sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Costa Neto faz furror na Europa


"... Ser quem sou.
Sem ser o que seria
Se fosse o que devia ser..."
Costa Neto"
Kanimambu" (Obrigado)




Filho de um faroleiro e de mãe doméstica, Costa Neto nasceu em 1959 no dia 5 de Outubro às 00,00 horas, no último edifício a sul de todo o território de Moçambique, o farol da Ponta do Ouro, na montanha onde o seu pai se encontrava destacado.



Entrou para o ensino primário em 1965 numa missão católica colonial portuguesa em Matutuine, Moçambique.



Em 1970 ingressou num seminário também católico, e em 1971, no ensino oficial secundário na cidade de Maputo, então Lourenço Marques, ainda sob domínio português.
Em 1974, após a revolução portuguesa, interrompe por um ano os estudos, e esta disponibilidade de tempo permite-lhe iniciar-se como autodidacta na música.



Em 1976, pós-independência, regressa à escola, seguindo o ensino técnico, e desiste dos estudos em 1980,recusando-se a um encaminhamento oficial obrigatório à carreira docente. Desde então dedica-se exclusivamente à música, ingressando no mesmo ano no "Grupo 1" de música ligeira moçambicana.



Em 1981, funda com companheiros seus o grupo musical "M'bila", um dos grupos que mais revolucionou a música urbana moçambicana, o qual dirigiu até à sua extinção em 1988. Entretanto, o seu primeiro grupo musical fora o "ABC 78", cujo nome foi por si sugerido aquando da sua fundação em 1978.



Em 1983 é-lhe incumbida a responsabilidade de director interino do Clube da Juventude de Maputo, o centro mais regular na promoção do entretenimento durante todo o período da guerra civil pós-independência, onde se encontravam também baseadas as actividades do seu grupo "M'bila".



Em 1988 parte para Portugal numa digressão, onde decide ficar e residir para dar continuidade à sua carreira artística, o que lhe acarretou enormes dificuldades nos primeiros anos da sua estadia.


Com sentido de solidariedade, envolve-se com artistas oriundos de todos os outros países lusófonos, entre eles alguns dos mais conceituados nos seus países de origem, com muitos dos quais mantêm relações excelentes de camaradagem e amizade, o que lhe inspirou a criar em 1996 o projecto "FAZER", patrocinado pelas Nações Unidas, que envolvia a grande maioria dos músicos africanos residentes em Portugal, para além de personalidades e outras instituições que se solidarizaram com o projecto.



No ano 2000, abalado com a catástrofe das cheias na sua terra natal, Moçambique, escreve e canta o "Sinónimo Vida", que se tornou na prática o hino das vítimas da tragédia, projecto este, que viria mais tarde a ser editado em "Cd single".



Em 2001 marca o início da sua carreira a solo com a edição de "PROTOTYPUS", que se sugere ser um contributo ao desenvolvimento e divulgação da cultura moçambicana e africana em geral, no mundo.



Do álbum "PROTOTYPUS", foram selecionados temas originais como "ÚÈ MWANÊ" para a colectânea pan-africana "MOTHER AFRICA", e "KIKIRIGÔ" para a primeira colectânea da "MÚSICA DA CPLP".



Considerado por muitos como o mais fiel intérprete da música Moçambicana na Europa, tem sido por isso convidado a representar o seu país em alguns dos mais mediáticos eventos onde se requer a presença da cultura moçambicana, destacando-se a participação no concerto de encerramento da conferência "GALEGO EM PÓ" em Santiago de Compustela, Galiza, a participação em três edições do festival "PORTAFRICAS", o encerramento das comemorações em Roma do 10º aniversário dos acordos de paz de Moçambique, a representação de Moçambique no festival "ENCONTROS LUSÓFONOS", em Lisboa, 2004, a participação no concerto "MUSIC AFRICA" em Roma, 2006.



JAZZ COM TRAVO AFRICANO NO PROJECTO LISBOA-MAPUTO-BERLIM


Cinco músicos de Portugal, África e Alemanha juntaram-se num projecto musical inédito, o Lisboa-Maputo-Berlim, que cruza jazz, electrónica e os sons quentes da cultura africana.
Lisboa-Maputo-Berlim, um desafio lançado pelo Instituto Goethe, foi apr esentado hoje em Lisboa, num ensaio aberto à comunicação social que serviu de ap eritivo para o concerto de estreia do grupo agendado para 17 de Março, no Centro Cultural de Belém.



O projecto é liderado pela cantora de jazz alemã Céline Rudolph, que as sina a direcção artística, e integra o baixista guineense Gogui, o baterista moç ambicano Chico Fernandes e os portugueses Ruben Alves (piano) e João Gomes (tecl ados e laptop).
Este encontro artístico surge de um desafio lançado pelo director do In stituto Goethe, Ronald Gratz, que viu em Lisboa a cidade ideal para acolher o pr ojecto.
A ideia, explicou Ronald Gratz à agência Lusa, era criar um diálogo de culturas entre a Alemanha e Portugal, onde acabou por sobressair uma "importante imigração estética de África".
"Só fazia sentido ter este projecto aqui, porque alguns dos melhores mú sicos africanos estão cá", referiu Gratz, director do Instituto há pouco mais de um ano.
No ensaio, junto do piano de Ruben Alves, Gogui e Céline Rudolph acerta vam compassos e ajustavam palavras acabadas de compor por Kalaf para "Metamoflor es", um dos cinco temas já alinhavados pelo grupo.



Chico Fernandes experimentava os ritmos da bateria, enquanto João Gomes soltava do portátil alguns dos sons, de pássaros e de risos de crianças, recolh idos nas ruas de Berlim.
Os músicos foram todos escolhidos por Céline Rudolph, depois de ter pas sado uma temporada em Lisboa a sentir de perto a vida cultural na capital.
"Fui a clubes e salas de espectáculo para ver concertos e percebi que a cena musical lisboeta é muito rica e tem muito bons músicos", referiu a cantora à agência Lusa, lamentando o facto de ter sido obrigada a escolher.
"Mesmo que quisesse, não podia fazer uma orquestra africana", exclamou.
No espectáculo de estreia, a 17 de Março, o Lisboa-Maputo-Berlim irá to car cerca de doze temas, entre originais e versões e até um fado, como explicou Céline Rudolph.



Ao vivo serão tocados, com um "toque de jazz", temas de Mozart e Beetho ven, Thelonious Monk, dois temas compostos por Céline com poemas de Fernando Pes soa e o fado "Meu Amor, Meu Amor", interpretado por Amália Rodrigues.
Por fazer "Música para o mundo", o projecto Lisboa-Maputo-Berlim irá re velar-se também no Porto, em data a anunciar, em Joanesburgo (02 de Setembro), M aputo (04 e 05 de Setembro) e São Paulo, Brasil, (Outubro).



Em 2008 estão previstas actuações em Berlim e novamente em Lisboa, com quatro apresentações em Fevereiro desse ano no Teatro São Luiz.
Em todos estes concertos, o grupo contará com a participação de vários convidados locais.
Em Lisboa estarão o angolano Kalaf, dos 1-Uik Project, o baterista N`Du (Angola), o tocador de Kora guineense Galissa, o percussionista são-tomense Mick Trovoada e o guitarrista Costa Neto.
Para o próximo ano espera-se ainda, segundo o director do Instituto Goe the, a gravação em estúdio de um disco dos Lisboa-Maputo-Berlim com selo da Enja Records.
SS.


video





CONTACTOS
Tlm. (+351) 962616562
E-mail: info@costaneto.info
Site: http://www.costaneto.info/

Projecto Lisboa-Maputo-Berlim

1 comentário:

Anónimo disse...

Maningue Nice.