Cada um com os seus motivos, estes três nomes marcam, sem dúvida, uma forma de estar e de ser na música moçambicana. O que faz deles grandes, é que, para lá de gostar ou não dos seus trabalhos ou das suas personalidades, conseguem atingir o estatuto de artistas por um motivo muito maior: ninguém fica indiferente perante a sua presença.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
Diario de Uma Irreverente (Part 2)
Cada um com os seus motivos, estes três nomes marcam, sem dúvida, uma forma de estar e de ser na música moçambicana. O que faz deles grandes, é que, para lá de gostar ou não dos seus trabalhos ou das suas personalidades, conseguem atingir o estatuto de artistas por um motivo muito maior: ninguém fica indiferente perante a sua presença.
Big Nelo apresentou ontem single promocional "Karga"
Cantor angolano Big Nelo "A produção do single está praticamente concluído. Estive recentemente em Joanesburgo, África do Sul, onde pude efectuar os últimos acertos, nomeadamente a mixagem, mistura e edição", apontou.
Noite africana que se foi...
Suzana ganha disco de Platina em Mocambique
Nos ultimos dias, Suzana visitou Mocambique no ambito da promocao do seu quarto album com o titulo “Saida”. Ela fez aparicoes em cinco programas de televisao, incluindo o popular Estrela Pop, a versao "Afro-Portuguesa" do Idols, assistido por dezenas de milhares de pessoas.
Durante a sua estadia em Mocambique, foi gravado um video que sera editado no seu mais recente single "Taxi". Todas as cenas foram gravadas em Maputo e seus arredores.
Ziqo Recorda casal Lhongo
A ideia desta singela homenagem pertence ao músico Ziqo que em coordenação com a família do casal e a editora Glob Music, pretendem relembrar a vida e obra deste casal mítico que assinou o seu nome com letras de ouro no panorama da música moçambicana.
Numa breve entrevista ontem com o “Notícias” o músico Ziqo refere que a homenagem prende-se com o facto de este casal ter marcado significativamente a geração de cantores da sua geração e não só. “Eles são os ícones da nossa música. E com esta cerimónia pretendemos dizer a todos que eles marcaram musicalmente as nossas vidas. Todos nós guardamos a sua memória e respeitamos a vasta obra que produziram e deixaram para o povo moçambicano. Eles foram e continuam a ser grandes. Basta olhar para a sua discografia para ver que todos os seus álbuns alcançaram grande sucesso de venda, desde Sibô, Drenagem, Toma que te dou, Alfandega, Mozal, Zabelani, Sifa Zighlile.
“A Zaida é que é a verdadeira diva da marabenta”, ajuntou sublinhando que “não pretendo quero abrir um debate polémico, quanto a essa questão, mas pessoalmente, tenho em Zaida a nossa diva. Ela foi uma das vozes mais populares que o país nasceu”.
Para ele, é importante que os fãs, admiradores, artistas e o público em geral participem dessa pequena homenagem de deposição de flores hoje no “Lhanguene”, pois este casal merece o nosso encurvamento. Tiveram vida curta, mas vivida com intensidade.
Zaida Lhongo, carinhosamente chamada por “Zaidainha” morreu a 4 de Junho de 2005 no Hospital Central de Maputo, vítima de doença. Companheira de Carlos Lhongo, era uma frequentadora tempestuosa dos palcos. As suas actuações atraíam multidões, graças à coreografia que tanto tinha de erótico como de espectacular.
No dia do seu funeral, Maputo e arredores ficou paralisada. “Meio mundo” acorreu ao Cemitério de Lhaguene para prestar a sua última homenagem na sua qualidade de “heroína do povo”, uma figura lendária que nasceu em Chonguene, província de Gaza e por mérito próprio conquistou o estrelato.
Um ano depois, o companheiro Carlos Lhongo acometeu-se de uma doença que o deixou debilitado. Nalgum momento recebeu tratamentos na África do Sul e acabou por perder a vida no Hospital Central de Maputo a 2 de Julho de 2006.
Depois da morte do casal, foram feitas algumas homenagens póstumas, incluindo a edição de um “best of” sobre o vasto repertório do casal.
Neste momento, Ziqo está a produzir o álbum da jovem Tânia, filha do casal Lhongo.
segunda-feira, 21 de julho de 2008
Internacionalizar a música depende de produção séria
Feliciano dos Santos, lider dos MassukosMassukos é actualmente uma das bandas – senão mesmo a única – de maior projecção no estrangeiro. Paradoxalmente, localmente este agrupamento não tem aparecido em concertos badalados, sobretudo nas cidades de Maputo, Beira e Nampula. Localmente, a sua intervenção situa-se mais a concertos nas comunidades, onde grande parte das vezes não chega a pedir dinheiro por isso. E ao realizar estas acções nas comunidades, os Massukos tem em conta que, por um lado, estão a prestar aquilo que é um trabalho com grande impacto social, e, por outro, sabem que é lá onde colhem matéria-prima para as suas ferramentas musicais. Nas comunidades está o poço da vida, onde bebem toda uma experiência e que depois a transportam para o mundo. Com qualidade.
E quanto à música moçambicana, Feliciano dos Santos, líder dos Massukos, acredita que para isso tem que se apostar, primeiro, num trabalho de base bastante sério. Apostar na seriedade. Porque só uma acção séria é que nos vai permitir atingir as nossas aspirações, e deste modo projectarmos a nossa música moçambicana, que têm qualidade. A internacionalização depende disso.
Feliciano dos Santos ganhou recentemente um prémio milionário (150 mil dólares americanos) pela sua actuação, com a Organização ESTAMOS em trabalhos ambientais e de melhoramento das condições de vida das comunidades. Com a “ESTAMOS”, situada na província do Niassa, a sua intervenção situa-se mais no melhoramento das condições sanitárias, água potável e HIV/Sida.
Em entrevista ao nosso Jornal, Feliciano dos Santos fala dos Massukos e dos festivais em que a banda vai participar na Inglaterra, mas também da relação que a sua banda tem com as comunidades.
- Até que ponto a música ajuda nas questões que tens desenvolvido para as comunidades?
- Eu acho que ajuda bastante. Eu sempre fiz combinação do trabalho com a música. Vamos às comunidades e fazemos concertos. É muito normal a gente recusar concertos de ir tocar em Maputo, em Nampula, e exigirmos condições boas. Mas, nós nunca recusamos ir tocar naquelas comunidades, e isso porquê, porque temos um compromisso social com as nossas comunidades. Não é porque a gente ganha dinheiro quando faz isso, temos apenas um compromisso social e cultural. Mas também nós sabemos que é ela onde a gente vai buscar aquilo que faz de nós sermos a banda que somos. Nós como banda, o que produzimos bebemos lá nas comunidades. E quando vamos trabalhar nas zonas do interior sabemos que a música tem um potencial bastante bom. E também ficamos satisfeitos quando vemos as pessoas a delirarem com a nossa produção. Trocamos experiências, porque nós damos o que somos capazes de fazer com instrumentos modernos, e eles nos oferecem o que fazem a partir dos instrumentos tradicionais. Porém, o que fazemos depois é juntar esses dois elementos.
- Mas como é que interpreta a música tradicional?
- Na vida aprendi que é muito difícil fazer uma música tradicional sem mensagem. Se estou errado podem me corrigir. Mas, eu não sei se existe música tradicional sem mensagem. Mas há muita música moderna sem mensagem. Mas música tradicional, aquela lá dos nossos velhos sempre se cantou com mensagem. Mesmo que essa mensagem seja para gozar alguém, mas sempre teve mensagem e é de grande impacto. Então, isso é porque a música tem poder de influenciar, tem poder de mudar as pessoas. É uma grande terapia.
- Uma coisa que nos pode dizer é: hoje os Massukos tem uma projecção internacional que é algo interessante, mas eu gostava me respondesse como é que nós podemos conseguir internacionalizar a música moçambicana com mensagem?
- Essa pergunta é muito interessante. Pela experiência que eu tenho e dos lugares que nós já tocamos só posso dizer que Moçambique tem um espaço grande lá fora. E hoje em dia os ouvidos dos vários países desenvolvidos já estão saturados de um género musical. Já estão saturadíssimos. E precisam de coisas novas, e Moçambique tem muita coisa nova para oferecer ao mundo. O mais importante é que as pessoas tem que perceber que precisam de produzir música moderna com mensagem. Porque as pessoas têm a concepção de que a música que as bandas como Kapa Dêch e os Timbila Muzimba tocam é tradicional é errada. É errada mesmo. Porque nós temos que nos perguntar, afinal o que é o moderno e o tradicional. O moderno é o inovativo. Se nós olharmos para a história, veremos que a era Moderna foi buscar tudo da Grécia e transformou, deu as suas inovações. Eles foram buscar o tradicional e foram dar um cunho novo e ficou moderno.
- Quanto ao nosso caso, há possibilidades disso?
- Sim. E o que nós fazemos como Massukos é ir buscar o que de bom tem o tradicional. Aquilo que os nossos velhos tem e colocamos inovações. E quando colocamos elementos novos isso fica moderno. Com esses elementos, onde a base tradicional está patente, projectamo-nos. E é essa música que nós temos que apresentar aqui no país e no mercado internacional. Nós temos esse espaço, e é um espaço muito grande.
- Como é que enquadra a questão dos festivais?
- A única maneira que temos de internacionalizar a nossa música é também abrir espaços, ter contactos, procurar editoras sérias, bater portas certas. Nós este ano vamos tocar num dos maiores festivais de música do mundo. Quem vai estar lá são músicos como Jay-Z. Vão estar lá grande nomes, e isso para uma banda como os Massukos é muito bom, embora tenha que dizer que se calhar não sejamos tão bons como os Kapa Dêch, por exemplo, que tecnicamente toca bem, como os Timbila Muzimba, que tecnicamente são bons executantes. Mas o mais importante é saber bater a porta certa na hora certa. Isso é muito importante.
- Há uma coisa que eu consigo perceber no seu discurso, que é estar a querer dar a entender, mais do que nunca, que neste processo de trabalhar o moderno há que haver também muita seriedade da parte dos próprios músicos, dos artistas.
- Mas, sem dúvidas. Seriedade é uma coisa que é muito importante. Quer dizer, hoje, como dizia o Marcelo – um amigo meu e produtor de vídeos – basta ter óculos escuros e dois brincos para se considerar músico. E eu concordo com ele. O importante é que há espaço para todo o tipo de músicos, houve uma entrevista na qual me perguntavam sobre o conflito de gerações e eu dizia que, para mim, o conflito de gerações é uma coisa que nós não podemos discutir. Não devemos discutir isso, mas sim discutir coisas que vão contribuir para o melhoramento da nossa música e há espaço para todos, para todo o mundo e de todas as idades, jovens, velhos. Porque se formos a perguntar qual é, por exemplo, a idade de músicos como o Jay-Z, vamos descobrir que são da nossa idade. E há outros que são velhos, mas são pessoas que trabalham seriamente, produzem música séria e a sério. E o importante é que as pessoas devem perceber que precisam de produzir música a sério, a sério e com mensagem.
- O prémio que ganhou abre-lhe portas. Que projectos existirão a nível da organização e também na componente musical?
- Há muitas portas que foram abertas com este prémio. Tanto para o grupo, como para a organização. Agora existe um desafio bastante grande que é antes de ganhar o prémio já tinha conseguido um emprego fora de Moçambique. Devia começar a trabalhar como gestor regional de um projecto internacional. Gestor regional para África e Ásia, mas agora veio o prémio. E isso coloca o grande desafio de se devo ficar ou devo ir, mas esta é uma resposta que eu não posso dar agora, mas devo dizer que há muitas portas abertas para o grupo, mesmo sem a minha presença, e há muitas portas abertas para a organização mesmo sem a minha presença, porque afinal o nome do grupo e da organização estão espalhados pelo mundo fora, então há espaços para trabalharem, mesmo que eu não esteja. Então, é provável que eu tenha que decidir que vou sair...
- Mas, o sair significará um sair em definitivo, portanto, um abalar?
- Não, não significa isso. A ter que sair vou continuar a prestar todo o meu apoio a banda e a organização, e se calhar pode ser uma melhor porta o facto de eu estar fora. Isso, se calhar pode trazer mais melhores oportunidades ao grupo e a organização.
MASSUKOS E OS GRANDES FESTIVAIS
Agora decidimos que é preciso trabalhar com afinco, para podermos responder com responsabilidade aos compromissos muito sérios que temos para 2008.
De acordo com o líder da banda, os Massukos chegam a Londres a 19 de Junho próximo, devendo actuar no dia 21, no África Oye Festival de Liverpool, para no dia seguinte tomarem parte no África Oye Festival de Glasgow. O ponto mais alto da digressão será no dia 28, com a actuação no Glastonbury Festival, uma das maiores festas de música internacional que marca o Verão na Inglaterra. A última actuação será a 12 de Julho no Croydon Summer Festival, na cidade de Londres.
Feliciano dos Santos disse que estão a trabalhar na perspectiva de aproveitarem a sua presença na Europa para gravar mais um disco, mas isso vai depender da disponibilidade de tempo. Além dos quatro concertos já confirmados, irão também participar noutros eventos em escolas e outras instituições no âmbito da sua intervenção social, estando agora a trabalhar ao pormenor toda esta agenda justifica a preocupação que há de afinar o grupo ao pormenor.
Video de Ghorwane & Co. - Mocambique Que Sai do Chao
Ghorwane & Co. - Mocambique Que Sai do Chao.
Leia Mais…No concerto “46664” dos 90 anos : Mandela apela aos jovens a lutar contra a SIDA

O ANTIGO presidente sul-africano Nelson Mandela apelou sexta-feira à nova geração para abraçar a sua luta contra a doença ou a opressão no mundo, durante um mega-concerto em Londres para festejar os seus 90 anos.
Muitos artistas de renome e cerca de 50.000 espectadores participaram neste concerto em Hyde Park, que visava também recolher fundos em favor da sua fundação contra a SIDA.
O cartaz reunia nomeadamente Amy Winehouse, o Grupo Queen, acompanhado de Paul Rodgers, Zucchero, Joan Baez ou os Sugababes. Foram vendidos 46.664 bilhetes, um número correspondente ao número prisional de Mandela, que passou 27 anos encarcerado.
No meio do concerto, de três horas e meia, o antigo presidente sul-africano, todo vestido de negro, discursou para exortar o mundo a prosseguir a sua missão.
Apoiando-se numa bengala e ajudado pela mulher, a ex-primeira-dama moçambicana Graça Machel, um Mandela sorridente e de ar frágil avançou com um passo lento e hesitante até aos microfones, sob os aplausos da multidão, que entoou depois "Happy Birthday". Mandela completa 90 anos a 18 de Julho.

O antigo prisioneiro das cadeias sul-africanas declarou-se "honrado" por estar de regresso a Londres 20 anos depois de um "concerto histórico" em que apelara para (a nossa) libertação". As vossas vozes atravessaram os oceanos e inspiraram-nos nas nossas longínquas celas".
“Mas mesmo que hoje festejemos, lembremo-nos de que a nossa obra está longe de estar terminada", vincou, cercado pelos artistas que participaram no espectáculo.
"Lá onde reina a pobreza e a doença, incluindo a SIDA, lá onde os seres humanos são oprimidos, há ainda trabalho a fazer", advertiu, apelando para apoiarem a sua associação "46664" de luta contra a SIDA. "Queremos a liberdade para todos".
"Dizemos esta noite, após cerca de 90 anos de existência, que é tempo que novas mãos levantem este fardo", exortou Mandela.
"Isso está nas vossas mãos, agradeço-vos", concluiu, fortemente ovacionado.
Saudou depois a multidão, como lhe sugeria a mulher, Graça Machel, antes de se afastar, apoiando-se no seu ombro.
Durante um jantar de beneficência quarta-feira em Londres, Mandela surpreendeu ao romper um silêncio de vários anos sobre o Zimbabwe. O herói da luta contra o “apartheid” denunciou então o "trágico falhanço da direcção" deste país dirigido por Robert Mugabe.
Apesar de estar retirado da vida política e da sua saúde frágil, Mandela continua a fazer campanha pelo mundo a favor da sua luta contra a SIDA.
Quatro concertos "46664" foram já organizados, o primeiro em 2003 no Cabo, e depois outros em George, na África do Sul, em Madrid e em Tromso, na Noruega.
Fonte: Jornal Noticias
segunda-feira, 14 de julho de 2008
Constancio lanca "Papa"
Questionado se não teme de ser mal interpretado um posicionamento regionalista, o cantor observou tratar-se de um facto inegável que assenta na base de constatações directas, de alguém que trabalha na área. “Por exemplo, na Beira, quantos músicos vem actuam aqui em Maputo, tirando os Djaakas? O mesmo acontece noutros pontos do país. Todavia, quase todos os cantores da capital do país desloca as restantes províncias, isso não mau, mas sinto que deveria haver mais entrosamento entre todos os músicos”, anotou.
V FESTIVAL NACIONAL DE CULTURA (4)
Arrancou segunda-feira na cidade de Nampula a fase provincial de apuramento dos artistas que representarão aquele ponto do país na fase final do V Festival Nacional de Cultura, que terá lugar em Julho em Xai-Xai. Participam no evento cinco grupos de música, dança e teatro, integrando um total de 600.
Dados avançados na cerimónia de abertura da fase provincial de Nampula, orientada pelo governador Felismino Tocoli, indicam que os participantes provêm dos 22 distritos da província. Destes, apenas 60 serão apurados para a fase nacional do festival.
Os responsáveis governamentais locais apelaram aos artistas para que se empenhem no máximo agora e depois para que se possa apurar realmente os melhores para a fase nacional e que nesta Nampula seja condignamente representada.
Os representantes de Nampula na fase nacional do V Festival Nacional de Cultura deverão ser conhecidos no próximo fim-de-semana.
Para além de competições artísticas, o decurso da fase provincial de apuramento está também a ser marcada por demonstrações de gastronomia da província.
segunda-feira, 7 de julho de 2008
V FESTIVAL NACIONAL DE CULTURA (3)
Reconheceu, no entanto, que existem um pouco por todo o país muitos grupos fortes e capazes de fazer face ao conjunto da Munhava Matope. Mas, para ele, o mais importante é fazer do evento um momento de promoção da unidade nacional e trazer à ribalta o potencial cultural existente em Sofala e no país como um todo.O mesmo sentimento foi expresso pelo director artístico do grupo teatral Haya- Haya, Lúcio Chiteve. Este artista disse que a sua “turma” vai novamente exibir a peça “Cabra Cega”, que garantiu a sua transição à fase nacional. Para tal, o conjunto já iniciou com os preparativos para, igualmente, reeditar o sucesso efectuado com este trabalho no penúltimo Festival D’Agosto, em Maputo.
“Recebemos algumas críticas de alguns espectadores na fase provincial. Por isso, estamos a fazer algumas emendas para melhorara a nossa prestação em Xai-Xai”, referiu.“Cabra Cega” já fez também muito sucesso em muitos eventos promovidos em Sofala. É uma peça que trás à ribalta o lado negativo dalguns ritos de purificação de viúvas feitos um pouco por todo o país, com destaque para as regiões centro e sul.Com efeito, Chiteve considera oportuno a sua exibição na derradeira fase do V Festival de Cultura, o que poderá contribuir de alguma forma na redução destes fenómenos. Acredita que o facto de estarem presentes em Xai-Xai compatriotas (artistas, dirigentes e espectadores) de todas as províncias do país deve ser encarado como uma oportunidade de ouro para fazer passar a sua mensagem.
JÚLIA DUARTE OPTIMISTA
Contudo, o chefe do Departamento de Acção Cultural na Direcção Provincial de Cultura em Sofala, Domingos Zacarias, apontou que o seu sector já está a trabalhar para que dentro de dias, na Beira, arranque o ensaio conjunto dos apurados para a derradeira fase do V Festival Nacional de Cultura.“Teremos uma semana de preparação conjunta para harmonizar a nossa exibição, que terá a duração de 45 minutos para todas as expressões artísticas, com excepção do teatro.
EDUARDO SIXPENCE
Video Track Records - Whos The Best Videos
Track Records - Whos The best Videos
Leia Mais…O Diário de uma Irreverênte (Part 1)
“I feel like role models today are not ment to be perfect,
Comecei por apresentar as coordenadas do evento que me serve de pretexto para este pequeno artigo por acreditar que ele pudesse ter acontecido em qualquer outra parte do mundo. Mas foi aqui: em Maputo. Em Moçambique. Num Moçambique colectivamente ferido pela traição de um vizinho mais forte de quem esperávamos protecção e não agressão.
O Coconuts Live viveu mais uma noite para lembrar. Uma noite concebida pela Bang Entretenimento, para celebrar o lançamento do livro da Dama do Bling, intitulado Diário de uma irreverente.
O motivo que me leva a escrever não é a inspiração que tal noite me possa ter proporcionado. Mais do que inspiração, foi uma noite de transpiração. Transpiração por diversão, da parte do público que se fez presente, e transpiração de trabalho, por parte dos produtores. Na verdade, escrevo para celebrar o orgulho que senti por ver a área de organização de eventos moçambicana dar um passo adiante, no que diz respeito à qualidade do trabalho e do produto final.
Com uma casa cheia, foi apresentado um verdadeiro espectáculo de entretenimento. O que surpreende muita gente é a aderência que este tipo de eventos tem. Alguns intelectuais, por vezes pseuso-intelectuais, questionam-se sobre qual a explicação da preferência do público por eventos de menor (dizem os mesmos) cariz cultural face a eventos culturalmente mais enriquecedores (seguindo o mesmo fio de pensamento). A verdade é tão simples que chega a ser absurda: porque é mais fácil. É mais fácil sentir que pensar. É mais fácil olhar do que ver. É mais fácil escutar do que ouvir. O sucesso deste tipo de eventos deve-se à compreensão do sogredo mais importante do marketing: dar ao público o que o público quer. E, muitas vezes até, o segredo se assume como mais profundo e passa por dar ao cliente “aquilo que nem ele sabe que precisa”, como li algures...
Faleceu Victor José
Foi no meio de muita comoção, consternação e lágrimas que familiares, colegas er admiradores cumuns foram acompanhar o finado à última morada.
A cerimónia fúnebre, bastante concorrida, ficou marcada pela presença de jovens apresentadores de rádios e televisões bem como músicos da praça. Também fizeram-se presentes algumas individualidades do panorama sócio-cultural da capital moçambicana.
O malogrado perdeu a vida quando se dirigia a Rádio Moçambique (RM) onde diariamente apresentava mais uma edição do seu programa “Bom Cidade”.
O seu corpo foi encontrado no interior da sua viatura entre a Travessa de São Pedro e a Rua Rainha Santa, no Bairro da Malanga, para onde se supõe que tenha entrado à procura de ajuda quando começou a sentir-se mal vindo de sua casa, no município da Matola.
Ele era um profissional da área de entretenimento, tinha uma característica única de ser na apresentação de seus programas, o que lhe conferia uma distinção e audiência individual.
O malogrado popularizou-se na década de 90 com a promoção do Maputo em Movimento, um rol de espectáculos de bairros que visavam a promoção da música ligeira moçambicana.
Foi nesses programas que ele “descobriu” o talento da cantora Zaida Lhongo, “a Zaidinha” e do cantor Eugénio Mucavele, “Male ya Pepha”, ambos também falecidos, só para citar alguns. Ele projectou vários nomes anónimos do panorama da música moçambicana, com particular realce para a cidade de Maputo.
Posteriormente seguiu-se a apresentação de programas radiofónicos e televisivos que acresceram a sua popularidade, entre os quais Sabadão e Tudo ao Domingo, na Televisão de Moçambique (TVM) e no Calor da Noite, na Rádio Moçambique.
segunda-feira, 30 de junho de 2008
MP3 de Hip Hop Disponivel...
Publicada por Dino Cross
V FESTIVAL NACIONAL DE CULTURA (2)
Foi um apuramento que não surpreendeu a ninguém, devido à invulgaridade do tipo de instrumentos usados, para além de ser raro encontrar grupos que o pratiquem a dança e toquem aqueles instrumentos. É deste modo, que a província de Inhambane está apostada em conseguir uma classificação cimeira com grupo de Cabaças de Morrumbene.
Além deste grupo, como não deixaria de ser, a timbila de Zavala, que antes do festival de Xai-Xai será reconhecida num festival internacional a ter lugar na Vila de Quissico, local já catalogado como a “capital internacional da timbila”, segue viagem, mas desta feita não com o professor Venâncio Mbande, mas com novos valores que despontam. São novos guerreiros provenientes do Timbila ta Muane, um agrupamento jovem que há longos anos tem vindo a dar cartas de ser grande promessa, não só para a província de Inhambane, mas para o país inteiro.
Vitória Jacob, a autora de “Xicatau”, música que já atingiu a final do Top-Ngoma, será a embaixadora de Inhambane no que tange a música ligeira. Vitória Jacob vive na região de Mahangue, no distrito de Morrumbene, sua terra natal onde de vez em quando canta em clubes nocturnos convidado por amigos.
A cantora é actualmente membro do Conselho Consultivo do distrito de Morrumbene pelo facto de ser presidente de uma associação agrícola. No festival província que teve lugar na chamada terra da boa gente enfrenta grande oposição da Rainha Avelino, outra cantora que decidiu fazer as malas e fixar-se em Vilankulo. A nova música desta, “Vilankulo, Minha Terra”, não suplantou nem Vitória nem mesmo ao Mr. Nandolas de Jangamo, que em tempos trabalhou com Xidiminguana e que conseguiu estar entre os três primeiros classificados, incluindo o já conhecido Alicino Margarida, que igualmente segue viagem para Gaza em Julho.
Chigubo de Tambajane (Morrumbene), Xitende de Inharrime e Xitende da Massinga, mais grupos de canto coral de Vilankulo, Inhassoro e Maxixe, para além de alguns artistas plásticos, de moda, artesãos completam a lista dos grupos culturais que a província de Inhambane apurou no último fim de semana num grande festival realizado na capital provincial.
Todos os apurados dos distritos deram o seu máximo para conseguirem a pontuação máxima, que daria acesso à fase final do Festival Nacional da Cultura que Xai-Xai já prepara.
Pedro Baptista, director provincial da Educação e Cultura de Inhambane, disse no final de evento que Inhambane é detentora de um vasto património cultural e que não seria possível levar todos grupos para o festival nacional.
Participaram nesta fase provincial vinte e dois grupos com cerca de seiscentos artistas.
VICTORINO XAVIER
NÃO TIRO O CHAPÉU PARA A TELEVISÃO DE MOÇAMBIQUE
Gabriel Júnior, muito amavelmente dirigiu-se a mim e formulou um honroso convite para ir ao Moçambique em Concerto no Domingo que se seguia. Bem...estava naturalmente espantado. Nunca tinha imaginado, nem nos meus sonhos mais molhados, receber um convite para uma tão excitante participação naquele famigerado programa televisivo, porque como devem imaginar, eu e o Estado Moçambicano não morremos de amores um pelo outro (a nossa novela já vai a muitos capítulos) e a TVM é um canal controlado pelo estado. Portanto, embora fosse desejo de alguns compatriotas a minha ida aquele programa, cá entre nós, era mais fácil a galinha criar dentes que eu ir parar ali.
Facto é facto, convite recebido, convite aceite. O Gabriel Júnior, de seguida sugeriu que nos encontrassemos antes da minha ida ao programa, encontro esse que aconteceu na Quarta-Feira. Ele falou-me das questões que iria colocar-me e das músicas que gostaria que eu cantasse. Interessante é que o Gabriel não pressionou-me de forma alguma para que eu não fosse eu. Disse que sabia que a minha imagem iria dividir opiniões, mas como o seu programa tem (ou tinha) um carácter imparcial, ele estava disposto a correr o risco, que já tinha autorização da directora de programas e que estavam todas as condições criadas para a minha ida.
O Gabriel Júnior tinha uma nobre intenção, segundo ele, mostar a sociedade moçambicana que o músico Azagaia não é só o crítico, mas também alguém que sonha, chora, ri, apaixona-se e fala sobre isso nos seus temas. Para isso sugeriu que um dos temas que eu cantasse fosse o romântico “Ni ta ku fonela,” (faixa nº 9 do álbum Babalaze) tema que ele tem como um dos seus preferidos, e o meu lado crítico seria espelhado pela música “As Mentiras” (faixa nº 4 do álbum Babalaze) .
Chegados aqui, é altura de falar-vos do surpreendente (será?). Qual é o meu espanto quando na Sexta-Feira da semana que eu supostamente iria ao Moçambique em Concerto, a noitinha, liga-me alguém que dizia ser da TVM e produtor daquele programa informando-me que infelizmente eu já não poderia ir naquele domingo ao programa por motivos que nem ele soube explicar claramente. Mas deixou aberta a possibilidade de eu lá ir na edição seguinte. Desliguei o celular, e de seguida mandei uma sms para o Gabriel Júnior a exigir que pelo menos fosse ele a “desconvidar-me”. O apresentador respondeu-me dizendo que também estava espantado com o sucedido, mas que eu não deveria preocupar-me pois tudo iria dar certo.
Domingo, vejo outro artista no meu lugar, ligo para o Gabriel Júnior e ele diz-me o seguinte: “Desculpa mano, por não ter te ligado antes, mas o que aconteceu é que, um dos vários administradores da TVM que devia dar a permissão para tua ida ao programa, depois de já ter passado duas vezes o spot publicitário a anunciar-te, exigiu que se cancelasse a pubilicidade e a tua ida, porque diz que não foi consultado. Mas não te preocupes, Segunda-Feira faço uma carta especialmente para ele, anexo a autorização da directora de programas e entre Segunda e Terça-Feira ligo-te a confirmar a tua ida ao programa no próximo Domingo.”
Segunda-Feira passou, Terça-Feira passou, Quarta-Feira passou, Quinta-Feira também passou e na Sexta-Feira, data em que escrevo esta carta, oiço dizer que já está passar na TVM a publicidade da ida de outro músico ao Moçambique em Concerto, não eu. Bem, o Gabriel Júnior não me ligou ainda, hoje sexta-feira dia 20 de Junho de 2008 e francamente duvido que ele ligue, acho que já não adianta mesmo, embora um simples pedido de desculpa não faça mal a ninguém.
Dos factos a análise: O tal administrador não autorizou a minha ida ao programa e nem teve conhecimento dela durante os 5 dias úteis da semana, viu a publicidade pela televisão onde trabalha e mandou cancelar por falta de conhecimento. De Sexta-Feira para Domingo, a TVM conseguiu arranjar outro músico para ir no meu lugar, conseguiu o conhecimento e a autorização do tal adimistrador, coisa que não conseguiu em 5 dias úteis da semana para o meu caso. Mesmo que este estranho facto fizesse algum sentido, porquê não fui convidado para o programa da edição seguinte conforme o prometido? Será este programa é realmente merecedor do selo “made in mozambique”? Serei eu estrangeiro do meu próprio país? Será isto censura? Não basta não passarem os meu video clipes? Não me atrevo a responder a tais perguntas, senão ainda corro o risco de ir parar na Procuradoria da Cidade pela segunda vez, quem sabe acusado de defamação e calunia, nunca se sabe! Bem, menino queixoso que sou, venho dizer, mesmo fora do programa:
Mano Azagaia
Video de Trio Fam - Contigencias
Trio Fam - Contingencias
Leia Mais…quinta-feira, 26 de junho de 2008
Azagaia no Festival Mestiço de 2008

Azagaia, ou seja, Edson da Luz, rapper da Cotonete Records, autor da obra discográfica intitulada “BABALAZE” donde ressonamos os clássicos temas “As mentiras da verdades”, “Marcha”, “eu não paro” e outros mais, acaba de descolar de um avião da TAP, no aeroporto de Mavalane, em Maputo, quando eram sensivelmente 15:30Hrs, em direcção a Portugal para participar dum mega festival de musica na cidade do Porto. Trata-se de um evento que vai na sua segunda edição, tendo já desfilado naqueles palcos respeitáveis nomes da musica a nível mundial. Veja abaixo o perfil dos artistas programados para esta noite (27 de Junho).
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Video de Mega Jr. - Eu Quero Mais Que...
Mega Jr. - Eu Quero Mais Que...
Leia Mais…Underground Nasty

PERCURSO
É de invejável reconhecimento que eles tiveram em caminhar com os musicos da praças estando a oferecer produtos de qualidade a todos utentes que procuravam os seus serviços.Em 2007 lançam um single intitulado “arroz com boi” que contaram com a participação de um Mc daqui da praça Metal Negro, este single causou muito furror no seio da população porcausa do seu tema. O pessoal tornou-se fã dos Underground Nasty pelo calor que transmitiam em palcos onde em todas degrissões faziam o melhor.
Planos
o agrupamento U.Nasty esta a preparar um album que vai contar com participação dalguns membros da Crew algumas participações doutros Mcs da praça com objectivo de incentivar outros rappers da praças a trabalharem no sentido de trazerem boas mensagens, fazer voltar aquele ritmo que era obstruido pelos Bling Blings.(2OO8).
Estarão a cargo a produção : O Megga Bus e NinoFella e contará com 15 temas, muito HipHop Underground, sobretudo mensagens educativas e o percurso no mundo HipHop.
TEMAS ( negritude III) Timbre o seu nome _Ninofella feat Meggabus (prod by Meggabus)
Money_ Ninofella, Meggabus e Alma Pura
Procure entender o mundo_Ninofella, Meggabus, Alma Pura e Anabela
Nunca Abandonarei o Rap_ Ninofella, Meggabus, Alma Pura e L.Chakas
O tempo é testemunho_ Ninofella, Meggabus, Alma Pura
Segunda Chance_ Ninofella e L.Chakas
Azar_ Alma Pura e Ninofella
Este que é o vosso problema_Meggabus
Avancem Mcs_ Ninofella, Meggabus e L.Chakas
E OUTROS
NAS RUAS (negritude II)
CONTA COM A PARTICIPAÇÃO DOS MCS DA U.NASTY E ALGUMAS PARTICIPAÇÕES. Estiveram na produção, MeggaBus e NinoFella.
ALBUNS
Zambézia com 12 grupos

Assim, o júri escolheu para a especialidade da dança os grupos Kaluto de Morrumbala, Niketche de Alto Molócuè, Dança das Cobras de Namarrói e Nhambaro de Quelimane.
No teatro as honras do festival foram para o grupo Adjacoop de Mocuba, na música ligeira os felizardos são os Todulos de Quelimane e um artista da Maganja da Costa. Na música tradicional foram seleccionados John Dias, do Ile, Chibabane, de Gurué.

Também foram seleccionados o jovem declamador Raimundo Agostinho, de Quelimane, Felismina Rosa, de Mocuba, para representar a gastronomia da província.
Ficou por determinar quem será o artista plástico que traçará o mapa da Zambézia em Xai-Xai, pois as peças enviadas pelos vários artistas estão a ser ainda avaliadas.
Entretanto, a Secretaria Permanente da Zambézia, Albertina Tivane, que presidiu as cerimónias de encerramento da fase provincial, atribuiu responsabilidades acrescidas aos grupos seleccionados para tudo fazerem como embaixadores da cultura zambeziana.
Apelou para a necessidade dos grupos “olearem” a máquina na preparação por forma que a província mostre ao país o seu manancial sócio-cultural e constem das maiores referências no panorama cultural nacional.
A directora provincial da Educação e Cultura, Lina Portugal, disse no final do festival que os distritos tem um grande desafio nos próximos tempos de promover e celebrar os valores artísticos e culturais através da promoção de intercâmbios locais para estimular o aparecimento de talentosos. Explicou que o festival, para além da convergência cultural que criou ele proporcionou uma oportunidade de troca de experiência e que o sector que dirige continuará a investir para o pais continuar a crescer do ponto de vista cultural.
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V FESTIVAL NACIONAL DE CULTURA (1)
No entanto, o distrito de Gorongosa não se fez de rogado ao ser escolhido para representar a província na derradeira fase com poesia, artes plásticas e dança tradicional( Maphadza).
O júri, liderado pelo músico Jorge Mamade, teve uma tarefa difícil porque o “embate” estava renhido. Os representantes dos 13 distritos de Sofala procuraram, cada um à sua maneira, provar que estavam em condições de transitar para a fase nacional, só que as regras impostas mandam dizer que apenas 65 artistas desta parcela do país é que estarão na fase final de Xai-Xai.
Sendo assim, na categoria de música tradicional foi apurado o grupo Varimba, de Marromeu. Para além deste, os grupos femininos de Guerure do Búzi e de Chibabava beneficiaram de uma repescagem, estando assim apurados para irem à festa de Xai-Xai.
Para o caso da música ligeira, a sorte coube à jovem Júlia Duarte. Jorge Tadeu, de Gorongosa, transitou na categoria de poesia e Castigo, do grupo teatral Ndilongue, da cidade da Beira, foi escolhido como melhor humorista.
A Escola Secundária Mateus Sansão Mutemba, da cidade da Beira, foi a vencedora em fesitival de Moda.
Na categoria de escultura, a sorte coube a António Constâncio, também daquela urbe. Gorongosa voltou à carga ao conseguir a “pasta” das artes plásticas, com o artista Edson a ser o vencedor.
Quanto à magia, a grande novidade neste tipo de competições, a província de Sofala vai se representar em Xai-Xai através do grupo de Marromeu.
A nível do artesanato foi escolhido o artista Capece Domingos, da cidade da Beira.
A cidade da Beira conseguiu ainda ocupar a melhor posição a nível do Teatro, com o grupo Haya-Haya a exibir os seus dotes.
Na categoria de Dança, foram apurados três grupos, nomeadamente Mandoa, de Machanga, Maphadza, de Gorongosa, e Utse, da Munhava Matope.
FESTA EUFÓRICA NO APURAMENTO
Ao todo, participaram na fase provincial 340 artistas em representação dos 13 distritos existentes naquela parcela do país.
A delegação de Sofala far-se-á representar em Gaza por 75 elementos, dos quais 65 serão artistas e os restantes 10 serão técnicos do sector de Educação e Cultura e do “staff” do Executivo Provincial.
A fase provincial do Festival Nacional de Cultura foi caracterizada por muita festa, animação e, sobretudo muita euforia, próprio de eventos de género.
Houve desfile que percorreu várias artérias da cidade da Beira, uma exposição de artesanato e pintura, para além dos habituais discursos praxe, todos incidido no incentivo aos artistas e na necessidade de Sofala trabalhar no sentido de ir medalhar-se em Xai-Xai, facto que elevará deste modo o nome da província.
LÍNGUA E CULTURA IDENTIDADE DE UM POVOA língua e a cultura são dois instrumentos que identificam um povo. Este pronunciamento foi defendido pelo Secretário Permanente de Sofala, António Máquina, durante a cerimónia de encerramento da fase provincial do V Festival Nacional de Cultura.
Máquina considerou que o evento da Beira veio reavivar a nossa identidade a nossa moçambicanidade, contribuindo assim para a valorização do vasto mosaico cultural existente nesta Pérola do Índico.
“Esta é a nossa identidade. A cultura e a língua são instrumentos de união de um povo. Vamos para Xai-Xai não apenas com o objectivo de ganhar, porque em eventos desta natureza não há vencedores, nem perdedores, mas a valorização da nossa cultura e a promoção de um espírito de unidade é o que está acima de tudo”- disse.
Por seu turno, Alves Cangana, director provincial de Educação e Cultura, reconheceu que, dada a grandeza do evento, aquela fase deveria ser concorrida no mínimo em dois dias, mas devido a problemas financeiros, os artistas disputaram-na em apenas um dia.
Esta situação acabou sobrecarregando, de alguma maneira, o júri, acto que implicou que os resultados viessem a ser conhecidos perto da meia-noite de sábado passado.
Eduardo Sixpence
Associação dos Músicos da Beira sob fortes contestações
O ELENCO directivo da Associação dos Músicos da Beira (AMBEIRA) está sob fortes contestações movidas por alguns dos seus filiados. Começam por dizer que a agremiação, desde a sua constituição há mais de 10 anos, nunca realizou pelo menos uma Assembleia Geral. A falta de qualquer assistência aos compositores e intérpretes Gil Pinto e Vicente Ceiva, bem como ao guitarrista Lucas, internados na maior unidade sanitária da região centro do país foi “a gota que fez transbordar o copo”, com alguns membros a exigirem prestação de contas alegando que há fundos que circulam e que não são tornados públicos.Os músicos da Beira citam o exemplo de Gil Pinto, um dos músicos mais antigos da cidade da Beira, que foi há semanas internado no Hospital Central da Beira. Foi submetido a uma intervenção cirúrgica, mas não beneficiou até então de qualquer apoio nem da AMBEIRA, onde é membro, nem de qualquer outra instituição.
A mesma situação está a acontecer com o compositor e intérprete Vicente Ceiva e com o seu guitarrista Lucas. O primeiro está doente há bastante tempo e já ficou internado por vários meses no Hospital Central da Beira. O segundo foi há dias vítima de um acidente de viação que fez com que fosse internado na mesma unidade sanitária.
Todos estão entregues às suas sortes, por conseguinte, clamam por apoio. Este facto fez com que um grupo de músicos, da velha guarda e da nova geração, exigisse no final de semana passada à direcção da AMBEIRA que se pronunciasse sobre as contas da agremiação e movimentasse alguma “palha” em prol daqueles infortunados.
Entre os que reivindicam consta o nome do decano João Sutho. Ele acusa a associação de inoperância e falta de transparência na gestão da coisa pública. Não só, diz haver arrogância no seio da direcção, com particular destaque para o Secretário-Geral, Said Aly, que na sua apreciação tem tratado os associados como se de seus empregados se tratasse.
Sutho afirma ainda de “boca cheia” que circulam fundos de organizações governamentais e não governamentais na AMBEIRA, mas a direcção continua a gerir o silêncio suspeitando-se que haja desvio de aplicações.
Carlitos, dos Mussodji e Manune Jackson são outros dos nomes dos artistas que final de semana passado, na Casa Provincial de Cultura de Sofala, tentaram sem sucesso pressionar a direcção da AMBEIRA a falar publicamente sobre o estágio da agremiação, uma vez que nos últimos tempos o “staff” anda de reuniões em reuniões sem no entanto explicar aos associados o que na verdade estava a acontecer.
Os artistas referem igualmente que desde o passado 21 de Maio de 2007 a AMBEIRA nunca realizou uma actividade e/ou encontro com todos os seus associados, estimados em mais de 200 pessoas, entre músicos, guitarristas e outros instrumentistas.
VAMOS REVITALIZAR A AMBEIRA – segundo Saidinho, SG
Diante deste cenário, o nosso Jornal contactou o secretário-geral da Associação dos Músicos da Beira, Said Aly, mais conhecido por Saidinho. Ele reconheceu a inoperância da agremiação, mas afirmou que o seu “staff” está nos últimos tempos envolvido numa série de actividades que visam revitalizar a AMBEIRA que de facto nunca realizou alguma Assembleia Geral desde a sua criação em 1994.
Saidinho disse ainda que entre várias coisas a agremiação está na fase de reestruturação dos seus estatutos que já não vão ao encontro da realidade.
Este assunto, segundo o secretário-geral da AMBEIRA, culminará com a realização, num futuro breve, da Assembleia Geral da organização.
Questionado sobre os músicos que se encontram hospitalizados no Hospital Central da Beira, Saidinho disse que a AMBEIRA não tem verbas capazes de dar resposta a qualquer assistência médica e medicamentosa aos visados. Ademais, maior parte dos membros da agremiação não pagam quotas, mas assegurou que ira tentar fazer “lobbies” junto de parceiros para apoiar os até então internados.
“Desconheço os fundos de que os músicos têm vindo a falar. Mas nós temos procurado responder a algumas questões pontuais, como é o caso de compra de caixões para os músicos e seus familiares. Este é um esforço que fazemos através de alguns “lobbies”. O maior problema é que a associação não é coesa. Nós não podemos adivinhar que o músico fulano está doente, tem que nos aproximar”, disse.
Fonte: E. SIXPENCE
segunda-feira, 16 de junho de 2008
Al Jazz Produtor e MC
Passando-se 4 anos de muita saga musical no estilo digamos que Horrorcore & Hardcore Rap, em 2006 descobre a sua actual Label a 911 EstudioGenérico, tendo mudado radicalmente da opinião que tinha em relação ao Hip-Hop e abrindo a sua mente prá outros horizontes musicais explorando e se inspirando na Produção com mais amplitude dos Produtores J-Dilla, MadLib, Illmind, KevBrown.. etc, mais não deixando de admirar a sua Origem de deixar bem claro. Publicada por 911 Estudio Generico
50 Cent de pescoso despido!!!
Veja momento em que a joia sumiu...
Foi neste momento em que o pescoco de 50C foi despidoA polícia angolana já deteve o alegado autor do roubo de uma jóia do rapper norte-americano 50 Cent, em pleno palco, quando este dava um concerto em Luanda na passada quinta-feira, disse hoje à Agência Lusa fonte policial.
O músico, acompanhado da sua banda G- Unit, actuava em Luanda integrado no Festival da Paz, quando, depois de tocadas seis músicas, um jovem furou a segurança e subiu ao palco onde tirou a jóia que 50 Cent tinha ao pescoço, escapando entre a assistência.
O superintendente Divaldo Martins, chefe do Gabinete de Operações da Polícia Provincial de Luanda, explicou à Lusa que o presumível autor do furto entregou-se à polícia, acompanhado da família, no domingo, mas a jóia ainda não foi recuperada.
«Depois de se entregar, o jovem assumiu ter sido o autor do furto mas disse ter perdido o colar logo de seguida», adiantou Divaldo Martins.
O oficial disse ainda à Lusa que a polícia mantém o objectivo de recuperar a jóia.
O presumível autor do furto entregou-se depois de a polícia ter difundido imagens que permitiam a sua identificação, captadas segundos após o ousado gesto.
O actor principal da novela de 50C
Informações avançadas pela imprensa angolana mas sem confirmação oficial indicam que o objecto estará avaliado em cerca de 600 mil euros.
O concerto da G-Unit foi interrompido logo após o roubo, que aconteceu, ironicamente, quando a banda apresentava o tema «So Seductive».
Fonte: Mak Da P
Recorte do Jornal deAngola
Em declarações a imprensa, o intendente Divaldo Martins, director de operações do Comando Provincial de Luanda, afirma que o jovem foi capturado por volta da 17 horas de domingo depois de uma investigação policial, e informou ainda que por altura da sua detenção, ele não se encontrava com a jóia em sua posse, justificando tê-la perdido horas depois do assalto".
Pelo youtube podemos ver como ocorreu o assalto, basta digitar 50 cent Angola. Embora tenha sido um acto criminoso, o jovem Bruno Carvalho está a ser tido como herói nas streets e motivo para comparar os ganstar na américa e os bandidos de Angola, pessoas há que já assistiram a concertos na américa e nunca presenciaram uma cena destas, motivo pra dizer os mwangolês são F*didos.
Minha opinião: Atenção meus irmãos esta actitude é reprovável, porque houve mesmo intenção de crime, uma coisa é um fã que admira o interprete e quer ficar com coisas deste, outra coisa é o que vemos nas fotos, ele arrancou o fio no pescoço de 50 cent. Epah isso não é pra ficarmos orgulhosos, como quem diz os ganstas dos Estados Unidos não aguentam os Bandidos de Angola.
Quando 50cent estava a cantar a música candy shop, um fã, bastante emocionado saltou para 50 e este ficou sem o fio que carregava ao pescoço, o mesmo saltou ao público para tentar reaver o fio que acredito ser de bastante valor, justificando assim a actitude de lançar-se ao público em busca do fio, segundo fontes da segurança da Casablanca 50 ao lançando-se ao público acabou ficando sem o relógio, a toca e o chapéu, as versões não oficiais e não muito credíveis, dizem que 50cent terá também apanhado umas galhetas do público, o que é pouco provável já que 50cent em momento algum pareceu agressivo com o publico.
Fonte: DINO CROSS












