terça-feira, 17 de novembro de 2009

Kinani : Enriquecendo a magia dos corpos


MAPUTO foi palco de uma plataforma internacional de dança contemporânea, evento que contou com a participação de cerca de 100 artistas vindos de diferentes partes dos continentes africano e europeu. Denominada “Kinani”, esta plataforma, organizada pela Iodine Produções, serviu para lançar o nome de Moçambique no circuito internacional dos festivais de dança contemporânea, bem como honrar os seus organizadores por terem conseguido realizar um evento de dimensão internacional com engenho e arte. Em última instância é o nome de Moçambique que fica catapultado e é a nossa dança que se dignifica. Caiu o pano e rebentaram-se as garrafas de champanhe, o que virá depois?


Eliot Alex, um dos membros da organização, fala-nos sobre perspectivas futuras nestes excertos da entrevista à nós concedida, onde, sublinhando a satisfação generalizada por tudo ter corrido conforme. Mas, vamos à entrevista.

- Que ganhos ficaram entre nós com a realização deste evento?

- Primeiro, o mundo ficou a descobrir um grande festival de dança contemporânea em África, sobretudo a nível da África Austral. Os festivais de dança contemporânea do continente africano acontecem somente na África do Sul e no Senegal, para além dos festivais da Europa. Mas agora já temos mais uma referência em Moçambique, que é o “Kinani”. E todas as companhias de África e da Europa passaram a contar com esta plataforma de dança contemporânea.

- O que concorreu para a mediatização do “Kinani”?

- Nós iniciamos o trabalho muito cedo. Em Fevereiro começamos a fazer os preparativos e lançamos um programa de acções sobre o que nós pretendíamos. Elaboramos também uma página web para inscrições e cerca de 80 companhias e bailarinos a solo se inscreveram para esta plataforma. E a comissão artística composta por moçambicanos entendidos na matéria de dança, teve a função de júri, tendo feito a pré-selecção e a selecção dos que iriam participar no evento. E no acto da inscrição pedíamos também um vídeo e outros detalhes inerentes, o que facilitou o nosso trabalho e permitiu uma consulta mais ampla sobre o que era a nossa plataforma. E isso ajudou na divulgação do evento.

- Qual é a diferença entre a esta plataforma e a que exibia o Centro Cultural Franco-Moçambicano?

- Isso corresponde ao segundo ganho, pois nós nos apropriamos de um evento que era organizado até então pelo Centro Cultural Franco-Moçambicano e que apesar de actuar em Moçambique ele tem todo o suporte da França e actuava mais como uma instituição francesa. Agora, esta plataforma foi produzida e organizada por uma equipa essencialmente moçambicana e, sobretudo, composta por jovens que viram o assumir de um desafio. Claro que tivemos o apoio de organizações estrangeiras, embaixadas e agências de cooperação internacionais. Por outro lado, nas duas primeiras edições as plataformas de dança contemporânea não tinham nenhuma denominação e agora já tem um: “Kinani” que significa “Dancem”, em língua ronga.

- Esta é uma das variáveis que suporta a intenção de continuarem a trabalhar.

- Sim, se bem que também tivemos um terceiro ganho que foi a formação do público.

- Como assim?

- Nas edições anteriores notamos que era muito pouca a participação do público e ela resumia-se à presença dos interessados no evento que eram bailarinos, corpo técnico e, no máximo, familiares e alguns amantes de dança. Agora apostamos na formação do público, divulgando o próprio evento. Por outro lado, pegamos em alguns bailarinos, coreógrafos e técnicos e fomos dar palestras nas escolas. Baseamo-nos fundamentalmente nas escolas secundárias Francisco Manyanga e Josina Machel e trabalhamos com cerca de 500 estudantes. Eles faziam perguntas sobre, por exemplo, o que é e como que se faz a dança contemporânea, quais são os métodos de pesquisa. E para além das repostas que dávamos fazíamos pequenas frases, o que despertava interesse e motivação.

- Uma aposta também para o futuro…

- É. E estes estudantes vieram assistir os espectáculos e para isso fizemos 500 crachas para eles, pois alguns estiveram envolvidos em alguns sectores de apoio.

- Que mensagem vocês deixaram?

- A ideia é tentarmos tirar a concepção de que a dança contemporânea não é algo que vem de fora. Pela qualidade que os artistas moçambicanos imprimiram, a par dos outros participantes, ficou a ideia de que é possível expandirmos o conceito de dança contemporânea no nosso país. Em 2007 houve uma conferência na África do Sul sobre dança contemporânea africana e o fundamento de tudo foi que esta dança provém das raízes africanas, das danças tradicionais. Descobrimos que os movimentos corporais aplicados eram meramente tradicionais e que passavam para a dimensão contemporânea tornando-os mais visíveis. E nesta plataforma ficou assente que é possível fazermos dança contemporânea moçambicana e ficamos surpreendidos até com a performance e superação de alguns artistas nossos, o que também surpreendeu os coreógrafos estrangeiros.

- Quantos artistas participaram?

- Foram cerca de 100 artistas, entre coreógrafos, bailarinos e pessoal técnico.

- Certamente que há aspectos a melhorar, quais são?

- Há que melhorar sobretudo as condições técnicas e de produção. Para nós como Iodine Produções esta foi a nossa primeira intervenção porque as duas anteriores plataformas estiveram sob produção e organização do Centro Cultural Franco-Moçambicano. Nós não vemos as questões de produção em si, mas também das salas de espectáculos. Pensávamos que o Cine-Scala estava preparado para receber um espectáculo descobriu-se que não era possível, pois tem sérios problemas de electricidade. As salas estão envelhecidas e os equipamentos que nós temos são de alta tecnologia que às vezes estes espaços não os suportam. Temos aparelhos como dimer’s (uma espécie de misturadores), que são melhores que se podem encontrar, e no primeiro dia queimaram dois no Scala e no Cine-África.

- Que descalabro são as nossas salas?

- E o mais grave é que nós não temos as condições que os artistas habituados a montar e ou a trabalhar em grandes plataformas mundiais nos exigem. Se tens problemas básicos como a oscilação de luz numa sala, então é difícil teres nesse espaço artistas de grande nível mundial, por isso temos que apostar no melhoramento das nossas salas de espectáculos. Penso que uma das reflexões que devemos fazer é em relação às nossas salas de espectáculos porque elas não nos dignificam. Actualmente as melhores condições técnicas estão no Centro Cultural Franco-Moçambicano, que é um espaço muito bem equipado e onde qualquer grupo que fizer uma apresentação sai de lá satisfeito. Noutras salas só no primeiro de apresentações queimaram seis projectores, o que trouxe limitações na actuação dos grupos porque viram-se a ter que trabalhar com condições abaixo do seu nível. Há salas também que não têm condições de absorver luz em grande intensidade e quando é assim os quadros disparam danificando os equipamentos. Isso é triste.

- Que desafios se vos apresentam daqui em diante?

- A forma como esta plataforma decorreu nos deixou muito motivados, por temos muitas coisas planificadas. E já no próximo ano vamos começar a trabalhar para a edição de 2011, expandindo-nos para as províncias, uma vez que não queremos somente ficar na cidade de Maputo.

- Para onde vão?

- Numa primeira fase trabalharemos nas cidades de Chimoio (Manica), Beira (Sofala) e Quelimane (Zambézia). Temos coreógrafos com capacidade para trabalhar em diferentes ambientes e queremos ver se podemos enviá-los em regime de comissões para as províncias e fazerem formações lá.

- Até que ponto isso será sustentável?

- A ideia é antes da grande plataforma internacional nós termos uma realizar interna antes da grande plataforma internacional para vermos se podemos ter um a dois grupos do nosso país nesta festa.

- Então, é um “Kinani” interno. Só para grupos nacionais?

- Os nossos coreógrafos vão fazer formação em dança contemporânea nesses pontos do país e depois levaremos os grupos escolhidos para um festival de dança que poderá acontecer, em princípio, na cidade da Beira, por ser o centro do país e também pelas facilidades existentes em deslocar os grupos. E esses grupos juntos farão uma exibição donde serão escolhidos os representantes do nosso país. Mas estas realizações continuarão dependentes dos financiamentos que conseguiremos, porém, a aposta é essa.

- Uma das vantagens deste tipo de encontros é o intercâmbio entre os artistas envolvidos na acção. O que se conseguiu?

- Nós fizemos algo que funcionou muito bem, pois organizamos o que se chama “Festival Paralelo” que eram acções que decorriam no decurso do festival. Estas actividades decorriam nas instalações do Museu Nacional de Arte e juntava todos os artistas participantes no “Kinani”. E para além de as refeições serem passadas no mesmo local e à mesma hora entre todos nós, no local, que se chamava ponto de encontro, tínhamos uma banda de música a tocar, um grupo de dança tradicional e ainda um DJ. O público juntava-se também a nós, comprando bilhetes e assim nascia o intercâmbio entre os artistas estrangeiros entre si, entre eles e os moçambicanos e também, na última instância, entre todos os artistas, a organização e o público. E, diferentemente do que aconteceu nos encontros anteriores, onde os artistas estrangeiros chegavam e ficavam entre três a quatro dias, que eram os dias suficientes para a chegada, ensaio do palco, actuação e um dia de descanso e depois regressavam, nós juntamos todos os artistas no mesmo hotel e decidimos que deviam ficar até ao fim do evento, o que fez com que os artistas assistissem peças uns dos outros, permitindo aflorar o diálogo e ampliando os seus próprios horizontes artísticos.

- As oficinas que tiveram lugar constituíram também uma mais-valia e serviram de suporte da própria plataforma.

- É verdade. Por exemplo, houve exposições de fotografia, até hoje patentes no Centro Cultural Franco-Moçambicano e tínhamos música ao vivo com vários grupos musicais. Fizemos igualmente workshop’s de iluminação, onde conseguimos trazer nove técnicos de iluminação de vários países da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC), sendo quatro da África do Sul e os restantes da Ilha Reunião, Madagáscar e moçambicanos, que foram orientados por um técnico suíço. Durante o workshop eles foram conhecer as salas de espectáculos, trabalharam sobre elas, observando as condições técnicas. E quando iniciou a plataforma eles é que fizeram a operação técnica dos 32 espectáculos ao longo do festival. Posteriormente fizemos um workshop de dança contemporânea, orientado por Vera Santos, que é uma coreógrafa portuguesa e ainda uma formação dos jornalistas culturais, que esteve sob direcção de Adrien Sichel, jornalista do jornal sul-africano The Star. Adrien é também crítica de arte. Foram muitas coisas que aconteceram e que nos ajudaram a alcançar aquilo que eram os nossos objectivos.

- E também ganharam dinheiro…

- Nós ficamos surpreendidos com o comportamento do público, pois ele correspondeu, talvez por termos feito uma grande divulgação do evento. Durante a semana as salas estavam acima da metade, mas aos fins-de-semana tínhamos salas cheias. Há espectáculos que aconteciam nos finais de semana às 16, 18 e até 20 ou 21 horas, mas o público lá estava, comprando ingressos, o que nos surpreendeu positivamente. É por isso que dizemos que o balanço é positivo.

  • Francisco Manjate

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segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Uma “Terezinha” para Xidiminguana


“Criança que não chora, não mama”, diz o velho adágio popular. O conceituado músico moçambicano Domingos Honwana - o célebre Xidiminguana - sabe disso. Sabe e até pode testemunhar como essa velha máxima é também válida para os adultos. Naturalmente que entre os adultos, há choros e choros...



Havia vários meses que Xidiminguana vinha “chorando” por uma guitarra para fazer o que ele mais gosta: tocar e encantar. Já várias guitarras envelheceram em suas mãos ao longo de uma carreira que já começa a espreitar a longevidade. Num país como o nosso, cheio de carências, não é coisa fácil um músico ter uma guitarra própria! Andam muitos guitarristas exímios por este país fora, que não se podem orgulhar de ter uma guitarra. Quando têm uma para tocar, é emprestada, e ai quase sempre não dá para “se libertarem”.

Xidiminguana conhece essa experiência de saber e querer tocar, mas não poder fazê-lo porque não há guitarra disponível. Cenários como este, amordaçaram por diversas vezes o talento de Xidiminguana, até que decidiu partilhar esta sua preocupação com alguém que acreditava que o poderia ajudar.

Tudo começa quando a Autoridade Tributária decide promover uma campanha de divulgação do imposto pelo país fora, uma iniciativa que além de envolver os órgãos de comunicação social, associou alguns músicos escolhidos a dedo, para com o seu talento de artistas ajudarem a fazer chegar mais longe a mensagem sobre a importância de os cidadãos conhecerem e pagarem impostos. Um dos critérios de escolha é a abrangência das línguas usadas por tais artistas nas suas canções. Bem pensado, melhor feito!

Assim mesmo, na região norte foram escolhidos dois músicos: Aly Faque e Júlia Mwito. Na zona centro, os eleitos são Madala e Nyeleti e, no sul, Anita Macuácua e Xidiminguana. Um dos resultados deste acordo é a amizade que nasceu e que floresce entre os artistas e a AT, que agora olham para cada um daqueles músicos não apenas como agentes de entretenimento, mas como parceiros na educação para a cidadania fiscal.

Mas os artistas têm os seus problemas. Têm as suas carências. Limitações. Materiais e financeiras. Uns têm mais do que os outros, mas todos têm dificuldades. Xidiminguana também! Foi então que, certo dia, Xidiminguana apresentou a sua preocupação aos seus amigos da AT. Pediu lhes que fizessem alguma coisa para que ele pudesse ter uma guitarra. Nova. Sua. Para não ter mais que pedir emprestado e ver se forçado a interromper as músicas a meio da interpretação...

O apelo de Xidiminguana foi ouvido. Os funcionários da AT assumiram a preocupação do seus parceiro como sua também. Pediram que Xidiminguana fosse ao mercado identificar a guitarra dos seus sonhos. Depois começaram a contribuir. Cada um à medida das suas possibilidades. Afinal, “grão a grão, a galinha enche o papo...”.

Xidiminguana foi ao mercado e escolheu uma guitarra. Escolheu uma guitarra nova. Aquela era uma oportunidade que os amigos lhe davam. Não podia desperdiçar, muito menos trair os seus desejos. Escolheu bem!

Na semana passada, Xidiminguana foi convidado de honra à reunião do Conselho Superior Tributário, com direito a um espaço predefinido no programa do evento. O propósito era entregar ao artista, a guitarra comprada pelos seus amigos da AT.

Igual a si mesmo, Xidiminguana não perdeu tempo. Assim que recebeu a oferta das mãos do presidente da AT, Rosário Fernandes, puxou por uma cadeira para ensaiar uns dedilhados. Para deixar a marca, escolheu um clássico do seu vasto repertório musical: “ Vadla Vamutsona Mamane Bobiyane” (Não dão de comer à mamã Bobiyane). Assim mesmo, Xidiminguana levou todos os presentes na sala a uma viagem imaginária até Chibuto, ao som das cordas da sua nova companheira, que não tardou em baptizá-la pelo nome de “Terezinha”.

“ É assim mesmo na minha tradição. Não se escolhe mulher para o filho. Ele é quem escolhe! E foi isso que eu fiz. Escolhi pessoalmente a minha mulher. Esta é a minha nova mulher! Obrigado, meus amigos!”, confessou no seu inconfundível changana vernáculo!

Bom amigo que é, Xidiminguana prometeu para breve a publicação de uma música especialmente dedicada aos seus amigos da AT, a quem pretende agradecer publicamente. Cá por nós, eles fizeram por merecer!.
  • Júlio Manjate

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Dama do Bling: Facebook


Dama do Bling esta mais 'conectada" aos fans, hoje mais do que nunca. Acesse o seu perfile na internet e socialize com esta personagem.
Click AQUI para acessar o FACEBOOK da Dama do Bling.

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Declarações de um apaixonado – Hermínio

Laggost Produções/ Vidisco, 2008
É claro q já devia ter postado isto há bem mais tempo, mas epa, há bem mais tempo meu PC ‘tava lixado. Será tarde demais? Qiçalixe!
Ei, ouvi dizer q Hermínio não ‘panhou nada pelas vendas deste disco, q foi matrecado pelo seu próprio agente, Laggost! É verdade isso? Fogo! É este tipo de cenas q impede q a nossa música cresça, pois desmotiva gente realmente talentosa, como é Hermínio.

A primeira vez q o ouvi foi no coro de uma daqelas canções de “enaltecimento do q é nosso”, de MC Roger. Acho q é aqela sobre a EDM. Será q foi Roger q descobriu Hermínio? Não será esta a verdadeira vocação de MC Roger? Oxalá descubra talentos nesse trabalho q anda a fazer com crianças desfavorecidas...
Como eu disse o outro dia aqi numa postagem, agora escuto cada vez menos Rap e mais R&B, e não é só porq o Hip Hop anda moribundo mas é q o nosso R&B está em notável crescendo. Nomes como Doppaz, Preto, Ace Nells e agora G2 p’ra além do próprio Hermínio são a prova disso.
Declarações de um apaixonado é um álbum impressionante, especialmente se tivermos em conta a mediocridade musical q temos q suportar nos dias q correm. Num alinhamento de 12 faixas de puro R&B, pode-se encontrar aqi números p’ra dançar, baladas e até um pouco de acústico. Aliás, é acusticamente q o álbum abre com o sobejamente conhecido tema Lau com a participação de Stélio (dos Kapa Dêch) no dedilhar. Logo de seguida vem a minha favorita do disco, Sexy Girl produzida por G2 e com Impro no Rap. Hermínio não só é talentoso. O gaj’ grama de cantar! Dá p’ra sentir o seu amor pela música quando nesta faixa começa por “I love you so much more than you beeeli-eeeeve, yeah,yeah...” Fogo!
Como mandam as regras do R&B, a decepção amorosa é retratada logo a seguir através do tema como pudeste, produzida desta feita por Proofless, onde Hermínio se lamenta: “como pudeste te esqecer de mim assim tão fácil? E ensinar-lhe o q eu te ensinei/ e dividir com ele o q eu te dei? ”.
Os temas p’ra mexer são sem dúvidas professora e o bombástico vai custar q dispensa qualqer comentário. E, estas duas faixas tem a assinatura de Proofless na produção.
De volta às baladas, Bagas dá seu contributo produzindo o tema mil à hora, q faz recordar aqela canção de Gutto q rebentou há luas atrás, debaixo dos lençóis (é esse o título?). Aliás foi Gutto q deu aqele impulso ao R&B lusófono, não? Depois Anselmo Ralph levou a cena p’ro outro nível e agora os moçmbicanos controlam o game. Na faixa hoje à noite, na companhia G2 e Impro em mais uma produção de Proofless, o lado atrevido e sensual de Hermínio salta ao de cima quando canta: “nossos corpos colados e o desejo à nos pedir/ cansados e suados e a vontade à nos punir ” e depois “tu me dás, eu te dou, tu me dás e depois... hmmm! ” .O álbum fecha como começou: acusticamente. Vai custar remix é o tema q fecha com chave de ouro declarações de um apaixonado, com a participação de Ace Nells e novamente Stélio na guitarra.
Se ainda não tens o álbum é melhor comprares. Só tens a ganhar.
Top 4 do cd: Sexy girl, Como pudeste, Vai custar e Hoje à noite
POSTED BY KANINO AT 12:06 PM 9 COMMENTS

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CD Amor & Drama de G2 a venda na Garagem

Já à venda o novo single do G2 ,Amor & Drama. Está à venda na GARAGEM

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Costa Neto Visitou Big Brother


O músico moçambicano Costa Neto procede ao lançamento do seu disco hoje, sexta-feira, no espaço Big Brother.

Intitulado Mandjolo (Nome da localidade onde o músico nasceu, no distrito de Matutuíne), o disco é uma miscelânea de ritmos incorporando a Marrabenta aos ritmos portugueses.


Para o concerto do lançamento, Costa Neto terá como convidados os músicos Stewart Sukuma, Wazimbo, Roberto Chitsondzo, David Macuácua, entre outros. O concerto é esperado com muita expectativa visto juntar no mesmo palco nomes sonantes da música moçambicana. A actuação de Costa Neto, radicado em Portugal, será o reviver dos palcos moçambicanos em grande estilo.


DIÁRIO DE NOTÍCIAS – 09.10.2009

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Mingas, a perola do Indico.

Visite Mingas AQUI

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Jimmy Dludlu: O pólo do Joy of Jazz

Jimmydudlo

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Fica o eco da sua voz, vovo Amélia!


"Swilo swa missava swa khaluta" diz o refrão da canção gravada em 1997 pela decana da música ligeira moçambicana Amélia Moiana e que deu direito à participação na final da edição do mesmo ano do “Top Feminino” parada de música feita por mulheres, organizada pela Rádio Moçambique. “Swilo swa missava” é um hino ao amor, ao convívio, à harmonia e à compaixão entre os homens. É uma lição de moral que vovo Amélia quis deixar como legado, criticando a ganância, a mesquinhez, a intolerância, a falta de entendimento, alertando sobre o impacto desses malefícios, mas também sobre o sentido que se deve dar à vida. Conselheira e educadora, Amélia Alfredo Moiana, de seu nome completo, “deixou as coisas da terra”, perdeu a vida na noite da última sexta-feira, vítima de doença e seu corpo foi enterrar na tarde de ontem, no cemitério de Lhanguene, depois de uma justa homenagem no “Khovo”, a igreja de seu coração.


Vovo Amélia para quase todos, jazz woman para os que sentiam e entendiam a alma das suas cordas vocais, partiu numa altura que trabalha para a gravação do seu segundo disco.

É verdade que há muito que vovo Amélia não gozava de uma saúde física para percorrer os sinuosos caminhos da música, sobretudo aqui em Moçambique, mas seu sonho foi sempre de registar o pouco da graça que Deus lhe deu.

Tinha energia para sonhar e acreditar que pese os problemas de saúde associados à sua avançada idade, muito ainda tinha por oferecer à música moçambicana.

Possuía um coração muito forte, uma imensa fé, daí a sua predisposição para entrar no estúdio e gravar mais um disco.

Descoberta para o grande público por Eldorado Dabula, no programa “Keti-Keti” da Rádio Clube (actual Rádio Moçambique) lá para década de 60.

Mas antes de aparecer naquele programa Amélia Moaina, contou numa das conversas, que começou a cantar ainda em tenra idade, por influência do pai que foi maestro da Igreja Missão Suíça, actual Igreja Presbiteriana de Moçambique e da mãe. “Minha mãe também tinha uma voz linda, mais linda que a minha”, dizia sempre Amélia Moiana.

Eldorado Dabula catapultou Amélia Moiana para o grupo Djambo. Foram momentos de glória infelizmente desconhecidos por muitos, dadas as contingências da época.

Quando a notícia da sua morte me chegou aos ouvidos, confesso que fiquei meio desnorteado a final era uma pessoa que gostava tanto. Não chorei por que logo de seguida veio à memória os grandes momentos de convívio que tivemos quando preparávamos o único grande espectáculo de palco que realizou nas últimas décadas.

Veio aquela majestosa actuação em Abril de 2003, no Centro Cultural Franco-Moçambicano. Acompanhada por jovens que integravam a Banda Azul (grupo que carinhosamente ela tratava por Bafana Bafana) nomeadamente Raimundo (piano), Sacres (baixo), Stélio (bateria), Jimmy (guitarra) e ainda as vozes de Cadinho, Ruth e Saugina.

Só quem esteve no Franco-Moçambicano pode comentar e afirmar com viva voz que Moçambique perdeu uma grande voz escondida ao longo do tempo porque o sistema assim o quis.

Não chorei por que começou a coar nos meus ouvidos as canções “Moya Wanga”, “Lwandle”, “A Mintirho”, “Amiga”, “Lirandzo”, “A Va Khale”, e a inigualável “Swilo swa missava”.

Moçambique perdeu uma grande voz porque os caminhos para a produção de arte e cultura no geral, e da música em particular, são sinuosos, mas melhor dizendo, são mesquinhos.

Ninguém pode explicar por que nunca se abriram as portas para Amélia Moiana gravar as suas canções que não eram poucas. Não se abriram porque o nome, não o trabalho dela, pouco dizia às pessoas que estão a frente desses processos. Pura e simplesmente por isso, porque pelo trabalho são poucos os músicos moçambicanos com sua estirpe.

No último espectáculo de palco que ofereceu há seis, no Centro Cultural Franco-Moçambicano, Amélia Moiana demonstrou que mesmo aos 72 anos (na altura) era de uma “senhora” voz, cultivada e escondida atrás do gospel. Cantava a marrabenta, jazz, blues, tudo que o espírito impunha com uma mestria somente sua.

“Swilo swa missava swa khaluta” não mentiu Amélia Moiana, estamos de passagem e neste momento de dor e consternação, pouco nos resta senão tirar chapéu e curvar perante a sua voz que vai continuar a coar nos nossos ouvidos.

  • João Fumo

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segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Vodacom e Moreira Chonguiça anunciam parceria


A Vodacom está envolvida na valorização da música
A empresa Vodacom Moçambique anunciou hoje, em Maputo, um acordo com o músico moçambicano Moreira Chonguiça que, de entre vários aspectos, preconiza a oferta de espectáculos ao público nacional.

Falando à imprensa durante o anúncio da parceria, o Presidente do Conselho da Administração da Vodacom Moçambique, Salimo Adbula, disse que esta empresa tem se envolvido na valorização da música moçambicana.“Os músicos moçambicanos elevam a sua música no país e além fronteiras e nós queremos que esta seja ouvida e aproveitada, sobretudo pelas novas gerações”, disse Abdula.
Moreira Chonguiça é um jovem saxofonista e compositor moçambicano que se destacou nos últimos anos nos palcos da vizinha Africa do Sul, onde estudou música, tendo posteriormente também angariado muitos fãs do seu próprio país.

AIM

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Artistas homenageiam Miriam Makeba em Paris


Várias grandes artistas da música africana darão três concertos a partir da sexta-feira próxima em Paris para render homenagem à imensa artista sul-africana Miriam Makeba "Mamá África", falecida no ano passado na Itália em pleno concerto.Angélique Kidjo, promotora do evento, convidou as Nigerianas Asa e Ayo, a Conakry-Guineense Sayon Bamba, a Ivoiriense Dobet Gnahoré e a Maliana Rokia Traoré.

Intervirão ainda no quadro deste evento intitulado ""ElaS" e dedicado às mulheres, um coro sul-africano e um guitarrista Vusi Mahlasela, ex-membro do grupo de Miriam Makeba.
Estes concertos musicais inscrevem-se no quadro do Festival da Ilha de França que propõe cada ano cerca de 30 concertos na região parisiense.Miriam Makeba, cujo verdadeiro patrónimo é Zenzile Makeba Qgwashu Nguvama, nasceu em 1932 em prisão quando a sua mãe grávida cumpria uma pena.
Considerada como uma das mais bonitas vozes de África, Makeba denunciava, através das suas canções, o regime do apartheid.Apesar de ter nascido Sul-africana, Miriam Makeba foi privada da sua nacionalidade por este regime, mas no seu exílio, ele tinha optado pela nacionalidade conakry-guineense em 1960 e argelina em 1969.
Obrigada ao exílio em 1950 pelo regime racista que proibiu a difusão de todas as suas canções na rádio, Miriam Makeba só voltou ao seu país 31 anos mais tarde com a libertação de Nelson Mandela, primeiro Presidente sul-africano negro.
Durante todo o seu exílio, ela continuou a pregar discursos anti-apartheid e preconizar o boicote da África do Sul.Mamá África morreu a 9 de Novembro de 2008 aos 76 anos de idade em Napólis, na Itália, vítima de uma crise cardíaca quando participava num concerto de apoio a um jornalista- escritor italiano anti-mafia, Roberto Saviano.

PANA

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segunda-feira, 14 de setembro de 2009

MINGAS: “Mamana” no canto da (verdadeira) diva





Mingas é uma voz feminina de alcance estético inigualável. Uma voz que me lembra a harmonia do voo e canto dos pássaros; sim, o encantador voo livre, sem ruídos, sem acidentes, sem tombos; deslumbrante como o último fio de luz do sol que o pássaro atravessa.

Hambi no vona waku ni nyoxissa

Timbilu to banana loku ndzi dzimuka wene mamana

Lava hinkwavo valanguiwike hi mbilu yanga

Akwaku ava lunganga mamana

Oh hiyo io io io io

Niza ni tsama lani ni siku lani niya tsama le

Nani navela ku zhulissa moya wanga mamana

Oh hiyo io io io io

Oh mamana

Kassi udjula niku yini mamana

Swaku nienctha hikuni sossotela swanga nova ngwana

Swaku nienctha hikuni possita, swanga nova papela

Swaku yientcha hikuni chavissa swanga nova mpahla mamana

Nili vona hi wene’/nili vona hi wene/nili vona hi wene mamana

Uma voz fresca, intima, de um existir autêntico, explicita, permanente, sólida, que sabe tirar partido de suas falas.

Bom, dirá o amigo leitor que é muita poesia para classificar uma única voz e concordo.

Hesitei muito para escrever sobre Mingas, pois não reconheço em mim propriedade para falar de uma poetisa de rigor como ela.

Atravessam-me agora arrepios: mas porquê comecei? Agora já não tem volta: devo levar esta tarefa até ao fim.

Numa sociedade como a nossa, exageradamente simplista nas análises e nas categorizações em que qualquer cantora é considerada e/ou se considera diva, me questiono o que será a Mingas? A tensão que a resposta carrega impede-me de dizer metade do que ela seja porque, tal como nas primeiras palavras em que a tentei descrever, dirão: poesia.

Hoje, mais do que a tentativa de dizer quem é a Mingas, escolhi uma canção de nomeação cuja carícia de voz me empolga; trata-se de “Mamana”. Na verdade, esta canção foi escrita pelo não menos fenomenal Zeca Tcheco, o genial baterista da música moçambicana. Mingas fez a música, a partir dessa letra.

“Mamana” simboliza o eterno conflito das mães quererem mandar nos amores das suas filhas e filhos. Em “Mamana”, a voz e a melodia de Mingas questionam: o que queres que eu faça,minha mãe? (Khasi u djula niku yini, mamana?).

Este questionamento põe a descoberto um pássaro que se quer libertar mas, ao mesmo, sente que não está pronto para o voo. É a voz de uma filha que quer contestar, mas sabe que deve ouvir a voz da razão: a voz materna.

Este questionamento é a queda de uma gota de quem reclama o seu próprio espaço, o livre arbítrio, um visível existir que a mãe a nega, tudo porque sua filha e, logo, com dever de ouvir sua voz.

“O que queres que eu faça, mãe; porque, mesmo que encontre quem me agrada, meu coração bate quando me lembro de ti (“hambi no vona…”).

Um dos traços mais evidentes da sociedade e época em que cresceu Mingas (falo da sua juventude), tem a ver com a valorização extrema da figura materna que encarna(va) toda a sabedoria, experiência, uma imagem dominante do social, onde as filhas tinham pouco ou nada a dizer na escolha das suas relações afectivas, na verdade, a mulher aqui não podia tomar posse do seu prazer, tão-somente reclamar o “usufruto do seu corpo” e o seu orgasmo. A tradição confinava-a a mera servidora.

Mas esta mulher que Mingas retrata já tenta, embora não contrariando, questionar esta sociedade quando diz a mãe que “chegas ao ponto de me atiçar como se fosse cão, me envias como de papel me tratasse, e me vendes, como se de roupa me tratasse!”

Ora, não há dúvidas que esta música é a negação da perspectiva redutora da mulher, da tendência super protectora das mães, dos postulados de extremos em nome do bem-estar dos filhos quando, muitas vezes, o bem-estar pode evocar abismo.

O que queres que eu faça, mãe, se meu coração me diz o contrário?

Bom, Mingas não a lança explicitamente esta pergunta, mas o seu canto tange a isso, porque os seus olhos, seu coração, seu desejo irreprimível de mulher, a indica uma direcção, quando a mãe, quer que ela vá noutra.

Feliz ou infelizmente, grosso de mulheres da geração da Mingas, aceita todos os opróbrios ao lado de um homem que as espezinha por completo, isto porque as mães, mesmo que violentadas as convencem de que aqueles são seus homens, quando na verdade são os homens que as mães escolheram para elas.

Este sentimento, está patente na música quando a Mingas, segura de si, diz à mãe “Nili vona hi wene/nili vona hi wene/nili vona hi wene mamana…”, no sentido de que olhe o exemplo que és mãe, achas-te mulher feliz? Agiu certo a sua mãe em escolher o marido para si? A sua vida de prantos demonstra o contrário, agora; como podes querer o mesmo para mim?

Mamane é um hino contra a repressividade e autoritarismo desse tempo em que as mães ordenavam e as filhas, cegamente, obedeciam numa situação que em nada que se parece com o modernismo que se vive hoje, onde o sonho, a ideia do sexo descomprometido, a ferrada romântica, a ideia de liberdade, não deixam que os pais opinem, tanto mais mandarem no amor dos filhos.

Bom fica aqui em “Mamana” a ideia de oscilação entre dois períodos; um de autoritarismo, mas que mantinha coeso a família, outro de liberdade que hoje se vive mas que a fragiliza.

Mas talvez o mais importante nesta música seja para além do desabafo da filha para com a sua mãe, a forma sofrida com que a dona a trata. De um timbre que impõe luta, Mingas vai fazendo desta, dor das demais mulheres, vai celebrando também sua dor com o canto, e traída pelo sopro majestoso do Matchote não se contém e chora, mesmo que no silêncio, mesmo quando tem certeza que as lágrimas vão rolar peito dentro, mesmo que num beco sem saida; “yio, hio, yó yó yó, yo yo mamane/kasse u djula niku yini mamana” (o que queres que eu faça, mãe?).

Mingas é sim uma diva, uma verdadeira diva, de têmpera rija, de encanto no canto, meu rouxinol em noites sofridas, meu alento quando fustigado o tímpano por pseudo-divas.

  • AMOSSE MACAMO

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KALIZA: Quase de boleia, atrás de um sonho!



PAULO Miguel Torres Caliano, ou melhor Kaliza para os amantes da música moçambicana, está preste a cumprir a promessa de gravar um Disc Compact (CD). Cometimento que lhe fez sair da sua terra natal, Tete, quase que de boleia até chegar à Maputo, levando na bagagem apenas o teclado oferecido pelo proprietário da discoteca “Cigana”. Está no estúdio de Zé Pires (ZEP) a trabalhar com a sua “malta”, nomeadamente Nelton Miranda, Papi Miranda, Bernardo, Eduardo e Tony Django, amigos com quem gravou o single “Caridade” recentemente nomeado “Melhor Vídeo” no concurso Mozambique Music Award (MMA).

Ainda sem título, Kaliza diz que o disco está a ser preparado para quem tem bom ouvido e bom gosto. Em entrevista ao nosso jornal, Kaliza revelou que a gravação do seu primeiro CD é a realização de um sonho não só seu, mas dos Calianos, do povo de Tete e todos os moçambicanos que se interessam pelo seu trabalho.


Vindo de uma família de músicos, Kaliza será o primeiro a ter um disco, que é, ao mesmo tempo, uma homenagem ao pai: Miguel Torres Caliano.

Aliás, ele revela que a inclusão de um tema cantado em Ronga, língua sobre a qual sempre teve uma enorme paixão, desde que soube que o pai era de Maputo, está na senda desse tributo.

Estou a realizar gradualmente o sonho dos Calianos, as portas vão se abrindo segundo a música que soa no meu ouvido. Não sou assim muito ambicioso. Os caminhos na minha vida abrem-se através da própria música. Aquilo que ainda não consegui granjear na música é por minha culpa. Se divulgar as minhas músicas vou alcançar o meu desejo. Por isso, rezo a Deus pai para que este álbum a solo saia e chegue ao público para todos saberem o que vem de Tete, que misturas podemos ter de um maronga e uma manyugué que sou eu.

Nascido num meio de música e de músicos, Kaliza diz que foi “bebendo” sons variados, muitas das vezes sem dar conta, mas o facto é que de repente em 1994, imitava com alguma mestria Roberto Carlos e outros ídolos difundidos pela emissora da Rádio Moçambique em Tete.

Mas terá sido num concurso de busca de talentos daquela estação emissora que começou a encarar as coisas com outra visão.

Em 1994 participei numa espécie do programa “sabadão”, no Estúdio 333, em Tete, realizado por Amarildo Romão, actualmente jornalista da Televisão de Moçambique (TVM). Estava bem classificado, mas infelizmente o concurso não foi até ao fim porque houve corte de energia. Face à surpresa e qualidade da minha actuação fui convidado a participar no fim-de-semana num programa do PSI Jeito.

Dessa participação Kaliza diz ter recebido “um puxão de orelhas” do seu irmão mais velho, o Ismael (já falecido) que não gostou de ver e saber que o “miúdo” estava a enveredar pela música.

Quando chamaram meu nome, meu irmão ficou zangado. Não gostou, tinha medo que eu seguisse a carreira de músico, uma vez que isso, no nosso contexto, não oferece grandes oportunidades na vida, em termos de “rendimentos materiais”.

Entretanto, e contra a vontade do irmão, no ano seguinte (1995), o jovem Amarildo Romão promove o concurso Miss-Tete e o “miúdo” é chamado de novo a cantar no cinema Kudeca onde também ia actuar a banda do irmão. Aqui instala-se de novo o conflito entre os Caliano. Kaliza tinha que ser acompanhado pela banda do seu irmão Ismael, mas este fincou pé. Não aceitou que eu ensaiasse com a sua banda.

Mas o “bichinho” da música já estava nas entranhas de Kaliza e com a ajuda de um amigo preparou uma música com base numa instrumental sul-africana e foi se apresentar no Kudeca, superlotado. Estavam lá mais de duas mil pessoas.

E, contra todas as expectativas, Ismael e sua banda não tocaram porque o equipamento de som não estava à altura.

A salvação do espectáculo foi a minha actuação. Quando entrei comecei a cantar e as pessoas esqueceram que havia problema de som. Virei uma estrela, todo o mundo só falava da minha actuação e o Amarildo Romão convidou-me a gravar a música na rádio para fazer publicidade da finalíssima do Miss-Tete.

Dessa fabulosa actuação, Kaliza ganhou do proprietário da discoteca Cigana, em Tete, um teclado, duas colunas, um amplificador e um microfone. Era o início de uma carreira.

Autodidacta, Kaliza aprendeu sozinho a tocar teclado. E fazendo jus ao dito popular: “contra factos não argumentos”, Ismael acabaria se rendendo às evidências, começando a apoiar o seu irmãozinho, dando-lhe algumas “dicas”.

Juntamo-nos e criamos uma banda com alguns músicos locais. Estava eu, o Bruno, Zélio, e o Alfredo. Éramos todos irmãos e o Ismael é que era o manager da banda. Tocávamos em casamentos, festas de aniversário, isso já em 1996.

A banda chamava-se Armagedon (Guerra Santa). Era uma banda que animava os ambientes sociais da cidade de Tete.

O SONHO DE CD

O sonho de gravar um “CD” data de 1997, período que Kaliza estimulado pelo surgimento das editoras VIDISCO e ORION decide abandonar a cidade de Tete, viajando de boleia com o seu teclado até chegar à Maputo. Era uma viagem de sonho, mas também de busca de paz espiritual junto dos seus ancestrais. Kaliza, como ele próprio se define é uma mistura de ronga e manyungue.

Chegou a Maputo no dia 25 de Dezembro de 1997 com uma cassete na qual tinha gravado parte de seu repertório, entretanto recusada pela VIDISCO.

A VIDISCO ficou um mês com a minha cassete e não me deu resposta nenhuma, na altura o director era o João Carreira. Fui a ORION e nem chegaram a receber-me.

Não desisti e continuei a trabalhar. Toquei na Igreja Manã com o Chico da Conceição entre 1998 e 2000, onde consegui compor uma boa parte da música gospel que até hoje é cantada naquela igreja.

Dessa experiência e da vontade de vencer, Kaliza diz ter tido a sorte de um dia a tocar na Avenida de Angola, aparecer Alexandre Mazuze que, imediatamente, apreciou o seu talento e convidou-lhe a trabalharem juntos.

Conta que Alexandre Mazuze tinha na altura muitos contratos nas casas de pasto e, portanto, precisava de alguém para se ocupar de alguns desses contratos. Um deles era no espaço FOFOCA do Sindicato de Jornalistas.

Enquanto ele tocava na vila da Moamba, no “Ka Pileca”, eu ficava no SNJ, isso em 2000/2001, onde acabei conhecendo o Nelson Maquile que me ajudou bastante. Aliás, cheguei aos MozPipa pelas mãos dele. Na altura, a banda tinha falta de um teclista com a saída de Carlitos para Portugal, nessa altura a banda tocava quase todas as noites no Tara.

Com os MozPipa realizou parte do seu sonho, participando na gravação do último CD da banda que graças ao seu envolvimento acabou sendo intitulado “Ecos do Zambeze”. No disco assina quatro composições (Minha Mãe, Tchisse, Txibua e Papo Furado), curiosamente as que popularizam a colectânea.

Porém, diz que não ficou totalmente satisfeito, sobretudo pelo facto de que nos MozPipa era simplesmente um instrumentista (teclista), mas na verdade o que ele gosta e quer é cantar, daí que decidiu abandonar a banda e seguir uma carreira a solo, cujas portas de sucesso foram abertas pelo músico Fernando Luís que lhe deu espaço para se apresentar no África-Bar.

Fernando Luís, na altura responsável da produção naquele local, deu-lhe oportunidade para fazer quatro shows. Aproveitando o sucesso das músicas de Oliver Muthukuzi, Kaliza apareceu no África-Bar com o projecto “Kaliza Canta Muthukuzi”. Mas, vendo que o jovem tinha talento e capacidade para sustentar o seu nome, Fernando Luís tirou “ ... Canta Muthukuzi”, ficando apenas Kaliza. E assim lançava-se um nome, um artista de talento, e abriam-se as portas para a concretização de um sonho e a continuidade de uma história de persistência na música. Mas, uma música feita de arte e de uma incessante busca de qualidade, fora do superficial. É essa a aposta de Kaliza.

  • João Fumo

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340 ml, Moreira and Stewart Sukuma not Cape Town Jazz Festival 2009

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Alexandre Mazuze no "Gil Vicente" : Esperava-se um pouco mais na noite dos 50 anos


FOI como um daqueles pratos de aspecto suculento que, servido à mesa, todos os comensais apressam-se a servi-lo, mas quando provado descobrem que falta-lhe algo para ser completo: é sal a menos? Faltou alho ou pimenta? A salsa e coentros estarão na medida certa? Será que faltou o vinho ou o vinagre no tempero? O prato é picante ou simplesmente não tem sabor? E no final, quase ninguém sabe explicar com exactidão o que efectivamente falta ao suculento prato...contudo, de uma coisa todos têm certeza: falta-lhe algum ingrediente, ou então teve-o a mais!

Tudo isto vem a propósito do concerto de gala havido sexta-feira no Café Gil Vicente, em Maputo, para celebrar os 50 anos de vida e 32 de carreira do veterano Alexandre Mazuze, o homem das "mil e uma vozes".

A noite era de glamour, com gente fina vestida a preceito. A plateia era maioritariamente composta por amigos e personalidades da praça.

Em palco a banda "Central Line" liderada por Humbe Benedito na viola-solo, Momad Amisse na bateria, Bonga no baixo, Zeca e Ruben nos teclados, e as coristas Mira e Marta, que impressionaram à entrada, demonstrando que a banda tinha ensaiado bastante com Alexandre Mazuze, que trouxe ao palco seus convidados, a Cintia e o Stewart Sukuma, cuja actuação acabou criando outro equilíbrio na noite. Não obstante toda essa consistência musical do "Central Line" e do Alexandre Mazuze, pairava naquela sala um clima de algo vazio e melancólico...Mazuze não pareceu em grande forma. A gala estaria aquém do aguardado? Até porque a sala do "Vicente" estava longe de estar cheia, embora fosse um público de qualidade, gente do "tipo seleccionada", aqueles que frequentam os hotéis e outros espaços por onde este belíssimo intérprete passou maioritariamente estes 32 anos de estrada.
Se a actuação de Mazuze, nalguns momentos nos pareceu fria, noutros o intérprete de Louis Armstrong, Dom William, Miles Davis, Ray Charles e mais libertou-se a todo o gás, justificando a enorme fama de ser um dos maiores intérpretes da actualidade na abordagem de marrabenta, blues, soul, fado, latino, merengue e outros.

O público esteve atento a cada movimento do aniversariante. Vestido a negro, Mazuze tinha a plateia a seguir-lhe a cada passo e não lhe pouparam as palmas quando a interpretação fosse admirável. Ainda assim, uma espécie de tensão pairava na sala de espectáculo e de vez em quando, Alexandre dialogava com a plateia, mostrando a outra sua veia de um bom comunicador. Comentou, por exemplo, a falta de seriedade por parte dos empresários ligados à área musical, dando a entender que não foram fáceis estes 32 anos de carreira num país que não valoriza os seus artistas. A parte final não poderia ser de outra forma: simplesmente emocionante. O Majescoral corou o aniversariante e a plateia ao cantar a canção "Vai com Deus" (transportando-nos momentaneamente para uma noite antecipada de natal) e ainda o tradicional "Parabéns a Você" distribuído pelas 14 vozes esculpidas entre sopranos, tenores, baixo e contralto.

Cinco bailarinas inspiradas na coreografia e indumentária típica da Companhia Nacional de Canto e Dança desceram o pano de um concerto que não foi propriamente uma noite de magia musical, embora com tanto glamour. Antes de abandonar o recinto, a plateia foi convidada ao corte de bolo temático (com guitarra e claves de som) exposto no átrio do "Gil Vicente". Entre beijos e abraços, o aniversariante embora descontraído, denunciava no semblante algo preocupado (?), de alguém que não terá atingido o clímax....Era a emoção e o peso dos 50!

ALBINO MOISÉS


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Stewart Sukuma no World Tour


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segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Karaboss de Duas Karas

Já está disponíve na loja A Garagem, o mais recente singke do Rapper Moçambicano, Duas Caras, com o título KaraBoss. O single traz muitas surpresas, para além, é claro, do hit KaraBoss, que conta com a participação do G2.

Dentro do gXtudio, no dia da criação do KARA BOSS, o novo single do DUAS CARAS com a participação e produção do g2 . . .

Mais informacao aqui no MUNDO DA FAMA

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Lizha James - Desentendimento

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Guell, uma voz irresistivel

Imagem: TVzine

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Guell é uma das mais lindas vozes moçambicanas



Guell é uma das mais lindas vozes moçambicanas, que surge no mercado discográfico pelas mãos de Julio Silva.

O seu album Chikwembo Suca tem sido das musicas mais piratadas e mais ouvidas de norte a Sul de Moçambique.

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Músico Paulo Flores leva "Ex-Combatentes" novo CD da trilogia ao Bela Shopping


O músico Paulo Flores estará domingo (23 Agosto) no Bela Shopping, em Luanda, para uma sessão de venda e assinatura de autógrafos do seu mais recente trabalho discográfico, a trilogia “Ex-combatentes”.
A intenção é, segundo fonte da instituição que avançou a informação à Angop, proporcionar a crianças, jovens e adultos a oportunidade de comprar a obra e poderem apreciar as suas músicas, que já fazem sucesso por toda Angola.“O Belas Shopping regozija-se por acolher este astro da música angolana e acredita que será um momento simbólico na carreira do artista dado o volume de pessoas que habitualmente frequentam o espaço”, reforça a fonte.
"Ex-Combatentes", é uma trilogia com três discos, nomeadamente “Viagem”, “Sembas” e “Ilhas”, tendo temas em que o artista procura trazer uma reflexão sobre o que sente perante as transformações que observa todos os dias da janela da sua casa. O CD traz a público 27 músicas (nove em cada disco), três dos quais roupagens de “clássicos” nacionais e de Cabo Verde e os restantes inéditos, que foram produzidos em Angola, Portugal e Brasil.
Paulo Flores, 37 anos, é natural de Luanda e começou a cantar em Portugal, aos 16 anos de idade. É embaixador da boa-vontade do PNUD e na sua carreira conta com 11 discos lançados, para além de várias participações em obras de músicos angolanos e estrangeiros.
fnt/Angop

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Gabriela - "A música é algo que está dentro de mim"

A Gabriela criou-se, como artista, também no grupo coral da Escola Portuguesa, para além de ter participado em festivais internacionais. Como isso influenciou sua carreira?Entrei para o grupo coral da escola quando sou que se ia realizar um concerto de Natal, faltava apenas uma semana. A música está dentro de mim, e sempre que havia um evento relacionado à musica eu me interessava em participar. Minha primeira experiência como artista eu foi em saraus de poesia promovidos pela Associação de Língua Portuguesa, em que eu cantava fado.

A Gabriela lança álbuns de 4 em 4 anos: 2001 – 100% Amor e Paixão, 2005 – Felicidade, e prevê-se que lance seu próximo álbum este ano. Porquê tanto tempo?Ainda não tenho a certeza que o meu próximo álbum saia este ano, embora haja essa previsão. Não me preocupo em fazer músicas num álbum só para preencher o espaço e as pessoas acabem gostando de uma ou duas músicas apenas. A minha preocupação é fazer música boa, fazer tudo para que o CD saia com qualidade, porque sinto que como artistas, nós temos essa responsabilidade.

Em algumas entrevistas ouvimos a Gabriela dizer que este será um verdadeiro “álbum Gabriela”. Porquê?Este será o primeiro álbum verdadeiramente Gabriela, porque traz estilos que me identificam. Nos meus dois álbuns anteriores fiz passada, por influência do Yeyé. O problema é que este não é um estilo que conheço muito bem, o que dificultava a autocrítica. Desta vez optei por fazer algo que eu conheço, que me identifica.

O amor no geral é um dos principais temas da sua música. Podemos esperar isso deste álbum?Este álbum também vai cantar o amor, as músicas que já saíram mostram isso, e as restantes vão seguir a mesma linha em termos de tema. O amor é chave de tudo, é ele que nos faz viver em sociedade, partilhar a casa, o escritório, a carteira na escola, enfim, o amor é a base de tudo.
Como funciona o processo de criação de suas músicas? Quem é o compositor as letras? A Gabriela tem a ideia da música e trabalha com seus produtores para desenvolver a ideia ou é o contrário?Dantes o Yeyé é que fazia tudo, compunha e fazia as instrumentais. Para o próximo álbum estou a trabalhar com uma equipa maior, dividimos o trabalho e cada um esforça-se em fazer da melhor forma a sua parte, o que enriquece o trabalho.

Dos seus primeiros álbuns e mais recentemente, das músicas Mina na wena, Longa estrada e ainda da sua actuação no MMA, vê-se que a Gabriela é uma artista versátil em termos de estilos musicais. Qual é o estilo que a identifica?Sim, o slow e pop rock são os estilos de que mais gosto, que me identificam, mas eu gosto de explorar também outros estilos. Isso faz também que descubramos nossas potencialidades noutros estilos, que é o que aconteceu comigo em relação ao Jazz. Quando me foi proposto fazer a versão Jazz do “mina na wena” fiquei um pouco surpresa porque era algo novo, mas descobri que este é um dos estilos no qual me sinto a vontade.

O seu vídeo mais recente, Longa estrada, é um tributo a Lurdes Mutola, e carrega uma mensagem muito forte. O que a motivou a gravar essa música?A Lurdes Mutola é uma heroína viva, elevou o nome nosso país e nós não podemos deixar morrer essa lenda. As pessoas não podemos acarinhar as pessoas que elevam o nome do país quando estão no auge. Fiz esta música a pensar também nas pessoas que lutam todos dias para alcançar seus objectivos, e quando estes são alcançados, aparecem logo outros.

A Gabriela tem levado a cabo projectos sociais. Pode nos falar um pouco mais do seu lado de responsabilidade social?Tenho projectos na cadeia feminina, especialmente com as crianças que lá estão. Visito a cadeia nas datas festivas, procuro passar o meu calor, acarinhar, fazer o que posso para lhes dar o meu apoio. Estou também a trabalhar com a Associação de Luta contra o Cancro, e em parceria com a Sra Esperança Mangaze, compramos alguns quadros feitos por crianças com cancro, como forma de ajudar as crianças que estão internadas e precisam de apoio de todos nós.

Para terminar, que mensagem gostaria de deixar para aqueles que acompanham seu trabalho?Começar por agradecer pelo apoio dos que acompanham meu trabalho, porque sem eles eu não seria a Gabriela cantora, e eu prometo continuar a trabalhar para trazer coisas sempre melhores.
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Eduardo Paím prepara novo disco com o título "Massambissambi"

O músico angolano Eduardo Paím prevê lançar, ainda este ano, no mercado, um disco com o título "Massambissambi" e uma colectânea de sucessos antigos, anunciou o cantor.

Em entrevista à Angop, o também produtor musical esclareceu que o disco comportará doze faixas musicais inéditas, enquanto a colectânea terá dez, incluindo dois temas novos.

Quanto aos estilos que incluirá no novo CD, o instrumentista indicou o kizomba e o semba, como géneros preferidos, porque tenciona que o mesmo seja "parecido ao Eduardo Paím de outros tempos".
Hoje, tenho a obrigação de cumprir não só com minha inspiração, mas também com a sensibilidade dos meus admiradores, disse, argumentando que "quando um musico já definiu estilos não é muito bom que fuja completamente", sublinhou.

Eduardo justificou que as versões de músicas antigas surge para a satisfação dos seus fãs, muitos dos quais não tiveram a oportunidade de obter esses trabalhos.
Quanto a produção, o criador do género kizomba, disse que conta com a colaboração de outros criadores, sem contudo mencionar nomes.

Há uma série de jovens que eu particularmente admiro, reconheceu, e pude trocar impressão técnica com alguns deles para participação na composição, criação, concepção de arranjos ou na composição de letras.

Quanto aos estúdios "EP", sua pertença, o músico fez saber que tem previsto a curto prazo a actualização dos recursos técnicos e a sua reestruturação.
"Estamos a fazer adaptações", disse, antes de reconhecer que na altura eram os únicos, e os trabalhos eram constantes, agora "temos que concorrer com os outros e isto tem que se fazer sentir na qualidade dos trabalhos, porque agora estamos mais virados na caça de talentos”.

General Kambuengu, como também é conhecido nas lides musicais, tem participações em vários discos de artistas nacionais e não só e conquistou três discos de ouro em Portugal, pelos seus sucessos musicais. Tem publicados sete discos, entre os quais “Luanda Minha Banda”, “Do Kaiaia”, “Mugimbos” e “Maruvo na Taça”.
Fonte Angop

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