍTICAS

No final da actuação o Presidente foi ao palco e contou um pouco da história e da importância do Ntsindya. Falou da sua juventude ali, onde fez o ensino primário, deu aulas e dirigiu o Núcleo de Estudantes Secundários Africanos de Moçambique (NESAM).

“Este foi um dos berços do nosso nacionalismo. Tínhamos aqui muitas reuniões, em que falávamos da liberdade, do caminho que devíamos usar para atingi-la”, começou por contar Guebuza, que ia chamando por nome os integrantes da orquestra e outros presentes que com ele partilharam esses momentos políticos e culturais no centro.

“Travámos aqui imensas batalhas políticas, sérias, depois de termos aqui muitos dos nossos banhos de política, principal mente através do NESAM. Cada uma das salas (do Ntsindya) desempenhou a sua importância no contexto do nosso nacionalismo. Nós assustávamos o regime colonial, a PIDE”, afirmou.

O Ntsindya foi, por estes e por outros factos, um dos berços do nacionalismo moçambicano. Foi esse berço e é hoje uma fonte de conhecimento da nossa história, essa que nós escrevemos no nosso dia-a-dia com as nossas acções em prol do nosso país, essa que os nossos compatriotas de ontem, como geração, escreveram ao darem o máximo de si para fazerem de Moçambique uma pátria. É por isso que personalidades como o actual Presidente também são actores da História de Moçambique, uma vez que, inserido numa determinada época, a de luta pela independência, também teve um papel para uma geração.


Recordando uma época no Ntsindya (A. Marrengula)
FUI EXCLUÍDO DO GRUPO…

O Presidente congratulou-se com o facto de, na sua opinião, o lugar “ter mudado para melhor”, mercê da reabilitação (“sem ser descaracterizado”) a que foi submetida nos últimos anos. Hoje o Ntsindya é o centro cultural municipal, movimentando disciplinas culturais como o canto e dança, dinamizado por um grupo de crianças denominado Estrelinhas do Ntsindya (que também actuou domingo) e albergando biblioteca e centro multimédia com acesso à Internet.

No final da actuação dos velhinhos Orquestra Djambu – na verdade um grupo mesclando membros ainda vivos daquele célebre grupo e uma juventude a quem se poderá estar a passar o testemunho –, um incontido Guebuza distribuía calorosos abraços aos artistas em palco. Contando a sua afinidade com cada um deles (“este andava quase sempre comigo”…), o Presidente não deixou de gracejar por não ter sido chamado ao palco para fazer o que – tal como ele mesmo afirmou – também fazia (mas no salão, porque não há relatos de um Armando Guebuza bailarino) … “Estes meus companheiros excluíram-me. Eu também dançava naqueles tempos, quando era jovem. Hoje só me puseram a contemplar a beleza da sua música e dança”, comentou.

O Ntsindya ficou conhecido na história colonial como o centro associativo onde os negros se divertiam. Ainda bem que nele não se dançava fado, porque, realmente, ali não cabia antes de 1975…

Gil Filipe

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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Lágrimas na despedida a Pilecas



Um exímio instrumentista que perdeu a vida na madrugada da última sexta-feira

Choros e lágrimas caracterizaram o último adeus do percussionista Pilecas, um exímio instrumentista que perdeu a vida na madrugada da última sexta-feira. Amigos, familiares e fãs acorreram em massa à Associação dos Músicos Moçambicanos, para o último adeus, para depois o cortejo fúnebre seguir ao cemitério de Lhanguene, local onde os restos mortais do malogrado repousam eternamente.

“Porque nos deixaste tão cedo (...), quem te vai substituir?”, foram algumas das questões colocadas no meio de pranto e que as respostas permaneceram incógnitas.

Enquanto alguns questionavam-se, outros teciam comentários à volta do malogrado: “Era um jovem calmo..., bondoso, a sua morte constitui uma perda irreparável...”, foram algumas palavras que ecoavam em torno de Rogério Fernando Nhavene, figura que deixou um vazio na música moçambicana e não só.

Para Mitó, integrante da Banda Kapa Dech, a perda de Pilecas é irreparável.

“Estávamos no estúdio a gravar e fomos apanhados de surpresa com a informação do seu desaparecimento físico. Há sensivelmente seis meses, estivemos neste local a chorar a morte do Tony Django e, hoje, foi-se o Pilecas. De certa forma, isso vai retardar o nosso reaparecimento em público. Torna-se difícil aceitarmos que ele partiu”, disparou Mitó.

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Terça, 07 Setembro 2010 09:29
Gildo Mugabe


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sexta-feira, 14 de maio de 2010

Não havia espaço para mais. A festa tinha atingido o seu clímax.

Jose Mucavel


HÁ factos que pela sua grandeza se tornam indescritíveis, sob pena de não sermos fiéis ou, na pior das hipóteses, de incorrermos no risco de não atingirmos a real dimensão. É o caso do concerto realizado sexta-feira última, no Centro Cultural Universitário, em homenagem ao etnomusicólogo, compositor, interprete e autodidacta José Mucavel.

Tratou-se de um concerto sui generis, único na sua concepção e realização, juntando gurus da música moçambicana apimentados pela cantora Sibonguile Khumalo, voz sul-africana que afinal de contas também é nossa. Sibonguile Khumalo tem as suas origens em Mandlakazi, província de Gaza.

Mucavel ao festejar 60 anos de vida e 41 de carreira musical, trouxe para o palco do Centro Cultural Universitário, ex-cinema Continuadores, o melhor naipe de fazedores da música moçambicana: Hortêncio Langa, Arão Litsure, João Cabaço e Moreira Chonguiça, são artistas de créditos firmados que nada tem a provar a ninguém. Pena que raramente se apresentam em público, a excepção do jovem Moreira Chonguiça que amiúde realiza concertos.

Hortêncio Langa, acompanhado pelo trio Aderito Gumate (piano), Filipinho (viola baixo) e Miranda (bateria), foi o primeiro a intercalar a performance de José Mucavel. Reviveu e fez reviver “Teresa”, uma canção com uma dezena de anos, para depois brindar o público com “Lirandzo”, uma canção recentemente regravada por Stwart Sukuma e que dispensa qualquer tipo de comentário. Era o início de uma noite de boa e melhor música produzida por cá.

Saiu Hortêncio Langa, voltou Mucavel para mais um acústico das suas investidas pelo tradicional moçambicano. Boa música, mas não para qualquer um. Escutar e entender a guitarra de Mucavel é necessário um ouvido apurado e ter gosto requintado. É meio complicado entender as nove afinações que Mucavel até agora introduziu na escala, partindo das investigações que tem desenvolvido do vasto e rico património tradicional moçambicano.

Arão Litsure subiu ao palco de seguida, surpreendendo o público com “Moça Bonita Vem de Pemba”, um tema inédito com a qual demonstrou a sua invejável capacidade vocal. Fechou a sua actuação com “kwiri” (barriga/grávida), num fabuloso dueto com Rosi. Já ninguém tinha dúvida que a música moçambicana é boa e forte, sobretudo a desta geração de músicos.

Aliás, não tardou, João Cabaço dissipou a mínima dúvida que eventualmente podia prevalecer. Brincou a bem brincar com a sua voz, com as vozes dos coristas, com os instrumentistas e sem esforços, levou o público a uma grande ovação. Era o João Cabaço de sempre!

Terminou esta primeira parte dos convidados nacionais. Veio a segunda, aberta por Moreira Chonguiça, jovem saxofonista moçambicano radicado nas terras do rand.

Como sempre a inovar nas suas aparições em público, Moreira Chonguiça, mais uma vez demonstrou a sua criatividade, subindo ao palco falando no seu “cell” com o produtor do concerto. São coisas do Moreira Chonguiça. Ele é bom de improvisos.

Com o seu saxofone viajou para Nampula, confundido o público com sons das arábias, mas na verdade tudo aquilo era moçambicano. Depois improvisou num dueto com José Mucavel. Aí sim, difícil foi o público manter-se sentado. Foi um dos grandes momentos do concerto, tal como aconteceu quando Mucavel e Sibonguile Khumalo juntos cantaram “Balada para as Minhas Filhas”.

O júbilo não terminou por aí, pois, o trio Mucavel, Chonguiça e Sibonguile Khumalo, teve ainda o ensejo de mostrar a sua nata capacidade artística.

Não havia espaço para mais. A festa tinha atingido o seu clímax.

A Primeira-dama, Maria da Luz Guebuza, acompanhada do Primeiro-ministro, Aires Ali, foi convidada a fazer-se ao palco, era o momento solene que culminou com a oferta de uma guitarra ao homenageado José Mucavel.

Quando se pensava que o concerto terminou eis que José Mucavel volta ao palco acompanhado por Carlitos Gove (viola baixo), Jorge Domingos (guitarra solo) e Paito Checo (bateria). Viajou-se para o tempo do “Atravessando Rios”, “Xigutsa Xa Vutomi”. Era uma viagem no tempo que trouxe um Mucavel diferente, ou melhor, com música diferente e mais simples, que os seus “Compassos”.

Tudo isto aconteceu em simultâneo com uma iniciativa até agora única entre nós. Sete artistas plásticos pintavam em palco uma tela gigante em homenagem a José Mucavel. È a criatividade e originalidade dos moçambicanos.
João Fumo

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segunda-feira, 10 de maio de 2010

Conjunto 1º de Maio, Trinta anos de uma banda com história de hoje

Há 30 anos atrás, um grupo de jovens integrando trabalhadores e estudantes, amantes da cultura, e, principalmente, da música, resolveu se juntar e fundar um grupo musical. A ideia foi amadurecida, e no dia 1º de Maio de 1980, na Cidade Zambeziana de Quelimane, foi fundado o conjunto musical que foi baptizado pelo nome de 1º de Maio, em homenagem aos trabalhadores de todo o mundo, que, a cada 1º de Maio, comemoram o dia de luta por melhores condições de trabalho, melhores salários, segurança social, entre outras.

Este grupo, cedo revelou-se como uma sensação nacional, pela qualidade da música que tocava e o conteúdo das suas mensagens. E os espectáculos que realizava em cada canto deste país, cativava o público, que sentia as suas aspirações, sonhos e ambições reflectidos nas letras das suas músicas.

Dois anos após a sua fundação o conjunto 1º de Maio gravou o seu único disco de venil Long Play (LP), intitulado VERDES CAMPOS. Foi sucesso absoluto a nível nacional, tendo esgotado no mercado em menos de 30 dias.

Armindo Salato, ou simplesmente Mindo Salato, um dos membros fundadores da banda, disse que foram 10 mil cópias editadas que “desapareceram” das bancas em pouco tempo.

Mindo Salato, recorda com alguma nostalgia a simpatia que a banda granjeou do público, diga-se em abono da verdade, não somente nacional, mas também dos outros quadrantes do mundo.

Diz não saber como, mas a verdade uma das músicas do álbum, uma instrumental intitulada Jaqueline, em homenagem à sua filha, foi durante longos anos usada como indicativo de alguns programas radiofónicos internacionais, nomeadamente na BBC, Voz da América e Rádio França Internacional.

“Não ganhamos dinheiro com isso, nomeadamente no que se refere ao royalties porque todos os direitos estavam reservados a editora que é a Rádio Moçambique. Nós assinamos apenas um contrato com a Rádio válido por 7 anos, portanto, como as músicas foram parar nas outras estações radiofónicas é um assunto da inteira responsabilidades da Rádio Moçambique”, disse Mindo Salato que ainda sonha com a reedição do album Verdes Campos.

Aliás, há um projecto de reagrupar os elementos que constituiam a banda para regravar o disco, introduzindo algumas roupagem em certos números, assim como para gravar novas músicas do vasto repertório produzido ao longos dos anos de vida do “1º de Maio”.

O agrupamento 1º de Maio que fez furor nos bailes e outros eventos recreativos, não só em Quelimane, como também na Beira e Nampula, cantando as histórias do seu povo e encantando o seu público, desintegrou no ano de 1992, em face da conjectura económica e social da época, quase que todos integrantes tinham garantir a sua sobrevivência e dos seus fora da música, ou seja, tinham que se empregar em outras areas económicas. Era preciso garantir o sustento.

Entretato, e em reconhecimento da contribuição que este conjunto deu, na arena cultural de Moçambique, um grupo de fãs decidiu organizar-se, para recordar os 30 anos da fundação do conjunto 1º de Maio, tido como um dos patrimónios culturais do país, uma homenagem.

Segundo os organizadores, a homenagem será feita em duas ocasiões, uma, sob forma de convívio musical, a outra, sob forma de espectáculo musical. O primeiro evento (o convívio musical) terá lugar na cidade de Maputo, no Centro Social do Desportivo, localizado na baixa da cidade, a partir das 19:00horas do dia 1 de Maio próximo, até o amanhecer do dia 2 de Maio.

O segundo evento está marcado para ter lugar em Agosto próximo, na cidade de Maputo. Este será sob forma de espectáculo musical, com a participação dos ex-integrantes do Conjunto 1º de Maio.

VERDES CAMPOS: CANÇÃO EMBLEMÁTICA

Verdes campos
Verdes campos
E muita terra por cultivar
Muita terra dizemos nós
Muita gente por educar
Longas estradas por acabar
E muito homens para formar
Tudo isso depende de nós
Nada se faz sem sacrificio
Pois primeiro realizar
E no futuro os benefícios
Mas antes disso há um segredo
É preciso planificar
É preciso auscultar
Aquele que vai realizar
Porque afinal é o próprio povo
Quem vai realizar é o próprio povo
E aí se encontra o segredo do povo


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terça-feira, 20 de abril de 2010

Video de Mister Nhungue



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Primeiro video da rapper Iveth





cotoneterecords — April 20, 2009
Iveth Amiga

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lencinho caiu na mao.

Slim Nigga... First SOLO Video...

A STREET VIDEO...

Very much focused on him. You will never forget his mug after this video. That's point.

Lençinho Caiu Mão (Drop The Hankerchief or Rag Tag) is a kids game usually played in kindergarten.



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Ni Ta Ku Fonela de Azagaia.

Música: Ni ta ku fonela (Vou telefonar-te)
Artista: Azagaia c/ Neto
Álbum: Babalaze


I
Eu sei que a lista é grande
De todas vezes que o teu homem andou distante
E o meu livro de desculpas
Já nem cabe na estante
...às vezes nem me resta um instante pra TELEFONAR

Quando eu tou no estúdio
Eu esqueço tudo
E faço da musica o meu mundo
E tu dizes que é absurdo
Que eu não arranje nem um minuto
Sequer pra pegar no celular e...TELEFONAR

A tua rival chama-se música
O teu rival chama-se tempo
Mas sempre um de cada vez
Se tou na música não tenho tempo
Ficas sempre em último plano
E as vezes nem tenho plano de...TELEFONAR

Só pra avisar que venho tarde
Ou me desculpar porque não venho
E quando penso em ligar-te
É crédito que não tenho
E desta vez é mais uma vez
Que não vai dar pra parar e...TELEFONAR

Pra dizer que te amo e que amanha tenho a entrevista
Na hora que combinamos de eu levar-te ao dentista
Shit...caraças,
eu tenho mesmo que...TELEFONAR

Pedi emprestado um telemóvel
Tenho o teu número de cor
É madrugada mas vou ligar
E ver se evito o pior
Tou feliz, amanhã já não me acusas
De nem sequer...TELEFONAR

...Chama, chama e tu não atendes
Vou ligar pra fixo, mesmo assim ninguém atende
Deve ser da hora
E é mais uma vez que eu não...TELEFONEI

Coro:
Huuuuuuuuuuuu
Ni ta ku fonela (3x)
Wene, wene,wene,wene


II
Desde que vi mentiras nas verdades
Eu divido-me em metades
Metade namorado
E namoramos so metade das nossas tardes
E metade querem as fãs que tão sempre a...TELEFONAR

Pra falar com o Azagaia mesmo depois das vinte e três
E tu atendes o celular tipo quem é desta vez
É uma voz feminina que diz
"Diz a ele pra"...TELEFONAR

E tu perguntas quem ela é
Eu digo que eu não a connheço
Eu sou artista e muitas vezes
Tenho que pagar esse preço
E tu sais disparada, irritada
Dizes pra eu não...TELEFONAR

E ficamos de relações cortadas
Tu não atendes minhas chamadas
Compro flores e bom bons
Vou caçar-te nas escadas
Meu amor, por quê não atendes quando eu ligo
Eu tou sempre a... TELEFONAR

E então fazemos as pazes
Hoje eu não tou pra ninguém
Esqueço o meu nome nos cartazes
Esqueço fãs e paparazzis
Esqueço o mundo lá fora
E não atendo se alguém me...TELEFONAR

E nós fazemos amor
Aliás reiventámos o amor
E tu percebes o novo conceito
Em cada gota do meu suor
E tu te ris, das vezes que zangaste por eu não...TELEFONAR

Coro final

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Stop pirataria

OS ministérios da Cultura (MC) e do Interior (MINT) estão a estudar formas de redobrar o combate a pirataria na componente de produção e reprodução de material discográfico. Nos últimos anos, a pirataria tornou-se uma prática generalizada em Moçambique, particularmente nos grandes centros urbanos, onde existe material discográfico pirateado a venda em todas esquinas das cidades.




O Ministro da Cultura, Armando Artur, e o Comandante-geral da PolÍcia (PRM), Jorge Khalau, reuniram quinta-feira passada para debater este problema e encontrar formas de solucão.

Para Armando Artur, ministro da Cultura, o desafio consiste em redobrar as acções de combate a pirataria, no qual a Polícia assume o papel de proa, estendendo suas acções à escala do país.

Artur defendeu no encontro que “o combate desta prática ilícita requer uma acção integrada e inter-institucional, na medida em que a legislação, por si só, não logrará atingir o sucesso que almejamos”.

A pirataria em Moçambique é caracterizada pela gravação digital ilegal de fonogramas e videogramas, associado às facilitadas que o acesso à internet oferece.

O comandante geral da PRM, Jorge Khalau, considerou a pirataria como um crime e que deve ser tratado como qualquer outra infracção.

“A violação do direito do autor é um crime e nós precisamos desmantelar todas as industrias piratas que andam por aí” disse Khalau, tendo sublinhar que a missão não passa do envolvimento de toda a sociedade.

“Precisamos desmantelar a indústria ilegal e para tal contamos com a ajuda de todos (da sociedade, do ministério da cultura e até do próprio autor/músico) na denúncia de todo o tipo de produto pirateado, não importa a proveniência, seja nacional ou estrangeira”, disse Khalau.

A arte em Moçambique, como em qualquer outro país, constitui um instrumento de geração de riqueza, no desenvolvimento económico do país e sobre tudo na luta contra a pobreza.

O MC diz estar a desenvolver acções visando a formação de agentes fiscalizadores em matérias relacionadas com a lei dos direitos do autor e direitos conexos, assim como o combate à pirataria, para além do trabalho de mobilização e sensibilização dos criadores artísticos, agentes económicos e a sociedade em geral a contribuírem com acções de denuncia de actos de contrafacção de produtos culturais.

No encontro, ficou de comum acordo que técnicos do MC irão trabalhar com a PRM na identificação do produto cultural pirateado, existente nos mercados formais e informais.

REGULAMENTO À VISTA

Maputo, Quarta-Feira, 7 de Abril de 2010:: Notícias
O GOVERNO aprovou em 2001 a Lei 4/2001 sobre os Direitos de Autor, a qual revoga o Código dos Direitos de Autor aprovado pelo Decreto-Lei 46.980, de 27 de Abril de 1966. Volvidos nove anos sobre a aprovação daquele novo dispositivo legal datado de 27 de Fevereiro de 2001, não existe ainda o seu regulamento, instrumento indispensável para a sua efectiva aplicação.

A falta de regulamento tem impedido várias acções tendentes não só ao combate à pirataria, mas sobretudo viradas para o estímulo, promoção e defesas de todas iniciativas no domínio das artes, ciência e da cultura.

Entretanto, de acordo com informações facultadas ao nosso jornal pelo director do Instituto Nacional do Livro e Disco (INLD), Boaventura Afonso, estão curso consultorias visando a produção do Regulamento da Lei 4/2001. Além do Regulamento da Lei sobre os Direitos de Autor, também foi contratada uma consultoria que neste momento está a trabalhar para a regulamentação da indústria musical.

Revelou que os consultores que estão a trabalhar sobre o Regulamento dos Direitos de Autor estão neste momento a trabalhar em algumas províncias do país, auscultando as diversas sensibilidades sobre a matéria. Disse que nesse âmbito já foram visitados às províncias de Inhambane e Nampula, esperando-se que nas próximas duas semanas, mesmo trabalho seja efectuado em Maputo.

Indicou quem em Junho próximo, os consultores vão apresentar a primeira versão do Regulamento, prevendo-se que na ocasião se organize um seminário nacional no qual o documento será debatido antes de ser levado às entidades competentes.

Entretanto, Boaventura Afonso, revelou que há várias consultorias contratadas para a produção de diferentes dispositivos legais no campo das artes, da ciência e da cultura.

Apontou como exemplos, instrumentos legais relativos à política linguística e desenvolvimento da indústria cultural.


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Vdeo de Dama do Bling



Realização: Maochas Filmagem e Montagem: K I S A I Produção: Dama do Bling

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segunda-feira, 5 de abril de 2010

Stewart Sukuma Tingalava ny Matlahary ya Ndzilo



Stewart Sukuma Tingalava ny Matlahary ya Ndzilo



Tukuraka
Feat. Jenny & Tofu Tofu
No casting, No make up, No script, this is a truly street dance music video... from maputo to Jo'burg...from m'ganda to mbaqanga waving hello to the house music...

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Mocambique Turismo



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Video Mo Fire de Mr. Arssen

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Sobre Top Label


A Top Label e um Grupo de Músicos, produto da Top Rádio , Gravado pela Top Records , constituído por 17 Elementos nomeadamente, Gabriela, Mano Velho, Abel Crisanto, Abel Laste, Gilman Ivan, Nuno Abdul, Yolanda Ana, Jafet Sitoe, Kelvin Ismael, Rui Michel , Márcia Rocha, Júlio António, Abuchamo Munhoto, Teresa Nfumo, Esperança Bembel e izaquel Maurício.

Tem como objectivo, contribuir para crescimento e continuidade da Musica Moçambicana, no conceito de unidade nacional; juntando jovens do Norte, Centro e Sul de Moçambique.

O instrumento principal deste Jovens è Voz … prometendo desta forma zelar pelos bonsusos e costumes da nossa cultura primando pela produção de Musica com conteúdo útil para Sociedade.

È um bebe que prometemos poder andar e correr em tempo útil pelo bom nome de Moçambique.

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Video de Nuno Abdul - Coração de aco

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Isabel Novella em entrevista a Revista O Tunel.



Contact: isalive1@gmail.com



Entrevista Revista O Tunel

Deixo aqui ficar uma entrevista que fiz para a Revista Mocambicana O Tunel ( 3a edicao Dezembro 2008)

O Tunel: Quem é Isabel Novella?
Sou eu,a menina das fotos (risos)

A quanto tempo no mundo da musica e como começou a interessar-se pela música?

Nasci e cresci rodeada de musica, meu Pai tocava guitarra e Piano e minha mãe fazia parte do corro da igreja e la em casa a musica sempre esteve muito presente, mas o que me puxou mesmo pra musica foi o meu irmão (Neco) ,com quem comecei a dar os primeiros passos na musica ,aos 5 anos ja fazia parte de um grupo de criancas (canto e dança) comecei a actuar em festivais infantis, programas televisivos e radiofónicos, e desde então nunca mais parei, ( esta e a versão mais curta da minha historia ?)

Música para si, uma paixão ou profissão?
Antes de ser profissão musica e uma das minhas maiores paixões.

Quando e como começou a actuar pelo mundo afora?
Em 2004 comecei a sair de Moçambique pra cantar fora, primeiramente na África do Sul onde 2 dos meus irmãos (Nello e Izildo Novela) se encontravam a viver e fazer musica,eu e a minha irmã (Cidália Novela) nos juntamos a eles e actuávamos com a banda The Novellas e também como coristas pra outros músicos, e em 2005 vim a Holanda onde me encontro agora eu e os meus irmãos e de la pra ca tenho actuado por alguns países ca na Europa,com NecoNovellas e como Isabel Novela (solo).

Como te sentes por ser um sucesso no estrangeiro e anónima no teu pais?
Não diria sucesso nem anónima, sou conhecida no estrangeiro e também em Moçambique embora meu nome não seja mto popular,trabalhei com musicos Mocambicanos por muito tempo (como corista) e meu nome consta em varios trabalhos discograficos.

A quanto tempo estas a viver no estrangeiro?
Costumo dizer que vivo entre Mocambique e Holanda porque desde 2004 comecei a dividir-me viajando sempre entre os dois paises e e o que tenho feito ate hoje.

Acredito que nao tenhas muitas memorias de casa ( Mocambbique).
Pelo contrario tenho muitas,nunca deixei de voltar para casa e faco isso todos anos.

Sente saudades de casa,pensa em algum dia voltar ( de vez) ?
Quando estou fora sinto saudades sim, dificil dizer se fico de vez porque a musica me leva pra muitos lados,mas casa e sempre casa.

Qual e o estilo de musica de Isabel Novella?
Eu chamo o meu estilo de Soul funky jazz ha ha ha, a minha musica e resultado das diferentes influencias que tenho.
Como corista trabalhei com diferentes musicos e em diferentes estilos,cresci a ouvir varios estilos musicais e uso tudo de positivo que vou absorvendo para fazer a minha musica do meu jeito ( buscar um estilo que me identifique)

Influencias?
Varias,como ja tinha dito escuto muitos estilos de musica desde o jazz aos mais tradicionais,vou so citar alguns nomes mas a minha lista e enorme,Jill Scott,Bobby Macferrin, Erhyk Badu,Joe Zawinul,Sara Tavares,Talib Kweli,NecoNovellas,Bilal.Chet Baker, Sarah Vaughan,The roots... e muito mais ,resumindo toda boa musicae de certa forma uma influencia pra mim.

Trabahos editados?
Estou neste momento em estudio a gravar o meu primeiro CD a solo,mas ja tenho 2 cds editados com NecoNovellas e o meu nome consta em outros CD's onde fiz participacoes e como corista.

Porque so agora o CD?
Andei todo este tempo envolvida com musica, em concertos, e a gravar com varios musicos,sinto que ja e altura de editar um trabalho meu, ja me sinto bem preparada para tal (ganhei muita experiencia) e tenho recebido um feedback positivo do publico,isso tambem me incentiva.

Em que idioma te expressas nas tuas musicas?
Misturo muito o Ingles e Portugues e tambem uso alguns dialectos como Chope e Changana.

Do teu ponto de vista como achas que recebem as tuas musicas?
Sao super bem recebidas e isso me da forca para continuar a escrever,compor e cantar.

Quais sao ou qual e o teu objectivo na musica?
O meu objectivo e cantar e tocar as pessoas com a minha musica,acho muito especial o facto de poder tocar as pessoas estando elas onde estiverem,nusica e algo que marca,cresce connosco,fica na nossa historia...

Constatamos que Isabel tem actuado frequentemente em lugares como: Luxemburgo,Belgica,Franca,Espanha,Netherlands,entre tantos outros. Como fazes para gerir o tempo visto que tens que escrever,compor e gravar novos sons?
E simples,eu tenho sempre papel e caneta por perto e um gravador onde anoto todas ideias que me vao surgindo,componho as minhas musicas assim, e as viagens e concertos nao atrapalham nunca,pelo contrario inspiram-me.
Muitas vezes gosto mesmo de escrever directo no estudio, sentir o beat e me deixar levar.

Deve ser algo inesquecivel participar em festivais como:
North Sea Jazz,World Sessions,Mercato Mundial, Pure Jazz...Diga-nos, qual destes lugares representou uma experiencia memoravel e porque?
O North Sea JazzFestival,e uma experiencia unica estar no mesmo festival com o Bobby Macferrin,Jill Scott ,Alicia Keys,Richard Bona,Pat Metheny,Angie Stone,Diana Krall e muitos outros grandes nomes da musica e pessoas que eu admiro e gosto muito. Ter aquela oportunidade de conviver com eles e algo para nao esquecer.

Quais sao os processos a seguir pra ter Isabel Novela a actuar em Mocambique?
Uma ligacao, eu e-mail e eu to ai ha ha ha,deixo ficar aqui os contactos:
isalive1@gmail.com
+31648173756
+258824768280

P.S: estes sao contactos so pra shows, e para quem quiser escrever directamente pra mim,pra conversar,trocar ideias e e-mail e isanovellas@gmail.com

Tens contrato com alguma editora?
Nao assinei com editora nenhuma ainda,recebi ja algumas propostas e quero ter tempo p'ra analisar,mas agora estou mesmo concentrada no meu CD ( gravacoes) e depois vamos a parte das editoras.

Como fazes pra divulgar o teu trabalho?
Vou divulgando a medida que vou actuando e atraves da internet ( myspace) , radios.

O que achas do Hip-Hop?
Eu gosto de Rap,para mim e um tipo de musica muito forte,costumo dizer que e mais que musica no sentido de ter a particularidade de poder influenciar em muita coisa.

Es capaz de fazer colaboracoes com artistas do Hip-Hop?
Nao so sou capaz como ja fiz algumas com alguns rappers Mocambicanos como e o caso do DMG,Xitiku ni Mbaula,The Ripper e tambem rappers de fora Mic Nif ( Holanda), Soulstice ((U.S.A),Kosmico ( Portugal),gosto muito de poder contribuir no Hip-Hop,por um pouco de mim nesse lado.

Planeias lancar algum projecto este ano? (2008)
Tudo vai depender do tempo andei, ocupada com concertos,neste momento estou em estudio e na quero fazer as coisas as pressas,vou levar o meu tempo a gravar e assim que tudo estiver pronto eu lanco o meu CD.Tudo a seu tempo.

Algo que queiras dizer que nao tenhamos perguntado?
Estarei em Maputo brevemente e fiquem atentos a novidades.

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segunda-feira, 29 de março de 2010

Video das Gabriela - Longa estrada


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MC Roger Showbiz


A MC Roger ShowBiz, Produções Lda, é uma produtora de criação de conteúdos televisivos, viraa para o ramo de programas de entretenimento e atracção turística. Apostada em trazer caras novas para o mundo da televisão, a empresa foi inaugurada a 22 de Maio, numa cerimónia que contou com a participação de personalidades e profissionais de diversas áreas, com destaque para o Ministro do Turismo, Fernando Sumbana, a empresária Valentina Guebuza, os apresentadores de televisão Celso Domingos e Jorge Ribeiro, os artistas Liloca, Ziqo, dentre outros.

Embora a empresa seja nova no mercado, já existem canais de televisão interessados nos programas, incluindo a nível internacional.

Um dos programadas de maior destaque, é o "Made in Moçambique", projectado em parceria com o Ministério do Turismo, com o objectivo de divulgar o nome do país, especialmente tendo em vista o Mundial de 2010, que será realizado na Vizinha África do Sul.

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Não tenho problemas com os músicos moçambicanos” - Declara Julinho, proprietário da Big Brother Entertainment


É muito difícil definir qual foi o melhor espectáculo entre os dois últimos realizados pela Big Brother Entertainment, designadamente do angolano Bonga e da cabo-verdiana Lura, até porque cada um deles arrastou públicos distintos e cada um com suas próprias preferências. Tanto em Bonga quanto em Lura, há melodias e canções muito fortes que lembram momentos e emoções específicos. Em entrevista ao nosso jornal, Julinho, proprietário da Big Brother Entertainment, falou-nos do seu esforço em responder à expectativa de um público cada vez mais exigente e com os gostos cada vez mais democratizados.

Depois do sucesso que a Big Brother Entertainment alcançou ao trazer novamente o angolano Bonga para o palco do Big Brother e a cabo-verdiana Lura para o Centro Cultural Universitário, que surpresas o Ju-linho guarda, tendo em conta este seu papel de promover o entretenimento?
Estes dois espectáculos que realizámos foram muito grandes e o Big Brother não vai parar por aí. Temos mais concertos a fazer a fim de promovermos a música moçambicana e estrangeira. O nosso lema aqui é que trabalhamos com músicos dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOPs) e moçambicanos. Por exemplo, na semana que vem temos o lançamento do internacional moçambicano Costa Neto e ele vai ser acompanhado por artistas moçambicanos.
Como é a sua relação com os músicos moçambicanos; não provoca alguma inveja isto de andar a apostar em importantes músicos estrangeiros, trazendo-os para tocarem aqui em Moçambique?
Não tenho problema nenhum com os músicos moçambicanos. Todos os concertos feitos com artistas estrangeiros são sempre acompanhados por músicos moçambicanos, pois o princípio é que o estrangeiro é o convidado dos moçambicanos.

Há vários concertos que realizei no âmbito da parceria com o Coconuts, onde sempre entram estrangeiros e três bandas nacionais. Penso que a produção é muito mais moçambicana do que estrangeira. Não há nenhum concerto que eu faça e esqueça os moçambicanos, eles estão sempre presentes. Fora aqueles espectáculos que são de gala e que a exigência do público é de ver apenas aquele artista convidado do estrangeiro, pois aqui temos que respeitar e fazer as coisas como tal. Quando é um concerto mais livre, eu ponho os moçambica-nos a tocarem sem problema nenhum.

E como é que são os cachés? O que paga aos estrangeiros é o mesmo que paga aos moçambicanos nos concertos?
De jeito nenhum. Não pode ser pago um mesmo caché porque é como um moçambicano quando sai daqui para tocar no exterior. Faz as suas exigências em função de vários aspectos, como o facto de deixar a sua família, o seu país. Então tem que ter um vencimento diferente. É como um trabalhador que mandamos para os Estados Unidos da América. Não tem o mesmo salário. Tem um certo tipo de regalias. Os estrangeiros que vêm tocar em Moçambique não podem ter o mesmo tipo de regalias que os moçambicanos. É preciso ter em conta, também, que os cantores no mundo são diferentes. Temos cantores com um certo estatuto, como um Bonga e uma Lura, que são de grande envergadura e que eu não os posso comparar, por exemplo, com um Mega Júnior ou com os Sweat Boys que também estão a trabalhar comigo, pois eles ainda estão a começar a carreira. É preciso que eles alcancem certos patamares para que possam vingar e se equiparar aos internacionais…

Refere-se à internacionalidade do artista como fonte de um maior estatuto…
Foi o que eu já disse. Os cantores têm vários níveis. Em Angola, por exemplo, temos músicos do nível de um Mega Júnior ou dos Sweat Boys, como os casos de um Rui da Cunha, um Heavy C, que estão ainda a aparecer e ainda não têm aquele peso como um Bonga ou uma Lura.
Mas, já agora, quem é o Julinho, o tal que dirige a Big Brother Entertainment? E quais são exactamente os seus projectos?
Eu sou uma pessoa que se interessa muito pela cultura e pelo entretenimento, sobretudo no que diz respeito à promoção de espectáculos musicais. Uma vida tem que ser uma história. Tudo começou do zero, tínhamos um quintal onde nos encontrávamos entre amigos para nos divertirmos, dançando e ouvindo música. O quintal pertencia ao meu avô. A partir daí fomos criando amizades. Um dia decidimos dar uma festa maior e a partir daí a ideia ficou, tendo ganho o nome de Big Brother. Estamos assim há sensivelmente oito anos, a lutar no sentido de pôr a cidade com um pouco mais de movimentação cultural. Antes da Big Brother, nós chamávamos isto de Grandes Amigos. Mais tarde evoluíu, a minha esposa ajudou.

As instalações da Big Brother sofreram algumas reformas, tendo agora uma aparência ainda mais atractiva. O que envolveram essas reformas?
Temos estado a trabalhar ao longo destes oito anos com a intenção de oferecer coisas bonitas para o nosso público, pois não basta apenas ganharmos dinheiro sem olhar para as condições em que o nosso público se entretém.
Estamos a tentar pôr o público à vontade e a divertir-se num ambiente minimamente moderno. O cliente farta-se quando entra sempre num local e encontra a mesma parede, a mesma cor. Temos que criar no sentido de oferecer coisas novas ao público, assim como aos próprios artistas.
Quando realiza um espectáculo mal sucedido, a quem você atribui a culpa?
Não posso atribuír a culpa a ninguém. É azar ou falta de sorte porque o mundo do entretenimento tem muitas surpresas. Posso realizar um concerto hoje que sai bem, mas amanhã não ter lucro nenhum. Falando a verdade, o entretenimento é uma enorme dor de cabeça. Mas é o que a gente gosta, embora haja, como em todas as actividades, alguns contratempos.

Acha que o Estado devia apoiar mais a produção de artes e espectáculos, tendo em conta que é um importante subsector da cultura?
Penso que sim, que o Estado devia apoiar mais o trabalho que tem sido desenvolvido pelos produtores e promotores de artes e espectáculos. Mas acho que nós, que trabalhamos neste sector, também temos que lutar por isso por forma a mostrarmos ao próprio Estado que temos um corpo completo para alcançar algo. É difícil, porque há produtores que não são sérios, o que prejudica os que de facto têm vontade de trabalhar. O governo tem que apoiar.

Escrito por Armando Nenane

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O regresso de Nhansavel

O músico moçambicano Filipe Nhansavel, desaparecido da media há mais de uma década, diz nunca ter parado de trabalhar na música, mas que apenas “anda ausente”, pois acha que o ambiente de televisão e rádio não lhe favorece em nada.

Ao contrário do que muitos possam pensar, Filipe Nhassavel diz não estar desaparecido da música. “nunca me desliguei da música, actuo em palcos diferentes, quase todos os fins-de-semana”.

Nhassavel confessou-nos que a sua grande meta é licenciar-se em música, facto que vai acontecer brevemente, pois já está no último ano do curso de Música, na Escola de Comunicação e Artes (Universidade Eduardo Mondlane), encontrando-se neste momento a preparar a sua tese.

“Estou óptimo, preocupado com a tese que estou, actualmente, a escrever. Estou mesmo em Moçambique, envolvido em muitos projectos”. Nhansavel disse que caso venha a produzir um disco de inéditos, ele próprio encarregar-se-á de vender os CD para evitar possíveis casos do pirataria.

Nhansavel diz ter trabalhos prontos para serem editados, mas a falta de editoras e a pirataria são os grandes obstáculos na sua carreira.

Nhansavel encontra-se, actualmente, a trabalhar para a edição de um disco que se vai intitular “The best of Fillipe Nhassavel”, que vai conter todas as músicas por si lançadas e sobejamente conhecidas. Nhassavel, que se estreou em 1985, possui actualmente dois álbuns a solo, dois álbuns em dueto, nove vídeo-clipes, e mais de 50 músicas ainda não editadas.

O pais

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Neyma ft Nuno Abdul - "Neria"



Letras

Neria Néria Néria.
Néria do norte
tem cheiro do mar
e deu nome ao lar (o nome Moçambique vem de lá)

Neria nasceu audaz
Nasceu para a paz
felicidade de seus pais
Que atacavam seu cais

O sol brilha a sua volta
O sol põe-se ao seu olhar
O seu corpo desenha as suas terras
que os homens desejam segurar

NÉRIA LINDA;
NÉRIA QUERIDA;
TERRA MINHA
MACUA QUERIDA (2X)

Néria não te deixes levar
Não deixes que os ventos parem de soprar
Não deixes que em tua terra
não queiram mais plantar
faz me feliz Nampula

NÉRIA LINDA;
NÉRIA QUERIDA;
TERRA MINHA
MACUA QUERIDA (2X)

É incrivel a beleza
Inconfundivel de nampula
Beleza natural ya 100% pura
O sol que fortalece cada dia que amanhace ya,
Eu posso ate dizer
Quem conhece nunca esquece
Grande Néria terra mãe que viu
Nascer Zena abacar

É verdadeira Deusa do muciro a desfilar
Em nacala tem um porto ya, comercio sem parar
O país precisa disso só assim pode avançar
Das praias ja não falo, o mudo ja conhece

Melhor lugar do mundo para aliviar o stress
Na ilha a fortaleza é o orgulho da nação macua

100% Nampula no coração yeh yeh
Neria têm em si uma ilha
Onde a cultura se deixou semear
Neria é um porto seguro

Onde o homem
Quer plantar ah....
Neria é macua

Nasceu para amar
Seus amigos receber
Todo mundo tem que saber

NÉRIA LINDA;
NÉRIA QUERIDA;
TERRA MINHA
MACUA QUERIDA (2X)

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Antonio Maecuana - Marrabenta no Gil Vicente

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Mohammed Yahya, o Rapper Mocambicano...





Mohammed Yahya é um rapper moçambicano nascido / Spoken Word Artista que foi forçado a fugir do seu país de nascimento, durante a guerra civil. Depois mudou-se para Portugal, o jovem Mohammed Yahya começou a mostrar interesse em música, em parte devido à influência de seu pai como cantor. Estar rodeado de pobreza, ele usou a música ea poesia para canalizar seus pensamentos, energia e emoção de uma maneira positiva. Influências foram de música Africano como Marabenta, Semba, Kizomba, Zouk e Funana. Mais tarde, tendo se mudado para Londres, Mohammed Yahya envolver-se em vários grupos de Hip Hop como Blind Alphabetz que eram muitas vezes comparado a Public Enemy e apoiado atos, tais como: guru, Dead Prez e Saigon.

No final de 2007 Mohammed Yahya lançou seu primeiro álbum "Luvolution" ao lado de Ferro Braydz, apresentando alguns dos artistas mais respeitados do Reino Unido, e E.U. No início de 2008 Blind Alphabetz derramado para cima e Mohammed Yahya decidiu prosseguir a sua carreira a solo, bem como envolver-se em ativismo artístico. Ele é um dos fundadores da Rebel Muzik Arts Foundation, que lançou um CD de compilação em 2004, e uma mensal Hip Hop, poesia palavra falada noite em Londres.

Mohammed Yahya é altamente envolvido no trabalho inter-religioso e ao lado de Daniel Silverstein começou o 1 nunca muçulmano / Hip Hop coletiva judaica no Reino Unido Ele também é presidente da Fala para a Paz, uma organização que visa criar um movimento positivo que irá inspirar todas as comunidades para trabalhar juntos no sentido do envolvimento construtivo entre uma outra exemplificando compreensão e compaixão na obra de justiça social e dignidade humana para além das barreiras de religião, etnia e nacionalidade. Mohammed Yahya impressionante oferece poesia de rua soulful com cabelos elevar a honestidade em Português e Inglês permitindo-lhe atingir uma grande audiência em todo o mundo.

de lembrar que este jovem esteve no ano passado a representar moçambique os WORDS BEATS & LIFE Inc. em Washington DC estados unidos da america

+ informações deste mc
http://www.myspace.com/mohammedyahya

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segunda-feira, 22 de março de 2010

Video de Abel Laste - Marrabenta

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Entrevista de 2Caras ao programa "Fike Ligado"


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Lira desconstrói mitos no Big Brother


Depois de um dia ter visto a Lira a actuar no pequeno espaço do “Mafalala Libre”, o promotor de espectáculos e proprietário da Big Brother Entertainment, Julinho, não mediu esforços para levar aquela cantora sul africana aos seus “aposentos”, isto é, ao espaço “Big Brother”. Resultado: Em plena casa cheia, sexta-feira, Lira desconstruiu os mitos de que o jazz e o soul music só fazem festas restritas no panorama musical nacional.

Foi uma das perguntas que os jornalistas colocaram ao “homem forte” do Big Brother Entertainment quan­do se deram conta da pre­sença de uma cantora de jazz no seu espaço, con­traria­mente aos géneros musicais que vêm sendo ali ofere­cidos, com particular des­taque para géneros tropicais como zouk, qui­zomba, entre outros dos PALOP´s e das Antilhas. Julinho explicou, em con­ferência de imprensa, que a filosofia da instituição que dirige consiste em promover música de quali­dade, inde­pendentemente de se tratar de jazz, soul music, mar­rabenta, pas­sada, rock, zouk ou qui­zomba.

“O nosso interesse é servir diversos tipos de público que andam à procura de boa música”, precisou o promotor.

Foi o que se viu. Depois de terem subido ao palco Jenny e Sety Suazi, que fecharam o cerco, a sul africana Lira não deixou os seus créditos em mãos alheias. Aliás, na referida conferência de imprensa, a artista das terras do rand já havia avisado que seria uma honra para ela tocar para um público maior, uma vez que, nas suas próprias palavras, a primeira experiência em Moçambique, que aconteceu no “Mafalala Libre”, tinha sido com um público ainda mais reduzido. No “Big Brother”, estiveram mais de uma centena de pessoas, criando um ambiente sugestivo e a condizer com as festas de Natal e de Fim do Ano, onde toda a gente troca abraços e emite desejos recíprocos de um próspero ano novo.

Não é por acaso que Lira se considera fã incondicional de cantoras como Aretha Franklin e Miriam Makeba, pois o público, através dela, acabou entrando em con­tacto com sons que mostram as boas influências que a cantora tem.

Na companhia de uma banda constituída por sete elementos, Lira tocou músi­cas que expressam a neces­sidade de uma maior apro­ximação entre as pessoas, independentemente da raça, religião, etnia, entre outras formas de discriminação. Foi possível ouvir temas dos seus quatro álbuns, de­signadamente, “Woman Li­fe”, “Saw Mind”, “Lira Life and Celebration” e “Fill Good”. Para além de soul music e jazz, Lira fez escola no kwito, algo que considera como tendo sido para efeitos de marketing para melhor se posicionar no mercado.

Escrito por Armando Nenane

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Video de Lizha lames - Es Meu



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Dama Bete, Estrela Mocambicana na diaspora!

Nascida em 1984 em Moçambique, Elizabet Oliveira também conhecida como Dama Bete, chega a Portugal com apenas 2 anos. É aqui que cresce, estuda, e apenas com 10 anos ganha o seu primeiro concurso de poesia. Aos 15 anos, percebe o que é o rap e lança-se numa aventura onde acaba como mestre-de-cerimónias numa cultura chamada hip-hop.

A primeira vez que pisa um palco é com o seu primeiro grupo de música, as Blacksystem, no IPJ do Oriente. Na altura com 16 anos. A duração do grupo é de apenas dois anos. Aos 18, Dama Bete, inicia a sua carreira a solo, e cria uma comunidade na Internet, a HipHop Ladies, como forma de expandir o hip-hop feminino. Cria mais tarde um novo conceito – as festas hip-hop ladies.

DAMA BETE - Já



Dama Bete - Familia Feliz

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segunda-feira, 15 de março de 2010

Com Stewart Sukuma na liderança Artistas idealizam “O Ano da Marrabenta”



Um grupo de músicos moçambicanos está há sensivelmente dois meses envolvido numa série de debates com os olhos postos na pretensão de transformar o presente ano em “Ano da Marrabenta”, uma iniciativa que visa legitimar o estatuto da marrabenta como um dos simbolos da música moçambicana, um acto que será também o ressuscitar de uma consciencia cultural que foi outrora um alicerce fundamental para o desenvolvimento sócio-económico.
Os artistas que estão por trás do mais recente projecto revolucionário sabem que lhes esperam diferentes situações, mas acreditam na adesão de diferentes intervenientes deste segmento artístico, independentemente das províncias que representam e dos géneros musicais que cada um deles pratica, os quais deverão se unir em nome da legitimação da marrabenta como um dos principais géneros populares que conseguiu se fazer valer no país.

Moçambique precisa de admitir de uma vez por todas que a marrabenta é que é – do Rovuma ao Maputo – a música popular que mais representa o país, asseverou o músico Stewart Sukuma, um dos líderes do projecto. O artista, que mesmo sendo natural da província da Zambézia não se escusa de admitir que a marrabenta é um género musical popular que pode representar o país, sabe que defender essa tese é o mesmo que comprar uma guerra sem precedentes. “Há quem não vai compreender facilmente esta iniciativa porque infelizmente ainda existem vários preconceitos por a marrabenta ter surgido no sul do país”, adiantou.

Apesar de a história recente do país ter relegado a marrabenta e outros géneros musicais em bene-fício de ritmos americanos, europeus e tropicais oriundos das Antilhas, de Angola e Cabo Verde, uma situação agravada pelo “olhar impávido dos artistas moçambicanos da velha geração”, Stewart Sukuma acredita na fantástica capacidade de a marrabenta, sem menosprezar outros valiosos estilos musicais, poder ser a fonte de electricidade que a indústria musical moçambicana precisa para se impor tanto no mercado interno quanto externo. “Não podemos continuar a reclamar de braços cruzados e a gritar que a marrabenta está a morrer como fizeram os mais velhos. Temos que arregaçar as mangas e trabalhar, usando os novos mecanismos que existem para que um produto possa vingar no mercado”, disse.

O artista destacou a importancia de se aplicar à marrabenta os mesmos mecanismos de marketing musical que se aplicam em outros géneros musicais que tendem a se evidenciar mais na música moçambicana.

Os precursores do pandza, baptizados com o epíteto de músicos da nova geração em oposição aos da chamada velha geração, são chamados a fazer valer os seus conhecimentos para o sucesso do projecto. Com o domínio do conhecimento nas mãos dos mais velhos e experientes, aliado às novas tendencias e as novas tecnologias nas mãos da nova geração, Sukuma acredita que não há como falhar. “Só se faltar vontade como tem vindo a acontecer”, admitiu.

Cerca de 50 músicos
Em linhas gerais, o projecto “2010: O Ano da Marrabenta” consiste em incutir nos artistas, do Rovuma ao Maputo, a necessidade de fazerem marrabenta sem perderem as suas próprias identidades musicais, sejam eles executantes de pandza, dzukuta, hip hop, ragga, zouk, soul music, kwassa kwassa, entre outros. Segundo Stewart Sukuma, já aderiram ao projecto os músicos José Guimarães, Elvira Viegas, José Barata, Aly Faqui, MC Roger, Marlene, Ziqu, Danny OG, Massukus, Jorge Mamade, Sáldicos, Cizaquel, Filo, Damost, Spub, Chikito, Deri, Joana Coana, Antoninho Soldado, Kota Marcos, G2, 2 Caras, Azagaia, Yvete, Hermínio, Nelson Nhachungue, Dama do Bling, Noémia, Kita, Dreams, Izlo H, Mr. Dino, Maxwell, Guegue, Júlia Duarte, Chico Antonio, Top Label, Nstar, Elsa Mangue, Nelton Miranda, Ze Pires, Filipe Mondlane, Silio Paulino. “Temos a certeza que outros virão”, admitiu.

Numa primeira fase, os referidos músicos deverão produzir as marrabentas, que posteriormente sairão em singles de quarto temas e que serão distribuidas pelas rádios para que sejam tocadas e sub-metidas à eleição dos ouvintes durante o ano. “As mesmas músicas serão distribuídas pelos DJs para que possam também ser tocadas nas discotecas, bares e outras casas de pasto”, referiu, acrescentando que outras actividades a volta do “Ano da Marrabenta” surgirão naturalmente.

Mesmo sem a pretensão imediata de colocar as músicas que serão produzidas no circuito comercial das editoras, a nossa fonte artística acredita que se trata de um investimento que terá o seu retorno a curto ou médio prazo. “Primeiro temos que criar um mercado através de todos estes mercanismos que consistem em colocar a marrabenta na moda, fazer da marrabenta uma marca que a malta curte”, destacou.

Para o músico, a iniciativa vai criar sinergias para que surja um enorme mercado da marrabenta, como também irá despertar a consciencia nacionalista e o inicio de uma nova era cultural em Moçambique, ao que se seguirá o voo para o resto do mundo.

Escrito por Armando Nenane

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