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segunda-feira, 8 de junho de 2009

Vida e Obra de Pedro Langa.

No nosso pais, os musicos cumprem a ardua tarefa de entreter o povo. Nos clamamos e deliciamos dos momentos em que nos fazem esquecer da pobreza que e geral. Tem sido usual que quando o musico fisico morre, deparamos como sociedade que em vida tambem batalharam pelo pao de cada dia e nao puderam preparar o futuro com mais dignidade.
Com dignidade vivem na pobreza e morrem na pobreza.
Nos como sociedade e amantes da nossa cultura, reproduzimos aqui na integra artigos dos jornais Metical e Savana, na tentativa de manter viva a memoria daquele que em vida alegrou-nos o espirito. Leia aqui, aqui e aqui.
Nossa singela contribuicao.

Pedro Langa




Pedro Langa nasceu no dia 6 de Dezembro de 1959 no distrito de Chibuto, província de Gaza, e foi assassinado na madrugada do dia 20 de Novembro de 2001 na sua casa, em Maputo.

Para além da sua vasta obra musical, constituída pelo menos por 40 músicas originais e tantos outros registos como viola solo em músicas da autoria de colegas, deixou também 5 filhos menores.

Até á data estão por esclarecer os motivos e os responsáveis por este crime, dado que a única coisa roubada em sua casa foram os seus documentos pessoais. Pedro Langa deu os primeiros passos na música, cedo , em casa, por influência dos seus irmãos mais velhos Hortêncio e Milagre Langa. O seu primeiro contacto com o público realiza-se no ano de 1976 com o grupo de canto e dança da OJM, no clube da Juventude.
Mais tarde, em 1978, vai para o centro de formação de professores (EFEP), aonde é um dos activistas culturais. Participa também, com o conjunto HOKOLÓKWE, em espectáculos promovidos pela direcção Nacional da cultura, em Maputo no ano 1979. È num destes concertos que ele faz a sua aparição pública individual.

Na imagem, Pedro Langa e Tchica em 1995

O PRIMEIRO ESPECTÁCULO
Foi no cinema SCALA, com o HOKOLÓKWE. A este respeito ele próprio costumava contar a rir-se que foi vaiado. Nesta “altura” o conjunto que o acompanhava era bastante conhecido como imitando música estrangeira e o público disse “fora”. Mesmo assim ele cantou as duas músicas até ao fim (TSIBILA THEMBUENE, com letra de José Alberto Chambe e FERIDO REGRESSO), apesar de ninguém ter ouvido. Neste mesmo ano é expulso da EFEP juntamente com outros 5 colegas e como castigo vai para o serviço militar obrigatório.
Regressado da “tropa”, e com o conjunto MBILA faz os “shows” de fim-de-semana no Clube da Juventude.Funda o grupo NDZUTI em 1983, que tendo em vista participar no concurso de música ligeira promovido pela EME (Empresa Moçambicana de Espectáculos, sob a direcção de Edie Mondlhane), se junta ao músico Simeâo Mazuze. O nome como se registam no concurso é XIGUTSA-VUMA. Ganham o prémio da melhor composição.

A GENESE DO GHORWANE
Este grupo desagrega-se, e pouco tempo depois, PEDRO LANGA funda o grupo GHORWANE (nome de um lago de Chibuto). Da composição inicial fazem parte: o baterista Hilário, o guitarrista Tchika, o trompetista Júlio Baza, o flautista Wilson, o compositor saxofonista e vocalista Zeca Alage (também assassinado), o percussionista Dingo (falecido), e o baixista Lot. Estamos em Novembro de 1983 e os primeiros ensaios do grupo foram feitos num banco do jardim Tunduro, com uma viola emprestada por David Macuácua.

Ainda neste mesmo ano, o grupo submete á RM algumas músicas para gravação, que são rejeitadas.No início do ano de 1984, Roberto Xitsondzo, vem a Maputo, pretendendo gravar algumas das suas músicas. Não tendo grupo para o acompanhar, entra num acordo com o GHORWANE, a banda faz o acompanhamento ás suas composições e em troca ele permite ao grupo gravar 2 musicas da autoria de PEDRO LANGA (FERIDO REGRESSO e N`DLALA-fome desta era), conseguindo assim “fintar” a RM. É exactamente no dia 7 de fevereiro de 1984 que o grupo entra em estúdio, para gravar pela primeira vez, juntamente com Compositor, vocalista e viola Roberto e ainda com David Macuácua, amigo de infância do PEDRO, que conhecendo bem as músicas fica com a responsabilidade dos coros e percussão.

Um pouco mais tarde, Lot abandona o grupo e em sua substituição entra o baixista Carlos Gove. O aparecimento do grupo em palco, é no dia 23 de junho no cine-teatro Àfrica.

Sobre este concerto o jornalista José Pinto Sá escreveu, “confrontados com a falta de fundos para adquirir guarda-roupa, os músicos decidem assumir provocatoriamente a sua pobreza. Aparecem com as caras enfarruscadas, semi-nus, esfarrapados, Zeca Alage recusa-se a falar portugues... mas são sobretudo as canções que fazem escândalo, abordando fortemente temas como a guerra e a miséria em Moçambique.” Em 1985, Pedro Langa é representante finalista no “concurso descobertas 85” promovido pela RFI (Rádio frança Internacional).

Em 1986, se separa do seu grupo e decide fazer a carreira a solo sendo acompanhado pelos grupos VERSÃO, SOM LIVRE, NOVA DIMENSÃO, OS COSSAS, HOMBA MÔ, ORQUESTRA MARRABENTA e CENTRAL LINE.

Participa em Lisboa no Teatro Dª Maria II, com o grupo GHORWANE no espectáculo da 1ª conferencia internacional dos jornalistas de expressão Portuguesa, produzido por Artur Garrido no ano de 1988. A 24 de Setembro de 89 com grupo GHORWANE, participa em mais um concerto com Músicos Sul-Africanos, Sipho Muxuno e P. J. Powers.

HE MHADJA
Em 1991, lança a colectânea “HE MHADJA” (Ó JOVEM), com 10 músicas da sua autoria, acompanhado pelo grupo GHORWANE e o HOMBA MÔ e ainda pelos músicos Zeca Tcheco e Léman Pinto.
Em 1993 é o vencedor da canção mais popular no concurso “NGOMA MOÇAMBIQUE”, com a musica MAMBA YA MALEPFO -mamba com barbas.

O REGRESSO
Em 1994 é convidado a integrar novamente o grupo GHORWANE, e a aparente dicotomia GHORWANE-PEDRO LANGA, resolve-se com a seguinte frase sua; “Tenho musica suficiente para mim, para o GHORWANE e ainda sobram algumas para outras coisas”. No ano seguinte,(produzidos por Leo Stolk e Lukas Bosma e que os acompanharão até ao ano de 1997, altura em que regressam á Holanda) participam no festival de música da SADC em Harare, no Zimbabwe.

Em janeiro de 1996 o GHORWANE faz na África do Sul um concerto denominado AFRICA ONE com Hugo Massekela e o grupo Bayete.

Participam também numa digressão conjunta com um grupo Austríaco de música tradicional,(WEINER TSCHUSCHENKAPELLE) pelo centro do país, num intercâmbio cultural para a divulgação da cultura Tsonga.


CD KUDUMBA
Em maio de 1996 o grupo parte para uma digressão de 90 dias pela Europa, em festivais de música e em locais privados passando por Portugal, Espanha, França, Bélgica, Holanda, República Checa, Áustria e Alemanha onde gravam o CD KUDUMBA, que contém 3 músicas suas (UYO M SIYA KWINI-aonde é que o deixaste, VHÔRY-juro e MAMBA YA MALEPFO, editado pela Piranha em 1997.
No folheto que acompanha o disco, Mia Couto escreve ”Com mestria eles realizam essa obra de feitiçaria que é sentar-se sobre as próprias desgraças e recarregarem a alma de riso. Essa generosidade de inventar luminosidade onde a vida escavou um túnel é a razão primeira que faz com que as canções destes jovens sejam cantadas nas ruas deste país e perdurem como se fossem barcos a viajar além do horizonte do quotidiano. Faz bem escutar este milagre de converter a lágrima em sorriso.” Seguem-se inúmeros concertos do grupo no Centro Social do Desportivo.
No ano seguinte a musica UYO M SIYA KWINI é editado numa colectânea denominada “THE BEST OF AFRICA” juntamente com outros conhecidos músicos africanos como YOUSSOU N’DOUR e MANU DIBANGO.
AS ÚLTIMAS COMPOSIÇÕES
Em 1997 mostra ao público as suas últimas músicas, acompanhado por jovens da Escola Nacional de Música.
Em 2000 volta a apresentar-se, mais uma vez acompanhado pelo grupo HOMBA MÔ no Cine-Teatro Àfrica num repertório que continha as últimas músicas mais trabalhadas e ainda outras músicas de repertórios anteriores, de sucesso.

Edita com o grupo Ghorwane no CD MOZAMBIQUE RELIEF a música WAVITIKA-rancoroso, a quarta música sua gravada em CD. A cassete HE MADJAHA encontra-se em bobine e as suas últimas músicas, numa cassete. A família, o grupo GHORWANE e os amigos fazem neste momento todos os esforços por realizar o seu grande sonho, editar as suas músicas.

MÊMÊ
...Com a devida venia extraido do site www.ghorwane.com. Visite e saiba mais sobre uma das melhores bandas Mocambicanas de sempre. "Os bons rapazes."


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segunda-feira, 11 de maio de 2009

Ghorwane rumo ao Brasil

Acesse o site da banga aqui.


A conceituada banda moçambicana Ghorowane actuou esta quinta-feira (30/04/2009), na Rua de Arte, na capital do país, num concerto de despedida ao público de Maputo, rumo ao Brasil. A banda viaja para o Brasil onde vai participar no Festival denominado “CinePor a”, a ter lugar na cidade de João Pessoa. A banda partiu (04/05/2009) ontem e regressa no próximo dia 11.

Para este elenco, apresentar-se ao público brasileiro é uma oportunidade de os artistas fazerem conhecer e difundir a cultura moçambicana neste ponto do mundo. Na sessão, a banda apresentou-se com um repertório constituído por temas conhecidos pelo público, mas com uma indumentária musical diferente. O público que se fez presente no local teve a oportunidade de desfrutar de uma apresentação formidável realizada pela banda Ghorowane.

Durante o concerto, viveu-se um ambiente de cumplicidade protagonizada pelos músicos e o público presente. O público foi efusivo pela forma como a banda interpretava os temas. A comunicação entre os músicos e o público foi bastante coesa. De certa forma, o concerto serviu para a banda carregar as baterias com vista apresentar-se com muita classe ao público que vai participar no referido festival, no Brasil.

A banda tem se apresentado constantemente, o que a torna bastante versátil. Foi o que se viu neste concerto. O grupo vai gravar ainda este ano um disco com temas inéditos. A apresentação deste disco servirá como demonstração ao público, o nível de criatividade do elenco depois de um regresso aos palcos bastante electrizante.

Leia mais em Ingles aqui.
Read more in English here.


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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Video de Ghorowane

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segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Ghorwane assinala bodas de prata


Os Ghorwane regressam hoje (17/12/2008) aos palcos, depois do seu sumiço nos últimos tempos. O concerto a ter lugar no espaço cultural Rua D Arte está associado as celebrações dos seus 25 anos de existência.

Assim, “Os Bons Rapazes, sobre ao palco para cantar entre outros temas, “Majurjenta”, “Kudumba”, “Massotca”, “Não é preciso empurrar” e “Vhana Vha Ndota” que fazem parte do seu repertório.

Nota de particular importância, aponta para o facto de este evento apresentar também propostas novas.

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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Ghorwane quebra silêncio e canta na Rua D´Arte


A banda Ghorwane- cujo nome teve como inspiração um rio homónimo, localizado na província de Gaza- vulgarmente apelidada de “Bons Rapazes” (alcunha atribuída por Samora Machel), vai quebrar o silêncio e reaparecer em palco. A actuação terá lugar no dia 17 de Dezembro, no mais recente espaço de promoção cultural, o Rua D´Arte.

O pretexto para a realização do concerto é a passagem dos vinte e cinco anos de existência do grupo,.

Ghorwane vai explorar o seu vasto repertório buscando temas dos álbuns Majurgenta, Não Precisa Empurrar, Vhana vha Ndota, Kudumba, e alguns temas inéditos.

Uma hora e meia ou duas será o tempo da sua permanência em palco a fim de nos recordarem os tempos passados, e não só. “Vamos apresentar novas coisas, isto é, canções inéditas", promete Roberto Chitsondzo, vocalista do conjunto

99fm

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segunda-feira, 21 de julho de 2008

Video de Ghorwane & Co. - Mocambique Que Sai do Chao

Ghorwane & Co. - Mocambique Que Sai do Chao.

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sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Ghorwane


THE BAND
Vocals/Rhythm Guitar - Roberto ChitsonzoVocals/Percussion - David MacuácuaKeyboards - João Carlos SchwalbachTrumpet - Julio BazaTrumpet - António BazaSaxofones – Pedro RijoBass Guitar – LoteDrums – Paíto TchecoPercussion - Enrique
Ghorwane, the “Good Guys” of Mozambique by José Pinto Sá

In the hot and dusty Gaza province of Mozambique there is a small lake called Ghorwane that never runs dry, even in the hottest season. In 1983, a group of young musicians in Maputo, took the name Ghorwane as they launched their musical career. Today they are one of Mozambique’s most respected bands. Ghorwane chose to base their music on traditional Mozambican rhythms, combined with Afropop and fusion. At the time when most established groups earned a living by imitating foreign artists, this approach came as a stimulating innovation. The injection of life they have shot into the stagnant music scene, and their subsequent success, have inspired other bands to take a similar route.

The band is noted for the political and social criticism in their songs which has put them at loggerheads with the government from time to time. They have mirrored the frustration of their people at the continuing war that was grinding deeper into despair day after day, year after year. The lyrics are sung in African languages of Mozambique, like Changana, Ronga and Chope. The security services often attended their shows with instructions to listen closely to their lyrics. What saved them was that, in 1985 during the festival to celebrate the ten years of independence, Samora Machel (then President of Mozambique) declared that “It’s prohibited to lie in the People’s Republic of Mozambique” and cites Ghorwane as an example calling them “bons rapazes” - good guys - which they are called until today by the Mozambican people.

In 1986 Ghorwane recorded a number of songs amongst which "Massotcha" written by Zeca Alage, which spoke about the horror of war and the danger of the military to the people they meant to be protecting. This song immediately became number one on the Mozambican hit parade. Again voices were raised to lay a total censorship on the band and again Samora Machel defended his “bons rapazes” and invited them to play at the anniversary of his wedding, a few months before the dead of Samora Machel.
In 1987 Ghorwane were invited by the DDR to perform at a political music festival. Just before their departure their visa were refused. The leader of the Mozambican National Youth Organization advised this as according to him the lyrics of Ghorwane were subversive. The same year in September, Ghorwane played for the first time abroad at the independence festival in Swaziland, together with the South African groups P.J. Powers and Stimela.

Peter Gabriel invited them to play at the WOMAD Festival in 1990. During this festival Realworld offered them an opportunity to record the CD "Majurugenta". Just before the European promotional tour of “Majurugenta” in 1993 Ghorwane’s most beloved member the saxophone player and composer Zeca Alage was assassinated. In memorial of Zeca Ghorwane decided to go on with the promotional tour. The CD was launched and distributed by Virgin Records. For distribution in southern Africa, Ghorwane printed a new version of "Majurugenta".
With Karen Boswell as musical director, Ghorwane made the music for the soap opera series "Não é preciso empurrar" - you don’t have to push -, an education series for the elections in 1994. The text was written by Mia Couto, a well known Mozambican writer. A year later Ghorwane accompanied forty Mozambican artists to the SADC Music Festival in Zimbabwe.
Ghorwane made the recordings of their second CD "Kudumba" in 1996 which was released in 1997 by Piranha.

After the devastating floods that hit Mozambique in the beginning of the year 2000, Ghorwane participated in a Project called MOZAMBIQUE RELIEF. A production of a CD that would benefit the victims of the floods.

“Recorded in Maputo, Mozambique in April 2000, this collection of southern African music brings together some of Mozambique's best musicians for a benefit record in aid of rebuilding and helping victims of the country's flooding disaster. The devastating floods and cyclones that hit Mozambique between February and early April were the worst in 40 years. It affected 4.5 million people (27% of the total population) and a million people lost everything. About this time, Finnish musician Eero Koivistoinen was suppose to travel to a village in the Zavala district and make a field recording with a timbila ensemble for Naxos World. But with the disaster making the project impossible at the time, he and Naxos World executive Andrew Sun drew up a new plan. Koivistoinen had worked with Ghorwane, the most famous band to come out of Mozambique (they had recorded an album for Peter Gabriel's Real World label) and their leader Joao Carlos Schwalbach rounded up other artists in the local music community in Maputo, Mozambique.
The result is an inspired and solid set of Afro-pop music made by artists from the community, but more significantly a portion of the proceeds from this recording will come back to help the country. As Koivistonen explains, "Every musician involved understood the importance of the matter. There was a possibility of helping to rebuild the country, because the profits from the record would come back to Mozambique through Oxfam. In this respect, the project is unique: the Mozambicans can help themselves." Of the participating acts, Ghorwane is indeed the best known and most respected band in Mozambique. They contribute three tracks to the CD, 'Mayvavo' (two versions) and 'Wavitika.'.”(Naxos World)

Even though the war is over Ghorwane have not stopped their political and social criticism concerning developments in their country and the influence of the foreign countries and organizations in aid programs.

Majurujenta: O Cartao de Visitas


RELEASES Year Title Format/Ref Territory Distributor
2000 Mozambique Relief CD / 79019-2 The World NAXOS WORLD
1998 Não é preciso empurrar CD / GHO 01 Mozambique GHORWANE S.C.R.L.
1994 Majurugenta CD / GHO 01 Africa GHORWANE S.C.R.L.
1994 Não é preciso empurrar Cassette Mozambique GHORWANE S.C.R.L.
1993 Majurugenta CD / RW29 The World REAL WORLD RECORDS(Excl Africa) WOMAD MUSIC/EMI-VIRGIN1997 Kudumba CD The World PIRANHA MUSIC
1999 Não é Preciso Empurrar CD Mozambique GHORWANE S.C.R.L.
2000 Mozambique Relief CD The World NAXOS WORLD

RECORDINGS Year Title Studio Use
2000 Mozambique Relief Mozambique
CD Release1996 Kudumba PIRANHA – BERLIN
CD Release1994 Não é preciso empurrar Radio Moçambique
Film/Cassette1994 Makwero Radio Moçambique
Film/Cassette1994 Xicuembo Radio Moçambique
Film/Cassette1994 Moçambipreto Radio Moçambique
Film/Cassette1994 Matapa-Matapa Radio Moçambique
Film/Cassette1994 Sonhos Radio Moçambique
Film/Cassette1992 Nudez Radio Moçambique
Radio Airplay1992 Kanjani Radio Moçambique
Radio Airplay1991 Muthimba Real World Studios.
UK CD Release1991 Majurugenta Real World Studios.
UK CD Release1991 Matarlatanta Real World Studios.
UK CD Release1991 Xai-Xai Real World Studios.
UK CD Release1991 Mavabwyi Real World Studios.
UK CD Release1991 Sathuma Real World Studios.
UK CD Release1991 Buluku Real World Studios.
UK CD Release1991 Terehumba Real World Studios.
UK CD Release1991 Akuhanha Real World Studios.
UK CD Release1990 Akuhanha Radio Moçambique
Radio Airplay1986 Tlhanga Radio Moçambique
Radio Airplay1986 Massotchua Radio Moçambique
Radio Airplay1984 Ndlala Radio Moçambique
Radio Airplay1984 Ferido Regresso Radio Moçambique
Radio Airplay1984 Xizambiza Radio Moçambique
Radio Airplay1984 Buluko Radio Moçambique
Radio Airplay1984 Rapariga Bonita Radio Moçambique
Radio Airplay 1984 Xindzavane Radio Moçambique
Radio Airplay1984 Matarlatanta Radio Moçambique
Radio Airplay1984 Np’ulani Radio Moçambique
Radio Airplay1984 Vamaplele Radio Moçambique

INTERNATIONAL TOURS & FESTIVALS
2003 ZANZIBAR BUSSARA FESTIVAL TANZANIA
2001 Mozambique-SA ASSOCIATION SOUTH AFRICA
2001 KIPPIES SOUTH AFRICA
2001 BASS LINE SOUTH AFRICA
2001 BLUES ROOM SOUTH AFRICA
2000 BASS LINE SOUTH AFRICA
1996 TEMPODROM GERMANY
1996 SURA ZA AUSTRIA
1996 FESTIVAL MUNDIAL HOLLAND
1996 DUNYA HOLLAND
1996 MUSIQUE METISSE FRANCE
1996 LUSARTE FRANCE
1996 WOMAD IN CACERES SPAIN
1996 MEGA MUSIC SOUTH AFRICA
1995 SADC MUSIC FESTIVAL ZIMBABWE
1993 WOMAD FESTIVAL & TOUR ENGLAND
1993 TOUR HOLLAND
1993 TOUR BELGIUM
1991 WOMAD FESTIVAL ENGLAND
1989 FESTIVAL DO REI SWAZILAND
1989 FESTIVAL OF YOUTH NORTH KOREA
1988 LUSOPHONE FESTIVAL & TOUR PORTUGAL
1987 INDEPENDENCE FESTIVAL SWAZILAND

NATIONAL TOURS AND FESTIVALS
2000 FACIM “Professor’s Day” MAPUTO
2000 FACIM MAPUTO
1996 CHIMOIO
1994 XAI-XAI
1994 FESTIVAL with KASSAVE MACHAVA
1993 OPERA MARRABENTA* MAPUTO
1992 OPERA MARRABENTA* BEIRA
1992 CHIMOIO
1991 NAMPULA/ NACALA
1990 FESTIVAL FRELIMO NATIONAL TOUR
1990 BLOOD DONOR CAMPAIGN XAI-XAI
1988 NAMPULA1988 SCHOOLS/FACTORIES TOUR MAPUTO
1988 COMMUNITY STREET FESTIVALS MAPUTO
1987 CHIMOIO. MANICA. CHOKWE
1986 XAI-XAI
1985 SOUNDS OF THE EARTH FESTIVAL MAPUTO
1985 INHAMBANE PROVINCE
1985 FESTIVAL KANIMBO MAPUTO
1984 ROOTS FESTIVAL MAPUTO



*OPERA MARRABENTA NAMBU (Sept 1991 - March 1993)A two year project developing and performing an opera extravaganza involving 40 actors, dancers and musicians.
FILM/TELEVISION SOUNDTRACKS

1994 Não é Preciso Empurrar 7 part TV drama
1993 Sabadão Weekly TV music programme
1991 Masseve Weekly TV music programme
1991 Solidão Mozambican Feature Film
1988 Colheta do diabo Mozambican Feature Film

GHORWANE S.C.R.L.
In 1993 GHORWANE established a music co-operative, the first of its kind in Mozambique with the objectives of promoting Mozambican music, improving working conditions for local musicians and defending composers rights.

Show ao vivo em Maputo
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