terça-feira, 6 de maio de 2008
Astra Harris
ASTRA HARRIS é indiscutivelmente uma das referências fundamentais da música popular - ligeira - moçambicana.
Bem cedo soube afirmar a sua personalidade e a sua consistência criativa, onde o brilhantismo da vocalização nunca deixou de estar associado à eficácia expressiva e à exaltação da beleza e da solidariedade.
Este magnífico trabalho discográfico intitulado "MUIANA MOÇAMBIQUE", que significa Mães Moçambicanas, é dedicado ao seu Povo, à sua terra Quelimane e reune variadíssimos estilos musicais em fusão, os quais vão de encontroa todas as influências que Ela e Moçambique receberam, recebem e tanto consomem.
A responsabilidade desta OBRA no seu todo é do já considerado Grande, Versátil, Talentoso Músico-Compositor Africano: JÚLIO SILVA.

FICHA TÉCNICA
EDIÇÃO MUSICAL OVAÇÃO
PRODUÇÕES XIPALA-PALA, LDA.
PRODUTOR EXECUTIVO - Luis Silva
PRODUTOR, DIRECTOR MUSICAL E ORQUESTRAÇÃO - Júlio Silva
ESTÚDIO DIGITAL A - M -(Pontinha) - Portugal
TÉCNICOS DE SOM - Zé Castanheira e Pedro Vaz
MISTURAS - Zé Castanheira / Júlio Silva e Sérgio Gonçalves
Gravado entre Abril e Julho de 1995
CAPA E FOTOS - Sérgio Gonçalves
FAIXAS
1 - A GUERRA ACABOU - Júlio C. Silva
2 - MANDIOCA - Júlio C. Silva
3 - ELISA WE - Júlio C. Silva/Popular
4 - CORAÇÃO QUER ENCONTRAR - Júlio C. Silva
5 - SIMUNYWAMUNYWANA - Sérgio Gonçalves/Júlio C. Silva
6 - AÊ MAMA - ONUMOZ - Júlio C. Silva
7 - CHÔRO ZAMBEZIANO - Júlio C. Silva
8 - MUIANA MOÇAMBIQUE - Júlio C. Silva
9 - PRAIA DO BILENE (Instr) - Júlio C. Silva
10 - MARÉ - Nelson Santiaga/Júlio C. Silva
11 - SÓ POR SER - Piki/Júlio C. Silva
12 - NA KUPENDA MALAIKA - Pop. Tanzania/Júlio C. Silva
13 - TU ÉS A SOLUÇÃO - Júlio C. Silva
14 - NYWAMUTAPE - Sérgio Gonçalves/Júlio C. Silva
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Isabel Novela
From 2002 she started writting and composing her own music. She recently recorded the album New Dawn with her 3 brothers and sister in Holland, check http://www.neconovellas.com/.
Jaime N’tuve
De princípio não levou a sério a sugestão de Salimo Mohamed, uma das vozes mais completas da música ligeira moçambicana, mas depois decidiu experimentar e foi à Rádio Moçambique. “Eu nunca tinha pensado em ir mais longe com a música, porque o que queria conseguia, que era tocar e cantar para os meus amigos e mais nada”, diz.
Mas o seu destino estava traçado, e iniciou quando ele conheceu Fernando Jofane, o seu “professor” de guitarra. “Posso dizer que Fernando Jofane preparou-me para a música”, diz. E pela mão de Salimo Mohamed, artista a quem diz muito admirar, Jaime N’tuve subiu ao palco. E fê-lo no dia em que o autor de “Mamana Maria” realizava o espectáculo “Convergências”. Nesse mesmo espectáculo ficou claro que jamais seria o mesmo. E isso confirmou-se porque Salimo Mohamed, um músico rigoroso e com rigor no palco, voltou a convidá-lo para mais dois shows, nomeadamente “Mugurutchendje” e “Bangana na Mani”.
Nos concertos onde actuou, uma das músicas que mais se ouviu foi “A wa ngurangura”, ou seja “Está a resmungar”. E esta música foi a que Jaime N’tuve propôs para o Ngoma e conseguiu chegar com ela à final, daquela parada musical, em 2005.
E essas suas aparições começaram em 2007 pela mão do seu ídolo Salimo Mohamed. “Admiro muito Salimo Mohamed e inspiro-me nele. A nossa amizade e a minha admiração por ele transcendem um simples sentimento”, revela.
O músico tem temas preparados em número suficiente para preencher um disco, mas diz não ter pressa de editar nada. “Eu decidi que havia de gravar uma música por ano e é o que tenho estado a fazer, tendo, porém, falhado em 2007. Mesmo assim fechei essa lacuna gravando este ano dois temas. Assim tenho ‘A wa ngurangura’ ‘Vilopho’, ‘Mbilu yanga’ e ‘Gwendza ya muganga’”, explica-nos.
Os seus temas versam sobre o quotidiano da sociedade. “Fico feliz ao saber que as minhas músicas têm impacto na sociedade. A minha formação moral não me permite insultar as pessoas, por isso tento na medida do possível educá-las e quando me reconhecem pelo o que faço, sinto uma grande felicidade”, confessa.
O músico conta-nos, por exemplo, que andando uma vez pela rua foi reconhecido por um grupo de crianças que brincava animadamente e ele sentiu-se feliz com isso. “Eu vinha à noite, ainda por cima com chapéu na cabeça, e as crianças abordaram-me, dizendo que me conheciam. Isso revitaliza qualquer ser humano sensato”.
Mas nem isso o torna vaidoso e muito menos obriga-o a acelerar a gravação das suas músicas para lançar um disco. “Não tenho pressa. Deixo e deixem as coisas acontecerem naturalmente, depois veremos”, adianta.
No Chamanculo com figuras lendárias
Contabilista de profissão, Jaime Andrade Nhantuve nasceu na antiga Lourenço Marques (hoje Maputo), no Bairro do Chamanculo. E a sua amizade com Salimo Mohamed fez com que um dia Salimo dissesse: ‘a partir de hoje já não és Jaime Andrade Nhantuve, és Jaime N’tuve’. Assim foi. Jaime Andrade Nhantuve é Jaime N’tuve até hoje.
Aprendeu a tocar guitarra com Fernando Jofane, de que guarda boas lembranças. Trabalhou em Nacala, na província de Nampula, depois de ter passado pelo Instituto Comercial. Lá compôs, com letras escritas por si, muitas músicas, que depois as destruiu porque não as achava com qualidade suficiente e importância. “Nunca valorizei o que fazia”, conta-nos e acrescenta que terá sido Fernando Jofane que o incentivou a cantar, para além de só tocar guitarra. “Fernando Jofane queria também me ouvir a libertar a voz e fiz isso, para a minha alegria hoje. A fama não é minha prioridade, mas vou continuar a trabalhar porque amanhã, quem sabe, poderá aparecer alguém interessado no meu trabalho e me dê um apoio para editar e fazer mais coisas”, comenta.
Para além de Salimo Mohamed, Jaime N’tuve é admirador de renomados músicos como Otis Reding, James Brown, Elvis Presley. Conta que são esses que o ajudaram a ter um ouvido educado e a crescer musicalmente. Na sua lista estão ainda nomes como os de José Mucavele, João Paulo e João Cabaço, este último que ele considera ser bom a escrever letras. “Ele diz muita coisa em poucas palavras e nós outros escrevemos muito e não dizemos nada”, diz.
Quando olha para o cenário musical actual, Jaime N’tuve diz não ser justo que os jovens sejam violentados pelas suas opções musicais. “A história é dinâmica. Aqueles que forem bons vão resistir e os medíocres serão esquecidos. E será essa mesma história que vai se encarregar de os esquecer”, avança.
Quarta-Feira, 30 de Abril de 2008:: Notícias
segunda-feira, 21 de abril de 2008
Dj Speech
Jungle Musik lancou primeiro trabalho.
Sobre Painel Sonoro

Doppas - Entende o meu lado
Solhos Sonhadores
Olhos Sonhadores - ao vivo no Coconuts Live
Artista: Doppas
Titulo: Entende o meu lado
I Eu sei que quando olhas para mim
Nao te importas com os blings
Eu sei que es um tipo de mulher
Que um homem pode amar ate ao fim
Eu sei quem tens a certeza
Que queres ficar comigo
Mas eu nao tenho essa certeza
Porque eu tenho compromisso
Coro
I Eu amo alguem que nao me ama mas eu a adoro
Eu amo alguem que ta bem feliz com outro
Eu amo alguem e nao cabe mais ninguem no meu coracao
Eu amo alguem e o nome dela tu sabes bem baby
Coro II
Moca nao me leva a mal
Como tu nao ha igual
Mas nao vai dar
Porque ainda gosto dela
Moca nao me leva a mal
Como tu nao ha igual
Mas nao vai dar
Porque Nao quero te fazer sofrer em vao
II
Eu sei que es um bom pedaco
Que tens ate um bue de caso
Eu sei que es muito mais
Mas por favor entenda o meu lado
Eu nao consigo esquecela
Essa mulher grudou em mim
E posso ate eloquecer
Mas ainda quero so pra mim
Coro
I Eu amo alguem que nao me ama mas eu a adoro
Eu amo alguem que ta bem feliz com outro
Eu amo alguem e nao cabe mais ninguem no meu coracao
Eu amo alguem e o nome dela tu sabes bem baby
Coro II
Moca nao me leva a mal
Como tu nao ha igual
Mas nao vai dar
Porque ainda gosto dela
Moca nao me leva a mal
Como tu nao ha igual
Mas nao vai dar Porque
Nao quero te fazer sofrer em vao
III
Desculpa... Mas nao posso tar contigo
E a outra que eu amo
Desculpa... Mas nao posso tar contigo
Coro II
Moca nao me leva a mal
Como tu nao ha igual
Mas nao vai dar
Porque ainda gosto dela
Moca nao me leva a mal
Como tu nao ha igual
Mas nao vai dar
Porque Nao quero te fazer sofrer em vao
O nome dela tu sabes baby
terça-feira, 15 de abril de 2008
Elex
Depois de ter assinado para TRACK RECORDS o grupo voltou ao Mercado com uma nova cara, com um estilo mais amadurecido, foi assim que o grupo a musica “ Sons Da Rua “ vulgarmente conhecida com “ Lyrical Explosion “, com esta musica o grupo foi lentamente conquistando o seu espaco no mercado musical, comecando a participar em espetaculos, acompanhando os seus colegas de Lable os TRIO FAM. Ao longo de 2003, 2004 e principios de 2005 o grupo foi lancou nesse espaco de tempo duas musicas com a participacao de Ace Nells hoje mais conhecido por Nelson Nhachungue, duas musica entituladas “ Dizes Que Nao Da “ e “ Move Your Body ( the remix ) “, tais musicas que aumentaram a capacidade do grupo de participacao em espetaculos e que aumentaram ligeiramente a popularidade do grupo.
Em 2005 o nome do grupo deu uma grande virada, passou de bom para muito bom, conquistando uma gama de ppl com a musica que ainda nao fora lancada de nome “ T No Ar “, que foi produzida por G-Two membro da WD aka Warrioz Of Def, produtore este que tem produzido maior parte das musicas da ELEX.
No mes de Julho de 2006 o grupo gravou o seu primeiro video clipe, tendo escolhido a musica “ Vou Bazar “ que conta com a participacao de Ace Nells ( Nelson Nhachungue ).
O grupo esta em plena gravacao do seu album pretendendo lanco-la o mais breve que puder.
Portanto, fiquem atentos... e entreguem-se a “ Viagem “
Methikal

Methikal comecou a escrever cenas com mensagens direcionadas nao mantendo-se apenas em freestyles e nunca apresentou-se tipo "quem sou","ja cheguei" ou "estou de volta" tendo em 99 formado um grupo denominado "Nomadas" junto do "Daft" um emcee da sua zona e mais outros dois membros residentes na Cidade Da Matola e Benfica denominados "Olmeif" e o "Dirty Page" respectivamente. No entanto este grupo nao manteu-se por muito tempo deixando Methikal a solo quando em 2001 ele grava o seu primeiro som "Depois De Fumar" seguindo assim o inicio da captacao do seu mais primeiro album "VerDuras" tendo em 2006 passado a pertencer ao grupo "Almas Habitantes" (onde ele foi um dos membros fundadores)onde se encontra ate os dias de hoje.
Recordar Recordacoes
FICHA TÉCNICA
JÚLIO SILVA - Produtor
PAULO FEIJÃO - Técnico
Masterizado por Vidisco
Gravado nos Estúdios Musicorde
Gravado entre Nov/Dez98 (Lisboa)
EDIÇÃO VIDISCO (Moçambique)
GUILHERME SILVA - Voz
JÚLIO SILVA - Arranjos, piano, sintetizador, bass, drums prog.
GERALDO SILVA - Guitarras
SÉRGIO GONÇALVES - Coros
ASTRA HARRIS - Coros
CARLOS MITCHEL - Coros
IVAN FERREIRA - Timbales, congas, caneca, percursões
SIMON'S - Participação especial
FAIXAS
1 - DONO DE TI
*2 - DÁ-ME MARCHA
*3 - AMOR ROUBADO
*4 - MIA
*5 - STAY WITH ME
*6 - AMA-ME
*7 - ELLEI SI
*8 - QUIERO SABER
*9 - HOY ME SIENTO
*10 - TONIGHT
*11 - QUANDO SE AMA, SE PERDONA
*12 -MOÇAMBIQUE Leia Mais…
Dj Serito
Cartaz alusivo a um evento abrilhantado por Dj SeritoUm dos mais antigos disco jockey desta cidade, continua ate hoje fazendo balancar o esquequeto desta sociedade alegre. Dj Serito que se consagrou no "upmarket" Complexo Sheik la para os anos 80... Tendo sido um dos maiores impulsionadores do estilo zouk, hoje acompanha a onda, tem no seu repertorio todos os estilos de musica.
Diga-se em abono da verdade, Dj Serito esta consagrado com notas de excelencia.
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segunda-feira, 14 de abril de 2008
Goldman Prize para Feliciano dos Santos
Azagaia intimado pela PGR
Dama do Bling continua lancando...
Depois do mais recente numero musical intitulado "Upps, Cai na Tua Teia", Dama do Bling (DDB) lancou tambem a sua pagina na internet. Os fans desta artista ja podem buscar directamente tudo sobre a "s'nhora dos brilhantes" no http://www.damadobling.com/.
Leia Mais…quarta-feira, 9 de abril de 2008
Liloca
LILOCA- Músicas que, para mim, são boas, feitas com muito amor. São 14 temas. O álbum conta com a participação do Oliver, do Mega Jr. Tenho músicas que falam do que acontece no meu dia-a-dia. Músicas ragga, dsukuta, músicas de amor. Acho que podem esperar boa música.
2- EVENTOSMZ- Quanto tempo demorou a preparar este seu primeiro cd? Saiu como desejado? Houve dificuldades?
LILOCA- O álbum saiu como desejado, apesar das dificuldades. Levou cerca de 1 ano e 9 meses. Quando eu comecei a cantar queria ver i que as pessoas queriam ouvir. Depois chega uma fase em que tens que fazer um cd para consolidar o trabalho. Primeiro enfrentei dificuldades quando comecei a cantar mas, aos poucos, fui conseguindo que as pessoas começassem a acreditar em mim. E o próprio trabalho de gravar o disco é muito difícil, mas no fim valeu muito a pena.

3- EVENTOSMZ- Como está a agenda da Liloca em termos de espectáculos?
LILOCA- Bem, eu andei muito calma, em Dezembro e Janeiro, mas a partir de Fevereiro já vou ter uma agenda preenchida com espectáculos e televisão. Dia 17 de Fevereiro tenho lançamento do álbum em Chimoio.
4- EVENTOSMZ- Há quanto tempo canta e como começou a sua carreira?
LILOCA- Como bailarina começou há cerca de 8 anos, sem ser nada profissional. Comecei na escola, na SOS, e aos 12/13 anos já fazia shows. Andei muito tempo a fazer shows. Depois veio o convite do Mc Roger para trabalhar com ele, o que foi um impulso muito importante para o que veio a seguir. Em Abril de 2006 comecei a cantar. Pensei: “Por que não hei-de conseguir cantar e dançar ao mesmo tempo?!” E tentei. Tive muito apoio do N Star...foi uma grande batalha, mas consegui que a minha carreira avançasse.
5- EVENTOSMZ- Como é a Liloca fora dos palcos?
LILOCA- Dizem que sou muito ciumenta (risos). Sou alegre, gosto de rir, de ver teatro. De levar a vida de uma forma alegre. Sou boa dona de casa, gosto muito de cozinhar e também sou estudante.
6- EVENTOSMZ- Como vê o estado actual da música em Moçambique?
LILOCA- Hum...para mim está bom. Não gosto muito de criticar o trablaho dos outros. Há diferentes artistas a fazer boa música e alegram o povo moçambicano, mas há uma pequena parte que faz música que não tem muito sentido. Mas a música está a subir. Hoje em dia já se pdoe fazer uma festa só com música moçambicana, e isso é muito bom.
LILOCA- Quando era pequena era uma grande fã da Whitney Houston, e hoje em dia sou fã da Beyoncé. A nível nacional gosto de Joaquim Macuácua, ,Mingas e da Lizha.'
8- EVENTOSMZ- Perspectivas para 2008...?
9- EVENTOSMZ- Como se sente após ter sido a vencedora do Prémio Ngoma para Revelação Feminina?
LILOCA- Claro que conheço! Primeiro quero dizer que os jovens são muito criativos. Vi coisas muito bonitas no vosso site, e vê-se que vocês sao pessoas cultas. Semanalmente vocês deixam as pessoas actualizadas. Mesmo que não vá a uma festa já posso ver como foi.
11- EVENTOSMZ- Que mensagem gostaria de deixar para os seus fãs?
MOÇAMBIQUE JAZZ FESTIVAL:

É o primeiro – de muitos que se pretendem – grande evento de jazz no país. O há algum tempo anunciado Moçambique Jazz Festival tem lugar sexta-feira e sábado na Matola, onde estará uma constelação de estrelas moçambicanas, sul-africanas e norte-americanas deste e de outros géneros musicais. Da América – via Cidade do Cabo, na África do Sul – vêm The Manhattans e Pieces of a Dream e do país vizinho Judith Sephuma e Freshlyground (agrupamento em que evolui o nosso compatriota e guitarrista Julinho), que se juntarão a Jimmy Dludlu, Moreira Chonguiça, Ottis, Stewart, Irinah e Salimo Mohamed, para além de outros artistas moçambicanos.
O Parque Municipal da Matola, há vários meses vedado para obras, será hospedeiro de um evento que se espera concorrido apesar de, reconhecidamente, os ingressos custarem acima da média para o mercado moçambicano do espectáculo. Os preços – mil meticais para um dia e 1500 para os dois do festival – é directamente proporcional aos custos de produção - “também altos” –, que incluem, para além do pagamento ao vasto leque de artistas, serviços como a segurança, que deverá ser garantida “até ao detalhe” tanto para as comitivas de músicos como para o público.
Aliás, a intenção clara da organização deste Festival é “fazer história” e levantar o nível de qualidade dos espectáculos no país. Para tal, a organização acolhe também “worskshops” com técnicos locais para transmitir algumas das experiências deste festival, com o intuito de criar mais “know-how” e especialização.
Mesmo assim, a Mcel, uma das partes promotoras do Moçambique Jazz Festival, fez questão de facilitar a aquisição dos ingressos, oferecendo um desconto de 50 por cento aos clientes que fizerem compras na sua loja sede, em Maputo.
O mega-evento é, numa fase experimental de cinco anos, uma espécie de réplica do Festival Internacional de Jazz da Cidade do Cabo, na África do Sul, cujos responsáveis se dizem dispostos a transmitir a Moçambique - dadas as potencialidades culturais, turísticas e económicas que apresenta – a sua experiência na promoção de realizações culturais desta envergadura.
O Moçambique Jazz Festival será anual movimentará simultaneamente em, dois palcos sempre no primeiro fim-de-semana de Abril, estrelas da música local e internacional. Algumas delas virão depois de terem actuado no Cabo, como é o caso, nesta edição, de Jimmy Dludlu, The Manhattans e Pieces of a Dream.
A meta dos promotores - a empresa sul-africana ESP Afrika, responsável pelo Festival Internacional de Jazz da Cidade do Cabo e as empresas moçambicanas Mcel e 9FM – é fazer com que, a médio prazo, o Moçambique Jazz Festival seja uma das referências do mundo. O da Cidade do Cabo é o quarto maior, superando alguns dos mais projectados, como o suíço de Montreaux.
DOIS PALCOS, 10 NOMES
O Moçambique Jazz Festival está estruturado nos moldes dos eventos similares promovidos internacionalmente, estando inspirado no Festival Internacional de Jazz da Cidade do Cabo, na África do Sul. Aliás, os organizadores deste que detém o estatuto de quarto melhor evento de jazz do mundo são parceiros de entidades moçambicanas na realização a que assistiremos no fim-de-semana.
O público terá, pela primeira vez no historial dos concertos musicais no país, a oportunidade de ver evoluírem simultaneamente vários artistas em dois palcos sem que para tal tenham que adquirir dois ingressos. “Cada ingresso dará direito a assistir à actuação dos artistas em dois palcos, podendo as pessoas escolher em que momento estar num ou noutro ponto, dependendo dos seus gostos”, informou a nossa fonte. Assim, quando o gosto determinar o espectador pode optar por deixar um palco e seguir para o outro.
Sobre a possibilidade do som emitido de um palco não interferir no outro, o que prejudicaria a evolução dos artistas, ficámos a saber que “está tudo acautelado”, pois as condições acústicas e a disposição dos palcos ponderou esse aspecto.

IRINAH A ABRIR...
A diva sul-africana Judith Sephuma, que se popularizou através do disco “A Cry, a Dance, a Smile” e que já trouxe momentos memoráveis de música ao vivo ao nosso país, será a segunda a experimentar a sensação de um grande festival de jazz em Moçambique. Já palmilhou eventos de maior envergadura, pelo que dela se espera tudo o que sabe: cantar, encantar, apaixonar..., com os temas de “A Cry, a Dance, a Smile” e de “New Beginings”, o seu segundo disco.
O moçambicano Alípio Cruz, que preferiu identificar-se nas lides musicais pelo nome Otis (sem que isso signifique ser imitador de um dos seus ídolos de juventude e cantor norte-americano Ottis Redding), é o terceiro nome do palco Zambeze para sexta-feira. Irá trazer o seu crescimento e maturidade na execução do saxofone, ele que toca como pouquíssimos na sua esfera de influência: Moçambique, Portugal (onde reside), Espanha (onde é também muito querido).
Otis
Alípio Cruz, que se diz discípulo do organista e pianista sul-africano Abdullah Ibrahim (Dollar Brand), com quem já tocou, vem tocar numa das raras ocasiões no seu país nos últimos anos.
Jimmy Dludlu

JIMMY, O “HIGHLIGHT”
Os norte-americanos Pieces of a Dream são uma espécie de enigma do festival. Pouco populares entre nós, mas com uma música sugestiva e que promete agradar. Vêm do gospel (três dos seus integrantes trabalharam, ainda adolescentes, em grupos de gospel em Filadélfia, de onde são originários) e percorreram o R and B até serem tidos como um dos percursores do smooth jazz.
Os discos deste quarteto que integra baixista, baterista, teclista e saxofonista têm marcas de grandes ícones da música norte-americana, como é o Caso de Groover Washington Jr, que produziu-lhes os primeiros três. “Love’s Silhouette” e “Pillow Talk” são dois dos mais recentes e apreciados álbuns deste grupo que promete. De resto, o quarteto de Filadélfia será o único grupo a actuar nos dois dias do festival, devendo voltar a estar no palco “Zambeze” no sábado. Ainda para o dia de abertura do festival está marcada a actuação de Jimmy Dludlu, que no fim-de-semana tocou no festival do Cabo.
O guitarrista nascido no Chamanculo vai partilhar com os espectadores um momento especial: o de divulgação do seu mais recente disco, “Portrait”. Mais especial ainda será a ocasião para aqueles que não quererão perder Jimmy em palco, pois para além de apresentar coisas novas tocará alguns dos seus sucessos reunidos em álbuns anteriores, nomeadamente “Echoes From The Past”, “Essence of Rhythm”, “Afrocentric” e “Corners of My Soul”.
O BÓNUS: ARTISTAS EMERGENTES À PROCURA DE UM LUGAR AO SOL
O primeiro Moçambique Jazz Festival terá também espaço para jovens artistas de Maputo. A ideia é aproveitar a ocasião para internacionalizar a música moçambicana feita por artistas já consagrados assim como jovens ainda à procura de um lugar ao sol.
Tal como no programa principal, do palco Rovuma se poderá ouvir sons de várias tendências musicais, incluindo... jazz. É assim que foram escolhidos para os dois dias do festival os grupos Kakana (cuja cantora principal é Yolanda, vencedora de dois prémios no Top Ngoma), Timbila Muzimba, Majeschoral, Projecto Alpha, Satellite Jazz Project, Lizah James, Timbileiros de Zavala, Simba e Paulo Macamo.
Como se pode depreender, a maioria dos jovens artistas do festival não se dedica ao jazz. Contudo, porque o Moçambique Jazz Festival quer celebrar a música, eles foram também convidados.
Mais do que este propósito, deseja-se igualmente fazer da ocasião uma oportunidade para internacionalizar a música moçambicana. Aliás, como afirmara no lançamento da realização o produtor Rashid Lombard, o pensador do festival da Cidade do Cabo e co-promotor do que a Matola acolhe, “pensamos que se pode aqui dar mais visibilidade à música moçambicana. Para além dos artistas consagrados, como é o caso de Salimo Mohamed, que eu sempre disse tem o mesmo potencial de um Ray Phiri, os mais jovens podem ter no Moçambique Jazz Festival uma oportunidade de se mostrar ao mundo, porque este festival serve também para isso”.
Estes artistas não querem deixar crédito em mãos alheias e prometem rivalizar com os artistas que vêm de fora. Conscientes do desafio e da responsabilidade de actuar no Festival, têm vindo a ensaiar incansavelmente nas últimas semanas, afinando instrumentos, vozes e as coreografias de palco. Lizha James, em particular, já disse que vai ultrapassar a sua memorável actuação no Cine África por ocasião do Festival Novidades de Verão da Mcel, no passado mês de Novembro.
THE MANHATTANS 
Salimo Mohamad
Salimo será o primeiro a cantar no sábado, num espectáculo que começa às 15.00 horas. Muita expectativa ele cria sempre que anunciado para concertos, pois, para ele – e para quem o vê em palco –, cada ocasião é uma ocasião. Na sexta-feira actuou com o irmão Alexandre Mazuze e mesmo assim nada faz adivinhar exactamente o quê levará para o festival.
Da Cidade do Cabo vem um ilustre saxofonista, moçambicano, lá baseado há alguns anos. Chama-se Moreira William Chonguiça e, tal como Jimmy Dludlu, vive uma época especial na carreira. Para além de vários concertos na África do Sul tem sido muito solicitado nomeadamente na Europa, onde acabou de fazer uma série de apresentações.
Moreira Chonguica
Stewart Sukuma

Freshlyground da Africa do Sul
Freshlyground é a banda sul-africana onde toca o moçambicano Julinho, exímio guitarrista que decidiu há poucos anos dar outro rumo à sua carreira. A encerrar o Moçambique Jazz Festival estará a banda norte-americana The Manhattans, que arrastou multidões – por via de espectáculos e milhões de discos vendidos – nos anos 1970 e 80. Ainda que caiba num festival destes, a banda não é propriamente um conjunto de jazz. A soul music é o seu forte, tendo como canções-referência “Kiss and Say Goodbye” e “Shining Star”, que para além de constar dos seus álbuns fazem parte de várias compilações de sucessos do soul e R and B. Na Matola o grupo de Nova Jersey irá apostar em temas do seu mais recente CD, “Reachin’ For the Sky”, que reúne os clássicos que foi criando desde que iniciou a carreira em 1966.
Maputo, Quarta-Feira, 2 de Abril de 2008:: Notícias
sexta-feira, 4 de abril de 2008
Sérgio Muiambo, do Tradicional ao Afro-Fusion...
É guitarrista e vocalista da sua própria banda constituída por 5 elementos, virado para o estilo Afro-Fusion com maior enfoque para as danças nacionais como Makhara, Timbila e Txopo, cantando na sua língua materna, o Chope.

Começou a sua carreira como bailarino de uma dança tradicional local chamada Ngalanga. Em 1993 começou a tocar a sua guitarra artesanal feita a partir de uma lata de azeite.
Parabens Angola
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Especiarias do Coracao de Chude Mondlane
FICHA TÉCNICA
Iveth, Gregos & Trianos

Musica:Gregos & Troianos
(retrospectiva beef)
Artista: Iveth
Label: Cotonete Records
I
Quem é o promotor do espectáculo?
beefs que fazem ruir do Hip hop o sustentáculo...
e o público parece não ver obstáculo
mas a dimensão do caos é sem possível cálculo!
vejo duas alas e o cenário é assustador...
guerras em falas, sinto o ódio em vigorferas e balas líricas sem temore profetizam os madalas “isto acabará em terror”...
Pois tudo começou como um mal entendido
mas derepente o peixe já... já estava vendido
e o teor da mensagem seguido e ouvido
um e outro coração partido
não esperava, mas vimos quem houvesse respondido
com palavras feias...isto está renhido
e o Hip-hop perdido, um Hip-hop invertido
levaram a tv e isto ganhou alarido!!!!(Oh...) “Oficialmente beef”...
tem que haver um vencedor e um vencidoe sem rodeios, o retorno deixou-te ofendido
e todos falam e falam e perde tudo o sentido
alas opostas, eis o Hip-hop dividido!
E os inimigos são irmãos de cultura
Será que este é o começo do fim duma triste aventura?
“Encontra quem procura”cuidado que o ódio atiçado é um vírus sem cura!
Eis o negócio da música, rádio, tv e imagem
E cada um de nós é sócio e engrenamos na linhagem
Isto é um neopugilismo lírico?
arrastamos a cultura para o auge do abismo critico...
Separam as alas, separam o povo e a time
‘tá na hora de acabar com o cenário deste filme
comemos da maçã e seu veneno sublime
e talvez só despertemos quando o beef virar crime!!!
Refrão I:
Esta é uma luta entre gregos e troianos
os grandes se afrontam e o povo é quem sofre os danos
uma disputa que talvez não passem anos
acabará em sangue puro cá entre os nossos manos!
Refrão II:
Então, se porventura és dzukuteiro
és um rapper verdadeiro
Parcial ou a tempo inteiro
Façam as pazes pelo Hip-hop!!!
Acabem com esse tiroteionão vos enchem o celeiro
Vá lá seja o pioneiroFaçam as pazes pelo Hip-hop!!!
Isto só estraga a culturasó nos cansa e nos satura
Mostrem uma nova postura
Façam as pazes pelo Hip-hop!!!
Isto é um caos enquanto dura, os media fazem a censura
o povo já não mais atura- Queremos pazes pelo Hip-hop!!!
(scratch)
II
Ok pazes pelo Hip-hop! Não tirem as bases do Hip-hop
não sejam artilheiros ou Kamikazes no Hip-hop
como caloiros ou rapazes no Hip-hop...
e trazem uma avalanche de papparazis ao Hip-hop!
O que fazes ao Hip-hop?ódio trazes ao Hip-hop!
Mcs audazes e capazes vocês são... façam as pazes pelo Hip-hop (façam as pazes pelo Hip-hop)Dos pequenotes aos papás, da velha escola aos novatos
todos dizem em consenso que não concordam com esses actos
e são factos! E contra factos não há argumentos
isto estraga o Hip-hop e seus ricos fundamentos
Isto não é Biggie e Pac, USA e Iraque
uma contra ofensiva a espera do próximo ataquebeefs? não merecem destaque
vocês enobrecem o saque
dos valores do Hip-hop a cada tic-tac
quando o fogo lá se vai há dinamite de novo
parece que a luta é pela coroa mas a coroa é do povo!
já é hora de dizer para, a violência que nos sai cara
e levou Fat Lara+ (Descansa em paz)
respeitemos diferenças
és do Pandza, eu do Hip-hop, que seja sem desavenças
sem julgamentos nem sentenças
façam as pazes pelo Hip-hop... não! Façam as pazes pela música!!!!
Refrão I
Refrão II
Refão I (bis)
Nelson Nhachungue a.k.a. Ace Nells

Se tivessemos que falar de toda História detalhada de Ace Nells (Nelson Nhachungue), não seriam suficientes duas páginas.
TUDO começou em 1997, quando junto de um colega na altura, formou um grupo de Little Rappers (Organização dos Putos Raps), que para além das musicotas de sua autoria, imitavam músicas de músicos famosos da altura como SSP, Black Company, etc… Tal grupo permaneceu até que em 1999 um deles afastou-se.Nisto, de rapper, Nelson descobre que pode cantar em 2000-2001, quando em casa imitava cantors como os O2 e Don Kikas.
A verdadeira história começa em 2004 quando pela confiança lhe depositada por amigos (Ivo Faife e Fernando Chongo) entra no Grupo que é a Associação TRaCK Records.Dentro da Track começou com os seus fieis companheiros do Grupo ELEX, com quem conta até hoje e tem muito a agradecer em especial. Lançado o primeiro êxito com ELEX.Depois desta e outras participações particulares na Track, o Rapazote faz o seu primeiro Hit (TSOMBELAR), em 2005 quando aínda estava a EsTudar no ISPU, onde fazia o Propedêutico. Neste período surge-lhe o FAMA SHOW, concurso onde entrou mesmo contra a vontade de terceiros.
Encarcerado naquele Residencial (Kaya Kwanga), Nelson viu o que nunca tinha sonhado vêr na sua vida, Fans gritarem seu nome, um monte de Mulheres querendo provar o seu “ mel”. emfim, muito sucesso, Nelson aprendeu a vêr o Público a vibrar consigo desde o dia 19 de Agosto, dia em que por ocasião da 1ª Gala do FAMA SHOW interpretou a música do Cantôr Americano, John Legend (Ordinary People), onde firmou o Nome Nelson Nhachungue (do Save ao Maputo), gritos de espanto por parte da Plateia, que via no meio de 30 Participantes um miúdo, aparentemente mais novo que sería capaz de arrancar o primeiro prémio. E assim sendo, Nelson teve fans fieis, que gostavam dele e também, como não deixaría de ser, inimigos.

É de salientar que estes fans, de tão fieis que eram, mesmo nos dias em que Nelson cantasse mal, eles o aplaudiam e davam força, pelo que Nelson Agradece até hoje.
Deva-se dizer , porém que para além da ajuda dos Fans, Nelson contou também com a ajuda de alguns dos seus colegas da academia do FAMA, tais como , Joel Muleia, Mário Monjane, Jafet Sitoe, Odvalda Anibal, Geremias Chamo, Inocêncio Matola entre outros, AGRADECIMENTOS não seríam suficientes, nem para estes, nem para os seus professors ( Ciro Pereira, Yana, Isabel Mabote e Maria José Sacur).
sexta-feira, 21 de março de 2008
Gina Pepa in "Get down with the G's"
No inicio da decada 90 quando entrou em voga o Hip Hop com uma força diferente, os jovens tornaram-se cada vez mais ousados com o “American Lifestyle”. Nesta altura as Flyers continuaram a existir apenas como um nome que as identificava como um grupo de amigas.
Em 1993 Surgiram os “Rappers Unit” um grupo de rap que começou por organizar festas de Hip hop e mais tarde convidado a colaborar com a primeira discoteca Hip hop(Long Beach). Os “Rappers Unit” começaram a gravar suas próprias musicas em 1994, “Keep Rappers Unit from the Underground” e “it’s going down” foram os primeiros temas gravados pelo grupo e mais tarde surgiu a necessidade de ter uma voz feminina.
Gina Pepa foi a voz escolhida, incentivada por Don Mceezalin o Primeiro(Nitó MC), até porque ela já imitava canções de Salt-n-Pepa e Da Brat. Gina adoptou o Nome “Pepa” por ser fã da Pepa do grupo Salt-n-Pepa. Fêz o refrão(cantado) do tema “Get down with the G’s” de Rappers Unit e mais tarde começou a repar surpreendendo e superando as expectativas do resto dos membros do grupo.
Mais tarde Gina foi estudar na Africa do sul mas sem no entanto se desligar da musica e nem perder porque os Rappers Unit nunca mais produziram. Com a edificação da Track Records e o lançamento do album “Mixologia” de DJ Beat Keepa, Hélder Leonel prepara o tema “noite de vingança” para fazer parte do mesmo album. Um tema que marcou o regresso em grande de Gina Pepa para a cena Hip Hop como artista solo. Gina veio preencher uma grande lacuna do quase inexistente Rap feminino em Maputo, com um poder vocal de cortar a própria respiração Pepa tem a capacidade de segurar na lirica sem deixá-la escorregar em nenhum momento das suas actuações ao vivo.
Atualmente se encontra em estudios registando o seu primeiro album.
Gina faz parte da Track Records e está no ar com o tema G.I.N.A. produzido por HC e Kloro.
E-mail: ginapepa@track-online.com
Fonte: www.track-online.com
quinta-feira, 20 de março de 2008
Mozpipa
Mozpipa e’ a abreviacao de Mocambique, Pinto e Paulo.
A banda foi criada no dia 10 de Novembro de 1995, pelo Pinto e o Paulo. Os dois eram membros do conjunto kawai K10. Os outros membros juntaram-se a banda dois meses mais tarde e de la ate aqui continuam a tocar juntos.
A banda tem varias influencias, desde o Zouk, Marrabenta, musica Latina e Xingobela.
Normalmente tocam ao vivo nos diversos clubes noturnos em Maputo, festas, casamentos e pelas provincias, por vezes teem convites para espectaculos na Africa do sul e Swazilandia.
Em 1997, comecaram as gravacoes do primeiro disco de 8 faixas intitulado “Morena de Mocambique”, produzido por Julio Silva e Sergio Gonsalves, masterizado por Joao Oliveira, Captacao de voz de Rolland, gravado nos studios Promusic entre Novembro a Dezembro de 1997. Para este trabalho, foram convidados Miguel Gonsalves na trompete, Rui Gonsalves no trombone, Ivan Ferreira na bateria e percursao, Gisela nas vozes e coros, e Julio Silva teve a responsabilidade dos arranjos de metais, teclados, piano, distorcao de guitarra, chocalhos, congas, percursao e bateria.
O disco foi editado pela Vidisco.
As letras assim como a musica sao da autoria dos Mozpipas.
Compoem a banda o Pinto, Paulo, Jaime, Rui e Carlos.


Tem no total quatro albums no mercado, sendo o ultimo “Ecos de Zambeze”.
1 – Cissi
2 - Papo Furado
3 – Malena
4 - Ni Tsemba Wene
5 - Swa Yila
6 - Cai na Real
7 - Minha Mãe
9 – Cimbuia

Contactos:
Av. Maguiguane, nº 15471
1º andar Maputo Moçambique
E-mail: peadrui@hotmail.com
E-mail: rtaula@ispu.co.mz
E-mail: tauladas@yahoo.com.br
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Fax: +25821496074 Leia Mais…
Helder Leonel a.k.a. FaceOculta
Foto de mag.da.pFoi em 1994 quando foi formado o African Talent uma produtora da qual fez parte, que trabalharia no agenciamento dos Rappers Unit e na produção de espectáculos que foi ganhando esperiência em relação ao mundo artístico com a produção do “Basket in rapshow” que culminou com a abertura do primeiro programa de Rap em Moçambique na radio Cidade 97.9 Fm, no Hip Hop Time. Participava como colaborador neste programa com Zito Doggystyle e DJ Eduardo PM ambos dos Rappers Unit. Entrou em contacto com o mundo da publicidade produzindo Gingles para PSI/Jeito. Participou em varios espectáculos e em varias campanhas sociais com os Rappers Unit. DJ Eduardo largou o programa Hip Hop Time para se dedicar aos trabalhos de DJ, Zito Doggystyle rumou para televisão e Hélder leonel tomou as redeas do Hip Hop Time como produtor e apresentador, dando-lhe um espirito de luta. Enquanto os Rappers Unit se tranformavam num projecto supostamente fracassado. Por volta de 1998. Hélder Leonel ou seja Lil Brotha H continuou a produzir temas a solo como “Cachimbo da paz” feat Squeeza , “algemado pelo Pó”.
Em 2002 procurando desenvolver mais intercâmbio com mais rappers Moçambicanos produziu o tema “um por todos e todos por um” entrando para o uso do sample, era o apelo a união numa musica que contava com alguns rappers que começavam a estar em voga na altura o caso de Duas Caras, Squeeza (Rappers Unit) Crack do grupo Aranha céus, Danny OG e Kloro de Trio fam. Na altura foi convidado por Bjoy e DJ Beat Keepa a integrar a TrackRecords onde produziu o tema “noite de vingança” de Gina Pepa para o album Mixologia de DJ Beat Keepa. Nessa altura foi convidado por Ivan Andrade a fazer parte do Movimento Humanista. Deste Movimento nasceu o Movimento Hip Hop Laranja, um movimento socio-cultural que se dedicava na valorização do ser humano através da musica. Hélder Leonel adoptou o nome “FaceOculta” ao perceber que a cena da musica estava ficando cada vez mais congestionada de nomes em inglês e que era necessáro ser original. Escolheu o nome FaceOculta por sentir que começava a haver muita disputa para conquista de oportunidades no mundo artistico. Participou numa Missão do Movimento humanista através do Hip Hop Laranja em são Paulo onde integrou um grupo denominado “Hommo Sapien Sapien”
E para conquistar algo, alguns artistas foram capazes de ocultar os outros e ele considera-se uma dessas Faces ocultas. Nesse mesmo ano gravou o tema “Fúria das aguas” para a compilação “ –Atenção: desminagem!” da Kandonga Produções. Album que mereceu um “Review” no site Brazileiro Bocada-forte.com.br e ainda um destaque e um “drop” de Faceoculta na radio on line “Resistencia Sonora”.
Em 2004 lançou na radio a musica “Amor Real” um som “light” produzido por sí, com a partcipação de Xixel nos coros, que mostrava uma nova fase da sua vida em termos de relações e uma tendencia para o Hip Hop Jazz. Hélder adicionou mais um programa radiofíco na sua carreira : O Sabor Azul, um programa de base blues, Afro Jazz, jungle e o novo soul clássico. Ainda com as redeas do programa Hip Hop time da cidade FM comemorou os 10 anos de existencia do programa organizando um espectáculo no Cine África que era ao mesmo tempo um festival de prémios do programa. Atualmente faz a direcção artistica e coordena a produção de eventos para a Track produções. Confessa que tem sido negligente quanto a gravação do seu album porque só vai ao estudio quando está inspirado porque não quer produzir musicas só porque tem k fazer musica. Espera em 2007 lançar o seu primeiro album e se possivel ter pelo menos 10 cópias em Vinyl.
quarta-feira, 19 de março de 2008
MOZACA: O legado de Carlos e Zaida Hlongo
MOZACA é o actual nome da banda musical que pertencia ao casal Carlos e Zaida Hlongo , já falecidos. Aliás, antes do desaparecimento físico deste casal, em dois momentos diferentes, este agrupamento levava o nome dos seus cérebros: Banda de Carlos e Zaida Hlongo. Passada a fase de pesado luto – que assolou não só a estes músicos mas a outros, de outros grupos, e os fãs de música moçambicana – e pretendendo dar continuidade à sua vida artística, os elementos remanescentes do grupo decidiram mudar o nome para MOZACA, o que significa, segundo eles, Moçambique: Zaida e Carlos.Ao atribuir este nome, os elementos do MOZACA homenageiam o casal mais badalado da História da música popular moçambicana e, ao mesmo tempo, à música do nosso país no seu todo.
“Decidimos dar este nome à banda porque vimos que era a única forma de homenagearmos aqueles que foram os nossos líderes no mundo da música: Carlos e Zaida Hlongo. Eles foram pessoas muito importantes nas nossas vidas mesmo fora da música. Tudo o que somos hoje e provavelmente o que seremos amanhã sempre estará associado a Carlos e a Zaida Hlongo”, assim se expressou Fernando Mavume, baterista, um dos vocalistas e líder da banda “Moçambique: Zaida e Carlos Hlongo”.
Fernando Mavume é um dos três irmãos desta banda que decidiu continuar a obra daquele casal em termos temáticos: abordar o dia-a-dia social dos moçambicanos, contribuindo para corrigir o que vai mal.
Mesmo depois do desaparecimento físico daqueles que foi o casal de ouro da música ligeira moçambicana, os jovens instrumentistas não se abalaram, tendo conseguido reunir forças suficientes para continuarem com a carreira.
“Quando perdemos os nossos líderes não entrámos em dilema, antes pelo contrário, conseguimos gerir a situação e dissemos a nós mesmos que a única homenagem que devíamos prestar ao casal seria continuar a fazer o que eles mais gostavam que era cantar e dançar. E assim estamos hoje aqui”.
Por outro lado, seria complicado para estes jovens artistas e para muitas pessoas continuar a ostentar o nome “Banda Carlos e Zaida Hlongo”, pois, segundo percepção de Fernando Mavume, não queriam passar por oportunistas baratos ostentando o nome daqueles que dizem respeitar muito como artistas.
“Isso seria complicado e muita gente não entenderia, decidimos mudar o nome da banda, mas sem quebrar a essência e o objectivo pretendido que era homenagear o casal. E sem alterarmos muita coisa mudamos para o nome que temos hoje, que é MOZACA. No fundo este nome identifica-se com a história do casal e do sucesso que fizemos e continuamos a fazer até hoje. Inspiramo-nos no casal e é justo que continuemos a ser o que eles gostariam que fossemos”, comentou a fonte.
Um ritmo de guitarra que ficou com o dono.
O ritmo abraçado desde que a banda ficou conhecida como Carlos e Zaida Hlongo teve que ser alterado devido à morte do casal. E se no passado esta banda tinha na marrabenta o mote da sua existência, hoje ela já se vê na contingência de fazer misturas com outros ritmos, como são os casos de passada, zouk e ragga.
É que com a morte de Carlos Hlongo desapareceu também um ritmo que era a característica da banda. “O ritmo mudou um pouco, mas é preciso dizer que fomos forçados a isso, uma vez que já não podíamos continuar a tocar somente marrabenta. Com Carlos Hlongo tínhamos um ritmo que só a guitarra dele fazia. Esse era um ritmo só dele, diferente e característico. E isso fazia-nos muita falta, pois sem esse ritmo não podíamos continuar a tocar na mesma linha de Carlos Hlongo”, explica-nos, ao mesmo tempo que censura o facto de muitos músicos jovens estarem a recriar as músicas do casal muitas vezes sem a anuência de ninguém, alegando uma pretensa homenagem a eles. “Ao pegar nas músicas que nós trabalhamos com carinho esses músicos dizem que estão a homenagear o casal, mas não fazem mais do que deturpá-las, no sentido de que o contexto em que inserem essas recriações não tem nada a ver com o que era o pensamento de Carlos e Zaida Hlongo”, desabafa.
E mais: “eles nem se preocupam em repartir os benefícios disso com a família do casal. Carlos e Zaida deixaram filhos que, pensamos nós, têm o direito de ter benefícios do trabalho que os pais deixaram, feito arduamente, mas até agora isso não está a acontecer. Não dizemos que devem se preocupar com a banda dele, pois nós continuamos a levar a nossa vida de forma normal, mas com os filhos do casal”.
Publico acompanhou-nos sempre.
O ano de 1992 é o que inicia a história desta banda, com espectáculos a serem realizados um pouco por todo o país e noutras paragens do mundo, em várias digressões que sempre Carlos e Zaida Hlongo efectuaram com a sua banda. “Fizemos espectáculos em quase todo o país, mas também na África do Sul, na Alemanha e em muitos outros sítios”.
Na altura, para além do casal, onde Carlos tocava o solo e Zaida cantava, a banda tinha ainda Fernando Mavume, na bateria, Xavier era o viola baixo, Luís no ritmo, Steve a executar o contra-solo e Agostinho nos teclados. Hoje o grupo continua com a mesma composição, tendo agora duas bailarinas, nomeadamente Rosinha, que é, por sinal, sobrinha de Zaida Hlongo, e Angelina, que entrou para a banda como uma das vocalistas.
“Tal como no passado, em que nos assumíamos como família, hoje continuamos a fazer prevalecer este espírito”, afiança.
Fernando Mavume não faz ideia de quantos espectáculos realizaram, mas sabe dizer que foram aos magotes. E em todos eles uma coisa sempre os acompanhou: o sucesso e a vibração do público.
Reflectindo, sabe dizer que fizeram “muito dinheiro”. Muito dinheiro no sentido de que sempre deu para se “aguentarem” na vida e nunca passaram fome.
“Nos nossos espectáculos fazíamos muito dinheiro e nunca passámos fome. Nunca nos queixámos, e quando isso acontece sentimos que sabe bem ser músico”, revela, entre risos, Fernando Mavume.
Quando Carlos Hlongo viu Fernando a tocar bateria, ensinado por um amigo do próprio malogrado músico, convidou-o de imediato para integrar a sua banda. Era o primeiro sinal rumo a um sucesso que só viria a conhecer um interregno, primeiro, com o desaparecimento físico de Zaida Hlongo, enterrada como rainha em 2003 no Cemitério de Lhanguene, e em definitivo, após a morte do marido, Carlos Hlongo, cerca de um ano depois.
“Com eles começámos por gravar nos estúdios da Rádio Moçambique, tendo registado a primeira música de Zaida Hlongo que foi ‘Kiribone’”, disse.
Aliás, “Kiribone” foi o incendiar de um rastilho e o archote que viria a iluminar a carreira da autora bem como levava a sociedade a aplaudir a ascensão de uma cantora que desde logo atingiu o estrelato.
Tempos depois, também pela Rádio Moçambique, gravaram mais dois projectos, designadamente “Zabelane” e “Ndzuti”. Aí foi a trepidação total! A sociedade acocorou-se aos pés desta cantora, que, acompanhada por uma banda de jovens também de grande talento, cantava, dançava e mexia-se sem tabus e preconceitos. No palco Zaida deixava o seu corpo em manifestação total e conduzia a plateia ao zénite. Não admira que por isso fosse criticada, mas, ao mesmo tempo, amada e acarinhada por quase todos.
Depois da Rádio Moçambique, a banda Carlos e Zaida Hlongo firmou acordo com a extinta editora Orion. Lá foram registados os discos “Sibô”, “Alfândega” e “Drenagem”. Estes registos discográficos são feitos numa altura em que a cantora já vinha conquistando vários prémios em diferentes paradas musicais moçambicanas, particularmente o Top Feminino e Ngoma Moçambique. A sociedade, atenta ao desenrolar da vida, da cultura e da música, principalmente desta cantora juntamente com o seu marido, criticava e aplaudia.
E os álbuns também iam sucedendo ao ritmo da sua fama e da aclamação pelos seus fãs que já eram aos magotes.
“Depois passámos para a editora Vidisco, onde registámos ‘Matekaway’. Quando fomos gravar este disco já Zaida Hlongo mostrava sinais de debilidade. E veio a perder a vida quando estávamo-nos a preparar para começar a registar temas musicais daquilo que viria a constituir o ‘Sifassilhile’. E Carlos Hlongo, também andava meio abatido e triste com a morte da mulher, teve a responsabilidade de levar o projecto até ao fim”. Ainda assim, os artistas conseguiram lançar o disco e fazer alguns espectáculos, mas as energias de Carlos eram já quase inexistentes. Já não tinha a mesma vibração e o mesmo entusiasmo.
E quando já estava muito debilitado, Carlos Hlongo registou algumas músicas nas quais contou com a participação da sua filha Tânia. As músicas gravadas nesse período foram reunidas em disco que leva o título “Metical”. O mesmo encontra-se nos arquivos de espera da Vidisco.
Ainda pela editora Vidisco, saiu este ano um DVD intitulado “África ao Vivo”, faz alusão a um dos espectáculos musicais realizados no Cine-África, nos tempos do programa de promoção musical “À Quinta no África”.
Esta era a banda do casal Carlos e Zaida Hlongo, que durante muitos anos acompanhou-a nos palcos e fez várias espectáculos com eles. E hoje, como MOZACA, já tem registado um trabalho discográfico, o primeiro da nova era, intitulado “Viva Chongo: Vamussenga”.
Este grupo tem aparecido em diferentes concertos que se realizam em casas de pasto e clubes nocturnos de Maputo e Matola.
Fonte: Jornal Noticias: FRANCISCO MANJATE














